Wednesday, November 18, 2015

Reconstrução pós-cheias: Governo atira toalha ao chão


A província da Zambézia, por si só, não tem capacidade para a reconstrução das infraestruturas afectadas e depende do orçamento central, que, por sua vez, está dependente da “generosidade” externa.
Enquanto a nova época chuvosa já desencadeia novos estragos ou agrava os danos das enxurradas de 2014/2015, a Direcção Provincial das Obras Públicas e Habitação e Recursos Hídricos na Zambézia diz necessitar de USD 7 milhões para concluir a reconstrução do dique de protecção do regadio de Nante, no distrito da Maganja da Costa.
Américo Chivale, titular do sector, especifica que o valor vai ser aplicado na reposição de um total de 28 quilómetros do dique danificado pelas cheias do Rio Licungo, no início do ano.
As cheias foram seguidas de obras de emergência que permitiram a reconstrução de apenas perto de três quilómetros do dique destruído, no posto administrativo de Nante.
“Neste momento estamos sem recursos, mas há uma luz no fundo do túnel”
“E para este ano não sei se ainda conseguiremos intervir para a reposição de todo o dique”- disse o director provincial das Obras Públicas e Habitação e Recursos Hídricos na Zambézia. Américo Chivale remete intervenção de fundo somente para o próximo ano, depois da época chuvosa que começa, cujo grau de estragos ainda nem pode ser determinado. Em Moçambique considera-se oficialmente que a época chuvosa vai de Outubro a Março.
Enquanto não se conclui a reconstrução total do dique, parte do posto administrativo de Nante, no distrito da Maganja da Costa, permanece vulnerável a cheias ou simples inundações.
O Governo da Zambézia renova apelo para a população de Nante a viver em zonas de risco se transferir imediatamente a seguir aos primeiros sinais de perigo.
In: CM.

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