segunda-feira, 27 de maio de 2013

Parlamento encerra com apelos ao diálogo entre Governo e profissionais de saúde

 
VII sessão ordinária chegou ao fim
Para Angelina Enoque, o descontentamento é generalizado e o combate à pobreza é um fracasso. Já Margarida Talapa lembrou que o país continua a enfrentar muitos desafios para assegurar a criação de condições para que cada cidadão goze de uma vida mais condigna “fruto da redistribuição da riqueza”
Encerrou, última sexta-feira, em Maputo, a VII sessão ordinária da VII Legislatura da Assembleia da República. A nota dominante nos discursos de encerramento foi a greve dos médicos, com apelos ao retorno à mesa de diálogo de forma a acabar-se com o caos reinante nos hospitais, em consequência da paralisação laboral protagonizada pelos profissionais de saúde.
Intervindo na sessão de encerramento, a presidente Assembleia da República, Verónica Macamo, condenou a atitude dos profissionais de saúde, mas não teve coragem necessária para criticar o Governo. “Embora a greve seja um direito constitucionalmente consagrado, apelamos aos médicos e a outros profissionais de saúde a que tenham a consciência de que a vida é um bem supremo que deve ser cuidada e preservada. Por isso, esperamos que o bom-senso prevaleça e que retomem os seus postos de trabalho, de modo a garantir os necessários cuidados hospitalares aos cidadãos, nos termos do seu juramento de exercer a arte de curar, sempre fiéis aos preceitos da ciência, da honestidade e da caridade”, disse Verónica Macamo.
Do ponto de vista do cumprimento da agenda prevista para esta sessão, Verónica Macamo disse que a mesma foi cumprida em 72%. Entretanto, Macamo não deixou claro se seria convocada para breve uma sessão extraordinária do Parlamento para apreciar matérias que não foram objecto de análise na presente sessão.
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