quinta-feira, 6 de abril de 2017

Um olhar Sobre a Crise de Legitimidade de Jacob Zuma e suas Implicações para o ANC: Que Lições Para a Frelimo?


Contextualização
Dia 7 se aproxima, mais uma vez o comportamento de Zuma enquanto que Presidente da África de Sul, levará os Sul africanos a saírem a rua.
Não será pela primeira vez que essas manifestações terão lugar, elas procedem as demais que pelo mesmo motivo tiveram lugar na República Sul Africana desde o ano antepassado.
Mas a grande preocupação que me leva a escrever esse pequeno artigo de opinião reside no fato de juntos podermos analisar os factores que pode estar a volta da *Crise de legitimidade do Presidente Zuma. E de que forma está Crise pode negativamente afectar na legitimidade do African National Congress (ANC) e que lições o partido Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) pode tirar dos últimos eventos que estão tendo lugar na África de Sul.
Primeiro Ponto: Uma Análise Sobre a Crise de Legitimidade de Jacob Zuma
Caríssimos, em 2007 Jacob Zuma foi eleito Presidente do ANC Com cerca de 60% dos votos, e a sua eleição a presidência do ANC decore num contexto onde o mesmo enfrentava acusações de corrupção ligadas a um controvertido negócio para a compra de armas.
Importante referir que antes da sua eleição a legitimidade intra partidária de Zuma não era nada boa, pois associado ao factor acima descrito Zuma foi também absolvido da acusação de violência sexual e o processo abalou profundamente a sua imagem, mas mesmo assim ele entra na corrida e vence o seu adversário Mbeki.
Ficou mais do que claro que, o que conduziu Zuma não foi a sua legitimidade, mas sim o seu forte lobby político, ademais as eleições de 2009 que o conduziram a Presidente da RSA com cerca de 65% constituíram um indicador claro de que a sua legitimidade política e social não era nada boa.

Hoje a liderança de Zuma sofre uma contestação da maioria dentro do ANC e da maioria fora do partido, o que prova caso Zuma queira entrar na corrida presidencial isso pode levar o ANC ao seu suicídio político.
Meus caros, a legitimidade de Zuma enquanto que Presidente ela somente até então é constitucional, mas em termos de aceitação social a sua imagem está totalmente degradada.
Que factores podem estar a volta desse fenômeno? Zuma antes de ser eleito Presidente do ANC dentinha um forte poder de influência que do mesmo usava as instituições do Estado para a satisfação dos seus apetites privados e a sua eleição a Presidência do ANC e da República constituiu o auge do que sempre quis para melhor satisfação dos seus interesses em detrimento aos do povo.
Zuma enquanto que Presidente da RSA a sua governação foi contrário ao que vinha plasmado no manisfesto do ANC, ao invés de criar mais postos de empregos veio agudizar o nível do desemprego, no lugar de prover o acesso a educação, com a subida do preço das propinas nas universidades veio fazer com que parte dos 40% dos jovens pobres não tivessem acesso ao ensino superior.
Zuma viu no poder o seu grande jackpot uma visão partilhada pela maioria dos líderes africanos, e essa sua visão só gerou mais frustrados quer anivel do ANC bem como fora, eis a razão das expressões "Zuma must Fall ou mesmo Hamba Zuma".
Segundo Ponto: Analisando até que ponto isso pode afectar a legitimidade do ANC
Meus caros a imagem de Jacob Zuma é associada ao ANC, aliás a quando da sua eleição em 2007 lembrar que houve um grupo desertores que saíram e criaram o partido COPE que nas eleições de 2009 tiveram uma representação parlamentar e esta fragmentação de certa forma reduziu a presença do ANC quer a nível do parlamento bem como das Assembleias Províncias.
Associado a este factor lembrar que as falcatruas cometidas pelo Presidente Zuma levaram com que o grande líder do braço Juvenil do ANC Julios Malema saísse do partido e fosse fundar o Economic Freedom Fighters o que veio agudizar ainda mais a crise do ANC.
Caríssimos, estes fenômenos levam-nos á uma profunda reflexão, é chegado o momento para que o ANC possa repensar no seu futuro e na sua legitimidade, tomando em consideração o papel que jogou no processo da libertação do povo sul africano. Sim o ANC quiser brincar poderá nas próximas eleições estar bem próximo de se tornar um partido da oposição.
Terceiro e Último Ponto: Que lições para a Frelimo?
Bem, antes quero pedir para que não associem a minha opinião, a opinião dum frustrado que quer ver a Frelimo fora do poder. Olhem para esta opinião, como opinião dum jovem Moçambicano que faz uso racional dos direitos constitucionalmente plasmados.
Caríssimos não vejo diferença nenhuma em termos da essência do ANC tanto enquanto que movimento bem como entanto partido com a Frelimo, esses dois partidos são quase que irmãos, o seu advento tem as mesmas razões históricas, pensar o ANC é ao mesmo tempo que pensar a Frelimo.
Da mesma forma que a imagem do ANC esta se deteriorando na África do Sul e da mesma forma que imagem do partido Frelimo esta se deteriorando a nível doméstico e esta deterioração é resultado do mesmo problema *CORRUPÇÃO*.
A Frelimo deve olhar com muita atenção ao que esta acontecendo na RSA, a crise que se vive dentro ANC causada pelo comportamento de certos membros do partido e que leva os outros membros a organizarem manifestações contra o seu próprio partido, um dia pode acontecer dentro do partido Frelimo, hoje às manifestações dentro da Frelimo são silenciosas mas amanhã podem transcender a dimensão do silêncio independentemente da imposição estatutária da disciplina partidária.
Os últimos escândalos financeiros que tiveram génese nos finais de 2015 em nome da suposta segurança de Estado querendo como não irão colocar em causa a legitimidade do partido Frelimo nas eleições de 2018 e 19 e isso é incontestável, não quero com isso dizer que a Frelimo será a oposição pois precisaria de associar este ponto a outros indicadores.
A mesma frustração que os sul africanos vivem em relação a certas lideranças do ANC é a mesma que os Moçambicanos partilham em relação a certas lideranças dentro da Frelimo, entretanto repensar o futuro da Frelimo também é urgente.
O ANC bem como a Frelimo tem um legado histórico que, quando bem resgatado pode reavivar as suas imagens como partido das massas, conforme outrora foram. Entretanto oque vem perigando a sustentabilidade política dos dois partidos é a sua elitização a nível interno, pois os que se acham donos do ANC hoje colocaram o ANC onde esta, e os que se acham donos da Frelimo também colocaram a Frelimo onde esta.
É preciso que se devolva o ANC bem como a Frelimo a sua base que é o povo, pois isso poderá aumentar o nível da militância dos seus membros.
Meus caros as manifestações que vem tendo lugar na África do Sul podem criar um Spill Over effect para Moçambique, podemos até pensar que é impossível mas duma coisa tenham certeza ninguém sabe o que se passa nesse momento na cabeça dos moçambicanos.
A Frelimo deve urgentemente se reposicionar, antes que o sonho de estar no poder por mais 50 anos constitua uma Utopia. Apostar na juventude é um imperativo para a Frelimo, algo que o ANC até hoje não consegue fazer, mas esta aposta não pode ser hereditária, mas sim deve ser pela Legitimidade dos mesmo.
PS: Ilustres depois da leitura do presente artigo, permitam-me agradecer pelas mensagens que me foram direcionadas alusivas ao meu aniversário, quero dizer meu muito obrigado, vocês provaram que a distância é simplesmente geográfica, mas espiritualmente estamos bem próximos.
Atenciosamente
Bitone Viage
05/05/2017
Star Neves Grande reflexão. 👍👍👍👍👍👍👍
Juma Mutualibo
Juma Mutualibo Obrigado meu irmão Bitone Viage por esta reflexão clara e honesta. Ñ há dúvidas de que a FRELIMO perdeu legitimidade no seu contrato social com o POVO. E ñ está a fazer nada para resgatar tal legitimidade. Pelo contrário,está a afundar a cada dia que passa isto devido a grupinhos que em nome da militância tiram dividendos estomacais e rotulam aqueles que pensam e apontam a ferida de FRUSTRADOS e sem AGENDA. É importante e urgente que comece a se valorizar ideias contrárias tanto as de dentro assim como as de fora se a FRELIMO quiser continuar a dirigir os destinos deste POVO maravilhoso ora martirizado pelo mesmo partido do qual se esperava SOCORRO. É também u urgente,que a FRELIMO coloque os interesses do POVO acima dos seus próprios interesses para que este seja o real PATRÃO e por via disso volte a confiar neste partido que no presente momento virou partido repleto de indivíduos mafiosos que se associam para delinquência...
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Cassamo Litos
Cassamo Litos Grande reflexão... Sem coment.
Almeida F. Massango
Almeida F. Massango A queda é eminente
Johnny Wiliam Rocha
Johnny Wiliam Rocha Grande Bitone Viage ,respeitando as ideias já exposta nesse presente tema não podia deixar de expor as minhas ideias como telespectador desse caso , contudo ,A FRELIMO deve confiar e dar mas oportunidade a juventude ,só a juventude escolarizada pode levar o pais a superar essa crise em que mergulhamos ,os moçambicanos já interiorizaram que estamos em crise e o tecido social moçambicano esta devastado isso tudo decorre da má governação desde a presidência de Armando Guebuza até ao Filipe Nuyusi o estado e as instituições tornam-se num prolongamento das relações familiares e de camaradagem ,a ocupação de cargo não têm nada a ver com a competência técnica das pessoas ,o critério usado é o sobrenome dos mesmos ,conclusão estamos mergulhado no nepotismo ,a crise trouxe consequências adversas no sector do transporte e a liderança da FRELIMO já não esta a consiguir incobrir o sol com a pineira como antes fazia ,a população esta desencantado com a política ,por causa das atitudes dos seus representantes houve nos tempos que correm a desvalorização da politica e dos políticos ,o programa resenha semanal é revelador ,e os debates do parlamento Idem são também reveladores ,a crise não sou afectou os agentes económicos ,os bancos já não têm sustentabilidade ,meu caro ,a governação da FRELIMO nunca soube compensar a despesa com receita e nem estabelecer o equilíbrio entre a produção e o consumo ,o nível de exportação é revelador ,meu caro muito posso dizer ,a realidade sul Africana deixa desejar ,políticas que conduzem a população a marginalidade .o ataque aos Nigerianos é revelador idem aos moçambicanos ,meu caro A africa no geral deixa a desejar ,aproveitar para congratular-te pela maneira lúcida de analisar e expor os seus pensamentos ,feliz aniversário e muitos anos de vida .(John rocha )

Atenciosamente

Katembe ,6 de Abril de 2017 .
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Tsutsi Fumo TF
Yaqub Sibindy
Yaqub Sibindy O único espaço disponível para evitar a queda Livre do Estado, passa por despertar cedo da consciência soberana do povo, materializando urgentemente a Constituição física da Coligação ESPERANÇA DO POVO = "E - POVO", como um Movimento de massas eleitorais que vai convergir e harmonizar todas ideias e iniciativas que visam reparar todos buracos políticos, financeiros e económicos abertas com profundas profundidades assustadoras pela governação danosa da Frelimo ao longo dos 40 anos, aliás Frelinegócios, que nos últimos anos virou costas aos operários e camponeses, abraçando um capitalismo selvagem e corrupto com vista a criar uma burguesia vermelha oportunista para explorar outros pretos, vandalizando à oposição e o seu papel preponderante dentro de um Estado de Direito Democrático!

Quando numa Sociedade de negócios, o conselho de administração vandaliza o património da Sociedade, os accionistas tomam medidas, suspendendo ou demitir todos os titulares dos órgãos sociais da Empresa!

À Coligação ESPERANÇA DO POVO = "E - POVO", recorre à este exemplo para ilucidar e lançar uma campanha de educação cívica da cadania, principalmente ao universo eleitoral da nossa jovem democracia, a não perderem esperanças, pois trata-se de o próprio povo, tomar à dianteira para eleborar o seu manifesto eleitoral adequavél à sua realidade e consequentemente constituir as suas listas eleitorais para concorrer às próximas eleições autárquicas de 10 de Outubro, assim como às gerais e províncias de 2019, sem depender da boleia da Frelimo!

Não há razão de moçambicanos perderem a esperança, lamentando de esquina em esquina sobre à traição da Frelimo, em relação à partilha e gestão de bens comuns - objectivo sagrado da nossa luta contra o colonialismo, porque à soberania não está nas mãos dos membros da Frelimo, assim como de qualquer partido político, mas sim a soberania está nas mãos de todos eleitores que hoje sentem se mal servidos pela Frelimo!

Adequar às realidades actuais da nossa democracia, entendemos que os eleitores moçambicanos devem questionar à origem das fortunas acumuladas pelos membros da Frelimo! Membros esses que já tinham sido denunciados antepadamente por Samora Moisés Machel, chamando a atenção aos moçambicanos que ele mesmo se sentia redoedado pelos revolucionários hipócritas, que tinham como agenda de servir da causa nobre da Luta pela Independência Política, e no lugar desta agenda implantar um regime ganancioso e corrupto afim de substituir o explorador da cor branca por um outro explorador da raça negra!

Moçambique precisa de um regime político que não se ajoelha aos partidos políticos, mas sim que deve depender cem por cento às suas promessas eleitorais e à Constituição da República!
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Myro Fernando
Myro Fernando Bitone ainda estamos em Abril.
Yaqub Sibindy a época da campanha eleitoral ainda não foi aberta.


Grande reflexão Bitone mas, me parece que já é tarde para o partidão fazer algo, com muita sorte o povo moçambicano não tem a mesma consciência política "direitos e deveres" s compararmos com o povo sul africano.
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Ezequiel Nhumbate
Ezequiel Nhumbate carissimo, a sua reflexao tem merito, mas a ganacia pelo poder, continuara a ser entreve para a libertacao do povo e uma governacao inclusiva.
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