Os ministros do Interior e da Defesa
Nacional já vieram a público confirmar
que está em curso a perseguição para
assassinar os homens da RENAMO e o seu
Presidente, Afonso Dhlakama, a pretexto
de desarmamento compulsivo.
Os dois titulares deram a conhecer
também que as operações militares de
carácter selectivo com cariz político,
regionalista e tribalista, vão continuar até
ao “último ninho”.
A situação no terreno, sobretudo nas
províncias da Zambézia, Tete, Manica e
Sofala continua tensa devido a frequentes
confrontos militares que têm resultado em
vítimas mortais e obrigar as populações a
abandonarem as suas zonas de produção
e de residências a procura de lugares
seguros.
Estas atrocidades têm vindo a ocorrer
perante o silêncio cúmplice da maioria
das igrejas e de pastores que no lugar
de aconselhar os mandatários optam em
organizar jantares para os sanguinários da
Frelimo e a darem os seus altares para, a
partir deles lançarem mensagens de ódio,
da intolerância, da descriminação e de
apelos a violência.
Hoje, são as entidades religiosas que
continuam no silêncio absoluto perante os
assassinatos em massa que ocorrem nas
províncias do centro do país, cometidos
por agentes da Frelimo. Este silêncio tem
sentido, porque as atrocidades estão a
acontecer fora da região do sul do país
donde a maioria desses clérigos são
oriundos e ao mesmo tempo são os que
têm acesso aos canais de comunicação
social para emitirem as suas opiniões de
apoio a violência e ao desarmamento
“compulsivo” da RENAMO perpetrado pela
Frelimo.
Porque esta luta é de todo o povo
moçambicano, a continuar assim a
actuação deste governo, deve ter-se a
certeza de que vai chegar na região sul
e daí os ditos clérigos começarão a falar
da Paz, da necessidade do diálogo e da
partilha de responsabilidades, tudo por
conveniência porque entendem que os do
sul não podem morrer.
Outra questão é que a Frelimo continua
a enganar os moçambicanos ao esconder
as informações dos militares e agentes da
Polícia da Unidade de Intervenção Rápida
mortos nas zonas de confrontos por
alegadamente estarem a cumprir ordens
de desarmamento compulsivo dos homens
da RENAMO.
É lamentável como o Governo da Frelimo
trata os jovens que morrem nessas
incursões ao considerá-los como desertores
para evitar trazer a verdadeira informação
aos familiares.
MANTEIGAS DENUNCIAM A ACÇÃO DOS INIMIGOS DA DEMOCRACIA
Hoje, os inimigos da democracia
e da paz continuam a traçar planos
diabólicos para silenciar a vida do
Presidente Dhlakama, convictos de
que irão aniquilar os moçambicanos
irmanados nesta RENAMO poderosa,
aglutinadora e genuinamente
moçambicana. Acusou o Deputado
Manteigas numa recente intervenção
perante a plenária da Assembleia da
República.
O parlamentar falava a propósito
dos ataques sofridos pela comitiva
de Afonso Dhlakama, o Presidente da
RENAMO nos dias 9 e 25 do passado
mês de Setembro. Segundo Manteigas,
o percurso histórico da RENAMO
é incomparável;
“Nascemos no interior de Moçambique,
fomos combatidos no interior
de Moçambique durante 16 anos sob
todas as formas e continuamos a ser
combatidos através da comunicação
social, dos G40 e armas de fogo de todos
os calibres.
Somos combatidos porque defendemos
a paz, a democracia, a justiça
e o bem-estar do nosso povo.
Queremos ensino de qualidade
para os nossos filhos, queremos medicamentos
para salvar a vida dos
nossos compatriotas e almejamos alimentação
em abundância e de qualidade
para as nossas populações.
Porque é que passados 40 anos de
independência Moçambique continua
a importar o milho, arroz, trigo e outros
produtos agrícolas, quando tem
milhões de hectares de terra arável,
no entanto segundo o n° 1, do artigo
103, a agricultura é a base do desenvolvimento?
Porque razão, 40 anos depois, o
nosso povo viaja em “my loves” quando
os dirigentes da Frelimo têm no
seu quintal um número de viaturas
muito acima do agregado familiar?
Manteigas referiu ainda que o bem-estar do povo nunca foi agenda dos
regressados de Nachingweya.
Foi assim no comunismo: lojas vazias,
o povo transportado em IFAS e
obrigado a viver em aldeias comunais
e as crianças usando o papel “caki”
como seu caderno escolar, eles, resvalando-se
em banquetes infindáveis.
Hoje, uma vez abraçado o capitalismo
que ontem combateram levaram
o país para uma situação de “salve-
-se quem poder”, à mistura com a
corrupção, nepotismo, clientelismo,
assassinatos e raptos à luz do dia.
Desmascarando a hipocrisia comunista,
o Deputado referiu que após a
assinatura do Acordo Geral de Paz, a
04 de Outubro de 1992, o país estava
confiante que entraria no concerto
das nações onde as eleições livres,
justas e transparentes, são o apaná-
gio da convivência democrática.
Os moçambicanos enganaram-se, a
comunidade internacional, cedo caiu
na frustração porque as eleições de
1994, 1999, 2004, 2009 e 2014, todas
elas foram fraudulentas mercês da
manipulação dos Presidentes da CNE,
alguns sob capa da sociedade civil,
quando de facto são membros activos
do Partido Frelimo. Mas, alguns pareciam
ter alguma moral, enganaram-
-nos ao violar um dos princípios de
ouro da Madre Igreja, pois nos ensina:
“O vosso linguajar seja sim, quando
é sim e não quando é não”.
O parlamentar sublinhou ainda que
a ausência da paz e estabilidade social
continuam a apoquentar a todos
os moçambicanos e os investidores
quer nacionais, quer estrangeiros e
denunciou que contrariamente
a todos os esforços de busca de
soluções que conduzem à harmonia
social assiste-se alguns sectores da
Frelimo sedentos em mergulhar o
país num mar de sangue e os ataques
dos dias 12 e 25 de Setembro do ano
corrente à comitiva de Sua Excelência
Presidente Afonso Dhlakama que
escapou à morte por milagre divino.
São exemplos eloquentes.
Curiosamente, não satisfeitos com
a frustrada intenção de assassinar o
Presidente Dhlakama, no dia 09 de
Outubro, a sua residência foi cercada
pelas forças conjuntas das FDS.
Em todos estes actos bárbaros
assistiu-se um teatro semelhante a
um filme cowboy, em que o xerife,
na calada da noite, embosca seus
cidadãos e caravanas e de dia está na
delegacia para receber queixas dos
assaltados, o que é muito condenável
e lamentável. Porventura estamos
perante um Estado governado
por uma gang? Porque razão a
polícia ataca à paisana? Isto não é
banditismo?
Manteigas chamou atenção para
a responsabilidade o Presidente
da República e desmascarou a
sua hipocrisia afirmando que nos
termos do n° 4, do artigo 146, cito
“O Presidente da República é o
Comandante-Chefe das Forças de
Defesa e Segurança”. Equivale dizer
que ataques militares daquelas
envergaduras só e só podem ter
acontecido sob seu comando.
Afinal que diálogo pretende o
Senhor Nyusi? Diálogo de armas?
O que significa o silêncio cúmplice,
associado aos discursos dos acólitos
do diabo, como o Damião e Moreira
que claramente contrariam outros
discursos: “Não iremos descansar
enquanto não alcançarmos a paz”.
Afinal a paz alcança-se com ataques
e assassinatos?
Afinal quem manda no Partido
Frelimo? É o Presidente? É o portavoz
e a sua gang? Ou é a Comissão
Política recheada por mamanas que
alimentam os combatentes que na
verdade é fauna acompanhante dos
regressados de Nachingweya?
A indiferença de Verónica Macamo,
também não foi dexada de lado
no discurso de Manteigas que
referiu: surpreende-nos, o silêncio
conivente da Senhora Presidente da
Assembleia da República que à data
do ataque do dia 25 de Setembro
substituía o Presidente da República,
nos termos do n° 1, do artigo 151
da Constituição da República de
Moçambique. Senhora Presidente da
Assembleia da República responda
aos moçambicanos: quem ordenou o
ataque do dia 25 de Setembro?
Entendemos que estamos perante
um civismo que põe em causa a
memória colectiva desta Casa do
Povo e da Nação moçambicana. Fica
claro que a atitude irresponsável
dos mandantes dos ataques não irá
resolver o problema existente entre
os moçambicanos.
O país testemunha que perante tais
atentados à vida, o Presidente Afonso
Dhlakama mostrou a sua grandeza
política e militar, o seu altruísmo
e sobretudo o seu compromisso
inequívoco para com a paz.
Seguiu o que diz a sagrada escritura
(Mateus 5:45)
“Eu, porém, digo-vos: Amai os
vossos inimigos e orai pelos que vos
perseguem”.
Fazendo assim, tornar-vos-ei filhos
do pai que está no Céu, pois Ele faz
com que o sol se levante sobre os
bons e os maus e faz cair a chuva
sobre os justos e os pecadores.
Porque, se amais os que vos amam,
que recompensa haveis de ter?
Por isso apesar de tudo, o Presidente
da RENAMO continua aberto para
o diálogo como plataforma do
entendimento nacional, desde que
seja, franco, sincero e com civismo.
Porque o seu compromisso foi, é e
será sempre com a paz e o bem-estar
do seu povo.
No evangelho de S. Lucas 6:42 diz
o senhor:
“Como podes dizer ao teu irmão:
Irmão deixa-me tirar o argueiro da
tua vista, tu que não vês a trave que
está na tua? Hipócrita, tira primeiro a
trave da tua vista e, então, verás bem
para tirar o argueiro da vista do seu
irmão”.
Nos últimos tempos, a opinião
pública tem sido intoxicada pelo
discurso de armas alegadamente
na posse da RENAMO. A este
respeito reiteramos o que dissemos
na abertura da presente sessão
ordinária. Essas armas resultam do
estatuído no n° 8 do Protocolo V e do
Acordo Geral da Paz.
Apesar de tudo a RENAMO durante
cerca de 23 anos nunca atirou uma
bala, nunca assaltou um banco,
nunca vendeu nem alugou uma arma
de fogo.
Hipocritamente, estes que
pretendem desarmar a RENAMO
estão armados até aos dentes
e pululam nesta sala nobre da
Assembleia da República. Aterrorizam
os inocentes, porque são filhos do
regime.
Assistimos aquelas crianças na cidade
da Beira que foram atormentadas
com tiros e gás lacrimogéneo
apenas porque gritavam “queremos
paz”.
Que moral tem um partido político
armado até aos dentes para exigir
desarmamento a um outro partido
político?
Acusam-nos de abusar da
imunidade. Afinal “emprestar”
imunidade aos filhos,
enteados e outros parentes para em
público exibir arma de fogo e ameaçar
cidadãos, como testemunham os
residentes do Zimpeto e os agentes
da UPAI não é confundir imunidade
com impunidade?
Terminou referindo-se aos insultos
proferidos nos discursos dos
comunistas dizendo que queremos
manifestar mau grado sobre certos
concidadãos presentes nesta sala
que acham que a sua sobrevivência
política depende dos insultos a
RENAMO e seu Presidente. Advertiu
que enganam-se porque esse líder
dos moçambicanos, que arrasta
multidões, Sua Excelência Presidente
Afonso Dhlakama é carinhosamente
chamado pelo povo do centro e
norte por: “Anene holopwana”
(macho mais forte) e denunciou:
ontem, confessaram que atacaram a
RENAMO porque tem carros, já não é
por causa de 3 armas. Isto é, é inveja.
Como diz o meu povo: “Nrima wipa”
(a inveja mata).
Finalizando a sua dissertação
recomendou:
Desarmem as vossas mentes;
Desarmem as vossas casas;
Deixem de usar os esquadrões de
morte para ceifar vidas inocentes.
Mataram Siba-Siba Macuácua,
Carlos Cardoso, Cistac, Paulo
Machava e outros compatriotas.
Onde esconderam as armas?
Entreguem e deixem de aterrorizar
o país.
Nós somos pela paz;
Nós, somos pelo desenvolvimento;
Nós, somos pela vida e democracia
porque somos a Resistência Nacional
Moçambicana.”
Falou assim José Manteigas Gabriel
Perante a Sessão Plenária da VIII
legislatura.
OS PROBLEMAS QUE AFECTAM A NOSSA
DEMOCRACIA EM MOÇAMBIQUE
A situação sociopolítica moçambicana
é preocupante desde que se
alcançou a Independência Nacional.
As liberdades e os direitos dos Mo-
çambicanos têm sido ignorados pelo
partido no poder.
Moçambique carece de um ambiente
que consolide os pilares da
nossa jovem Democracia, a qual —
importa recordar — é fruto da luta de
16 anos dirigida por Sua Excelência
Afonso Macacho Marceta Dhlakama,
Presidente da RENAMO. Eis o quadro
geral em que nos encontramos:
1. Em Moçambique, desde
1975, ano da Independência Nacional,
verifica-se a ausência de um Estado
de Direito. O partido no poder
confunde-se, de forma propositada e
deliberada, com o Estado. A partidarização
do Estado é evidente.
2. O descontentamento popular
causado pelas más políticas
introduzidas em Moçambique pela
Frelimo levou à criação da RENAMO,
organização política que a História
revela ter nascido no seio do Povo
Moçambicano, fruto da sua mobilização.
A RENAMO conduziu, entre
1976 e 1992, a luta pela Democracia
que terminou com a assinatura
do Acordo Geral de Paz, assinado
em Roma pelos presidentes Afonso
Dhlakama e Joaquim Chissano a 4 de
Outubro de 1992.
O Acordo Geral de Paz concede os
direitos democráticos que o povo
quer, mas que o partido no poder
nega aos Moçambicanos.
A RENAMO exige que tudo o que
foi definido no Acordo Geral de Paz
seja respeitado e cumprido, nomeadamente:
•Direito à liberdade de expressão,
associação, manifestação e propaganda
política.
•Acesso não discriminatório à utilização
de lugares e instalações pú-
blicas.
•Liberdade de circulação e de residência
no país, isto é, todos os cidadãos
têm o direito de circular em
todo o país sem necessidade de autorização
administrativa.
•Direito de fixar residência em
qualquer parte do território nacional,
de sair ou de regressar para o
país.
Transparência nas eleições com:
•Um sistema eleitoral que respeite
os princípios de voto directo, igual,
secreto e pessoal.
•Direito de votar e ser eleito.
•Igualdade de tratamento dos cidadãos
em todos os actos eleitorais.
3. Em matéria do Exército, o
Protocolo IV do Acordo Geral de Paz,
determina:
•FADM (Forças Armadas de Defesa
de Moçambique) constituídas por
50% de elementos vindos das FPLM
e 50% vindos das Forças da RENAMO.
•Exército Republicano, apartidá-
rio, de carreira, profissionalmente
idóneo, competente, exclusivamente
composto por cidadãos moçambicanos
voluntários, provenientes
das forças de ambas as partes servindo
com profissionalismo o país,
respeitando a ordem democrática e
o Estado de Direito, devendo a sua
composição garantir a inexistência
de qualquer forma de discriminação
racial, étnica, de língua ou de confissão
religiosa.
Convém aqui recordar, a este propósito,
as palavras do Presidente
Dhlakama:
«Eu não represento uma ameaça
para o Estado de Direito. Mas represento
uma ameaça para a Frelimo.»
4. A
Segurança da RENAMO é um direito
adquirido em Roma, plasmado no
Acordo Geral de Paz nos seguintes
termos: «A RENAMO será responsável
pela segurança pessoal, imediata, dos
seus mais altos dirigentes. O Governo
da República de Moçambique
concederá estatuto policial aos
elementos da RENAMO encarregados
de garantir aquela segurança.»
Neste quadro, é bastante claro que
tanto a segurança como as armas
detidas pela RENAMO são legais e
legítimas. A Segurança da RENAMO,
incluindo a inerente posse de armas
de defesa, foi estabelecida no
Acordo Geral de Paz, na presença de
entidades nacionais e internacionais,
com destaque para a Organização das
Nações Unidas.
Ao contrário do partido Frelimo,
que é armado à margem de qualquer
lei, a RENAMO está protegida pelo
Acordo Geral de Paz, cujo articulado
foi transposto para a Lei nº 13/92 de
14 de Outubro.
A Frelimo usa os vários ramos
da polícia e do exército como
seus braços armados. Um simples
secretário distrital do partido Frelimo
pode dar – e dá – ordens de comando
à polícia ou ao exército da sua área
de jurisdição, com vista a intimidar
as populações, perseguir e seviciar
opositores do seu Partido.
A RENAMO exige a inclusão,
integração e reintegração da sua
Força com vista à criação de Forças
de Defesa e Segurança Republicanas,
que protejam a qualquer cidadão,
independentemente da sua filiação
partidária.
O Governo da Frelimo recusa a
atribuição de estatuto policial à
Segurança da RENAMO. Recusa a
sua inclusão nas Forças de Defesa
e Segurança. Pretende desarmar
a segurança da RENAMO usando
a força, sem obedecer a nenhum
critério, contrariando o que está
estabelecido no Acordo Geral de Paz.
5. Também a Polícia da
República de Moçambique (PRM)
se tem revelado um instrumento
partidário. Em Moçambique, o povo
tem medo da Polícia, não a respeita.
Tal como acontece com o Exército, a
Polícia é também da Frelimo.
A Polícia que deveria defender
os interesses da população não o
faz, pois foi concebida para atacar,
perseguir e coagir a população
para aderir a Frelimo. A Polícia não
se comporta como a segurança
pública, mas sim serve para defender,
assegurar e manter a Frelimo no
poder, o que coloca a Democracia em
risco.
6. O Serviço de Informação e
Segurança do Estado (SISE), em lugar
de promover a segurança, aconselhar
ao Estado, recolher e tratar informação
relevante de dentro e de fora do país,
é acusado por vários segmentos da
sociedade moçambicana de dedicarse
à perseguição política, incluindo
eliminação física de opositores da
Frelimo.
7. Os titulares dos órgãos de
soberania, bem como os agentes de
administração da Justiça, actuam em
obediência ao Partido Frelimo. As suas
nomeações têm base na confiança
partidária, o que mantém a onda de
impunidade quando os crimes são
praticados por indivíduos ligados à
Frelimo. Muitos crimes hediondos,
assassinatos, casos de fraude
eleitoral, terrorismo do Estado,
corrupção, abuso de poder, tráfico
de drogas, seres e órgãos humanos,
sequestros, raptos, branqueamento
e lavagem de capital permanecem
impunes, devido ao elevado grau
de cumplicidade, envolvimento e
promiscuidade existente.
8. O Estado é o maior
empregador em Moçambique. Dado
que as instituições públicas foram
todas partidarizadas pela Frelimo,
muitos intelectuais e académicos
são tentados a alienar o papel que
deveriam exercer na sociedade. São
seduzidos a prestar vassalagem ao
partido no poder, com a esperança
de assim conseguirem uma vida
confortável através de melhores
oportunidades de emprego.
Comportam-se como autênticos
trabalhadores da Frelimo, com receio
de perder o lugar. Não discutem
com honestidade os problemas
do país, dedicando-se a usar as
suas competências intelectuais
para justificar os erros e crimes da
governação.
O silêncio dos intelectuais
e académicos é um travão ao
desenvolvimento do país. Os
estudos e as reflexões necessárias
ao processo de desenvolvimento
são permanentemente distorcidas porque a todo o custo é necessário
agradar aos governantes. Com
exemplos claros, os poucos que
ousaram falar verdade, contrariando
o discurso oficial do regime da
Frelimo, perderam o emprego, viram
as suas actividades prejudicadas
e casos houve de académicos
assassinados.
9. À
semelhança dos seus professores,
muitos estudantes do ensino
superior sentem-se intimidados pelo
regime da Frelimo e pouco fazem
para mudar a situação precária do
país nos vários domínios. É assim que
a academia deixa de ser o local de
produção de um pensamento crítico.
Com receio de serem penalizados
na sua futura vida laboral, uma
vez que o Estado é o grande
empregador nacional, os estudantes
receiam que as portas para o seu
ingresso na função pública fiquem
fechadas.
Aqueles que estão no ensino
superior, tal como acontece com
muitos licenciados, cedem à cobardia,
na esperança de conseguir vaga na
função pública, assim hipotecando
a sua liberdade de pensamento e
acção à Frelimo.
Infelizmente, Moçambique não
é ainda um país industrializado. E
esta subjugação dos intelectuais,
académicos e estudantes aos
interesses de um partido revela bem
o nível de terror que a Frelimo impôs
no país, hipotecando o presente e
futuro de várias gerações.
10. Economia de Mercado.
A política económica da Frelimo
é muito prejudicial para o Povo
Moçambicano. A Frelimo não
percebe o que é uma economia
de mercado e por isso intervém
em moldes centralizadores. A
intervenção da Frelimo na economia
vai contra o mercado livre, distorce
as leis da oferta e da procura,
influenciando negativamente
as decisões dos investidores e
dos gestores públicos. Com este
intervencionismo exagerado do
Governo da Frelimo, são cobrados
impostos muito altos aos cidadãos
comuns e às pequenas e médias
empresas, o que contribui para que
haja elevada fuga ao fisco. Por outro
lado, os megaprojectos beneficiam
de várias isenções tributárias, muitas
vezes em prejuízo do Estado, mas
em benefício de alguns dirigentes da
Frelimo.
Caso paradigmático desta situação
é o comportamento da banca. Os
bancos, incluindo alguns privados,
não concedem crédito sem
ordens da Frelimo, o que mata a
competitividade no sector bancário.
11. Em Moçambique, a
liberdade de Imprensa está
fortemente condicionada. Os órgãos
de informação públicos e privados
sofrem pressões recorrentes do
regime da Frelimo quando procuram
escrever a verdade sobre o país.
A sobrevivência das empresas de
comunicação depende muito das
receitas de publicidade. Uma vez que
o partido Frelimo controla o Estado e
a maior parte das empresas públicas
e de capitais mistos, é ele quem
decide a inserção de publicidade,
recusando-a aos órgãos que não
prestem vassalagem.
É a publicidade que mais dá dinheiro
aos jornais, televisões e outros
meios de comunicação,
daí que estes tenham
medo de atacar o regime
dizendo verdades, sob
risco de perderem uma
importante fonte de
receita. Os meios de
informação que tentam
ser independentes,
isentos e transparentes
no tratamento de notícias
vêem os seus jornalistas
sofrer ameaças. Em casos
extremos são mortos.
Para acabar com os
desmandos da Frelimo,
devemos continuar com
as nossas actividades
políticas. Devemos exigir
democracia efectiva,
cumprimento do Acordo
Geral de Paz, bem como o respeito
pelos direitos fundamentais dos
moçambicanos.
Devemos exigir respeito pela
vontade do povo, transparência nas
eleições e justiça.
As forças de Defesa e Segurança
devem ser republicanas, colocadas
ao serviço de todos os cidadãos em
Moçambique.
O Povo não deve ter medo da
Frelimo, porque a nossa pátria é
Moçambique e Moçambique é dos
Moçambicanos e não do grupo
partidário que assaltou o poder.
Todos os moçambicanos devem
exigir a despartidarização do Estado,
para que qualquer cidadão, sem
nenhuma espécie de discriminação,
possa ter oportunidades de emprego,
salário condigno, habitação, acesso
à saúde e a uma educação de
qualidade. São direitos consagrados
na Constituição da República de
Moçambique.
A RENAMO é o garante das
mudanças de que Moçambique e os
Moçambicanos precisam.
“Com a RENAMO e Dhlakama
Moçambique vai mudar!”
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