| “Nós os moçambicanos somos resilientes” à falta de paz, aos carros de luxo, ao jatinho de luxo e às dívidas ilegais... ao partido Frelimo |
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| Escrito por Adérito Caldeira em 21 Dezembro 2017 (Actualizado em 24 Dezembro 2017) |
No terceiro ano que vivemos sem paz o Chefe de Estado, que chegou alguns minutos atrasado e entrou pela porta dos fundos da Assembleia da República, revelou sobre as negociações que assumiu pessoalmente com o líder do partido Renamo que “chegamos a um consenso sobre a finalização das propostas das comissões de trabalho a serem submetidas a esta casa, e chegamos aos entendimentos sobre o anúncio das eleições gerais ao abrigo de um figurino a ser acordado entre as partes”.
“Não podemos olvidar aqui o papel colaborativo e cooperativo do presidente da Renamo, senhor Afonso Macacho Marceta Dhlakama, neste processo de aproximação da paz e do afastamento do expectro da guerra”, ressalvou Filipe Nyusi , que arrancou palmas da bancada do maior partido de oposição, no entanto sobre data concreta o Presidente apenas afirmou que “estamos esperançados que num futuro muito próximo os moçambicanos vão testemunhar consensos duradouros que nos permitirão viver em harmonia, numa paz efectiva e definitiva”.
Não se pode violar a Constituição para responsabilizar quem a violou para nos endividar
No segundo tema que mais aflige os moçambicanos o Presidente Nyusi voltou a ignorar que o problema central das dívidas ocultas é a falta de cooperação dos seus camaradas do partido Frelimo, e quiçá dele próprio, em esclarecer as “lacunas” que ainda existem na Auditoria Forense realizada às empresas Proindicus, EMATUM e MAM.
“(...)Reiteramos hoje a total disponibilidade do Governo de apoiar a Procuradoria-Geral da República para a implementação célere das recomendações da Kroll e da Comissão de Inquérito parlamentar observando o princípio de separação de poderes constitucionalmente consagrados”, declarou o Filipe Nyusi acrescentando que essas “resoluções surgem no quadro de não interferência do Governo no poder judicial(...) que não se exija a quebrança deste princípio da Constituição da República” para responsabilizar os autores dos empréstimos, que ironicamente continuam impunes embora tenham violado justamente a referida Constituição da República.
E numa evidente tentativa de enganar o povo o Chefe de Estado disse no seu discurso que “o Governo tem acompanhado o processo de reestruturação dos planos de negócios das empresas beneficiarias da garantias do Estado para que possam retomar o pagamento dos compromissos assumidos”, quando se sabe que as três empresas não tem viabilidade para sequer operarem, quanto mais gerarem receitas.
Mentiras sobre contenção do despesismo, controle da Dívida Pública e receitas fiscais
Na verdade, depois do Executivo gastar centenas de milhões de meticais em carros de luxo para os seus dirigentes e outros milhões num jatinho também de luxo para uso do Presidente, que por acaso até tem outro jatinho luxuoso da Força Aérea à sua disposição, foi manifestada a vontade de rever essa lei que o @Verdade apurou não menciona nem carros de luxo e muito menos cilindradas das viaturas.
Relativamente a gestão da Dívida Pública o povo continuou a ver o Governo torna-la ainda mais insustentável com novosempréstimos no estrangeiro para empreendimentos que não são imperativos nacionais, como a Migração Digital ou o Aeroporto de Gaza, e também emitindo cada vez mais títulos do Tesouro, que elevaram a Dívida Pública interna em mais de 1000%.
Nyusi faltou também a verdade quando no seu Informe afirmou que “alcançamos a meta de arrecadação de receita prevista para 2017”. A verdade é que as receitas foram reforçadas pelo Imposto de Mais-Valia que a multinacional ENI pagou pelo negócio que fez com a Exxon Mobil.
No que respeita aos resultados positivos da economia, que segundo o Chefe de Estado “se podem medir pelos indicadores macroeconómicos, reduzimos a taxa de inflação anual”, o facto é que os moçambicanos não sentem essa melhoria quando têm de comprar comida ou pagar os custos da electricidade ou da água potável, que têm sido agravado às escondidas para claramente ludibriar os incautos.
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