terça-feira, 29 de março de 2016

Renamo acusa Júlio Jane e Bernardino Rafael de serem mentirosos

Assalto às residências de Afonso Dhlakama e à sede nacional da Renamo 
A Renamo reafirma que, nos três assaltos, a Polícia roubou 285.000,00 meticais em dinheiro vivo. 
Maputo (Canalmoz) – A Renamo, na segunda-feira, voltou desmentir as afirmações do comandante da Polícia da República de Moçambique na cidade de Maputo, Bernardino Rafael, e do comandante-geral da PRM, o major-general Júlio Jane, e acusou-os de serem mentirosos ao afirmarem que, no assalto à residência do presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, a corporação apreendeu quarenta e sete armas de fogo, entre as quais quarenta metralhadoras AK-47 e sete pistolas. Durante a visita às residências assaltadas, o tenente-general Ossufo Momade, chefe do Departamento de Defesa e Segurança da Renamo e deputado da Assembleia da República, disse aos jornalistas que as armas levadas pela Polícia eram vinte, e obsoletas, dado que estavam fora do uso há bastante tempo. A Renamo diz também que não corresponde à verdade que a Polícia tinha apreendido pistolas nas três instalações assaltadas pelos agentes da Polícia no passado domingo, como declarou o comandante Bernardino Rafael à imprensa. “É mentira, a Renamo não tinha pistolas, nem sequer uma. E as armas apreendidas eram vinte, e muitas podres, que estavam fora de uso”, disse Ossufo Momade. A Renamo diz que as declarações de Bernardino Rafael e Júlio Jane – segundo as quais algumas armas eram usadas no crime – são uma invenção “Que mestria. Como é que em poucas horas conseguiram fazer uma perícia e determinar que as armas eram usadas no crime? É tudo inven- ção para denegrir a Renamo, porque nenhuma arma está em funcionamento”, declarou Ossufo Momade. A Renamo reafirmou que a Polícia retirou da residência de Afonso Dhlakama 85.500,00 meticais, e retirou 200.100,00 meticais da sede do partido, desmentindo deste modo o comandante da Polícia na cidade de Maputo. Na sua edição de segunda-feira, o jornal “Noticias” publicou que quarenta armas de fogo do tipo AKM, sete pistolas e quantidades não especificadas de pedras preciosas ou semipreciosas foram apreendidas pela Polícia na cidade de Maputo, numa operação que visou a sede da Renamo e a residência do seu presidente na capital. Aquele jornal escreve que ninguém foi maltratado. Um dos guardas que estava numa das residências no acto do assalto disse aos jornalistas, na segunda- -feira, que, quando os Polícias chegaram, pontapearam a porta de acesso ao recinto da casa, sem terem nenhum mandato. A fonte disse que os agentes traziam cães, vinham fortemente armados e mascarados e chegaram em cinco viaturas. Acrescentou que, quando entraram, começaram a exigir armas e ameaçaram de morte os dois guardas, perguntando se querem viver ou morrer, enquanto apontavam armas às cabeças e pescoços. Também quiseram saber sobre a empregada que naquele dia foi trabalhar. O mesmo guarda acrescentou que arrombaram as portas e, no interior, arrombaram gavetas, tendo levado 85.500,00 meticais, que serviam para a compra de víveres. (Redacção) 

Ivone Soares, chefe da bancada parlamentar da Renamo, afirma que a mediação internacional é um imperativo, devido à deterioração dos níveis de confiança. Ivone Soares diz que um diálogo sem o mínimo de confiança seria contraproducente. O difícil consenso sobre o diálogo e mediação Margarida Talapa chama “bandidos” à Renamo e rejeita mediação internacional Maputo 
(Canalmoz) – A Frelimo continua a esticar a corda, rejeitando a proposta da Renamo sobre a necessidade de haver mediação internacional. Margarida Talapa – chefe da bancada parlamentar da Frelimo na Assembleia da República e membro da Comissão Política desse partido – insiste em que o diálogo deve existir sem pré-condições e diz que a Renamo é um grupo de bandidos. “Os moçambicanos não devem ter atitudes de bandidos. A Renamo tem que ser um partido político e não um grupo de bandidos”, disse Talapa, que fez tais declarações aos jornalistas no final da visita ao parlamento realizada pela Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, Teresa Ribeiro. “Não pode ser um diálogo de pré- -condições”, afirmou Margarida Talapa, Quando questionada se é a favor ou contra a presença de mediadores internacionais, Margarida Talapa reafirmou que não deve haver pré-condições. Diz também que, ao exigir mediação internacional como condição para o reatar do diálogo, a Renamo “age como uma criança que diz: ‘Quando papá não me dá pão com ovo, então não vou à escola’”. “É indispensável a mediação internacional” Falando na mesma ocasião, mas em momentos separados, a chefe da bancada parlamentar da Renamo, Ivone Soares, indicou que o seu partido considera que “é indispensável que haja mediação internacional, uma vez que os níveis de confiança entre o Governo e a Renamo são muito baixos”. “Avançar-se para uma situação de diálogo em que não haja o mínimo de confiança seria contraproducente”, sublinha Ivone Soares, e diz que a mediação internacional não pode constituir vergonha para a Frelimo. A deputada, acrescenta que um pedido de mediação não põe em causa a soberania do país, “quando se está numa situação de guerra”. “Eles não concordam por uma questão de orgulho” Segundo Ivone Soares, há uma única razão para a Frelimo negar a mediação. Diz que é por orgulho, “porque não querem internacionalizar o conflito, querem dar a entender que em Moçambique não há conflito nenhum e que está tudo bem”. Questionada sobre qual seria a saída, já que a Frelimo recusa a mediação internacional, Ivone Soares respondeu que tudo depende do povo. Segundo a deputada, ninguém quer a guerra, nem a Renamo. “A guerra está a beneficiar a Frelimo, porque está a fazer experiência do seu material bélico, que comprou. É como uma criança, quando tem um brinquedo novo, quer mostrar a toda a gente”, explicou Ivone Soares. (Canal de Moçambique) Publicidade 3 ano 8 | número 1674 | 29 de Março de 2016 www.facebook.com/canalmoz Dois indivíduos detidos na posse de cornos de rinoceronte Maputo (Canalmoz) – Henrique Francisco Chivambo, de 26 anos de idade, foi preso na passada quinta- -feira na vila de Tihovene, distrito de Massingir, província de Gaza, depois de ter sido encontrado na posse de uma mala na qual trazia dois Beira (Canalmoz) – Cerca de dois mil alunos de vários níveis de ensino pararam de estudar em Sofala em consequência dos confrontos militares que ocorrem naquela região. A governadora de Sofala, Maria Helena Taipo, confirmou o facto, em visita ao posto administrativo de Muxúnguè, no Sul de Sofala. São 2227 alunos que, para salvar as suas vidas, deixaram de ir à escola. Consecornos de rinoceronte de tamanhos diferentes, um com 9,5 kg, e outro com 2,4 quilos, informou o Comando Provincial da Polícia em Gaza. O porta-voz da Polícia, Jeremias Langa, disse que Francisco Chivambo, desempregado e resiquentemente, as escolas encerraram. Dos 2227 alunos, 127 são da região de Zove, no distrito de Chibabava, e 2100 são das regiões de Maríngwè, Gorongosa e posto administrativo de Nhamapaza, todas zonas sob frequentes bombardeios e tiroteios. Assim, subiu para nove o número de escolas que estão encerradas devido ao conflito. Alguns estudantes dente no segundo 2.o Bairro de Canhane, foi preso quando se deslocava num “minibus” de passageiros, de marca Coaster, com a chapa de inscrição AEL 649 MP. A Polícia suspeita que os rinocerontes foram abatidos na são obrigados a irem para as vilas- -sedes dos distritos da Gorongosa e Maríngwè e para a cidade da Beira. No distrito de Machanga, cerca de 800 alunos e quatro escolas que se localizam no corredor do troço Muxúnguè-Save foram movimentados para o posto administrativo de Muxúnguè para poderem assistir às aulas em salas anexas. (José Jeco) Publicidade Publicidade Devido à guerra Cerca de dois mil alunos pararam de estudar em Sofala.

Escalada de abusos e inflexibilidade marcam Moçambique Tudo baseado numa agenda prévia? por Noé Nhantumbo Canal de Opinião Em Nhamatanda Três ladrões apanhados a roubar foram linchados Beira 

(Canalmoz) – Três indívíduos foram linchados na via pública na madrugada de sábado, no distrito de Nhamatanda, acusados de prática de diversos Beira 

(Canalmoz) – Assombroso como alguns dos que têm responsabilidades políticas inalienáveis optam pelos caminhos estreitos do abuso e da inflexibilidade para impor uma agenda a milhões de pessoas. Os paladinos da “democracia à moçambicana” são deveras “engraçados”, pois, para eles, só vale a sua visão de democracia. E quando tudo indica que o modelo apregoado e defendido por eles se mostra insustentável, perdem a cabeça e demonstram que sua génese ditatorial vem ao de cima “sem apelo nem agravo”. A formalidade que acompanha a governação em Moçambique só acontece quando é ocasião de se obedecer Africa do Sul e tinham como destino a cidade de Maputo. Na companhia do indiciado, foi detido outro cidadão nacional, de nome Carlos Joao Mongue, de 19 anos de idade, que crimes naquela região do país. Segundo a porta-voz do comando provincial da PRM em Sofala, Sididi Paulo, trata-se de indivíduos com idades compreendidas enao que os detentores do poder querem e desejam. De contrário, rasgam-se os livros das leis, e até a CRM é atropelada. E isto é feito por pessoas conhecedoras das leis, licenciados e professores de Direito no país. Estas pessoas são arrebanhadas e “coagidas” a desenharem esquemas que não deixem o poder fugir das mãos dos que governam Moçambique desde 1975. Face à indigência e precariedade de grande parte da classe de intelectuais existentes e do conluio evidente daquilo é um largo segmento do clero nacional, os que detêm o poder passeiam a sua classe de intocá- veis e decisores em absoluto sobre tudo o que se refere a Moçambique. tentou esconder o produto na bagageira do carro em que viajavam. Segundo a Polícia, os dois indiciados e os cornos foram levados para a cidade de Xai-Xai. “Os cornos, depois de exames preliminares, petre os 30 os 40 anos, que foram linchados pela população, quando foram surpreendidos a saquear bens numa residência e num armazém alimentar. (José Jeco) 

Quando se diz que Moçambique é tido por alguns como seu “quintal privado”, a analisar pelo que fazem, é verdade. É aquilo que querem que milhões de moçambicanos engulam e se contentem com as privações que vivem e com a mendicidade que os cobre todos os dias. Não contas pela democracia e muito menos esforços para que ela se concretize que movem os que exibem o seu músculo espezinhado as leis e os preceitos da democracia e da República. Quem se apoia em interesses privados para submeter os seus concidadãos a seus ditames torna-se em empecilho para a reconciliação e paz. Os sobressaltos graves que o processo sagem e toda a perícia, foram entregues à Direção Provincial de Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, onde serão depositados, aguardando procedimentos”, disse o porta- -voz da Polícia. (Bernardo Álvaro) 
 político tem sofrido tem uma base que está intimamente ligada à manutenção de uma base ilegal de acumulação de riquezas por um grupo restrito de pessoas. A Assembleia da República, ao ter-se manifestado incapaz de travar os apetites vorazes dos detentores do poder, criou campo aberto para a rapina dos recursos nacionais. A bancada maioritária sempre controlada pelo partido não foi capaz de honrar o seu nome e tornou-se no carimbo de ilicitudes larga escala. Fortunas foram criadas e acumuladas abertamente contra os preceitos legais de gestão da coisa pública. Os “legalistas de pacotilha” que agora exibem o seu verbo na comunicação social defendendo que a Renamo desestabiliza são os mesmos que chumbam os pedidos do MDM sobre a criação de comissões parlamentares de inquérito para aferir a gestão de empresas públicas estratégicas. Está tudo blindado para impedir que haja qualquer tipo de questionamento e seguimento com alguma hipótese de êxito. É a impunidade judicial triunfando, mesmo quando se cometem excessos que até “bradam aos céus”. Agora que surgem vigorosas reclamações quanto ao que tem sido feito e sobre monumentais atropelos à lei, também surgem os que querem enveredar mais uma vez pela guerra para se manterem no poder. É o poder para controlarem os recursos naturais à sua maneira, como até agora tem sido. É o poder para decidir quem apanha algum peda- ço deste ou daquele recurso mineral. É o poder para decidir quem fica ministro ou PCA. É o poder para decidir quem fica com milhares de hectares para agropecuária. Agora está ficando claro e visível para quê “muito boa gente” lutou contra o colonialismo português. A discussão sobre armas nas mãos da Renamo é pertinente só na medida em que se inclua na discussão o que foi feito desde 1994, para que elas não tivessem sido recolhidas e a integração efectiva das forças residuais da Renamo não tivesse acontecido como previa o AGP. A discussão também deve ser extensiva ao tipo de SISE que existia, e o que deveria ter acontecido para que este órgão de segurança sido acomodadas no Exército e na Polícia. Essa discussão deve ser extensiva ao SISE na medida em que este órgão de segurança faz parte do aparato de defesa e segurança nacional. É inútil vermos “doutos” comentaristas e analistas passando um venda nos olhos dos moçambicanos proclamando uma “ilegalidade” descoberta de repente por especialistas em Direito Constitucional. Como e porquê JAC e todo o seu Governo e a Comissão Política da Frelimo conviveram todos aqueles anos com AMMD e a sua Renamo armada? Será que o endurecimento de AEM e a inauguração do mandato da arrogância coincidem com a conclusão de que a Renamo já havia sido amolecida pela vida da cidade e que já não constituía ameaça armada ou desarmada? Também é de acreditar que os novos poderes se tenham decidido a distanciar-se definitivamente de uma aproximação e democratização efectiva do poder, pois com isso as suas contas seriam complicadas e a sua agenda com realização comprometida? Os defensores do regime do dia não desarmam nem desistem de sua campanha de impedir que a democracia aconteça, e os seus “pivots” reinventam-se na comunicação social e nas redes sociais vilipendiando a Renamo e, no mesmo diapasão, o MDM. Há um firme posicionamento da falange dos “libertadores” e parece que os seus herdeiros têm também a firme orientação de não ceder nem que seja um milímetro, em nada que sejam as pretensões da oposição política no país. Assiste-se a um espectáculo gratuito de imposições insustentá- veis que podem levar todo um país para a indesejada guerra. Há incógnitas que infelizmente foram esclarecidas: há poderosos interesses que pagam bem a quem se proponha a brilhar defendendo os seus pontos de vista e posições. Não é por acaso que se torna percepível que a qualidade de alguns “coronéis da pena” mudou de qualidade. (Noé Nhantumbo)

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