SÍRIA
Em direto/
Um navio russo entrou no Mediterrâneo onde se encontram os navios americanos que lançaram ataque contra a Síria, avança a Fox News. Rússia assume que relações entre os dois países foram "arruinadas".
O USS Porter é um dos dois navios norte-americanos que, a partir do Mediterrâneo, lançaram os mísseis contra a Síria
U.S. Navy
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO
Momentos-chave- Nikki Haley (EUA): "Estamos preparados para fazer mais".
- Rússia: "Não é difícil imaginar como o espírito dos terroristas ficou inflamado depois deste ataque"
- Marcelo subscreve posição do Governo português sobre ataque aéreo
- PM russo acusa EUA de avançar com "batalha feroz" contra Assad
- Guterres já reagiu ao ataque dos EUA à Síria
- Espanha diz que ataque foi "proporcional" ao ataque químico de terça-feira
- Ataque dos EUA foi "imprudente e irresponsável", diz presidência Síria
- Número de mortos sobe para sete
- "Portugal compreende as posições dos seus aliados"
- Ponto de situação às 9h10
- Reações internacionais. Quem apoia e quem condena ataque dos EUA?
- Leia (e veja) o que Donald Trump disse quando anunciou o ataque
- Vladimir Putin, aliado de Assad, diz que ataque é "agressão contra nação soberana"
- Donald Trump condena ataque químico do "ditador sírio" e alega "segurança nacional"
Atualizações em direto
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Navio russo vai parar em base síria
O navio russo Admiral Grigorovich RFS-494, que esta tarde começou a avançar em direção à armada norte-americana, vai fazer uma paragem na Síria. “O navio russo armado com mísseis de cruzeiro Kalibr vai fazer uma paragem logística na base de Tartus, na Síria”, disse à agência de notícias TASS fonte do Kremlin. Situada na zona ocidental da Síria, Tartus é a segunda maior cidade portuária do país.O Admiral Grigorovich RFS-494 participou recentemente num exercício conjunto no Mar Negro, juntamente com navios turcos. De acordo com a mesma fonte, o navio deverá permanecer na costa síria, pelo menos, durante um mês, mas tudo dependerá da situação.Корабли #ЧФ «Адмирал Григорович», «Вице-адмирал Захарьин» и корабли ВМС Турции провели двустороннее учение PASSEX https://t.co/Gn0a5DocYP pic.twitter.com/KuhHX2kXOH— Минобороны России (@mod_russia) April 6, 2017 -
Ministro da Defesa apela a “solução política” para o conflito na Síria
O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, pediu uma solução política para o conflito na Síria, considerando que “nenhuma solução militar” será sustentável no futuro. “Espera-se uma coisa muito básica: que de uma vez por todas se procure uma solução política para aquele conflito, estando mais ou menos evidenciado pelo seu prolongamento e pela brutalidade que continua a assolar aquele país, que nenhuma solução militar terá uma durabilidade que seja sustentável no futuro”, afirmou.O governante, que falou com a Agência Lusa à margem de uma conferência sobre Assistência Humanitária e Proteção de Civis, reiterou a posição de Portugal face ao bombardeamento dos Estados Unidos da América a uma base militar síria, expressa durante a manhã pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, sublinhando que “o Estado português compreende esta resposta” e “aguarda por uma discussão mais geral no quadro da União Europeia” visando “uma posição coletiva e mais desenvolvida”.O Estado português compreende esta resposta sobretudo se tomarmos em consideração que a sua intenção declarada é sancionar este tipo de violações insuportáveis do direito de guerra, se assim me posso exprimir, e, ao mesmo tempo, funcionar como elemento de dissuasão contra a utilização futura de armas químicas”, disse.O ministro salientou ainda a “delicadeza da circunstância” de se ter assistido “pela primeira vez a um uso direto da força contra o regime de Bashar al-Assad”, o que “justifica também por razões prudenciais que se veja o contexto em que esse recurso à força ocorreu”. “Os Estados Unidos da América deixaram claro que avisaram previamente alguns dos atores que atualmente atuam no teatro operacional da Síria”, sublinhou.Na intervenção de encerramento da conferência, no Palácio das Necessidades, Azeredo Lopes afirmou que a “natureza repugnante do ataque químico no noroeste da Síria, terça-feira, não será posta em causa por ninguém” e disse acreditar que “ninguém deixará de qualificar aquele ataque como violação muito grave do direito internacional” e “do direito internacional criminal”, qualificando-o como “crime de guerra”.Quanto à resposta dos Estados Unidos, Azeredo Lopes considerou que “numa situação de gravíssimas e sistemáticas violações do direito humanitário, uma ação militar em concreto, como é o caso, pode aparentemente não por em causa nenhuma regra do direito internacional humanitário uma vez que bombardearam uma base militar”.Esta ação militar tem declaradamente um intuito punitivo e preventivo, no sentido dissuasor de futura repetição de ataques com recurso a armas químicas ou outras armas proibidas pelo direito internacional”, afirmou.Agência Lusa -
Nikki Haley (EUA): "Estamos preparados para fazer mais".
A Presidente do Conselho e embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, abriu a reunião com os representantes dos país dizendo que “Bashar al-Assad tinha feito isto porque sabia que estava protegido pela Rússia”, mas que “isso mudou esta noite”, numa referência ao envio de 59 mísseis norte-americanos para o local de onde partiu o ataque com armas químicas que matou dezenas de pessoas na Síria. “Os Estados Unidos destruíram o campo de onde partiram os ataques. Foi uma ação completamente justificada” porque “morreram homens, mulheres e crianças inocentes”: “É tempo de dizer basta. Mas não apenas dizer, é também tempo de agir”.Nikki Haley também dirigiu duras críticas à Rússia, afirmando que Putin protegia Asssad “sempre que passava o limite da decência humana”. Disse ainda que a Rússia “tinha capacidade para travar o uso de armas químicas pelo regime sírio “. Se não o fez foi por uma de duas razões, afirma: “fê-lo em consciência ou então al-Assad fez dos russos tolos e negou a presença dessas armas na Síria”.A embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas avisou que os Estados Unidos “estão preparados para fazer mais”. O representante da Síria continua a negar que as armas químicas tenham sido lançados pelas forças governamentais: “Não temos armas químicas e condenamos a sua utilização”. -
Rússia: "Não é difícil imaginar como o espírito dos terroristas ficou inflamado depois deste ataque"
O embaixador adjunto russo na ONU, Vladimir Safronkov, disse na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas que o ataque americano “viola a lei internacional”. Na intervenção que fez, dirigindo-se aos seus pares num tom por vezes agressivo, Safronkov foi duro nas críticas à intervenção americana contra uma base aérea militar da Síria e disse mesmo que o ataque “fortalece o terrorismo”. E avisou:As consequências deste ataque para a estabilidade regional e internacional podem ser muito sérias”“A agressão dos Estados Unidos só fortalece o terrorismo”, disse o diplomata russo que colocou a questão nestes termos: “Não é difícil imaginar como o espírito dos terroristas ficou inflamado depois deste ataque”. As críticas à ação dos Estados Unidos não se limitaram ao ataque na madrugada desta sexta-feira, já que um dos argumentos que está a ser usado por quem está contra o ataque ordenado por Donald Trump tem sido os falhanços da intervenção norte-americana noutros pontos, como o Iraque. E Safronkov ainda acrescentou, dirigindo-se aos americanos: “Lembrem-se do que provocam e provocaram no médio oriente”.O representante russo assinalou que o compromisso russo é “combater o terrorismo” e “continuar um diálogo construtivo”, mas que isso deve ser feito “com base em regras”, e que o que os EUA fizeram foi “uma ação ilegítima”. -
De acordo com a Associated Press, as autoridades norte-americanas estão a investigar o possível envolvimento da Rússia no ataque químico na Síria.BREAKING: Senior US military officials say Pentagon looking into whether Russia participated in Syrian chemical weapons attack.— The Associated Press (@AP) April 7, 2017
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Navio russo entrou no Mediterrâneo em direcção a navios norte-americanos
Um navio russo entrou hoje no Mediterrâneo e estará a seguir na direção dos dois navios norte-americanos que lançaram o ataque com mísseis contra a Síria esta noite, avança a Fox News. A embarcação russa, que identificam como o Admiral Grigorovich RFS-494, terá atravessado o Estreito do Bósforo “há algumas horas” a partir do Mar Negro, de acordo com informações fornecidas por um oficial da Defesa norte-americana, explica o canal de televisão norte-americano.Russian warship steaming toward @USNavy Destroyers in Eastern Mediterranean. https://t.co/lOKTP0fd4J pic.twitter.com/vUPbVZkBNu— Fox News (@FoxNews) April 7, 2017 -
A Casa Branca divulgou uma foto do momento em que Donald Trump está a ser informado pelo Conselho de Segurança Nacional da ofensiva militar levada a cabo na Síria.WH photo (ed for security): @potus receives briefing on #syria military strike fr Nat Security team, inc @vp , SECDEF, CJCS via secure VTC pic.twitter.com/aaCnR7xomR— Sean Spicer (@PressSec) April 7, 2017
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Marcelo subscreve posição do Governo português sobre ataque aéreo
O Presidente da República subscreveu esta sexta-feira a posição do Governo a propósito do ataque dos EUA contra uma base militar síria de “compreensão” da medida e, ao mesmo tempo, de apelo a uma posição conjunta da UE e ONU.“O Governo já tomou uma posição e o Presidente da República só pode subscrever a posição do Governo expressa pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, a saber: a compreensão da medida tomada por um aliado na resposta a uma violação de direito internacional e, por outro lado, Portugal esperando a posição conjunta da União Europeia e Nações Unidas que é fundamental para o futuro”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas à margem da inauguração de uma exposição sobre saúde, em Lisboa.Questionado se a ação unilateral dos Estados Unidos não poderá significar uma escalada do conflito sírio, o Presidente da República salientou que, por isso, o Governo português tomou uma posição “muito cuidadosa”.“Dizer que compreende esta resposta a uma violação do direito internacional, uma resposta muito limitada, contra um alvo militar e não civil, com pré-aviso quanto a outros aliados naquele teatro de intervenções e esperando-se a tomada de posição da União Europeia e Nações Unidas”, reiterou.(Lusa) -
PM russo acusa EUA de avançar com "batalha feroz" contra Assad
O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, escreveu no Facebook que “em vez da ideia previamente anunciada de se avançar numa luta conjunta contra o principal inimigo – o Estado Islâmico – a Administração Trump mostrou que vai optar por uma batalha feroz contra o governo legal da Síria, numa contradição forte daquilo que é a lei internacional e sem a aprovação das Nações unidas”.“Ninguém está a sobreestimar o valor das promessas pré-eleitorais, mas tem de haver limites para a decência. Além de que há desconfiança absoluta, o que é realmente triste para as nossas relações, que agora estão completamente arruinadas. E são boas notícias para os terroristas”, disse o líder russo. -
A CNN está a citar uma fonte oficial da administração Trump a explicar que o ataque à base militar do regime sírio não deve ser interpretado como o começo de uma campanha para retirar Bashar al-Assad do poder e que a intervenção desta sexta-feira foi uma resposta ao uso de armas químicas por parte do regime sírio, num ataque na passada terça-feira.
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Hezbollah diz que ataque dos EUA foi "um novo crime"
A Associated Press avança que o grupo xiita libanês Hezbollah também já reagiu ao ataque norte-americano, afirmando que se tratou de uma iniciativa “insensata” que vai levar a tensões sérias na região. “É um novo crime da administração americana”, afirmou o grupo em comunicado.The Latest: Hezbollah says the U.S. missile attack on a Syrian air base is 'a new crime' https://t.co/LHrD9Alq0u— The Associated Press (@AP) April 7, 2017 -
Na Europa, líderes populistas que apoiaram a candidatura de Trump à Casa Branca questionam agora esta intervenção ordenada pelo presidente americano na Síria. No Twitter, a candidata à presidência francesa Marine Le Pen “condenou fortemente” o “terrível” ataque na Síria e pede um inquérito internacional à situação."Ce qui s'est passé en #Syrie est épouvantable et je le condamne fermement. Mais il faut d'abord une enquête internationale." #Les4Vérités— Marine Le Pen (@MLP_officiel) April 7, 2017"Attendons les résultats d'une enquête internationale avant d'opérer des frappes en #Syrie. Je suis étonnée de cette réaction." #Les4Vérités— Marine Le Pen (@MLP_officiel) April 7, 2017Já o britânico Nigel Farage, uma das caras principais na campanha pelo Brexit, veio dizer que muitos dos que votaram em Trump estão “preocupados com esta intervenção militar. Onde é que ela irá parar?”, questiona.Many Trump voters will be worried about this military intervention. Where will it end?— Nigel Farage (@Nigel_Farage) April 7, 2017
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EUA avisaram a Rússia uma hora antes
O exército norte-americano avisou a Rússia, através do canal descodificado, ia avançar com o ataque aéreo uma hora antes de ele acontecer, avança a CNN. -
McCain e Ted Cruz: os últimos oito anos levaram a isto
O senador Ted Cruz considera que o ataque aéreo de hoje contra a Síria resulta de um impasse permitido pelo que considera “oito anos de fraqueza de Obama”. O republicano, que concorreu contra Donald Trump para ser o candidato do partido à Casa Branca, considerou ainda que “ter um presidente que Putin tem razões para temer é um passo na direcção certa”, escreveu na sua conta de Twitter..@SenTedCruz: “Having a strong president who Putin has reason to fear, I think that’s a step in the right direction.” pic.twitter.com/RszKQdbXaN— Fox News (@FoxNews) April 7, 2017A posição de Ted Cruz é acompanhada por John McCain. O republicano considera que “últimos oito anos” conduziram a esta situação, cita o Politico, e acredita que o ataque na Síria pode ser o início de um maior envolvimento dos Estados Unidos naquela região. “Isto é o princípio, e uma série de iniciativas duras têm de ser tomadas. Mas sem este ataque aéreo, essas ações também não podem ser feitas”, afirmou o republicano do Arizona à MSNBC que já esteve em contacto com altas patentes militares dos EUA sobre este assunto.” Eles têm a noção de que isto é um longo e duro caminho. Afinal, já está a ser preparado há oito anos”. -
A embaixada da Rússia nos Estados Unidos usou o Twitter para declarar que os ataques dos EUA na Síria servem para “desviar a atenção do público da numerosas baixas civis no Iraque”.#Putin: US strikes on Syria is an attempt to draw public attention away from t/ numerous civilian casualties in Iraq https://t.co/IuNz2ux2wspic.twitter.com/oz9enupLkB— Russia in USA ???????? (@RusEmbUSA) April 7, 2017
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Guterres já reagiu ao ataque dos EUA à Síria
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou às diferentes partes envolvidas no conflito da Síria “para evitarem atos que possam aprofundar o sofrimento do povo sírio”, segundo o que está a ser avançado pela Reuters e pelo correspondente da BBC.“Há muito tempo que digo que é preciso existir responsabilização por estes crimes, mas de acordo com as normas internacionais existentes e as resoluções do Conselho de Segurança”, disse António Guterres.Guterres: I have long stated there needs to be accountability for such crimes, in line with existing international norms and SC resolutions.— Nick Bryant (@NickBryantNY) April 7, 2017Guterres: "Mindful of the risk of escalation, I appeal for restraint to avoid any acts that could deepen the suffering of Syrian people."— Nick Bryant (@NickBryantNY) April 7, 2017 -
Embaixador da ONU na Síria pede reunião de emergência em Genebra
O embaixador da ONU na Síria disse à Associated Press que o seu gabinete está em “modo crise” e pediu uma reunião de emergência em Genebra (sede das Nações Unidas na Europa). -
O líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, anunciou um briefing, com todos os senadores, sobre o ataque dos EUA a uma base militar do regime sírio. Relativamente à operação, o republicano fica ao lado da administração: “Esta foi uma ação em consequência. É um sinal claro dos EUA para Bashar al-Assad deixar de usar armas químicas contra os seu próprio povo com impunidade”
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Cruz Vermelha diz que depois da ofensiva norte-americana, a situação na Síria “equivale a um conflito armado internacional”, segundo a Reuters.EXCLUSIVE: Red Cross says situation in Syria now 'amounts to international armed conflict' after U.S. strike https://t.co/5DrFoLdmQS— Reuters Top News (@Reuters) April 7, 2017“Uma ação militar de um Estado num território de outro sem o seu consentimento equivale a um conflito armado internacional”, disse a porta-voz Iolanda Jaquemet, referindo-se ao “ataque dos EUA às infraestruturas militares da Síria”.
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Democratas pedem ao Congresso para discutirem guerra na Síria
A democrata Nancy Pelosi já pediu ao presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Paul Ryan, para que o Congresso discuta a questão da Síria. Para a democrata, as ações levadas a cabo pelo presidente sírio Bashar al-Assad “colocam-no fora do círculo do comportamento humano civilizado”.“O Congresso deve cumprir com a sua responsabilidade constitucional de debater a autorização do uso da força militar contra uma nação que é soberana”, afirmou. acrescentando que “por muito que o ataque químico de Assad nos parta o coração, a crise na Síria não vai ser resolvida por uma noite de ataques aéreos. As mortes não vão acabar sem que se encontre uma solução política compreensiva para acabar com a violência”. -
Embaixada russa nos EUA diz que ataque foi "irresponsável"
A Embaixada da Rússia nos EUA utilizou o Twitter para condenar o ataque norte-americana à base militar síria. Afirma que “não é a primeira vez que os EUA escolhem uma abordagem irresponsável que agrava os problemas que o mundo enfrenta, ameaçando a segurança internacional”, acrescentando que este tipo de iniciativas se traduzem “claramente num ato de agressão contra uma Síria que é soberana. As ações tomadas hoje pelos EUA danificam as relações entre a Rússia e os EUA.Actions undertaken by the US in Syria inflict further damage to the Russia-US relations https://t.co/VSuv7ZK1Cqpic.twitter.com/QFpbgHZQUV— Russia in USA ???????? (@RusEmbUSA) April 7, 2017 -
Exército Livre da Síria diz que ataques são "solução justa"
O movimento rebelde Exército Livre da Síria afirmou, citado pela Reuters, que o ataque norte-americano foi “o ponto de partida certo” para confrontar o terrorismo e encontrar uma “solução política justa” para a guerra”. -
Conselho de Segurança da ONU reúne-se às 16h30
Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se esta sexta-feira às 16h30, em Lisboa, para discutir o ataque da madrugada desta sexta-feira.UPDATE: U.N. security council to meet at 1130 EDT/1530 GMT on U.S. strikes in Syria – diplomats. More: https://t.co/vZJwBA9dTK— Reuters Top News (@Reuters) April 7, 2017 -
Secretário de Estado vai a Moscovo para a semana
O secretário de Estado norte-americano Rex Tillerson já tinha uma visita agendada a Moscovo para a próxima quarta-feira, que deverá ganhar novo peso após o ataque desta sexta-feira. A Rússia foi a primeira voz a manifestar-se publicamente contra a ofensiva de Donald Trump. O porta-voz do ministro da Defesa russo anunciou que o seu país vai ajudar a Síria a reforçar, no breve prazo, a sua defesa aérea para “proteger as infraestruturas mais sensíveis” do país.Para os russos, o ataque dos EUA é “um golpe sério à relação entre os EUA e a Rússia”. -
Exército Livre da Síria apoia ataque dos EUA, mas teme retaliação
Entretanto, o movimento rebelde sírio “Exército Livre da Síria” já publicou um comunicado, citado pela Reuters, onde diz apoiar o ataque norte-americano, lembrando Donald Trump que os EUA têm “uma responsabilidade que ainda é grande” e que “não acaba nesta operação”. Os rebeldes receiam, contudo, as retaliações que podem vir do regime de Bashar al-Assad. -
Canadá também ao lado dos EUA
O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, declarou “apoio total” à ação “focada” dos Estados Unidos para “diminuir a capacidade do regime de Assad de lançar ataques com armas químicas sobre civis inocentes, incluindo crianças”.O uso de armas químicas pelo presidente Assad e os crimes do regime sírio contra os seu povo não pode ser ignorado”, disse Trudeau. -
O secretário-geral da NATO,citado pela Reuters, acusa o presidente Assad de ter “total responsabilidade” pelo ataque aéreo levado a cabo pelo Estados Unidos da América.“O regime sírio tem a total responsabilidade por este desenvolvimento”, disse Stoltenberg que acrescentou que “qualquer uso de armas químicas é inaceitável, não pode ficar sem resposta, e os seus autores devem ser responsabilizados”.
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Podemos questiona ataque norte-americano
Através da porta-voz, Irene Montero, o Podemos condena o ataque e pede explicações: “A paz na Síria hoje está mais distante e queremos que se esclareça o uso de armas químicas”.“La paz en Siria hoy está más lejos y queremos que se esclarezca el uso de armas químicas” @Irene_Montero_ #GuerraTrumpM4— PODEMOS (@ahorapodemos) April 7, 2017O secretário-geral do partido espanhol também já tinha lamentado o facto de Donald Trump ter intervindo no conflito sírio sem o aval do Conselho de Segurança das Nações Unidas.Trump ataca sin autorización del Consejo de Seguridad y contraviene la carta de la ONU. Hoy la paz y la seguridad en Siria están más lejos— Pablo Iglesias (@Pablo_Iglesias_) April 7, 2017 -
Espanha diz que ataque foi "proporcional" ao ataque químico de terça-feira
O Governo espanhol colocou-se também ao lado do EUA:O Governo espanhol considera que a ação tomada pelos Estados Unidos nas últimas horas contra uma base militar na Síria é uma resposta proporcional ao uso de armas químicas contra a população civil por parte do exército sírio”.A Moncloa frisa ainda, no comunicado divulgado esta sexta-feira citado pelo El Pais, que “mantém uma sólida lealdade com os seus aliados, é apoiante de uma ação concertada e internacional” e lamenta que o “bloqueio do Conselho de Segurança das Nações Unidas não tenha tornado possível” uma ação conjunta. -
União Europeia expressa apoio a Donald Trump
Via Twitter, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, manifestou o apoio da União Europeia à intervenção militar norte-americana na Síria. “Os ataques dos EUA mostram uma determinação necessária contra bárbaros ataques químicos. A UE vai trabalhar com os EUA para pôr fim à brutalidade na Síria”.US strikes show needed resolve against barbaric chemical attacks. EU will work with the US to end brutality in Syria.— Donald Tusk (@eucopresident) April 7, 2017Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, também já se manifestou: “O uso de armas químicas deve ter resposta”.Até agora, a União Europeia tinha-se mantido militarmente arredada do conflito na Síria, defendendo uma solução política para o problema. -
Ataque dos EUA foi "imprudente e irresponsável", diz presidência Síria
A presidência da Síria emitiu um comunicado onde classifica de “imprudente e irresponsável” o ataque dos EUA no país e que ele “apenas reflete a vista curta, o horizonte estreito e uma cegueira política e militar”. O comunicado foi avançado pela agência de notícias oficial do regime de Bashar al-Assad e fala também na “injusta e arrogante agressão” que o ataque norte-americano representa para a Síria.Atingir a base aérea de um país soberano é ultrajante e dá razão à Síria quando diz que a nova administração americana não mudou as políticas do país, que se caracterizam pela subjugação de estados e pessoas e a tentativa de dominar o mundo”, consta no mesmo comunicado. -
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão condenou, na sua conta oficial de Twitter, o ataque americano (o que já tinha feito horas antes através do seu porta-voz) a uma base aérea do regime sírio. Javal Zarif começa por dizer que, “como única vítima recente do uso de armas químicas (por Saddam nos anos 80), o Irão condena o seu uso” seja por quem for. No segundo tweet sobre o assunto acrescenta um ataque aos EUA que acusa de ter apoiado Saddam no uso de aramas químicas contra o Irão e que volta a atuar, agora sobre a Síria, “sob falsas alegações” da existência de armas químicas.As the only recent victim of mass use of chemical weapons (by Saddam in the 80's), Iran condemns use of all WMD by anyone against anyone.1/3— Javad Zarif (@JZarif) April 7, 2017US aids Saddam's use of CW against Iran in 80's; then resorts to military force over bogus CW allegations: 1st in 2003 and now in Syria. 2/3— Javad Zarif (@JZarif) April 7, 2017Not even two decades after 9/11, US military fighting on same side as al-Qaida & ISIS in Yemen & Syria. Time to stop hype and cover-ups. 3/3— Javad Zarif (@JZarif) April 7, 2017
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Itália ao lado dos EUA
Itália também já se posicionou face ao ataque norte-americano, apoiando-o. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Angelino Alfano, disse que “Itália compreende as razões da ação militar dos EUA, proporcionada e oportuna como resposta a um inaceitável sentimento de impunidade, e também um sinal dissuasor do uso de armas químicas por Assad”. O responsável italiano ainda classificou de “ato vil” o ataque químico na Síria na terça-feira passada. -
Rússia diz que ataque dos EUA teve "eficácia muito baixa"
O porta-voz do ministro da Defesa russo já veio dizer que o seu país vai ajudar a Síria a reforçar, no breve prazo, a sua defesa aérea sobretudo com o objetivo de “proteger as infraestruturas mais sensíveis” do país. Citado pela Associated Press, Igor Konashenkov acrescentou ainda que a “eficiência do ataque dos EUA foi muito baixa”, com apenas 23 dos 59 mísseis Tomahawk lançados a atingirem a base aérea de Shayrat. O porta-voz também disse que o ataque destruiu seis MiG, que estavam em reparação, mas que não atingiu outros aparelhos que estavam naquela base. -
Número de mortos sobe para sete
De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, o número de vítimas mortais do ataque aéreo norte-americano subiu para sete. Tratam-se de membros do exército do regime, incluindo um comandante da força aérea. A base aérea de Shayrat ficou praticamente toda destruída na sequência do ataque dos EUA.Entretanto, a agência de notícias oficial do regime de Bashar al-Assad, a agência Sana, deu conta de 9 mortos “incluindo quatro crianças” e “provocou importantes estragos em habitações das aldeias de Al-Shayrat, Al-Hamrat e Al-Manzul”. -
Russos ou regime voltam a atacar zona afetada por ataque químico
A cidade de Khan Shaykhun, que sofreu na terça-feira o ataque químico que motivou o bombardeamento dos EUA, está novamente sob fogo. A informação é avançada pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que não consegue determinar se os aviões que estão a sobrevoar a cidade são russos ou do regime sírio. Segundo a mesma fonte, os aviões em questão dispararam um míssil às 10h41 hora local (8h41 de Lisboa).Ainda não há relatos de vítimas mortais deste raide. Para já, só há notícia de danos materiais. -
"Portugal compreende as posições dos seus aliados"
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, também já reagiu ao ataque dos EUA:Portugal compreende as posições dos seus aliados que são posições que procuram medidas de retaliação a crimes de guerra. Aguardamos ainda informação por parte das autoridades norte-americanas e aguardamos ainda as discussões no seio do Conselho de Segurança da ONU e estamos ainda em consulta no quadro dos nossos aliados europeus para que possa haver uma posição unida e uma relação da Europa. Estamos ainda nesse processo de consulta”. -
Conhecidos os nomes dos seis militares sírios mortos
— FSA News (@FSAPlatform) April 7, 2017Fica aqui a lista dos seis militares sírios mortos. A fonte é o Exército Livre da Síria, força militar da oposição a Bashar al-Assad:General Khalil Ibrahim
Tenente Firas Al-Baiki
Tenente Isa Mohammad
Tenente Firas Hammoud
Tenente Wael Isa Mahioub
Tenente Ibrahim Mansour -
Merkel e Hollande reagem em comunicado conjunto
Angela Merkel e François Hollande também já reagiram ao ataque dos EUA contra a Síria, num comunicado conjunto, no qual confirmam que Washington informou Berlim e Paris antes da ação.. Os dois governantes da Alemanha e da França declararam que o presidente sírio Bashar al-Assad tem “a plena responsabilidade” do ataque dos Estados Unidos contra uma base aérea do governo da Síria. presidente da França e a chanceler da Alemanha.Para a chanceler alemã e para o presidente francês, citados pela AFP, “uma base militar do regime sírio utilizada para realizar bombardeios químicos foi destruída esta noite por bombardeios americanos. Assad tem a plena responsabilidade por isso”, afirmaram Hollande e Merkel . -
EUA divulgam vídeo do lançamento de mísseis
Os serviços militares dos EUA já divulgaram vídeo do lançamento de mísseis dos navios USS Porter e USS Ross na direção da base na Síria durante a noite de ontem.#BREAKING: Statement from @DeptOfDefense spokesman on U.S. strike in Syria – https://t.co/optQFaIv4d pic.twitter.com/6NRbLhbHRp— U.S. Navy (@USNavy) April 7, 2017 -
A reação completa de Vladimir Putin
A reação da Rússia partiu do porta-voz de Vladimir Putin, Dmitry Peskov. Aqui fica a transcrição daquilo que ele disse esta manhã:“O Presidente da Rússia encara os ataques aéreos dos EUA na Síria como um ato de agressão contra um Estado soberano que é uma violação da lei internacional sob um pretexto rebuscado. O exército sírio não tem armas químicas. O facto da destruição de todos stocks de armas químicas sírias foi registado e verificado pela Organização pela Proibição das Armas Químicas [OCPW, na sigla inglesa], um órgão especializado da ONU. Vladimir Putin acredita que qualquer desconsideração por informações factuais sobre o uso de armas químicas pelos terroristas agrava drasticamente a situação.Este gesto de Washington representa um sério golpe nas relações russo-americanas , que já estavam num estado deplorável. Mais importante ainda, o gesto não nos vai aproximar do objetivo de combater o terrorismo internacional e em vez disso vai criar um grande obstáculo ao estabelecimento de uma coligação internacional anti-terrorista e de uma luta eficaz contra este mal global, algo que o Presidente Donald Trump declarou como sendo um dos seus principais objetivos durante a campanha eleitoral.Vladimir Putin olha para os ataques dos EUA na Síria como uma tentativa para desviar a atenção de várias vítimas civis no Iraque.” -
EUA divulgam vídeo do lançamento de mísseis
Os serviços militares dos EUA já divulgaram vídeo do lançamento de mísseis dos navios USS Porter e USS Ross na direção da base na Síria durante a noite de ontem.#BREAKING: Statement from @DeptOfDefense spokesman on U.S. strike in Syria – https://t.co/optQFaIv4d pic.twitter.com/6NRbLhbHRp— U.S. Navy (@USNavy) April 7, 2017 -
Japão "compreende" a decisão de Donald Trump
“Compreendemos que a ação tomada pelos EUA para prevenir que a situação na Síria piorasse”, disse o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, à agência Kyodo. “O Japão vai coordenar-se com os EUA e o resto da comunidade internacional e vai desempenhar o seu papel para a paz e estabilidade mundiais.” -
MNE da Rússia diz que Moscovo vai "retirar conclusões" das "provocações" dos EUA
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov disse que a a Rússia vai “retirar conclusões” deste ataque dos EUA. “É lamentável que isto signifique um golpe adicional para as relações entre os EUA e a Rússia”, disse o chefe da diplomacia de Moscovo, numa conferência de imprensa no Uzbequistão. “Ainda assim, espero que estas provocações não levem a consequências irrevogáveis.”Lavrov referiu ainda que uma reconciliação com os EUA pode tornar-se “totalmente impossível” tendo em conta que “alguns funcionários da administração de Obama estão a regozijar depois disto”.O chefe da diplomacia russa voltou a negar as acusações de o ataque químico de terça-feira ter sido da responsabilidade do regime sírio e apontou o dedo à Frente Al-Nusra, que começou por ser a filial da al-Qaeda na Síria, e tem hoje um papel preponderante na oposição a Assad. Lavrov acusou o “Ocidente” de proteger aquela organização, embora seja reconhecida como terrorista. “Até a administração de Obama atacava o Estado Islâmico e não atacava a Frente Al-Nusra”, disse Lavrov. Segundo o político russo, foram recolhidas informações de que aquela organização terrorista tinha “uma fábrica para produzir armas químicas” em Idlib, a província onde aconteceu o ataque de terça-feira. -
Em 2013, Obama quase bombardeou Síria. Nessa altura, Donald Trump opôs-se
Em 2013, depois de ter sido determinado que o regime sírio tinha feito ataques com armas químicas contra civis, os EUA estiveram mais perto do que alguma vez tinham estado de intervir militarmente contra Assad. Dessa vez, sob a liderança de Barack Obama, os EUA recuaram. Antes disso, Donald Trump escreveu: “O que é que vamos ganhar ao bombardear a Rússia além de mais dívida e um possível conflito de longo prazo? Obama precisa de aprovação do Congresso”.What will we get for bombing Syria besides more debt and a possible long term conflict? Obama needs Congressional approval.— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) August 29, 2013 -
Ponto de situação às 9h10
O dia ainda leva poucas horas, mas já muito se passou. Eis um ponto de situação:- Os EUA lançaram 59 mísseis Tomahawk contra a base militar de al-Shayrat, na Síria. Donald Trump justificou este gesto inédito — até agora, os EUA participaram apenas no esforço militar contra o Estado Islâmico e nunca tinham atacado alvos do regime sírio — como uma reação ao “horrível ataque com armas químicas contra civis inocentes” executado pelo “ditador sírio, Bashar al-Assad”.
- O ataque matou pelo menos um oficial e cinco militares sírios. Além disso, fez vários estragos a infra-estruturas daquela base aérea.
- Washington D.C. avisou a Rússia de que ia lançar este ataque. Além da do Irão, a Rússia é o principal aliado militar do regime sírio na guerra que começou em março de 2011. Assim, nenhum militar ou aeronave da Rússia foi atingida no ataque.
- O ataque tem merecido reações de todo o mundo. Do lado daqueles que condenam o ataque, está obviamente a Síria e também a Rússia e o Irão. A China, através de um jornal estatal, também não reagiu positivamente. Depois, aliados de longa data dos EUA já falaram a favor da decisão de Donald Trump. É o caso do Reino Unido, de Israel e da Arábia Saudita. A essa lista, junta-se o primeiro-ministro da Austrália — a prova de que o telefonema tenso que teve com Donald Trump não tem, pelo menos neste dossier, repercussões de relevo.
- A Rússia convocou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU para discutir este assunto.
- O preço do petróleo reagiu com uma subida de 1,3%, no NYMEX. É uma reação a este ataque, mas também parte de um contexto de subida já desde segunda-feira, registando desde então uma escaladak de 4,26%.
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Serviços militares dos EUA libertam primeiras imagens
Os serviços militares norte-americanos começaram a divulgar as primeiras imagens do ataque conduzido esta noite a partir de dois navios no mar Mediterrâneo: o USS Porter e o USS Ross. O ataque consistiu no disparo de 59 mísseis Tomahawk contra a mesma base aérea a partir da qual foi lançado o ataque químico da passada terça-feira, atribuído ao regime de Bashar al-Assad, que causou a morte entre quase uma centena de civis, entre os quais crianças. -
Primeiras imagens da base aérea depois do ataque
First look at the hangars damaged by the US Tomahawk missile strike on the Syrian Shayrat Airbase, Homs Countryside today (07/04/2017) pic.twitter.com/lkX08Xq4FS— M Green (@MmaGreen) April 7, 2017 -
Reações internacionais. Quem apoia e quem condena ataque dos EUA?
Apesar da hora tardia do ataque, as reações diplomáticas não tardaram a chegar. Em baixo, segue uma lista com os países que apoiam e também aqueles que condenam ação dos EUA, com as respetivas declarações. É uma lista em atualização.Países a favor da ação dos EUA- Reino Unido. Uma porta-voz de Theresa May disse que “o Governo do Reino Unido apoia totalmente o gesto dos EUA”. No comunicado, disse também que a base aérea atacada pelos EUA foi “usada para lançar os ataques químicos” do início desta semana.
- Austrália. O primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, disse esta sexta-feira que “o Governo australiano apoia fortemente a resposta rápida e justa dos EUA”. Acrescentou ainda que “esta resposta foi calibrada, proporcional e dirigida” e que representa “uma mensagem para o regime de Assad”.
- Israel. “Israel espera que esta medida face às ações terríveis do regime de Assad seja compreendida não só em Damasco, mas também em Teerão, Pyongyang e outros sítios”, escreveu a conta oficial do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
- Arábia Saudita. Em comunicado na agência estatal SPA, lia-se: “Uma fonte do ministério dos Negócios Estrangeiros expressou o total apoio do reino da Arábia Saudita às operações militares americanas contra alvos na Síria, que surge como resposta ao uso de armas químicas do regime sírio contra inocentes civis”.
- Turquia. Da parte de Ancara, reagiu o vice-primeiro-ministro Numan Kurtulmuş. “Como o nosso Presidente deixou claro, nós não queremos ouvir palavras, queremos ver ações. Neste aspeto, o ataque dos EUA na base militar é importante e significativo”, disse. Ainda assim, apelou a uma condenação mais vasta de Bashar al-Assad. “A comunidade internacional devia claramente continuar esta postura contra tamanha barbárie do regime de al-Assad até ele ser impedido de atingir o seu próprio povo”, disse o vice-primeiro-ministro da Turquia, que participa no esforço militar dos rebeldes sírios.
- Japão. “Compreendemos que a ação tomada pelos EUA para prevenir que a situação na Síria piorasse”, disse o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, à agência Kyodo. “O Japão vai coordenar-se com os EUA e o resto da comunidade internacional e vai desempenhar o seu papel para a paz e estabilidade mundiais.”
- Portugal. O ministro dos Negócios Estrangeiros disse que “Portugal compreende as posições dos seus aliados que são posições que procuram medidas de retaliação a crimes de guerra”. Mas Augusto Santos Silva também disse que o país aguarda as discussões do Conselho de Segurança da ONU e as posições dos “aliados europeus”.
- Itália. “A Itália compreende as razões da ação militar dos EUA, proporcionada e oportuna como resposta a um inaceitável sentimento de impunidade, e também um sinal dissuasor do uso de armas químicas por Assad”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Angelino Alfano.
- Espanha. “O Governo espanhol considera que a ação tomada pelos Estados Unidos nas últimas horas contra uma base militar na Síria é uma resposta proporcional ao uso de armas químicas contra a população civil por parte do exército sírio”. A Moncloa frisou ainda, no comunicado divulgado esta sexta-feira, que “mantém uma sólida lealdade com os seus aliados, é apoiante de uma ação concertada e internacional” e lamentou que o “bloqueio do Conselho de Segurança das Nações Unidas não tenha tornado possível” essa ação conjunta.
- Canadá. Justin Trudeau, declarou “apoio total” à ação “focada” dos Estados Unidos para “diminuir a capacidade do regime de Assad de lançar ataques com armas químicas sobre civis inocentes, incluindo crianças”. “O uso de armas químicas pelo presidente Assad e os crimes do regime sírio contra os seu povo não pode ser ignorado”, disse o primeiro-ministro canadiano.
Países contra a ação dos EUA- Rússia. Através de um porta-voz, o Presidente russo disse que os EUA cometeram “uma violação da lei internacional sob um falso pretexto”, negando que o ataque químico tivesse sido da responsabilidade da Síria. “Este ato deixa danos significativos aos laços entre os EUA e a Rússia, que já estavam num estado deplorável”, acrescentou. A Rússia mantém neste momento uma aliança militar com o regime sírio.
- Irão. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, que está militarmente aliado com a Síria e a Rússia, classificou o gesto dos EUA como “uma ação unilateral é perigosa, destrutiva e viola os princípios da lei internacional”. O mesmo responsável diz que os EUA ajudaram a “fortalecer os terroristas” e que ajudaram a “complicar ainda mais a situação da Síria e da região”.
- China. O jornal estatal China’s Global Times escreveu que o Presidente dos EUA quis com este ataque “marcar a sua autoridade” e disse que a “pressa e inconsistência” deste gesto deixou “uma marca profunda”.
(em atualização) -
Investidores refugiam-se no ouro e petróleo "ferve"
Os mercados financeiros reagiram ao ataque norte-americano à base aérea de Bashar Al-Assad com o padrão típico que surge em situações de crise geopolítica. Os investidores estão a retirar recursos de ativos mais vulneráveis a estes riscos — como os mercados de ações, de um modo geral — e a deslocarem-se para ativos vistos como refúgio, como o ouro, o iene japonês e a dívida do Tesouro norte-americano.As ações europeias (Stoxx 600) estão a cair 0,4%, interrompendo as subidas dos últimos três dias, e o ouro está a encarecer 1% para 1.263,57 dólares por onça.Os preços do petróleo também estão a reagir. Um contrato para entrega futura de um barril de petróleo, negociado na NYMEX, sobe 1,3% nesta sessão. Desde segunda-feira, ganha 4,26% (isto é, em apenas quatro sessões).O petróleo negociado em Londres, que serve de referência para as importações portuguesas, segue a mesma tendência: cinco dias consecutivos a subir e um aumento superior a 1% só na sessão de hoje. Cada barril de petróleo custa aproximadamente 55,55 dólares, segundo a Bloomberg. No final de março, o preço estava ligeiramente acima de 50 dólares por barril. -
Jornal estatal chinês diz que ataque de Trump demonstra "pressa e inconsistência"
O timing do ataque dos EUA à base militar síria é difícil de ignorar. Momentos depois de anunciar a ofensiva de Washington D.C., Donald Trump sentou-se à mesa para jantar com o Presidente da China, Xi Jinping, naquele que é o primeiro encontro entre os dois líderes que têm protagonizado momentos de tensão desde o final de 2016.No que diz respeito à Síria, já durante a administração Barack Obama, os EUA estiveram frequentemente nos antípodas da China (e da Rússia) em todas as decisões tomadas no Conselho de Segurança da ONU. Naquele órgão de 15 países, a China e a Rússia têm sido os maiores aliados do regime de Assad e também os bloqueadores da maioria de resoluções condenatórias para Damasco.Serve esta contextualização para referir o editorial do jornal China’s Global Times, financiado pelo Estado chinês e frequentemente veículo da mensagem de Pequim. DE acordo com aquele jornal, citado pela CNN, o Presidente dos EUA quis com este ataque “marcar a sua autoridade” e disse que a “pressa e inconsistência” deste gesto deixou “uma marca profunda”.“Trump decidiu rapidamente lutar contra o regime de Assad para marcar a sua autoridade como Presidente dos EUA”, lê-se no editorial. “Ele queria provar que se atreve a fazer aquilo que Barack Obama não se atreveu a fazer. Enquanto Obama foi equívoco, a atitude [de Trump] foi clara”, continuou o texto. “Ele também prova ao mundo que não é apenas um ‘Presidente de negócios’. Ele vai mobilizar o poderio militar norte-americano sem qualquer hesitação quando necessário.” -
Imagens do ataque, em vídeo
Pro-regime FB page publishes footage what it says "Strikes against #Shoayrat Airbase" #Syria #Homs #SyriaGasAttackpic.twitter.com/py3pNtM9hh— Riam Dalati (@Dalatrm) April 7, 2017 -
Israel "apoia totalmente" ataque dos EUA a base síria
Israel fully supports President Trump's decision.— PM of Israel (@IsraeliPM) April 7, 2017Israel foi um dos primeiros países a demonstrar o seu apoio ao ataque aéreo norte-americano. “Israel apoia totalmente a decisão do Presidente Trump”, comunicou a conta oficial de Twitter do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu. “Israel espera que esta medida face às ações terríveis do regime de Assad seja compreendida não só em Damasco, mas também em Teerão, Pyongyang e outros sítios”, disse numa segunda mensagem. Noutra, voltou a elogiar o seu homólogo norte-americano. “Tanto em palavras como em ações, o Presidente dos EUA enviou uma mensagem forte e clara de que o uso e difusão de armas químicas não será tolerado.” -
Rússia vai exigir reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU
A Rússia vai exigir uma uma reunião extraordinária e urgente do Conselho de Segurança da ONU. A informação foi confirmada ao Sputnik, site financiado pelo Kremlin, pelo líder do Comité de Defesa e Segurança da Rússia, Victor Ozerov. “A Rússia vai, antes de tudo, exigir uma reunião urgente ao Conselho de Segurança da ONU”, disse aquele responsável. “Isto pode ser visto como um ato de agressão por parte dos EUA a um Estado da ONU.” -
Televisão síria reage ao ataque com "canções nacionalistas"
Um utilizador do Twitter sírio, e opositor do regime de Bashar al-Assad, escreve naquela rede social que a televisão estatal síria “tem estado a manhã inteira a passar canções nacionalistas e de orgulho militar”.Syrian state TV has been playing nationalistic and military pride songs all morning. pic.twitter.com/KeCmDBC3t0— S. Rifai (@THE_47th) April 7, 2017 -
Leia (e veja) o que Donald Trump disse quando anunciou o ataque
Donald Trump anunciou o ataque momentos antes de jantar com o Presidente da China, Xi Jinping. Os dois líderes juntaram-se no resort Mar-a-Lago, de Donald Trump, na Flórida.Leia aqui o discurso de Donald Trump:“Na terça-feira, o ditador sírio, Bashar al-Assad, lançou um horrível ataque com armas químicas contra civis inocentes. Ao usar um químico neurotóxico letal, Assad sufocou as vidas de homens, mulheres e crianças indefesos. Foi uma morte lenta e brutal para vários, até lindos bebés que foram cruelmente assassinados nestes ataques bárbaros. Nenhum filho de Deus deveria sofrer tamanho horror.Esta noite, ordenei um ataque dirigido contra a base aérea síria de onde foi lançado o ataque químico. É essencial para o interesse da segurança nacional dos EUA prevenir e dissuadir o uso de armas químicas letais. Não há dúvida de que a Síria usou armas químicas proibidas, violou as suas obrigações sob a Convenção sobre Armas Químicas e ignorou o Conselho de Segurança da ONU. Ao longo dos anos as tentativas de mudança do comportamento de Assad falharam, e de forma muito dramática. Como resultado, a crise dos refugiados continua a aprofundar-se e a região a desestabilizar-se, ameaçando os EUA e os seus aliados.Hoje, apelo a todas as nações civilizadas para se juntarem a nós na procura de um fim para o banho de sangue na Síria e também para acabar com todos os tipos de terrorismo. Pedimos a sabedoria de Deus enquanto lidamos com os desafios deste mundo muito problemático. Rezamos pelas vidas dos feridos e pelas almas daqueles que morreram e esperamos que enquanto a a América se impuser pela justiça, a paz e a harmonia irão prevalecer no fim.Boa noite. E que Deus abençoe a América e o mundo inteiro. Obrigado.” -
Não há russos entre os cinco militares mortos
Segundo a agência russa Interfax, que cita o deputado Dmitry Sablin, o ataque não atingiu nenhum militar russo. O porta-voz do Pentágono disse esta madrugada que a Rússia foi previamente avisada deste ataque.Recorde-se que, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, o ataque aéreo norte-americano matou 4 soldados e um oficial sírios. -
Vladimir Putin, aliado de Assad, diz que ataque é "agressão contra nação soberana"
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, reagiu ao ataque russo através de uma comunicação do seu porta-voz, Dmitry Peskov. Segundo este disse ao jornalistas no início desta sexta-feira, o Presidente russo acredita que os EUA cometeram “uma violação da lei internacional sob um falso pretexto”. Tanto a Rússia como a Síria negam que o ataque químico de terça-feira, que matou quase 100 civis, tenha sido da responsabilidade das tropas leais a Bashar al-Assad.Peskov sublinhou que “o exército sírio não tem armas químicas”.Sobre a relação entre os EUA e a Rússia, o porta-voz de Putin falou numa nota claramente negativa: “Este ato deixa danos significativos aos laços entre os EUA e a Rússia, que já estavam num estado deplorável”. -
Donald Trump condena ataque químico do "ditador sírio" e alega "segurança nacional"
Os EUA lançaram um ataque à base aérea do Governo sírio em al-Shayrat, nos arredores da cidade de Homs, inaugurando assim um novo capítulo na guerra da Síria, que se arrasta desde março de 2011 sem um fim à vista. O ataque consistiu no disparo de 59 mísseis Tomahawk contra a mesma base aérea a partir da qual foi lançado o ataque químico da passada terça-feira, atribuído ao regime de Bashar al-Assad, que causou a morte entre quase uma centena de civis, entre os quais crianças.“Na terça-feira o ditador sírio lançou um horrível ataque com armas químicas contra civis inocentes”, disse o Presidente dos EUA, Donald Trump, numa conferência de imprensa, pouco depois de ter iniciado ataque militar, às 3h45 locais (1h45 de Lisboa). “Foi uma morte lenta e brutal para tantos, até para bebés lindos que foram cruelmente assassinados nestes ataques bárbaros.” Num discurso que não passou dos três minutos, Donald Trump explicou que “faz parte o interesse da segurança nacional dos EUA prevenir e dissuadir a proliferação e o uso de armas químicas mortais” e sublinhou ainda que “não há dúvida de que a Síria usou armas químicas proibidas”.“Hoje eu apelo a todas as nações civilizadas para se juntarem a nós para pôr um fim ao banho de sangue na Síria e também ao terrorismo de todos os géneros e de todos os tipos”, disse o Presidente dos EUA, no final da sua intervenção.Com este ataque, Donald Trump e a sua administração puseram em prática aquilo que pode ser uma forte mudança de rumo dos EUA em relação à guerra na Síria. A mudança não só é evidente perante aquilo que tem sido a política dos EUA desde que a guerra na Síria começou — em 2013, os EUA de Barack Obama chegaram a equacionar uma resposta militar depois já de ter sido provado nessa altura que Bashar al-Assad tinha usado armas químicas contra civis —, como também é representa uma alteração de postura por parte de Donald Trump, que até agora era cauteloso na condenação do regime sírio, aliado da Rússia e também do Irão. “Se alguma vez derrubarem Assad, por pior que ele seja, e ele é mau, pode acabar-se por ficar com alguém pior do que ele”, disse no último debate presidencial, a 19 de outubro.Num comunicado emitido no dia do ataque químico, isto é, na terça-feira, Donald Trump culpou Bashar al-Assad de “atos atrozes” e disse que estes eram “consequência da debilidade e indecisão” demonstradas por Barack Obama. Pouco depois, o chefe da diplomacia norte-americana, Rex Tillerson, disse que tanto a Rússia como o Irão “têm uma grande responsabilidade moral por estas mortes”.A ordem de fogo foi anunciada pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, na noite de quinta-feira, momentos antes de um jantar oficial no seu resort Mar-a-Lago, na Flórida, com o Presidente da China, Xi Jinping. No Conselho de Segurança da ONU, tanto a China como a Rússia têm bloqueado a aprovação de resoluções condenatórios para o regime sírio. Mais recentemente, os dois países vetaram uma resolução contra o ataque químico lançado pelas tropas lealistas sírias.Russos foram previamente avisados pelos EUA
Ainda não é totalmente conhecido o alcance desta operação militar. “As primeiras indicações apontam para o ataque ter danificado severamente ou destruído aeronaves sírias e infraestruturas de apoio e equipamento na base aérea de al-Shayrat, reduzindo a capacidade do Governo sírio para executar [ataques com] armas químicas”, disse o porta-voz do Pentágono, capitão Jeff Davis. Segundo o mesmo responsável, a Rússia, que mantém uma aliança logística e militar no terreno com as tropas leais ao regime sírio, terá sido avisada previamente deste ataque. “[Foram tomadas] precauções para minimizar o risco para pessoal russo ou sírio localizado na base aérea”, adiantou. No momento do ataque, não havia aeronaves russas na base al-Shayrat.Em declarações à Reuters, o governador da cidade de Homs, Talal Barazi, disse acreditar que “as perdas [de vidas] humanas não são grandes, mas há danos materiais”. Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, morreram quatro soldados sírios e um oficial das tropas leais a Bashar al-Assad.Este gesto é o culminar de uma subida de tom por parte da administração de Donald Trump, que até ao ataque químico que matou 86 pessoas em al-Shayrat assumia uma postura não-intervencionista em relação à guerra na Síria. A exceção desta posição que agora se esvai era o autoproclamado Estado Islâmico, que tem na cidade de Raqqa o seu maior bastião naquele país em conflito há mais de seis anos. Porém, o alvo do ataque desta madrugada foi precisamente o regime de Bashar al-Assad e as suas tropas, que mantêm uma aliança militar e logística com a Rússia de Vladimir Putin.Na quinta-feira, já depois de ter dito que o ataque químico atribuído ao regime de Bashar al-Assad “ultrapassou várias linhas”, foi noticiado que Donald Trump tinha entre as suas opções um ataque militar. -
Bom dia.Durante a madrugada, os EUA lançaram um ataque aéreo com 59 mísseis a uma base aérea do regime sírio. É um gesto inédito por parte dos EUA nesta guerra que se arrasta há seis anos. Vamos seguir todos os desenvolvimentos desta ação dos EUA ao longo do dia.Siga aqui em direto.
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