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| Escrito por Adérito Caldeira em 28 Novembro 2017 |
“O nosso balanço continua muito líquido, devido a uma elevada proporção de activos remunerados, compostos por bilhetes do tesouro, obrigações e depósitos junto de outros bancos. Este facto dá-nos flexibilidade suficiente para responder às necessidades do mercado e alavancar ainda mais o nosso balanço sem pôr em risco a nossa estrutura de financiamento”, apurou o @Verdade no Relatório e Contas do exercício de 2016 do Standard Bank.
Aliás o banco assume que Bilhetes do Tesouro valorizaram mais de 1700%, de 55.123.255 de meticais em 2015 para 974.828.615 de meticais no ano passado.
“Apesar de custos de financiamento mais elevados devido aos constrangimentos de liquidez que se verificaram durante quase todo o ano de 2016, a nossa margem financeira cresceu 83% em termos anuais. Esta situação deveu-se em grande medida a taxas de juro domésticas significativamente mais altas e a um crescimento de 13% da carteira de crédito” pode-se ainda ler nas Contas deste que é o terceiro maior banco a operar em Moçambique.
Desgraça dos moçambicanos tem sido uma oportunidade para os banqueiros ganharem dinheiro
A Margem Financeira que tinha sido de 2,880,756,257 de meticais, em 2015, quase duplicou para 5,275,371,952 de meticais, em 2016, como resultado, o Relatório e
Claramente a desgraça dos moçambicanos, com a crise precipitada pelas dívidas ilegais da Proindicus e da MAM, tem sido uma oportunidade para os banqueiros ganharem dinheiro, constatação corroborada pela investigadora do Instituto de Estudos Sociais e Económicos(IESE), Fernanda Massarongo Chivulele, em entrevista ao @Verdade. “A crise em Moçambique implica aumento da inflação devido a desvalorização do metical e alta dependência de produtos importados. Diante disto, a politica monetária torna-se restritiva e há um aumento das taxas de juro gerais na economia”.
“O que acontece é que os activos dos bancos comerciais ajustam a taxa de muito mais rápido e em maior proporção as subidas nas taxas de juro em relação aos passivos. Em outras palavras os créditos tornam-se mais caros em resposta as taxas de juro altas, mas as taxas de juro dos depósitos e outros passivos não mudam tão rápido e nem tanto. Por essa razão, os bancos tiram proveito dos desfasamento do ajustamento entre os passivos e activos”, explicou a economista moçambicana.
O @Verdade pediu ao Standard Bank comentários sobre este “crescimento significativo” em plena crise mas, após duas semanas de espera, nenhum resposta obtivemos deste banco que tem à frente do seu Conselho de Administração Tomaz Augusto Salomão, influente membro do partido Frelimo.
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