sábado, 30 de março de 2013

Estatuto dos titulares dos cargos políticos deve ser revisto nomeadamente no âmbito remuneratório

Este pessoal politico do meu pais so pode estar a brincar...numa altura que todos falam de crise, numa epoca que a palavra de ordem e a CONTENCAO, num periodo em que o exemplo de sacrificio devia ser a todo o vapor, vem o candidato do maior partido da oposicao, a querer mais "tutu" para os politicos. Haja saco mesmo!
Cade o exemplo? Cade o espirito de sacrificio? Ninguem mais quer sacrificar para o bem colectivo e a politica agora nao passa mais do que um instrumento de acumulacao primitiva de capital em Cabo Verde. Paxenxa, nha djenti!
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  • Abel Djassi Amado A nao ser que por "actualizacao" dos salarios dos cargos politicos o UCS quer dizer reducao (assim como limitar o leque de mordomias)
  • José Ricardo Livramento Podem ser actualizados para baixo lol ou mesmo com a redução do numero de políticos.
  • Miguel Duarte ele deveria propor o salario minimo ao menos 20 mil escudos. pk sem selario nao a poder de compra, sem poder de compra nao ha desenvolvimento do sector privadon, nao ha emprego. és cre so defende ses interessos kkk
  • José Ricardo Livramento Salário mínimo a 20 mil escudos e desemprego a disparar para mais de 50% , quais são as empresas em Cabo Verde que aguentam pagar 20 mil escudos como salário mínimo ?
  • Ricardino Sanches Depois de ter aumentado o IUP, vem agora com esta! Muito inoportuno mesmo, neste contexto de crise.
  • Manuel Rodrigues Discordo e não alinho por este diapasão. Todos nós conhecemos o ordenado dos Politicos, dos Gestores Publicos e Profissionais Liberais. Continuando assim, cedo ou tarde teremos políticos a prostituírem profissionalmente porque sabendo de antemão que o cargo é electivo ou por nomeação e que não conta para a reforma e ou vitalício, este pode cair na tentação de aliar ao cargo político, outra actividade remuneratória que pode brigar com o estatuto e imagem do Politico.
    Porque não perguntar, indagar ou solicitar informação porque, o gestor publico, nomeado pelo politico, ganhe de longe mais do que o politico que o tutela e nomeia????.
    Porque não perguntar, indagar ou mesmo solicitar informação porque o Presidente de Camara Municipal da Praia, tenha o mesmo ordenado que o Presidente de Câmara de São Lourenço, Picos, Brava, Mosteiros e outros municípios do país de pequena dimensão e sem recursos???
    Sou de acordo que o Politico tenha ordenado superior aos Gestores Publicos e que não conta quando se encontra fora da política ou para efeito da reforma que deva morar na sua casa e nunca receber por instalação ou desinstalação.
  • Napoleao Vieira de Andrade Porque devia o Presidente da Câmara Municipal da Praia ganhar mais do que o Presidente da Câmara Municipal de S. Domingos e/ou das outras paragens nacionais?
  • Manuel Rodrigues Sr. Napoleao Vieira de Andrade, devia sim porque não têm mesma disponibilidade financeira, nem o desempenho dos Presidentes são iguais. Por isso estes Municipios devia 1º pagar com os meios proprios em vez de receber FEF para pagar ordenado, ou melhor estar a dizer, (N'KA DADU, N'KA DA) ou melhor (N'DA QUEL KIN DADU). Isso mesmo Sr. Napoleão.
  • Napoleao Vieira de Andrade Nesta perspetiva, quer o senhor Manuel Rodrigues dizer que nem todas as Câmaras Municipais deviam ser consideradas ou, então, ter um estatuto menor?
    Queres dizer que cada Câmara Municipal deve contar com seus próprios recursos, sem esta questão de Associação de Municípios, que mete todas as Câmaras na mesma condição estatutária?
  • Yolando Mendes MENSAGENS DI PAPA FRANCISCO KA TA FAZI MILAGRI
  • Abel Djassi Amado Manuel Rodrigues: esqueceu de uma coisa. Um individuo que vai para a politica, norma geral, admite que assim o faz, por razoes altruistas e que quer ajudar o seu povo. Todos assim o dizem. Tal discurso, implica (ou pelo menos, deveria implicar) um espirito de sacrificio. O que nao tem estado a acontecer no nosso pais. Estou ainda para conhecer um politico que anda a sacrificar os interesses privados a favor dos publicos.
    Se existe alguma verdade no seu post, e que de facto existem gestores publicos que ganham uma pipa de dinheiro. Se existe algo a ser feito, e deflacionar os salarios destes parasistas--que, contabilizando as mordomias, ganham que nem gestores das grandes multinacionais.
    agora, nao e verdade que aumentando o salario dos politicos diminui-se a ameaca da corrupcao--como quer. Non sequitur. Na verdade, os salarios dos politicos tem estado a aumentar desde 1991, e, ao contrario, mais e mais corrupcao temos estado a assistir.
  • Manuel Rodrigues Sr. Napoleão o estatuto municipal é igual para todos, o que não quer dizer que os Municipios devem ter a mesma folha salarial para os seus eleitos, (opinião pessoal). Os Municipios devem pagar as despesas politicas com os fundos proprios, caso não conseguem mobilizar recursos para o efeito melhor é não aceitar a graduação e que continuem Ladeiras ou Pagigal. Sr. Abel Djassi, fazer politica como sacrificio para depois vir dizer que tem direito à medalhas, juros bonificados, bolsas de estudo para descendentes, casa de estado e outras mordomias, este filme foi rodado até bem pouco tempo e muitos dos figurantes ainda estão com olhos arregalados, pois, quem se digne servir para a politica deve ser bem remunerado e vê que nunca defendi bom salário como tecto para cobrir a fuga ou roubo de fundos. QAuanto ao aumento de ordenado que dizes começar com o avento de 1991, tens toda a razão e é uma verdade sim, porque foi só a partir de 1991 é que começamos a saber sobre o ordenado, o vencimento, as mordomias dos politicos porque antes fucinhar sobre este fedor daria se calhar anos enquadrado num recinto fechado 4x4, quando muito Shock n'Obo, Sr. Djassi.
  • Mário Matos Caro Abel Djassi, escrevo sem ter lido todos que aqui comentaram pelo que posso estar a chover no molhado... Também não li as declarações do senhor Presidente da Câmara da Praia e candidato à liderança do MpD, desconhecendo, assim, o seu contexto. Só quero avançar-lhe um dado: os titulares de classe política em Cabo Verde não tiveram nenhuma actualização na sua remuneração desde 1997, já lá vão, pois, dezasseis anos. Concordo consigo em como o momento não é o mais indicado para aumentos salariais, não apenas do dos titulares de cargos políticos. Quanto a ir para a política por altruísmo, (eu direi para servir, o étimo original de ministro, por exemplo, é aquele que serve) não é antagónico a que o político seja remunerado justamente. Caso contrário estaremos a reivindicar salários justos para todo aquele que trabalha menos para os políticos...
  • Napoleao Vieira de Andrade Descordo que cada Câmara Municipal deva fixar salários aos funcionários de acordo às suas receitas.
    Deve ter um padrão que regula o salário de todos os funcionários das autarquias municipais, sem descorar da autonomia financeira.
    Lá porque uma câmara municipal tem mais receitas locais não significa que tem que pagar melhor seus funcionários. Pelo contrário, deve investir mais nas infraestruturas e criação de serviços para os munícipes e não mais mordomias.
  • Abel Djassi Amado Caro Mário Matos: eu faco parte da escola que ve os politicos como pessoas altamente altruistas, pessoas com vocacao para servir, de que escrevia Weber (e nao apenas pessoas que usam a politica como instrumento de mobilidade social vertical). Assim sendo, o politico e acima de tudo um homem ou mulher de sacrificios (por isso e que adiro firmamente a teoria cabralista do melhor filhos do nosso povo, assim como postulado por Cabral, e nao da maneira como foi e e interpretado, sendo que os melhores filhos sao os lideres politicos altamente altruistas que colocam os interesses publicos e nacionais acima do proprio bem privado).
    E, depois, caro Mario Matos, contabilizemos na totalidade dos "salarios" auferidos por politicos:
    * subsidios varios, que aumentam com a posicao;
    * seguranca 24/7, dependendo da posicao;
    * viatura do bom e do melhor 24/7
    * viajens ao estrangeiro e ajudas de custo e representacao
    * telefones e outras utilidades (agua, casa, etc) pagas, dependendo da posicao;
    * e, o mais importante de tudo, e a acumulacao do capital social e simbolico, que advem do facto de ser politico em si mesmo. Este capital de valor incalculavel pode a qualquer tempo ser convertido em capital economico. So um exemplo: quantos antigos politicos que conhece ficaram muito tempo no desemprego, depois de sairem das suas respectivas posicoes politicas? Muito pelo contrario, dado a longa historia de networking que a posicao politica lhes garante o mais comum e sair da politica e entrar logo numa outra carreira tanto quanto lucrativa (em Cabo Verde, conheco grande numero de antigos politicos hoje homens de negocios, membros das organizacoes internacionais, etc).
    Agora, vamos contabilizar tudo isso e vamos ver quanto ganha os politicos. Por exemplo, quanto ganha o Presidente da CMP
    * Salario + Viajem confortavel no Prado V8 + Ajudas de Custos a todas as viagens oficiais ao estrangeiro + Gasolina paga ao carro + Capital Social e Simbolico por ser Presidente da CMP (este, como na publicidade do Master Card, PRICELESS) = ?
  • Manuel Rodrigues Os Funcionários recebem de acordo com o funcionalismo publico, (cargo e salario regulado), isto não entra neste goto, Sr. Napoleao Vieira de Andrade, estamos a falar de políticos,(presidente, vereadores, acessores and some others). Repare que o escriturário dos Mosteiros faz o mesmo que o escriturário da CMS enquanto que os Presidentes não têm o mesmo afazer ou as exigências não são as mesmas, simplesmente isso.
  • Napoleao Vieira de Andrade Quase entendi: Quer dizer que o Presidente da Câmara Municipal da Praia deveria ganhar mais do que quaisquer Presidentes das Câmaras Municipais do país, porque tem mais receita.
    Pois, importava-se mais com salários dos políticos, porque existem verbas para tal, que são dos munícipes, para, em jeito de compensação, criar mais mordomias invés de mais postos de trabalhos para os pobres.
    Como sentiria um mesmo Presidente da Câmara Municipal doutro município pobre, sem muita receita, perante o poderoso e bem pago Presidente da Câmara Municipal da Praia?
    Teriam o mesmo tratamento social? Não teria arrogância perante os pobres presidentes das câmaras municipais?
  • Raul Dias Epá, o Ulisses foi infeliz no seu comentário... se é que se deve usar esse adjectivo para classificar a sua intervenção. Eu sou um acérrimo defensor de que um político é aquele que mais do que ninguém deve lutar para a poupança da coisa pública. Por exemplo no Reino Unido (um país de longe comparável com CV) os deputados recentemente começaram a viajar de transportes públicos evitando gastos desnecessários com viaturas dispendiosas; Na Suécia o PM não tem direito a ter empregada de casa, e as contas dele são públicas; Os deputados partilham residenciais, lavandarias, cozinhas, salas de estar - quando encontram-se na capital e tem trabalhos na Assembleia... Se eles fazem, porque não havemos nós de fazer? Se queremos copiar alguns exemplos, não copiemos apenas maus exemplos dos nossos irmãos Portugueses.
  • Manuel Rodrigues Bem Sr. Napoleao Vieira de Andrade, se pensas que um sujeito politico só tem o mesmo peso social quando o ordenado tambem for igual, aí já não posso continuar a dar a minha opinião. O presidente de portugal não tem mesmo ordenado que o presidente dos EUA ou o nosso Zona mas, todos são presidentes dos respectivos países e porque o Ulisses sentiria mais presidente que o Bala???? Só porque a CMP pode oferecer um salário melhor que aquela que a CMB dá ao Bala???? Veja que o Bala declinou parte do ordenado ou coisa parecido. Repare que o Ulisses como técnico pode ter um ordenado superior ao de Presidente de CMP, fosse esse entendimento como querem vender por aí, então ele deixaria a CMP por causa de dinheiro. O vencimento do POlitico deve ser justo e de acordo com o cargo. Pra mim o salario dos Presidentes variam de Camara para Camara, é feio estar a receber salários proveniente de FEF, TAXA ECOLOGICA, e outras transferencias para investimento.
  • Samilo Moreira Manuel Rodrigues nenhum CIDADÃO é obrigado a entrar na Politica.Todos sabem os Custos e os Benéficos, e o ultimo é superior ao primeiro.Quando diz que salario Bruto-Fixo mais Variável- na politica é pouco , então que vá para o privado ou seja empreendedor. O senhor sabia que o Orçamento privativo da A.Nacional para 2012 foi de 700 Mil contos? O senhor sabia que só para cobrir os rendimentos dos políticos profissionais – PR, primeiro-ministro, os 19 membros do governo, os 72 parlamentares, os presidentes das Câmaras e das Assembleias, os vereadores profissionalizados e secretários das Assembleias dos 22 Municípios – o tesouro público e o municipal gastam 400 Mil contos por ano? O senhor sabe que 50 por cento dos funcionários públicos em CV ganham 15 contos? O senhor sabe qual o Hotel preferido dos politocos CVerdianos, quando visitam Lisboa? O TIVOLI. Os políticos CRIOULOS querem mais regalias que os Suecos, mesmo sabendo que somos um País pobre. Engraçado é que para situações de Politcos envolvidos em esquemas, de politicos a enriquecerem de dia para noite, Politicos e governantes que recebem salario e reforma ,quando alguém apresenta propostas para tornar o País mais transparente e equidade, etc, n vejo certas pessoas a comentarem, ou a criticar essa postura dúbia . Agora, quando é mais regalias para os politcicos, la vem os suspeitos de Costumes, a choramingar pela suas vidas de pobreza que o ser Politco acarreta. SÃO ESSES FALSOS E DESCARADOS QUE ANDAM A BLOQUEAR E A SAQUEAR O PAÍS, QUE QUEREM REGALIAS.E AS RESPONSABILIDADES, TRANSPARÊNCIA, MERITOCRACIA etc, porque não lutam para tal ?
  • Abel Djassi Amado Nem mais, Samilo! Infelizmente para os politicos na cena e para muitos dos seus apoiantes e normal que a politica seja uma industria extrativa (extracao, claro esta, das rendas, nao no sentido economico classico, mas antes de proveitos economicos sem labor nenhum). Mas, a hora de lutar, todos fingem que nao e nada com eles.
    O exemplo da Suecia e bom demais: um pais deveras mais rico e organizado do que CV--e no entanto espera-se de longe mais sacrificio dos servidores publicos. Pode-se ate saber das movimentacoes financeiras do PM na Suecia. Imagina se eu pedir algo de genero em CV--os Nevistas iriam me comer vivo...
  • Samilo Moreira É que para os Politcos em CV o Dinheiro transferidos para eles do OE, lhes pertencem, isto é, podem fazer o que quiserem com ele, dese que o mesmo no fim bate certo.Podem gasta-lo em festas, prostitutas de luxo, romarias etc, pelo Mundo fora, que nunca vai se saber pq ninguém presta conta ao POVO. Abel Djassi Amado há aqueles que vivem da transferência do Dinheiro Publico, como se um Direito se tratasse, e choraminga por mais.MAMA É SABI, POR ISSO.
  • Ricardino Sanches Trata-se de uma falsa questao que de vez em quando certos politicos levantam com objectivo de desviar a atencao da opiniao publica de assuntos mais importantes. Basta olharmos para as pessoas a nossa volta: as que ocuparam/ocupam cargos publicos e as que nunca ocuparam/ocupam esses cargos para tirarmas as devidas conclusoes. E o que eh que alguns politicos nao fazem para ganhar umas eleicoes e chegar a esses cargos, alegadamente mal remunerados?
  • Mário Matos Caro Abel Djassi. Antes de mais releva a gralha minha de escrever “titulares de classe política” em vez de “titulares de cargos políticos”…
    Respeito a sua escola que vê políticos como pessoas altamente altruístas. Tenho dúvidas é quanto a carrear Weber para significar a política exercida altruisticamente. Estudei a conferência dele há muito, no 1º ano da Faculdade, já lá vão uns valentes anos. Mas, remeto-o, de memória, correndo, pois, o risco de estar enganado, para a destrinça que ele faz entre viver de e vivar para a política. A essência da distinção não será pelo altruísmo…
    Parece-me que mistura aquilo a que o cidadão comum chama de “mordomias dos políticos” com a problemática da remuneração justa, que é aquilo que defendi no meu comentário anterior. Mesmo em relação a essas “mordomias” noto uma tentação mais ou menos generalizada nas redes sociais para transpor para Cabo Verde aquilo que se passa noutros países, sobretudo em Portugal. Seria fastidioso neste espaço vir discorrer sobre essa matéria. Apenas o seguinte: os titulares de cargo político que têm direito a viatura de serviço, subsídio de renda de casa ou residência assegurada pelo Estado, são em número reduzido comparado com o total. Muito mais reduzido ainda sãos os que têm direito a segurança pessoal. Mas, tudo isso deve ser considerado “mordomia”? São só os titulares de cargos políticos cabo-verdianos que beneficiam disso? O que isso tem a ver com servir ou ser altruísta? Sim, podemos dizer, fulano tem tudo isso mas é um mau político… Mas, isso é outra problemática… Ademais, meu caro, e os funcionários, os presidentes das instituições públicas e para-públicas que pelas suas funções também usufruem de viaturas? Nalguns casos nem é somente viatura…
    Do mesmo passo, não vejo como relacionar a aquisição (ou melhor) o reforço do capital social pelo exercício de cargo político com a remuneração e com o altruísmo que, na sua óptica deve presidir a motivação e acção do político. A relação entre capital social e exercício da actividade política parece-me mais complexa e não é unidireccional. Políticos podem ver o seu capital social substancialmente melhorado como podem emprestar o seu capital social, (aquele que detinham no momento em que passaram a exercer o cargo), ao exercício desse mesmo cargo, desencadeando uma dinâmica interactiva entre ambos, cargo e capital social.
    Diz-me que não se viu nenhum político sair do cargo para o desemprego. Mas, porque é que um político devia sair do seu cargo para o desemprego se não conheço (até pode haver mas será excepção) nenhum cidadão que saiu do desemprego para a política? Há, sim, políticos que se enriqueceram no cargo: por tráfico de influência, por corrupção, etc. Mas, será justo raciocinarmos como se fosse a maioria dos políticos? Há políticos que, sem terem sido corruptos, sem terem feito tráfico de influência, saíram dos cargos, agenciaram o capital social e aquilo a que chama a “posição de networking” e passaram a ocupar cargos de CEO ou outros que os catapultaram no mundo de negócios. Mas, há outros que voltaram tranquilamente às suas profissões, e os há em Cabo Verde, ou passaram a ser consultores em áreas onde ganharam experiência, vivendo do seu trabalho honesto. Isso deve ser a priori associado à remuneração justa do político? E porquê falar de viagens em missão de trabalho quando estamos a falar de remuneração? Se seguirmos esse raciocínio até as últimas consequências viagens+subsídios+residência,+viatura+segurança+agenciamento de capital social+capitalização de redes, deviam substituir a remuneração dos titulares de cargos políticos!
    Meu caro, com esse raciocínio está a dar razão aqueles militantes e dirigentes do PAIGC que consideravam que Cabral estava a usufruir de mordomias quando passava temporadas no exterior, em inúmeras viagens, em grande actividade diplomática para promover a luta de libertação nacional dos povos da Guiné-Bissau e Cabo Verde e para isolar diplomaticamente Portugal colonial nos fora internacionais… E pode crer que esse não terá sido um problema de somenos para Cabral e a luta.
  • Helena Fontes O que me indigna e não admito é que políticos como o UCS continuem tentando enganar os caboverdianos, e de forma incoerente. Pergunto, qual foi o partido político, na oposição desde 2001, felizmente..., que na AN votou contra a proposta do Governo, apresentada no início desta década, de actualização do vencimento do PR, em relação ao qual estão indexados os demais vencimentos dos titulares de cargos políticos? Simples! O MpD! Agora vem o UCS tipo salvador da pátria achar que se deve aumentar o vencimento dos titulares de cargos políticos..., e porquê, e só agora? Haja saco para tanto ziguezague rebentola! Não achas Alice Matos?
  • Mário Matos Terá sido por volta de 2005 que a Maioria tentou actualizar os vencimentos de titulares de cargos políticos. O então líder do MpD e deputado da Nação Jorge Santos, apoiado por mais alguns deputados da sua bancada, insurgiram-se veementemente contra a proposta. Diga-se em abono da verdade que houve deputados do MpD que pronunciaram-se a favor, um deles que lembro de memória o deputado António Pascoal Silva que avançou a sua fundamentação pessoal. Na altura havia um problema acrescido: os vencimentos dos magistrados estavam vinculados na legislação ao dos titulares de cargos políticos. Não posso deixar de dizer que a argumentação da bancada do MpD na altura tinha ressonâncias de demagogia... Claro que a Maioria recuou.
  • Napoleao Vieira de Andrade Comparei os salários com os Presidentes das Câmaras municipais do nosso país e não com outros.
    Continuo a defender humildade e simplecidade na politica.
    Esta moda de sofisticação material e mordomias são exemplos de países corruptos, onde dirigentes não servem de referencias para o povo que lhes elegeu.
    Estava pensando que o discurso de Ulisses pudesse assemelhar-se ao do Papa Francisco I. Enfim... Combater a crise e ser um politico modesto/de referência não é fácil neste mundo de hoje.
    Abraço fraterno Manuel Rodrigues.
  • Lívia Semedo "TRABALHO IDUAL=SALARIO=RESULTADO=. Porquê que um PCA de uma empresa publica deficitária deve ganhar mais do que um Presidente de Câmara ou de um Deputado? As responsabilidades e objectivos da Câmara da Praia (cerca de 120.000 hbs) e = ao do P. da Câmara dos Picos? Quanto ganha o PCA da ARE? E o da TACV? E o da Electra? E a DG do HAN? Continuamos?... Penso que não vale a pena. Boa noite.
  • Mário Matos O debate sobre as regras de accountability e hábitos dos políticos nórdicos é interessante. Só que não entendo porquê se vai buscar esse exemplo, das melhores e mais rodadas democracias do mundo, de sociedades que apresentam os melhores índices de desenvolvimento humano e económico, para comparar com Cabo Verde, sem a necessária contextualização. Note-se que democracias também avançadas, não chegam às práticas dos nórdicos: a França, a Itália, por exemplo. Não me parece que se possa discutir essas matérias com seriedade e proveito a partir de uma perspectiva que considera que o político cabo-verdiano não tem direito a um bom-nome, é corrupto, vive às custas do povo, faz política por mordomias, ganha bem e faz choradinho, etc, etc. esse é um discurso fácil. Qualquer um pode fazê-lo e, sobretudo, cai bem a uma larga fatia da população nos tempos que correm. Muitos que vituperam os políticos desta forma não aceitariam que se dissesse deles um décimo daquilo que dizem dos políticos cabo-verdianos. Adianto-me a mais que prováveis más interpretações para dizer que das minhas palavras não se conclua que faço leituras maniqueistas do tipo, os do meu partido são os bons e os da Oposição são os maus"... Felizmente a distribuição estatística de péssimos, maus, mediocres, assim-assim, bons e óptimos, está democraticamente feita na nossa sociedade, como em tudo o que é humano, incluindo partidos políticos. Já deu para perceber que, tal como disse no meu primeiro comentáro, não comentei o que UCS disse e ainda não o li.
  • Lando Freire MODA GABRIEL O PENSADOR CANTA, "É PRA RIR OU PRA CHORAR"
  • Napoleao Vieira de Andrade Julgo que a sociedade tem uma ma impressão dos políticos, porque a maior corrupção passa pelas Câmaras Municipais do país, onde se constata maior desfalque e desvios financeiros.
    Por isso, exigi-se aos políticos melhor legislação e controlo neste sentido.
    É só analisar os escândalos que verificaram ao longo desses tempos.
  • Abel Djassi Amado Caro Mário Matos : começo primeiro por indicar que Max Weber, no seu famoso Politik als Beruf, manteve, assim como tinha escrito antes, que o altruismo é, em certa medida o elemento que distingue entre os dois tipos de políticos, os que vivem de politica e os que vivem para a politica. Segundo as proprias palavras de Max Weber (desculpe-me estar a citar em ingles, mas o livro que tenho e em ingles): “he who lives ‘for’ politics makes politics his life, in an internal sense. (...)he nourishers his inner balance and self-feeling by the consciousness that his life has meaning in the service of a cause.” Pois, como pode ver particularmente na ultima parte da frase citada, é o serviço a causa que define o que Weber chama de politicos que vivem para a politica. Dito diferentemente, é o altruismo (servico a causa) que define assim este tipo de politico. Como ve, o altruismo esta bem patente na tipologia weberiana (e poderia alongar mais o argumento sustentando com uma outra distincao feita por Weber entre a etica de responsabilidade e a etica de convicao tal como e aplicada por diferentes tipos de politicos—mas isso fica para uma outra oportunidade).
  • Abel Djassi Amado E quanto trouxe a questão das mordomias e exactamente para mostrar que existe um conjunto de capitais nao contabilizados que deveriam entrar quando se fala do verdadeiro salario dos politicos. A verdade é que mantemos uma visao de tunel sobre a questao das renumeracoes dos politicos—e nao levamos em conta outros elementos, tais como os que apontei. Pois, estes elementos, particularmente o facto destes terem a oportunidade de acumularem o capital social e simbolico é de extrema importancia. E deve ser sempre mantido na mente quando se debate sobre a questao da renumeracao—porque como bem notou Bourdieu os capitais social e simbolico podem muito bem, a qualquer hora, ser convertidos em capital economico.
    E quanto escreve que outros politicos no mundo afora auferem dos mesmos privilegios—e ipso facto tambem devem os politicos nacionais—tal ligacao sofre de non sequitur. So porque as mordomias estao presentes em todos os paises nao deve significar que nos tambem temos que seguir o que todos os outros paises fazem. Nao teriamos entao capacidade de inovar na politica?
    E, mais, compara o leque dos privilegios dos politicos nacionais com os da Suecia—comparar, por exemplo, o que gasta o parlamento sueco com o parlamento de CV (em termos relativos e nao absolutos, claro). Sobre o caso sueco, ver o video: http://www.youtube.com/watch?v=98mrmrE-SwE. Entao, como pode ver, o leque das mordomias nao e assim tao global como afirma...
    A Suécia é um dos raros países do mundo que aplica a democracia de forma verdade...ira. A maioria dos países democráticos, como o Brasil, de democrático só tem ...See more
  • Abel Djassi Amado Nao consegue relacionar entre o capital social com o capital financeiro (renumeracao) porque, infelizmente, nos nao estamos treinados em contabilizar tal o primeiro capital que e verdadeiramente importante. O simples facto de estar a assumir posicoes de lideranca num dado pais permite ao homem ou a mulher ligacoes com pessoas com poder de decisao nao so dentro do pais como fora do proprio pais. Assim sendo, uma rede de conhecimentos pessoais desenvolvem e podem ser accionados a qualquer momento. Como explica entao a facilidade de circulacao da elite politica em Cabo Verde?
  • Abel Djassi Amado Mário Matos: A comparacao que faz, parece-me que esta a brincar (“Mas, porque é que um político devia sair do seu cargo para o desemprego se não conheço (até pode haver mas será excepção) nenhum cidadão que saiu do desemprego para a política?”). O politico encontra na posicao dominante e, por isso, e deveras facil para ele (ou ela) arrumar, mais vezes do que nao, emprego enquanto estiver na propria posicao. E, atraves de ligacoes, muitas vezes nebulosas, favores aqui e ali, nao precisa, assim, de ir engrossar a fila de desempregados. Cai de paraquedas num outro lugar de destaque, sempre com um bom ordenado. Poderia listar alguns exemplos, mas sabendo que conhece bem a politica nacional—assim como os politicos—eu sei que sabe de exemplos varios.
  • Napoleao Vieira de Andrade Sim os escândalos do Embaixador Estrela, Enacol, Cimento, Terrenos, Ponte de Boavista, Anel Rodoviário do Fogo, roubos e desvios de fundos, enfim... Os políticos tem que estar mais atento.
  • Abel Djassi Amado Mário Matos: Primeiro, vamos la ver como o Cabral passava as temporadas fora nos paises ocidentais e como passam agora os nossos lideres? Evitando a todo o custo romanticizando Cabral, sabemos—e tenho a certeza que deve saber—que os gastos do PAIGC com Cabral no estrangeiro, em termos relativos, em nada tem a ver com os dos nossos governantes de hoje nos paises Europeus. Desde a escolha do hotel até ao uso de veiculos tudo e bem diferente—porque Cabral mantinha a ideia que a causa pode ser servida sem que tenhamos que enverdar pelo caminho da ostentação. (alias, a simplicidade de Cabral e comprovada, por exemplo, no livro Our People are our mountain, aquando da sua visita ao Reino Unido e aquando do encontro com os apoiantes britanicos do PAIGC).
    Segundo, quando falo em mordomias, elas existem—e nao vale estar aqui a tentar tapar o sol com as peneiras. Diz-me, oh Mario Matos, quanto auferia Cabral de ajuda de custos nas suas idas ao estrangeiro? Pelo contrario, o homem ia ao estrangeiro trabalhar por uma causa e ele sabia que trabalhar, desde que seja com a vontade e etica, pode ser feita em qualquer condicao. Agora, nao venha dizer que e preciso estar no Tivoli e estar a circular no Prado 4x4, entre outros privilegios desnecessarios para o pais, para que um ministro possa, de facto, fazer jus a etimologia do seu titulo!
  • Raul Dias Sr. Mário creio que o exemplo que dei não precisa de grande contextualização... é do conhecimento da maioria das pessoas da diferença que separa a realidade crioula da Sueca, ou do Reino Unido. Realcei essa diferença desses políticos visto que pareceu-me oportuno apontar algumas dessas diferenças cabais desse tipo políticos, também por que desejava (e espero que um dia se concretize) que as coisas em CV fossem melhores, por exemplo acho desnecessário tanta opulência com as viaturas estatais, viagens em classe executiva, capital social e económico imensos, enquanto que a muita gente em CV que sofre privações que ninguém deveria sofrer. Somos pobres é certo, então temos que fazer com as nossas acções reflictam isso. Um exemplo como o da Suécia é algo extraordinário, um país em que uma das actividades preferidas do PM é arrumar a sua própria casa, diz quase tudo...
  • Alice Matos Quem deve ganhar mais: o PCM que tirou o seu "pequeno" Município da lista dos inviáveis, introduziu uma dinâmica de desenvolvimento com resultados objectivos (obras) e subjectivos (envolvimento social), com aumento da qualidade de vida, ou o Presidente de um GRANDE município que mais não fez do que levar a autarquia à bancarrota, regredir o processo de melhoria das condições de vida das populações, pôr em risco os ganhos passados? Não falo de nenhum município em particular, foco o princípio acima exposto, com o qual<não concordo: a dimensão do município como factor a deterninar o "salário" do presidente da CM; a dimensão da empresa e os $$ envolvidos a determinar...... É por isso que questões de fundo continuam sem resposta: por que é que os partidos políticos teimam em elegar para cabeças de lista políticos calaceiros, incompetentes (já nem falo dos corruptos...); por que é que o povo continua a votar em políticos calaceiros e incompetentes, uma, duas, três... vezes? Estendendo o raciocínio a outros contextos similares, ao Parlamento, por exemplo, em que estão representados Concelhos de dimensão vária (embora sejam todos representantes do povo por inteiro)... estou a vê-los todos a "brigar" por Praia... afinal o município maior... Se a ideia passa... Não, não pode passar. E não passando, teriam então os autarcas, os políticos, os pca... de receber pelos resultados conseguidos, pela qualidade da sua intervenção e seu impacto... Só que, na ausência de avaliação de desempenho, no que aos autarcas diz respeito, o nosso voto é a nota... e o ciclo a viciar-se: políticos calaceiros, incompetentes a presideir CM, a representarem o povo... A questão colocada no post vai muito para além de $$$$$$$$$$$... bom não se perder a complexidade dela.
  • Lívia Semedo Se os Dirigentes não têm que ser avaliados e responsabilizados e recebem bónus qualquer que seja o resultado, porque e que os trabalhadores/funcionários são submetidos a assinar livro de ponto (agora digital para evitar confusões), sujeitos a PCCS questionáveis, a modos/métodos de avaliação questionáveis, avaliações subjectivas e muitas vezes penalizantes, objectivos fixados numa lógica qualquer que não objectivos SMART, etc etc etc. E uma discussão difícil, a abordagem e não e óbvia. Voltando ao inicio os políticos têm de ser bem pagos e responsabilizados. FELIZ PASCOA a todos.
  • Tubarina Jaquelina Barros éh as pessoas fazem da politica uma galinha e ovo de ouro. Por isso encerrei a minha carreira politica antes de começar. quero mesmo é ser farmacêutica.
  • Helena Fontes Eu cá acho que a política é uma função nobre, é uma causa justa quando for exercida para servir os outros. Este o meu conceito de política Tubarina Jaquelina Barros. E temos muitos políticos que assim o fazem, agora o legítimo titular do poder político que somos nós, os cidadãos, devia estar mais atento, mais crítico e fiscalizar a acção dos seus representantes.

1 comentário:

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