Lambe-botismo e paz precária!
Ao criar o programa “Café da Manhã”, a Rádio Moçambique (RM)- estamos convictos disso- queria criar um espaço em que se debatessem questões candentes da nação. A ideia até que foi boa, só que, por estes dias , se mostra errada.
Esta semana, precisamente na terça-feira, estava como convidado do “Café da Manhã” o “jornalista” Gustavo Mavie. Entendemos nós, ao ouvirmos o programa, que a ideia era falar sobre a necessidade do diálogo entre o Governo e a Renamo, como forma de pôr fim à tensão político-militar que vai escangalhando este País. Se fosse ferida, já estaria a gangrenar!
O bom do Gustavo Mavie, travestido de analista político, recua no tempo e fala da guerra dos 16 anos. Faz uma radiografia ao que foi a guerra, como se tivesse estado lá, e culpa a Renamo por tudo. Reabre as feridas do povo moçambicano, que já estavam a cicatrizar, e fala de milhares de pessoas que diz terem morrido às mãos da Renamo. Enfim, só lhe faltou uma cruz e autorização para crucificar o Dhlakama.
Nós não somos da Renamo e nem da Frelimo. Somos moçambicanos e talvez o nosso pecado há-de ser o pensar diferente. Não somos contra o Gustavo Mavie. Estamos, sim, contra o que, amiúde, lhe sai da boca. Pensávamos que este fosse o momento de as partes- o Governo e a Renamo- se reaproximarem. E que para que isso se efectivasse, a palavra paz, reconciliação, devesse carregar o mesmo peso semântico que lhe é peculiar.
O que Gustavo Mavie foi dizer naquele programa, foi um jogo de palavras que esvaziam, completamente, o sentido da palavra paz, reconciliação. O que Gustavo Mavie foi fazer naquela manhã, foi meter mais achas à fogueira e nem era necessário, porque não fazia frio nenhum.
Moçambicanos: está-se a banalizar o sentido da palavra paz!
Há muito que temos dito- pelo menos aqui neste jornal- que a deterioração da situação política no País é a marca indelével da falta de inteligência política das nossas autoridades governamentais, as quais preferem recorrer ao mais fácil para não encontrar as soluções que se impõem para os problemas candentes do povo moçambicano. É por isso que se socorrem de G40, Gustavos Mavies, só para resolver um problema que, quanto a nós, a solução está em cedências e aceitação mútuas.
O que pessoas, como Gustavo Mavie, vão dizendo de programa em programa- nas estações públicas pagas pelo bolso do empobrecido povo- é uma forma de cimentar, cada vez mais, ódio entre as partes desavindas.
É estranho que o próprio moderador do programa “Café da Manhã” ainda não haja percebido que Moçambique está em guerra. Que o seu programa serve para dar mais tiros ao povo moçambicano, porque ao fim do dia, é o povo que vai sentir na pele os dissabores da “provocação” que o programa vai difundindo.
Isto que vivemos é uma paz precária, é paz podre porque assenta sobre rancores e frustrações das partes desavindas. Sendo assim, não precisamos de Gustavos Mavies para incitar mais à violência. Não precisamos de analistas de idoneidade duvidosa para irem às estações públicas dizerem o que dizem em nome do seu estômago. Não queremos que haja distinção entre os moçambicanos, porque para nós, este País não é da Frelimo ou da Renamo. É do povo moçambicano.
A RM, também, tem que mudar a sua linha editorial. É urgente isso. Tem que deixar de, nos seus noticiários, dizer que “o povo apela ao líder da Renamo para dialogar”. Isto é um estribilho. Não é só o Dhlakama que deve ser apelado. Isto é extensivo, ou seja, inclui também Filipe Nyusi. O apelo deve ser feito aos dois líderes, porque independentemente da vontade de quem quer que seja, o Governo e a Renamo são os dois parceiros da paz em Moçambique e jamais será possível garantir esse bem precioso humilhando e matando um dos lados.
Queremos nós acreditar que se algo falhou, com Armando Guebuza na Presidência, foi por se ter feito rodear por analistas da estirpe de Gustavo Mavie, que, definitivamente, de analistas não têm nada. Só pensam no seu umbigo. Filipe Nyusi ainda vai a tempo de escorraçar esta gente e fazer-se rodear por pessoas sérias que, efectivamente, querem o bem-estar do País. Abaixo o lambe-botismo!
(Diário de Notícias)
• SENHOR PRIMEIRO MINISTRO
• SENHOR DIRECTOR DO GABINFO
• CONSELHO SUPERIOR DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
• CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA TELEVISÃO PUBLICA
• CONTRIBUINTES DO ERÁRIO PUBLICO
• SENHOR DIRECTOR DO GABINFO
• CONSELHO SUPERIOR DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
• CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA TELEVISÃO PUBLICA
• CONTRIBUINTES DO ERÁRIO PUBLICO
Se a TELEVISÃO DE MOÇAMBIQUE (TV///), a nossa Estação Publica, que sobrevive do ERÁRIO PUBLICO, continuar nos moldes em que esta de tratar assuntos deste PAÍS com PARCIALIDADE, vai dividir o povo alias, as suas audiências, podem estar em causa. Nos telejornais, nos debates continuar a trazer indivíduos como ESTES, para virem falar assuntos da NAÇÃO, numa altura que a UNIDADE NACIONAL esta sendo posto em causa pelas ELITES POLITICAS é PERIGOSO.
A TV///, está colocando refém os profissionais existente naquela estação publica, o jornalismo é arte NOBRE de informar a verdade o POVO, o Jornalismo não é arte da escolha do tipo de informação ou noticias para ocultar verdade em mentira, o povo vê no ROSTO dos JORNALISTA o tipo de perguntas a PARCIALIDADE, será que a TV/// se sente confortável com tipo de CONVIDADOS como os Senhores: AMORIM BILA, FERNANDO GONÇALVES, e tantos outros analistas as suas mensagens são um atentado a PAZ? Por hoje é.........................




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