Monday, May 18, 2026

Técnico de ecologia político-institucional

 Elisio Macamo


Na percepção pública, a sociologia estuda a sociedade, o que é vago ou circular. Por causa disso, é difícil imaginar a sua utilidade prática. Jovens formam-se em sociologia, mas depois não sabem o que fazer. Ora, a forma como o país é governado criou um perfil que sociólogos podem satisfazer muito bem: técnico de ecologia institucional.
O nome parece complicado, mas a ideia de base é acessível para qualquer um. Trata-se duma pessoa capaz de perceber as condições que precisam de existir para que uma medida pública funcione. Não é um especialista em leis, nem em finanças, nem em engenharia. É alguém treinado para olhar para a relação entre instituições, comportamentos, incentivos, rotinas administrativas, cultura organizacional e coordenação entre actores. Em suma, alguém capaz de compreender que políticas públicas não funcionam apenas porque foram anunciadas ou regulamentadas.
O nosso país tornou-se um país particularmente interessante para este tipo de competência porque desenvolveu uma curiosa cultura de governação baseada na ideia de que problemas se resolvem através da criação de instrumentos. Falta crédito? Cria-se um banco. Falta transporte? Compram-se autocarros. Há problemas de juventude? Cria-se um fundo. Há violência pós-eleitoral? Cria-se a COTE. Há boatos sobre o definhamento de órgãos sexuais? Fazem-se campanhas de sensibilização (ou suspeita-se que seja uma conspiração para desestabilizar o país...). Tudo isto pode, e é, ser necessário. O problema começa quando se imagina que a simples existência da instituição, do regulamento ou do equipamento resolve automaticamente aquilo que lhe deu origem.
Na verdade, políticas públicas funcionam dentro de ecologias institucionais. Um banco de desenvolvimento, por exemplo, não depende apenas de capitalização, economistas competentes e boa legislação. Depende também da qualidade da administração pública, da previsibilidade das decisões do Estado, da coordenação entre instituições, da circulação de informação credível e da confiança dos agentes económicos. Um banco pode aprovar crédito para pequenas empresas, mas se licenças demorarem meses, se tribunais comerciais forem lentos, se houver incerteza regulatória e se os serviços públicos forem arbitrários, o crédito transforma-se facilmente em dívida improdutiva.
O mesmo vale para os autocarros recentemente adquiridos para transporte urbano. Na superfície, a medida parece sensata. O país precisa de transporte público. Contudo, o transporte urbano não é apenas um conjunto de veículos. É um sistema. Depende de estradas transitáveis, gestão do tráfego, manutenção regular, disponibilidade de peças, oficinas equipadas, formação de pessoal, sustentabilidade financeira e coordenação institucional. Um autocarro parado em congestionamentos constantes ou destruído por estradas degradadas faz menos viagens, arrecada menos receita e sofre maior desgaste mecânico. Sei isto de alguém que trabalhou neste sector. O problema não vai ser só de mobilidade urbana. Vai se transformar num problema de viabilidade económica.
A função do técnico de ecologia político-institucional seria fazer perguntas que normalmente ficam fora das discussões técnicas tradicionais. Que condições precisam de existir para que esta medida funcione? Que bloqueios administrativos podem comprometer o objectivo? Que tipo de comportamento burocrático cria custos invisíveis? Quem coordena as instituições envolvidas? Que incentivos existem para manutenção? O sistema consegue sustentar-se financeiramente? O problema principal é realmente falta de meios materiais ou falha de coordenação?
Muita gente vai dizer que já existem ministérios responsáveis pela administração pública, municípios, planeamento ou coordenação. Isso é verdade. Contudo, a existência de instituições sectoriais não elimina a necessidade de pensamento transversal. Pelo contrário. Quanto mais especializado é o Estado, maior é a necessidade de pessoas capazes de compreender a articulação entre sectores diferentes. O ministério olha para o seu mandato. O técnico de ecologia político-institucional olha para o sistema de relações que torna os mandatos possíveis ou impossíveis.
Em muitos dos nossos países, sobretudo os que não estão a andar bem, o verdadeiro problema do desenvolvimento não é a falta de recursos, quadros, instituições ou de planos. É a dificuldade de pensar sistemicamente. Isto é, a dificuldade de compreender que o sucesso duma medida depende menos da sua intenção declarada do que das condições concretas do seu funcionamento. A política pública passa então a oscilar entre entusiasmo inicial e degradação progressiva. Anuncia-se uma solução. Nos primeiros meses, tudo parece funcionar. Depois começam os problemas de manutenção, coordenação, financiamento, gestão e confiança. Finalmente, o projecto junta-se ao vasto cemitério de boas intenções do Estado como, receio, pode vir a ser o caso com os machimbombos. Tenho idade para me lembrar dos Marco Polos da ROMOS e dos Íkarus húngaros para os TPM...
Há aqui uma ironia interessante. Governos gostam muito de falar em soluções técnicas. Contudo, muitos dos problemas que enfrentam resultam da ausência de capacidade para pensar as condições sociais e institucionais da técnica. Um autocarro não circula apenas por causa do motor. Um banco não promove desenvolvimento apenas porque existe. Uma lei não protege conteúdo local só porque isso foi proclamado. Uma reforma administrativa não melhora serviços públicos apenas porque informatiza procedimentos. Entre o objectivo e o resultado existe um mundo complexo de relações institucionais, comportamentos, hábitos administrativos, expectativas sociais e mecanismos de coordenação.
É esse mundo intermédio que a sociologia pode ajudar a compreender. Não quero com isso dizer que os sociólogos sejam mágicos ou saibam mais do que os outros. A disciplina desenvolveu instrumentos para pensar relações, contextos, dependências e consequências não previstas. Em vez de olhar apenas para a medida, olha para a ecologia da medida.
Algo me diz que essa é uma das competências mais importantes para o futuro do Estado moçambicano. Não me refiro apenas à capacidade de decidir ou financiar, mas à capacidade de criar condições para que decisões produzam efeitos sustentáveis. Pois desenvolvimento raramente falha por falta de intenções. Falha, muitas vezes, porque ninguém se ocupou seriamente das condições que tornam as intenções viáveis.
Se quiserem consultor para isso, estou na zona...
Gabriel Serafim Muthisse
Existem os constrangimentos “sociológicos”, como bem os descreveu. E, para o caso dos autocarros, existem outros, como por exemplo os de engenharia, os financeiros…
Constrangimentos de engenharia há (i) os das vias de acesso que no geral são más (elas precisam de ser reabilitadas, e conhecem-se os desafios que isso suscita) e (ii) os da mobilidade urbana que levará, necessariamente, a que, mesmo com tarifa adequada, os autocarros não transportem passageiros até ao break-even point.
Os constrangimentos econômico-financeiros colocar-se-iam naquilo a que chamo “willingness to pay”, ou seja aquilo que os passageiros estão disponíveis (ou capazes de) a pagar pelo transporte público. A disponibilidade de pagar está abaixo de uma tarifa suscetível de viabilizar os autocarros. E alterar a disponibilidade de pagar implica aumentar significativamente o rendimento dos munícipes
Os sociólogos podem, de certeza, resolver muitos dos nossos problemas, com a fórmula que sugere. Mas outros desafios continuarão aí
Muitas vezes, quando se compra os autocarros não é por desconhecer que, a prazo, eles não resolveriam os problemas, pois muitos deles até são conhecidos. Mas como tu resolves o problema das estradas? Como tu resolves o problema dos salários? Se um decreto fosse tudo…
Elisio Macamo
Gabriel, sim, e é esse o problema que levanto. em que medida é que isso é acautelado? tenho dúvidas se é. e depois há o problema de saber se o problema é mesmo transporte, ou outra coisa. seria interessante saber como se chegou à decisão, o que se reflectiu sobre o papel dos municípios, a articulação com (e os efeitos desta decisão nos) os operadores privados (que podem ter interesse em sabotar), etc. uso o termo sociólogo como abreviatura para "senso comum".
Gabriel Serafim Muthisse
Elisio Macamo normalmente sabe-se que os autocarros não vão durar. Acautelar seria, por exemplo, encontrar formas de que o “willingness to pay” aumentasse. Tens dois irmãos que trabalharam nessa área. Os dois, porque são economistas, tinham consciência clara de que o simples acto de comprar 100; 200; ou mesmo 800 autocarros não resolvia o problema. É como quando os nossos pais compravam “bife” ou fiambre no dia do salário😂😂😂😂😂. Sabiam que a pobreza continuava lá, mas…
Mas, também, se só se for a comprar autocarros no dia que as pessoas tiverem condições de pagar tarifas compensadoras, isso seria desistência total. Ou se só se fosse comprar os autocarros no dia em que as vias de acesso estivessem no ponto.
São daquelas decisões que tomas sabendo que são um paliativo e não a solução
Elisio Macamo
ninguém disse para se comprarem só nesse dia. a ideia da ecologia político-institucional convida a fazer uma reflexão completa. é claro que por vezes pode se chegar à conclusão de que talvez seja melhor não comprar os autocarros. nâo é obrigatório que o estado faça isso. os operadores privados podem fazer isso (mas também se estiverem reunidas as condições!). o que hei-de estar aqui para ver é como isto vai funcionar, se funcionar, e o que foi acautelado, ou não, já que por própria iniciativa do governo, essa informação não será facultada.
Gabriel Serafim Muthisse
Elisio Macamo os privados enfrentam os mesmos desafios. Ambos, Estado e privados, sabem que investir nas condições actuais das vias, de mobilidade e de disponibilidade para pagar é um paliativo. Sabem-no porque os estudos de viabilidade, em cuja elaboração participam sociólogos, engenheiros, economistas, especialistas em institution building e outros mostram isso. Em princípio os constrangimentos relevantes são levantados e conhecidos.
Em princípio, quando um governo decide avançar num programa (Sustenta, compra de autocarros ou criação de um banco de investimentos) sabe se vai funcionar ou não. Quando, mesmo sabendo que não reúne todas as condições de viabilidade, decide avançar, pode estar a faze-lo por razões políticas ou sociais.
No caso dos autocarros, a razão é claramente social (e política também). Esperar por estradas boas, salários melhores ou mobilidade optima para os privados e o Estado investirem não seria adequado. No caso dos privados, o investimento pode ser na expectativa de subsídios. Ou pode ser por ilusão monetária.
Mas percebi o teu ponto da ecologia das instituições. É importante. Só queria referir que, na verdade, os sociólogos, os politicologos, os economistas e os engenheiros na verdade identificam os constrangimentos que referiu quando elaboram os estudos que dão forma as decisões dos empresários e dos políticos
Este teu irmão comprou autocarros. E sabia que o investimento não era economicamente viável. Que muitos dos autocarros que colocou na estrada seriam sucata em pouco tempo. E não é porque não existam empresas de AT ou peças. É porque os TPM não poderiam pagar esses serviços
Elisio Macamo
Gabriel, eu estou a falar do "pode estar a a fazê-lo por ...". pode, como também não. seja como for, o que vai contar sâo as condições que criou para que tenha sucesso. em princípio, toda a decisão é arriscada, sobretudo a decisão política. foi acautelada? como? que cartas se tem na manga? eu como cidadão quero saber isso e quanto mais souber sobre isso, mais confiança terei nas decisões de quem me governa. não se trata de partir do princípio de que quem toma decisões em moçambique não as acautele, embora tenhamos um histórico de decisões mal tomadas. trata-se de expor já os critérios na base dos quais vou interpelar o resultado. neste momento, não tenho nenhum elemento nem matéria para dizer se vai funcionar ou não, mas vou ficar muito surpreendido se funcionar.
Gabriel Serafim Muthisse
Elisio Macamo se por funcionar estiver-se a referir a viabilidade ou sustentabilidade, no caso dos autocarros, eu e a nossa irmã podemos te garantir, desde já, que não vai
Mas não funcionar economicamente pode nao querer dizer que seja irracional.
No caso do Banco, a minha opinião teria de ser melhor informada
Elisio Macamo
não funcionar para mim não significa não ser economicamente viável. significa não resolver o problema para o qual queria ser a solução e desde que isso não se limie a ganhos políticos imediatos. significa protelar decisões mais importantes por falta de sensibilidade para a ecologia político-institucional. Eu receio que a gente vá chorar daqui a pouco, mas rezo para estar enganado, em relação aos machimbombos, ao banco, ao conteúdo local, etc., mas felizmente vai sempre ser possível encontrar culpados que nunca vão ser a qualidade da decisão, mas algo externo ao processo decisório. não seria a primeira vez...
Elisio Macamo
eu estou na paragem para citar uma análise ao gosto de quem governa: "CHAPO METE O DESENVOLVIMENTO A ANDAR DE MACHIMBOMBO. E OS CÍNICOS FICAM NA PARAGEM
Há quem governe com comunicados. Há quem governe com combustível. Hoje, 11 de Maio, na Cidade da Matola, o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, provou que pertence à segunda linhagem. Não entregou discursos. Entregou autocarros. Não entregou promessas. Entregou paragens.
Enquanto os profetas do caos vaticinam que “o Estado parou”, o Chefe do Estado meteu o desenvolvimento a andar de machimbombo. Literalmente. Os autocarros destinados ao reforço do transporte público, com ênfase no Programa de Transporte Público Escolar Dedicado, são a resposta mais eloquente, mais ruidosa e mais incômoda aos cínicos de serviço. Eles ficam na paragem. O País avança.
A MACHIMBOMBO-CRACIA DE CHAPO
Um País não se desenvolve com retórica. Desenvolve-se com rota. Ao garantir transporte escolar dedicado, Daniel Chapo decreta o fim da lotaria matinal que decide se o filho do operário chega à escola ou fica no caminho. É segurança contra a chuva, contra o assédio, contra o atraso crónico que rouba notas e destrói sonhos. Isto não é assistencialismo. É arquitectura de futuro. É engenharia social com volante na mão.
MATOLA: ONDE O PULSO DO PAÍS BATE MAIS FORTE
A escolha da Matola é cirúrgica. É aqui que Moçambique sua. É aqui que a juventude se aperta no “my love” às 5h da manhã. Ao entregar os machimbombos na Matola, Chapo diz ao País inteiro: “Eu vejo-vos. Eu ouço o vosso cansaço. E eu respondo”. A Matola hoje não ganhou viaturas. Ganhou protagonismo na agenda nacional. Ganhou a certeza de que Maputo não é o único destino do desenvolvimento.
PARA OS CÍNICOS: O MOTOR NÃO MENTE
Há uma indústria do pessimismo que lucra com a estagnação. Para eles, o Estado “não anda”, “não tem capacidade”, “não prioriza”. Hoje o motor desses autocarros rugiu mais alto que a sua propaganda. Governar é isto: tirar recursos de onde há, para pôr onde falta. É trocar o ar condicionado do gabinete pelo calor humano da paragem. Chapo entende que um estudante dentro do machimbombo é um ponto para o PIB de amanhã. Um trabalhador que chega a horas é uma greve evitada.
O COMPROMISSO QUE NÃO CABE NO COMUNICADO
Este gesto alinha-se com o ADN político de Daniel Chapo: o Presidente que não separa a macroeconomia da vida do cidadão comum. É a mesma mão que negoceia investimento estrangeiro que hoje abre a porta do autocarro para uma criança de 12 anos. É desenvolvimento com rosto, com nome, com horário de partida.
Sim, os autocarros vão precisar de manutenção. Vão gastar pneus. Mas cada metical gasto a manter estas máquinas a andar é um investimento contra a ignorância, contra o desemprego, contra a exclusão. É mais barato que gerir frustração.
Presidente Chapo, hoje a Matola testemunhou a diferença entre quem fala de povo e quem transporta o povo. O senhor meteu o desenvolvimento a circular. E deixou claro: quem não quer andar, que fique na paragem a teorizar o atraso.
A História já comprou bilhete. E vai sentada à janela.
Lino Eustáquio"
Gabriel Serafim Muthisse
Elisio Macamo isto é propaganda. Nao creio que seja informação útil para analisar
Raul Junior
Gabriel Serafim Muthisse e Elísio Macamo quando os seus espíritos protectores lhes deixam à deriva produzem debate interessante. Só falta moderador neste debate. Na verdade, quando vi com os meus olhos os autocarros na véspera da greve, pensei que fossem para minimizar o softimento do povo nos dias das greves e não como transporte permanente. O que os sociólogos (se bem que seja sua responsabilidade) não nos dizem é como é que os chapeiros operando nos mesmos contextos de engarrafamentos, taxas de passagens baixas, estradas que lembram Alemanha pós segunda guerra mundial, ausência de peças, oficinas nas esquinas, roubo de peças, ausência de profissionais para a tripulação, venancistas que bloqueam a estrada quando entendem...consigam sobreviver. É estranho, pois não ou é pura ilusão óptica? Aceito, caso não perturbe a vossa auto-estima, ser moderador deste debate!
Gabriel Serafim Muthisse
Raul Junior a tarifa dos chapeiros não é muito diferente da tarifa dos TPM. Ambas não são compensadoras. Aquela é uma actividade de subsistência, como aquela que nossas avós e mães fazem nas suas machambas.
Conhece um chapeiro (do transporte urbano) que mantém e reabilita regularmente a sua frota? Conhece um chapeiro que progrediu, verdadeiramente, financeiramente só com aquela actividade?
Isso não aconteceu só porque gerem mal. Acontece porque as condições em que a actividade se realiza é francamente má
Gabriel Serafim Muthisse
Raul Junior o que estou a dizer é que as pessoas (do governo e do sector privado) que investem nesta área grosso modo sabem que a área é deficitária. Principalmente do lado do governo. Ninguém espera resolver problemas de transporte urbano só porque injecta 300; 500 ou 1000 autocarros, sem antes mexer os rendimentos dos munícipes (o que lhes habilitaria a pagar uma tarifa compensadora). Ou sem resolver os problemas que levam à degradação das vias de trânsito (orçamentais e outras).
Nenhuma pessoa (do governo) acredita que resolve problemas com isso. O problema é que seria irresponsabilidade só pensar em adquirir meios quando os rendimentos dos munícipes já fossem bons e quando o governo tivesse condições financeiras para acondicionar as vias de acesso
Há decisões que as pessoas tomam, mesmo quando conscientes de que não são as optimas
Raul Junior
Gabriel Serafim Muthisse, compreendi isso ao longo dos seus comentários. Os que fazem cobertura das suas casas capim no campo estão consciences do incêndio, tempestades devastadoras, mas não ficam sem cobrir à espera de rendimentos para casas de zinco ou concreto. Sei que o governo está consciente de estar a entregar meios que sequer levarão 1 mês! É difícil garantir a sustentabilidade dos transportes com todos os factores memcionados. Provavelmente, quelimanizar o país, vivendo à bicicleta e nas zonas metropolitanas boa parte tem capacidade para adquirir a bicicleta. Enquanto trabalha, a sua bicicleta poderia estar em aluguer!

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