domingo, 10 de março de 2019

No avião que caiu na Etiópia morreu uma parte da humanidade


Entre as 157 vítimas havia médicos, políticos, diplomatas e cooperantes. Pelo menos 19 eram trabalhadores de agências das Nações Unidas. Vários passageiros iam participar em duas conferências daquela organização no Quénia.
As Nações Unidas já pediram às suas delegações no mundo inteiro que deixem as suas bandeiras a meia haste. A organização está de luto pela morte de 19 funcionários na queda do avião da Ethiopian Airlines na manhã de domingo, a 60 quilómetros de capital Adis Abeba. O voo levantara há seis minutos da capital etíope a caminho de Nairobi quando se despenhou, matando todas as 157 pessoas que viajavam a bordo.
Na maioria dos casos, eram trabalhadores humanitários que trabalhavam para agências da ONU como o Alto Comissariado para os Refugiados (ACNUR), a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) ou o Programa Alimentar Mundial (WFP). A agência de notícias AP diz que há vários médicos neste grupo, que trabalhavam em campanhas de apoio às populações africanas mais necessitadas.
Aos poucos, começam a ser divulgadas as identidades de alguns passageiros. O jornal italiano La Reppublica identificou os oito italianos que morreram, entre os quais o diretor de logística da delegação regional do WFP, Djordje Vdovic, de origem sérvia. O Irish Times confirmou a morte de Michael Ryan, engenheiro irlandês que trabalhava para a FAO, desenvolvendo projetos de captação de água para populações africanas assoladas pela seca. Também o pai da inglesa Joanna Toole, que trabalhava igualmente para a FAO, confirmou o desaparecimento da filha.
As 157 pessoas que perderam a vida no voo da Ethiopian eram de 35 nacionalidades diferentes
Além dos funcionários da ONU, há uma série de trabalhadores humanitários de várias ONGs que atuavam na África Oriental que morreram na manhã de domingo. O etíope Tamirat Mulu Demessie, que trabalhava para a Save The Children, é um dos nomes confirmados. O seu trabalho era resgatar crianças das situações de conflito e ajudá-las a reencontrar as famílias.
Carlo Spino, a sua mulher Gabriella Vigiani e um amigo de ambos, Matteo Ravasio, eram médicos italianos e dirigiam a organização Africa Tremila. Construíam hospitais no Sudão do Sul, considerado pelo FMI o país mais pobre do mundo. Paolo Dieci, da mesma nacionalidade, era diretor do Comité Internacional para o Desenvolvimento dos Povos, que organizava programas de desenvolvimento sustentável em comunidades vulneráveis.
A concentração de cooperantes a tomar o voo da Ethiopian Airlines pode ter uma explicação: é que na terça feira, 12 de março, arrancavam no Quénia duas importantes conferências sob o auspício das Nações Unidas: a Assembleia da ONU para o Meio Ambiente e uma conferência de arqueologia da UNESCO.
Na Eslováquia, a tragédia bateu diretamente à porta do deputado Anton Hrnko. Perdeu a mulher e dois filhos
Entre estes estão seguramente Sebastiano Tusa, arqueólogo marinho italiano, e Abiodun Oluremi Bashua, antigo embaixador da Nigéria no Irão, Áustria e Costa do Marfim e era agora interlocutor do país para as missões de paz da ONU em África. Pius Adesanmi, um professor universitário canadiano de origem nigeriana, também perdeu a vida neste voo. Era escritor e ativista pela democracia em África. O Canadá é o segundo país com mais vítimas (18), atrás do Quénia (32).
Os jornais chineses lamentaram a morte de oito cidadãos do país, incluindo um funcionário da Agência da ONU para o Ambiente, um empregado da Corporação da Indústria Aeronáutica da China e outro da Corporação da Indústria Eletrónica e Tecnológica. A Suécia chora por Jonathan Seex, dono de várias cadeias de hotéis em África.
Na Eslováquia, a tragédia bateu diretamente à porta do deputado Anton Hrnko. Horas depois da notícia do acidente, o vice-presidente da bancada parlamentar do Partido Nacionalista Eslovaco escreveu um post no Facebook anunciando que a mulher Blanka, o filho Martin e a filha Michal tinham morrido no desastre.
As 157 pessoas que perderam a vida no voo da Ethiopian eram de 35 nacionalidades diferentes. Quénia com 32, Canadá com 18 e Etiópia com 9 são os países que perderam mais cidadãos. China, Itália e Estados Unidos perderam oito pessoas cada, o Reino e a França têm a assinalar sete mortos, seguindo-se Egito (6 pessoas), Alemanha (5), Índia e Eslováquia, cada uma com quatro. A lista segue com uma série de cidadãos de países, sobretudo africanos e europeus. 
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Comentários
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  • Nadine Gomes O mundo perdeu 157 humanos. Aprendam a escrever melhor ou pensem melhor antes de escrever. Fazer um texto querendo destacar 19 pessoas é trágico como esse acidente. Não façam mais tragédia ainda. 😣😣
    • Maria Graça Arnaud Pereira até aqui neste comentário há uma seleção natural...
    • Nadine Gomes Maria Graça Arnaud Pereira ????
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    • Agda Maria Duas tragédias,
    • Roberto Kuru Nadine Gomes , jornal que chama Psol de extrema esquerda...
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    • Farah Diba Nadine Gomes tem razão nenhuma vida deve ser comparada mas entre alguns desses haviam uns que lutavam pela mudança no mundo penso que seja isso que o jornal queira destacar, não digo que a “minha morte seja menos importante que a dum daqueles jovens da união africana.” Apenas destacar que eles faziam efetivamente a diferença para milhares de pessoas e eu provavelmente só faria diferença na vida da minha família... mais uma
      Vez nenhuma
      Morte é mais ou menos importante, mas sim
      Neste caso foi uma enorme
      Perda no sentido de que perderam se lutadores do mundo. 🙏🏽
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  • Hely Aparecida Pierozzi Takatori Todas as vítimas são iguais, nessa hora não interessa a profissão ou classe social, do jeito que escreveram parece que só algumas pessoas eram importantes!
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  • Pedro Miguel É de lamentar. :(
    Mas... Serei o único a achar um bocado estranho? Parece que ia lá muito boa gente que fazia comichão a alguém.... 🤔
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  • Almerinda Ramalhosa Só temos de lamentar a morte de todos, sem fazer diferenciações. Cada um de nós tem algo a cumprir.
    • Natalia Conde Almerinda Ramalhosa claro que têm que dar a noticia. Eu quando morrer nao vao dar a noticia desta forma. Obviamente. Nao me deferenciei . Sou um ser humano, ponto. Custa entender isso? Gente com tanta raiva, frustração...
    • Almerinda Ramalhosa Natalia Conde A raiva e a frustração não são minhas. O problema não será seu?
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    • Carlos Silva Almerinda Ramalhosa algo a cumprir? A sério? O que tem a cumprir uma criança que morre com cancro aos 5 anos?
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  • Nuno Martins a outra parte como não era humanidade não interessa? 🤦‍♂️
  • Suzete Dias A vida é curta. Aproveitem mais cada momento e dêem menos importância às coisas materiais. O trabalho não é tudo. Passem mais tempo com a famíli. Amanhã pode ser tarde demais...
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  • Teresa Kohlhoff Feijó A queda de um avião é sempre um choque horrível e uma perda irreparável de seres insubstituíveis, colocando famílias inteiras em desespero completo para o resto das suas existências.
    Os meus sinceros sentimentos às famílias!!!
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  • Alipio Nunes Pois os que não têm posses de viajar, não iam lá,,,,, Estes titulo jornalísticos, enfim, o que iam lá eram pessoas…….Lamento o acidente.
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  • Mario Santos Sem desconsiderar a gravidade do ocorrido, o título da matéria é ridículo, coisa de estagiário ou "sobrinho recém-formado do chefe de redação". Em qual acidente aeronáutico não morreu "uma parte da humanidade"? Talvez um avião de transporte de gado pilotado por chimpanzés? 😂
  • Maria Sá Pires Qdo chega a HORA....somos todos iguais...
    Que descansem na Paz do divino !
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  • Rosa Lopes São sempre tragédias que nos deixam com o coração triste, e aqui estavam um conjunto de pessoas que se preocupavam a criar melhores condições humanas nas sociedades carentes de quase tudo 😢 sou solidária neste momento de dor.
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  • Maria Luísa Bandeira Sempre que há uma tragédia com mortes morre sempre uma parte da humanidade.Ou só as pessoas importantes é que pertencem á humanidade?
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