Irã diz que EUA sofreu “derrota inegável, histórica e esmagadora”
Conselho iraniano afirma vitória sobre os EUA e diz que cessar-fogo depende do fim dos ataques e de concessões
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O Irã afirmou, nesta terça-feira (7/4), por meio do Conselho Supremo de Segurança Nacional, que os Estados Unidos sofreram uma “derrota inegável, histórica e esmagadora” no contexto do conflito recente entre os dois países e aliados no Oriente Médio.
A declaração, divulgada em tom celebratório e ideológico, sustenta que Teerã teria alcançado vantagem estratégica após semanas de confrontos, além de consolidar apoio interno e entre grupos alinhados ao chamado “eixo da resistência”.
O comunicado também afirma que ações militares e diplomáticas combinadas teriam forçado Washington a considerar um cessar-fogo e negociações em termos favoráveis ao Irã.
Segundo Trump, a medida foi adotada após mediação do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e do chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, e está condicionada à reabertura segura do Estreito de Ormuz.
No comunicado, o Irã reforça que qualquer avanço rumo ao cessar-fogo depende da interrupção total dos ataques contra seu território. Segundo o texto, as forças iranianas suspenderiam operações “defensivas” caso haja cessação das ofensivas externas, sinalizando uma abertura condicionada à trégua.
“Eles sonhavam em dividir o querido Irã, saquear seu petróleo e riquezas e, por fim, mergulhar e abandonar os iranianos em meio ao caos, à instabilidade e à insegurança por muitos anos”, afirma a nota.
Plano de 10 pontos
O documento também menciona propostas em discussão entre as partes, incluindo um plano de 10 pontos atribuído ao Irã e considerado pelos Estados Unidos como base para negociação.
Confira:
- Garantia de que não haverá novos ataques contra o Irã;
- Manutenção do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz;
- Reconhecimento do direito ao enriquecimento de urânio;
- Suspensão de todas as sanções, incluindo primárias e secundárias;
- Encerramento de resoluções do Conselho de Segurança da ONU e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA);
- Pagamento de compensações ao Irã;
- Retirada das forças de combate dos Estados Unidos da região;
- Fim das ações militares em outras frentes, incluindo contra grupos aliados do Irã no Líbano;
- Liberação de ativos iranianos bloqueados no exterior;
- Aprovação de todos os pontos em uma resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.
Entre os pontos citados estariam garantias de não agressão, manutenção do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, reconhecimento do direito ao enriquecimento de urânio e a suspensão de sanções econômicas.
A iniciativa diplomática tem sido impulsionada pelo Paquistão, que tenta mediar um entendimento em duas etapas: um cessar-fogo imediato seguido por negociações mais amplas.





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