quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Militares russos descarregam equipamento bélico no país?


Militares russos descarregam equipamento bélico no país?
Desde a manhã desta quinta-feira, circulam imagens de supostos militares russos a descarregar material bélico para o reforço das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), algo que tem movimentado vários comentários nas redes sociais, onde diversas têm sido as hipóteses apresentadas, sendo uma das principais, o possível reforço à província de Cabo Delgado, onde homens desconhecidos aterrorizam populações desde 2017.
Sobre o assunto, “O País” ouviu o vice-ministro da Defesa Nacional, Patrício José, que não confirmou a suposta presença, mas reconheceu que as FADM precisam de equipamento.
“As FADM, como quaisquer outras forças, precisam de equipamento”, disse o vice-ministro, sublinhando que ainda que o governo comprasse equipamento, não seria informação a mediatizar.
“Nós não vamos expor no jornal que compramos equipamento aqui, ou acolá” expressou, realçando em alegoria aos jornalistas que “as FADM têm que garantir a integridade territorial deste país e a sua soberania, para que vocês [jornalistas] exerçam os vossos direitos, normalmente”.
Na entrevista, que falou depois de insistências, o vice-ministro terminou salientando que “combate não é uma situação de ‘cocktail’” mesmo sem ter-se referido a que combate se referia.
De lembrar que esta suposta presença de militares russos a descarregar material bélico no país, surge num contexto em que tendem a intensificar-se os ataques armados, em Cabo Delgado.

Quinta-feira, 26 de setembro de 2019
Olha quem vai à Colômbia

Somos finalistas da categoria Inovação do prêmio Gabriel García Márquez de jornalismo, o maior da América Latina. "O fim de uma facção", reportagem especial que publicamos no ano passado, ficou incrível porque, além de contar uma história eletrizante, foi o primeiro especial com foco em design e programação do Intercept Brasil. Essa newsletter conta a história da reportagem que envolve a favela mais disputada do país, um traficante fugindo em um porta-malas e uma guerra sangrenta que acabou com uma das maiores facções do mundo.

Encravada entre bairros chiques, a Rocinha tem 100 mil habitantes – é um pote de ouro do mercado das drogas ilegais. Em 2011, o Nem, chefe do tráfico no local, foi preso tentando fugir no porta-malas de um carro. Sem ele na jogada, traficantes começaram uma batalha pelo controle da favela, entre ele e Rogério 157, até então seu pupilo. Ambos faziam parte da facção Amigos dos Amigos, a ADA, uma das mais tradicionais do Rio, com mais de 20 anos de atuação.

Nossa ideia era contar como todo esse fuzuê estava destruindo a própria ADA. Levantamos muita informação: nomes de bairros, favelas, apelidos de traficantes, facções. Como contar essa história sem que isso perdesse o sentido ou ficasse chato?

Foram necessários nove meses de trabalho e 8 profissionais: jornalistas, designers e uma pesquisadora especializada no tema. Nos debruçamos sobre um levantamento exclusivo baseado em dados do Disque Denúncia, cruzamos com informações que levantamos na imprensa e entrevistamos ainda agentes públicos, repórteres que cobrem a área há muitos anos, moradores e, claro, alguns dos envolvidos na narrativa.

Enquanto a imprensa carioca se recusa a dar os nomes das facções criminosas, nós investimos pesado (tempo, pessoal e dinheiro) para explicar a você, nosso leitor, como funciona essa trama e como ela é decisiva para o cotidiano da cidade. Foi cansativo, mas foi muito bom trabalhar em cima desse material. O Intercept Brasil existe exatamente para contar histórias como essa.

E quanto mais você apóia nosso jornalismo, mais somos capazes de produzir. Topa contribuir para que o TIB faça mais investigações originais?

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Passada a etapa da pesquisa, fechamos a primeira versão do texto e aí o time de design entrou em campo. Criamos um layout usando um programa chamado Sketch e programamos o site usando diferentes linguagens de programação na plataforma Webflow. Os mapas foram desenhados em vetores e o conteúdo multimídia foi cuidadosamente tratado antes de ser colocado na matéria.

Depois vieram os testes de visualização no computador e em celulares. Pequenos bugs corrigidos, quase tudo pronto. Faltava, então, fazer a versão em inglês. Parece fácil, só traduzir! Mas… não.

Entrou então pro jogo o editor Andrew Fishman. Ele foi a peça central para fazer o público estrangeiro entender uma história que, mesmo para quem fala português, já era uma grande novela. Ter um bom tradutor fez toda diferença. Era preciso alguém que conhecesse muito bem a cultura brasileira e conseguisse passar tudo para o inglês. Ninguém melhor que ‍Andrew Nevins, que traduziu vários livros do escritor Laurentino Gomes.

No final, saiu o thriller que vocês podem ler (e ver) clicando aqui. Será que a gente traz o caneco da Colômbia. Seria um feito inédito pro TIB. A premiação é dia 03 de outubro, em Medellín.

Vamos à Colômbia para o Gabo, mas, você sabe, a redação do TIB não para. Estamos nesse momento trabalhando em outra super matéria que está em produção há doze meses. Vem mais especial por aí porque o Intercept Brasil vai continuar a contar as melhores histórias da maneira mais ousada. Isso só acontece porque nós temos a liberdade para fazer nosso jornalismo de modo realmente independente.

Venha fazer jornalismo sem rabo preso e eletrizante com a gente.

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Destaques

O fim de uma facção
Cecília Olliveira, Yuri Eiras
As traições, prisões e batalhas perdidas que marcam a queda de uma das mais poderosas organizações criminosas do Rio de Janeiro.
Tá tudo dominado
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As ligações dos Bolsonaro com as milícias
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Flávio ostenta no próprio Instagram sua foto com o pai, Jair Bolsonaro, e com os PMs Alan e Alex, presos na operação Quarto Elemento.
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O governador Wilson Witzel prometeu uma guerra. Ele já está entregando a promessa à população.

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