18/12/2012
Ofensivas mediáticas de demonização política ganham forma e pernas

Canal de Correspondência por Noé Nhantumbo
Franco-atiradores profissionais, comunicadores sociais, académicos, ONG’s, políticos reformados, tudo vale…
Irresponsabilidade discursiva coloca protagonistas da luta democrática no lugar de criminosos e de “Xiconhocas e mamparras”…
Mesmo que não seja encomenda e trabalho de inteligência principescamente pago em termos práticos resulta no mesmo quanto aos objectivos alcançados.
Quando se consome os produtos da comunicação social moçambicana fica-se com a impressão de que esta está fortemente arregimentada e condicionada. É difícil não ver que se está na presença de “um peso e duas medidas” sobretudo se faz alusão ao que a oposição política faz ou pretende fazer.
Franco-atiradores profissionais, comunicadores sociais, académicos, ONG’s, políticos reformados, tudo vale…
Irresponsabilidade discursiva coloca protagonistas da luta democrática no lugar de criminosos e de “Xiconhocas e mamparras”…
Mesmo que não seja encomenda e trabalho de inteligência principescamente pago em termos práticos resulta no mesmo quanto aos objectivos alcançados.
Quando se consome os produtos da comunicação social moçambicana fica-se com a impressão de que esta está fortemente arregimentada e condicionada. É difícil não ver que se está na presença de “um peso e duas medidas” sobretudo se faz alusão ao que a oposição política faz ou pretende fazer.
10/12/2012
Parlamento ignorado ou combinação golpista anticonstitucional?

Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Importa analisar os contornos das negociações Governo e Renamo e suas implicações…
Identificadas as causas da actual situação de insatisfação política, de partidarização do aparelho do Estado, de controlo monolítico dos órgãos eleitorais, da defesa e segurança, do acesso à riqueza nacional não será possível organizar um debate nacional que inclua todos os partidos políticos?
Dirão alguns que a complexidade e tecnicidade de alguns dossiers como o da defesa e segurança só poderá trazer resultados conclusivos se for tratado pelos dois ex-beligerantes. Mas mesmo nisso é necessária fiscalização do resto da sociedade moçambicana. Neste momento o Parlamento encontra-se fragilizado na sua credibilidade pela constante ditadura do voto da maioria. Um fórum mais amplo tem de aparecer, capaz de conferir credibilidade e aceitabilidade aos desafios e conclusões que as partes que discutem os pendentes do AGP estão tratando.
Ninguém quer tirar legitimidade aos protagonistas daquele acordo histórico.
A sociedade moçambicana, filiada ou não em partidos políticos sente necessidade de ser envolvida na discussão daquilo que diz respeito a todos.
Estaremos próximos de um golpe constitucional? Será possível transportar os conteúdos das conversações entre o governo e a Renamo para o Parlamento e daí conseguir a sua validação legislativa? Como gerir um processo que deveria estar decorrendo dentro no ordenamento jurídico e legislativo moçambicano quando os deputados não têm nem informações nem palavra a dizer?
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/24142-parlamento-ignorado-ou-combinacao-golpista-anticonstitucional.html
10/12/2012 in Defesa, Noé Nhantumbo - Uma opinião, Política - Partidos | Permalink|Comments (2)ShareThis
Importa analisar os contornos das negociações Governo e Renamo e suas implicações…
Identificadas as causas da actual situação de insatisfação política, de partidarização do aparelho do Estado, de controlo monolítico dos órgãos eleitorais, da defesa e segurança, do acesso à riqueza nacional não será possível organizar um debate nacional que inclua todos os partidos políticos?
Dirão alguns que a complexidade e tecnicidade de alguns dossiers como o da defesa e segurança só poderá trazer resultados conclusivos se for tratado pelos dois ex-beligerantes. Mas mesmo nisso é necessária fiscalização do resto da sociedade moçambicana. Neste momento o Parlamento encontra-se fragilizado na sua credibilidade pela constante ditadura do voto da maioria. Um fórum mais amplo tem de aparecer, capaz de conferir credibilidade e aceitabilidade aos desafios e conclusões que as partes que discutem os pendentes do AGP estão tratando.
Ninguém quer tirar legitimidade aos protagonistas daquele acordo histórico.
A sociedade moçambicana, filiada ou não em partidos políticos sente necessidade de ser envolvida na discussão daquilo que diz respeito a todos.
Estaremos próximos de um golpe constitucional? Será possível transportar os conteúdos das conversações entre o governo e a Renamo para o Parlamento e daí conseguir a sua validação legislativa? Como gerir um processo que deveria estar decorrendo dentro no ordenamento jurídico e legislativo moçambicano quando os deputados não têm nem informações nem palavra a dizer?
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/24142-parlamento-ignorado-ou-combinacao-golpista-anticonstitucional.html
10/12/2012 in Defesa, Noé Nhantumbo - Uma opinião, Política - Partidos | Permalink|Comments (2)ShareThis
04/12/2012
Uma segunda-feira histórica ou para esquecer?

Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
- 03/12/2012 pode fazer a diferença?
- Diligência, responsabilidade substituirão arrogância e jogos de interesse?
Nunca uma segunda-feira terá sido tão importante para os moçambicanos. Joga-se tudo ou nada no aprofundamento da Paz e da democracia no país.
3 de Dezembro de 2012 tem todo o potencial de tornar-se uma data marcante da história política nacional, pois é quando o ansiado e esperado encontro entre o Governo de Moçambique e a Renamo tomará forma e concretizar-se-á.
Os moçambicanos estão esperando e ansiando para que os encontros entre a comissão governamental e a comissão da Renamo resultem em algo de que se possam orgulhar.
Sem complexos de superioridade ou de inferioridade, com abertura e despidos de qualquer vestígio de predisposição manipuladora ou maquiavélica, os moçambicanos de boa vontade esperam que o início dessas audiências signifique o retomar de um debate que há muito deveria ter acontecido.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/24089-uma-segunda-feira-historica-ou-para-esquecer.html
- 03/12/2012 pode fazer a diferença?
- Diligência, responsabilidade substituirão arrogância e jogos de interesse?
Nunca uma segunda-feira terá sido tão importante para os moçambicanos. Joga-se tudo ou nada no aprofundamento da Paz e da democracia no país.
3 de Dezembro de 2012 tem todo o potencial de tornar-se uma data marcante da história política nacional, pois é quando o ansiado e esperado encontro entre o Governo de Moçambique e a Renamo tomará forma e concretizar-se-á.
Os moçambicanos estão esperando e ansiando para que os encontros entre a comissão governamental e a comissão da Renamo resultem em algo de que se possam orgulhar.
Sem complexos de superioridade ou de inferioridade, com abertura e despidos de qualquer vestígio de predisposição manipuladora ou maquiavélica, os moçambicanos de boa vontade esperam que o início dessas audiências signifique o retomar de um debate que há muito deveria ter acontecido.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/24089-uma-segunda-feira-historica-ou-para-esquecer.html
02/12/2012
Não são as palavras ou discursos que são desfasados mas a prática dos palestrantes

Por: Noé Nhantumbo
“De palavras está o Inferno cheio”… Governantes prevaricadores devem merecer a “porta de saída” através de moções de censura parlamentares…
Num jogo sujo que mistura política barata com tendências abertamente de “empoderamento económico ilícito” oportunamente chamado de “negro” e de correcção da história vemos porta-vozes e governantes se tornando ricos sem trabalhar e sem investir capital ou conhecimentos. Puro tráfico de influências, ligações familiares é o que está na moda neste também chamado “país da marrabenta”.
Os cidadãos deste país chamado Moçambique, em sua boa-fé até não têm razões de queixas quanto a produção nacional de discursos ou de proclamações verbais respeitantes as mais diversas esferas da vida nacional.
Cresceu a capacidade local de justificar realizações e mesmo daquilo que não constitui realização alguma.
Há um deficit enorme de cumprimento do programado e dos planos, em geral só há referência a arranjos estatísticos visando a convencer o público e os doadores de que a situação está controlada e os planos sendo realizados conforme o previsto.
“De palavras está o Inferno cheio”… Governantes prevaricadores devem merecer a “porta de saída” através de moções de censura parlamentares…
Num jogo sujo que mistura política barata com tendências abertamente de “empoderamento económico ilícito” oportunamente chamado de “negro” e de correcção da história vemos porta-vozes e governantes se tornando ricos sem trabalhar e sem investir capital ou conhecimentos. Puro tráfico de influências, ligações familiares é o que está na moda neste também chamado “país da marrabenta”.
Os cidadãos deste país chamado Moçambique, em sua boa-fé até não têm razões de queixas quanto a produção nacional de discursos ou de proclamações verbais respeitantes as mais diversas esferas da vida nacional.
Cresceu a capacidade local de justificar realizações e mesmo daquilo que não constitui realização alguma.
Há um deficit enorme de cumprimento do programado e dos planos, em geral só há referência a arranjos estatísticos visando a convencer o público e os doadores de que a situação está controlada e os planos sendo realizados conforme o previsto.
30/11/2012
Não se deve dar oportunidade ao insucesso

Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Tempo de lançar todos os diplomatas no terreno
Tempo de oferecer aos moçambicanos dignidade, paz e desenvolvimento…
As convulsões na RDC são reais e a tomada de Goma é um resultado concreto que responde a uma situação de recusa de diálogo num país de África.
Não é com artimanhas e arranjos circunstanciais que se estabelece concórdia e respeito pelos direitos humanos num país. Mas as opções extremas, o desencadear de guerra está nas mãos de políticos e militares que vêem seus interesses preteridos. “Factos são factos e contra eles não há argumento que valha”.
Em Moçambique ensaia-se um processo de negociações ou diálogo tendente a esclarecer a validade e relevância apresentadas pela Renamo.
Os que de ânimo leve pretendiam refugiar-se em teses defendendo o esgotamento e extemporaneidade de qualquer argumento relacionado com o Acordo geral de Roma estão vendo suas teses desmontadas num processo em que participam vozes de moçambicanos dos mais variados segmentos e correntes.
Para estes moçambicanos que corajosamente dão a cara e se manifestam pela necessidade de qualquer reivindicação ser acolhida e discutida os resultados começam a aparecer.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/24073-nao-se-deve-dar-oportunidade-ao-insucesso.html
Tempo de lançar todos os diplomatas no terreno
Tempo de oferecer aos moçambicanos dignidade, paz e desenvolvimento…
As convulsões na RDC são reais e a tomada de Goma é um resultado concreto que responde a uma situação de recusa de diálogo num país de África.
Não é com artimanhas e arranjos circunstanciais que se estabelece concórdia e respeito pelos direitos humanos num país. Mas as opções extremas, o desencadear de guerra está nas mãos de políticos e militares que vêem seus interesses preteridos. “Factos são factos e contra eles não há argumento que valha”.
Em Moçambique ensaia-se um processo de negociações ou diálogo tendente a esclarecer a validade e relevância apresentadas pela Renamo.
Os que de ânimo leve pretendiam refugiar-se em teses defendendo o esgotamento e extemporaneidade de qualquer argumento relacionado com o Acordo geral de Roma estão vendo suas teses desmontadas num processo em que participam vozes de moçambicanos dos mais variados segmentos e correntes.
Para estes moçambicanos que corajosamente dão a cara e se manifestam pela necessidade de qualquer reivindicação ser acolhida e discutida os resultados começam a aparecer.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/24073-nao-se-deve-dar-oportunidade-ao-insucesso.html
26/11/2012
Na batalha por Moçambique todos contamos

Por: Noé Nhantumbo
Assumir posições e interpretar as necessidades com patriotismo e entrega…
Grandiosidade, génio e sabedoria, sentido de estado e responsabilidade inerente que venham ao de cima…
Entrega abnegada, amor à pátria não são palavras vãs ou politicamente correctas num momento grave da nossa história. Moçambique está sendo “apedrejado” por políticos obtusos, caducos e saudosistas dos tempos áureos do regime monopartidário.
A paz e estabilidade nacional estão correndo riscos desnecessários por causa de tendências monopolistas e ditatoriais de uma meia dúzia de pessoas que se julgam insubstituíveis.
De uma maneira desavergonhada e sem pudor, alguma gente supostamente de nomeada, existe proclamando aos quatro ventos que enganou ou ludibriou Afonso Dhlakama em Roma ou em Gaborone. Que isso é importante e se revela importante para uma leitura actual não há duvidas. Terá havido uma soma concreta de factos desconhecidos para a maioria que levaram a que aspectos de importância fulcral fossem escamoteados e deturpados de maneira conveniente para uma parte durante o processo negocial do AGP.
Da mesma maneira como continuam secretos os protocolos secretos assinados entre o governo português e a Frelimo em 1974, Lusaka, também existem protocolos secretos entre a Renano e o governo da Frelimo, assinados em 1992.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/24044-na-batalha-por-mocambique-todos-contamos.html
Assumir posições e interpretar as necessidades com patriotismo e entrega…
Grandiosidade, génio e sabedoria, sentido de estado e responsabilidade inerente que venham ao de cima…
Entrega abnegada, amor à pátria não são palavras vãs ou politicamente correctas num momento grave da nossa história. Moçambique está sendo “apedrejado” por políticos obtusos, caducos e saudosistas dos tempos áureos do regime monopartidário.
A paz e estabilidade nacional estão correndo riscos desnecessários por causa de tendências monopolistas e ditatoriais de uma meia dúzia de pessoas que se julgam insubstituíveis.
De uma maneira desavergonhada e sem pudor, alguma gente supostamente de nomeada, existe proclamando aos quatro ventos que enganou ou ludibriou Afonso Dhlakama em Roma ou em Gaborone. Que isso é importante e se revela importante para uma leitura actual não há duvidas. Terá havido uma soma concreta de factos desconhecidos para a maioria que levaram a que aspectos de importância fulcral fossem escamoteados e deturpados de maneira conveniente para uma parte durante o processo negocial do AGP.
Da mesma maneira como continuam secretos os protocolos secretos assinados entre o governo português e a Frelimo em 1974, Lusaka, também existem protocolos secretos entre a Renano e o governo da Frelimo, assinados em 1992.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/24044-na-batalha-por-mocambique-todos-contamos.html
25/11/2012
Quarteto de ilustres desconhecidos apontado pela Frelimo e desprezado ou rejeitado pela Renamo?

Por: Noé Nhantumbo
Quem está disposto a conversar começa por nomear gente de nomeada e com potencial de credibilidade e poderes suficientes para o efeito…
Cada um está livre de utilizar os meios que tem e as linhas estratégicas consideradas as mais acertadas para uma provável conversa ou negociação. No jogo político e diplomático a ocorrência de negociação é uma fase de todo um processo que não é linear.
Em Moçambique, após a eclosão de batalha verbal iniciada por Afonso Dhlakama, líder da Renamo, transladado para Gorongosa na sequência de uma declaração política prenhe de exigências, a Frelimo respondeu inicialmente com o silêncio.
Os sinais indicam que a SADC adiantou-se entre os interessados para um frente a frente a Frelimo e a Renamo aconteçam.
Quem está disposto a conversar começa por nomear gente de nomeada e com potencial de credibilidade e poderes suficientes para o efeito…
Cada um está livre de utilizar os meios que tem e as linhas estratégicas consideradas as mais acertadas para uma provável conversa ou negociação. No jogo político e diplomático a ocorrência de negociação é uma fase de todo um processo que não é linear.
Em Moçambique, após a eclosão de batalha verbal iniciada por Afonso Dhlakama, líder da Renamo, transladado para Gorongosa na sequência de uma declaração política prenhe de exigências, a Frelimo respondeu inicialmente com o silêncio.
Os sinais indicam que a SADC adiantou-se entre os interessados para um frente a frente a Frelimo e a Renamo aconteçam.
22/11/2012
Cúpula residual dos “libertadores” emperrando processos e desenvolvimento

Canal de Opinião por: Noé Nhantumbo
- Elitismo doentio e lesa-pátria cegando “libertadores”
Custa dizer e por vezes é difícil de compreender como quem se empenhou tanto na luta anticolonial tenha enveredado por caminhos tão diferentes logo que se guindou ao poder.
Gente que modestamente chegou à zona dominada pelo sistema colonial logo se transformou e se transfigurou. De verticalidade ou de afirmações coerentes com uma causa que todo um povo abraçava e defendia rapidamente se viu “camaradas” optarem por caminhos escusos da prepotência e arrogância.
O facto de terem participado na luta anticolonial colocou-se acima de seus concidadãos e paulatinamente constituíram-se numa classe especial de cidadãos da república tão bem recebida.
De “camaradas” a quem se podia dizer “bom-dia” e receber-se resposta fácil passamos a ver os mesmos “camaradas” se distanciando do povo que diziam “amar, defender e proteger”.
Conversa fiada logo se viu. O que queriam e concretizaram, afinal substituírem na íntegra o colono no poder, seu sistema e continuar a fazer o mesmo senão nalguns casos, muito pior que os colonialistas.
Daí para uma situação de contradições que desembocaram numa guerra violenta não passaram muitos anos.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/24026-cupula-residual-dos-libertadores-emperrando-processos-e-desenvolvimento.html
- Elitismo doentio e lesa-pátria cegando “libertadores”
Custa dizer e por vezes é difícil de compreender como quem se empenhou tanto na luta anticolonial tenha enveredado por caminhos tão diferentes logo que se guindou ao poder.
Gente que modestamente chegou à zona dominada pelo sistema colonial logo se transformou e se transfigurou. De verticalidade ou de afirmações coerentes com uma causa que todo um povo abraçava e defendia rapidamente se viu “camaradas” optarem por caminhos escusos da prepotência e arrogância.
O facto de terem participado na luta anticolonial colocou-se acima de seus concidadãos e paulatinamente constituíram-se numa classe especial de cidadãos da república tão bem recebida.
De “camaradas” a quem se podia dizer “bom-dia” e receber-se resposta fácil passamos a ver os mesmos “camaradas” se distanciando do povo que diziam “amar, defender e proteger”.
Conversa fiada logo se viu. O que queriam e concretizaram, afinal substituírem na íntegra o colono no poder, seu sistema e continuar a fazer o mesmo senão nalguns casos, muito pior que os colonialistas.
Daí para uma situação de contradições que desembocaram numa guerra violenta não passaram muitos anos.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/24026-cupula-residual-dos-libertadores-emperrando-processos-e-desenvolvimento.html
18/11/2012
Moçambique não pode continuar a sofrer por egocentrismos e agendas sinistras de uma clique…

Por: Noé Nhantumbo
Ninguém “enche” a barriga com uma “dose de Unidade Nacional”. Quando alguns pensam e acreditam que os moçambicanos não são sofisticados o suficiente, para perceberem os contornos da ininterrupta campanha pela “Unidade Nacional”, enganam-se redondamente, pois já é claro para todos o logro em que se configura toda uma movimentação de políticos do partido no poder. Enquanto uns dormem na “Unidade Nacional” outros vão aumentando suas contas bancárias…
Quem supunha que os moçambicanos não conseguiriam evoluir e crescer no que se refere ao seu entendimento em relação às motivações políticas dos actores e demais forças presentes no terreno enganou-se redondamente.
Revelam-se cada vez mais vozes clamando por novos entendimentos na arena política moçambicana.
Os golpes baixos que se acumularam ao longo do tempo, antes e depois do famoso AGP (Acordo Geral de Paz) de Roma (1992), esgotaram a sua utilidade e mostram agora a sua insustentabilidade entanto que formas de solucionar os diferendos patentes.
Ninguém “enche” a barriga com uma “dose de Unidade Nacional”. Quando alguns pensam e acreditam que os moçambicanos não são sofisticados o suficiente, para perceberem os contornos da ininterrupta campanha pela “Unidade Nacional”, enganam-se redondamente, pois já é claro para todos o logro em que se configura toda uma movimentação de políticos do partido no poder. Enquanto uns dormem na “Unidade Nacional” outros vão aumentando suas contas bancárias…
Quem supunha que os moçambicanos não conseguiriam evoluir e crescer no que se refere ao seu entendimento em relação às motivações políticas dos actores e demais forças presentes no terreno enganou-se redondamente.
Revelam-se cada vez mais vozes clamando por novos entendimentos na arena política moçambicana.
Os golpes baixos que se acumularam ao longo do tempo, antes e depois do famoso AGP (Acordo Geral de Paz) de Roma (1992), esgotaram a sua utilidade e mostram agora a sua insustentabilidade entanto que formas de solucionar os diferendos patentes.
16/11/2012
Pressão da Gorongosa e insatisfação urbana complicam as contas de Maputo?...

Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Manifestações em Maputo colocam o governo na defensiva
- Que dizem os porta-vozes e defensores do “bom estado da nação”?
De uma maneira directa e inconfundível a pressão sobre o governo da Frelimo aumenta a cada dia que passa.
O início de mais uma manifestação popular em Maputo, alegadamente relacionada com o aumento do custo dos transportes de passageiros, revela que mesmo no “bastião” do poder político as coisas não estão tão bem como alguns apregoam aos quatro ventos.
Se de Gorongosa a pressão tem rosto e é conhecida, de Maputo o que se sabe é que há manifestações de inúmeros cidadãos. Será só o preço dos “chapas cem? Serão manifestações espontâneas ou existirão alguns mobilizadores concretos de mais esta greve?
Qual é a leitura que a PRM e os serviços de inteligência fazem neste momento?
Acumularam-se sinais de insatisfação popular sobre este aspecto transporte e outros especialmente nas cidades moçambicanas.
Quando um governo não consegue dar resposta as preocupações legitimas dos cidadãos e se refugia em tecnicismos e legalismos de valor desconhecido e relativo criam-se as condições propícias para rebentamentos de focos de violência e consequente descontrolo. A ordem pública corre sérios riscos de entrar em colapso.
As reações da PRM conhecida que é a sua tendência de disparar balas reais como forma de conter ânimos exaltados e só depois investigar, são até ao momento desconhecidas mas há razões para se temer uma actuação que descambe para morte de inocentes como afinal já aconteceu em outras ocasiões.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23989-pressao-da-gorongosa-e-insatisfacao-urbana-complicam-as-contas-de-maputo.html
Manifestações em Maputo colocam o governo na defensiva
- Que dizem os porta-vozes e defensores do “bom estado da nação”?
De uma maneira directa e inconfundível a pressão sobre o governo da Frelimo aumenta a cada dia que passa.
O início de mais uma manifestação popular em Maputo, alegadamente relacionada com o aumento do custo dos transportes de passageiros, revela que mesmo no “bastião” do poder político as coisas não estão tão bem como alguns apregoam aos quatro ventos.
Se de Gorongosa a pressão tem rosto e é conhecida, de Maputo o que se sabe é que há manifestações de inúmeros cidadãos. Será só o preço dos “chapas cem? Serão manifestações espontâneas ou existirão alguns mobilizadores concretos de mais esta greve?
Qual é a leitura que a PRM e os serviços de inteligência fazem neste momento?
Acumularam-se sinais de insatisfação popular sobre este aspecto transporte e outros especialmente nas cidades moçambicanas.
Quando um governo não consegue dar resposta as preocupações legitimas dos cidadãos e se refugia em tecnicismos e legalismos de valor desconhecido e relativo criam-se as condições propícias para rebentamentos de focos de violência e consequente descontrolo. A ordem pública corre sérios riscos de entrar em colapso.
As reações da PRM conhecida que é a sua tendência de disparar balas reais como forma de conter ânimos exaltados e só depois investigar, são até ao momento desconhecidas mas há razões para se temer uma actuação que descambe para morte de inocentes como afinal já aconteceu em outras ocasiões.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23989-pressao-da-gorongosa-e-insatisfacao-urbana-complicam-as-contas-de-maputo.html
11/11/2012
Silêncio prenúncio de tormenta ou de movimentações nos bastidores?

Por: Noé Nhantumbo
As opções estratégicas e os métodos eleitos diferem…
Mas que o país está numa “tremedeira” angustiante não se pode negar…
Alguns até já devem estar afiando os dentes à espera que as armas voltem a falar. Outros devem estar equacionando cenários dantescos que irão impedir que a sua rotina quotidiana seja violentamente alterada.
Não se pode parar de falar e de abordar as nuances possíveis neste imbróglio em que os políticos da Frelimo e da Renamo parecem resolvidos a colocar o país.
Há razões de sobra para estarmos verdadeiramente preocupados com a leveza com que alguns políticos tratam de assuntos que todos sabemos serem sérios e de consequências que ultrapassam simples conjecturas de um escriba afastado dos centros do poder e de decisão dos partidos que assinaram a vinte anos atrás, o AGP em Roma.
Não dá para confiar em movimentações secretas ou silenciosas de intermediários como os sul-africanos. Tanto Mbheki como Zuma no caso zimbabweano ainda não conseguiram fazer valer as opções do povo daquele país.
As opções estratégicas e os métodos eleitos diferem…
Mas que o país está numa “tremedeira” angustiante não se pode negar…
Alguns até já devem estar afiando os dentes à espera que as armas voltem a falar. Outros devem estar equacionando cenários dantescos que irão impedir que a sua rotina quotidiana seja violentamente alterada.
Não se pode parar de falar e de abordar as nuances possíveis neste imbróglio em que os políticos da Frelimo e da Renamo parecem resolvidos a colocar o país.
Há razões de sobra para estarmos verdadeiramente preocupados com a leveza com que alguns políticos tratam de assuntos que todos sabemos serem sérios e de consequências que ultrapassam simples conjecturas de um escriba afastado dos centros do poder e de decisão dos partidos que assinaram a vinte anos atrás, o AGP em Roma.
Não dá para confiar em movimentações secretas ou silenciosas de intermediários como os sul-africanos. Tanto Mbheki como Zuma no caso zimbabweano ainda não conseguiram fazer valer as opções do povo daquele país.
09/11/2012
Eleições presidenciais americanas de 2012 oportunidade de novos alinhamentos estratégicos

Canal de Opiniãopor Noé Nhantumbo
Mas é necessário não acalentar muitas esperanças…
Os acontecimentos americanos decorrentes de suas eleições presidenciais são uma ocasião mais do que oportuna para os governos de países com aspirações a potências com expressão global aproveitem a maré de indecisão e confusão para colocarem as suas pedras no tabuleiro das relações internacionais.
Se pelos debates entre os dois candidatos pré-eleições, tudo indica que as percepções americanas prevalecentes continuarão a ser as mesmas no que se refere ao que o governo americano faz ou pretende fazer na arena internacional.
Os governos de países como a Rússia e China atravessam uma fase crítica, com seus problemas próprios. Se na China avança-se para a renovação de sua liderança no próximo Congresso da partido Comunista, na Rússia Vladimir Putin após regressar ao Kremlin tem estado ocupado a enfrentar uma oposição interna cava vez mais esclarecida e combativa. Verdade é que um dos constrangimentos estratégicos enfrentados tanto por chineses como russos tem a ver com todo um enquadramento novo em que políticas internas.
Os comportamentos domésticos de governos poderosos tendem a obedecer a preocupações domésticas antes de atenderem às oportunidades que se registam na arena internacional.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23951-eleicoes-presidenciais-americanas-de-2012-oportunidade-de-novos-alinhamentos-estrategicos.html
Mas é necessário não acalentar muitas esperanças…
Os acontecimentos americanos decorrentes de suas eleições presidenciais são uma ocasião mais do que oportuna para os governos de países com aspirações a potências com expressão global aproveitem a maré de indecisão e confusão para colocarem as suas pedras no tabuleiro das relações internacionais.
Se pelos debates entre os dois candidatos pré-eleições, tudo indica que as percepções americanas prevalecentes continuarão a ser as mesmas no que se refere ao que o governo americano faz ou pretende fazer na arena internacional.
Os governos de países como a Rússia e China atravessam uma fase crítica, com seus problemas próprios. Se na China avança-se para a renovação de sua liderança no próximo Congresso da partido Comunista, na Rússia Vladimir Putin após regressar ao Kremlin tem estado ocupado a enfrentar uma oposição interna cava vez mais esclarecida e combativa. Verdade é que um dos constrangimentos estratégicos enfrentados tanto por chineses como russos tem a ver com todo um enquadramento novo em que políticas internas.
Os comportamentos domésticos de governos poderosos tendem a obedecer a preocupações domésticas antes de atenderem às oportunidades que se registam na arena internacional.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23951-eleicoes-presidenciais-americanas-de-2012-oportunidade-de-novos-alinhamentos-estrategicos.html
06/11/2012
Parlamentares bajuladores conspurcando a “casa do povo”

Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
É tempo de preparar uma limpeza geral… Antes de votar em listas olhe-se para a sua composição…
Como as coisas estão organizadas está claro e mais do evidente que a maioria dos moçambicanos que ostentam o título de representantes do povo na Assembleia da República não merece tão importante nome.
Vota-se por uma lista apresentada por partido político e os partidos políticos que disputam as eleições tem dificuldade em filtrar quem é designado candidato. Pertencer a uma lista depende muitas vezes da capacidade de impressionar e aplicar golpes de ginástica do que qualquer substância ou conteúdo relevante dos membros de tais listas. É fácil encontrar intriguistas, compradores de votos, gente sem perfil moral e ético socialmente aceitáveis inclusos em listas de candidatos dos diferentes partidos. Porque ainda se vive muito a política“estomacal e de trampolim” ser ou chegar a ser deputado, transformou-se em si um objectivo e não uma forma de servir os moçambicanos na sua luta pelo progresso, desenvolvimento sustentável, democracia e de satisfação plena de seus direitos políticos e económicos.
A mediocridade generalizada ao nível do Parlamento moçambicano deve ser encontrada na qualidade de seus deputados.
Pagar salários bem acima da média, acrescidos de regalias que custam dinheiro aos cofres do estado, para pessoas que não trabalham é um desperdício que o país não pode continuar a suportar.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23922-parlamentares-bajuladores-conspurcando-a-casa-do-povo.html
É tempo de preparar uma limpeza geral… Antes de votar em listas olhe-se para a sua composição…
Como as coisas estão organizadas está claro e mais do evidente que a maioria dos moçambicanos que ostentam o título de representantes do povo na Assembleia da República não merece tão importante nome.
Vota-se por uma lista apresentada por partido político e os partidos políticos que disputam as eleições tem dificuldade em filtrar quem é designado candidato. Pertencer a uma lista depende muitas vezes da capacidade de impressionar e aplicar golpes de ginástica do que qualquer substância ou conteúdo relevante dos membros de tais listas. É fácil encontrar intriguistas, compradores de votos, gente sem perfil moral e ético socialmente aceitáveis inclusos em listas de candidatos dos diferentes partidos. Porque ainda se vive muito a política“estomacal e de trampolim” ser ou chegar a ser deputado, transformou-se em si um objectivo e não uma forma de servir os moçambicanos na sua luta pelo progresso, desenvolvimento sustentável, democracia e de satisfação plena de seus direitos políticos e económicos.
A mediocridade generalizada ao nível do Parlamento moçambicano deve ser encontrada na qualidade de seus deputados.
Pagar salários bem acima da média, acrescidos de regalias que custam dinheiro aos cofres do estado, para pessoas que não trabalham é um desperdício que o país não pode continuar a suportar.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23922-parlamentares-bajuladores-conspurcando-a-casa-do-povo.html
02/11/2012
Engajamento multiforme de “parceiros relevantes” em defesa da paz e estabilidade

Canal de opiniãopor Noé Nhantumbo
- Interesse público, responsabilidade política e governamental supera as vantagens e aproveitamentos individuais…
“As cartas estão todas na mesa”. Tornar-se imediatamente obrigatório que os protagonistas políticos moçambicanos se entreguem e se empenhem em descobrir os caminhos que conduzam a um diálogo sobre as preocupações das partes.
Compreendem-se algumas hesitações e relutância da parte do partido governamental, Frelimo, em sentar-se a mesa com os seus adversários políticos. Isso deriva claramente de percepções que apontam para resultados que significariam cedência de posições na esfera governativa, institucional, económica e financeira.
Por outro lado regista-se uma dificuldade enorme por parte de estrategas políticos e de governantes em entenderem que uma participação num diálogo aberto e sem precondições seja a via segura para o restabelecimento da confiança social e política no país. Há pessoas com posições de poder efectivo que consideram perigoso criar precedentes mas na verdade os factos são bem diferentes. A questão não é o que se vai perder dialogando mas conseguir compreender o que realmente estará em jogo e em risco se não houver diálogo.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23909-engajamento-multiforme-de-parceiros-relevantes-em-defesa-da-paz-e-estabilidade.html
- Interesse público, responsabilidade política e governamental supera as vantagens e aproveitamentos individuais…
“As cartas estão todas na mesa”. Tornar-se imediatamente obrigatório que os protagonistas políticos moçambicanos se entreguem e se empenhem em descobrir os caminhos que conduzam a um diálogo sobre as preocupações das partes.
Compreendem-se algumas hesitações e relutância da parte do partido governamental, Frelimo, em sentar-se a mesa com os seus adversários políticos. Isso deriva claramente de percepções que apontam para resultados que significariam cedência de posições na esfera governativa, institucional, económica e financeira.
Por outro lado regista-se uma dificuldade enorme por parte de estrategas políticos e de governantes em entenderem que uma participação num diálogo aberto e sem precondições seja a via segura para o restabelecimento da confiança social e política no país. Há pessoas com posições de poder efectivo que consideram perigoso criar precedentes mas na verdade os factos são bem diferentes. A questão não é o que se vai perder dialogando mas conseguir compreender o que realmente estará em jogo e em risco se não houver diálogo.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23909-engajamento-multiforme-de-parceiros-relevantes-em-defesa-da-paz-e-estabilidade.html
30/10/2012
"DEMOCRACIA ADIADA" por Noé Nhantumbo

Ensaio politico retratando a situação moçambicana e os constrangimentos que se vivem para o aprofundamento da democracia em Moçambique. Uma plataforma legislativa e um comportamento politico estão combinando-se e minando os esforços pela democratização e isto tem como consequência directa ritmos de desenvolvimento e de participação limitados.
Uma obra a ler e que faz pensar.
Adquira em e-book ( $10,35 USA) em http://astore.amazon.com/macua-20
(Para depois o ler no computador basta baixar grátis o programa em
http://www.amazon.com/gp/feature.html/ref=dig_arl_box?ie=UTF8&docId=1000493771 )
30/10/2012 in Letras e artes - Cultura e Ciência, Noé Nhantumbo - Uma opinião | Permalink|Comments (3)ShareThis
Uma obra a ler e que faz pensar.
Adquira em e-book ( $10,35 USA) em http://astore.amazon.com/macua-20
(Para depois o ler no computador basta baixar grátis o programa em
http://www.amazon.com/gp/feature.html/ref=dig_arl_box?ie=UTF8&docId=1000493771 )
30/10/2012 in Letras e artes - Cultura e Ciência, Noé Nhantumbo - Uma opinião | Permalink|Comments (3)ShareThis
Vozes “sonantes” já dizem que oposição ainda não é alternativa…

Canal de opinião por: Noé Nhantumbo
Ofensiva generalizada pela manutenção no poder?
Engraçado, caricato?
Em 1975 a Frelimo estava preparada para assumir o poder?…
“Uma no cravo e outra na ferradura”? Há sinais de que alguns dos nossos intelectuais andam atrapalhados com os seus próprios pontos de vista e opiniões? Quando surpreendem pela positiva com posições inequivocamente a favor de Moçambique, logo em seguida são como que obrigados a retratar-se e avançar com proclamações preocupantes.
Essa de que a oposição ainda não é uma alternativa ao actual poder pode ser enquadrada nessa perspectiva.
Esta de que a oposição em Moçambique ainda não está preparada para ser poder é alarmante na medida em que induz o público mais ou menos distraído a aceitar sugestões potencialmente desviantes e dissuasoras.
Pode se afirmar o que se queira a respeito dos partidos políticos da posição e oposição em Moçambique. Quando se fala de plataformas visionárias ou da ausência delas de forma a convencer as populações ou reorientação de seu voto, parece que estamos em presença de uma estratégia apurada de condicionar a mentalidade dos leitores.
Quem após décadas de governação um partido ainda tem de apresentar resultados conflituantes quanto a situação nacional, estará sofrendo de que deficit? Será que o partido no poder é visionário ou é antes uma camuflagem lubrificada de utilização de recursos lícitos e ilícitos para a sua manutenção no poder?
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23881-vozes-sonantes-ja-dizem-que-oposicao-ainda-nao-e-alternativa.html
Ofensiva generalizada pela manutenção no poder?
Engraçado, caricato?
Em 1975 a Frelimo estava preparada para assumir o poder?…
“Uma no cravo e outra na ferradura”? Há sinais de que alguns dos nossos intelectuais andam atrapalhados com os seus próprios pontos de vista e opiniões? Quando surpreendem pela positiva com posições inequivocamente a favor de Moçambique, logo em seguida são como que obrigados a retratar-se e avançar com proclamações preocupantes.
Essa de que a oposição ainda não é uma alternativa ao actual poder pode ser enquadrada nessa perspectiva.
Esta de que a oposição em Moçambique ainda não está preparada para ser poder é alarmante na medida em que induz o público mais ou menos distraído a aceitar sugestões potencialmente desviantes e dissuasoras.
Pode se afirmar o que se queira a respeito dos partidos políticos da posição e oposição em Moçambique. Quando se fala de plataformas visionárias ou da ausência delas de forma a convencer as populações ou reorientação de seu voto, parece que estamos em presença de uma estratégia apurada de condicionar a mentalidade dos leitores.
Quem após décadas de governação um partido ainda tem de apresentar resultados conflituantes quanto a situação nacional, estará sofrendo de que deficit? Será que o partido no poder é visionário ou é antes uma camuflagem lubrificada de utilização de recursos lícitos e ilícitos para a sua manutenção no poder?
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23881-vozes-sonantes-ja-dizem-que-oposicao-ainda-nao-e-alternativa.html
29/10/2012
Efeito “Dhlakama-Gorongosa” já se faz sentir…

Análise por Noé Nhantumbo
De Harare já se levantam vozes apelando à intervenção da SADC
- E os intelectuais moçambicanos começam a ouvir-se diferentemente…
Até é bom que haja e surjam vizinhos e membros da SADC se preocupando com o potencial de violência que pode deflagrar em Moçambique após o líder da Renamo ter retornado para as matas da Gorongosa.
Não se pode tratar de ânimo leve de um assunto como este. Se alguém está calado ou opta pelo silêncio talvez faça isso como acto deliberadamente estratégico. E nisso de estratégia há muito que se pode dizer. Alguns passos de governos vizinhos face a conflitos em outros países como se viu na RDC, envolveram exércitos da Namíbia, Angola, Zimbabwe. Mesmo depois de tanta intervenção externa a situação na RDC é tudo menos estável. Isso significa em termos práticos que uma estratégia baseada em alianças entre líderes políticos regionais, remanescentes da defunta guerra-fria não tem hipóteses de triunfar no novo contexto geostratégico internacional.
Em Moçambique, durante todo o período da guerra civil, viu-se tropas do Zimbabwe, Tanzânia, especialistas de Cuba, RDA, URSS assistindo o governo da Frelimo no seu confronto contra a Renamo. Mas os resultados de tanta concentração de meios e inteligência militares tiveram resultados em tudo pouco significativos na correlação de forças no país e na região em que se situa Moçambique.
Alguns dos pronunciamentos provenientes de Harare e presentes numa das últimas edições do “Herald” são prenúncio de uma opinião que pode consubstanciar contactos que já devem estar acontecendo entre facções do governo zimbabweano e o governo de Maputo. Ninguém está proibido de fazer conjecturas ou de fazer suposições. O passado recente da zona austral de África está intimamente ligado as alianças estabelecidas pelos antes movimentos de libertação, agora quase todos eles suportes de governos no poder.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23874-efeito-dhlakama-gorongosa-ja-se-faz-sentir.html
De Harare já se levantam vozes apelando à intervenção da SADC
- E os intelectuais moçambicanos começam a ouvir-se diferentemente…
Até é bom que haja e surjam vizinhos e membros da SADC se preocupando com o potencial de violência que pode deflagrar em Moçambique após o líder da Renamo ter retornado para as matas da Gorongosa.
Não se pode tratar de ânimo leve de um assunto como este. Se alguém está calado ou opta pelo silêncio talvez faça isso como acto deliberadamente estratégico. E nisso de estratégia há muito que se pode dizer. Alguns passos de governos vizinhos face a conflitos em outros países como se viu na RDC, envolveram exércitos da Namíbia, Angola, Zimbabwe. Mesmo depois de tanta intervenção externa a situação na RDC é tudo menos estável. Isso significa em termos práticos que uma estratégia baseada em alianças entre líderes políticos regionais, remanescentes da defunta guerra-fria não tem hipóteses de triunfar no novo contexto geostratégico internacional.
Em Moçambique, durante todo o período da guerra civil, viu-se tropas do Zimbabwe, Tanzânia, especialistas de Cuba, RDA, URSS assistindo o governo da Frelimo no seu confronto contra a Renamo. Mas os resultados de tanta concentração de meios e inteligência militares tiveram resultados em tudo pouco significativos na correlação de forças no país e na região em que se situa Moçambique.
Alguns dos pronunciamentos provenientes de Harare e presentes numa das últimas edições do “Herald” são prenúncio de uma opinião que pode consubstanciar contactos que já devem estar acontecendo entre facções do governo zimbabweano e o governo de Maputo. Ninguém está proibido de fazer conjecturas ou de fazer suposições. O passado recente da zona austral de África está intimamente ligado as alianças estabelecidas pelos antes movimentos de libertação, agora quase todos eles suportes de governos no poder.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23874-efeito-dhlakama-gorongosa-ja-se-faz-sentir.html
28/10/2012
Começou a confrontação ou simplesmente é uma estratégia baseada na pressão?

Por: Noé Nhantumbo
- Onde está o diálogo construtivo?
- Onde encontrar moderação num diálogo de “surdos e mudos”?
O dia em que se assinala a morte em combate de André Matsangaice foi marcado pela deslocação do líder da Renamo para as matas de Gorogosa e a remoção da estátua do primeiro presidente da Renamo, André Matsangaice, na Beira.
Moçambique, país que recentemente comemorou 20 anos da assinatura do Acordo de Paz de Roma parece encaminhar-se para uma incerteza quanto ao seu futuro político.
Uma situação que bem se pode caracterizar de um acumular de vantagens por parte de um dos signatários do acima citado acordo está paulatinamente empurrando o outro para o desespero político. Com um número considerável de ex-guerrilheiros desmobilizados e não socialmente reintegrados, sobre a pressão sobre a liderança da Renamo para que se encontre uma resposta às preocupações de milhares de pessoas que praticamente vegetam no país.
O regresso ao discurso duro e incisivo da liderança da Renamo não é um facto novo mas em abono da verdade é preocupante.
- Onde está o diálogo construtivo?
- Onde encontrar moderação num diálogo de “surdos e mudos”?
O dia em que se assinala a morte em combate de André Matsangaice foi marcado pela deslocação do líder da Renamo para as matas de Gorogosa e a remoção da estátua do primeiro presidente da Renamo, André Matsangaice, na Beira.
Moçambique, país que recentemente comemorou 20 anos da assinatura do Acordo de Paz de Roma parece encaminhar-se para uma incerteza quanto ao seu futuro político.
Uma situação que bem se pode caracterizar de um acumular de vantagens por parte de um dos signatários do acima citado acordo está paulatinamente empurrando o outro para o desespero político. Com um número considerável de ex-guerrilheiros desmobilizados e não socialmente reintegrados, sobre a pressão sobre a liderança da Renamo para que se encontre uma resposta às preocupações de milhares de pessoas que praticamente vegetam no país.
O regresso ao discurso duro e incisivo da liderança da Renamo não é um facto novo mas em abono da verdade é preocupante.
26/10/2012
Não aceitem explicações fáceis e simplificadas sobre os megaprojectos…

Canal de opinião por: Noé Nhantumbo
Senhores deputados façam o vosso “trabalho de casa”
- Há muito em jogo e“muito pano para mangas” escondido…
Ir ao Parlamento, como habitualmente com despesas pagas pelos cidadãos do país, deve significar muito mais do que escutar, com ou sem atenção, o que os ministros dos diferentes pelouros têm para oferecer como respostas às perguntas dos deputados.
Tem sido habitual que os ministros correm a oferecer respostas simples de problemas complexos. Seus pareceres não resistem a uma análise apurada.
A tese de que os recursos minerais não vão resolver os problemas de Moçambique é uma resposta preparada para afugentar questionamentos profundos, incisivos e com potencial de despoletar ou desenterrar assuntos que se pretendem bem fora de circulação.
Senhores deputados, é vossa responsabilidade e prerrogativa perseguir os assuntos de interesse nacional com profundidade e objectividade. O facto de se pertencer ao partido que suporta o governo não deve inibir que os deputados actuem de modo claramente a favor da coisa pública e da causa nacional. Os representantes do povo estão proibidos de engavetarem assuntos só porque podem ser ou constituírem incómodos para o governo.
Verifica-se uma clara falta de preparação atempada dos deputados no que se refere aos questionamentos que apresentam ao governo.
Para os assuntos eminentemente técnicos, como o dossier dos megaprojectos e dos recursos minerais, os deputados precisam de entender que sem consultoria tecnicamente credível jamais conseguirão apresentar aquelas perguntas pertinentes. Chamar o governo a prestar informações no Parlamento deve ser um exercício sério que corresponda ao investimento público efectuado.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23872-nao-aceitem-explicacoes-faceis-e-simplificadas-sobre-os-megaprojectos.html
Senhores deputados façam o vosso “trabalho de casa”
- Há muito em jogo e“muito pano para mangas” escondido…
Ir ao Parlamento, como habitualmente com despesas pagas pelos cidadãos do país, deve significar muito mais do que escutar, com ou sem atenção, o que os ministros dos diferentes pelouros têm para oferecer como respostas às perguntas dos deputados.
Tem sido habitual que os ministros correm a oferecer respostas simples de problemas complexos. Seus pareceres não resistem a uma análise apurada.
A tese de que os recursos minerais não vão resolver os problemas de Moçambique é uma resposta preparada para afugentar questionamentos profundos, incisivos e com potencial de despoletar ou desenterrar assuntos que se pretendem bem fora de circulação.
Senhores deputados, é vossa responsabilidade e prerrogativa perseguir os assuntos de interesse nacional com profundidade e objectividade. O facto de se pertencer ao partido que suporta o governo não deve inibir que os deputados actuem de modo claramente a favor da coisa pública e da causa nacional. Os representantes do povo estão proibidos de engavetarem assuntos só porque podem ser ou constituírem incómodos para o governo.
Verifica-se uma clara falta de preparação atempada dos deputados no que se refere aos questionamentos que apresentam ao governo.
Para os assuntos eminentemente técnicos, como o dossier dos megaprojectos e dos recursos minerais, os deputados precisam de entender que sem consultoria tecnicamente credível jamais conseguirão apresentar aquelas perguntas pertinentes. Chamar o governo a prestar informações no Parlamento deve ser um exercício sério que corresponda ao investimento público efectuado.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23872-nao-aceitem-explicacoes-faceis-e-simplificadas-sobre-os-megaprojectos.html
24/10/2012
Endurecimento de posições é igual a políticas obtusas e incongruentes

Canal de opinião por: Noé Nhantumbo
Corporações internacionais estão sendo uma das causas…
Os negócios dos recursos minerais em países como Moçambique podem ser olhados sob vários prismas. Quando se atribui importância estratégica a esses recursos minerais entram logo em jogo interesses de diversos actores e cada um procura de maneira activa “puxar a brasa para a sua sardinha”.
De um silêncio inicial quanto a existência potencial de recursos minerais estratégicos para a economia mundial, Moçambique foi como que descoberto pelos principais actores internacionais. E quem se julga ligado aos interesses corporativos julga-se insuflado e protegido. Mas Mobutu também estava e quando chegou a altura de ser considerado uma peça “avariada”, os contratos de exploração dos recursos começaram a ser assinados por Laurent Kabila mesmo antes das suas forças alcançarem Kinshasa…
Mas convém que os moçambicanos abram os olhos e reflictam sobre os assuntos de maneira adulta. Ninguém se preocupou e drenou fundos e recursos para que se alcançasse a paz em Moçambique, só porque os moçambicanos eram“meninos e meninas bonitas”.
Internacionalmente, os principais pesquisadores de minerais sabiam perfeitamente que o Canal de Moçambique e países como a Tanzânia e o Quénia, Moçambique, Sudão e outros estavam situados em bacias importantes e com potencial de possuírem carvão, gás natural, petróleo e outros minerais.
A diplomacia das chancelarias ocidentais envolvidas no processo de pacificação de Moçambique sempre esteve informada sobre o que existia e a importância estratégica das reservas dos diferentes minerais.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23853-endurecimento-de-posicoes-e-igual-a-politicas-obtusas-e-incongruentes.html
Corporações internacionais estão sendo uma das causas…
Os negócios dos recursos minerais em países como Moçambique podem ser olhados sob vários prismas. Quando se atribui importância estratégica a esses recursos minerais entram logo em jogo interesses de diversos actores e cada um procura de maneira activa “puxar a brasa para a sua sardinha”.
De um silêncio inicial quanto a existência potencial de recursos minerais estratégicos para a economia mundial, Moçambique foi como que descoberto pelos principais actores internacionais. E quem se julga ligado aos interesses corporativos julga-se insuflado e protegido. Mas Mobutu também estava e quando chegou a altura de ser considerado uma peça “avariada”, os contratos de exploração dos recursos começaram a ser assinados por Laurent Kabila mesmo antes das suas forças alcançarem Kinshasa…
Mas convém que os moçambicanos abram os olhos e reflictam sobre os assuntos de maneira adulta. Ninguém se preocupou e drenou fundos e recursos para que se alcançasse a paz em Moçambique, só porque os moçambicanos eram“meninos e meninas bonitas”.
Internacionalmente, os principais pesquisadores de minerais sabiam perfeitamente que o Canal de Moçambique e países como a Tanzânia e o Quénia, Moçambique, Sudão e outros estavam situados em bacias importantes e com potencial de possuírem carvão, gás natural, petróleo e outros minerais.
A diplomacia das chancelarias ocidentais envolvidas no processo de pacificação de Moçambique sempre esteve informada sobre o que existia e a importância estratégica das reservas dos diferentes minerais.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23853-endurecimento-de-posicoes-e-igual-a-politicas-obtusas-e-incongruentes.html
22/10/2012
Começou a confrontação ou simplesmente é uma estratégia baseada na pressão?

Canal de Opinião por: Noé Nhantumbo
- Onde está o diálogo construtivo?
- Onde encontrar moderação num diálogo de “surdos e mudos”?
O dia em que se assinala a morte em combate de André Matsangaice foi marcado pela deslocação do líder da Renamo para as matas de Gorogosa e a remoção da estátua do primeiro presidente da Renamo, André Matsangaice, na Beira.
Moçambique, país que recentemente comemorou 20 anos da assinatura do Acordo de Paz de Roma parece encaminhar-se para uma incerteza quanto ao seu futuro político.
Uma situação que bem se pode caracterizar de um acumular de vantagens por parte de um dos signatários do acima citado acordo está paulatinamente empurrando o outro para o desespero político. Com um número considerável de ex-guerrilheiros desmobilizados e não socialmente reintegrados, sobre a pressão sobre a liderança da Renamo para que se encontre uma resposta às preocupações de milhares de pessoas que praticamente vegetam no país.
O regresso ao discurso duro e incisivo da liderança da Renamo não é um facto novo mas em abono da verdade é preocupante.
Será que os ex-guerrilheiros estão encostando seu líder à parede?
Da capital, Maputo, não há reacção. Será que o silêncio foi eleito estratégia a seguir? Ou tudo faz parte de uma avaliação mais abrangente que pretende encurralar o líder e eventualmente adoptar-se uma solução como a angolana? O tempo não é para vaticínios mas para a tomada de medidas sérias que preservem a paz e a estabilidade no país.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23837-comecou-a-confrontacao-ou-simplesmente-e-uma-estrategia-baseada-na-pressao.html
- Onde está o diálogo construtivo?
- Onde encontrar moderação num diálogo de “surdos e mudos”?
O dia em que se assinala a morte em combate de André Matsangaice foi marcado pela deslocação do líder da Renamo para as matas de Gorogosa e a remoção da estátua do primeiro presidente da Renamo, André Matsangaice, na Beira.
Moçambique, país que recentemente comemorou 20 anos da assinatura do Acordo de Paz de Roma parece encaminhar-se para uma incerteza quanto ao seu futuro político.
Uma situação que bem se pode caracterizar de um acumular de vantagens por parte de um dos signatários do acima citado acordo está paulatinamente empurrando o outro para o desespero político. Com um número considerável de ex-guerrilheiros desmobilizados e não socialmente reintegrados, sobre a pressão sobre a liderança da Renamo para que se encontre uma resposta às preocupações de milhares de pessoas que praticamente vegetam no país.
O regresso ao discurso duro e incisivo da liderança da Renamo não é um facto novo mas em abono da verdade é preocupante.
Será que os ex-guerrilheiros estão encostando seu líder à parede?
Da capital, Maputo, não há reacção. Será que o silêncio foi eleito estratégia a seguir? Ou tudo faz parte de uma avaliação mais abrangente que pretende encurralar o líder e eventualmente adoptar-se uma solução como a angolana? O tempo não é para vaticínios mas para a tomada de medidas sérias que preservem a paz e a estabilidade no país.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23837-comecou-a-confrontacao-ou-simplesmente-e-uma-estrategia-baseada-na-pressao.html
21/10/2012
Valeu a pena o realismo entre as alas para não encalhar o barco…

Os jogos de cintura tendentes a criar equilíbrios políticos e económicos
Por: Noé Nhantumbo
Não é possível deixar-se de reconhecer que a ala política de Joaquim Chissano, jogando com paciência e persistência, não desarmou durante toda a travessia do deserto que se seguiu a ascensão de AEG a presidente da República e da Frelimo.
Só que os combates políticos no seio da Frelimo devem ser vistos numa perspectiva que não sobrevalorize a sua importância para o país nem menospreze o seu valor real para a conjuntura nacional e regional.
É importante aquilo que acontece nos níveis mais altos da nomenclatura da Frelimo sabido que é que ela governa Moçambique. Os emaranhados políticos, as estratégias em jogo, os entendimentos e os desentendimentos ao longo do percurso.
Quem faz oposição em Moçambique tem de estar bem alerta e em consonância como os acontecimentos políticos pois ter um STAE e CNE diferentes depende profundamente do que possa acontecer no seio do núcleo dominante da Frelimo.
Por: Noé Nhantumbo
Não é possível deixar-se de reconhecer que a ala política de Joaquim Chissano, jogando com paciência e persistência, não desarmou durante toda a travessia do deserto que se seguiu a ascensão de AEG a presidente da República e da Frelimo.
Só que os combates políticos no seio da Frelimo devem ser vistos numa perspectiva que não sobrevalorize a sua importância para o país nem menospreze o seu valor real para a conjuntura nacional e regional.
É importante aquilo que acontece nos níveis mais altos da nomenclatura da Frelimo sabido que é que ela governa Moçambique. Os emaranhados políticos, as estratégias em jogo, os entendimentos e os desentendimentos ao longo do percurso.
Quem faz oposição em Moçambique tem de estar bem alerta e em consonância como os acontecimentos políticos pois ter um STAE e CNE diferentes depende profundamente do que possa acontecer no seio do núcleo dominante da Frelimo.
19/10/2012
Num país o mais importante devem ser os cidadãos e não egos dos políticos e governantes…

Canal de opinião por: Noé Nhantumbo
Vencedores e vencidos ou se entendem ou se destroem
Está à vista que assumir o governo, fazer parte dele e conseguir governar constitui um dos principais sonhos dos políticos e razão dos partidos que criam e de que fazem parte como membros.
No caso moçambicano, em que após uma guerra fratricida, não se seguiu um desenho de modelo político que afastasse dúvidas e unisse pessoas, encontramo-nos à mercê de políticas tendenciosas marcadamente promotoras de assimetrias e de uma autêntica nebulosa de nepotismo.
Os esquemas de autoprotecção instituídos têm a função exactamente de garantir a sobrevivência de um regime ferozmente oposto a uma cultura de tolerância, concórdia, honestidade, transparência.
Há fundamentados receios, de que uma vitória de um opositor em eleições nacionais, signifique a derrocada de “impérios” construídos à custa de posições governamentais.
Como as riquezas ostentadas pela minoria no país são fruto de contrabandos de influências, contratos de fornecimento, venda de terrenos, constituição de joint-ventures em que se explora qualquer que seja o recurso natural existente e disponível, das fileiras desta classe de capitalistas nacionais, emerge uma imagem de preocupação e de permanente receio de que uma mudança na estrutura governativa faça desabar “castelos “e ruir mansões.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23831-num-pais-o-mais-importante-devem-ser-os-cidadaos-e-nao-egos-dos-politicos-e-governantes.html
Vencedores e vencidos ou se entendem ou se destroem
Está à vista que assumir o governo, fazer parte dele e conseguir governar constitui um dos principais sonhos dos políticos e razão dos partidos que criam e de que fazem parte como membros.
No caso moçambicano, em que após uma guerra fratricida, não se seguiu um desenho de modelo político que afastasse dúvidas e unisse pessoas, encontramo-nos à mercê de políticas tendenciosas marcadamente promotoras de assimetrias e de uma autêntica nebulosa de nepotismo.
Os esquemas de autoprotecção instituídos têm a função exactamente de garantir a sobrevivência de um regime ferozmente oposto a uma cultura de tolerância, concórdia, honestidade, transparência.
Há fundamentados receios, de que uma vitória de um opositor em eleições nacionais, signifique a derrocada de “impérios” construídos à custa de posições governamentais.
Como as riquezas ostentadas pela minoria no país são fruto de contrabandos de influências, contratos de fornecimento, venda de terrenos, constituição de joint-ventures em que se explora qualquer que seja o recurso natural existente e disponível, das fileiras desta classe de capitalistas nacionais, emerge uma imagem de preocupação e de permanente receio de que uma mudança na estrutura governativa faça desabar “castelos “e ruir mansões.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23831-num-pais-o-mais-importante-devem-ser-os-cidadaos-e-nao-egos-dos-politicos-e-governantes.html
16/10/2012
Os consensos buscam-se e revelam cometimento com a agenda nacional

Canal de Opinião por: Noé Nhantumbo
…O resto é secundário e irrelevante…
Governar um país onde a democracia é o sistema em que os mais variados interlocutores estão envolvidos e interessados passa por os mesmos serem capazes de a cada momento de construir consensos. Mesmo quando as diferenças parecem abismais e em que as posições são de difícil reconciliação a agenda nacional aprovada merece todo o tipo de sacrifícios.
As clivagens ou diferendos entre grupos de interesse, sejam partidos políticos ou outro tipo de organização social são estrategicamente inferiores e menores em importância.
Os recuos programáticos, os falhanços, alguma incapacidade de realizar projectos planificados devem-se muitas vezes a ausência de uma liderança que aglutine o interesse nacional e o coloque na agenda de todos os intervenientes.
Quando dentro do governo surgem manifestações persistentes de práticas que se mostram contrárias aos planos definidos e aprovados é preciso que os líderes procurem respostas atempadas e não caiam na acomodação de tais práticas.
Olhando para muitos dos atropelos aos objectivos traçados muitas vezes se choca com razões simples como causas essenciais.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23807-os-consensos-buscam-se-e-revelam-cometimento-com-a-agenda-nacional.html
…O resto é secundário e irrelevante…
Governar um país onde a democracia é o sistema em que os mais variados interlocutores estão envolvidos e interessados passa por os mesmos serem capazes de a cada momento de construir consensos. Mesmo quando as diferenças parecem abismais e em que as posições são de difícil reconciliação a agenda nacional aprovada merece todo o tipo de sacrifícios.
As clivagens ou diferendos entre grupos de interesse, sejam partidos políticos ou outro tipo de organização social são estrategicamente inferiores e menores em importância.
Os recuos programáticos, os falhanços, alguma incapacidade de realizar projectos planificados devem-se muitas vezes a ausência de uma liderança que aglutine o interesse nacional e o coloque na agenda de todos os intervenientes.
Quando dentro do governo surgem manifestações persistentes de práticas que se mostram contrárias aos planos definidos e aprovados é preciso que os líderes procurem respostas atempadas e não caiam na acomodação de tais práticas.
Olhando para muitos dos atropelos aos objectivos traçados muitas vezes se choca com razões simples como causas essenciais.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23807-os-consensos-buscam-se-e-revelam-cometimento-com-a-agenda-nacional.html
15/10/2012
Vamos abandonar estereótipos e Unidade Nacional verbal, oca e inconsequente…

Canal de opinião por: Noé Nhantumbo
“Concertar”, “tolerar”, “incluir” são verbos de utilização obrigatória em Moçambique
Aquele modelo de construção de uma pátria moçambicana em que os moçambicanos eram chamados a unirem-se e a engajarem-se nas diferentes frentes, logo após a proclamação da independência nacional, esgotou a sua utilidade porque ao longo dos tempos, ficou claro que a mobilização política era feita em função de objectivos divisivos em si.
Numa situação em que os altos responsáveis políticos e governamentais constituíam uma ilha separada do resto do país, tanto pelas prerrogativas que detinham como pelos direitos que exerciam, deixaram à vista que as pretensões anunciadas pelos políticos mobilizadores eram diametralmente opostas aos interesses da maioria dos moçambicanos.
A unidade apregoada era como arrebanhar cidadãos e coloca-los ao serviço de uma nomenclatura partidária que se colocava acima de tudo e todos.
Uma governação baseada na imposição e fortalecida pelo controlo policial dos cidadãos não deixava espaço para a manifestação livre dos cidadãos nem a colocação de seus pontos de vista em relação aos assuntos nacionais. Os marxistas-leninistas de ontem ou seus representantes não estavam interessados em si numa “unidade nacional”. Esta era unicamente um meio para garantir que seu poder fosse incontestado. Importava obter a obediência dos cidadãos através de esquemas como aquele mas na essência os governantes tinham bem ciente que o controlo e manutenção do poder dependiam de uma mão dura sobre qualquer manifestação de dissidência.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23802-vamos-abandonar-estereotipos-e-unidade-nacional-verbal-oca-e-inconsequente.html
“Concertar”, “tolerar”, “incluir” são verbos de utilização obrigatória em Moçambique
Aquele modelo de construção de uma pátria moçambicana em que os moçambicanos eram chamados a unirem-se e a engajarem-se nas diferentes frentes, logo após a proclamação da independência nacional, esgotou a sua utilidade porque ao longo dos tempos, ficou claro que a mobilização política era feita em função de objectivos divisivos em si.
Numa situação em que os altos responsáveis políticos e governamentais constituíam uma ilha separada do resto do país, tanto pelas prerrogativas que detinham como pelos direitos que exerciam, deixaram à vista que as pretensões anunciadas pelos políticos mobilizadores eram diametralmente opostas aos interesses da maioria dos moçambicanos.
A unidade apregoada era como arrebanhar cidadãos e coloca-los ao serviço de uma nomenclatura partidária que se colocava acima de tudo e todos.
Uma governação baseada na imposição e fortalecida pelo controlo policial dos cidadãos não deixava espaço para a manifestação livre dos cidadãos nem a colocação de seus pontos de vista em relação aos assuntos nacionais. Os marxistas-leninistas de ontem ou seus representantes não estavam interessados em si numa “unidade nacional”. Esta era unicamente um meio para garantir que seu poder fosse incontestado. Importava obter a obediência dos cidadãos através de esquemas como aquele mas na essência os governantes tinham bem ciente que o controlo e manutenção do poder dependiam de uma mão dura sobre qualquer manifestação de dissidência.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23802-vamos-abandonar-estereotipos-e-unidade-nacional-verbal-oca-e-inconsequente.html
14/10/2012
Justiça “colorida” mina a credibilidade institucional e a justiça em si

Condenação dos membros do MDM
Por: Noé Nhantumbo
Condenar e sentenciar uns é demasiado fácil, outros nem são chamados…
A justiça em Moçambique, o sistema judicial vigente, a administração da justiça tem mostrado uma face e actuação bem longe daquilo que se espera e seria de desejar para um sector tão importante na democratização de um martirizado país.
Quando é um vice-ministro do Interior a prevaricar, utilizando uma viatura do governo para actividades de campanha eleitoral em Cuamba, no Niassa, isso não constitui um ilícito eleitoral nem é motivo de investigação pelas autoridades competentes. Se chega a ser noticiado e conhecido pelos cidadãos é porque alguma ” distracção” aconteceu e um repórter curioso não seguiu instruções de não publicar notícias embaraçosas relacionadas com figuras do partido governamental.
Se a acção ilícita se repete e chega a vez do ministro da Energia, Namburete, em local manifestamente inapropriado condicionar a actuação da PRM isso não é considerado ilícito eleitoral nem é tratado pela administração da justiça deste país. Em quadrantes geográficos diferentes perante matéria de lei as autoridades policiais e da administração da justiça agem de maneira completamente diferente. Quando é necessário guarnecer as sedes dos bairros na Beira, envolvidos em processo de sequestro pela Frelimo, aparece efectivo policial e o assunto caminha com celeridade nos tribunais.
Por: Noé Nhantumbo
Condenar e sentenciar uns é demasiado fácil, outros nem são chamados…
A justiça em Moçambique, o sistema judicial vigente, a administração da justiça tem mostrado uma face e actuação bem longe daquilo que se espera e seria de desejar para um sector tão importante na democratização de um martirizado país.
Quando é um vice-ministro do Interior a prevaricar, utilizando uma viatura do governo para actividades de campanha eleitoral em Cuamba, no Niassa, isso não constitui um ilícito eleitoral nem é motivo de investigação pelas autoridades competentes. Se chega a ser noticiado e conhecido pelos cidadãos é porque alguma ” distracção” aconteceu e um repórter curioso não seguiu instruções de não publicar notícias embaraçosas relacionadas com figuras do partido governamental.
Se a acção ilícita se repete e chega a vez do ministro da Energia, Namburete, em local manifestamente inapropriado condicionar a actuação da PRM isso não é considerado ilícito eleitoral nem é tratado pela administração da justiça deste país. Em quadrantes geográficos diferentes perante matéria de lei as autoridades policiais e da administração da justiça agem de maneira completamente diferente. Quando é necessário guarnecer as sedes dos bairros na Beira, envolvidos em processo de sequestro pela Frelimo, aparece efectivo policial e o assunto caminha com celeridade nos tribunais.
12/10/2012
Das greves de mineiros o passo seguinte será a perseguição dos estrangeiros na África do Sul…

Canal de Opinião por: Noé Nhantumbo
Diplomatas e demais governantes dormindo com a xenofobia em“banho-maria”…
Como habitualmente, os governantes africanos e neste caso os sul-africanos, estão ignorando os sinais dos tempos e deixar que as “surpresas” sejam a forma eleita de governar.
Com as greves do sector mineiro alastrando-se, com despedimentos de milhares de trabalhadores um dos resultados que se pode esperar é a radicalização da força de trabalho sul-africana. Se a opção dos trabalhadores provenientes de outros países se traduzir em não adesão às greves, haverá decerto repercussões rápidas e violentas como antes já se verificou.
A xenofobia é um fenómeno mais ou menos em hibernação permanente na África do Sul. Sempre que surjam condições de “temperatura” apropriadas e neste caso são os salários, rebentam as greves e com elas, ondas de xenofobia.
Politicamente o governo sul-africano não tem manifestado aquele interesse que deveria ser visto atendendo que o ANC partido no governo na África do Sul contou com solidariedade e apoios multiformes de cidadãos e governos de países vizinhos na sua luta contra o apartheid. Os sul-africanos numa posição manifestamente de arrogância e prepotência atacam desalmadamente trabalhadores estrangeiros acusando-os de fura-greves e de roubarem seus postos de trabalho. Há uma ignorância generalizada numa sociedade habituada a altos níveis de violência, assassinatos, estupros, violação sexual.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23795-das-greves-de-mineiros-o-passo-seguinte-sera-a-perseguicao-dos-estrangeiros-na-africa-do-sul.html
Diplomatas e demais governantes dormindo com a xenofobia em“banho-maria”…
Como habitualmente, os governantes africanos e neste caso os sul-africanos, estão ignorando os sinais dos tempos e deixar que as “surpresas” sejam a forma eleita de governar.
Com as greves do sector mineiro alastrando-se, com despedimentos de milhares de trabalhadores um dos resultados que se pode esperar é a radicalização da força de trabalho sul-africana. Se a opção dos trabalhadores provenientes de outros países se traduzir em não adesão às greves, haverá decerto repercussões rápidas e violentas como antes já se verificou.
A xenofobia é um fenómeno mais ou menos em hibernação permanente na África do Sul. Sempre que surjam condições de “temperatura” apropriadas e neste caso são os salários, rebentam as greves e com elas, ondas de xenofobia.
Politicamente o governo sul-africano não tem manifestado aquele interesse que deveria ser visto atendendo que o ANC partido no governo na África do Sul contou com solidariedade e apoios multiformes de cidadãos e governos de países vizinhos na sua luta contra o apartheid. Os sul-africanos numa posição manifestamente de arrogância e prepotência atacam desalmadamente trabalhadores estrangeiros acusando-os de fura-greves e de roubarem seus postos de trabalho. Há uma ignorância generalizada numa sociedade habituada a altos níveis de violência, assassinatos, estupros, violação sexual.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23795-das-greves-de-mineiros-o-passo-seguinte-sera-a-perseguicao-dos-estrangeiros-na-africa-do-sul.html
11/10/2012
Monopolizar a opinião política constitui-se em forma de dominação

Canal de Opinião por: Noé Nhantumbro
… Não escutar a intelectualidade nacional e a comunicação social crítica pode ser fatal…
O que se pode verificar ao nível da expressão política em Moçambique revela que quase toda a produção de cariz intelectual provém de Maputo, a capital do país.
Estando o centro do poder político e governamental aí instalado, torna-se deveras fácil um importante segmento da intelectualidade moçambicana e fazedores de opinião, expressarem-se de maneira incisiva em defesa de seus pontos de vista. Amiúde ocorre que esses posicionamentos em linha de convergência com as expressões do poder político vigente, acabam tendo grande influência na opinião pública nacional e internacional. O “Evangelho segundo Maputo” conta-nos uma história dos que se querem colocar como vencedores no processo histórico recente do país e através de uma confraria estabelecida na comunicação social pública, na academia pública e mesmo privada, conseguem fazer passar uma mensagem subliminar de primazia e de possessão da verdade política e científica neste país.
Uma observação dos diferentes processos políticos desde a descentralização governativa aos processos eleitorais mostra que no resto do país praticamente só se consome o que da capital do país é produzido do ponto de vista informativo e intelectual.
Não se pode negar a posição geopolítica estratégica da capital de um país entanto que centro do poder, de onde emanam as grandes directivas que sustentam a governação. O que se pode e se deve questionar é a existência de outros centros de pensamento político neste país que se quer democrático e realmente participado.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23781-monopolizar-a-opiniao-politica-constitui-se-em-forma-de-dominacao.html
… Não escutar a intelectualidade nacional e a comunicação social crítica pode ser fatal…
O que se pode verificar ao nível da expressão política em Moçambique revela que quase toda a produção de cariz intelectual provém de Maputo, a capital do país.
Estando o centro do poder político e governamental aí instalado, torna-se deveras fácil um importante segmento da intelectualidade moçambicana e fazedores de opinião, expressarem-se de maneira incisiva em defesa de seus pontos de vista. Amiúde ocorre que esses posicionamentos em linha de convergência com as expressões do poder político vigente, acabam tendo grande influência na opinião pública nacional e internacional. O “Evangelho segundo Maputo” conta-nos uma história dos que se querem colocar como vencedores no processo histórico recente do país e através de uma confraria estabelecida na comunicação social pública, na academia pública e mesmo privada, conseguem fazer passar uma mensagem subliminar de primazia e de possessão da verdade política e científica neste país.
Uma observação dos diferentes processos políticos desde a descentralização governativa aos processos eleitorais mostra que no resto do país praticamente só se consome o que da capital do país é produzido do ponto de vista informativo e intelectual.
Não se pode negar a posição geopolítica estratégica da capital de um país entanto que centro do poder, de onde emanam as grandes directivas que sustentam a governação. O que se pode e se deve questionar é a existência de outros centros de pensamento político neste país que se quer democrático e realmente participado.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23781-monopolizar-a-opiniao-politica-constitui-se-em-forma-de-dominacao.html
10/10/2012
Que as chuchas e os rebuçados sejam recebidos mas que não obstem a acção necessária

Canal de opinião por: Noé Nhantumbo
• Demissões, exonerações e nomeações em Moçambique…
• Alavancar a Educação de modo acelerado deve ser uma das apostas…
Uma nomeação ou exoneração é motivo de preocupação para os visados. Enquanto os exonerados e demitidos ficam claramente desapontados e seu universo sofre uma dramática transformação, momentaneamente, é preciso admitir que tal não deve ser considerado como um golpe vital.
Tudo faz parte de um processo dinâmico em que diversas considerações são tidas em conta e influem para que decisores retirem confiança e optem por colocar novas figuras em determinados cargos governamentais.
Uma queda dupla como se poderia dizer, terá afectado alguns membros que não conseguiram lugar no partido no decorrer do congresso de Pemba e posteriormente foram removidos do governo. Esta purga no governo é algo que deve merecer atenção particular pois acontece numa altura do “campeonato” em que os jogadores se preparam para grandes desafios eleitorais nos próximos dois anos.
Consolidar o poder parece ser o objectivo principal do PR se atendermos que não estaria satisfeito ou confortável com a possibilidade de alguém não estreitamente relacionado consigo, e até certo tempo de fidelidade duvidosa emergisse como presidenciável. Há muito a perder se o próximo chefe de estado não estiver sob controlo do presidente do partido Frelimo. Aires Ali terá sido reconhecido como alguém que se notabilizou na arena governamental a partir de uma nomeação do ex-presidente da república Joaquim Chissano. Objectivamente falando isso em si não constitui uma garantia de sossego para quem constitucionalmente não se pode recandidatar a sua própria reeleição. Num jogo de suposições em que vale tudo importa não menosprezar qualquer factor que terá sido utilizado como motivação para a tomada de certas decisões quanto a distribuição de pastas ministeriais e provinciais logo após o congresso de Pemba.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23778-que-as-chuchas-e-os-rebucados-sejam-recebidos-mas-que-nao-obstem-a-accao-necessaria.html
• Demissões, exonerações e nomeações em Moçambique…
• Alavancar a Educação de modo acelerado deve ser uma das apostas…
Uma nomeação ou exoneração é motivo de preocupação para os visados. Enquanto os exonerados e demitidos ficam claramente desapontados e seu universo sofre uma dramática transformação, momentaneamente, é preciso admitir que tal não deve ser considerado como um golpe vital.
Tudo faz parte de um processo dinâmico em que diversas considerações são tidas em conta e influem para que decisores retirem confiança e optem por colocar novas figuras em determinados cargos governamentais.
Uma queda dupla como se poderia dizer, terá afectado alguns membros que não conseguiram lugar no partido no decorrer do congresso de Pemba e posteriormente foram removidos do governo. Esta purga no governo é algo que deve merecer atenção particular pois acontece numa altura do “campeonato” em que os jogadores se preparam para grandes desafios eleitorais nos próximos dois anos.
Consolidar o poder parece ser o objectivo principal do PR se atendermos que não estaria satisfeito ou confortável com a possibilidade de alguém não estreitamente relacionado consigo, e até certo tempo de fidelidade duvidosa emergisse como presidenciável. Há muito a perder se o próximo chefe de estado não estiver sob controlo do presidente do partido Frelimo. Aires Ali terá sido reconhecido como alguém que se notabilizou na arena governamental a partir de uma nomeação do ex-presidente da república Joaquim Chissano. Objectivamente falando isso em si não constitui uma garantia de sossego para quem constitucionalmente não se pode recandidatar a sua própria reeleição. Num jogo de suposições em que vale tudo importa não menosprezar qualquer factor que terá sido utilizado como motivação para a tomada de certas decisões quanto a distribuição de pastas ministeriais e provinciais logo após o congresso de Pemba.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23778-que-as-chuchas-e-os-rebucados-sejam-recebidos-mas-que-nao-obstem-a-accao-necessaria.html
09/10/2012
Justiça “colorida” mina a credibilidade institucional e a justiça em si

Canal de opinião por: Noé Nhantumbo
Condenação dos membros do MDM
Condenar e sentenciar uns é demasiado fácil, outros nem são chamados…
A justiça em Moçambique, o sistema judicial vigente, a administração da justiça tem mostrado uma face e actuação bem longe daquilo que se espera e seria de desejar para um sector tão importante na democratização de um martirizado país.
Quando é um vice-ministro do Interior a prevaricar, utilizando uma viatura do governo para actividades de campanha eleitoral em Cuamba, Niassa isso não constitui um ilícito eleitoral nem é motivo de investigação pelas autoridades competentes. Se chega a ser noticiado e conhecido pelos cidadãos é porque alguma ” distracção” aconteceu e um repórter curioso não seguiu instruções de não publicar notícias embaraçosas relacionadas com figuras do partido governamental.
Se a acção ilícita se repete e chega a vez do ministro de Energia, Namburete, em local manifestamente inapropriado condicionar a actuação da PRM isso não é considerado ilícito eleitoral nem é tratado pela administração da justiça deste país. Em quadrantes geográficos diferentes perante matéria de lei as autoridades policiais e da administração da justiça agem de maneira completamente diferente. Quando é necessário guarnecer as sedes dos bairros na Beira, envolvidos em processo de sequestro pela Frelimo, aparece efectivo policial e o assunto caminha com celeridade nos tribunais.
Os exemplos de dualidade de quem deveria fazer justiça existem em quantidade e com todo o tipo de feitios.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23763-justica-colorida-mina-a-credibilidade-institucional-e-a-justica-em-si.html
09/10/2012 in Justiça - Polícia - Tribunais, Noé Nhantumbo - Uma opinião, Política - Partidos | Permalink|Comments (2)ShareThis
Condenação dos membros do MDM
Condenar e sentenciar uns é demasiado fácil, outros nem são chamados…
A justiça em Moçambique, o sistema judicial vigente, a administração da justiça tem mostrado uma face e actuação bem longe daquilo que se espera e seria de desejar para um sector tão importante na democratização de um martirizado país.
Quando é um vice-ministro do Interior a prevaricar, utilizando uma viatura do governo para actividades de campanha eleitoral em Cuamba, Niassa isso não constitui um ilícito eleitoral nem é motivo de investigação pelas autoridades competentes. Se chega a ser noticiado e conhecido pelos cidadãos é porque alguma ” distracção” aconteceu e um repórter curioso não seguiu instruções de não publicar notícias embaraçosas relacionadas com figuras do partido governamental.
Se a acção ilícita se repete e chega a vez do ministro de Energia, Namburete, em local manifestamente inapropriado condicionar a actuação da PRM isso não é considerado ilícito eleitoral nem é tratado pela administração da justiça deste país. Em quadrantes geográficos diferentes perante matéria de lei as autoridades policiais e da administração da justiça agem de maneira completamente diferente. Quando é necessário guarnecer as sedes dos bairros na Beira, envolvidos em processo de sequestro pela Frelimo, aparece efectivo policial e o assunto caminha com celeridade nos tribunais.
Os exemplos de dualidade de quem deveria fazer justiça existem em quantidade e com todo o tipo de feitios.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23763-justica-colorida-mina-a-credibilidade-institucional-e-a-justica-em-si.html
09/10/2012 in Justiça - Polícia - Tribunais, Noé Nhantumbo - Uma opinião, Política - Partidos | Permalink|Comments (2)ShareThis
08/10/2012
Urge começar e aprofundar a educação do eleitorado moçambicano

- O sucesso político em Moçambique depende disso…
Enquanto a oportunidade de votar e por essa forma, escolher-se quem e como se governa o país, estiver dependente de acções populistas e de arranjos mediáticos, construídos em bases duvidosas, no sentido de que as agendas propostas não acarretam responsabilidade de cumprimento do enunciado nas plataformas ou declarações programáticas dos partidos políticos concorrentes, os moçambicanos continuarão a formas de estar político e conteúdo completamente afastados dos seus mais genuínos interesses.
Uma combinação insidiosa e pérfida de analfabetismo político, de bombardeamento mediático incessante com receios infundados tem servido para que alguns partidos políticos consigam assentos parlamentares e dominem a cena política nacional.
Quando os partidos políticos da oposição ignoram a necessidade de acção quotidiana no sentido de educação e informação do eleitorado estão efectivamente jogando contra si próprios. O material para trabalho político existe em abundância. Se a pretensão dos partidos é chegarem a ser governo e através deste estabelecer uma acção governativa que sirva o enunciado nas suas declarações, a forma de governar do regime do dia, o alcance prático das políticas postas em prática deveriam servir de guia para uma confrontação política que espelhe não só intenções mas novos programas e posicionamentos consubstanciando uma visão de governo e política diferentes.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23753-urge-comecar-e-aprofundar-a-educacao-do-eleitorado-mocambicano.html
Enquanto a oportunidade de votar e por essa forma, escolher-se quem e como se governa o país, estiver dependente de acções populistas e de arranjos mediáticos, construídos em bases duvidosas, no sentido de que as agendas propostas não acarretam responsabilidade de cumprimento do enunciado nas plataformas ou declarações programáticas dos partidos políticos concorrentes, os moçambicanos continuarão a formas de estar político e conteúdo completamente afastados dos seus mais genuínos interesses.
Uma combinação insidiosa e pérfida de analfabetismo político, de bombardeamento mediático incessante com receios infundados tem servido para que alguns partidos políticos consigam assentos parlamentares e dominem a cena política nacional.
Quando os partidos políticos da oposição ignoram a necessidade de acção quotidiana no sentido de educação e informação do eleitorado estão efectivamente jogando contra si próprios. O material para trabalho político existe em abundância. Se a pretensão dos partidos é chegarem a ser governo e através deste estabelecer uma acção governativa que sirva o enunciado nas suas declarações, a forma de governar do regime do dia, o alcance prático das políticas postas em prática deveriam servir de guia para uma confrontação política que espelhe não só intenções mas novos programas e posicionamentos consubstanciando uma visão de governo e política diferentes.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23753-urge-comecar-e-aprofundar-a-educacao-do-eleitorado-mocambicano.html
07/10/2012
Na ressaca do Congresso de Pemba

Por: Noé Nhantumbo
Os equilíbrios que se impunham triunfaram…
Aqueles que deviam ser punidos pelas derrotas eleitorais de Beira e Quelimane foram-no sem apelo nem agravo. A nota dominante do Congresso de Pemba terá sido por algum tempo, o partido Frelimo ter conseguido dar ou trazer para fora, uma imagem de uma unidade e coesão que vinham sendo questionados pelo público, analistas e jornalistas e mesmo por seus membros.
Mas ficou também claro e evidente que a Frelimo jamais será a mesma. Os dinheiros, as participações financeiras, a empresas detidas directamente ou indirectamente, as fortunas acumuladas, a descarada utilização dos cofres do Estado, o desprezo puro e claro da opinião daqueles membros que antes ocupavam uma posição de peso no partido são factos ou situações que denotam uma viragem completa de um partido que se impunha pela força de uma ideologia que se pretendia socialista.
A primeira república em que personificava Samora Machel foi completamente desenraizada pelos ventos do liberalismo que começaram a soprar com o aparecimento de Joaquim Chissano.
Os equilíbrios que se impunham triunfaram…
Aqueles que deviam ser punidos pelas derrotas eleitorais de Beira e Quelimane foram-no sem apelo nem agravo. A nota dominante do Congresso de Pemba terá sido por algum tempo, o partido Frelimo ter conseguido dar ou trazer para fora, uma imagem de uma unidade e coesão que vinham sendo questionados pelo público, analistas e jornalistas e mesmo por seus membros.
Mas ficou também claro e evidente que a Frelimo jamais será a mesma. Os dinheiros, as participações financeiras, a empresas detidas directamente ou indirectamente, as fortunas acumuladas, a descarada utilização dos cofres do Estado, o desprezo puro e claro da opinião daqueles membros que antes ocupavam uma posição de peso no partido são factos ou situações que denotam uma viragem completa de um partido que se impunha pela força de uma ideologia que se pretendia socialista.
A primeira república em que personificava Samora Machel foi completamente desenraizada pelos ventos do liberalismo que começaram a soprar com o aparecimento de Joaquim Chissano.
05/10/2012
Declarações inflamatórias e revisionismos minam o ambiente

Canal de opinião Por: Noé Nhantumbo
Pela paz e concórdia em Moçambique:
Uma paz que não seja alimentada de tolerância, inclusão, respeito corre o risco de se tornar numa nova guerra.
Deixemo-nos de brilharetes e de falarmos de um passado de paz pois não estamos fazendo o suficiente para manter a paz.
Se os elementos ou factores que colocaram moçambicanos se digladiando e se atacando mortalmente, não são efectivamente eliminados do panorama nacional, é preciso que entendamos que estamos semeando guerra para um futuro próximo.
Os ataques frequentes na imprensa e outros órgãos de comunicação social quanto a uma alegada nulidade ou falta de razão de ser, das reclamações do líder da Renamo no que se refere a dossiers maltratados ou incompletos do Acordo de Roma que trouxe a paz para Moçambique, precisam de ser analisados cuidadosamente, sob risco de se incorrer em graves erros de consequências demolidoras e fatais.
É fácil e tentador não responder as inquietações de Afonso Dlhakama e até apresentar a tese de que o que ele diz é extemporâneo. É também fácil esquecer-se que foi a incapacidade de ouvir os outros que contribuiu em primeira mão para o surgimento do conflito armado em Moçambique.
A facilidade com que alguns participantes nas negociações de Roma entre o governo da Frelimo e a Renamo se esquecem de que a paz foi duramente conquistada, num exercício que colocou fim a uma guerra civil cruel e dizimadora de vidas é preocupante.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23745-declaracoes-inflamatorias-e-revisionismos-minam-o-ambiente.html
Pela paz e concórdia em Moçambique:
Uma paz que não seja alimentada de tolerância, inclusão, respeito corre o risco de se tornar numa nova guerra.
Deixemo-nos de brilharetes e de falarmos de um passado de paz pois não estamos fazendo o suficiente para manter a paz.
Se os elementos ou factores que colocaram moçambicanos se digladiando e se atacando mortalmente, não são efectivamente eliminados do panorama nacional, é preciso que entendamos que estamos semeando guerra para um futuro próximo.
Os ataques frequentes na imprensa e outros órgãos de comunicação social quanto a uma alegada nulidade ou falta de razão de ser, das reclamações do líder da Renamo no que se refere a dossiers maltratados ou incompletos do Acordo de Roma que trouxe a paz para Moçambique, precisam de ser analisados cuidadosamente, sob risco de se incorrer em graves erros de consequências demolidoras e fatais.
É fácil e tentador não responder as inquietações de Afonso Dlhakama e até apresentar a tese de que o que ele diz é extemporâneo. É também fácil esquecer-se que foi a incapacidade de ouvir os outros que contribuiu em primeira mão para o surgimento do conflito armado em Moçambique.
A facilidade com que alguns participantes nas negociações de Roma entre o governo da Frelimo e a Renamo se esquecem de que a paz foi duramente conquistada, num exercício que colocou fim a uma guerra civil cruel e dizimadora de vidas é preocupante.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23745-declaracoes-inflamatorias-e-revisionismos-minam-o-ambiente.html
03/10/2012
Ainda os ecos do Congresso de Pemba

Canal de Opinião Por: Noé Nhatumbo
Fim da linha evidente para uns e um compasso de espera para o funeral de outros camaradas…
Num procedimento tipicamente como aos prescritos por Maquiavel assistiu-se ao desmoronamento de um castelo político que alguns “camaradas” haviam construído à custa também de muito “jogo de cintura” e das mesmas fórmulas tão bem enunciadas por Nicolau Maquiavel.
Se não é um desmoronamento físico cruel em que os derrotados nem hipótese real tem de defesa, é uma derrota filosófica, ideológica em que transparece que a soma de mentiras ou de embustes ideológicos cumpriu a sua missão na íntegra e que agora chegou ao fim.
Uma simples hipótese de reivindicação de activação de uma comissão de verdade e reconciliação em Moçambique coloca muitos “camaradas em completo pânico”.Porque Samora Machel morreu muitos apresentariam a tese de que agiam cumprindo ordens e instruções directas do líder. Pelo cumprimento muitas vezes indecoros e cobarde manifestado de acusação firme a pessoas que não se podem defender porque já morreram, é de imaginar que alguns dos protagonistas de actos atrozes, se procurariam esconder sob as malhas e teias de uma inocência difícil de explicar e justificar.
Se sobram alguns dos mentores de alguns das posições ideológicas que eram características dos dias do partido único isso deve ser mais por o “comissário chefe” ter entendido e assumido que não representam algum perigo. Também pode ser reflexo de que em algumas pessoas ainda vivas não se mexe sob pena de se incorrer em perigos evitáveis. Mais vale a pena contemporizar com algumas figuras até consideradas caducas dentro do partido, do que hostilizá-las a ponto de as fazer criar tumultos ou outro tipo de manifestação que pode desviar a atenção dos objectivos principais. Parece ser esse o tipo de consideração que terá merecido o antes ou actual “king maker”, Marcelino dos Santos e outros antigos “players” de renome. Uma vez no primeiro CC que permaneça lá desde que não levante ondas. Outros terão até equacionado sua continuação no CC como forma de agradecimento e recompensa de seus préstimos na luta pelo fim da II República de Joaquim Chissano.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23742-ainda-os-ecos-do-congresso-de-pemba.html
Fim da linha evidente para uns e um compasso de espera para o funeral de outros camaradas…
Num procedimento tipicamente como aos prescritos por Maquiavel assistiu-se ao desmoronamento de um castelo político que alguns “camaradas” haviam construído à custa também de muito “jogo de cintura” e das mesmas fórmulas tão bem enunciadas por Nicolau Maquiavel.
Se não é um desmoronamento físico cruel em que os derrotados nem hipótese real tem de defesa, é uma derrota filosófica, ideológica em que transparece que a soma de mentiras ou de embustes ideológicos cumpriu a sua missão na íntegra e que agora chegou ao fim.
Uma simples hipótese de reivindicação de activação de uma comissão de verdade e reconciliação em Moçambique coloca muitos “camaradas em completo pânico”.Porque Samora Machel morreu muitos apresentariam a tese de que agiam cumprindo ordens e instruções directas do líder. Pelo cumprimento muitas vezes indecoros e cobarde manifestado de acusação firme a pessoas que não se podem defender porque já morreram, é de imaginar que alguns dos protagonistas de actos atrozes, se procurariam esconder sob as malhas e teias de uma inocência difícil de explicar e justificar.
Se sobram alguns dos mentores de alguns das posições ideológicas que eram características dos dias do partido único isso deve ser mais por o “comissário chefe” ter entendido e assumido que não representam algum perigo. Também pode ser reflexo de que em algumas pessoas ainda vivas não se mexe sob pena de se incorrer em perigos evitáveis. Mais vale a pena contemporizar com algumas figuras até consideradas caducas dentro do partido, do que hostilizá-las a ponto de as fazer criar tumultos ou outro tipo de manifestação que pode desviar a atenção dos objectivos principais. Parece ser esse o tipo de consideração que terá merecido o antes ou actual “king maker”, Marcelino dos Santos e outros antigos “players” de renome. Uma vez no primeiro CC que permaneça lá desde que não levante ondas. Outros terão até equacionado sua continuação no CC como forma de agradecimento e recompensa de seus préstimos na luta pelo fim da II República de Joaquim Chissano.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23742-ainda-os-ecos-do-congresso-de-pemba.html
29/09/2012
Já não se trata simplesmente de demagogia e arrogância

Por: Noé Nhantumbo
Agora os “agentes da oligarquia” saqueiam a seu belo prazer em nome
da manutenção do poder…
Os tempos em que os diferentes governantes ainda guardavam e exibiam algum pudor e agiam no sentido de não ofender a moral pública e insultar o senso comum passaram vertiginosamente.
Logo que se revelou que a presença incómoda de Samora Machel já não existia para os apoquentar, os “camaradas” rapidamente enveredaram por caminhos que antes eram absolutamente impensáveis. E quem afirma isto são diversos “camaradas” que antes pertenciam à chamada “linha dura”. Uma linha ao fim ao cabo muito parecida com o que o estalinismo reinante na antes URSS preconizava. Com fervor e fôlego renovados uma boa parte dos “camaradas”que antes se escondiam seus apetites e ideias, arreganharam os dentes e lançaram-se ao assalto do espólio que sempre desejaram.
Numa combinação estreita com os novos valores em voga, uma vez consumada a queda do “Muro de Berlim” e da própria URSS, já não havia como parar ou frear a ala dos que decidiram bater-se pelo “Empoderamento Económico Negro”. De uma maneira estratégica a nova liderança livrou-se do empecilho que algumas figuras defensoras dos preceitos marxistas-leninistas representavam. Foram sucessivamente reformados ou colocados em posições marginais, muitos dos que se arvoravam em ideólogos do regime nos tempos de Samora Machel. Rapidamente se montou um esquema que excluía quem não estivesse disposto em alinhar com os novos paradigmas e isso surtiu os seus efeitos.
O que valia e era essencial para a sobrevivência política alterou-se de maneira profunda e uma nova realidade emergiu.
Se a postura antes apresentada pela maioria dos membros da Frelimo era de acordo com preceitos de pureza e perfeição revolucionária incontestável, cumprimento rigoroso das orientações emanadas pelos órgãos do partido e uma absoluta obediência ao que os superiores hierárquicos determinassem como caminho a seguir, agora agia-se em direcção completamente diferente. Da liderança a preocupação principal era distribuir e redistribuir entre si o que se apresentava com algum valor.
Desde empresas a terras, património do estado e de todos os moçambicanos foi estrategicamente transformado em propriedade privada sem qualquer contestação.
Houve tempos em que a contestação estava fora de questão pois nem no seio do partido nem no seu exterior não havia condições nem coragem para desafiar uma máquina partidária que remetia os opositores a campos de reeducação por simples discordância de uma orientação ou por comportamentos considerados sacrilégios pelo partido. Viviam-se os dias do estado policial e os “camaradas” tomavam posições em função de uma estratégia que não admitia a expressão ou manifestação de qualquer opinião contrária.
Um grupo de moçambicanos, protagonistas proeminentes no movimento de libertação, forçou suas teses políticas e filosóficas, se é que podemos afirmar tal coisa, em todos os outros concidadãos. Não havia pena nem agravo. Tudo se resumia a cumprir com as “orientações”.
Um sistema sofreu uma derrocada real mas deixou uma herança na memória colectiva e institucional.
O partido governamental, Frelimo, procurou mudar mas no essencial sua forma de actuar, os fundamentos orgânicos e a relação hierárquica no seu seio pouco se alteraram. O famoso centralismo democrático impera a todo o gás e a sua expressão é sentida em toda a sociedade.
Uma das características mais notáveis do regime de partido único antes em vigor era sem dúvidas a subordinação de todo o aparelho governamental às directivas do partido. Não havia algo que o partido quisesse que não fosse cumprido integralmente desde a administração de distrito até aos ministérios. Era difícil perceber ou interpretar o comportamento e procedimentos dos membros séniores do partido como arrogância ou demagogia pois em geral os cidadãos estavam a “leste” das teorias políticas. Era fácil ao partido agir e determinar o que todos deveriam seguir sem contestação.
Essa maneira de proceder não foi abandonada logo que o pluralismo político foi instituído com o fim da guerra civil. Com o mesmo partido formando o governo e praticamente com os mesmos actores o que se deu e aconteceu foi uma continuação mais ou menos camuflada do modus operandi anterior. Sem que fosse público o mesmo tipo de instruções quanto a drenagem de fundos governamentais para o partido no poder prosseguiu e cresceu conforme foi considerado estratégico pelo partido no poder.
Sabe-se e é deveras evidente que a maioria parlamentar nunca se manifestou ou agiu em defesa do regulamentado e legislado quanto a utilização ilícita dos fundos públicos para actividades políticas.
Face e perante um ambiente de permissibilidade total, de impunidade institucionalizada, todos os “cabritos estão comendo onde estão amarrados” e a justificação por todos utilizada é de que tudo o que fazem é nome da defesa do regime.
Quando se reabilita uma casa para receber a delegação do PR em “presidência aberta” e se adquirem novos mobiliários, as contas são empoladas a belo prazer do administrador ou governador local ou de suas equipas de administração e finanças. Ou não é assim que as coisas acontecem?
Não vale a pena inventar ou procurar descobrir justificações tanto ao hábito de muitos dos comentaristas televisivos que pululam pelo país. Também de nada vale procurar defender um estado de coisas pela via do silencia estratégico como muitas vezes se observa que fazem dos “críticos pagos pelo regime” para encobrir dossiers inquietantes e incómodos.
Uma das questões vitais para a república moçambicana é capacidade de se criar uma ordem institucional coesa, coerente com os mais altos princípios governativos.
No lugar de deixar-sebas coisas ao sabor do vento e da vontade ou inspiração de cada dirigente há que ver-se adoptado um código de conduta a que todos os agentes do estado se vejam obrigados a seguir. Já é tempo de olhar-se para o panorama político nacional e considerar que outros intervenientes e actores, poderão um dia não muito distante, tornar-se as cabeças do executivo e assim assumirem as prerrogativas inerentes à governação.
Este Moçambique clama por normalização governativa e isso deve ser feito independentemente dos apetites e agendas de que está no poder hoje. Exige-
-se que os políticos combatam a inercia institucional estratégica através da promoção de códigos de ética e moral que tragam credibilidade para a esfera pública.
Subverter a ordem democrática através da institucionalização de práticas promotoras de corrupção e assalto desmedido aos cofres públicos numa directiva que visa garantir as condições de manutenção no poder de determinada figuras de um partido é política mas ao mesmo tempo pode ser “disparar para os próprios pés”.
Aquele atraso na concretização de agendas até bem desenhadas e necessárias para o país e os moçambicanos deriva directamente das práticas que os responsáveis aos mais diversos níveis decidem implementar.
Enquanto os prevaricadores ainda merecerem prémios, emulação e bajulação o país está condenado a continuar tendo no seu executivo gente medíocre e de baixa índole moral e ética.
Quem se beneficiou ilicitamente de suas posições no aparelho governamental jamais deveriam ser recompensado com cargos na esfera privada de topo se isso não é feito como parte de uma orquestração e confraria de caracter “mafioso”. Serviste bem e acima de qualquer suspeita, então a tua reforma é seres PCA desta ou daquela empresa pública ou privada.
A avalanche de rombos e roubos do erário público acontecem num ambiente viciado pela impunidade.
Os gestores públicos ou de empresas públicas não tem receio de “irem aos cofres” sob sua guarda porque sabem que “suas costas estão quentes e são quentes”.
Defender o regime do dia é a justificação que muitos procuram oferecer quando questionados.
E como se sabe, a PGR não tem muito interesse em investigar assuntos que coloquem o partido vermelho em questão. Num ano de congresso do partido no poder, seguido de eleições autárquicas e depois legislativas e presidenciais, é evidente que das instituições que velam pela administração da justiça, não se vai ver muita gente “mexendo em palha ou procurando incendiar a pradaria seca” com julgamentos e detenções de membros do partido vermelho.
Se houvesse vontade política, integridade, verticalidade, hombridade e uma boa dose de honestidade por parte dos integrantes deste governo Moçambique estaria caminhando a passos largos para o progresso.
As falcatruas anunciadas periodicamente nos órgãos de comunicação social são factos reais que em países normais seriam exemplarmente punidos, em nome da justiça, da equidade e da responsabilidade governativa. A questão não é apoiar-se uma agenda puritana ou procurar estabelecer formas de coerção governamental incompatível com os preceitos democráticos. Todos têm o direito de defender-se perante a lei mas de igual modo todos são iguais perante a mesma lei.
Urge que os moçambicanos tomem conta de seu destino e isso passa necessariamente pela interrupção de uma cadeia de comando que não satisfaz nem corresponde aos seus anseios e aspirações legítimas a uma vida digna, entanto que seres humanos com direitos consignados na sua constituição.
Há forças sinistras e interesses conexos conjugando-se para que tudo continue na mesma o que obviamente não aceitável para a maioria dos moçambicanos.
E os moçambicanos mostram-se cada vez mais esclarecidos e informados quanto a sua real situação e ao que impede as mudanças pertinentes.
“Para a frente é o caminho” e decerto que os moçambicanos não desistirão nesta batalha fundamental pela sua vida e dignidade.
Canal de Moçambique – 26.09.2012
Agora os “agentes da oligarquia” saqueiam a seu belo prazer em nome
da manutenção do poder…
Os tempos em que os diferentes governantes ainda guardavam e exibiam algum pudor e agiam no sentido de não ofender a moral pública e insultar o senso comum passaram vertiginosamente.
Logo que se revelou que a presença incómoda de Samora Machel já não existia para os apoquentar, os “camaradas” rapidamente enveredaram por caminhos que antes eram absolutamente impensáveis. E quem afirma isto são diversos “camaradas” que antes pertenciam à chamada “linha dura”. Uma linha ao fim ao cabo muito parecida com o que o estalinismo reinante na antes URSS preconizava. Com fervor e fôlego renovados uma boa parte dos “camaradas”que antes se escondiam seus apetites e ideias, arreganharam os dentes e lançaram-se ao assalto do espólio que sempre desejaram.
Numa combinação estreita com os novos valores em voga, uma vez consumada a queda do “Muro de Berlim” e da própria URSS, já não havia como parar ou frear a ala dos que decidiram bater-se pelo “Empoderamento Económico Negro”. De uma maneira estratégica a nova liderança livrou-se do empecilho que algumas figuras defensoras dos preceitos marxistas-leninistas representavam. Foram sucessivamente reformados ou colocados em posições marginais, muitos dos que se arvoravam em ideólogos do regime nos tempos de Samora Machel. Rapidamente se montou um esquema que excluía quem não estivesse disposto em alinhar com os novos paradigmas e isso surtiu os seus efeitos.
O que valia e era essencial para a sobrevivência política alterou-se de maneira profunda e uma nova realidade emergiu.
Se a postura antes apresentada pela maioria dos membros da Frelimo era de acordo com preceitos de pureza e perfeição revolucionária incontestável, cumprimento rigoroso das orientações emanadas pelos órgãos do partido e uma absoluta obediência ao que os superiores hierárquicos determinassem como caminho a seguir, agora agia-se em direcção completamente diferente. Da liderança a preocupação principal era distribuir e redistribuir entre si o que se apresentava com algum valor.
Desde empresas a terras, património do estado e de todos os moçambicanos foi estrategicamente transformado em propriedade privada sem qualquer contestação.
Houve tempos em que a contestação estava fora de questão pois nem no seio do partido nem no seu exterior não havia condições nem coragem para desafiar uma máquina partidária que remetia os opositores a campos de reeducação por simples discordância de uma orientação ou por comportamentos considerados sacrilégios pelo partido. Viviam-se os dias do estado policial e os “camaradas” tomavam posições em função de uma estratégia que não admitia a expressão ou manifestação de qualquer opinião contrária.
Um grupo de moçambicanos, protagonistas proeminentes no movimento de libertação, forçou suas teses políticas e filosóficas, se é que podemos afirmar tal coisa, em todos os outros concidadãos. Não havia pena nem agravo. Tudo se resumia a cumprir com as “orientações”.
Um sistema sofreu uma derrocada real mas deixou uma herança na memória colectiva e institucional.
O partido governamental, Frelimo, procurou mudar mas no essencial sua forma de actuar, os fundamentos orgânicos e a relação hierárquica no seu seio pouco se alteraram. O famoso centralismo democrático impera a todo o gás e a sua expressão é sentida em toda a sociedade.
Uma das características mais notáveis do regime de partido único antes em vigor era sem dúvidas a subordinação de todo o aparelho governamental às directivas do partido. Não havia algo que o partido quisesse que não fosse cumprido integralmente desde a administração de distrito até aos ministérios. Era difícil perceber ou interpretar o comportamento e procedimentos dos membros séniores do partido como arrogância ou demagogia pois em geral os cidadãos estavam a “leste” das teorias políticas. Era fácil ao partido agir e determinar o que todos deveriam seguir sem contestação.
Essa maneira de proceder não foi abandonada logo que o pluralismo político foi instituído com o fim da guerra civil. Com o mesmo partido formando o governo e praticamente com os mesmos actores o que se deu e aconteceu foi uma continuação mais ou menos camuflada do modus operandi anterior. Sem que fosse público o mesmo tipo de instruções quanto a drenagem de fundos governamentais para o partido no poder prosseguiu e cresceu conforme foi considerado estratégico pelo partido no poder.
Sabe-se e é deveras evidente que a maioria parlamentar nunca se manifestou ou agiu em defesa do regulamentado e legislado quanto a utilização ilícita dos fundos públicos para actividades políticas.
Face e perante um ambiente de permissibilidade total, de impunidade institucionalizada, todos os “cabritos estão comendo onde estão amarrados” e a justificação por todos utilizada é de que tudo o que fazem é nome da defesa do regime.
Quando se reabilita uma casa para receber a delegação do PR em “presidência aberta” e se adquirem novos mobiliários, as contas são empoladas a belo prazer do administrador ou governador local ou de suas equipas de administração e finanças. Ou não é assim que as coisas acontecem?
Não vale a pena inventar ou procurar descobrir justificações tanto ao hábito de muitos dos comentaristas televisivos que pululam pelo país. Também de nada vale procurar defender um estado de coisas pela via do silencia estratégico como muitas vezes se observa que fazem dos “críticos pagos pelo regime” para encobrir dossiers inquietantes e incómodos.
Uma das questões vitais para a república moçambicana é capacidade de se criar uma ordem institucional coesa, coerente com os mais altos princípios governativos.
No lugar de deixar-sebas coisas ao sabor do vento e da vontade ou inspiração de cada dirigente há que ver-se adoptado um código de conduta a que todos os agentes do estado se vejam obrigados a seguir. Já é tempo de olhar-se para o panorama político nacional e considerar que outros intervenientes e actores, poderão um dia não muito distante, tornar-se as cabeças do executivo e assim assumirem as prerrogativas inerentes à governação.
Este Moçambique clama por normalização governativa e isso deve ser feito independentemente dos apetites e agendas de que está no poder hoje. Exige-
-se que os políticos combatam a inercia institucional estratégica através da promoção de códigos de ética e moral que tragam credibilidade para a esfera pública.
Subverter a ordem democrática através da institucionalização de práticas promotoras de corrupção e assalto desmedido aos cofres públicos numa directiva que visa garantir as condições de manutenção no poder de determinada figuras de um partido é política mas ao mesmo tempo pode ser “disparar para os próprios pés”.
Aquele atraso na concretização de agendas até bem desenhadas e necessárias para o país e os moçambicanos deriva directamente das práticas que os responsáveis aos mais diversos níveis decidem implementar.
Enquanto os prevaricadores ainda merecerem prémios, emulação e bajulação o país está condenado a continuar tendo no seu executivo gente medíocre e de baixa índole moral e ética.
Quem se beneficiou ilicitamente de suas posições no aparelho governamental jamais deveriam ser recompensado com cargos na esfera privada de topo se isso não é feito como parte de uma orquestração e confraria de caracter “mafioso”. Serviste bem e acima de qualquer suspeita, então a tua reforma é seres PCA desta ou daquela empresa pública ou privada.
A avalanche de rombos e roubos do erário público acontecem num ambiente viciado pela impunidade.
Os gestores públicos ou de empresas públicas não tem receio de “irem aos cofres” sob sua guarda porque sabem que “suas costas estão quentes e são quentes”.
Defender o regime do dia é a justificação que muitos procuram oferecer quando questionados.
E como se sabe, a PGR não tem muito interesse em investigar assuntos que coloquem o partido vermelho em questão. Num ano de congresso do partido no poder, seguido de eleições autárquicas e depois legislativas e presidenciais, é evidente que das instituições que velam pela administração da justiça, não se vai ver muita gente “mexendo em palha ou procurando incendiar a pradaria seca” com julgamentos e detenções de membros do partido vermelho.
Se houvesse vontade política, integridade, verticalidade, hombridade e uma boa dose de honestidade por parte dos integrantes deste governo Moçambique estaria caminhando a passos largos para o progresso.
As falcatruas anunciadas periodicamente nos órgãos de comunicação social são factos reais que em países normais seriam exemplarmente punidos, em nome da justiça, da equidade e da responsabilidade governativa. A questão não é apoiar-se uma agenda puritana ou procurar estabelecer formas de coerção governamental incompatível com os preceitos democráticos. Todos têm o direito de defender-se perante a lei mas de igual modo todos são iguais perante a mesma lei.
Urge que os moçambicanos tomem conta de seu destino e isso passa necessariamente pela interrupção de uma cadeia de comando que não satisfaz nem corresponde aos seus anseios e aspirações legítimas a uma vida digna, entanto que seres humanos com direitos consignados na sua constituição.
Há forças sinistras e interesses conexos conjugando-se para que tudo continue na mesma o que obviamente não aceitável para a maioria dos moçambicanos.
E os moçambicanos mostram-se cada vez mais esclarecidos e informados quanto a sua real situação e ao que impede as mudanças pertinentes.
“Para a frente é o caminho” e decerto que os moçambicanos não desistirão nesta batalha fundamental pela sua vida e dignidade.
Canal de Moçambique – 26.09.2012
26/09/2012
Quem vencerá não será a democracia nem os moçambicanos…

Canal de opinião por Noé Nhantumbo
Mascarada de democracia ensaia-se e concretiza-se em Pemba
Com pompa e circunstância os moçambicanos são levados mais uma vez a assistir a um espectáculo de grandiosidade que na sua vida real não existe. Outros dirão que é mais um exercício de legitimação de uma liderança que já entendeu que sua sobrevivência com o actual status está intimamente ligada a sua posição no aparelho partidário ora em Congresso.
Quando se vai para um congresso de um partido com as “cartas” preparadas e na “manga”dos vistosos casacos que os delegados adquiriram nas vésperas, o espaço de manobra para os “ingénuos” e os aspirantes a posições de relevo no partido esfuma-se. A discussão essencial terá já sido feita e afirmar que não haverá surpresas em si não é uma surpresa. As chamadas alas ou os interlocutores de maior peso entenderam a devido tempo que suas desinteligências e contradições, suas inimizades e posições de interesse económico e financeiro conflituante não podem deitar tudo a perder.
Tudo indica que reinará tese de que “mais vale a pena aceitarmo-nos do que permitir que as clivagens se aprofundem e dêem oportunidade a que a oposição política tome conta do barco”.
Leia em http://canalmoz.co.mz/hoje/23698-quem-vencera-nao-sera-a-democracia-nem-os-mocambicanos.html
Mascarada de democracia ensaia-se e concretiza-se em Pemba
Com pompa e circunstância os moçambicanos são levados mais uma vez a assistir a um espectáculo de grandiosidade que na sua vida real não existe. Outros dirão que é mais um exercício de legitimação de uma liderança que já entendeu que sua sobrevivência com o actual status está intimamente ligada a sua posição no aparelho partidário ora em Congresso.
Quando se vai para um congresso de um partido com as “cartas” preparadas e na “manga”dos vistosos casacos que os delegados adquiriram nas vésperas, o espaço de manobra para os “ingénuos” e os aspirantes a posições de relevo no partido esfuma-se. A discussão essencial terá já sido feita e afirmar que não haverá surpresas em si não é uma surpresa. As chamadas alas ou os interlocutores de maior peso entenderam a devido tempo que suas desinteligências e contradições, suas inimizades e posições de interesse económico e financeiro conflituante não podem deitar tudo a perder.
Tudo indica que reinará tese de que “mais vale a pena aceitarmo-nos do que permitir que as clivagens se aprofundem e dêem oportunidade a que a oposição política tome conta do barco”.
Leia em http://canalmoz.co.mz/hoje/23698-quem-vencera-nao-sera-a-democracia-nem-os-mocambicanos.html
19/09/2012
A batalha por Moçambique é hoje e não no dia do voto

Canal de opinião Por: Noé Nhantumbo
Conclave corporativo e político alinha e afina estratégias?…
Não há como ignorar os sinais dos tempos nem as suas consequências em tudo o que se refere ao panorama político nacional.
Toda a acção governativa nos últimos anos, tanto na II república de Joaquim Chissano como na actual administração de Armando Guebuza pode ser resumida a um esforço tendente a emissão do maior número possível de licenças para a exploração de recursos naturais por parte de corporações multinacionais. Algumas intervenções em infraestruturas públicas verdadeiramente úteis também misturam de uma maneira ou de outra interesses privados de governantes.
Se tivermos em conta o que a imprensa malawiana o atesta no caso de uma empresa portuguesa actuando no campo da construção civil poucas dúvidas são de que empresas com interesses lucrativos conseguem obras ou empreitadas através de luvas e subornos das entidades locais que autorizam ou assinam os contratos de adjudicação.
É manchete actual que a Mota Engil de Portugal teria ganho várias obras de construção civil no vizinho Malawi, através de depósitos de avultadas somas de dinheiro nas contas do falecido presidente daquele país, Mutharika.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23665-a-batalha-por-mocambique-e-hoje-e-nao-no-dia-do-voto.html
Conclave corporativo e político alinha e afina estratégias?…
Não há como ignorar os sinais dos tempos nem as suas consequências em tudo o que se refere ao panorama político nacional.
Toda a acção governativa nos últimos anos, tanto na II república de Joaquim Chissano como na actual administração de Armando Guebuza pode ser resumida a um esforço tendente a emissão do maior número possível de licenças para a exploração de recursos naturais por parte de corporações multinacionais. Algumas intervenções em infraestruturas públicas verdadeiramente úteis também misturam de uma maneira ou de outra interesses privados de governantes.
Se tivermos em conta o que a imprensa malawiana o atesta no caso de uma empresa portuguesa actuando no campo da construção civil poucas dúvidas são de que empresas com interesses lucrativos conseguem obras ou empreitadas através de luvas e subornos das entidades locais que autorizam ou assinam os contratos de adjudicação.
É manchete actual que a Mota Engil de Portugal teria ganho várias obras de construção civil no vizinho Malawi, através de depósitos de avultadas somas de dinheiro nas contas do falecido presidente daquele país, Mutharika.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23665-a-batalha-por-mocambique-e-hoje-e-nao-no-dia-do-voto.html
18/09/2012
Já não é possível esconder a “mão externa” na comunicação social pública

Canal de Opinião Por Noé Nhantumbo
Demissões, expulsões, transferências, premiações, nomeações maquiavelicamente elaborados e executados…
Afinal não há nenhuma mão externa em Moçambique, conspirando e executando missões contra o regime de Maputo. Há é uma “mão interna” conspirando contra a democracia e desenvolvimento sustentável de Moçambique sediada na Pereira do Lago. Quando se convocam dirigentes de órgãos de informação públicos a fim de criticar e transmitir instruções, como se ainda prevalecesse o partido único, não só é grave como é perigoso. Pode parecer politicamente uma forma expedita de resolver um problema. Pode também significar uma forma de agir que ignora completamente a existência de um Estado de Direito duramente conquistado pelos moçambicanos. Em termos práticos é uma ilusão de “avestruz”. Significa mau aconselhamento de uma liderança que se encontra distraída com um número crescente de dossiers privados com que tem de lidar.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23659-ja-nao-e-possivel-esconder-a-mao-externa-na-comunicacao-social-publica.html
Demissões, expulsões, transferências, premiações, nomeações maquiavelicamente elaborados e executados…
Afinal não há nenhuma mão externa em Moçambique, conspirando e executando missões contra o regime de Maputo. Há é uma “mão interna” conspirando contra a democracia e desenvolvimento sustentável de Moçambique sediada na Pereira do Lago. Quando se convocam dirigentes de órgãos de informação públicos a fim de criticar e transmitir instruções, como se ainda prevalecesse o partido único, não só é grave como é perigoso. Pode parecer politicamente uma forma expedita de resolver um problema. Pode também significar uma forma de agir que ignora completamente a existência de um Estado de Direito duramente conquistado pelos moçambicanos. Em termos práticos é uma ilusão de “avestruz”. Significa mau aconselhamento de uma liderança que se encontra distraída com um número crescente de dossiers privados com que tem de lidar.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23659-ja-nao-e-possivel-esconder-a-mao-externa-na-comunicacao-social-publica.html
17/09/2012
África tem de ser mais do que exotismo e folclore cultural

Canal de Opinião Por Noé Nhantumbo
… Ou Fonte de Matérias-Primas Baratas e Compadrios diplomático-financeiros. Ou os africanos agarram o seu destino ou continuarão na cauda de tudo…
Thabo Mbekhi não cunhou o termo Renascença Africana mas o trouxe à ribalta. Infelizmente sem muitas consequências. Ele próprio acabou sendo vítima das maquinações políticas enfermando a vida política de seu país. Não resistiu ao assalto e armadilhas que uma ala de seu partido, ANC, montou para se ver livre dele.
Uma mescla de étnico nacionalismo, conspurcado por várias novelas envolvendo órgãos da polícia de investigação criminal da África do Sul, inquinaram as possibilidades de reeleição de Mbheki e trouxeram um aspirante ao empoderamento económico negro para o poder, Jacob Zuma. Pouco dignificante para alguém que ocupa o mais alto cargo público de um país mas sua escolha pelo ANC passou e posteriormente a vitória eleitoral deixou de ser uma dúvida.
Estamos falando do país economicamente mais poderosos de África. Se onde existe uma das constituições mais democráticas do mundo há problemas de génese do poder político ou de que chega ao poder dá para imaginar qual é a situação do resto do continente.
Na essência em África, sob o olhar complacente, aparentemente desinteressado dos políticos de topo dos diferentes países do continente foi-se instalando e enraizando uma forma de estar e de governar neocolonialista.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23652-africa-tem-de-ser-mais-do-que-exotismo-e-folclore-cultural.html
… Ou Fonte de Matérias-Primas Baratas e Compadrios diplomático-financeiros. Ou os africanos agarram o seu destino ou continuarão na cauda de tudo…
Thabo Mbekhi não cunhou o termo Renascença Africana mas o trouxe à ribalta. Infelizmente sem muitas consequências. Ele próprio acabou sendo vítima das maquinações políticas enfermando a vida política de seu país. Não resistiu ao assalto e armadilhas que uma ala de seu partido, ANC, montou para se ver livre dele.
Uma mescla de étnico nacionalismo, conspurcado por várias novelas envolvendo órgãos da polícia de investigação criminal da África do Sul, inquinaram as possibilidades de reeleição de Mbheki e trouxeram um aspirante ao empoderamento económico negro para o poder, Jacob Zuma. Pouco dignificante para alguém que ocupa o mais alto cargo público de um país mas sua escolha pelo ANC passou e posteriormente a vitória eleitoral deixou de ser uma dúvida.
Estamos falando do país economicamente mais poderosos de África. Se onde existe uma das constituições mais democráticas do mundo há problemas de génese do poder político ou de que chega ao poder dá para imaginar qual é a situação do resto do continente.
Na essência em África, sob o olhar complacente, aparentemente desinteressado dos políticos de topo dos diferentes países do continente foi-se instalando e enraizando uma forma de estar e de governar neocolonialista.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23652-africa-tem-de-ser-mais-do-que-exotismo-e-folclore-cultural.html
13/09/2012
A intoxicação ideológica e cultural ao serviço da hegemonia

Canal de Opinião Por Noé Nhantumbo
…Não se descure o que a Coca-Cola, Hollywood e os Hamburgers fazem…
Num país em que logo que se descubram recursos minerais como rubis, diamantes são as esposas de presidentes que se arvoram proprietários das mesmas se não são outros elementos com fortes ligações a liderança política governamental. Temos de ser honestos e afirmar que essa cobiça e vontade de açambarcar tudo, fere os interesses mais legítimos dos moçambicanos e dos africanos.
Na luta pela hegemonia o tipo de armas utilizadas varia consoante a agenda de momento.
Aos africanos até o acesso ao tratamento com anti-retrovirais era a tempos negado ou condicionando com alegações de que não havia conhecimento suficiente ou condições técnicas para implementar os programas protocolares relacionados com o combate com o HIV/SIDA.
Os contratos internacionais tanto de acesso a fundos de crédito como para realização de obras de infra-estruturas são controlados e condicionados a regras estabelecidas pelos outros.
A posição generalizada dos africanos é de esperar, depender e de aceitar tudo o que lhe “ofereçam”.
Como se pode julgar atendendo ao que se passa na maioria dos países o desenvolvimento tarda em arrancar. Governos sucessivos chegam ao poder executivo e proclama-se a solução para os seus países. Passado algum tempo o que se observa é a continuação de uma miséria atroz, instabilidade e coerção.
Na ausência de actores políticos de envergadura, pessoas interessadas em participar nos debates globais da actualidade África foi sendo colocada na periferia. As antigas alegações de que a colonização era a causa do atraso continental foi perdendo consistência e agora está claro que as culpas residem em África.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23637-a-intoxicacao-ideologica-e-cultural-ao-servico-da-hegemonia.html
…Não se descure o que a Coca-Cola, Hollywood e os Hamburgers fazem…
Num país em que logo que se descubram recursos minerais como rubis, diamantes são as esposas de presidentes que se arvoram proprietários das mesmas se não são outros elementos com fortes ligações a liderança política governamental. Temos de ser honestos e afirmar que essa cobiça e vontade de açambarcar tudo, fere os interesses mais legítimos dos moçambicanos e dos africanos.
Na luta pela hegemonia o tipo de armas utilizadas varia consoante a agenda de momento.
Aos africanos até o acesso ao tratamento com anti-retrovirais era a tempos negado ou condicionando com alegações de que não havia conhecimento suficiente ou condições técnicas para implementar os programas protocolares relacionados com o combate com o HIV/SIDA.
Os contratos internacionais tanto de acesso a fundos de crédito como para realização de obras de infra-estruturas são controlados e condicionados a regras estabelecidas pelos outros.
A posição generalizada dos africanos é de esperar, depender e de aceitar tudo o que lhe “ofereçam”.
Como se pode julgar atendendo ao que se passa na maioria dos países o desenvolvimento tarda em arrancar. Governos sucessivos chegam ao poder executivo e proclama-se a solução para os seus países. Passado algum tempo o que se observa é a continuação de uma miséria atroz, instabilidade e coerção.
Na ausência de actores políticos de envergadura, pessoas interessadas em participar nos debates globais da actualidade África foi sendo colocada na periferia. As antigas alegações de que a colonização era a causa do atraso continental foi perdendo consistência e agora está claro que as culpas residem em África.
Leia emhttp://www.canalmoz.co.mz/hoje/23637-a-intoxicacao-ideologica-e-cultural-ao-servico-da-hegemonia.html
28/08/2012
A SADC precisa de novo paradigma

Por Noé Nhantumbo
A inconsequência da SADC entanto que organização regional para a integração política e económica já não é uma invenção de analistas pessimistas. Não é pessimismo afirmar que “a montanha pariu um rato” e que esta como tantas outras organizações não passam de “clubes de amigos” ou confrarias alargadas com as suas características específicas mas semelhantes à Maçonaria ou Opus Day.
Para uma organização que foi criada com sonhos e faíscas bem altas, os resultados conseguidos até aqui são irrisórios e nalguns casos o que se regista são autênticos retrocessos.
Correu-se para a criação de uma entidade regional sem terem-se analisado as condições reais e principalmente a motivação de uns e outros.
Decerto que para a potência regional, à África do Sul nada de melhor poderia ter acontecido. Chegou no fim, mas acabou por vencer a corrida deixando os demais com a sensação de que não passam de convenientes amigos do País de Mandela.
A inconsequência da SADC entanto que organização regional para a integração política e económica já não é uma invenção de analistas pessimistas. Não é pessimismo afirmar que “a montanha pariu um rato” e que esta como tantas outras organizações não passam de “clubes de amigos” ou confrarias alargadas com as suas características específicas mas semelhantes à Maçonaria ou Opus Day.
Para uma organização que foi criada com sonhos e faíscas bem altas, os resultados conseguidos até aqui são irrisórios e nalguns casos o que se regista são autênticos retrocessos.
Correu-se para a criação de uma entidade regional sem terem-se analisado as condições reais e principalmente a motivação de uns e outros.
Decerto que para a potência regional, à África do Sul nada de melhor poderia ter acontecido. Chegou no fim, mas acabou por vencer a corrida deixando os demais com a sensação de que não passam de convenientes amigos do País de Mandela.
15/08/2012
Não há máquina partidária que seja invencível ou inamovível

A democracia faz-se todos os dias
Por Noé Nhantumbo
Urge travar a impetuosidade dos promotores de ilicitudes. Quem espera pelos pleitos eleitorais para denunciar ilicitudes condena-se à derrota. Combater pela democracia é hoje, amanhã, todos os dias…
Não se pode adiar o combate pela democracia em Moçambique.
Não se pode ter medo de supostos colossos. Não há máquina partidária que seja invencível ou de algum modo inamovível.
O fatalismo que certas correntes pretendem fazer passar à sociedade e levar a vingar no seio dos moçambicanos é falsa retórica dos que afinal são de facto contra a democracia.
Esses querem fazer crer que os moçambicanos estão contentes e satisfeitos com a fraude generalizada, com a manipulação, com a compra de votos, com a invalidação de votos válidos de adversários políticos, com a utilização abusiva e contra a lei de meios do Estado, com a recolha de dinheiros do Estado nas empresas públicas e privadas para financiar campanhas de quem está no poder. Parece que algumas correntes do pensamento político moçambicano praticam o provérbio “enquanto os cães ladram a caravana passa”.
Por Noé Nhantumbo
Urge travar a impetuosidade dos promotores de ilicitudes. Quem espera pelos pleitos eleitorais para denunciar ilicitudes condena-se à derrota. Combater pela democracia é hoje, amanhã, todos os dias…
Não se pode adiar o combate pela democracia em Moçambique.
Não se pode ter medo de supostos colossos. Não há máquina partidária que seja invencível ou de algum modo inamovível.
O fatalismo que certas correntes pretendem fazer passar à sociedade e levar a vingar no seio dos moçambicanos é falsa retórica dos que afinal são de facto contra a democracia.
Esses querem fazer crer que os moçambicanos estão contentes e satisfeitos com a fraude generalizada, com a manipulação, com a compra de votos, com a invalidação de votos válidos de adversários políticos, com a utilização abusiva e contra a lei de meios do Estado, com a recolha de dinheiros do Estado nas empresas públicas e privadas para financiar campanhas de quem está no poder. Parece que algumas correntes do pensamento político moçambicano praticam o provérbio “enquanto os cães ladram a caravana passa”.
31/07/2012
CPLP: Ecos de mais uma cimeira inútil

Por Noé Nhantumbo
Mais uma conferência de resultados magros e inconsequentes, apenas bons para amigalhaços e sem benefícios para os povos dos respectivos países membros
Afinal mais uma vez se comprovou que diplomacia turística é o que fazem os dirigentes dos países congregados na CPLP. Mesmo naquilo que seria fácil de decidir os chefes de Estado saem de mais uma cimeira sem resultados concretos. Muito verbo e pouca substância é o que se pode dizer.
Na verdade seria importante perguntar para que se criou a CPLP. O que tinham em vista os mentores? A quem beneficia a sua existência?
À Guiné-Bissau decerto que não interessa ouvir falar de CPLP. Mesmo que se diga que a posição de apoio às autoridades legítimas era o único caminho a seguir não deixará de ser claro para muitos que havia uma concertação entre alguns países membros da CPLP favorável ao regime do dia em Bissau que ouvindo-se todas as partes ficava com o seu prestígio beliscado.
Mais uma conferência de resultados magros e inconsequentes, apenas bons para amigalhaços e sem benefícios para os povos dos respectivos países membros
Afinal mais uma vez se comprovou que diplomacia turística é o que fazem os dirigentes dos países congregados na CPLP. Mesmo naquilo que seria fácil de decidir os chefes de Estado saem de mais uma cimeira sem resultados concretos. Muito verbo e pouca substância é o que se pode dizer.
Na verdade seria importante perguntar para que se criou a CPLP. O que tinham em vista os mentores? A quem beneficia a sua existência?
À Guiné-Bissau decerto que não interessa ouvir falar de CPLP. Mesmo que se diga que a posição de apoio às autoridades legítimas era o único caminho a seguir não deixará de ser claro para muitos que havia uma concertação entre alguns países membros da CPLP favorável ao regime do dia em Bissau que ouvindo-se todas as partes ficava com o seu prestígio beliscado.
23/07/2012
Crises fruto de aldrabices e processos concluídos sem consenso

Por: Noé Nhantumbo
De todos os quadrantes se recebem notícias de discordância com o actual de coisas na arena internacional. De crises financeiras cíclicas que viraram praticamente a norma da maneira de estar das finanças internacionais, a todo um emaranhado de assuntos que tem a ver com as relações políticas entre os países, no interior dos mesmos fica uma imagem de crise aberta ou de um somatório de questões não concluídas ou pouco consensuais.
Com um percurso histórico embora já longo, as relações políticas e internacionais continuam a revelar-se instáveis e pouco produtivas no sentido de que delas não estão aparecendo ou surgindo os resultados que se poderiam esperar.
Há motivos acumulados de preocupação pois embora as crises financeiras se possam tratar de maneira pacífica os principais interlocutores não estão conseguindo sair-se bem.
O jogo das vantagens ou jogo pelas vantagens encobre cenários nem sempre tão limpos ou fluidos como seria de desejar.
De todos os quadrantes se recebem notícias de discordância com o actual de coisas na arena internacional. De crises financeiras cíclicas que viraram praticamente a norma da maneira de estar das finanças internacionais, a todo um emaranhado de assuntos que tem a ver com as relações políticas entre os países, no interior dos mesmos fica uma imagem de crise aberta ou de um somatório de questões não concluídas ou pouco consensuais.
Com um percurso histórico embora já longo, as relações políticas e internacionais continuam a revelar-se instáveis e pouco produtivas no sentido de que delas não estão aparecendo ou surgindo os resultados que se poderiam esperar.
Há motivos acumulados de preocupação pois embora as crises financeiras se possam tratar de maneira pacífica os principais interlocutores não estão conseguindo sair-se bem.
O jogo das vantagens ou jogo pelas vantagens encobre cenários nem sempre tão limpos ou fluidos como seria de desejar.
16/07/2012
Manipulação de taxas de juros é mais gasolina para a fogueira da crise financeira internacional

Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Rolam cabeças no Barclays mas ainda muita tinta correrá…
Aquelas engenharias financeiras que fizeram implodir algumas empresas muito importantes nos Estados Unidos da América, estão a revelar-se experiências aprendidas e aplicadas por alguns gestores bancários de topo, noutras partes do mundo.
A notícia de primeira página é agora a demissão do CEO do Barclays em Londres. Tudo por causa da manipulação de taxas de juros. O chamado Libor que todos utilizam para realizar os seus negócios (aqui em Moçambique também) estava afinal inquinado, verdadeiramente manipulado por alguns dos maiores bancos do mundo.
Na esteira disso já há avultadas multas pagas. As investigações prosseguem para se apurar a dimensão real deste escândalo que a ser verdade, como tudo indica que sim, vai provocar mais danos sérios nas finanças internacionais.
Sendo a banca a estrutura a que todos recorrem para realizar as suas transacções, importar, exportar, pagar, poupanças, tudo isto acaba por ter reflexos na vida de milhões de seres que nada podem para evitar estas coisas.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23263-manipulacao-de-taxas-de-juros-e-mais-gasolina-para-a-fogueira-da-crise-financeira-internacional.html
Rolam cabeças no Barclays mas ainda muita tinta correrá…
Aquelas engenharias financeiras que fizeram implodir algumas empresas muito importantes nos Estados Unidos da América, estão a revelar-se experiências aprendidas e aplicadas por alguns gestores bancários de topo, noutras partes do mundo.
A notícia de primeira página é agora a demissão do CEO do Barclays em Londres. Tudo por causa da manipulação de taxas de juros. O chamado Libor que todos utilizam para realizar os seus negócios (aqui em Moçambique também) estava afinal inquinado, verdadeiramente manipulado por alguns dos maiores bancos do mundo.
Na esteira disso já há avultadas multas pagas. As investigações prosseguem para se apurar a dimensão real deste escândalo que a ser verdade, como tudo indica que sim, vai provocar mais danos sérios nas finanças internacionais.
Sendo a banca a estrutura a que todos recorrem para realizar as suas transacções, importar, exportar, pagar, poupanças, tudo isto acaba por ter reflexos na vida de milhões de seres que nada podem para evitar estas coisas.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/23263-manipulacao-de-taxas-de-juros-e-mais-gasolina-para-a-fogueira-da-crise-financeira-internacional.html
09/07/2012
A demagogia política do “comissário-chefe”

Por: Noé Nhantumbo
Uma análise do que tem sido feito nesta III República do ponto de vista da recuperação de valores dos tempos do partido único na esfera política e governamental não deixa dúvidas de que o actual timoneiro do partido Frelimo, Armando Guebuza, está engajado numa ofensiva pessoal de engrandecimento da sua própria pessoa e ambiciona voltar ao passado em que para os senhores do poder cederam teve de ser usada a força das armas.
Já não se trata de combate em favor da auto-estima dos moçambicanos.
Parece que tudo se resume à sua própria auto-estima.
Está obcecado pelo poder.
Do ponto de vista de enriquecimento tudo indica que ele e família já estão bem longe da pobreza que continua a apoquentar a esmagadora maioria dos moçambicanos, mas ainda assim não andam satisfeitos, querem rebentar de dinheiro.
Uma análise do que tem sido feito nesta III República do ponto de vista da recuperação de valores dos tempos do partido único na esfera política e governamental não deixa dúvidas de que o actual timoneiro do partido Frelimo, Armando Guebuza, está engajado numa ofensiva pessoal de engrandecimento da sua própria pessoa e ambiciona voltar ao passado em que para os senhores do poder cederam teve de ser usada a força das armas.
Já não se trata de combate em favor da auto-estima dos moçambicanos.
Parece que tudo se resume à sua própria auto-estima.
Está obcecado pelo poder.
Do ponto de vista de enriquecimento tudo indica que ele e família já estão bem longe da pobreza que continua a apoquentar a esmagadora maioria dos moçambicanos, mas ainda assim não andam satisfeitos, querem rebentar de dinheiro.
25/06/2012
Construamos Moçambique com objectividade e com “jogo limpo”

Por: Noé Nhantumbo
Retórica de vulto, discursos espampanantes, brilhantismo e eloquência acima de qualquer prova, não são sinónimo daquilo que os moçambicanos querem, pretendem, necessitam.
Não tem valor algum quem ande atrás dos outros moçambicanos que tem a ousadia e coragem de criticar o que não vai bem no governo. Os governantes têm de compenetrar-se que são figuras públicas e as suas acções vão ser escrutinadas pelo público. E é um imperativo nacional que se compenetrem desde o mais alto nível que quem ocupa funções no Estado é para todos os efeitos funcionário público e não dono do Estado de Moçambique.
As críticas de todo o tipo que chovam sobre eles são algo normal e os cidadãos não se devem intimidar com “papos” de figuras que se julgam donos de todos nós e do País.
Entre as prerrogativas que tem um governante, não cabe proibir os cidadãos, o povo, de os criticar, mesmo que seja em severos termos.
Os governantes aos mais diversos níveis quando os cidadãos se levantam contra aquilo que consideram que eles fazem mal feito, só devem procurar soluções ou fazer as malas e irem às suas vidas sem incomodarem a vida dos outros. Se não se julgam capazes ou disponíveis para fazerem o que é preciso que seja feito devem ir para suas casas recatarem-se.
Retórica de vulto, discursos espampanantes, brilhantismo e eloquência acima de qualquer prova, não são sinónimo daquilo que os moçambicanos querem, pretendem, necessitam.
Não tem valor algum quem ande atrás dos outros moçambicanos que tem a ousadia e coragem de criticar o que não vai bem no governo. Os governantes têm de compenetrar-se que são figuras públicas e as suas acções vão ser escrutinadas pelo público. E é um imperativo nacional que se compenetrem desde o mais alto nível que quem ocupa funções no Estado é para todos os efeitos funcionário público e não dono do Estado de Moçambique.
As críticas de todo o tipo que chovam sobre eles são algo normal e os cidadãos não se devem intimidar com “papos” de figuras que se julgam donos de todos nós e do País.
Entre as prerrogativas que tem um governante, não cabe proibir os cidadãos, o povo, de os criticar, mesmo que seja em severos termos.
Os governantes aos mais diversos níveis quando os cidadãos se levantam contra aquilo que consideram que eles fazem mal feito, só devem procurar soluções ou fazer as malas e irem às suas vidas sem incomodarem a vida dos outros. Se não se julgam capazes ou disponíveis para fazerem o que é preciso que seja feito devem ir para suas casas recatarem-se.
13/06/2012
Anulação da Cimeira da União Africana no Malawi

Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Quando a dependência é fatal para as aspirações africanas…
se dizia antes que seria complicado ter uma cimeira no Malawi sem que o presidente do Sudão se fizesse presente. A opção da chefe de Estado malawiana em não convidar para o encontro um presidente com um mandato de captura às costas só veio mostrar em que águas navegam os governantes africanos. No oceano da dependência muitas das decisões que se tomam dependem inteiramente do que os outros com poder digam, manifestem ou instruam.
O Malawi país com sérios problemas de tesouraria, com importações em valor altíssimo com combustíveis, com corte efectivo de parte substancial da ajuda externa que recebia antes do falecido presidente Mutharika se ter oposto a diplomatas britânicos e chegado até a expulsar o embaixador daquele país em Lilongue, tinha que agir com muitas cautelas na arena internacional. Se por um lado como país não tinha o arcaboiço para os colossos da economia mundial, por outro lado tinha muito poucas linhas de acção ou de passe para arrecadar as receitas ou fundos que sua economia débil necessita. Os cidadãos não estão preocupados com os aspectos diplomáticos que muitas vezes determinam escassez de liquidez.
Leia em http://canalmoz.co.mz/hoje/22990-anulacao-da-cimeira-da-uniao-africana-no-malawi.html
Quando a dependência é fatal para as aspirações africanas…
se dizia antes que seria complicado ter uma cimeira no Malawi sem que o presidente do Sudão se fizesse presente. A opção da chefe de Estado malawiana em não convidar para o encontro um presidente com um mandato de captura às costas só veio mostrar em que águas navegam os governantes africanos. No oceano da dependência muitas das decisões que se tomam dependem inteiramente do que os outros com poder digam, manifestem ou instruam.
O Malawi país com sérios problemas de tesouraria, com importações em valor altíssimo com combustíveis, com corte efectivo de parte substancial da ajuda externa que recebia antes do falecido presidente Mutharika se ter oposto a diplomatas britânicos e chegado até a expulsar o embaixador daquele país em Lilongue, tinha que agir com muitas cautelas na arena internacional. Se por um lado como país não tinha o arcaboiço para os colossos da economia mundial, por outro lado tinha muito poucas linhas de acção ou de passe para arrecadar as receitas ou fundos que sua economia débil necessita. Os cidadãos não estão preocupados com os aspectos diplomáticos que muitas vezes determinam escassez de liquidez.
Leia em http://canalmoz.co.mz/hoje/22990-anulacao-da-cimeira-da-uniao-africana-no-malawi.html
10/06/2012
A terceira república e os arranjos para que os seus integrantes se governem, continua

Opinião
Por: Noé Nhantumbo
A caminho do fim mas em aceleração progressiva…
Não se pode alegar que não haja clareza nos objectivos que o governo do dia está perseguindo.
Também seria uma ilusão pretender que após estes anos de governação da actual equipa refeita ou recauchutada, tivéssemos tudo andando às mil maravilhas.
Há muito trabalho e pode-se verificar que há gente trabalhando mas que há muito mais gente que faz de conta que trabalha.
No país não é trabalho que falta mas uma certa visão sobre quais os caminhos que se deveriam estar seguindo para a obtenção mais rápida de resultados.
Há uma grande dose de falta de consensos ou concertação nacional. Aqueles diálogos que se mostram necessários são evitados ou quem os deveria estar promovendo simplesmente recusa-se a permitir que existam ou que se realizem.
Alguma coisa dá a entender que há uma estratégia de contenção de diálogos completamente oposta à prática corrente de abandono dos caminhos da austeridade que seriam de seguir no interesse da governação e da coisa pública no país. Os que governam entendem e praticam o princípio de não dar espaço a quem quer que seja. Espaço é só para eles.
Por: Noé Nhantumbo
A caminho do fim mas em aceleração progressiva…
Não se pode alegar que não haja clareza nos objectivos que o governo do dia está perseguindo.
Também seria uma ilusão pretender que após estes anos de governação da actual equipa refeita ou recauchutada, tivéssemos tudo andando às mil maravilhas.
Há muito trabalho e pode-se verificar que há gente trabalhando mas que há muito mais gente que faz de conta que trabalha.
No país não é trabalho que falta mas uma certa visão sobre quais os caminhos que se deveriam estar seguindo para a obtenção mais rápida de resultados.
Há uma grande dose de falta de consensos ou concertação nacional. Aqueles diálogos que se mostram necessários são evitados ou quem os deveria estar promovendo simplesmente recusa-se a permitir que existam ou que se realizem.
Alguma coisa dá a entender que há uma estratégia de contenção de diálogos completamente oposta à prática corrente de abandono dos caminhos da austeridade que seriam de seguir no interesse da governação e da coisa pública no país. Os que governam entendem e praticam o princípio de não dar espaço a quem quer que seja. Espaço é só para eles.
08/06/2012
Entre a firmeza governamental e o vazio governamental

Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
As agendas oficiais hoje são mais as que convém aos senhores que estão no governo, isto é as que convém aos seus negócios privados do que o que é preciso fazer-se pelos cidadãos.
Enquanto de alguns quadrantes se ouve dizer que já basta de diagnósticos e isso tem a sua razão de ser, continuam a ser são muitos os encontros desenhados com o objectivo de auscultar sensibilidades e determinar quais são os constrangimentos para a realização dos planos governamentais na esfera económica.
Os académicos que se apresentam com coragem e não se cansam de repetir seus pontos de vista contra determinadas práticas que são definidas no Conselho de Ministros são olhados com desconfiança e de esguelha. São tidos como empecilhos para a acção que alguns círculos governamentais julgam fundamental para levar a cabo seu trabalho. É a contradição entre aquilo que o país realmente precisa e um conjunto de directrizes visando realizar tudo menos o que maioria dos moçambicanos precisa e necessita.
Leia em http://canalmoz.co.mz/hoje/22960-entre-a-firmeza-governamental-e-o-vazio-governamental.html
As agendas oficiais hoje são mais as que convém aos senhores que estão no governo, isto é as que convém aos seus negócios privados do que o que é preciso fazer-se pelos cidadãos.
Enquanto de alguns quadrantes se ouve dizer que já basta de diagnósticos e isso tem a sua razão de ser, continuam a ser são muitos os encontros desenhados com o objectivo de auscultar sensibilidades e determinar quais são os constrangimentos para a realização dos planos governamentais na esfera económica.
Os académicos que se apresentam com coragem e não se cansam de repetir seus pontos de vista contra determinadas práticas que são definidas no Conselho de Ministros são olhados com desconfiança e de esguelha. São tidos como empecilhos para a acção que alguns círculos governamentais julgam fundamental para levar a cabo seu trabalho. É a contradição entre aquilo que o país realmente precisa e um conjunto de directrizes visando realizar tudo menos o que maioria dos moçambicanos precisa e necessita.
Leia em http://canalmoz.co.mz/hoje/22960-entre-a-firmeza-governamental-e-o-vazio-governamental.html
06/06/2012
Um pais só pode avançar com uma intelectualidade comprometida
Canal de Opinião
por Noé Nhantumbo
Capitalismo sem propriedade privada da terra é uma incongruência. A alegada protecção do agricultor moçambicano face ao perigo que existiria de venda da terra se esta fosse privada, é uma história mal contada.
As perguntas e os questionamentos avolumam-se em torno das razões por detrás dos baixos ritmos de desenvolvimento registados no país. Há casos que chegam a constituir uma autêntica vergonha se tomarmos em conta os recursos naturais existentes.
Já não se consegue esconder que as causas do actual estado de coisas estão intimamente relacionadas com quem detém as rédeas da governação no país.
Há problemas orçamentais devidos a erros graves de definição de prioridades. É preciso saber diferenciar entre aquilo que é essencial e aquilo que é marginal. Entre um carro todo-o-terreno e um tractor agrícola. Entre pesticidas topo de gama que vão garantir uma colheita e aparelhos de ar-condicionado e mobiliário de escritório importado da Malásia para equipar gabinetes ministeriais ou da Direcção Provincial de Agricultura algures neste extenso país.
Já nem há sinais dos PROAGRI’S ‘e porque aquela capacitação institucional que se advogava não surtiu efeitos.
Leia em http://canalmoz.co.mz/hoje/22934-um-pais-so-pode-avancar-com-uma-intelectualidade-comprometida.html
Canal de Opinião
por Noé Nhantumbo
Capitalismo sem propriedade privada da terra é uma incongruência. A alegada protecção do agricultor moçambicano face ao perigo que existiria de venda da terra se esta fosse privada, é uma história mal contada.
As perguntas e os questionamentos avolumam-se em torno das razões por detrás dos baixos ritmos de desenvolvimento registados no país. Há casos que chegam a constituir uma autêntica vergonha se tomarmos em conta os recursos naturais existentes.
Já não se consegue esconder que as causas do actual estado de coisas estão intimamente relacionadas com quem detém as rédeas da governação no país.
Há problemas orçamentais devidos a erros graves de definição de prioridades. É preciso saber diferenciar entre aquilo que é essencial e aquilo que é marginal. Entre um carro todo-o-terreno e um tractor agrícola. Entre pesticidas topo de gama que vão garantir uma colheita e aparelhos de ar-condicionado e mobiliário de escritório importado da Malásia para equipar gabinetes ministeriais ou da Direcção Provincial de Agricultura algures neste extenso país.
Já nem há sinais dos PROAGRI’S ‘e porque aquela capacitação institucional que se advogava não surtiu efeitos.
Leia em http://canalmoz.co.mz/hoje/22934-um-pais-so-pode-avancar-com-uma-intelectualidade-comprometida.html
por Noé Nhantumbo
Capitalismo sem propriedade privada da terra é uma incongruência. A alegada protecção do agricultor moçambicano face ao perigo que existiria de venda da terra se esta fosse privada, é uma história mal contada.
As perguntas e os questionamentos avolumam-se em torno das razões por detrás dos baixos ritmos de desenvolvimento registados no país. Há casos que chegam a constituir uma autêntica vergonha se tomarmos em conta os recursos naturais existentes.
Já não se consegue esconder que as causas do actual estado de coisas estão intimamente relacionadas com quem detém as rédeas da governação no país.
Há problemas orçamentais devidos a erros graves de definição de prioridades. É preciso saber diferenciar entre aquilo que é essencial e aquilo que é marginal. Entre um carro todo-o-terreno e um tractor agrícola. Entre pesticidas topo de gama que vão garantir uma colheita e aparelhos de ar-condicionado e mobiliário de escritório importado da Malásia para equipar gabinetes ministeriais ou da Direcção Provincial de Agricultura algures neste extenso país.
Já nem há sinais dos PROAGRI’S ‘e porque aquela capacitação institucional que se advogava não surtiu efeitos.
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04/06/2012
De “libertadores” a “vende-pátrias”
Por: Noé Nhantumbo
Aquela ideia de que a Independência iria abrir espaços para a emergência de salutares relações entre cidadãos de um mesmo país tornou-se ilusão e jamais foi concretizada
Aquela febre que alimentava os esforços pela libertação dos países africanos do jugo colonial foi “Sol de pouca dura”.
Uma vez alcançado o poder e formados os governos dos novos países, rapidamente se instalaram sistemas políticos que contrariaram toda a lógica que servia de base à actuação dos movimentos independentistas.
Pode-se dizer que as forças anti-libertação de África estavam preparadas ou se prepararam para contornar a nova situação política.
Também pode não ser menos verdade que a euforia da independência impediu que houvesse frieza na tomada de decisões pelos novos governantes de África.
Durante algum tempo, mais nuns países e menos noutros, defendeu-se a tese de que o colonialismo era o culpado por todos os atrasos e por tudo o que corria mal nos novos países.
Encarar a governação com o realismo que se impunha foi o que não foi feito pelas novas lideranças africanas. E os resultados não se fizeram esperar.
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Por: Noé Nhantumbo
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Uma vez alcançado o poder e formados os governos dos novos países, rapidamente se instalaram sistemas políticos que contrariaram toda a lógica que servia de base à actuação dos movimentos independentistas.
Pode-se dizer que as forças anti-libertação de África estavam preparadas ou se prepararam para contornar a nova situação política.
Também pode não ser menos verdade que a euforia da independência impediu que houvesse frieza na tomada de decisões pelos novos governantes de África.
Durante algum tempo, mais nuns países e menos noutros, defendeu-se a tese de que o colonialismo era o culpado por todos os atrasos e por tudo o que corria mal nos novos países.
Encarar a governação com o realismo que se impunha foi o que não foi feito pelas novas lideranças africanas. E os resultados não se fizeram esperar.
Aquela ideia de que a Independência iria abrir espaços para a emergência de salutares relações entre cidadãos de um mesmo país tornou-se ilusão e jamais foi concretizada
Aquela febre que alimentava os esforços pela libertação dos países africanos do jugo colonial foi “Sol de pouca dura”.
Uma vez alcançado o poder e formados os governos dos novos países, rapidamente se instalaram sistemas políticos que contrariaram toda a lógica que servia de base à actuação dos movimentos independentistas.
Pode-se dizer que as forças anti-libertação de África estavam preparadas ou se prepararam para contornar a nova situação política.
Também pode não ser menos verdade que a euforia da independência impediu que houvesse frieza na tomada de decisões pelos novos governantes de África.
Durante algum tempo, mais nuns países e menos noutros, defendeu-se a tese de que o colonialismo era o culpado por todos os atrasos e por tudo o que corria mal nos novos países.
Encarar a governação com o realismo que se impunha foi o que não foi feito pelas novas lideranças africanas. E os resultados não se fizeram esperar.
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27/05/2012
Deputados vampiros revelam-se à luz do dia
Opinião
Por: Noé Nhantumbo
Desde colaboradores em fraudes, a travões do desenvolvimento, é o que temos vindo a ter…
Para quem alguma vez teve dúvidas, os últimos desenvolvimentos dirimidos na Assembleia da República deixam ver claramente que tipo de deputados temos em Moçambique.
No lugar de guardiães da lei e pessoas com iniciativas legislativas visando acautelar os interesses dos cidadãos, nosso parlamento é constituído maioritariamente por uma associação de corruptos prontos para delinquir e extorquir o povo deste país. Os factos falam por si e não é preciso “procurar por uma agulha num palheiro” para que isso se prove.
A dinâmica democrática, edificante de uma nação robusta e solidária está sendo carcomida na chamada “Casa do Povo”. Como alguém recentemente disse, “alguns deputados são uma vergonha”.
Nossos deputados tem ao longo da sua existência e história se revelado exímios em defender o indefensável. Não são todos que cabem nesta classificação mas é verdade que a maioria não se pode qualificar de outra maneira.
Opinião
Por: Noé Nhantumbo
Desde colaboradores em fraudes, a travões do desenvolvimento, é o que temos vindo a ter…
Para quem alguma vez teve dúvidas, os últimos desenvolvimentos dirimidos na Assembleia da República deixam ver claramente que tipo de deputados temos em Moçambique.
No lugar de guardiães da lei e pessoas com iniciativas legislativas visando acautelar os interesses dos cidadãos, nosso parlamento é constituído maioritariamente por uma associação de corruptos prontos para delinquir e extorquir o povo deste país. Os factos falam por si e não é preciso “procurar por uma agulha num palheiro” para que isso se prove.
A dinâmica democrática, edificante de uma nação robusta e solidária está sendo carcomida na chamada “Casa do Povo”. Como alguém recentemente disse, “alguns deputados são uma vergonha”.
Nossos deputados tem ao longo da sua existência e história se revelado exímios em defender o indefensável. Não são todos que cabem nesta classificação mas é verdade que a maioria não se pode qualificar de outra maneira.
Por: Noé Nhantumbo
Desde colaboradores em fraudes, a travões do desenvolvimento, é o que temos vindo a ter…
Para quem alguma vez teve dúvidas, os últimos desenvolvimentos dirimidos na Assembleia da República deixam ver claramente que tipo de deputados temos em Moçambique.
No lugar de guardiães da lei e pessoas com iniciativas legislativas visando acautelar os interesses dos cidadãos, nosso parlamento é constituído maioritariamente por uma associação de corruptos prontos para delinquir e extorquir o povo deste país. Os factos falam por si e não é preciso “procurar por uma agulha num palheiro” para que isso se prove.
A dinâmica democrática, edificante de uma nação robusta e solidária está sendo carcomida na chamada “Casa do Povo”. Como alguém recentemente disse, “alguns deputados são uma vergonha”.
Nossos deputados tem ao longo da sua existência e história se revelado exímios em defender o indefensável. Não são todos que cabem nesta classificação mas é verdade que a maioria não se pode qualificar de outra maneira.
25/05/2012
União Africana adormecida e impotente como sempre! Que aniversário comemorar?
Correspondênci@ Electrónic@
Por: Noé Nhantumbo – Beira
Há todo um conjunto de assuntos e questões que mesmo tendo a ver com a União Africana ou com a sua antecessora, OUA raramente se tocam ou mencionam.
Referimo-nos precisamente a questão do comando do que efectivamente se passa e acontece em África.
Não há país ou quadrante mundial que não tenha sido sujeito a conflitos e lutas por esta ou aquela razão. A independência política, o acesso a recursos essenciais para a vida, a defesa de portos e de terras, o acesso a água ou a qualquer outro recurso julgado em determinado momento como vital levaram, a que comunidades humanas, dirigidas por governos se digladiassem.
África último continente sujeito à colonização, prenhe de recursos, foi durante muitos anos palco de conflitos entre potências colonizadoras que determinaram o seu actual formato de fronteiras.
Etnias foram separadas, montanhas e rios foram utilizados como elementos de fronteira, marcando espaços geográficos dos países que agora existem.
Correspondênci@ Electrónic@
Por: Noé Nhantumbo – Beira
Há todo um conjunto de assuntos e questões que mesmo tendo a ver com a União Africana ou com a sua antecessora, OUA raramente se tocam ou mencionam.
Referimo-nos precisamente a questão do comando do que efectivamente se passa e acontece em África.
Não há país ou quadrante mundial que não tenha sido sujeito a conflitos e lutas por esta ou aquela razão. A independência política, o acesso a recursos essenciais para a vida, a defesa de portos e de terras, o acesso a água ou a qualquer outro recurso julgado em determinado momento como vital levaram, a que comunidades humanas, dirigidas por governos se digladiassem.
África último continente sujeito à colonização, prenhe de recursos, foi durante muitos anos palco de conflitos entre potências colonizadoras que determinaram o seu actual formato de fronteiras.
Etnias foram separadas, montanhas e rios foram utilizados como elementos de fronteira, marcando espaços geográficos dos países que agora existem.
Por: Noé Nhantumbo – Beira
Há todo um conjunto de assuntos e questões que mesmo tendo a ver com a União Africana ou com a sua antecessora, OUA raramente se tocam ou mencionam.
Referimo-nos precisamente a questão do comando do que efectivamente se passa e acontece em África.
Não há país ou quadrante mundial que não tenha sido sujeito a conflitos e lutas por esta ou aquela razão. A independência política, o acesso a recursos essenciais para a vida, a defesa de portos e de terras, o acesso a água ou a qualquer outro recurso julgado em determinado momento como vital levaram, a que comunidades humanas, dirigidas por governos se digladiassem.
África último continente sujeito à colonização, prenhe de recursos, foi durante muitos anos palco de conflitos entre potências colonizadoras que determinaram o seu actual formato de fronteiras.
Etnias foram separadas, montanhas e rios foram utilizados como elementos de fronteira, marcando espaços geográficos dos países que agora existem.
15/05/2012
Diplomacia das corporações é o que impera
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Convites de potências são muito mais do que isso
Os convites que amiúde se recebem de parceiros internacionais para visitas e conversações ao mais alto nível por vezes encobrem assuntos melindrosos e agendas obscuras. Aos governos convidados é fácil aceitar um convite. Na maioria das vezes as deslocações são feitas sem aquela preparação profunda que se impõe na relação entre governos.
Equipa de ministros de alguns pelouros julgados de interesse pelas partes, empresários e o próprio Presidente da República avançam para as capitais ocidentais ou orientais convencidos de que tais visitas vão por si resolver todos os problema de que padecemos.
Na verdade quem está preparado e na maioria dos casos muito bem preparado são aqueles que convidam.
No caso de Moçambique e atendendo aos diversos dossiers em negociação e aos projectos sendo implementados, a Grã-bretanha inteligentemente escolheu convidar o PR para uma visita oficial que concluiu na última sexta-feira. O que está em jogo é considerável e há questões que os britânicos através de suas corporações decidiram que justificam uma alteração de agendas e que se utilize algum tempo recebendo mais um presidente africano.
Que ninguém se engane e pense que nos convidam porque somos “rapazes bonitos” ou algo parecido.
Estão em causa os nossos recursos e os governantes britânicos decerto que vincaram que querem ver suas empresas compartilhando ou pertencendo ao grupo accionista no gás de Cabo Delgado. Se há minerais ou outros recursos que Moçambique detém neste momento, o Reino Unido tudo vai fazer para estar entre os que deles virão a beneficiar.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/22705-diplomacia-das-corporacoes-e-o-que-impera.html
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Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Convites de potências são muito mais do que isso
Os convites que amiúde se recebem de parceiros internacionais para visitas e conversações ao mais alto nível por vezes encobrem assuntos melindrosos e agendas obscuras. Aos governos convidados é fácil aceitar um convite. Na maioria das vezes as deslocações são feitas sem aquela preparação profunda que se impõe na relação entre governos.
Equipa de ministros de alguns pelouros julgados de interesse pelas partes, empresários e o próprio Presidente da República avançam para as capitais ocidentais ou orientais convencidos de que tais visitas vão por si resolver todos os problema de que padecemos.
Na verdade quem está preparado e na maioria dos casos muito bem preparado são aqueles que convidam.
No caso de Moçambique e atendendo aos diversos dossiers em negociação e aos projectos sendo implementados, a Grã-bretanha inteligentemente escolheu convidar o PR para uma visita oficial que concluiu na última sexta-feira. O que está em jogo é considerável e há questões que os britânicos através de suas corporações decidiram que justificam uma alteração de agendas e que se utilize algum tempo recebendo mais um presidente africano.
Que ninguém se engane e pense que nos convidam porque somos “rapazes bonitos” ou algo parecido.
Estão em causa os nossos recursos e os governantes britânicos decerto que vincaram que querem ver suas empresas compartilhando ou pertencendo ao grupo accionista no gás de Cabo Delgado. Se há minerais ou outros recursos que Moçambique detém neste momento, o Reino Unido tudo vai fazer para estar entre os que deles virão a beneficiar.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/22705-diplomacia-das-corporacoes-e-o-que-impera.html
Convites de potências são muito mais do que isso
Os convites que amiúde se recebem de parceiros internacionais para visitas e conversações ao mais alto nível por vezes encobrem assuntos melindrosos e agendas obscuras. Aos governos convidados é fácil aceitar um convite. Na maioria das vezes as deslocações são feitas sem aquela preparação profunda que se impõe na relação entre governos.
Equipa de ministros de alguns pelouros julgados de interesse pelas partes, empresários e o próprio Presidente da República avançam para as capitais ocidentais ou orientais convencidos de que tais visitas vão por si resolver todos os problema de que padecemos.
Na verdade quem está preparado e na maioria dos casos muito bem preparado são aqueles que convidam.
No caso de Moçambique e atendendo aos diversos dossiers em negociação e aos projectos sendo implementados, a Grã-bretanha inteligentemente escolheu convidar o PR para uma visita oficial que concluiu na última sexta-feira. O que está em jogo é considerável e há questões que os britânicos através de suas corporações decidiram que justificam uma alteração de agendas e que se utilize algum tempo recebendo mais um presidente africano.
Que ninguém se engane e pense que nos convidam porque somos “rapazes bonitos” ou algo parecido.
Estão em causa os nossos recursos e os governantes britânicos decerto que vincaram que querem ver suas empresas compartilhando ou pertencendo ao grupo accionista no gás de Cabo Delgado. Se há minerais ou outros recursos que Moçambique detém neste momento, o Reino Unido tudo vai fazer para estar entre os que deles virão a beneficiar.
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14/05/2012
Governo “choramingão” e medíocre
Opinião Por: Noé Nhantumbo
- Corrupção, nepotismo, auto-protecção serão algumas das heranças deste governo…
Para alguém em fim de mandato compreende-se a preocupação em deixar algo para a história.
Também não deixa de ser normal que uma liderança confrontada com um fardo pesado de tarefas se veja muitas vezes compelida a replicar às críticas de modo ou maneira pouco estudada ou pensada.
Quando quem governa mistura dossiers e sobrepõe interesses privados aos públicos, a coisa fica uma “salada russa” de verdade.
As explicações apresentadas todos os dias para justificar o que o Governo não consegue fazer já atingiram o cúmulo do ridículo.
Convém também dizer que há algumas obras concretizadas por este governo “choramingão”. Hás as visíveis e as menos visíveis. Devemos aplaudir. Mas quando qualquer análise mostra que o feito é muito menor do que o que deveria e podia ter feito e não fez, não se pode deixar de criticar o governo só porque o seu timoneiro é propenso a desagradar-se. Agora sabemos que quem “cunhou a frase “deixa andar” gosta pouco de ser chamuscado com o fogo da crítica.
Opinião Por: Noé Nhantumbo
- Corrupção, nepotismo, auto-protecção serão algumas das heranças deste governo…
Para alguém em fim de mandato compreende-se a preocupação em deixar algo para a história.
Também não deixa de ser normal que uma liderança confrontada com um fardo pesado de tarefas se veja muitas vezes compelida a replicar às críticas de modo ou maneira pouco estudada ou pensada.
Quando quem governa mistura dossiers e sobrepõe interesses privados aos públicos, a coisa fica uma “salada russa” de verdade.
As explicações apresentadas todos os dias para justificar o que o Governo não consegue fazer já atingiram o cúmulo do ridículo.
Convém também dizer que há algumas obras concretizadas por este governo “choramingão”. Hás as visíveis e as menos visíveis. Devemos aplaudir. Mas quando qualquer análise mostra que o feito é muito menor do que o que deveria e podia ter feito e não fez, não se pode deixar de criticar o governo só porque o seu timoneiro é propenso a desagradar-se. Agora sabemos que quem “cunhou a frase “deixa andar” gosta pouco de ser chamuscado com o fogo da crítica.
- Corrupção, nepotismo, auto-protecção serão algumas das heranças deste governo…
Para alguém em fim de mandato compreende-se a preocupação em deixar algo para a história.
Também não deixa de ser normal que uma liderança confrontada com um fardo pesado de tarefas se veja muitas vezes compelida a replicar às críticas de modo ou maneira pouco estudada ou pensada.
Quando quem governa mistura dossiers e sobrepõe interesses privados aos públicos, a coisa fica uma “salada russa” de verdade.
As explicações apresentadas todos os dias para justificar o que o Governo não consegue fazer já atingiram o cúmulo do ridículo.
Convém também dizer que há algumas obras concretizadas por este governo “choramingão”. Hás as visíveis e as menos visíveis. Devemos aplaudir. Mas quando qualquer análise mostra que o feito é muito menor do que o que deveria e podia ter feito e não fez, não se pode deixar de criticar o governo só porque o seu timoneiro é propenso a desagradar-se. Agora sabemos que quem “cunhou a frase “deixa andar” gosta pouco de ser chamuscado com o fogo da crítica.
11/05/2012
O Povo não vai aguentar muit mais as mentiras e intolerância de quem está no poder
Por: Noé Nhantumbo
É deveras preocupante que a comunicação social pública e alguma independente estejam sendo utilizadas para veicular imagens e posições que fortificam as teses dos que praticam a intolerância política no país.
A coberto de celebrações e comemorações de datas históricas e numa ofensiva activa de “intoxicação histórica” os moçambicanos são dados a beber “águas” de conteúdo estranho.
Algumas das posições apresentadas são de tal mal modo concebidas que se torna claro e fácil concluir que visam envenenar a memória colectiva. Não é verdade a maior parte do que dizem aos moçambicanos. Tudo o que separa e exalta uns em detrimento dos outros deve ser olhado com suspeita numa altura em que proclama a Unidade Nacional como centro nevrálgico da agenda nacional.
Embora se possa dizer que foi percorrido um longo caminho no que se refere ao combate de tendências tribalistas e racistas, convém não esquecer que diariamente continuamos a chocar com manifestações que nos dizem claramente que aquelas tendências ainda se fazem sentir.
Por: Noé Nhantumbo
É deveras preocupante que a comunicação social pública e alguma independente estejam sendo utilizadas para veicular imagens e posições que fortificam as teses dos que praticam a intolerância política no país.
A coberto de celebrações e comemorações de datas históricas e numa ofensiva activa de “intoxicação histórica” os moçambicanos são dados a beber “águas” de conteúdo estranho.
Algumas das posições apresentadas são de tal mal modo concebidas que se torna claro e fácil concluir que visam envenenar a memória colectiva. Não é verdade a maior parte do que dizem aos moçambicanos. Tudo o que separa e exalta uns em detrimento dos outros deve ser olhado com suspeita numa altura em que proclama a Unidade Nacional como centro nevrálgico da agenda nacional.
Embora se possa dizer que foi percorrido um longo caminho no que se refere ao combate de tendências tribalistas e racistas, convém não esquecer que diariamente continuamos a chocar com manifestações que nos dizem claramente que aquelas tendências ainda se fazem sentir.
É deveras preocupante que a comunicação social pública e alguma independente estejam sendo utilizadas para veicular imagens e posições que fortificam as teses dos que praticam a intolerância política no país.
A coberto de celebrações e comemorações de datas históricas e numa ofensiva activa de “intoxicação histórica” os moçambicanos são dados a beber “águas” de conteúdo estranho.
Algumas das posições apresentadas são de tal mal modo concebidas que se torna claro e fácil concluir que visam envenenar a memória colectiva. Não é verdade a maior parte do que dizem aos moçambicanos. Tudo o que separa e exalta uns em detrimento dos outros deve ser olhado com suspeita numa altura em que proclama a Unidade Nacional como centro nevrálgico da agenda nacional.
Embora se possa dizer que foi percorrido um longo caminho no que se refere ao combate de tendências tribalistas e racistas, convém não esquecer que diariamente continuamos a chocar com manifestações que nos dizem claramente que aquelas tendências ainda se fazem sentir.
07/05/2012
ISCTAC: Uma instituição moçambicana em crescente
Correspondênci@ Electrónic@ Por: Noé Nhantumbo – Beira
Toda a mediatização que o caso do nome do General Alberto Chipande teve como patrono do Instituto de Ciências e Tecnologia Alberto Chipande teve durante o ano de 2011 não foi capaz de desviar o curso da instituição no que se refere a sua tarefa principal.
Terão ficado gorados determinados objectivos de interesses privados que não tem a coragem de vir a público defender suas posições. Terão ficado desbaratadas agendas ocultas de certas forças sociais que não conseguem admitir que fora da cidade capital, Maputo, também se pensa e se realizam obras.
A pretensão defendida pelo governo de ver o ensino crescendo em todo o país transforma-se em realidade quando jovens moçambicanos aceitam o desafio de implementar um projecto de instituição de ensino superior na Beira.
07/05/2012 in Ensino - Educação - Juventude, Noé Nhantumbo - Uma opinião | Permalink|Comments (0)ShareThis
Correspondênci@ Electrónic@ Por: Noé Nhantumbo – Beira
Toda a mediatização que o caso do nome do General Alberto Chipande teve como patrono do Instituto de Ciências e Tecnologia Alberto Chipande teve durante o ano de 2011 não foi capaz de desviar o curso da instituição no que se refere a sua tarefa principal.
Terão ficado gorados determinados objectivos de interesses privados que não tem a coragem de vir a público defender suas posições. Terão ficado desbaratadas agendas ocultas de certas forças sociais que não conseguem admitir que fora da cidade capital, Maputo, também se pensa e se realizam obras.
A pretensão defendida pelo governo de ver o ensino crescendo em todo o país transforma-se em realidade quando jovens moçambicanos aceitam o desafio de implementar um projecto de instituição de ensino superior na Beira.
Toda a mediatização que o caso do nome do General Alberto Chipande teve como patrono do Instituto de Ciências e Tecnologia Alberto Chipande teve durante o ano de 2011 não foi capaz de desviar o curso da instituição no que se refere a sua tarefa principal.
Terão ficado gorados determinados objectivos de interesses privados que não tem a coragem de vir a público defender suas posições. Terão ficado desbaratadas agendas ocultas de certas forças sociais que não conseguem admitir que fora da cidade capital, Maputo, também se pensa e se realizam obras.
A pretensão defendida pelo governo de ver o ensino crescendo em todo o país transforma-se em realidade quando jovens moçambicanos aceitam o desafio de implementar um projecto de instituição de ensino superior na Beira.
07/05/2012 in Ensino - Educação - Juventude, Noé Nhantumbo - Uma opinião | Permalink|Comments (0)ShareThis
02/05/2012
Governo “Choramingão” e medíocre
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Corrupção, nepotismo, auto-protecção serão algumas das heranças deste governo…
Para alguém em fim de mandato compreende-se a preocupação em deixar algo para a história. Também não deixa de ser normal que uma liderança confrontada com um fardo pesado de tarefas se veja muitas vezes compelida a replicar às críticas de modo ou maneira pouco estudada ou pensada.
Quando quem governa mistura dossiers e sobrepõe interesses privados aos públicos, a coisa fica uma “salada russa” de verdade. As explicações apresentadas todos os dias para justificar o que o Governo não consegue fazer já atingiram o cúmulo do rídiculo.
Convém também dizer que há algumas obras concretizadas por este governo “choramingão”. Hás as visíveis e as menos visíveis. Devemos aplaudir. Mas quando qualquer análise mostra que o feito é muito menor do que o que deveria e podia ter feito e não fez, não se pode deixar de criticar o governo só porque o seu timoneiro é propenso a desagradar-se. Agora sabemos que quem “cunhou a frase “deixa andar” gosta pouco de ser chamuscado com o fogo da crítica.
Embora nos tempos dos comissários políticos fosse advogada a crítica e auto-crítica e promovida como forma de purificar fileiras, agora a história regista esta III República como a dos “choramingões”.
Leia em http://canalmoz.co.mz/hoje/22618-governo-choramingao-e-mediocre.html
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Corrupção, nepotismo, auto-protecção serão algumas das heranças deste governo…
Para alguém em fim de mandato compreende-se a preocupação em deixar algo para a história. Também não deixa de ser normal que uma liderança confrontada com um fardo pesado de tarefas se veja muitas vezes compelida a replicar às críticas de modo ou maneira pouco estudada ou pensada.
Quando quem governa mistura dossiers e sobrepõe interesses privados aos públicos, a coisa fica uma “salada russa” de verdade. As explicações apresentadas todos os dias para justificar o que o Governo não consegue fazer já atingiram o cúmulo do rídiculo.
Convém também dizer que há algumas obras concretizadas por este governo “choramingão”. Hás as visíveis e as menos visíveis. Devemos aplaudir. Mas quando qualquer análise mostra que o feito é muito menor do que o que deveria e podia ter feito e não fez, não se pode deixar de criticar o governo só porque o seu timoneiro é propenso a desagradar-se. Agora sabemos que quem “cunhou a frase “deixa andar” gosta pouco de ser chamuscado com o fogo da crítica.
Embora nos tempos dos comissários políticos fosse advogada a crítica e auto-crítica e promovida como forma de purificar fileiras, agora a história regista esta III República como a dos “choramingões”.
Leia em http://canalmoz.co.mz/hoje/22618-governo-choramingao-e-mediocre.html
Corrupção, nepotismo, auto-protecção serão algumas das heranças deste governo…
Para alguém em fim de mandato compreende-se a preocupação em deixar algo para a história. Também não deixa de ser normal que uma liderança confrontada com um fardo pesado de tarefas se veja muitas vezes compelida a replicar às críticas de modo ou maneira pouco estudada ou pensada.
Quando quem governa mistura dossiers e sobrepõe interesses privados aos públicos, a coisa fica uma “salada russa” de verdade. As explicações apresentadas todos os dias para justificar o que o Governo não consegue fazer já atingiram o cúmulo do rídiculo.
Convém também dizer que há algumas obras concretizadas por este governo “choramingão”. Hás as visíveis e as menos visíveis. Devemos aplaudir. Mas quando qualquer análise mostra que o feito é muito menor do que o que deveria e podia ter feito e não fez, não se pode deixar de criticar o governo só porque o seu timoneiro é propenso a desagradar-se. Agora sabemos que quem “cunhou a frase “deixa andar” gosta pouco de ser chamuscado com o fogo da crítica.
Embora nos tempos dos comissários políticos fosse advogada a crítica e auto-crítica e promovida como forma de purificar fileiras, agora a história regista esta III República como a dos “choramingões”.
Leia em http://canalmoz.co.mz/hoje/22618-governo-choramingao-e-mediocre.html
24/04/2012
ATABE procura soluções, mas os seus membros são parte dos problemas…
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Encurtamento de rotas dos semi-colectivos na Beira debatida em seminário
Um assunto bicudo e conhecido – encurtamento de rotas pelos vulgo ”chapas cem”, também designados por semi-colectivos – foi debatido na última sexta-feira na capital da província de Sofala, num encontro organizado pela ATABE (Associação dos Transportadores da Beira).
No encontro participaram operadores do ramo, Polícia Municipal, Polícia de Trânsito, Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações, INAV. Foi mais encontro em que o objectivo se viu longe do que possam ser as reais pretensões dos organizadores.
É sabido que os utentes dos semi-colectivos, vulgo “chapa 100”, se queixam todos os dias de que os motoristas das viaturas que prestam este tipo de serviços encurtam as rotas. Os donos das viaturas culpam os motoristas. A fiscalização do fenómeno é fraca. Os fiscais são vulneráveis a corrupção.
Os intervenientes deixaram passar a ideia de que se deve punir os motoristas e não os proprietários das viaturas. Só que dos motoristas acusados de serem prevaricadores ninguém estava presente na reunião para defender-se.
Leia em http://canalmoz.co.mz/hoje/22570-atabe-procura-solucoes-mas-os-seus-membros-sao-parte-dos-problemas-.html
24/04/2012 in Municípios - Administração Local - Governo, Noé Nhantumbo - Uma opinião | Permalink|Comments (0)ShareThis
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Encurtamento de rotas dos semi-colectivos na Beira debatida em seminário
Um assunto bicudo e conhecido – encurtamento de rotas pelos vulgo ”chapas cem”, também designados por semi-colectivos – foi debatido na última sexta-feira na capital da província de Sofala, num encontro organizado pela ATABE (Associação dos Transportadores da Beira).
No encontro participaram operadores do ramo, Polícia Municipal, Polícia de Trânsito, Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações, INAV. Foi mais encontro em que o objectivo se viu longe do que possam ser as reais pretensões dos organizadores.
É sabido que os utentes dos semi-colectivos, vulgo “chapa 100”, se queixam todos os dias de que os motoristas das viaturas que prestam este tipo de serviços encurtam as rotas. Os donos das viaturas culpam os motoristas. A fiscalização do fenómeno é fraca. Os fiscais são vulneráveis a corrupção.
Os intervenientes deixaram passar a ideia de que se deve punir os motoristas e não os proprietários das viaturas. Só que dos motoristas acusados de serem prevaricadores ninguém estava presente na reunião para defender-se.
Leia em http://canalmoz.co.mz/hoje/22570-atabe-procura-solucoes-mas-os-seus-membros-sao-parte-dos-problemas-.html
Encurtamento de rotas dos semi-colectivos na Beira debatida em seminário
Um assunto bicudo e conhecido – encurtamento de rotas pelos vulgo ”chapas cem”, também designados por semi-colectivos – foi debatido na última sexta-feira na capital da província de Sofala, num encontro organizado pela ATABE (Associação dos Transportadores da Beira).
No encontro participaram operadores do ramo, Polícia Municipal, Polícia de Trânsito, Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações, INAV. Foi mais encontro em que o objectivo se viu longe do que possam ser as reais pretensões dos organizadores.
É sabido que os utentes dos semi-colectivos, vulgo “chapa 100”, se queixam todos os dias de que os motoristas das viaturas que prestam este tipo de serviços encurtam as rotas. Os donos das viaturas culpam os motoristas. A fiscalização do fenómeno é fraca. Os fiscais são vulneráveis a corrupção.
Os intervenientes deixaram passar a ideia de que se deve punir os motoristas e não os proprietários das viaturas. Só que dos motoristas acusados de serem prevaricadores ninguém estava presente na reunião para defender-se.
Leia em http://canalmoz.co.mz/hoje/22570-atabe-procura-solucoes-mas-os-seus-membros-sao-parte-dos-problemas-.html
24/04/2012 in Municípios - Administração Local - Governo, Noé Nhantumbo - Uma opinião | Permalink|Comments (0)ShareThis
18/04/2012
Guebuza e Dlhakama encontram-se
Canal de Opinião
Por Noé Nhantumbo
E depois? Se beneficia a democracia, muito bem, mas se é só conversa a dois é outra coisa…
O país precisa de estabilidade e um encontro de alto nível entre políticos da praça, ex-beligerantes, é um facto que é uma lufada de ar fresco necessária. Espero que encontros da mesma natureza também tenham lugar ao nível do Conselho de Estado, órgão de consulta instituído para aconselhar o PR no âmbito de seu trabalho de guardião da Constituição da República de Moçambique como o mais alto magistrado da nação e local adequado para que grandes questões não se fiquem entre dois presidentes de partidos desavindos e militarizados.
A relevância do mais recente encontro entre Guebuza e Dlahkama inscreve-se naquilo que são as potencialidades de partidos militarizados em promover a estabilidade mas sempre tendo em conta que estes mesmos partidos podem ser fomentadores de acções desestabilizadoras com profundos impactos negativos na vida do país.
Que ex-beligerantes conversem é bom especialmente se forem capazes de resolver questões como a existência de dois exércitos paralelos no país. O dossier dos guardas presidenciais da Renamo deve ser tratado com responsabilidade e não por atitudes de arrogância. Nem permite que se finja que este tema é extemporâneo e jamais foi resolvido.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/22510-guebuza-e-dlhakama-encontram-se.html
Canal de Opinião
Por Noé Nhantumbo
E depois? Se beneficia a democracia, muito bem, mas se é só conversa a dois é outra coisa…
O país precisa de estabilidade e um encontro de alto nível entre políticos da praça, ex-beligerantes, é um facto que é uma lufada de ar fresco necessária. Espero que encontros da mesma natureza também tenham lugar ao nível do Conselho de Estado, órgão de consulta instituído para aconselhar o PR no âmbito de seu trabalho de guardião da Constituição da República de Moçambique como o mais alto magistrado da nação e local adequado para que grandes questões não se fiquem entre dois presidentes de partidos desavindos e militarizados.
A relevância do mais recente encontro entre Guebuza e Dlahkama inscreve-se naquilo que são as potencialidades de partidos militarizados em promover a estabilidade mas sempre tendo em conta que estes mesmos partidos podem ser fomentadores de acções desestabilizadoras com profundos impactos negativos na vida do país.
Que ex-beligerantes conversem é bom especialmente se forem capazes de resolver questões como a existência de dois exércitos paralelos no país. O dossier dos guardas presidenciais da Renamo deve ser tratado com responsabilidade e não por atitudes de arrogância. Nem permite que se finja que este tema é extemporâneo e jamais foi resolvido.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/22510-guebuza-e-dlhakama-encontram-se.html
Por Noé Nhantumbo
E depois? Se beneficia a democracia, muito bem, mas se é só conversa a dois é outra coisa…
O país precisa de estabilidade e um encontro de alto nível entre políticos da praça, ex-beligerantes, é um facto que é uma lufada de ar fresco necessária. Espero que encontros da mesma natureza também tenham lugar ao nível do Conselho de Estado, órgão de consulta instituído para aconselhar o PR no âmbito de seu trabalho de guardião da Constituição da República de Moçambique como o mais alto magistrado da nação e local adequado para que grandes questões não se fiquem entre dois presidentes de partidos desavindos e militarizados.
A relevância do mais recente encontro entre Guebuza e Dlahkama inscreve-se naquilo que são as potencialidades de partidos militarizados em promover a estabilidade mas sempre tendo em conta que estes mesmos partidos podem ser fomentadores de acções desestabilizadoras com profundos impactos negativos na vida do país.
Que ex-beligerantes conversem é bom especialmente se forem capazes de resolver questões como a existência de dois exércitos paralelos no país. O dossier dos guardas presidenciais da Renamo deve ser tratado com responsabilidade e não por atitudes de arrogância. Nem permite que se finja que este tema é extemporâneo e jamais foi resolvido.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/22510-guebuza-e-dlhakama-encontram-se.html
PRM com mais balas perdidas e fraco desempenho na Beira
Correspondênci@ Electrónic@
Por: Noé Nhantumbo – Beira
Multiplicam-se casos de assaltos protagonizados por grupos constituídos por muitos bandidos já se apresentando com alguma organização.
A periferia da cidade da Beira, especialmente nas quadras festivas tem sido palco de assaltos que tiram o sossego aos moradores.
Manga, Manga Mascarenhas, Aeroporto, Munhava e outros bairros tem sido os locais mais escolhidos pelos malfeitores.
Não se compreende como a PRM não se organiza para eliminar e estancar este mal que apoquenta os cidadãos.
É possível notar que a PRM possui mais meios como veículos mas as patrulhas são esporádicas.
Aquando do 7 de Abril houve assaltos e até aqui a polícia não esclareceu os casos.
Agora é um cidadão vítima de uma bala perdida quando agentes da PRM foram em socorro de um presumível salteador que corria o risco de ser linchado pela população descontente na Manga Mascarenhas.
18/04/2012 in Justiça - Polícia - Tribunais, Noé Nhantumbo - Uma opinião | Permalink|Comments (0)ShareThis
Correspondênci@ Electrónic@
Por: Noé Nhantumbo – Beira
Multiplicam-se casos de assaltos protagonizados por grupos constituídos por muitos bandidos já se apresentando com alguma organização.
A periferia da cidade da Beira, especialmente nas quadras festivas tem sido palco de assaltos que tiram o sossego aos moradores.
Manga, Manga Mascarenhas, Aeroporto, Munhava e outros bairros tem sido os locais mais escolhidos pelos malfeitores.
Não se compreende como a PRM não se organiza para eliminar e estancar este mal que apoquenta os cidadãos.
É possível notar que a PRM possui mais meios como veículos mas as patrulhas são esporádicas.
Aquando do 7 de Abril houve assaltos e até aqui a polícia não esclareceu os casos.
Agora é um cidadão vítima de uma bala perdida quando agentes da PRM foram em socorro de um presumível salteador que corria o risco de ser linchado pela população descontente na Manga Mascarenhas.
Por: Noé Nhantumbo – Beira
Multiplicam-se casos de assaltos protagonizados por grupos constituídos por muitos bandidos já se apresentando com alguma organização.
A periferia da cidade da Beira, especialmente nas quadras festivas tem sido palco de assaltos que tiram o sossego aos moradores.
Manga, Manga Mascarenhas, Aeroporto, Munhava e outros bairros tem sido os locais mais escolhidos pelos malfeitores.
Não se compreende como a PRM não se organiza para eliminar e estancar este mal que apoquenta os cidadãos.
É possível notar que a PRM possui mais meios como veículos mas as patrulhas são esporádicas.
Aquando do 7 de Abril houve assaltos e até aqui a polícia não esclareceu os casos.
Agora é um cidadão vítima de uma bala perdida quando agentes da PRM foram em socorro de um presumível salteador que corria o risco de ser linchado pela população descontente na Manga Mascarenhas.
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16/04/2012
O conluio entre Frelimo e uma certa comunidade internacional mina a democratização
Opinião por Noé Nhantumbo
… mas os eleitores de Inhambane podem fazer história, já no dia 18 deste mês, abrindo caminho para que a onda de mudança contamine o País daqui para a frente
Gestos e factos aparentemente simples tem sido cronicamente utilizados como meios para adulterar as leis vigentes no país.
Dos órgãos eleitorais ouve-se dizer que não será permitido o uso de meios e fundos do estado para apoiar campanhas eleitorais, mas volta e meia isso é feito à luz do dia sem que haja uma resposta adequada e correspondente por parte dos órgãos que administram a justiça no país. Tudo acaba sendo uma farsa e consequentemente um atentado à tal construção da democracia a que tantas vezes recorre uma certa comunidade internacional convencida que por estas bandas ainda não há quem se tenha apercebido da sua desonestidade intelectual e da sua hipocrisia, dada a cumplicidade que revela com quem vive de golpes eleitorais…
Certas chancelarias internacionais, principalmente aquelas cujos governos são os que mais contribuem para o Orçamento Geral do Estado moçambicano optam estrategicamente por calarem-se. Calam-se porque estão metidos em esquemas sujos julgando que sobretudo os jovens moçambicanos continuam cegos.
Quando se diz e se proclama a democratização mundial como objectivo a alcançar, em defesa da paz, estabilidade e desenvolvimento económico sustentável seria de esperar uma condenação firme e em tempo oportuno de todos os actos que contribuam para minar o ambiente democrático.
Em qualquer dos países que fazem parte do concerto das nações seria de esperar que acções proactivas fossem ou estivessem na ordem do dia para que uma real democracia exista. Mas o que se nota é que não falam porque alegadamente as normas internacionais recomendam que não se ingiram nos assuntos internos de outros estados, mas esquecem-se que os povos já se aperceberam que mesmo antes dos resultados oficiais de eleições serem publicados, muitos correm a proclamar as eleições “livres, justas e democráticas”, como se isso não fosse uma ingerência.
16/04/2012 in Eleições Intercalares 2011/2012, Noé Nhantumbo - Uma opinião | Permalink|Comments (1)ShareThis
Opinião por Noé Nhantumbo
… mas os eleitores de Inhambane podem fazer história, já no dia 18 deste mês, abrindo caminho para que a onda de mudança contamine o País daqui para a frente
Gestos e factos aparentemente simples tem sido cronicamente utilizados como meios para adulterar as leis vigentes no país.
Dos órgãos eleitorais ouve-se dizer que não será permitido o uso de meios e fundos do estado para apoiar campanhas eleitorais, mas volta e meia isso é feito à luz do dia sem que haja uma resposta adequada e correspondente por parte dos órgãos que administram a justiça no país. Tudo acaba sendo uma farsa e consequentemente um atentado à tal construção da democracia a que tantas vezes recorre uma certa comunidade internacional convencida que por estas bandas ainda não há quem se tenha apercebido da sua desonestidade intelectual e da sua hipocrisia, dada a cumplicidade que revela com quem vive de golpes eleitorais…
Certas chancelarias internacionais, principalmente aquelas cujos governos são os que mais contribuem para o Orçamento Geral do Estado moçambicano optam estrategicamente por calarem-se. Calam-se porque estão metidos em esquemas sujos julgando que sobretudo os jovens moçambicanos continuam cegos.
Quando se diz e se proclama a democratização mundial como objectivo a alcançar, em defesa da paz, estabilidade e desenvolvimento económico sustentável seria de esperar uma condenação firme e em tempo oportuno de todos os actos que contribuam para minar o ambiente democrático.
Em qualquer dos países que fazem parte do concerto das nações seria de esperar que acções proactivas fossem ou estivessem na ordem do dia para que uma real democracia exista. Mas o que se nota é que não falam porque alegadamente as normas internacionais recomendam que não se ingiram nos assuntos internos de outros estados, mas esquecem-se que os povos já se aperceberam que mesmo antes dos resultados oficiais de eleições serem publicados, muitos correm a proclamar as eleições “livres, justas e democráticas”, como se isso não fosse uma ingerência.
… mas os eleitores de Inhambane podem fazer história, já no dia 18 deste mês, abrindo caminho para que a onda de mudança contamine o País daqui para a frente
Gestos e factos aparentemente simples tem sido cronicamente utilizados como meios para adulterar as leis vigentes no país.
Dos órgãos eleitorais ouve-se dizer que não será permitido o uso de meios e fundos do estado para apoiar campanhas eleitorais, mas volta e meia isso é feito à luz do dia sem que haja uma resposta adequada e correspondente por parte dos órgãos que administram a justiça no país. Tudo acaba sendo uma farsa e consequentemente um atentado à tal construção da democracia a que tantas vezes recorre uma certa comunidade internacional convencida que por estas bandas ainda não há quem se tenha apercebido da sua desonestidade intelectual e da sua hipocrisia, dada a cumplicidade que revela com quem vive de golpes eleitorais…
Certas chancelarias internacionais, principalmente aquelas cujos governos são os que mais contribuem para o Orçamento Geral do Estado moçambicano optam estrategicamente por calarem-se. Calam-se porque estão metidos em esquemas sujos julgando que sobretudo os jovens moçambicanos continuam cegos.
Quando se diz e se proclama a democratização mundial como objectivo a alcançar, em defesa da paz, estabilidade e desenvolvimento económico sustentável seria de esperar uma condenação firme e em tempo oportuno de todos os actos que contribuam para minar o ambiente democrático.
Em qualquer dos países que fazem parte do concerto das nações seria de esperar que acções proactivas fossem ou estivessem na ordem do dia para que uma real democracia exista. Mas o que se nota é que não falam porque alegadamente as normas internacionais recomendam que não se ingiram nos assuntos internos de outros estados, mas esquecem-se que os povos já se aperceberam que mesmo antes dos resultados oficiais de eleições serem publicados, muitos correm a proclamar as eleições “livres, justas e democráticas”, como se isso não fosse uma ingerência.
16/04/2012 in Eleições Intercalares 2011/2012, Noé Nhantumbo - Uma opinião | Permalink|Comments (1)ShareThis
02/04/2012
O Povo moçambicano não pode continuar a deixar-se enganar
CANAL DE OPINIÃO
Por: Noé Nhantumbo
Temos quase tudo para emergir como um país viável, auto-suficiente na interdependência básica inevitável.
Mas estamos longe de uma posição que possa orgulhar seus cidadãos.
Os sucessivos governos que têm liderado a situação, todos da mesma cor política e gravitando em torno das mesmas figuras há cerca de quatro dezenas de anos, têm sido incapazes de exibir uma postura que continue a merecer respeito. Daqui em diante só se deixará enganar quem quiser.
Se nos primeiros anos da nossa auto-determinação e independência se poderia atribuir determinados comportamentos à falta de experiência e conhecimentos específicos sobre a arte e ciência de governar, já passa tempo mais do que suficiente para que se continue a utilizar o mesmo tipo de conversa. O desempenho da governação do país deu no que deu e está à vista de todos nós.
O que sucede é que os senhores que nos vão governando estão ocos de ideias e mais entretidos com os seus interesses pessoais do que com a boa governação. Não andam nem um pouco preocupados com o Povo. Fingem que sim.
Apenas isso. E o Povo não pode continuar a deixar-se enganar.
CANAL DE OPINIÃO
Por: Noé Nhantumbo
Temos quase tudo para emergir como um país viável, auto-suficiente na interdependência básica inevitável.
Mas estamos longe de uma posição que possa orgulhar seus cidadãos.
Os sucessivos governos que têm liderado a situação, todos da mesma cor política e gravitando em torno das mesmas figuras há cerca de quatro dezenas de anos, têm sido incapazes de exibir uma postura que continue a merecer respeito. Daqui em diante só se deixará enganar quem quiser.
Se nos primeiros anos da nossa auto-determinação e independência se poderia atribuir determinados comportamentos à falta de experiência e conhecimentos específicos sobre a arte e ciência de governar, já passa tempo mais do que suficiente para que se continue a utilizar o mesmo tipo de conversa. O desempenho da governação do país deu no que deu e está à vista de todos nós.
O que sucede é que os senhores que nos vão governando estão ocos de ideias e mais entretidos com os seus interesses pessoais do que com a boa governação. Não andam nem um pouco preocupados com o Povo. Fingem que sim.
Apenas isso. E o Povo não pode continuar a deixar-se enganar.
Por: Noé Nhantumbo
Temos quase tudo para emergir como um país viável, auto-suficiente na interdependência básica inevitável.
Mas estamos longe de uma posição que possa orgulhar seus cidadãos.
Os sucessivos governos que têm liderado a situação, todos da mesma cor política e gravitando em torno das mesmas figuras há cerca de quatro dezenas de anos, têm sido incapazes de exibir uma postura que continue a merecer respeito. Daqui em diante só se deixará enganar quem quiser.
Se nos primeiros anos da nossa auto-determinação e independência se poderia atribuir determinados comportamentos à falta de experiência e conhecimentos específicos sobre a arte e ciência de governar, já passa tempo mais do que suficiente para que se continue a utilizar o mesmo tipo de conversa. O desempenho da governação do país deu no que deu e está à vista de todos nós.
O que sucede é que os senhores que nos vão governando estão ocos de ideias e mais entretidos com os seus interesses pessoais do que com a boa governação. Não andam nem um pouco preocupados com o Povo. Fingem que sim.
Apenas isso. E o Povo não pode continuar a deixar-se enganar.
27/03/2012
Poder e certa “oposição” adiando a democracia
Por Noé Nhamtumbo
O tempo e recursos que se perdem em Moçambique são imensos, até ao dia em que os moçambicanos vão mesmo dizer basta a todo este teatro de mau gosto…
Segundo o formalismo democrático há eleições periódicas para eleger deputados do Assembleia da República e também o presidente da República.
Ao nível dos municípios também há eleições para as assembleias municipais e para presidentes do respectivos conselhos municipais. Até já há assembleias provinciais. Sendo assim, uma visão não elaborada poderia permitir denominar-se o sistema que temos no país como “democrático”.
Mas na verdade tudo o que temos não passa de espectáculo, teatro.
A mandar são entretanto sempre uns poucos que nunca ouvem os outros e todo o aparato de democracia não passa de encenação. Isto quase duas décadas depois de se começar a falar de construção de uma tal democracia em Moçambique.
Por Noé Nhamtumbo
O tempo e recursos que se perdem em Moçambique são imensos, até ao dia em que os moçambicanos vão mesmo dizer basta a todo este teatro de mau gosto…
Segundo o formalismo democrático há eleições periódicas para eleger deputados do Assembleia da República e também o presidente da República.
Ao nível dos municípios também há eleições para as assembleias municipais e para presidentes do respectivos conselhos municipais. Até já há assembleias provinciais. Sendo assim, uma visão não elaborada poderia permitir denominar-se o sistema que temos no país como “democrático”.
Mas na verdade tudo o que temos não passa de espectáculo, teatro.
A mandar são entretanto sempre uns poucos que nunca ouvem os outros e todo o aparato de democracia não passa de encenação. Isto quase duas décadas depois de se começar a falar de construção de uma tal democracia em Moçambique.
O tempo e recursos que se perdem em Moçambique são imensos, até ao dia em que os moçambicanos vão mesmo dizer basta a todo este teatro de mau gosto…
Segundo o formalismo democrático há eleições periódicas para eleger deputados do Assembleia da República e também o presidente da República.
Ao nível dos municípios também há eleições para as assembleias municipais e para presidentes do respectivos conselhos municipais. Até já há assembleias provinciais. Sendo assim, uma visão não elaborada poderia permitir denominar-se o sistema que temos no país como “democrático”.
Mas na verdade tudo o que temos não passa de espectáculo, teatro.
A mandar são entretanto sempre uns poucos que nunca ouvem os outros e todo o aparato de democracia não passa de encenação. Isto quase duas décadas depois de se começar a falar de construção de uma tal democracia em Moçambique.
18/03/2012
Há que parar os falcões e senhores da guerra moçambicanos
Por Noé Nhantumbo
Só não se recorda do que foi quem beneficiou e tudo faz para revisitar a guerra…
Muitos moçambicanos se enganam ao catalogarem o que os outros fazem como manifestação de vontade de utilizar a violência como forma de aceder ao poder.
Os órgãos de comunicação social de empresas públicas são rápidos a esconder as “cambalhotas” que os órgãos eleitorais sempre deram para favorecer a Frelimo.
Como são rápidos a denominar esses actos ilícitos e anti-democráticos como eles merecem e são. Mesmo agora em Inhambane, multiplicaram-se até à última hora manobras visando impedir que potenciais votantes se inscrevessem ou se recenseassem.
O factor juventude, experimentado em Quelimane e que deu a vitória ao candidato do MDM, Manuel de Araújo, é algo que a Frelimo não quer experimentar de novo em Inhambane, mas de facto só a juventude e os que menos acesso têm às oportunidades, designadamente as mulheres poderão salvar os municípios do que caminho que levam. Seus especialistas em desenho e construção de esquemas fraudulentos devem ter apostado tudo para que o número de votantes fosse reduzido nem que se tivesse que recorrer a funcionários teleguiados como se tem visto na cidade de Inhambane.
18/03/2012 in Eleições Intercalares 2011/2012, Noé Nhantumbo - Uma opinião | Permalink|Comments (31)ShareThis
Só não se recorda do que foi quem beneficiou e tudo faz para revisitar a guerra…
Muitos moçambicanos se enganam ao catalogarem o que os outros fazem como manifestação de vontade de utilizar a violência como forma de aceder ao poder.
Os órgãos de comunicação social de empresas públicas são rápidos a esconder as “cambalhotas” que os órgãos eleitorais sempre deram para favorecer a Frelimo.
Como são rápidos a denominar esses actos ilícitos e anti-democráticos como eles merecem e são. Mesmo agora em Inhambane, multiplicaram-se até à última hora manobras visando impedir que potenciais votantes se inscrevessem ou se recenseassem.
O factor juventude, experimentado em Quelimane e que deu a vitória ao candidato do MDM, Manuel de Araújo, é algo que a Frelimo não quer experimentar de novo em Inhambane, mas de facto só a juventude e os que menos acesso têm às oportunidades, designadamente as mulheres poderão salvar os municípios do que caminho que levam. Seus especialistas em desenho e construção de esquemas fraudulentos devem ter apostado tudo para que o número de votantes fosse reduzido nem que se tivesse que recorrer a funcionários teleguiados como se tem visto na cidade de Inhambane.
18/03/2012 in Eleições Intercalares 2011/2012, Noé Nhantumbo - Uma opinião | Permalink|Comments (31)ShareThis
24/02/2012
Decretar é uma prerrogativa do governo mas governar não termina no decreto
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Num ambiente de concorrência que por vezes se torna feroz, hoje existe algo relativamente estranho no subsistema de ensino superior nacional. Por um lado ainda se vive o ambiente permissivo quanto à expansão e licenciamento do ensino superior e respectivas instituições, mas também se verifica o surgimento de iniciativas restritivas mesmo que seja a coberto de legalismos.
O Governo de Moçambique está ciente mais do que ninguém de que há falta, carência e insuficiência de infra-estruturas para os diversos subsistemas de ensino. Tanto o sector público como o privado não possuem os edifícios e equipamentos necessários ou de acordo com os padrões internacionais.
Se fosse a rigidez ou inflexibilidade a reinar muitas escolas públicas que não oferecem nem possuem condições mínimas para se denominarem de escolas, estariam encerradas pura e simplesmente.
Pode-se compreender que se estabeleçam restrições quanto ao uso das infra-estruturas públicas como escolas secundárias, primárias e outras. Quem possui escolas privadas dos diversos níveis deve investir na construção de edifícios próprios e não depender do aluguer de espaços para prestar seus serviços.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/21393-decretar-e-uma-prerrogativa-do-governo-mas-governar-nao-termina-no-decreto.html
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Num ambiente de concorrência que por vezes se torna feroz, hoje existe algo relativamente estranho no subsistema de ensino superior nacional. Por um lado ainda se vive o ambiente permissivo quanto à expansão e licenciamento do ensino superior e respectivas instituições, mas também se verifica o surgimento de iniciativas restritivas mesmo que seja a coberto de legalismos.
O Governo de Moçambique está ciente mais do que ninguém de que há falta, carência e insuficiência de infra-estruturas para os diversos subsistemas de ensino. Tanto o sector público como o privado não possuem os edifícios e equipamentos necessários ou de acordo com os padrões internacionais.
Se fosse a rigidez ou inflexibilidade a reinar muitas escolas públicas que não oferecem nem possuem condições mínimas para se denominarem de escolas, estariam encerradas pura e simplesmente.
Pode-se compreender que se estabeleçam restrições quanto ao uso das infra-estruturas públicas como escolas secundárias, primárias e outras. Quem possui escolas privadas dos diversos níveis deve investir na construção de edifícios próprios e não depender do aluguer de espaços para prestar seus serviços.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/21393-decretar-e-uma-prerrogativa-do-governo-mas-governar-nao-termina-no-decreto.html
Num ambiente de concorrência que por vezes se torna feroz, hoje existe algo relativamente estranho no subsistema de ensino superior nacional. Por um lado ainda se vive o ambiente permissivo quanto à expansão e licenciamento do ensino superior e respectivas instituições, mas também se verifica o surgimento de iniciativas restritivas mesmo que seja a coberto de legalismos.
O Governo de Moçambique está ciente mais do que ninguém de que há falta, carência e insuficiência de infra-estruturas para os diversos subsistemas de ensino. Tanto o sector público como o privado não possuem os edifícios e equipamentos necessários ou de acordo com os padrões internacionais.
Se fosse a rigidez ou inflexibilidade a reinar muitas escolas públicas que não oferecem nem possuem condições mínimas para se denominarem de escolas, estariam encerradas pura e simplesmente.
Pode-se compreender que se estabeleçam restrições quanto ao uso das infra-estruturas públicas como escolas secundárias, primárias e outras. Quem possui escolas privadas dos diversos níveis deve investir na construção de edifícios próprios e não depender do aluguer de espaços para prestar seus serviços.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/21393-decretar-e-uma-prerrogativa-do-governo-mas-governar-nao-termina-no-decreto.html
09/02/2012
A luta de libertação nacional foi feita por muitos, mas os beneficiários reais são poucos
Canal de Opinião
por Noé Nhantumbo
O aparente forte relacionamento entre gente de um mesmo partido é posto à prova e dilui-se logo que entre no jogo a questão financeira. Já dia Samora Machel:… “estes meus camaradas quando eu morrer hão-de matar-se uns aos outros por causa do dinheiro!”
A luta de libertação nacional foi feita por muitos, mas os beneficiários reais são poucos. Isto é um facto inegável.
Mas no caso de quem lutou pelo fim do monopartidarismo, as coisas não são muito diferentes.
Não são poucos os ex-combatentes que até hoje, e estamos em 2012, ainda têm questões pendentes relacionadas com suas pensões.
O surgimento das chamadas alas nos partidos, Frelimo e Renamo, quando observado de determinado prisma, é resultante de posicionamento e acumulação de capital financeiro.
Os membros da Frelimo que não se tornaram empresários ou capitalistas ao longo dos tempos decerto que terão uma percepção diferente dos membros-empresários sobre o que é seu partido hoje e o que era em 1977-1989.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/21290-a-luta-de-libertacao-nacional-foi-feita-por-muitos-mas-os-beneficiarios-reais-sao-poucos.html
Canal de Opinião
por Noé Nhantumbo
O aparente forte relacionamento entre gente de um mesmo partido é posto à prova e dilui-se logo que entre no jogo a questão financeira. Já dia Samora Machel:… “estes meus camaradas quando eu morrer hão-de matar-se uns aos outros por causa do dinheiro!”
A luta de libertação nacional foi feita por muitos, mas os beneficiários reais são poucos. Isto é um facto inegável.
Mas no caso de quem lutou pelo fim do monopartidarismo, as coisas não são muito diferentes.
Não são poucos os ex-combatentes que até hoje, e estamos em 2012, ainda têm questões pendentes relacionadas com suas pensões.
O surgimento das chamadas alas nos partidos, Frelimo e Renamo, quando observado de determinado prisma, é resultante de posicionamento e acumulação de capital financeiro.
Os membros da Frelimo que não se tornaram empresários ou capitalistas ao longo dos tempos decerto que terão uma percepção diferente dos membros-empresários sobre o que é seu partido hoje e o que era em 1977-1989.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/21290-a-luta-de-libertacao-nacional-foi-feita-por-muitos-mas-os-beneficiarios-reais-sao-poucos.html
por Noé Nhantumbo
O aparente forte relacionamento entre gente de um mesmo partido é posto à prova e dilui-se logo que entre no jogo a questão financeira. Já dia Samora Machel:… “estes meus camaradas quando eu morrer hão-de matar-se uns aos outros por causa do dinheiro!”
A luta de libertação nacional foi feita por muitos, mas os beneficiários reais são poucos. Isto é um facto inegável.
Mas no caso de quem lutou pelo fim do monopartidarismo, as coisas não são muito diferentes.
Não são poucos os ex-combatentes que até hoje, e estamos em 2012, ainda têm questões pendentes relacionadas com suas pensões.
O surgimento das chamadas alas nos partidos, Frelimo e Renamo, quando observado de determinado prisma, é resultante de posicionamento e acumulação de capital financeiro.
Os membros da Frelimo que não se tornaram empresários ou capitalistas ao longo dos tempos decerto que terão uma percepção diferente dos membros-empresários sobre o que é seu partido hoje e o que era em 1977-1989.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/21290-a-luta-de-libertacao-nacional-foi-feita-por-muitos-mas-os-beneficiarios-reais-sao-poucos.html
29/11/2011
Liberdade de Imprensa mais uma vez ameaçada na Beira
Correspondênci@ Electrónic@
Por: Noé Nhantumbo
Intimar jornalista à Procuradoria da República pode ser legítimo mas também esconder uma tentativa de amedrontar…
Quando o Editor do Jornal “O Autarca” é intimado a comparecer para responder ao que seja em relação a um assunto que este reportou ou escreveu, pode ser algo simples e corrente. Mas quando isso tem a ver com um litígio entre uma entidade que não está cumprindo com os direitos de uma criança frequentar uma determinada escola, o assunto torna-se mais complexo e entram em cena tanto as leis vigentes em Moçambique e os Direitos Humanos Universais.
Pelo que até as autoridades governamentais tem dito à comunicação social sobre o assunto da menina impedida de estudar e que o Editor do Jornal “O Autarca” decidiu solidarizar-se, é nossa percepção que tal assunto não deveria merecer acções que consubstanciam uma tentativa de amedrontar, utilizando como ferramenta o domínio de matérias de Direito.
Correspondênci@ Electrónic@
Por: Noé Nhantumbo
Intimar jornalista à Procuradoria da República pode ser legítimo mas também esconder uma tentativa de amedrontar…
Quando o Editor do Jornal “O Autarca” é intimado a comparecer para responder ao que seja em relação a um assunto que este reportou ou escreveu, pode ser algo simples e corrente. Mas quando isso tem a ver com um litígio entre uma entidade que não está cumprindo com os direitos de uma criança frequentar uma determinada escola, o assunto torna-se mais complexo e entram em cena tanto as leis vigentes em Moçambique e os Direitos Humanos Universais.
Pelo que até as autoridades governamentais tem dito à comunicação social sobre o assunto da menina impedida de estudar e que o Editor do Jornal “O Autarca” decidiu solidarizar-se, é nossa percepção que tal assunto não deveria merecer acções que consubstanciam uma tentativa de amedrontar, utilizando como ferramenta o domínio de matérias de Direito.
Por: Noé Nhantumbo
Intimar jornalista à Procuradoria da República pode ser legítimo mas também esconder uma tentativa de amedrontar…
Quando o Editor do Jornal “O Autarca” é intimado a comparecer para responder ao que seja em relação a um assunto que este reportou ou escreveu, pode ser algo simples e corrente. Mas quando isso tem a ver com um litígio entre uma entidade que não está cumprindo com os direitos de uma criança frequentar uma determinada escola, o assunto torna-se mais complexo e entram em cena tanto as leis vigentes em Moçambique e os Direitos Humanos Universais.
Pelo que até as autoridades governamentais tem dito à comunicação social sobre o assunto da menina impedida de estudar e que o Editor do Jornal “O Autarca” decidiu solidarizar-se, é nossa percepção que tal assunto não deveria merecer acções que consubstanciam uma tentativa de amedrontar, utilizando como ferramenta o domínio de matérias de Direito.
16/11/2011
Se Samora fosse vivo o que faria aos hipócritas que querem continuar a enganar o Povo?
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Exaltações de pacotilha
Quando não há carismáticos e o presente não os produz, recorre-se a heróis do passado… A ofensiva actual assemelha-se a uma tentativa ridícula de beatificação…
Ainda que pelo vento que sopra das ruas a Frelimo nunca tenha estado tão próxima de ser varrida para a oposição, no partido governamental parece que se continua a crer que os entendimentos internos são a sua hipotética salvação.
O desespero é enorme. Percebe-se das últimas atitudes da sua liderança. A Frelimo não cede. Anda cega. Não vê que a via mais consentânea e rápida para fortalecer a Unidade Nacional seria mudar de atitude, mas não consegue mudar. Então desatam a colocar recursos e meios a exaltar a memória e obra de Samora Machel. Têm isso como a única alternativa viável para a sua manutenção no poder. Andam tão cegos que não percebem que todo o Povo já viu que se Samora fosse vivo, ao se teria tornado um incoerente, ou todos os “camaradas” já teriam voado dos poleiros de onde continuam a tratar o Povo pior do que alguma vez o colonialismo foi capaz.
Uma incursão no assunto do carisma e alternativas que alguns partidos possuem em termos de candidatos, mostra que de facto, se não houver um regresso de Joaquim Chissano, esgotada que está uma alteração constitucional que leve Armando Emílio Guebuza a concorrer à sua própria reeleição, a Frelimo está aparentemente arrumada.
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Exaltações de pacotilha
Quando não há carismáticos e o presente não os produz, recorre-se a heróis do passado… A ofensiva actual assemelha-se a uma tentativa ridícula de beatificação…
Ainda que pelo vento que sopra das ruas a Frelimo nunca tenha estado tão próxima de ser varrida para a oposição, no partido governamental parece que se continua a crer que os entendimentos internos são a sua hipotética salvação.
O desespero é enorme. Percebe-se das últimas atitudes da sua liderança. A Frelimo não cede. Anda cega. Não vê que a via mais consentânea e rápida para fortalecer a Unidade Nacional seria mudar de atitude, mas não consegue mudar. Então desatam a colocar recursos e meios a exaltar a memória e obra de Samora Machel. Têm isso como a única alternativa viável para a sua manutenção no poder. Andam tão cegos que não percebem que todo o Povo já viu que se Samora fosse vivo, ao se teria tornado um incoerente, ou todos os “camaradas” já teriam voado dos poleiros de onde continuam a tratar o Povo pior do que alguma vez o colonialismo foi capaz.
Uma incursão no assunto do carisma e alternativas que alguns partidos possuem em termos de candidatos, mostra que de facto, se não houver um regresso de Joaquim Chissano, esgotada que está uma alteração constitucional que leve Armando Emílio Guebuza a concorrer à sua própria reeleição, a Frelimo está aparentemente arrumada.
15/11/2011
NADA PODE DEFENDER POSTURAS RÍGIDAS E CONTRAPRODUCENTES NA ARENA GOVERNATIVA
Somos chamados a fazer muito mais e melhor…
Por: Noé Nhantumbo
Os que dizem que os caminhos que trilhamos são o melhor na actual conjuntura estão decididamente distraídos ou embriagados pelo fausto e luxo que os rodeiam. São pessoas que se habituaram a esquivar questionamentos tanto porque não possuem as respostas mais apropriadas como pessoas que obstinadamente se recusam a aceitar a realidade em nome de interesses que só elas podem explicar.
Sabemos que alguma da organização que a vida política e económica do país tomou vias escolhidas numa perspectiva de defesa de interesses concêntricos de grupos restritos e construídos com base num passado político comum.
“Camaradas de armas” optaram por uma via em que se asseguravam os aos outros e ao mesmo tempo se produziam alianças com pessoas julgadas imprescindíveis para a sobrevivência do novo regime político pós-independência. Do ponto de vista histórico com o sistema mono partidário instalado e com todo o processo de guerra-fria que dominava o panorama internacional, dificilmente poderia ser de outro modo. Não se pode remar contra a maré, sobretudo quando esta é forte e implacável.
Somos chamados a fazer muito mais e melhor…
Por: Noé Nhantumbo
Os que dizem que os caminhos que trilhamos são o melhor na actual conjuntura estão decididamente distraídos ou embriagados pelo fausto e luxo que os rodeiam. São pessoas que se habituaram a esquivar questionamentos tanto porque não possuem as respostas mais apropriadas como pessoas que obstinadamente se recusam a aceitar a realidade em nome de interesses que só elas podem explicar.
Sabemos que alguma da organização que a vida política e económica do país tomou vias escolhidas numa perspectiva de defesa de interesses concêntricos de grupos restritos e construídos com base num passado político comum.
“Camaradas de armas” optaram por uma via em que se asseguravam os aos outros e ao mesmo tempo se produziam alianças com pessoas julgadas imprescindíveis para a sobrevivência do novo regime político pós-independência. Do ponto de vista histórico com o sistema mono partidário instalado e com todo o processo de guerra-fria que dominava o panorama internacional, dificilmente poderia ser de outro modo. Não se pode remar contra a maré, sobretudo quando esta é forte e implacável.
Por: Noé Nhantumbo
Os que dizem que os caminhos que trilhamos são o melhor na actual conjuntura estão decididamente distraídos ou embriagados pelo fausto e luxo que os rodeiam. São pessoas que se habituaram a esquivar questionamentos tanto porque não possuem as respostas mais apropriadas como pessoas que obstinadamente se recusam a aceitar a realidade em nome de interesses que só elas podem explicar.
Sabemos que alguma da organização que a vida política e económica do país tomou vias escolhidas numa perspectiva de defesa de interesses concêntricos de grupos restritos e construídos com base num passado político comum.
“Camaradas de armas” optaram por uma via em que se asseguravam os aos outros e ao mesmo tempo se produziam alianças com pessoas julgadas imprescindíveis para a sobrevivência do novo regime político pós-independência. Do ponto de vista histórico com o sistema mono partidário instalado e com todo o processo de guerra-fria que dominava o panorama internacional, dificilmente poderia ser de outro modo. Não se pode remar contra a maré, sobretudo quando esta é forte e implacável.
14/11/2011
ENQUANTO OS POLÍTICOS AFRICANOS NÃO LIDERAM OUTROS OS SUBSTITUEM
A opinião de Noé Nhantumbo
A Globalização predadora é um dos resultados visíveis…
Do ocidente sopram ventos democráticos mas também suspeitos…
Todos os esforços de trazer desenvolvimento e resultados consistentes que transformem a vida de milhões de africanos, em quase todos os países, chocam com uma realidade de ausência de liderança.
Nossos presidentes e primeiros-ministros, altos funcionários governamentais e quase todos escalões do aparelho de administração pública funcionam e actuam segundo agendas que quase sempre são concebidas pelos doadores e seus especialistas.
A máquina governativa, o modelo posto em prática para gerir os recursos naturais de África são de concepção ocidental. Quando os primeiros países africanos se tornaram independentes abriram-se caminhos para uma nova era. Só que tal foi sendo adiado e adiado.
O poder político em África, com muito poucas excepções, tem sido utilizado pelos seus detentores, de instrumento para apropriação em regime de exclusividade das possibilidades nacionais.
A opinião de Noé Nhantumbo
A Globalização predadora é um dos resultados visíveis…
Do ocidente sopram ventos democráticos mas também suspeitos…
Todos os esforços de trazer desenvolvimento e resultados consistentes que transformem a vida de milhões de africanos, em quase todos os países, chocam com uma realidade de ausência de liderança.
Nossos presidentes e primeiros-ministros, altos funcionários governamentais e quase todos escalões do aparelho de administração pública funcionam e actuam segundo agendas que quase sempre são concebidas pelos doadores e seus especialistas.
A máquina governativa, o modelo posto em prática para gerir os recursos naturais de África são de concepção ocidental. Quando os primeiros países africanos se tornaram independentes abriram-se caminhos para uma nova era. Só que tal foi sendo adiado e adiado.
O poder político em África, com muito poucas excepções, tem sido utilizado pelos seus detentores, de instrumento para apropriação em regime de exclusividade das possibilidades nacionais.
A Globalização predadora é um dos resultados visíveis…
Do ocidente sopram ventos democráticos mas também suspeitos…
Todos os esforços de trazer desenvolvimento e resultados consistentes que transformem a vida de milhões de africanos, em quase todos os países, chocam com uma realidade de ausência de liderança.
Nossos presidentes e primeiros-ministros, altos funcionários governamentais e quase todos escalões do aparelho de administração pública funcionam e actuam segundo agendas que quase sempre são concebidas pelos doadores e seus especialistas.
A máquina governativa, o modelo posto em prática para gerir os recursos naturais de África são de concepção ocidental. Quando os primeiros países africanos se tornaram independentes abriram-se caminhos para uma nova era. Só que tal foi sendo adiado e adiado.
O poder político em África, com muito poucas excepções, tem sido utilizado pelos seus detentores, de instrumento para apropriação em regime de exclusividade das possibilidades nacionais.
10/11/2011
Beira dá passos e progride, embora ainda de maneira não coordenada
Correspondênci@ Electrónic@
Por: Noé Nhantumbo, Beira
Quando se deu a responsabilidade dos sectores de transportes e comunicações ao nível da SADC foi sem dúvidas uma decisão política acertada.
Hoje mais do que nunca está claro para todos que Moçambique através da sua rede de portos joga um papel crucial para as importações e exportações da Zâmbia, Malawi, Zimbabwe, República Democrática do Congo, África do Sul.
O potencial económico de vários países, suas exportações estratégicas depende virtualmente de Moçambique para chegar aos mercados internacionais.
A habilidade de explorar todo o potencial existente e aumentar a sua contribuição para o desenvolvimento equilibrado da região requer que se pense proactivamente e se desenhem planos integrados que sua concretização atenda a demanda actual e do futuro.
10/11/2011 in Economia - Transportes - Obras Públicas - Comunicações, Noé Nhantumbo - Uma opinião | Permalink|Comments (0)ShareThis
Correspondênci@ Electrónic@
Por: Noé Nhantumbo, Beira
Quando se deu a responsabilidade dos sectores de transportes e comunicações ao nível da SADC foi sem dúvidas uma decisão política acertada.
Hoje mais do que nunca está claro para todos que Moçambique através da sua rede de portos joga um papel crucial para as importações e exportações da Zâmbia, Malawi, Zimbabwe, República Democrática do Congo, África do Sul.
O potencial económico de vários países, suas exportações estratégicas depende virtualmente de Moçambique para chegar aos mercados internacionais.
A habilidade de explorar todo o potencial existente e aumentar a sua contribuição para o desenvolvimento equilibrado da região requer que se pense proactivamente e se desenhem planos integrados que sua concretização atenda a demanda actual e do futuro.
Por: Noé Nhantumbo, Beira
Quando se deu a responsabilidade dos sectores de transportes e comunicações ao nível da SADC foi sem dúvidas uma decisão política acertada.
Hoje mais do que nunca está claro para todos que Moçambique através da sua rede de portos joga um papel crucial para as importações e exportações da Zâmbia, Malawi, Zimbabwe, República Democrática do Congo, África do Sul.
O potencial económico de vários países, suas exportações estratégicas depende virtualmente de Moçambique para chegar aos mercados internacionais.
A habilidade de explorar todo o potencial existente e aumentar a sua contribuição para o desenvolvimento equilibrado da região requer que se pense proactivamente e se desenhem planos integrados que sua concretização atenda a demanda actual e do futuro.
10/11/2011 in Economia - Transportes - Obras Públicas - Comunicações, Noé Nhantumbo - Uma opinião | Permalink|Comments (0)ShareThis
02/11/2011
Finanças internacionais em crise ou o falhanço de um modelo económico?
Opinião
Noé Nhantumbo
Os resgates financeiros nos Estados Unidos e na Europa confirmam: a globalização não conseguiu salvar o capitalismo…
O modelo que governa as finanças internacionais parece cada vez mais moribundo e motivo de preocupação.
Os governos europeus neste momento estão a braços com um problema na zona do Euro que ameaça aquilo que se considerava uma moeda forte e de confiança internacional.
Se politicamente a União Europeia firmar-se com uma organização credível em que países se apresentam unidos por princípios e critérios sólidos bem como democráticos que servem de exemplo indiscutível para o mundo, no domínio da economia e finanças já o cenário é completamente diferente. A confiança no Euro está muito abalada.
Nos Estados Unidos, numa acção quase sem precedentes o governo americano interveio em peso para salvar empresas emblemáticas da bancarrota. Sem aquela intervenção a General Motors Corporation teria sucumbido.
Opinião
Noé Nhantumbo
Os resgates financeiros nos Estados Unidos e na Europa confirmam: a globalização não conseguiu salvar o capitalismo…
O modelo que governa as finanças internacionais parece cada vez mais moribundo e motivo de preocupação.
Os governos europeus neste momento estão a braços com um problema na zona do Euro que ameaça aquilo que se considerava uma moeda forte e de confiança internacional.
Se politicamente a União Europeia firmar-se com uma organização credível em que países se apresentam unidos por princípios e critérios sólidos bem como democráticos que servem de exemplo indiscutível para o mundo, no domínio da economia e finanças já o cenário é completamente diferente. A confiança no Euro está muito abalada.
Nos Estados Unidos, numa acção quase sem precedentes o governo americano interveio em peso para salvar empresas emblemáticas da bancarrota. Sem aquela intervenção a General Motors Corporation teria sucumbido.
Noé Nhantumbo
Os resgates financeiros nos Estados Unidos e na Europa confirmam: a globalização não conseguiu salvar o capitalismo…
O modelo que governa as finanças internacionais parece cada vez mais moribundo e motivo de preocupação.
Os governos europeus neste momento estão a braços com um problema na zona do Euro que ameaça aquilo que se considerava uma moeda forte e de confiança internacional.
Se politicamente a União Europeia firmar-se com uma organização credível em que países se apresentam unidos por princípios e critérios sólidos bem como democráticos que servem de exemplo indiscutível para o mundo, no domínio da economia e finanças já o cenário é completamente diferente. A confiança no Euro está muito abalada.
Nos Estados Unidos, numa acção quase sem precedentes o governo americano interveio em peso para salvar empresas emblemáticas da bancarrota. Sem aquela intervenção a General Motors Corporation teria sucumbido.
26/10/2011
O “edifício da demagogia” está ruindo e agora até os “camaradas” e seus filhos se digladiam
Opinião
Por Noé Nhamtumbo
O Ano “Samora Machel” retirou algum verniz da mobília.
Para além do passado a situação exige engajamento construtivo concreto. Os moçambicanos querem muito mais. Os moçambicanos querem esperança sustentada em actos concretos, que diariamente lhes mostre que quem governa está realmente interessado em mudar as coisas.
Comemorar ou celebrar faz parte da história de qualquer povo e nós não podemos fugir do nosso passado. Mas a ofensiva de celebrações de figuras do passado que se tenham distinguido na luta anti-colonial não pode ultrapassar determinados limites.
A crise financeira, a dependência do OGE de fontes externas, a ruptura de stocks de medicamentos no sistema nacional de saúde, a precariedade e condições desumanas de muitas escolas públicas, a gestão deficiente de resíduos sólidos em certas cidades e vilas do País deveria ser motivo para acções e programas concretos de austeridade a todos os níveis da governação para se superarem os problemas que existem, mas a “auto-estima” de alguns está a servir como pretexto para uns poucos irem vivendo rodeados de benesses até que a bomba social volte a explodir.
Opinião
Por Noé Nhamtumbo
O Ano “Samora Machel” retirou algum verniz da mobília.
Para além do passado a situação exige engajamento construtivo concreto. Os moçambicanos querem muito mais. Os moçambicanos querem esperança sustentada em actos concretos, que diariamente lhes mostre que quem governa está realmente interessado em mudar as coisas.
Comemorar ou celebrar faz parte da história de qualquer povo e nós não podemos fugir do nosso passado. Mas a ofensiva de celebrações de figuras do passado que se tenham distinguido na luta anti-colonial não pode ultrapassar determinados limites.
A crise financeira, a dependência do OGE de fontes externas, a ruptura de stocks de medicamentos no sistema nacional de saúde, a precariedade e condições desumanas de muitas escolas públicas, a gestão deficiente de resíduos sólidos em certas cidades e vilas do País deveria ser motivo para acções e programas concretos de austeridade a todos os níveis da governação para se superarem os problemas que existem, mas a “auto-estima” de alguns está a servir como pretexto para uns poucos irem vivendo rodeados de benesses até que a bomba social volte a explodir.
Por Noé Nhamtumbo
O Ano “Samora Machel” retirou algum verniz da mobília.
Para além do passado a situação exige engajamento construtivo concreto. Os moçambicanos querem muito mais. Os moçambicanos querem esperança sustentada em actos concretos, que diariamente lhes mostre que quem governa está realmente interessado em mudar as coisas.
Comemorar ou celebrar faz parte da história de qualquer povo e nós não podemos fugir do nosso passado. Mas a ofensiva de celebrações de figuras do passado que se tenham distinguido na luta anti-colonial não pode ultrapassar determinados limites.
A crise financeira, a dependência do OGE de fontes externas, a ruptura de stocks de medicamentos no sistema nacional de saúde, a precariedade e condições desumanas de muitas escolas públicas, a gestão deficiente de resíduos sólidos em certas cidades e vilas do País deveria ser motivo para acções e programas concretos de austeridade a todos os níveis da governação para se superarem os problemas que existem, mas a “auto-estima” de alguns está a servir como pretexto para uns poucos irem vivendo rodeados de benesses até que a bomba social volte a explodir.
21/10/2011
Beira acordou outra vez sem água nas torneiras
Correspondênci@ Electrónic@
Por: Noé Nhantumbo, Beira
Ontem a cidade da Beira acordou outra vez sem água nas torneiras. A pergunta que se pode fazer é se foi novamente a Movitel que rompeu o tubo do Fipag.
Em nossa opinião, o Fipag precisa se reencontrar, caso contrário o seu funcionamento será ciclicamente deficitário.
A questão de gestão de um sistema de abastecimento de água é um assunto que requer capacidades acrescidas e uma adaptação constante a cenários muitas vezes desfavoráveis.
Não se pode entrar no jogo de atirar culpas para os outros sobre assuntos que nos dizem respeito.
Na Manga, Beira, a menos de 1000 metros dos tanques do FIPAG, ontem não estava saindo água, pelo menos no período da manhã.
21/10/2011 in Municípios - Administração Local - Governo, Noé Nhantumbo - Uma opinião | Permalink|Comments (1)ShareThis
Correspondênci@ Electrónic@
Por: Noé Nhantumbo, Beira
Ontem a cidade da Beira acordou outra vez sem água nas torneiras. A pergunta que se pode fazer é se foi novamente a Movitel que rompeu o tubo do Fipag.
Em nossa opinião, o Fipag precisa se reencontrar, caso contrário o seu funcionamento será ciclicamente deficitário.
A questão de gestão de um sistema de abastecimento de água é um assunto que requer capacidades acrescidas e uma adaptação constante a cenários muitas vezes desfavoráveis.
Não se pode entrar no jogo de atirar culpas para os outros sobre assuntos que nos dizem respeito.
Na Manga, Beira, a menos de 1000 metros dos tanques do FIPAG, ontem não estava saindo água, pelo menos no período da manhã.
Por: Noé Nhantumbo, Beira
Ontem a cidade da Beira acordou outra vez sem água nas torneiras. A pergunta que se pode fazer é se foi novamente a Movitel que rompeu o tubo do Fipag.
Em nossa opinião, o Fipag precisa se reencontrar, caso contrário o seu funcionamento será ciclicamente deficitário.
A questão de gestão de um sistema de abastecimento de água é um assunto que requer capacidades acrescidas e uma adaptação constante a cenários muitas vezes desfavoráveis.
Não se pode entrar no jogo de atirar culpas para os outros sobre assuntos que nos dizem respeito.
Na Manga, Beira, a menos de 1000 metros dos tanques do FIPAG, ontem não estava saindo água, pelo menos no período da manhã.
21/10/2011 in Municípios - Administração Local - Governo, Noé Nhantumbo - Uma opinião | Permalink|Comments (1)ShareThis
19/10/2011
Mais do que maiorias esmagadoras o país precisa de consensos funcionais
Opinião
Noé Nhantumbo
Obliterar a oposição e fazê-la desaparecer não é democrático e o perigo pode provir dessas tentativas…
Nem as melhores armas e aparatos militares, policiais e serviços de segurança travaram a Primavera Árabe.
Occupy Wall Street e toda a corrente mundial dos indignados mostram realmente que os povos, os cidadãos estão cansados de demagogias e de uma situação insustentável em que vivem.
Em Moçambique ao invés de se acomodarem discursos redutores e de inspiração marcadamente estalinista é preciso que os políticos no activo se sentem e reconheçam que o país não está bem de saúde. Há muitos recursos naturais que poderiam significar emprego sólido e bem pago.
Neste momento em que falamos de que a democracia está em perigo no país, há governantes que parecem entender que adquirir mais meios bélicos será suficiente para lhes dar segurança e controlo da situação no caso de alteração da ordem. Há muito pouca memória de um passado recente de conflito armado generalizado que ceifou vidas e destruiu muitas infra-estruturas.
Noé Nhantumbo
Obliterar a oposição e fazê-la desaparecer não é democrático e o perigo pode provir dessas tentativas…
Nem as melhores armas e aparatos militares, policiais e serviços de segurança travaram a Primavera Árabe.
Occupy Wall Street e toda a corrente mundial dos indignados mostram realmente que os povos, os cidadãos estão cansados de demagogias e de uma situação insustentável em que vivem.
Em Moçambique ao invés de se acomodarem discursos redutores e de inspiração marcadamente estalinista é preciso que os políticos no activo se sentem e reconheçam que o país não está bem de saúde. Há muitos recursos naturais que poderiam significar emprego sólido e bem pago.
Neste momento em que falamos de que a democracia está em perigo no país, há governantes que parecem entender que adquirir mais meios bélicos será suficiente para lhes dar segurança e controlo da situação no caso de alteração da ordem. Há muito pouca memória de um passado recente de conflito armado generalizado que ceifou vidas e destruiu muitas infra-estruturas.
13/10/2011
Será possível desenvolver Moçambique com discriminação?
Noé Nhamtumbo
Até Mo Ibrahim diz que equidade e inclusão são fundamentais para a qualidade da governação…
Dizer o que é verdade não é teoria de conspiração…
Com uma política de empoderamento negro distorcida e confinada a assegurar que um segmento restrito da sociedade se beneficie dos recursos nacionais está montado o palco para o insucesso.
Um pluralismo político de pacotilha que não conseguiu traduzir-se em separação efectiva dos poderes democráticos esta minando os fundamentos da paz e da estabilidade que tanto sangue e destruições já custaram a este país.
Moçambique foi vítima em larga escala da última guerra civil. Nem teve oportunidade de refazer-se e logo caiu na boca de novos lobos.
Noé Nhamtumbo
Até Mo Ibrahim diz que equidade e inclusão são fundamentais para a qualidade da governação…
Dizer o que é verdade não é teoria de conspiração…
Com uma política de empoderamento negro distorcida e confinada a assegurar que um segmento restrito da sociedade se beneficie dos recursos nacionais está montado o palco para o insucesso.
Um pluralismo político de pacotilha que não conseguiu traduzir-se em separação efectiva dos poderes democráticos esta minando os fundamentos da paz e da estabilidade que tanto sangue e destruições já custaram a este país.
Moçambique foi vítima em larga escala da última guerra civil. Nem teve oportunidade de refazer-se e logo caiu na boca de novos lobos.
Até Mo Ibrahim diz que equidade e inclusão são fundamentais para a qualidade da governação…
Dizer o que é verdade não é teoria de conspiração…
Com uma política de empoderamento negro distorcida e confinada a assegurar que um segmento restrito da sociedade se beneficie dos recursos nacionais está montado o palco para o insucesso.
Um pluralismo político de pacotilha que não conseguiu traduzir-se em separação efectiva dos poderes democráticos esta minando os fundamentos da paz e da estabilidade que tanto sangue e destruições já custaram a este país.
Moçambique foi vítima em larga escala da última guerra civil. Nem teve oportunidade de refazer-se e logo caiu na boca de novos lobos.
11/10/2011
PELA PAZ HÁ QUE JOGAR LIMPO E SEM DEMAGOGIAS
Só haverá perdedores se o processo descarrilar…
Por: Noé Nhantumbo
A luta política que se desenrola em Moçambique exibe contornos complicados na medida em que os protagonistas actuam de maneira dúbia e muitas vezes sem a clareza que se impõe.
Há como que uma mistura permanente de interesses individuais com os públicos acompanhado de uma relutância em incluir os outros no projecto de construção da nação moçambicana.
Uns que por circunstâncias históricas tiveram se encontram no poder e outros que se bateram para alterar o quadro político nacional aparecem monopolizando ou querendo monopolizar o que se faz em termos políticos no país.
Por razoes várias mas sobretudo por causa do que se pode denominar de astúcia de uns e infantilismo político de outros todo o processo de democratização após o Acordo Geral de Roma aconteceu sob o signo da fraude e da manipulação.
Só haverá perdedores se o processo descarrilar…
Por: Noé Nhantumbo
A luta política que se desenrola em Moçambique exibe contornos complicados na medida em que os protagonistas actuam de maneira dúbia e muitas vezes sem a clareza que se impõe.
Há como que uma mistura permanente de interesses individuais com os públicos acompanhado de uma relutância em incluir os outros no projecto de construção da nação moçambicana.
Uns que por circunstâncias históricas tiveram se encontram no poder e outros que se bateram para alterar o quadro político nacional aparecem monopolizando ou querendo monopolizar o que se faz em termos políticos no país.
Por razoes várias mas sobretudo por causa do que se pode denominar de astúcia de uns e infantilismo político de outros todo o processo de democratização após o Acordo Geral de Roma aconteceu sob o signo da fraude e da manipulação.
Por: Noé Nhantumbo
A luta política que se desenrola em Moçambique exibe contornos complicados na medida em que os protagonistas actuam de maneira dúbia e muitas vezes sem a clareza que se impõe.
Há como que uma mistura permanente de interesses individuais com os públicos acompanhado de uma relutância em incluir os outros no projecto de construção da nação moçambicana.
Uns que por circunstâncias históricas tiveram se encontram no poder e outros que se bateram para alterar o quadro político nacional aparecem monopolizando ou querendo monopolizar o que se faz em termos políticos no país.
Por razoes várias mas sobretudo por causa do que se pode denominar de astúcia de uns e infantilismo político de outros todo o processo de democratização após o Acordo Geral de Roma aconteceu sob o signo da fraude e da manipulação.
MAIS UMA VEZ A MONTANHA PARIU UM RATO?
O custo/ benefício da reunião de quadros da Frelimo justifica-se?
Matola ficou próxima de Pequim e de Pyongyang pela coreografia e formalismo democrático...
Por: Noé Nhantumbo
É fácil justificar que partidos precisam de reuniões para redefinirem estratégias e visitarem os diversos cenários do país. Muita gente pode defender que tal tipo de reunião é um exercício da democracia interna e momento importante para alinhavar aspectos de sua actuação.
Muita coisa pode-se dizer sobre este assunto que dificilmente esgotaria o tema.
O país precisa de mais democracia mas quando a partida quem deveria estar liderando a implementação e concretização desta necessidade, se entrega a jogos que no lugar de promoverem a democracia promovem a prática de manobras ilícitas justifica-se a descrença de actos daquela natureza como a recente reunião de quadros afectos ao partido no poder.
O custo/ benefício da reunião de quadros da Frelimo justifica-se?
Matola ficou próxima de Pequim e de Pyongyang pela coreografia e formalismo democrático...
Por: Noé Nhantumbo
É fácil justificar que partidos precisam de reuniões para redefinirem estratégias e visitarem os diversos cenários do país. Muita gente pode defender que tal tipo de reunião é um exercício da democracia interna e momento importante para alinhavar aspectos de sua actuação.
Muita coisa pode-se dizer sobre este assunto que dificilmente esgotaria o tema.
O país precisa de mais democracia mas quando a partida quem deveria estar liderando a implementação e concretização desta necessidade, se entrega a jogos que no lugar de promoverem a democracia promovem a prática de manobras ilícitas justifica-se a descrença de actos daquela natureza como a recente reunião de quadros afectos ao partido no poder.
Matola ficou próxima de Pequim e de Pyongyang pela coreografia e formalismo democrático...
Por: Noé Nhantumbo
É fácil justificar que partidos precisam de reuniões para redefinirem estratégias e visitarem os diversos cenários do país. Muita gente pode defender que tal tipo de reunião é um exercício da democracia interna e momento importante para alinhavar aspectos de sua actuação.
Muita coisa pode-se dizer sobre este assunto que dificilmente esgotaria o tema.
O país precisa de mais democracia mas quando a partida quem deveria estar liderando a implementação e concretização desta necessidade, se entrega a jogos que no lugar de promoverem a democracia promovem a prática de manobras ilícitas justifica-se a descrença de actos daquela natureza como a recente reunião de quadros afectos ao partido no poder.
28/09/2011
NÃO SE CONSTRÓI UM PAÍS COM MENTIRAS OU MEIAS
Entre poder discursivo e a verdade há uma grande distância…
Por: Noé Nhantumbo
Sem dúvidas que por parte da liderança governamental em Moçambique existe uma grande discursiva e de retórica. As palavras fluem com uma intensidade tal que se fosse verdade o que nos diziam Moçambique estaria avançado a passos gigantes para vencer as dificuldades que apoquentam os cidadãos todos os dias.
Um líder tem de ser capaz de liderar processos e isso não transparece quando analisado o que está realmente acontecendo no país.
Alguém já cognominou a III república de “comissariado político”. Há muitos aspectos que conferem ou dão como facto que a actual administração anda completamente à volta de seu chefe e que os ministros do governo não conseguem brilhar e nem actuar fora daquilo que os mesmos entendem que deve a visão do chefe ou coisa com que o chefe não se oporá.
Entre poder discursivo e a verdade há uma grande distância…
Por: Noé Nhantumbo
Sem dúvidas que por parte da liderança governamental em Moçambique existe uma grande discursiva e de retórica. As palavras fluem com uma intensidade tal que se fosse verdade o que nos diziam Moçambique estaria avançado a passos gigantes para vencer as dificuldades que apoquentam os cidadãos todos os dias.
Um líder tem de ser capaz de liderar processos e isso não transparece quando analisado o que está realmente acontecendo no país.
Alguém já cognominou a III república de “comissariado político”. Há muitos aspectos que conferem ou dão como facto que a actual administração anda completamente à volta de seu chefe e que os ministros do governo não conseguem brilhar e nem actuar fora daquilo que os mesmos entendem que deve a visão do chefe ou coisa com que o chefe não se oporá.
Por: Noé Nhantumbo
Sem dúvidas que por parte da liderança governamental em Moçambique existe uma grande discursiva e de retórica. As palavras fluem com uma intensidade tal que se fosse verdade o que nos diziam Moçambique estaria avançado a passos gigantes para vencer as dificuldades que apoquentam os cidadãos todos os dias.
Um líder tem de ser capaz de liderar processos e isso não transparece quando analisado o que está realmente acontecendo no país.
Alguém já cognominou a III república de “comissariado político”. Há muitos aspectos que conferem ou dão como facto que a actual administração anda completamente à volta de seu chefe e que os ministros do governo não conseguem brilhar e nem actuar fora daquilo que os mesmos entendem que deve a visão do chefe ou coisa com que o chefe não se oporá.
27/09/2011
EMPRESARIADO MOÇAMBICANO À BOLEIA DO PARTIDO NO PODER?
A Opinião de Noe Nhantumbo
A realidade aponta para isso…
Quem não se coloca ao lado do partido no poder em Moçambique não tem oportunidade alguma de triunfar como empresário. A menos que seja um génio excepcional ou inventor de alguma coisa extraordinária, altamente desejada pelo mercado.
Quem quiser verificar a lista dos empresários que acompanham o PR nas suas visitas ao estrangeiro pode concluir que quase cem porcentos deles estão vinculados ao partido no poder como membros e contribuintes de peso. Sem boleia do partidão nada feito é o que se diz nos bastidores ou a voz baixa.
A situação atingiu níveis tais que se torna difícil senão impossível fazer qualquer coisa sem interferência ou auxílio de alguém membro da Frelimo.
Muito do que se diz sobre deficiências em matéria de gestão como razão para a falência de muitos moçambicanos que se lançam nas lides empresariais não corresponde à verdade ou pelo menos não possui a dimensão que se quer atribuir ao fenómeno.
A Opinião de Noe Nhantumbo
A realidade aponta para isso…
Quem não se coloca ao lado do partido no poder em Moçambique não tem oportunidade alguma de triunfar como empresário. A menos que seja um génio excepcional ou inventor de alguma coisa extraordinária, altamente desejada pelo mercado.
Quem quiser verificar a lista dos empresários que acompanham o PR nas suas visitas ao estrangeiro pode concluir que quase cem porcentos deles estão vinculados ao partido no poder como membros e contribuintes de peso. Sem boleia do partidão nada feito é o que se diz nos bastidores ou a voz baixa.
A situação atingiu níveis tais que se torna difícil senão impossível fazer qualquer coisa sem interferência ou auxílio de alguém membro da Frelimo.
Muito do que se diz sobre deficiências em matéria de gestão como razão para a falência de muitos moçambicanos que se lançam nas lides empresariais não corresponde à verdade ou pelo menos não possui a dimensão que se quer atribuir ao fenómeno.
A realidade aponta para isso…
Quem não se coloca ao lado do partido no poder em Moçambique não tem oportunidade alguma de triunfar como empresário. A menos que seja um génio excepcional ou inventor de alguma coisa extraordinária, altamente desejada pelo mercado.
Quem quiser verificar a lista dos empresários que acompanham o PR nas suas visitas ao estrangeiro pode concluir que quase cem porcentos deles estão vinculados ao partido no poder como membros e contribuintes de peso. Sem boleia do partidão nada feito é o que se diz nos bastidores ou a voz baixa.
A situação atingiu níveis tais que se torna difícil senão impossível fazer qualquer coisa sem interferência ou auxílio de alguém membro da Frelimo.
Muito do que se diz sobre deficiências em matéria de gestão como razão para a falência de muitos moçambicanos que se lançam nas lides empresariais não corresponde à verdade ou pelo menos não possui a dimensão que se quer atribuir ao fenómeno.
22/09/2011
Exceder advocacia significa mais do que amedrontar jornalistas
Correspondênci@ Electrónic@ Por: Noé Nhantumbo, Beira
Denunciar arrogância e prepotências é defender os direitos dos cidadãos???
Quando um advogado de uma das partes num conflito decide-se pela via de amedrontar ou ameaçar jornalistas torna-se evidente que tal pessoa pretende fazer valer uma posição de maneira pouca ética e em desrespeito completo pela deontologia de sua profissão.
Ser-se pago para defender alguém está muito longe de entrar-se por caminhos escusos e optar-se por ameaças no lugar de estudar os factos e fundamentar posições como manda a lei e os preceitos legais.
Se O AUTARCA se colocou em defesa e solidariedade com uma menina que está sendo vítima de descriminação numa escola que se está revelando desrespeitadora da lei moçambicana o jornal está cumprindo um dos seus objectivos que é de informar os cidadãos.
Correspondênci@ Electrónic@ Por: Noé Nhantumbo, Beira
Denunciar arrogância e prepotências é defender os direitos dos cidadãos???
Quando um advogado de uma das partes num conflito decide-se pela via de amedrontar ou ameaçar jornalistas torna-se evidente que tal pessoa pretende fazer valer uma posição de maneira pouca ética e em desrespeito completo pela deontologia de sua profissão.
Ser-se pago para defender alguém está muito longe de entrar-se por caminhos escusos e optar-se por ameaças no lugar de estudar os factos e fundamentar posições como manda a lei e os preceitos legais.
Se O AUTARCA se colocou em defesa e solidariedade com uma menina que está sendo vítima de descriminação numa escola que se está revelando desrespeitadora da lei moçambicana o jornal está cumprindo um dos seus objectivos que é de informar os cidadãos.
Denunciar arrogância e prepotências é defender os direitos dos cidadãos???
Quando um advogado de uma das partes num conflito decide-se pela via de amedrontar ou ameaçar jornalistas torna-se evidente que tal pessoa pretende fazer valer uma posição de maneira pouca ética e em desrespeito completo pela deontologia de sua profissão.
Ser-se pago para defender alguém está muito longe de entrar-se por caminhos escusos e optar-se por ameaças no lugar de estudar os factos e fundamentar posições como manda a lei e os preceitos legais.
Se O AUTARCA se colocou em defesa e solidariedade com uma menina que está sendo vítima de descriminação numa escola que se está revelando desrespeitadora da lei moçambicana o jornal está cumprindo um dos seus objectivos que é de informar os cidadãos.
02/09/2011
O Fiasco da cooperação Sul-Sul
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
É preciso pôr-se fim aos métodos kadhafianos
Se de todas as vezes que Moçambique procura estabelecer relações de cooperação com países vizinhos, do continente africano e/ou outros que se podem encontrar na faixa dos denominados países do Sul sai a perder ou com vantagens mínimas é caso para se dizer que algo está profundamente errado em todo este modelo de cooperação.
A estrutura de preços que governa o negócio da energia eléctrica de Moçambique para a África do Sul é no mínimo insultuosa.
O subsequente negócio de gás natural de Pande-Temane é outra grande ofensa aos cidadãos moçambicanos, se bem que se imagine que está a ser uma mina para alguns privilegiados, que aliás se privilegiaram a eles próprios…
Se a motivação é apenas lucro e operações lucrativas sem se tomar em conta as necessidades dos moçambicanos então nada difere do que se diz que os colonialistas e suas corporações faziam. Ou então são iguais…
Temos de pagar pela energia e gás preços incomportáveis para o nível de salários auferidos e nossos governantes continuam a contentar-se em apresentar projecções macro-económicas aparentemente surpreendentes.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/20228-e-preciso-por-se-fim-aos-metodos-kadhafianos.html
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
É preciso pôr-se fim aos métodos kadhafianos
Se de todas as vezes que Moçambique procura estabelecer relações de cooperação com países vizinhos, do continente africano e/ou outros que se podem encontrar na faixa dos denominados países do Sul sai a perder ou com vantagens mínimas é caso para se dizer que algo está profundamente errado em todo este modelo de cooperação.
A estrutura de preços que governa o negócio da energia eléctrica de Moçambique para a África do Sul é no mínimo insultuosa.
O subsequente negócio de gás natural de Pande-Temane é outra grande ofensa aos cidadãos moçambicanos, se bem que se imagine que está a ser uma mina para alguns privilegiados, que aliás se privilegiaram a eles próprios…
Se a motivação é apenas lucro e operações lucrativas sem se tomar em conta as necessidades dos moçambicanos então nada difere do que se diz que os colonialistas e suas corporações faziam. Ou então são iguais…
Temos de pagar pela energia e gás preços incomportáveis para o nível de salários auferidos e nossos governantes continuam a contentar-se em apresentar projecções macro-económicas aparentemente surpreendentes.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/20228-e-preciso-por-se-fim-aos-metodos-kadhafianos.html
É preciso pôr-se fim aos métodos kadhafianos
Se de todas as vezes que Moçambique procura estabelecer relações de cooperação com países vizinhos, do continente africano e/ou outros que se podem encontrar na faixa dos denominados países do Sul sai a perder ou com vantagens mínimas é caso para se dizer que algo está profundamente errado em todo este modelo de cooperação.
A estrutura de preços que governa o negócio da energia eléctrica de Moçambique para a África do Sul é no mínimo insultuosa.
O subsequente negócio de gás natural de Pande-Temane é outra grande ofensa aos cidadãos moçambicanos, se bem que se imagine que está a ser uma mina para alguns privilegiados, que aliás se privilegiaram a eles próprios…
Se a motivação é apenas lucro e operações lucrativas sem se tomar em conta as necessidades dos moçambicanos então nada difere do que se diz que os colonialistas e suas corporações faziam. Ou então são iguais…
Temos de pagar pela energia e gás preços incomportáveis para o nível de salários auferidos e nossos governantes continuam a contentar-se em apresentar projecções macro-económicas aparentemente surpreendentes.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/20228-e-preciso-por-se-fim-aos-metodos-kadhafianos.html
22/08/2011
Catalogar Afonso Dlhakama disto ou daquilo não resolve o Problema Moçambicano
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
E, se já repararam, só juniores, do outro lado, é que falam e comentam. Os líderes verdadeiros estão, estranhamente, calados…
Muito pode ser dito sobre a oportunidade e motivação dos últimos pronunciamentos do líder da Renamo, Afonso Dhlakama. Mas ninguém em seu pleno juízo poderá disputar a verdade de parte considerável do que ele diz.
Qualquer moçambicano reconhece que todas aquelas tentativas de proclamar como “bom” o Estado da Nação não passaram de mentiras.
Essencialmente, o problema de Moçambique neste momento é a política de avestruz que o Governo decidiu utilizar. Não fala. Não tem nada para dizer ou os seus membros andam ocupados com o Congresso da Frelimo e não têm tempo para fazer o que devem fazer no Governo? Andam a tratar da vida privada com meios do Estado e não têm tempo para serem ministros de Moçambique? Pelo meio aparecem a anunciar coisas para o futuro que no futuro nunca se vêem. Futurologia barata. Gastam mais a anunciar promessas do que a fazer.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/20137-catalogar-afonso-dlhakama-disto-ou-daquilo-nao-resolve-o-problema-mocambicano.html
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
E, se já repararam, só juniores, do outro lado, é que falam e comentam. Os líderes verdadeiros estão, estranhamente, calados…
Muito pode ser dito sobre a oportunidade e motivação dos últimos pronunciamentos do líder da Renamo, Afonso Dhlakama. Mas ninguém em seu pleno juízo poderá disputar a verdade de parte considerável do que ele diz.
Qualquer moçambicano reconhece que todas aquelas tentativas de proclamar como “bom” o Estado da Nação não passaram de mentiras.
Essencialmente, o problema de Moçambique neste momento é a política de avestruz que o Governo decidiu utilizar. Não fala. Não tem nada para dizer ou os seus membros andam ocupados com o Congresso da Frelimo e não têm tempo para fazer o que devem fazer no Governo? Andam a tratar da vida privada com meios do Estado e não têm tempo para serem ministros de Moçambique? Pelo meio aparecem a anunciar coisas para o futuro que no futuro nunca se vêem. Futurologia barata. Gastam mais a anunciar promessas do que a fazer.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/20137-catalogar-afonso-dlhakama-disto-ou-daquilo-nao-resolve-o-problema-mocambicano.html
E, se já repararam, só juniores, do outro lado, é que falam e comentam. Os líderes verdadeiros estão, estranhamente, calados…
Muito pode ser dito sobre a oportunidade e motivação dos últimos pronunciamentos do líder da Renamo, Afonso Dhlakama. Mas ninguém em seu pleno juízo poderá disputar a verdade de parte considerável do que ele diz.
Qualquer moçambicano reconhece que todas aquelas tentativas de proclamar como “bom” o Estado da Nação não passaram de mentiras.
Essencialmente, o problema de Moçambique neste momento é a política de avestruz que o Governo decidiu utilizar. Não fala. Não tem nada para dizer ou os seus membros andam ocupados com o Congresso da Frelimo e não têm tempo para fazer o que devem fazer no Governo? Andam a tratar da vida privada com meios do Estado e não têm tempo para serem ministros de Moçambique? Pelo meio aparecem a anunciar coisas para o futuro que no futuro nunca se vêem. Futurologia barata. Gastam mais a anunciar promessas do que a fazer.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/20137-catalogar-afonso-dlhakama-disto-ou-daquilo-nao-resolve-o-problema-mocambicano.html
11/08/2011
mporta diminuir os riscos de acidentes ao mesmo tempo que se tapam buracos
Correspondenci@ Electrónic@ Por: Noé Nhantumbo, Beira
O trabalho de manutenção das estradas é necessário e os cidadãos agradecem e aplaudem sempre que a edilidade executa tais obras.
Embora por vezes se verifique que o nivelamento final dos buracos tapados não seja o melhor, a simples eliminação de buracos já alivia o sofrimento dos cidadãos.
O que se pretende chamar a atenção com estas linhas é que o departamento de manutenção de estradas do Conselho Municipal da Beira precisa melhorar alguns procedimentos quando mobiliza materiais e os coloca na via pública para utilização. Se a pedra ou areia fica demasiado perto da via pública os automobilistas facilmente podem colidir com tais materiais, especialmente durante a noite quando a visibilidade é menor.
Outro aspecto que deveria ser acautelado é a execução rápida de obras em estradas de muito movimento como por exemplo a Via Rápida de entrada e saída da Beira.
Quanto mais tempo se leva a concluir uma obra na estrada mais aumenta a possibilidade de ocorrência de acidentes de viação.
11/08/2011 in Municípios - Administração Local - Governo, Noé Nhantumbo - Uma opinião | Permalink|Comments (0)ShareThis
Correspondenci@ Electrónic@ Por: Noé Nhantumbo, Beira
O trabalho de manutenção das estradas é necessário e os cidadãos agradecem e aplaudem sempre que a edilidade executa tais obras.
Embora por vezes se verifique que o nivelamento final dos buracos tapados não seja o melhor, a simples eliminação de buracos já alivia o sofrimento dos cidadãos.
O que se pretende chamar a atenção com estas linhas é que o departamento de manutenção de estradas do Conselho Municipal da Beira precisa melhorar alguns procedimentos quando mobiliza materiais e os coloca na via pública para utilização. Se a pedra ou areia fica demasiado perto da via pública os automobilistas facilmente podem colidir com tais materiais, especialmente durante a noite quando a visibilidade é menor.
Outro aspecto que deveria ser acautelado é a execução rápida de obras em estradas de muito movimento como por exemplo a Via Rápida de entrada e saída da Beira.
Quanto mais tempo se leva a concluir uma obra na estrada mais aumenta a possibilidade de ocorrência de acidentes de viação.
O trabalho de manutenção das estradas é necessário e os cidadãos agradecem e aplaudem sempre que a edilidade executa tais obras.
Embora por vezes se verifique que o nivelamento final dos buracos tapados não seja o melhor, a simples eliminação de buracos já alivia o sofrimento dos cidadãos.
O que se pretende chamar a atenção com estas linhas é que o departamento de manutenção de estradas do Conselho Municipal da Beira precisa melhorar alguns procedimentos quando mobiliza materiais e os coloca na via pública para utilização. Se a pedra ou areia fica demasiado perto da via pública os automobilistas facilmente podem colidir com tais materiais, especialmente durante a noite quando a visibilidade é menor.
Outro aspecto que deveria ser acautelado é a execução rápida de obras em estradas de muito movimento como por exemplo a Via Rápida de entrada e saída da Beira.
Quanto mais tempo se leva a concluir uma obra na estrada mais aumenta a possibilidade de ocorrência de acidentes de viação.
11/08/2011 in Municípios - Administração Local - Governo, Noé Nhantumbo - Uma opinião | Permalink|Comments (0)ShareThis
10/08/2011
Porto da Beira pode liderar a reestruturação produtiva da região
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Aos diversos níveis as instituições do Estado são chamadas a liderar os desenvolvimentos, mas é preciso ter-se em conta que os interesses locais não estão a ser alimentados e o que parece ser bom pode ter acoplado uma “bomba” de surpresas desagradáveis para quem julga que aqui chegou ao céu…
Assiste-se a um movimento desusado no momento, caracterizado pelo surgimento de uma camionagem especializada no transporte de areia e pedra para abastecer as necessidades de construção de um Terminal de Carvão no Porto da Beira. Com base nas necessidades crescentes de utentes, nomeadamente exportadores, zambianos, zimbabweanos, malawianos, de diversas mercadorias como ferro-crómio, cobre, granito, tabaco, milho, neste momento o Porto da Beira, nomeadamente a sua Terminal de Contentores, assim como a Terminal de carga geral, estão a abarrotar de cargas. Parece que chegou a hora da Beira, mas os da terra não sentem os benefícios.
Uma visita guiada ao porto mostra que seus gestores compreendendo os actuais cenários e prevendo que terão que lidar com volumes acrescidos de mercadorias estão já construindo novos espaços.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/20044-porto-da-beira-pode-liderar-a-reestruturacao-produtiva-da-regiao.html
10/08/2011 in Economia - Transportes - Obras Públicas - Comunicações, Noé Nhantumbo - Uma opinião | Permalink|Comments (0)ShareThis
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Aos diversos níveis as instituições do Estado são chamadas a liderar os desenvolvimentos, mas é preciso ter-se em conta que os interesses locais não estão a ser alimentados e o que parece ser bom pode ter acoplado uma “bomba” de surpresas desagradáveis para quem julga que aqui chegou ao céu…
Assiste-se a um movimento desusado no momento, caracterizado pelo surgimento de uma camionagem especializada no transporte de areia e pedra para abastecer as necessidades de construção de um Terminal de Carvão no Porto da Beira. Com base nas necessidades crescentes de utentes, nomeadamente exportadores, zambianos, zimbabweanos, malawianos, de diversas mercadorias como ferro-crómio, cobre, granito, tabaco, milho, neste momento o Porto da Beira, nomeadamente a sua Terminal de Contentores, assim como a Terminal de carga geral, estão a abarrotar de cargas. Parece que chegou a hora da Beira, mas os da terra não sentem os benefícios.
Uma visita guiada ao porto mostra que seus gestores compreendendo os actuais cenários e prevendo que terão que lidar com volumes acrescidos de mercadorias estão já construindo novos espaços.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/20044-porto-da-beira-pode-liderar-a-reestruturacao-produtiva-da-regiao.html
Aos diversos níveis as instituições do Estado são chamadas a liderar os desenvolvimentos, mas é preciso ter-se em conta que os interesses locais não estão a ser alimentados e o que parece ser bom pode ter acoplado uma “bomba” de surpresas desagradáveis para quem julga que aqui chegou ao céu…
Assiste-se a um movimento desusado no momento, caracterizado pelo surgimento de uma camionagem especializada no transporte de areia e pedra para abastecer as necessidades de construção de um Terminal de Carvão no Porto da Beira. Com base nas necessidades crescentes de utentes, nomeadamente exportadores, zambianos, zimbabweanos, malawianos, de diversas mercadorias como ferro-crómio, cobre, granito, tabaco, milho, neste momento o Porto da Beira, nomeadamente a sua Terminal de Contentores, assim como a Terminal de carga geral, estão a abarrotar de cargas. Parece que chegou a hora da Beira, mas os da terra não sentem os benefícios.
Uma visita guiada ao porto mostra que seus gestores compreendendo os actuais cenários e prevendo que terão que lidar com volumes acrescidos de mercadorias estão já construindo novos espaços.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/20044-porto-da-beira-pode-liderar-a-reestruturacao-produtiva-da-regiao.html
10/08/2011 in Economia - Transportes - Obras Públicas - Comunicações, Noé Nhantumbo - Uma opinião | Permalink|Comments (0)ShareThis
04/08/2011
PRM célere em detectar droga com Azagaia e detê-lo...
Cabal de Opinião por Noé Nhantumbo
Quando se tratou de Luís Boavida, SG do MDM, foi também rápida e estrategicamente julgado e sentenciado em Pebane, ainda que os prazos para tal procedimento judicial estivessem todos esgotados. E depois dizem que a PRM e os tribunais não estão partidarizados e a cumprir agendas políticas do interesse de um grupo. Que respeito se pode pedir para com autoridades engajadas em agendas estranhas e viciosas?
Moçambicanos é preciso estarmos atentos para amanhã não sermos também vítimas de uma acção do mesmo tipo e natureza. Estamos pagando a uma polícia e a outro tipo de autoridades que escolhem quem deve ser detido, julgado e condenado. Estamos pagando a órgãos que repetidamente se colocam ao serviço de agendas particulares e não do que está articulado na Constituição da República e da ordem jurídica nacional.
A defesa do crime qualquer que seja a sua natureza e praticante não é o que se pretende com estas linhas.
Gostaríamos de ver uma actuação célere e esclarecida em todos os casos que acontecem pelo país inteiro.
Muitas vezes comenta-se que quando a PRM quer, faz trabalho. Aí o povo aplaude. Também se diz que não é a falta de meios e outros recursos que impedem que a PRM actue com mais qualidade e resultados visíveis. A conhecida porosidade das fronteiras moçambicanas tornou-se aparentemente num ganha-pão para muitas pessoas que estão afectas a diferentes departamentos de segurança. Amiúde se comunica a apreensão de dezenas de emigrantes ilegais e as cidades de todo o país e vilas têm inúmeros cidadãos estrangeiros pacatamente exercendo actividades comerciais e outras sem que se saiba do seu grau de legalidade. Essas pessoas encontram-se no país ao abrigo de esquemas que só o Diabo conhece. O sentido de corporação defensora da integridade nacional e soberania andam muito ensombrados por uma cultura que se estabeleceu em vários domínios da vida nacional.
Cabal de Opinião por Noé Nhantumbo
Quando se tratou de Luís Boavida, SG do MDM, foi também rápida e estrategicamente julgado e sentenciado em Pebane, ainda que os prazos para tal procedimento judicial estivessem todos esgotados. E depois dizem que a PRM e os tribunais não estão partidarizados e a cumprir agendas políticas do interesse de um grupo. Que respeito se pode pedir para com autoridades engajadas em agendas estranhas e viciosas?
Moçambicanos é preciso estarmos atentos para amanhã não sermos também vítimas de uma acção do mesmo tipo e natureza. Estamos pagando a uma polícia e a outro tipo de autoridades que escolhem quem deve ser detido, julgado e condenado. Estamos pagando a órgãos que repetidamente se colocam ao serviço de agendas particulares e não do que está articulado na Constituição da República e da ordem jurídica nacional.
A defesa do crime qualquer que seja a sua natureza e praticante não é o que se pretende com estas linhas.
Gostaríamos de ver uma actuação célere e esclarecida em todos os casos que acontecem pelo país inteiro.
Muitas vezes comenta-se que quando a PRM quer, faz trabalho. Aí o povo aplaude. Também se diz que não é a falta de meios e outros recursos que impedem que a PRM actue com mais qualidade e resultados visíveis. A conhecida porosidade das fronteiras moçambicanas tornou-se aparentemente num ganha-pão para muitas pessoas que estão afectas a diferentes departamentos de segurança. Amiúde se comunica a apreensão de dezenas de emigrantes ilegais e as cidades de todo o país e vilas têm inúmeros cidadãos estrangeiros pacatamente exercendo actividades comerciais e outras sem que se saiba do seu grau de legalidade. Essas pessoas encontram-se no país ao abrigo de esquemas que só o Diabo conhece. O sentido de corporação defensora da integridade nacional e soberania andam muito ensombrados por uma cultura que se estabeleceu em vários domínios da vida nacional.
02/08/2011
Prevenção de conflitos e de guerras valem mais do que cargos públicos e honrarias!...
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Porém, para outros, a equação não é essa. Embora Moçambique queira Paz também quer desenvolvimento não assimétrico…
A actual avalanche discursiva proclamando uma mobilização e aquartelamento de ex-guerrilheiros da Renamo deve ser legítimo motivo de preocupação para políticos e cidadãos deste Moçambique que já experimentou o gosto amargo da guerra.
Os exercícios eleitorais regulares não estão conseguindo trazer aquela democracia que seja sentida e exercida pelos cidadãos porque os mecanismos e instrumentos democráticos encontram-se acorrentados a formas de procedimento anti-democráticos.
A história não deixa mentir. Foi com uma tendência de desprezo e de subestimação que Moçambique embarcou para uma guerra hoje com diferentes nomes mas que para todos os efeitos durou 16 anos.
Para o PR Samora Machel alegadamente bastavam uma simples semanas para acabar com os “bandidos armados”. Joaquim Chissano alegadamente dizia que não tinha nada para conversar com os “bandidos armados”.
Os motivos apresentados e utilizados para desencadear conflitos variam de lugar para lugar mas quase sempre são os recursos e o acesso a eles que determinam o rumo dos acontecimentos.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/19994-prevencao-de-conflitos-e-de-guerras-valem-mais-do-que-cargos-publicos-e-honrarias.html
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Porém, para outros, a equação não é essa. Embora Moçambique queira Paz também quer desenvolvimento não assimétrico…
A actual avalanche discursiva proclamando uma mobilização e aquartelamento de ex-guerrilheiros da Renamo deve ser legítimo motivo de preocupação para políticos e cidadãos deste Moçambique que já experimentou o gosto amargo da guerra.
Os exercícios eleitorais regulares não estão conseguindo trazer aquela democracia que seja sentida e exercida pelos cidadãos porque os mecanismos e instrumentos democráticos encontram-se acorrentados a formas de procedimento anti-democráticos.
A história não deixa mentir. Foi com uma tendência de desprezo e de subestimação que Moçambique embarcou para uma guerra hoje com diferentes nomes mas que para todos os efeitos durou 16 anos.
Para o PR Samora Machel alegadamente bastavam uma simples semanas para acabar com os “bandidos armados”. Joaquim Chissano alegadamente dizia que não tinha nada para conversar com os “bandidos armados”.
Os motivos apresentados e utilizados para desencadear conflitos variam de lugar para lugar mas quase sempre são os recursos e o acesso a eles que determinam o rumo dos acontecimentos.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/19994-prevencao-de-conflitos-e-de-guerras-valem-mais-do-que-cargos-publicos-e-honrarias.html
Porém, para outros, a equação não é essa. Embora Moçambique queira Paz também quer desenvolvimento não assimétrico…
A actual avalanche discursiva proclamando uma mobilização e aquartelamento de ex-guerrilheiros da Renamo deve ser legítimo motivo de preocupação para políticos e cidadãos deste Moçambique que já experimentou o gosto amargo da guerra.
Os exercícios eleitorais regulares não estão conseguindo trazer aquela democracia que seja sentida e exercida pelos cidadãos porque os mecanismos e instrumentos democráticos encontram-se acorrentados a formas de procedimento anti-democráticos.
A história não deixa mentir. Foi com uma tendência de desprezo e de subestimação que Moçambique embarcou para uma guerra hoje com diferentes nomes mas que para todos os efeitos durou 16 anos.
Para o PR Samora Machel alegadamente bastavam uma simples semanas para acabar com os “bandidos armados”. Joaquim Chissano alegadamente dizia que não tinha nada para conversar com os “bandidos armados”.
Os motivos apresentados e utilizados para desencadear conflitos variam de lugar para lugar mas quase sempre são os recursos e o acesso a eles que determinam o rumo dos acontecimentos.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/19994-prevencao-de-conflitos-e-de-guerras-valem-mais-do-que-cargos-publicos-e-honrarias.html
27/07/2011
Defender conquistas da independência ou defender o que já pertence a uns quantos?
Noé Nhantumbo
São poucas as vezes que nos oferecem a oportunidade de avaliar e analisar o pensamento que sustenta as políticas do partido governamental. A pretexto do Ano de Samora Machel muitas são as palestras proferidas por diferentes membros da Frelimo, intelectuais afectos a este partido e governantes.
Se a tese defendida pelos diferentes membros da Frelimo no que se refere à posse da terra está em consonância com o plasmado nos estatutos e programa daquele partido nos tempos em que o mesmo era um movimento de libertação isso é fácil de ver. Quanto ao tratamento que essa questão fulcral tem recebido ao longo dos tempos isso já é algo bem diferente.
É fácil proclamar que a terra é do Estado. É fácil dizer que sem esse enquadramento legal o país estaria a produzir “sem-terras”. Mas a verdade é superior aos discursos por mais bem feitos e escritos que estejam.
Noé Nhantumbo
São poucas as vezes que nos oferecem a oportunidade de avaliar e analisar o pensamento que sustenta as políticas do partido governamental. A pretexto do Ano de Samora Machel muitas são as palestras proferidas por diferentes membros da Frelimo, intelectuais afectos a este partido e governantes.
Se a tese defendida pelos diferentes membros da Frelimo no que se refere à posse da terra está em consonância com o plasmado nos estatutos e programa daquele partido nos tempos em que o mesmo era um movimento de libertação isso é fácil de ver. Quanto ao tratamento que essa questão fulcral tem recebido ao longo dos tempos isso já é algo bem diferente.
É fácil proclamar que a terra é do Estado. É fácil dizer que sem esse enquadramento legal o país estaria a produzir “sem-terras”. Mas a verdade é superior aos discursos por mais bem feitos e escritos que estejam.
São poucas as vezes que nos oferecem a oportunidade de avaliar e analisar o pensamento que sustenta as políticas do partido governamental. A pretexto do Ano de Samora Machel muitas são as palestras proferidas por diferentes membros da Frelimo, intelectuais afectos a este partido e governantes.
Se a tese defendida pelos diferentes membros da Frelimo no que se refere à posse da terra está em consonância com o plasmado nos estatutos e programa daquele partido nos tempos em que o mesmo era um movimento de libertação isso é fácil de ver. Quanto ao tratamento que essa questão fulcral tem recebido ao longo dos tempos isso já é algo bem diferente.
É fácil proclamar que a terra é do Estado. É fácil dizer que sem esse enquadramento legal o país estaria a produzir “sem-terras”. Mas a verdade é superior aos discursos por mais bem feitos e escritos que estejam.
Esperar melhor oportunidade ou a “montanha pariu um rato?
Correspondênci@Electrónic@
POR : NOÉ NHANTUMBO – BEIRA
Paulo Portas em Moçambique na continuação de uma novela de cooperação
Afinal José Sócrates fez mal as contas? Prometeu “muitos e fundos” para agora ficar dito que Portugal ou o seu governo já não tem fundos para honrar os compromissos? Era só vontade de aparecer e fazer show-off ou era mais uma daquelas jogadas que os “socialistas portugueses se tem mostrado exímios nos últimos anos na sua cooperação com as ex-colónias?
Portugal com “as calças nas mãos”, depois de muitos anos de consumo superior ao que produzia, vivendo à custa dos dinheiros de Bruxelas, União Europeia, entrou numa jogada de engenharia financeira sem ter o suporte financeiro para fazê-lo.
Os moçambicanos ou a parte que entrou nas negociações de vultuosos projectos que contavam com injecções de importantes volumes de fundos foram apanhados de surpresa. Se já se antevia que a queda de Sócrates teria implicações na cooperação económico-financeira entre Portugal e Moçambique a visita do novo ministro de Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, veio a confirmar aqueles vaticínios. Portugal não pode nos tempos mais próximos honrar suas promessas.
Correspondênci@Electrónic@
POR : NOÉ NHANTUMBO – BEIRA
Paulo Portas em Moçambique na continuação de uma novela de cooperação
Afinal José Sócrates fez mal as contas? Prometeu “muitos e fundos” para agora ficar dito que Portugal ou o seu governo já não tem fundos para honrar os compromissos? Era só vontade de aparecer e fazer show-off ou era mais uma daquelas jogadas que os “socialistas portugueses se tem mostrado exímios nos últimos anos na sua cooperação com as ex-colónias?
Portugal com “as calças nas mãos”, depois de muitos anos de consumo superior ao que produzia, vivendo à custa dos dinheiros de Bruxelas, União Europeia, entrou numa jogada de engenharia financeira sem ter o suporte financeiro para fazê-lo.
Os moçambicanos ou a parte que entrou nas negociações de vultuosos projectos que contavam com injecções de importantes volumes de fundos foram apanhados de surpresa. Se já se antevia que a queda de Sócrates teria implicações na cooperação económico-financeira entre Portugal e Moçambique a visita do novo ministro de Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, veio a confirmar aqueles vaticínios. Portugal não pode nos tempos mais próximos honrar suas promessas.
POR : NOÉ NHANTUMBO – BEIRA
Paulo Portas em Moçambique na continuação de uma novela de cooperação
Afinal José Sócrates fez mal as contas? Prometeu “muitos e fundos” para agora ficar dito que Portugal ou o seu governo já não tem fundos para honrar os compromissos? Era só vontade de aparecer e fazer show-off ou era mais uma daquelas jogadas que os “socialistas portugueses se tem mostrado exímios nos últimos anos na sua cooperação com as ex-colónias?
Portugal com “as calças nas mãos”, depois de muitos anos de consumo superior ao que produzia, vivendo à custa dos dinheiros de Bruxelas, União Europeia, entrou numa jogada de engenharia financeira sem ter o suporte financeiro para fazê-lo.
Os moçambicanos ou a parte que entrou nas negociações de vultuosos projectos que contavam com injecções de importantes volumes de fundos foram apanhados de surpresa. Se já se antevia que a queda de Sócrates teria implicações na cooperação económico-financeira entre Portugal e Moçambique a visita do novo ministro de Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, veio a confirmar aqueles vaticínios. Portugal não pode nos tempos mais próximos honrar suas promessas.
13/07/2011
Quarto Poder King Makers e King Destroyers?
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Murdoch sabia ou preferia não saber? E entre nós, como é que os editores escamoteiam e manipulam a informação?
Por certo que, como habitualmente, será o elo mais fraco a pagar pelos erros, crimes deliberados que atormentam a comunicação social britânica depois da revelação do escândalo de invasão de privacidade perpetrada por jornalistas do “News of the World”.
A importância do caso do News of the World, entretanto um jornal já extinto, para Moçambique existe. E essa importância deve ser situada no âmbito daquilo que a comunicação social faz ou deixa de fazer.
Os casos de comprovada manipulação da verdade, em defesa de interesses políticos e eleitoralistas são norma em Moçambique. Embora não seja possível construir um caso que seja levado com sucesso à barra dos tribunais é do conhecimento comum que alguns meios de informação públicos e outros privados realizam o seu trabalho sem obedecer aos padrões normais de ética. A deontologia é muitas vezes esquecida. O dever de informar com imparcialidade o público é ignorado e em seu lugar vemos equipas redactoriais cumprindo agendas do partido no poder que considera com valor informativo para consumo do público.
O que acontece em outros quadrantes tem o mérito de servir de escola onde podemos aprender como se faz jornalismo e comunicação social numa situação de democracia política efectiva.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/19859-quarto-poder-king-makers-e-king-destroyers.html
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Murdoch sabia ou preferia não saber? E entre nós, como é que os editores escamoteiam e manipulam a informação?
Por certo que, como habitualmente, será o elo mais fraco a pagar pelos erros, crimes deliberados que atormentam a comunicação social britânica depois da revelação do escândalo de invasão de privacidade perpetrada por jornalistas do “News of the World”.
A importância do caso do News of the World, entretanto um jornal já extinto, para Moçambique existe. E essa importância deve ser situada no âmbito daquilo que a comunicação social faz ou deixa de fazer.
Os casos de comprovada manipulação da verdade, em defesa de interesses políticos e eleitoralistas são norma em Moçambique. Embora não seja possível construir um caso que seja levado com sucesso à barra dos tribunais é do conhecimento comum que alguns meios de informação públicos e outros privados realizam o seu trabalho sem obedecer aos padrões normais de ética. A deontologia é muitas vezes esquecida. O dever de informar com imparcialidade o público é ignorado e em seu lugar vemos equipas redactoriais cumprindo agendas do partido no poder que considera com valor informativo para consumo do público.
O que acontece em outros quadrantes tem o mérito de servir de escola onde podemos aprender como se faz jornalismo e comunicação social numa situação de democracia política efectiva.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/19859-quarto-poder-king-makers-e-king-destroyers.html
Murdoch sabia ou preferia não saber? E entre nós, como é que os editores escamoteiam e manipulam a informação?
Por certo que, como habitualmente, será o elo mais fraco a pagar pelos erros, crimes deliberados que atormentam a comunicação social britânica depois da revelação do escândalo de invasão de privacidade perpetrada por jornalistas do “News of the World”.
A importância do caso do News of the World, entretanto um jornal já extinto, para Moçambique existe. E essa importância deve ser situada no âmbito daquilo que a comunicação social faz ou deixa de fazer.
Os casos de comprovada manipulação da verdade, em defesa de interesses políticos e eleitoralistas são norma em Moçambique. Embora não seja possível construir um caso que seja levado com sucesso à barra dos tribunais é do conhecimento comum que alguns meios de informação públicos e outros privados realizam o seu trabalho sem obedecer aos padrões normais de ética. A deontologia é muitas vezes esquecida. O dever de informar com imparcialidade o público é ignorado e em seu lugar vemos equipas redactoriais cumprindo agendas do partido no poder que considera com valor informativo para consumo do público.
O que acontece em outros quadrantes tem o mérito de servir de escola onde podemos aprender como se faz jornalismo e comunicação social numa situação de democracia política efectiva.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/19859-quarto-poder-king-makers-e-king-destroyers.html
02/07/2011
Tudo depende de quem fala...
36 anos de independência
Noé Nhantumbo
Se há um déficit que os moçambicanos politicamente interessados poderiam ter colmatado é o da moçambicanidade. Não se vê esta sendo construída. O discurso oficial parece que parou no tempo e só fala de Unidade Nacional quando na prática se continua a fazer tudo para impedir que os moçambicanos se revejam como cidadãos do mesmo país e gozando dos mesmos direitos.
É difícil ouvir falar do ‘outro lado da moeda’. Especialmente em política. Nem todos gostam que se discorde deles mesmo sabendo-se que dos políticos, pelo mundo afora, está a surgir um enorme má impressão e cresce um movimento de grande indignação.
A corrida para embelezar e glorificar feitos e factos, pessoas e “pessoas” é uma realidade que se pôde verificar aquando da comemoração no último dia 25 de Junho, este de 2011, dos 36 anos da proclamação da independência de Moçambique.
36 anos de independência
Noé Nhantumbo
Se há um déficit que os moçambicanos politicamente interessados poderiam ter colmatado é o da moçambicanidade. Não se vê esta sendo construída. O discurso oficial parece que parou no tempo e só fala de Unidade Nacional quando na prática se continua a fazer tudo para impedir que os moçambicanos se revejam como cidadãos do mesmo país e gozando dos mesmos direitos.
É difícil ouvir falar do ‘outro lado da moeda’. Especialmente em política. Nem todos gostam que se discorde deles mesmo sabendo-se que dos políticos, pelo mundo afora, está a surgir um enorme má impressão e cresce um movimento de grande indignação.
A corrida para embelezar e glorificar feitos e factos, pessoas e “pessoas” é uma realidade que se pôde verificar aquando da comemoração no último dia 25 de Junho, este de 2011, dos 36 anos da proclamação da independência de Moçambique.
Noé Nhantumbo
Se há um déficit que os moçambicanos politicamente interessados poderiam ter colmatado é o da moçambicanidade. Não se vê esta sendo construída. O discurso oficial parece que parou no tempo e só fala de Unidade Nacional quando na prática se continua a fazer tudo para impedir que os moçambicanos se revejam como cidadãos do mesmo país e gozando dos mesmos direitos.
É difícil ouvir falar do ‘outro lado da moeda’. Especialmente em política. Nem todos gostam que se discorde deles mesmo sabendo-se que dos políticos, pelo mundo afora, está a surgir um enorme má impressão e cresce um movimento de grande indignação.
A corrida para embelezar e glorificar feitos e factos, pessoas e “pessoas” é uma realidade que se pôde verificar aquando da comemoração no último dia 25 de Junho, este de 2011, dos 36 anos da proclamação da independência de Moçambique.
29/06/2011
UNIÃO AFRICANA MAIS UMA VEZ APANHADA EM CONTRA PÉ
Tribunal penal Internacional desfere rude golpe a Kadhafi…
Noé Nhantumbo
Em concerto pleno com uma reunião do Conselho de Segurança e paz da União Africana o Tribunal Penal Internacional anuncia um mandato internacional de captura de Kadhafi, seu filho e cunhado por crimes contra a humanidade.
A China adia a visita de outro procurado internacionalmente por este Tribunal, Bashir do Sudão.
Será falta de sintonia com as tendências internacionais ou simplesmente uma organização continental que esta atrasada no tempo e que perdeu toda a sua credibilidade. Ninguém respeita esta que se pretende organização africana.
Repete-se o que a muitos anos muitos diziam e defendiam. Os líderes africanos ao alhearem-se dos ventos mundiais de democratização acabam sendo desprezados e ignorados internacionalmente. A resolução da ONU que determinou a zona de exclusão aérea na Líbia foi votada contra a vontade de muitos países africanos.
Tribunal penal Internacional desfere rude golpe a Kadhafi…
Noé Nhantumbo
Em concerto pleno com uma reunião do Conselho de Segurança e paz da União Africana o Tribunal Penal Internacional anuncia um mandato internacional de captura de Kadhafi, seu filho e cunhado por crimes contra a humanidade.
A China adia a visita de outro procurado internacionalmente por este Tribunal, Bashir do Sudão.
Será falta de sintonia com as tendências internacionais ou simplesmente uma organização continental que esta atrasada no tempo e que perdeu toda a sua credibilidade. Ninguém respeita esta que se pretende organização africana.
Repete-se o que a muitos anos muitos diziam e defendiam. Os líderes africanos ao alhearem-se dos ventos mundiais de democratização acabam sendo desprezados e ignorados internacionalmente. A resolução da ONU que determinou a zona de exclusão aérea na Líbia foi votada contra a vontade de muitos países africanos.
Noé Nhantumbo
Em concerto pleno com uma reunião do Conselho de Segurança e paz da União Africana o Tribunal Penal Internacional anuncia um mandato internacional de captura de Kadhafi, seu filho e cunhado por crimes contra a humanidade.
A China adia a visita de outro procurado internacionalmente por este Tribunal, Bashir do Sudão.
Será falta de sintonia com as tendências internacionais ou simplesmente uma organização continental que esta atrasada no tempo e que perdeu toda a sua credibilidade. Ninguém respeita esta que se pretende organização africana.
Repete-se o que a muitos anos muitos diziam e defendiam. Os líderes africanos ao alhearem-se dos ventos mundiais de democratização acabam sendo desprezados e ignorados internacionalmente. A resolução da ONU que determinou a zona de exclusão aérea na Líbia foi votada contra a vontade de muitos países africanos.
24/06/2011
“Detractores”, hoje, “apóstolos da desgraça”, ontem?
Opiniãoda desgraça”, ontem?
Comissário político desesperado
Noé Nhantumbo
Quer-me parecer que mais uma vez o Senhor Armando Guebuza e prestativo comissário político marxista-leninista da era soviética, foi infeliz na escolha do termo com que procura apelidar ou catalogar um segmento importante da população moçambicana que não concorda que continuadamente os avaliadores de causas próprias insistem em referir que o País está a andar “às mil maravilhas”.
Porque aparecem vozes discordantes com o que a máquina de propaganda partidária e governamental apelida de óptimo ou bom estado da nação, o tal “presidente de todos os moçambicanos” rapidamente se apressou em tempos de apelidar os que têm daquilo que ele e os seus governos andam a fazer, de “apóstolos da desgraça”.
Opiniãoda desgraça”, ontem?
Comissário político desesperado
Noé Nhantumbo
Quer-me parecer que mais uma vez o Senhor Armando Guebuza e prestativo comissário político marxista-leninista da era soviética, foi infeliz na escolha do termo com que procura apelidar ou catalogar um segmento importante da população moçambicana que não concorda que continuadamente os avaliadores de causas próprias insistem em referir que o País está a andar “às mil maravilhas”.
Porque aparecem vozes discordantes com o que a máquina de propaganda partidária e governamental apelida de óptimo ou bom estado da nação, o tal “presidente de todos os moçambicanos” rapidamente se apressou em tempos de apelidar os que têm daquilo que ele e os seus governos andam a fazer, de “apóstolos da desgraça”.
Comissário político desesperado
Noé Nhantumbo
Quer-me parecer que mais uma vez o Senhor Armando Guebuza e prestativo comissário político marxista-leninista da era soviética, foi infeliz na escolha do termo com que procura apelidar ou catalogar um segmento importante da população moçambicana que não concorda que continuadamente os avaliadores de causas próprias insistem em referir que o País está a andar “às mil maravilhas”.
Porque aparecem vozes discordantes com o que a máquina de propaganda partidária e governamental apelida de óptimo ou bom estado da nação, o tal “presidente de todos os moçambicanos” rapidamente se apressou em tempos de apelidar os que têm daquilo que ele e os seus governos andam a fazer, de “apóstolos da desgraça”.
17/06/2011
Policia atropela a lei ou cumpre instruções politicas para fazê-lo?
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Na Beira joga-se duro e não se olha meios. Desde o destaque que se dá ao que uns fazem e o destaque que não se dá a outros na imprensa local; desde a proeminência que uns merecem e a simples nota perdida nas páginas interiores em caracteres diminutos que outros conseguem, tudo serve para em nome do jornalismo realizar objectivos ou procurar cumprir com o que parece obviamente instruções oriundas de alguns dos meandros políticos.
Aqui não se trata simplesmente do dever e obrigação de informar com isenção os cidadãos no quadro de um trabalho feito com respeito pela deontologia e demais preceitos de um jornalismo socialmente responsável. Parece que o jornalismo que se faz ou o que pelo menos chega ao público da parte de certos órgãos de comunicação social locais é tudo na perspectiva de “jornalismo encomendado” e com cariz ou tendência implícita de denegrir a imagem dos considerados adversários políticos. Corroer atempadamente, com os olhos postos em futuras eleições, está no topo da agenda.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/19664-policia-atropela-a-lei-ou-cumpre-instrucoes-politicas-para-faze-lo.html
Canal de Opinião por Noé Nhantumbo
Na Beira joga-se duro e não se olha meios. Desde o destaque que se dá ao que uns fazem e o destaque que não se dá a outros na imprensa local; desde a proeminência que uns merecem e a simples nota perdida nas páginas interiores em caracteres diminutos que outros conseguem, tudo serve para em nome do jornalismo realizar objectivos ou procurar cumprir com o que parece obviamente instruções oriundas de alguns dos meandros políticos.
Aqui não se trata simplesmente do dever e obrigação de informar com isenção os cidadãos no quadro de um trabalho feito com respeito pela deontologia e demais preceitos de um jornalismo socialmente responsável. Parece que o jornalismo que se faz ou o que pelo menos chega ao público da parte de certos órgãos de comunicação social locais é tudo na perspectiva de “jornalismo encomendado” e com cariz ou tendência implícita de denegrir a imagem dos considerados adversários políticos. Corroer atempadamente, com os olhos postos em futuras eleições, está no topo da agenda.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/19664-policia-atropela-a-lei-ou-cumpre-instrucoes-politicas-para-faze-lo.html
Na Beira joga-se duro e não se olha meios. Desde o destaque que se dá ao que uns fazem e o destaque que não se dá a outros na imprensa local; desde a proeminência que uns merecem e a simples nota perdida nas páginas interiores em caracteres diminutos que outros conseguem, tudo serve para em nome do jornalismo realizar objectivos ou procurar cumprir com o que parece obviamente instruções oriundas de alguns dos meandros políticos.
Aqui não se trata simplesmente do dever e obrigação de informar com isenção os cidadãos no quadro de um trabalho feito com respeito pela deontologia e demais preceitos de um jornalismo socialmente responsável. Parece que o jornalismo que se faz ou o que pelo menos chega ao público da parte de certos órgãos de comunicação social locais é tudo na perspectiva de “jornalismo encomendado” e com cariz ou tendência implícita de denegrir a imagem dos considerados adversários políticos. Corroer atempadamente, com os olhos postos em futuras eleições, está no topo da agenda.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/19664-policia-atropela-a-lei-ou-cumpre-instrucoes-politicas-para-faze-lo.html
08/06/2011
Enquanto a crise aperta outros optam por ignorá-la
Canal de Opinião
por Noé Nhantumbo
A agenda de manutenção do poder atrapalha avaliações e acções... Nem “cestas básicas” nem paliativos para ex-combatentes resolvem algo...
É por demais evidente que os governantes desta parte do continente se entregam a exercícios irrelevantes no que concerne a abordagens conducentes a tratar com rigor e o vigor necessários os problemas e crises em que vivem seus países. Tentam mostrar um ar de normalidade que não existe. Procuram atacar problemas que não são significativos nem definem o momento actual. Declaram constantemente que estão empenhados em contribuir com sua sabedoria e experiência para o desenvolvimento de seus países. Promovem uma situação de auto-proteccionismo que concorre inegavelmente para a corrosão dos esforços de democratização do continente. Em nome da sua permanência no poder recorrem a tudo o que está no arsenal de Maquiavel.
Quem se atreve a colocar Roberto Mugabe a frente de uma instituição da SADC num momento tão grave e particular do Zimbabwe decerto que possui na sua agenda algo de sinistro e tenebroso. Parece que a tese dos líderes regionais é de que enquanto se fala e se critica o que eles fazem, é altura deles se fortificarem e se protegerem. Deixar algum buraco aberto para a entrada do “vírus” da democracia na SADC pode ser fatal para eles. Parece ser essa a sua lógica omnipresente. Daí a ineficácia de Jacob Zuma nos seus “esforços” de mediação da crise no Zimbawe. Já antes dele também Thabo Mbeki havia falhado porque os líderes da SADC ainda não aceitaram que os tempos estão contra Roberto Mugabe e suas pretensões políticas.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/19586-enquanto-a-crise-aperta-outros-optam-por-ignora-la.html
Canal de Opinião
por Noé Nhantumbo
A agenda de manutenção do poder atrapalha avaliações e acções... Nem “cestas básicas” nem paliativos para ex-combatentes resolvem algo...
É por demais evidente que os governantes desta parte do continente se entregam a exercícios irrelevantes no que concerne a abordagens conducentes a tratar com rigor e o vigor necessários os problemas e crises em que vivem seus países. Tentam mostrar um ar de normalidade que não existe. Procuram atacar problemas que não são significativos nem definem o momento actual. Declaram constantemente que estão empenhados em contribuir com sua sabedoria e experiência para o desenvolvimento de seus países. Promovem uma situação de auto-proteccionismo que concorre inegavelmente para a corrosão dos esforços de democratização do continente. Em nome da sua permanência no poder recorrem a tudo o que está no arsenal de Maquiavel.
Quem se atreve a colocar Roberto Mugabe a frente de uma instituição da SADC num momento tão grave e particular do Zimbabwe decerto que possui na sua agenda algo de sinistro e tenebroso. Parece que a tese dos líderes regionais é de que enquanto se fala e se critica o que eles fazem, é altura deles se fortificarem e se protegerem. Deixar algum buraco aberto para a entrada do “vírus” da democracia na SADC pode ser fatal para eles. Parece ser essa a sua lógica omnipresente. Daí a ineficácia de Jacob Zuma nos seus “esforços” de mediação da crise no Zimbawe. Já antes dele também Thabo Mbeki havia falhado porque os líderes da SADC ainda não aceitaram que os tempos estão contra Roberto Mugabe e suas pretensões políticas.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/19586-enquanto-a-crise-aperta-outros-optam-por-ignora-la.html
por Noé Nhantumbo
A agenda de manutenção do poder atrapalha avaliações e acções... Nem “cestas básicas” nem paliativos para ex-combatentes resolvem algo...
É por demais evidente que os governantes desta parte do continente se entregam a exercícios irrelevantes no que concerne a abordagens conducentes a tratar com rigor e o vigor necessários os problemas e crises em que vivem seus países. Tentam mostrar um ar de normalidade que não existe. Procuram atacar problemas que não são significativos nem definem o momento actual. Declaram constantemente que estão empenhados em contribuir com sua sabedoria e experiência para o desenvolvimento de seus países. Promovem uma situação de auto-proteccionismo que concorre inegavelmente para a corrosão dos esforços de democratização do continente. Em nome da sua permanência no poder recorrem a tudo o que está no arsenal de Maquiavel.
Quem se atreve a colocar Roberto Mugabe a frente de uma instituição da SADC num momento tão grave e particular do Zimbabwe decerto que possui na sua agenda algo de sinistro e tenebroso. Parece que a tese dos líderes regionais é de que enquanto se fala e se critica o que eles fazem, é altura deles se fortificarem e se protegerem. Deixar algum buraco aberto para a entrada do “vírus” da democracia na SADC pode ser fatal para eles. Parece ser essa a sua lógica omnipresente. Daí a ineficácia de Jacob Zuma nos seus “esforços” de mediação da crise no Zimbawe. Já antes dele também Thabo Mbeki havia falhado porque os líderes da SADC ainda não aceitaram que os tempos estão contra Roberto Mugabe e suas pretensões políticas.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/19586-enquanto-a-crise-aperta-outros-optam-por-ignora-la.html
03/06/2011
PROPAGANDISTAS CHEFES DO REGIME APANHADOS COM AS CALÇAS NA MÃO?
Dupla Mavie/Fauvet em apuros? Ou é mais uma armação táctica de “insiders”?
Noé Nhantumbo
Acusar Gustavo Mavie de gestão danosa na Agência de Informação de Moçambique e veicular isso na imprensa não é algo corriqueiro ou que aconteça todos os dias.
Agora ter a reboque disso outro “guru” da comunicação social moçambicana relacionado o mesmo assunto por via indirecta é como “abater dois coelhos com uma cajadada”. É um golpe digno de mestres da manipulação ou de gente altamente cotada em serviços de inteligência. Não se pode inferir ou explicar que este caso esteja sendo resultando simplesmente de argúcia jornalística ou algo que se pareça.
Quem sabe da importância de recursos humanos escassos e com a qualidade ou influência necessária assim como experiência nas lides da comunicação social não se pode dar ao luxo de “queimar” tais recursos com processos ou ataques via da comunicação social.
Dupla Mavie/Fauvet em apuros? Ou é mais uma armação táctica de “insiders”?
Noé Nhantumbo
Acusar Gustavo Mavie de gestão danosa na Agência de Informação de Moçambique e veicular isso na imprensa não é algo corriqueiro ou que aconteça todos os dias.
Agora ter a reboque disso outro “guru” da comunicação social moçambicana relacionado o mesmo assunto por via indirecta é como “abater dois coelhos com uma cajadada”. É um golpe digno de mestres da manipulação ou de gente altamente cotada em serviços de inteligência. Não se pode inferir ou explicar que este caso esteja sendo resultando simplesmente de argúcia jornalística ou algo que se pareça.
Quem sabe da importância de recursos humanos escassos e com a qualidade ou influência necessária assim como experiência nas lides da comunicação social não se pode dar ao luxo de “queimar” tais recursos com processos ou ataques via da comunicação social.
Noé Nhantumbo
Acusar Gustavo Mavie de gestão danosa na Agência de Informação de Moçambique e veicular isso na imprensa não é algo corriqueiro ou que aconteça todos os dias.
Agora ter a reboque disso outro “guru” da comunicação social moçambicana relacionado o mesmo assunto por via indirecta é como “abater dois coelhos com uma cajadada”. É um golpe digno de mestres da manipulação ou de gente altamente cotada em serviços de inteligência. Não se pode inferir ou explicar que este caso esteja sendo resultando simplesmente de argúcia jornalística ou algo que se pareça.
Quem sabe da importância de recursos humanos escassos e com a qualidade ou influência necessária assim como experiência nas lides da comunicação social não se pode dar ao luxo de “queimar” tais recursos com processos ou ataques via da comunicação social.
24/05/2011
PARLAMENTO PRECISA TORNAR-SE SEDE DO CUMPRIMENTO DA LEI
Se continua como hoje é simplesmente a casa dos remendos…
Noé Nhantumbo
A dignidade e credibilidade conquistam-se com comportamentos de coerência…
Não tenhamos receio de enviar um forte recado de repulsa contra os compadrios e ilicitudes promovidas ao nível da chamada Casa do Povo. Se existe qualquer coisa que esta pretendente a magna casa não e de momento e justamente casa do povo.
Razões existem muitas para se apelidar tal casa de tudo menos casa do povo.
Quando as petições sucessivas de cidadãos não encontram resposta mesmo revestidas de razão há motivos para questionar o funcionamento do nosso órgão legislativo. Quando este órgão avança com procedimentos que consubstanciam ditadura da maioria em detrimento de posicionamentos favoráveis ao desenvolvimento nacional e construção da verdadeira moçambicanidade seu trabalho afasta-se do mandato popular e entra para a categoria de instrumento ao serviço de agendas partidárias.
Se continua como hoje é simplesmente a casa dos remendos…
Noé Nhantumbo
A dignidade e credibilidade conquistam-se com comportamentos de coerência…
Não tenhamos receio de enviar um forte recado de repulsa contra os compadrios e ilicitudes promovidas ao nível da chamada Casa do Povo. Se existe qualquer coisa que esta pretendente a magna casa não e de momento e justamente casa do povo.
Razões existem muitas para se apelidar tal casa de tudo menos casa do povo.
Quando as petições sucessivas de cidadãos não encontram resposta mesmo revestidas de razão há motivos para questionar o funcionamento do nosso órgão legislativo. Quando este órgão avança com procedimentos que consubstanciam ditadura da maioria em detrimento de posicionamentos favoráveis ao desenvolvimento nacional e construção da verdadeira moçambicanidade seu trabalho afasta-se do mandato popular e entra para a categoria de instrumento ao serviço de agendas partidárias.
Noé Nhantumbo
A dignidade e credibilidade conquistam-se com comportamentos de coerência…
Não tenhamos receio de enviar um forte recado de repulsa contra os compadrios e ilicitudes promovidas ao nível da chamada Casa do Povo. Se existe qualquer coisa que esta pretendente a magna casa não e de momento e justamente casa do povo.
Razões existem muitas para se apelidar tal casa de tudo menos casa do povo.
Quando as petições sucessivas de cidadãos não encontram resposta mesmo revestidas de razão há motivos para questionar o funcionamento do nosso órgão legislativo. Quando este órgão avança com procedimentos que consubstanciam ditadura da maioria em detrimento de posicionamentos favoráveis ao desenvolvimento nacional e construção da verdadeira moçambicanidade seu trabalho afasta-se do mandato popular e entra para a categoria de instrumento ao serviço de agendas partidárias.
17/05/2011
Tanta visita, fanfarra, festas e esbanjamentos para quê?
Canal de Opinião
por Noé Nhantumbo
Depois das visitas em ‘Presidência Aberta’ o que acontecerá? Decerto que nada como habitualmente…
Convenhamos que os helicópteros sobrevoam aldeias, ilhas de miséria, largos milhares de hectares de terra arável desaproveitados e rios deste belo país. Pouco trazem em termos de novidades. Existirão ganhos em marketing político? Decerto que sim, mas o que se diz que se pretende em Moçambique não faz sentido em termos práticos, pois em nada tem resultado as sucessivas visitas que os governantes vêm realizando. Não nos chamem de pessimistas ou qualquer outra coisa porque os factos falam por si.
O PR está engajado numa campanha eleitoral antecipada e isso é visível mesmo a olho nú. É politicamente de prever que os actuais exercícios resultem em fortalecimento de sua base eleitoral numa altura em que se discute unilateralmente a alteração da Constituição da República.
Meter poeira nos olhos dos cidadãos é impedi-los de ver o que estão tramando nas suas costas sem seu mandato. Pode-se apelidar de arrogante o exercício de continuar uma governação despesista e contrária a qualquer preceito de racionalidade.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/19423--tanta-visita-fanfarra-festas-e-esbanjamentos-para-que-.html
Canal de Opinião
por Noé Nhantumbo
Depois das visitas em ‘Presidência Aberta’ o que acontecerá? Decerto que nada como habitualmente…
Convenhamos que os helicópteros sobrevoam aldeias, ilhas de miséria, largos milhares de hectares de terra arável desaproveitados e rios deste belo país. Pouco trazem em termos de novidades. Existirão ganhos em marketing político? Decerto que sim, mas o que se diz que se pretende em Moçambique não faz sentido em termos práticos, pois em nada tem resultado as sucessivas visitas que os governantes vêm realizando. Não nos chamem de pessimistas ou qualquer outra coisa porque os factos falam por si.
O PR está engajado numa campanha eleitoral antecipada e isso é visível mesmo a olho nú. É politicamente de prever que os actuais exercícios resultem em fortalecimento de sua base eleitoral numa altura em que se discute unilateralmente a alteração da Constituição da República.
Meter poeira nos olhos dos cidadãos é impedi-los de ver o que estão tramando nas suas costas sem seu mandato. Pode-se apelidar de arrogante o exercício de continuar uma governação despesista e contrária a qualquer preceito de racionalidade.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/19423--tanta-visita-fanfarra-festas-e-esbanjamentos-para-que-.html
por Noé Nhantumbo
Depois das visitas em ‘Presidência Aberta’ o que acontecerá? Decerto que nada como habitualmente…
Convenhamos que os helicópteros sobrevoam aldeias, ilhas de miséria, largos milhares de hectares de terra arável desaproveitados e rios deste belo país. Pouco trazem em termos de novidades. Existirão ganhos em marketing político? Decerto que sim, mas o que se diz que se pretende em Moçambique não faz sentido em termos práticos, pois em nada tem resultado as sucessivas visitas que os governantes vêm realizando. Não nos chamem de pessimistas ou qualquer outra coisa porque os factos falam por si.
O PR está engajado numa campanha eleitoral antecipada e isso é visível mesmo a olho nú. É politicamente de prever que os actuais exercícios resultem em fortalecimento de sua base eleitoral numa altura em que se discute unilateralmente a alteração da Constituição da República.
Meter poeira nos olhos dos cidadãos é impedi-los de ver o que estão tramando nas suas costas sem seu mandato. Pode-se apelidar de arrogante o exercício de continuar uma governação despesista e contrária a qualquer preceito de racionalidade.
Leia em http://www.canalmoz.co.mz/hoje/19423--tanta-visita-fanfarra-festas-e-esbanjamentos-para-que-.html
Almeida Santos condena política da Frelimo (Repetição)
No capítulo da Justiça
Almeida Santos, jurista e político português, que após a revolução de Abril de 1974 desempenhou importante papel no processo de descolonização, criticou a política seguida pelo governo da Frelimo no sector da justiça. Num livro lançado recentemente em Portugal sob o título, Quase Memórias, Almeida Santos escreve que “após a declaração de independência (de Moçambique), a Frelimo viria a cometer o erro imprevisível de desmantelar a máquina judicial e forense da era colonial.” O autor refere que para o regime da Frelimo, essa máquina era considerada como o símbolo da “degradação burguesa,” acrescentando que o sistema que se tentou implantar no Moçambique independente não previa “nem juízes de carreira, nem advogados de profissão.” A justiça, salienta Almeida Santos, “passaria a ser uma simples especialização do ‘poder popular’.” Para se ter uma ideia do que resultou dessas tais políticas erradas na Justiça e se perceber melhor a génese da guerra civil que viria a eclodir em Moçambique apesar de haver quem insista em fazer crer ter-se tratado apenas de uma consequência apenas da chamada «Guerra Fria», recordar aqui que em nome da chamada «Justiça Popular» cometeram-se os mais graves atropelos aos direitos dos cidadãos.
Almeida Santos, jurista e político português, que após a revolução de Abril de 1974 desempenhou importante papel no processo de descolonização, criticou a política seguida pelo governo da Frelimo no sector da justiça. Num livro lançado recentemente em Portugal sob o título, Quase Memórias, Almeida Santos escreve que “após a declaração de independência (de Moçambique), a Frelimo viria a cometer o erro imprevisível de desmantelar a máquina judicial e forense da era colonial.” O autor refere que para o regime da Frelimo, essa máquina era considerada como o símbolo da “degradação burguesa,” acrescentando que o sistema que se tentou implantar no Moçambique independente não previa “nem juízes de carreira, nem advogados de profissão.” A justiça, salienta Almeida Santos, “passaria a ser uma simples especialização do ‘poder popular’.” Para se ter uma ideia do que resultou dessas tais políticas erradas na Justiça e se perceber melhor a génese da guerra civil que viria a eclodir em Moçambique apesar de haver quem insista em fazer crer ter-se tratado apenas de uma consequência apenas da chamada «Guerra Fria», recordar aqui que em nome da chamada «Justiça Popular» cometeram-se os mais graves atropelos aos direitos dos cidadãos.
No âmbito de processos extrajudiciais, executaram-se sumariamente oponentes do regime estabelecido, condenaram-se à morte lenta milhares de pessoas atiradas à sua sorte para campos de reeducação, e restabeleceu-se o sistema de castigos corporais em que a palmatória empunhada pelo sipaio colonial deu lugar ao chicote selvaticamente manuseado pelo chefe de quarteirão ou secretário de grupo dinamizador ou de comité de bairro, todos eles a soldo do partido Frelimo que se auto proclamava então como «força dirigente da sociedade e do Estado», até em Constituição aprovada sem consulta aos demais moçambicanos que não subscreviam tal caminho para o País, defendendo antes outros que acabaram por se comprovar mais adequados e esses sim capazes de assegurar Paz, pelo menos até que alguém pense em retroceder.
Os paladinos da dita justiça popular viriam, mais tarde, a tornar-se, eles próprios, importantes empresários do foro jurídico nacional. Numa política de tráfico de influências, eles enriqueceram facilmente mediante a canalização, para o amuralhado maçónico que constituíram à sombra do poder político que continuam a servir e se esforçam por manter intacto, de projectos económicos de vulto que entidades estrangeiras lançam em Moçambique através do executivo presidido pela Frelimo. (J.M.C.) - CANAL DE MOÇAMBIQUE - 27.12.2006
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