quarta-feira, 10 de julho de 2013

Parlamento Juvenil: “Gato escondido com rabo de fora”

Amosse Macamo
Parlamento Juvenil: “Gato escondido com rabo de fora”
Se ainda havia alguma dúvida, o “debate” transmitido pela Gungu TV na semana passada deixou as coisas bem claras: o Parlamento Juvenil mostra cada vez mais que, debaixo da fachada de organização cívica, opera uma verdadeira máquina política. O pretenso activismo cívico toma cada vez mais abertamente tons de activismo político-partidário. Há várias organizações activistas, mas genuinamente cívicas, que são agressivas e críti...cas na sua postura, no seu discurso e nas suas acções. Vêm-me à mente a LDH e o CIP, entre outras. Mas as suas agendas são claras e inequívocas: mudar leis, políticas, comportamentos e atitudes. Nelas, não há ambições disfarçadas. Não há gato escondido com o corpo todo de fora. São o que são. Abertamente. Honestamente. Corajosamente.
Já a agenda do PJ é encoberta, mas nem por isso obscura. Ela não visa promover determinadas políticas públicas e determinadas leis, combater certos comportamentos ou posturas da administração pública ou defender os interesses da chamada “camada juvenil”, como o adjectivo no seu nome pode, erroneamente, dar a entender. Nem sequer é mesmo servir de plataforma para dar voz às diferentes correntes da população juvenil, como o seu pretenso carácter “parlamentar” quer deixar transparecer. O seu único alvo chama-se Frelimo. O seu único objectivo é tirar este partido do poder. Não são as políticas deste partido ou do seu governo que o incomodam. Não são os comportamentos dos agentes do Estado que o aborrece. Não são as leis em vigor que o atormenta. Nem sequer é a atual liderança do Estado que lhe tira o sono. É a própria Frelimo. No seu todo e no poder.
Não há nada de errado em não se gostar da Frelimo e querer tirá-la do poder. A liberdade de opinião e de acção política estão consagradas na Constituição. O que é feio, desonesto mesmo, é esconder-se por detrás do véu cívico, feita donzela púdica, para realizar o que é, para todos os efeitos, uma agenda político-partidária. Se querem fazer política partidária, que o façam abertamente. Sem subterfúgios. Sem artifícios. Sem artimanhas. Sobretudo, porque a máscara já não vos cabe na cara. Aliás, a máscara só enganou os distraídos e ingénuos, pois são bem conhecidas as entranhas de que foi parido. Aliás, aquele velho aforismo aplica-se perfeitamente: se anda como, fala como, cheira como, é!
Uma pergunta não cala neste momento: porque razão o PJ não abre logo o jogo e regista-se como partido político? Por ser cobarde e oportunista é a resposta mais evidente. Está ciente de que no dia que se transformasse em partido político, secavam os fundos dos doadores que o fazem correr e barafustar. E saco vazio não fica em pé, nem barriga vazia toca vuvuzela. Também não deve ter escapado ao PJ o destino que a “iniciativa cívica” do Raul Domingos teve quando se transformou em PDD. Por outro lado, o escrutínio da comunicação social e do público em relação aos partidos políticos é muito mais afiado. Como “sociedade civil”, o PJ fica mais protegido, de novo feito donzela virgem, pois afinal “é um de nós e não mais um deles”.
Não devem ser alheios ao “entusiasmo” que o PJ demonstra os “Benjamins” que a comunidade doadora, ingenuamente, ou se calhar até não, vai despejando no saco para o manter em pé, cheio e barulhento. Não estamos a falar de dezenas de dólares, nem de centenas de dólares, nem de alguns milhares de dólares. Estamos a falar de várias, muitas centenas de milhar de dólares. De uma fonte apenas, a soma das centenas de milhar pronuncia-se milhão. Não, não é coragem que os faz correr. Não, não é convicção que os faz gritar. É o som da máquina registadora: ka-tchim, ka-tchim!
Só não está claro se os tais financiadores acreditam realmente que estão a apoiar uma “brava e destemida iniciativa cívica” ou se, no fundo, sabem muito bem que estão a financiar, através dos núcleos distritais de jovens, das palestras, da suposta educação cívica, dos alegados debates, o desenvolvimento dissimulado dum movimento político-partidário. Se para o PJ o “manto” de sociedade civil é conveniente, não menos conveniente será para os seus financiadores que ele continue com esse disfarce para poderem alegar que mais não fazem se não apoiar uma nobre iniciativa cívica juvenil visando combater a marginalização da juventude e promover a sua inclusão.
O que também não fica claro é se alguns históricos da FRELIMO que entram na linha dos debates promovidos pelo PJ entendem ou não a sua motivação e fim últimos: remover a FRELIMO do Poder.
O que é irónico no meio disto tudo é que grande parte deste financiamento ao PJ faz-se ao abrigo da cooperação entre Estados. Assim, temos o governo dum Estado parceiro desta cooperação a financiar o combate ao partido no poder e ao governo de outro Estado parceiro da mesma cooperação. Mas mais irónico ainda é que para o governo doador poder financiar o PJ ao abrigo dessa cooperação tem que ter o aval do governo moçambicano. Portanto, no fundo o PJ não faz mais do que ingratamente morder a mão que lhe permite comer.
Photo: Parlamento Juvenil: “Gato escondido com rabo de fora”
Se ainda havia alguma dúvida, o “debate” transmitido pela Gungu TV na semana passada deixou as coisas bem claras: o Parlamento Juvenil mostra cada vez mais que, debaixo da fachada de organização cívica, opera uma verdadeira máquina política. O pretenso activismo cívico toma cada vez mais abertamente tons de activismo político-partidário. Há várias organizaçõe activistas, mas genuinamente cívicas, que são agressivas e críticas na sua postura, no seu discurso e nas suas acções. Vêm-me à mente a LDH e o CIP, entre outras. Mas as suas agendas são claras e inequívocas: mudar leis, políticas, comportamentos e atitudes. Nelas, não há ambições disfarçadas. Não há gato escondido com o corpo todo de fora. São o que são. Abertamente. Honestamente. Corajosamente.
Já a agenda do PJ é encoberta, mas nem por isso obscura. Ela não visa promover determinadas políticas públicas e determinadas leis, combater certos comportamentos ou posturas da administração pública ou defender os interesses da chamada “camada juvenil”, como o adjectivo no seu nome pode, erroneamente, dar a entender. Nem sequer é mesmo servir de plataforma para dar voz às diferentes correntes da população juvenil, como o seu pretenso carácter “parlamentar” quer deixar transparecer. O seu único alvo chama-se Frelimo. O seu único objectivo é tirar este partido do poder. Não são as políticas deste partido ou do seu governo que o incomodam. Não são os comportamentos dos agentes do Estado que o aborrece. Não são as leis em vigor que o atormenta. Nem sequer é a atual liderança do Estado que lhe tira o sono. É a própria Frelimo. No seu todo e no poder. 
Não há nada de errado em não se gostar da Frelimo e querer tirá-la do poder. A liberdade de opinião e de acção política estão consagradas na Constituição. O que é feio, desonesto mesmo, é esconder-se por detrás do véu cívico, feita donzela púdica, para realizar o que é, para todos os efeitos, uma agenda político-partidária. Se querem fazer política partidária, que o façam abertamente. Sem subterfúgios. Sem artifícios. Sem artimanhas. Sobretudo, porque a máscara já não vos cabe na cara. Aliás, a máscara só enganou os distraídos e ingénuos, pois são bem conhecidas as entranhas de que foi parido. Aliás, aquele velho aforismo aplica-se perfeitamente: se anda como, fala como, cheira como, é!
Uma pergunta não cala neste momento: porque razão o PJ não abre logo o jogo e regista-se como partido político? Por ser cobarde e oportunista é a resposta mais evidente. Está ciente de que no dia que se transformasse em partido político, secavam os fundos dos doadores que o fazem correr e barafustar. E saco vazio não fica em pé, nem barriga vazia toca vuvuzela. Também não deve ter escapado ao PJ o destino que a “iniciativa cívica” do Raul Domingos teve quando se transformou em PDD. Por outro lado, o escrutínio da comunicação social e do público em relação aos partidos políticos é muito mais afiado. Como “sociedade civil”, o PJ fica mais protegido, de novo feito donzela virgem, pois afinal “é um de nós e não mais um deles”. 
Não devem ser alheios ao “entusiasmo” que o PJ demonstra os “Benjamins” que a comunidade doadora, ingenuamente, ou se calhar até não, vai despejando no saco para o manter em pé, cheio e barulhento. Não estamos a falar de dezenas de dólares, nem de centenas de dólares, nem de alguns milhares de dólares. Estamos a falar de várias, muitas centenas de milhar de dólares. De uma fonte apenas, a soma das centenas de milhar pronuncia-se milhão. Não, não é coragem que os faz correr. Não, não é convicção que os faz gritar. É o som da máquina registadora: ka-tchim, ka-tchim! 
Só não está claro se os tais financiadores acreditam realmente que estão a apoiar uma “brava e destemida iniciativa cívica” ou se, no fundo, sabem muito bem que estão a financiar, através dos núcleos distritais de jovens, das palestras, da suposta educação cívica, dos alegados debates, o desenvolvimento dissimulado dum movimento político-partidário. Se para o PJ o “manto” de sociedade civil é conveniente, não menos conveniente será para os seus financiadores que ele continue com esse disfarce para poderem alegar que mais não fazem se não apoiar uma nobre iniciativa cívica juvenil visando combater a marginalização da juventude e promover a sua inclusão.
O que também não fica claro é se alguns históricos da FRELIMO que entram na linha dos debates promovidos pelo PJ entendem ou não a sua motivação e fim últimos: remover a FRELIMO do Poder. 
O que é irónico no meio disto tudo é que grande parte deste financiamento ao PJ faz-se ao abrigo da cooperação entre Estados. Assim, temos o governo dum Estado parceiro desta cooperação a financiar o combate ao partido no poder e ao governo de outro Estado parceiro da mesma cooperação. Mas mais irónico ainda é que para o governo doador poder financiar o PJ ao abrigo dessa cooperação tem que ter o aval do governo moçambicano. Portanto, no fundo o PJ não faz mais do que ingratamente morder a mão que lhe permite comer.


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  • Manecas Tiane and 5 others like this.

  • Manecas Tiane logo leio o texto...mas a foto e o titulo encaixam-se!See Translation

  • Ojmbunhica Machava Boa reflexao cda Amosse, nao nos admiremos que a qqr momento mudem de corolacao, de Parlamento Juvenil, que de Parlamento nada tem, so falamentos, para PJ de Partido Juvenil. De facto alguns dos debates nao so crucifixantes sao de aproveitar, mas que sejam verdadeiros e edificantes...See Translation

  • Manuel J. P. Sumbana E se tiver chegado à conclusão que o Partido Frelimo é que é o culpado da situação em que estamos não pode expressar essa percepção? O povo Egîpcio derrubou o regime que elegeu há um ano para travar os seus excessos...See Translation

  • Ojmbunhica Machava Oooooh dissidente Manuel, alias, cda Manuel uma coisa nao tem nada a ver com outra, o tema trazido ao debate e' claro limitemo-nos ao mesmo...PJ=Partido JuvenilSee Translation

  • Manuel J. P. Sumbana Relê o post Machava...tento assumir uma posição apartidária. O Parlamento Juvenil, por nâo ter recursos e vocação pode ter chegado a esta conclusâo com base nos dados e pronunciamentos do CPI e da LDH...See Translation

  • Dalepa Stanley Luis Dalepa Este filme tem um artista k o pior dele nao morre no fim sobrevive pra ver o benjamin a sumir.os doadores vao ficar mais uma vez deseludidos com eles..cmo tbm ha uns k trabalham aqui no FB finaciados pelo benjamin de uma biblioteca famosa ocidental!See Translation

  • Miguel OM De Brito Manuel, ao chamares para aqui o Egipto, estas entao a fazer um paralelo entre as duas situacoes e a querer dizer que seria legitimo o PJ promover o derrube inconstitucional de um governo legal e legitimamente eleito e constituido?See Translation

  • Chacate Joaquim Amosse Macamo, faltou discobrir o manto com exemplos e factos elustrativos de modo a nao deixar mais equivocos... o que te leva a essa conclusao mano? é que como alguem dizia aqui mesmo o SG do PJ é um membro da FRELIMO que ainda nao devolveu o Cartao, Por que estaria preocupado em se auto-derrubar?

  • Amosse Macamo Chacate Joaquim, eu referenciei o debate que foi transmitido no Gungu TV. se nao viu devia ver e depois voltaremos a falar.

  • Muzila Wagner Nhatsave liga juventude do MDM isso é sabido faz tempo, apenas revelaram se publicamente agora.

  • Chacate Joaquim Eu vi o debate meu irmao mas nao constatei isso! poderia ser mais exaustivo indicando-me os exemplos? será a presença de políticos de diferentes partidos? Muzila Wagner Nhatsave, mas como pah? é que custa-me acreditar talvez eu também sou como os doadores e alguns membros seniores da FRELIMO... é sério tragam mais detalhes pah... kikikikikikkikikikikikSee Translation

  • Amosse Macamo respeito o seu ponto de vista. seja exaustivo a contestar voce o que escrevi. abracoSee Translation

  • Muzila Wagner Nhatsave he he he Chacate conhecemos as pessoas e as suas tramoias,neste jogo de politica não se admitem distraçõesSee Translation

  • Chacate Joaquim Amosse Macamo nao estou a contestar nada meu irmao, eu queria exemplos do tipo, viu na quele debate este ou aquele facto revela o sirvilismo político do PJ porque creo que nao somos todos que temos acapacidade de tirar constataçoes em certas circonstancias...See Translation

  • Dalepa Stanley Luis Dalepa Ha uma questao que foi colocada ao Mano Amosse e com todo respeito mano amosse gostaria de citar o presidente samora..dizia ele..o inimigo pode estar no nosso seio mais n sobrevivera porcausa dos sacraficio k sera imposto e n stando abituado abandonara..See Translation

  • Nhecuta Phambany Khossa Chacate, eu assisti o debate via tv gungu. De facto, o debate tinha motivação política. As intervenções até tinham claque. De cada dez que alguém se levantava e falava mal da Frelimo, ouvia-se uma claque como se estivéssemos num campo de futebol e após a marcação de um golo. Conheço a liderança da PJ, alguns deles desde a tenra idade e parece que nada mudou. Podemos puxar aqui os estatutos da PJ para aferir se os mesmos não estão a ser atropelados; se estes prevêem nos objetivos gerais e específicos a intervenção política.See Translation

  • Manuel J. P. Sumbana Miguel. Nunca fui adepto de golpes. Mas penso que quando o governo usa os seus poderes de forma a defraudar os seus eleitores, ele deve ser pressionado a mudar a sua postura. Atê o grande Mandela defendeu essa postura contra Mugabe.See Translation

  • Egidio Canuma Se um dia a Renamo ou MDM chegar ao poder ai teremos a prova definitiva sobre o que aqui se discute... pois ai se exigira do PJ o mesmo espirito de critica (construtiva) que hoje demostra ao abordar as grandes questoes do pais. Este debate nao sera conclusivo.Mas, esta de parabens Amosse pelo"atrevimento" de traze-lo a baila.See Translation

  • Amosse Macamo Penso que o Sumbana esta a entrar nos carris: sim, este post fala tambem da diferenca entre os grupos de pressao e os interessados em tomar o poder. E disse que o PJ quer dar a imagem de grupo de pressao quando interessada em assaltar o poder. See Translation

  • Antonio A. S. Kawaria Amosse Macamo, tanto que escreveste, não disseste o que é que te fez chegar a essa conclusão. Na altura de transmissão do tal Gungu eu estava numa zona sem TV.See Translation

  • Antonio A. S. Kawaria Bem dito Egídio Canuma. Eu também acho isso.See Translation

  • Amosse Macamo Quando eu começar a ter culpa com o que voce assiste ou não assiste entao teras de me pagar como assessor de comunicacao. See Translation

  • Manuel J. P. Sumbana Obrigado, Amosse. Por exemplo, a SC portuguesa parece favorecer a queda do governo, mesmo sem apresentar alternativas. Veja a relutæncia do Ps...See Translation

  • Antonio A. S. Kawaria Amosse Macamo, sabes, não foi a questão de eu escolher, mas não ter como e na condicões de todos naquela zona. Ainda queres saber de quem é a culpa? Mas antes disso, diz-nos o que te faz chegar às tuas conclusões.See Translation

  • Manuel J. P. Sumbana Ja agora, Amosse, parece-te que o PJ quer substituir o Partido no poder?See Translation

  • Bar Gab gostei do texto, apesar de longo, pelas bobagens que apresenta... See Translation

  • Amosse Macamo "Bem dito Canuma eu tambem acho isso", Antonio, se voce já concorda com o Canuma não te parece contraproducente que ainda reivindiques rever o programa apresentado pelo Gungu? See Translation

  • Amosse Macamo Sumbana, a minha opiniao esta aqui escancarada em post. Se quiseres posso voltar a postar o mesmo texto em maiusculas! See Translation

  • Antonio A. S. Kawaria Canuma falou no sentido geral sobre crítica ao governo do dia. Mas se Amosse Macamo escreveu é o autor da acusacão, deixe-me chamar isto, então, tem que dizer para todos nós, seu amigo, o que é que viu nesse programa que constituia uma guerra contra a Frelimo. Eu não vejo aqui a dificuldade. Estou a dizer que escreveste tudo, menos isso que te fez chegar às tuas conclusões para que se debata com objectividade.See Translation

  • Egidio Guilherme Vaz Raposo Texto caustico, mas razoável para o debate. Parabéns pela interpelação Amosse Macamo. Como politico, compreendo a sua responsabilidade de interpelar qualquer que seja em situações onde a Frelimo, o Partido esta em causa. Mas também não deixo de notar e elogiar a sua capacidade critica e de colocar os pontos para todos nos pensarmos. A propria PJ deveria ver este post como um desafio que se lhes impõe; uma preocupação para finar e clarificar a sua posição em relação a partidos políticos e uma oportunidade para fortalecer o espírito critico sem contudo confundir-se com a posição ou oposição. EH possível, eh doloroso e lea tempo. Mas requer vontade. Em relacoa a claque do debate, pois, eu tambem notei. Mas se calhar o ilustre Amosse tinha que reconhecer que a maioria que la esteve, que encheu a sala era o deserdados da terra. Ou seja, uma plêiade das vitimas da governação (ou os que assim se acham), nomeadamente os madjermanes e seus familiares; os desmobilizados de guerra e seus familiares; o Próprio PJ (que eh combatida pela OJM e a Frelimo no todo), sectores religiosos, enfim, a nata de "zangados com o regime". E foram estes que aplaudiam os ditos, tiradas e chavões. Eu cedo percebi também que ali, aquela reunião era mais para exorcizar que necessariamente para discutir ideias ou o avaliar estado da nação. Muito bem esteve o representante do partido Frelimo que cedo também soube que devia ficar calado se não quisesse ser vaiado, como alias forcaram. Em todo caso, valeu. As pessoas sentiram-se importantes, a cobertura televisiva conseguiu galvanizar o povo em torno de um desiderato também perseguido pelos lideres deste pais: Paz e negociações com a Renamo. Ate aqui nada de mal. O que não percebi foi que algumas intervenções foram mesmo directamente contra a Frelimo, se calhar por ser ela o partido a governar, algo que não espantaria. A propósito mano Amosse, existe algo de relevante neste momento que não tange com a Frelimo? Uma resposta sincera iria ajuda-lo a perceber porque uma "critica" que se queira popularmente aceite nao devera descurar o nome Frelimo, mesmo que seja de passagem. Real isto.See Translation

  • Amosse Macamo Meu caro Canuma penso que não precisamos de esperar até a Renamo ou MDM tomarem o poder para perceber a movimentação do PJ. Em tempos de eleições por exemplo, uma das acções que se espera(va) deste grupo seria o de colocar em cheque manifestos eleitorais de todos os partidos em tudo que diz respeito a promoção da juventude, discutir com estes e obrigá-los a considerarem nas suas políticas privilégios e até preferências pelos assuntos juvenis.
    O que o PJ quer ou seja: as “...estratégias de intervenção a advocacia, mobilização comunitária, auscultação pública, debate, lobby, educação cívica, pesquisa, emissão de posições, formação, mentoria, partilha de experiências, diálogo permanente com os poderes legalmente instituídos e, monitoria de políticas públicas e de programas de desenvolvimento.”-fonte, site PJ, não são matéria exclusiva do Governo da FRELIMO, há aí espaço para todos e inclusive do próprio PJ, o Egídio Vaz, foi ao fundo da questão e percebe, assim como eu que está na altura do PJ repensar na sua estratégia e definir claramente o que pretende ser, porque desta forma, fica complicado.
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  • Amosse Macamo Meu caro Vaz, sou suspeito para dizer que concordo consigo e ainda suspeito se negar que a FRELIMO é agenda. Você esteve neste “debate” e viveu as suas emoções mas mesmo assim foi a ponto de analisar e trazer um ponto de vista coincidente com o que trago. Alguém das minhas relações dizia que aquilo não foi um debate, que não pode ter sido um debate e percebo agora quando dizes que serviu de válvula de escape, uma espécie de sala de frustrações onde fosse permitido dizer um pouco de tudo a quem alegadamente nos frusta, o que é bom porque alivia em parte e também desempenha o papel de deixar as pessoas com o sentimento de “importância”, ir para casa a dizer para si que hoje “insultei Guebuza”, parecendo que não faz todo o sentido,todo.See Translation

  • Antonio A. S. Kawaria Esta é conversa dos que viram o programa, mas também serviu para medir o número dos que não têm acesso a esse tipo de programa.See Translation

  • Jossias Maluleque Creio que na nossa sociedade há muita teorização da participação pública. Ensina-se mais a falar que a fazer. Ouvi com muita tristeza, um porta-voz do PJ a dizer que nos últimos 10 anos Moçambique estava a deteriorar-se do ponto de vista político e económico. Perguntei-me se vivia no mesmo país com a pessoa que estava alí a falar. Mas também é por todos sabido, que o PJ “paga bem” aos consultores (jornalistas e jornais) para impressionar os seus doadores. Não podemos esperar um debate concreto deste Parlamento que de jovem apenas ostenta nome.

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