sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Trump cometerá “pura loucura” se apostar na fragmentação da União Europeia

PRESIDENTE TRUMP

, diz embaixador dos EUA

O embaixador norte-americano cessante junto da União Europeia, considerou que a administração de Trump cometerá uma "pura loucura" caso aposte numa fragmentação da União Europeia.
TANNEN MAURY/EPA
O embaixador norte-americano cessante junto da União Europeia, Anthony Gardner, considerou esta sexta-feira que a futura administração de Donald Trump cometerá uma “pura loucura” caso aposte, como parece pretender fazê-lo, numa fragmentação da União Europeia.
Seria uma pura loucura pensar que ao apoiar uma fragmentação da Europa estaremos a defender os nossos interesses”, declarou Anthony Gardner durante um encontro com os jornalistas, a uma semana da sua partida de Bruxelas.
O diplomata disse ter sido informado de diversos telefonemas efetuados por membros da equipa de transição de Donald Trump para instituições europeias, pretendendo saber se a saída do Reino Unido da UE implicaria mais abandonos.
Foi uma das questões que se colocou, qual seria o próximo país a partir, e que é uma forma de sugerir que o edifício está prestes a desabar”, referiu o número um da embaixada dos Estados Unidos junto da União Europeia nos últimos três anos.
“É uma perceção que Nigel Farage [antigo líder do partido nacionalista britânico UKIP] está aparentemente em vias de transmitir a Washington. Trata-se de uma caricatura”, acrescentou, numa referência ao eurodeputado britânico que liderou a campanha pelo Brexit, e que foi recebido por Donald Trump pouco após a sua vitória eleitoral de novembro.
Anthony Gardner, antigo responsável do Banco da América e da General Electric em Londres, designado embaixador por Barack Obama, recordou que os EUA apoiam desde há 50 anos a integração da União Europeia, porque beneficia os dois blocos em diversos aspetos (político, económico, securitário).
A administração Trump vai efetuar “uma abordagem errada” caso mantenha unicamente as suas relações com os grandes países definidos como os melhores amigos, caso do Reino Unido ou Alemanha, partindo do “falso” princípio que a União Europeia não é eficaz, assinalou ainda o diplomata norte-americano.

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