Friday, October 23, 2015

Não há crime sem criminoso


13 h · Editado · 

O Joaquim Alberto Chissano (JAC) faz hoje, 22 de Outubro de 2015, 76 anos de idade. Deste tempo de vida, cerca de 68% foi passado na Frelimo, onde o JAC está filiado desde os 24 anos de idade, isto é, há 52 anos! E o JAC filiou-se na Frelimo para fazer política como sua única carreira profissional, no lugar da medicina.

Esta minha reflexão de hoje é sobre o estilo de JAC de fazer política, vista do meu ponto de vista. Na sua autobiografia, intitulada " Vidas, Lugares e Tempos", o JAC expõe, melhor do que faria qualquer aventureiro que quisesses se apresentar como seu biógrafo, como foram passados «todos os momentos bons e maus, os tristes e alegres, os belos e feios, em suma, todos os contrastes da vida e todos os que o rodearam e contribuíram na construção da sua personalidade». Nesta reflexão, eu tento adivinhar o que o JAC não disse sobre si na sua autobiografia. Faço isto com um misto de prazer e descanto, porque o país ainda não goza de paz efectiva, e isso 23 anos depois do fim do conflito armado que ceifou a vida de mais de um milhão de cidadãos moçambicanos e atrasou as vidas dos muitos que sobreviveram aquele conflito.

Sim, o JAC não disse na sua autobiografia que ele é um dos políticos mais bem-sucedidos de Moçambique, da região e até do mundo inteiro. Mas atenção aqui: ser "bem-sucedido" não quer dizer ser o "melhor". Para ser "o melhor" é preciso agregar o grau de pureza dos meios usados para se chagar ao estrelato. Eu não acho que o JAC tenha chegado ao estrelato político com recurso a meios inquestionavelmente honestos. Com efeito, a guerra é um dos meios através dos quais o JAC chegou ao estrelato político.

Excluindo detalhes, vou descrever o percurso político do JAC até ao estrelato nos seguintes sete (7) pontos; sete que calha ser o tal número mágico de «sapatos sujos» contados por Mia Couto, sapatos esses que, no dizer do Mia, devemos «descalçar à porta da modernidade».

1. Para começar, o JAC ingressa no Liceu Salazar (hoje Escola Secundária Josina Machel) em 1951, onde frequenta e termina, com sucesso, os estudos liceais, que na altura compreendiam os anos de escolaridade entre o quinto (hoje 5ª classe) e o décimo-primeiro (hoje 11ª classe). Durante este período, o JAC torna-se membro do Núcleo dos Estudantes Secundários Africanos de Moçambique (NESAM), organização da qual veio a ser presidente em 1959. Objectivamente, pode referir-se a esse momento como o início da carreira política do JAC. [Anote-se que o NESAM foi uma organização fundada por estudantes moçambicanos que frequentavam o ensino secundário na África do Sul, na década de 1950, fundado com a participação de Eduardo Mondlane, como um braço externo do Centro Associativo dos Negros de Moçambique.]

2. Em 1960, o JAC "deixa" o NESAM e parte para Lisboa, Portugal, para lá cursar medicina. Mas a política já começara a interferir significativamente com o desejo de ser médico, de modo que o JAC começa a envolver-se seriamente mais na actividade política do que nos estudos. Isso resultou em que ele (o JAC) começasse a sofrer perseguição em Portugal, facto que constituiu razão bastante para ele deixar Portugal e procurar refúgio em para Paris, na França, onde havia mais liberdade. Na França, o JAC matricula-se na Universidade de Poitiers, para prosseguir os seus estudos. Porém, a vontade de fazer política tinha-se apossado do JAC que nem na França conseguiu se concentrar nos estudos de medicina. No lugar de concentrar-se nos estudos, na França o JAC filia-se na União Nacional dos Estudantes Moçambicanos (UNEMO), uma organização que não se diz que era então dirigida por Marcelino dos Santos, que entretanto já vivia e "estudava" na França. Isto ocorre em 1961. Com a "mão" do Marcelino dos Santos, o JAC torna-se presidente da UNEMO, em 1962!

3. Já à cabeça da UNEMO, e seguindo orientações de Eduardo Chivambo Mondlane (ECM), a partir do Estados Unidos onde este vivia e trabalhava, e de Marcelino dos Santos, que mantinha contacto discreto regular com o ECM (…), o JAC vai à Dar-es-Salam para se encontrar com nacionalistas moçambicanos, organizados em grupos distintos, para os tentar convencer para formar uma única frente de luta anticolonial em Moçambique; isto ocorre nos princípios de 1962. Portanto, é legítimo dizer-se que o JAC participou nos preliminares da fundação da FREnte de LIbertação de MOçambique (FRELIMO), embora não tenha participado na conferência constitutiva desta organização, razão pela qual não é considerado membro fundador da FRELIMO/Frelimo.

4. Em 1963, o JAC vai, à frente de um grupo de estudantes moçambicanos filiados na UNEMO, apresentou-se à recém-fundada FRELIMO, cuja sede estava hospedada em Dar-es-Salam, Tanzânia, com uma petição para a sua integração nesta organização que congregava nacionalistas dispostos a lutar pela independência de Moçambique do jugo colonial fascista português. Aliás, a união dos diferentes movimentos nacionalistas que desejavam lutar para pôr termo à dominação colonial portuguesa em Moçambique numa só frente tinha sido a condição imposta pela UNEMO para esta organização e o ECM se juntarem à essa. É, pois, em 1963 que o JAC se torna membro efectivo da FRELIMO e passa a viver em Dar-es-Salam, tinha ele 24 anos de idade.

5. Pouco tempo depois de tornar-se membro efectivo da FRELIMO, o JAC fica secretário particular do ECM, este já presidente da FRELIMO, eleito na conferência constitutiva desta organização política. Pode perguntar-se: onde e como foi que o JAC ganhou confiança do ECM? Para responder esta pergunta, vale lembrar que o JAC foi presidente do NESAM, fundando, entre outros, também por Eduardo Mondlane, quando estudante na África do Sul. …

6. Entre 1964 e 1966, o JAC passa por uma formação político-militar intermitente, em Moscovo, capital da então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), hoje capital de Federação Russa. A formação político-militar do JAC versou a especialidade de recolha e análise de informação para guiar o processo de tomada de decisões políticas, vulgarmente conhecido por serviço de inteligência ou serviço secreto. Depois dessa formação, o JAC foi encarregue de criar e dirigir o Departamento de Segurança da FRELIMO. É assim que o JAC se torna chefe do Departamento de Segurança da FRELIMO, cargo que ocupa ente 1966 e 1974.

7. Em 1974, o JAC inicia a sua carreira como governante, quando tomou posse como Primeiro-ministro do Governo de Transição (GT), a 20 de Setembro de 1974. OGT administrou Moçambique durante todo o período de transição, até à data da proclamação da independência, a 25 de Junho de 1975. A seguir a isso, o JAC sempre integrou o Governo de Moçambique independente, entre 1975 e 2004 (quase 30 anos!), primeiro como Ministro dos Negócios Estrangeiros (11 anos: 1975 – 1986) e depois como Presidente da República (18 anos: 1986 – 2004).

Ora, depois de quase trinta (30) anos no executivo moçambicano, o JAC ainda continua a fazer política activa, mesmo agora que está aposentado. E fazendo isso, o JAC ofusca os outros. Por que será?

Eu presumo que a razão seja que, ao contrário do que quer fazer crer, o JAC está sempre sedento de poder e de protagonismo políticos. Acho que até que a estória da sua "retirada" voluntária do esteja deliberadamente mal contada, mesmo na sua autobiografia. Forçado pelas circunstâncias que marcam a carreira política do JAC, eu estou a pensar que, se fosse por sua própria vontade ementes inconfessa, ele (o JAC) continuaria na direcção do poder executivo em Moçambique, uma vez ai ter chegado. De facto, se não fosse a perspicácia política de Alberto Joaquim Chipande (AJC), o JAC ainda estaria como Presidente da República (PR), mesmo hoje. Foi a voz do AJC, inaudível para a maioria de nós, que disse «já chega, camarada Chissano!», no momento quando o JAC tentava driblar os camaradas para poder continuar no cargo de PR. Tal tentativa o JAC fez depois de ter ouvido alguns líderes africanos, amigos de Moçambique, que achavam que essa "iniciativa" dele (o JAC) de retirar-se do poder abria um "mau" precedente para a manutenção daqueles no poder, nos seus próprios países. [Na altura ficou sabido de fontes muito credíveis que entre os líderes que criticam a "iniciativa" do JAC estavam os nomes de Yoweri Kaguta Museveni e Robert Gabriel Mugabe.]

Eu presumo que o apetite do JAC pela política e pelo poder—que até lhe fez abandonar os estudos de medicina—seja a razão pela qual ele se recusa a ficar aposentado da política. Hoje, aos 76 anos de idade, ainda reclama ardilosamente espaço na vida política activa de Moçambique, da Região do Continente e do resto do Mundo. E preparou tudo para continuar assim, quando criou a "Fundação Joaquim Chissamo (FJC)", e definiu a "resolução de conflitos" como a especialidade desta instituição que ele (o JAC) preside. A propósito desta especialidade da FJC, algo me diz que o JAC deliberou individualmente não desarmar completamente aRenamo para desta se servir, caso fosse necessário. Estou a pensar assim, porque me custa compreender como é que, durante os dez (10) anos que o JAC esteve como PR, não foi possível desarmar a Renamo. …

É interessante notar que, durante aqueles 10 anos do consulado do JAC, ele conversava regularmente como o "tio" Afonso Dhlakama. As seguintes perguntas não se calam:
1. Afinal, o que tratavam o JAC e o "tio" Afonso nas suas conversas? A continuidade da Renamo como uma organização armada à margem da lei?

2. Porquê é que o JAC, em todo o seu consulado, consentiu o convívio político com uma organização ilegalmente armada?

3. Porquê é que nunca antes o JAC fez notar, para reavivar a memória de todos nós, que o Acordo Geral de Paz (AGP)—que ele rubricou com "tio" Afonso, em Roma, Itália, a 4 de Outubro de 1992—estabeleceu como data limite para a existência de grupos armados privados, a data de tomada de posse do novo Governo que sairia das primeiras eleições gerais multipartidárias, as quais tiveram lugar entre 27 e 28 de Outubro de 1994?

Mais perguntas podem ser feitas, sobre a não implementação cabal do AGP durante o consulado do JAC. Pensando bem, o JAC tinha que explicar ao povo moçambicano porquê que não foi possível completar o desarmamento da Renamo, desmantelando a sua guarda armada privada e integrando os homens que nela serviam nas fileiras das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) ou da Polícia da República de Moçambique (PRM). É, pelo menos para mim, muito estranho que nunca ninguém tenha questionado o JAC sobre o que realmente aconteceu para que até hoje se esteja a falar de "homens armados da Renamo". Parece haver aqui um gato escondido com o rabo de fora!

Há-de ser por isso que, quando o Armado Armando Emílio Guebuza(AEG) chegou ao poder, tratou de isolar o "tio" Afonso. Só nessa altura começamos a ouvir vozes dizendo que a Renamo e o seu líder (o "tio" Afonso) estavam—e continuam—a funcionar fora da lei. Com efeito, o AEG conhecia bem o AGP, porque foi ele quem chefiou a negociação de, e rubricou, todos os protocolos integrantes do AGP, por parte do Governo de Moçambique, então dirigido por JAC. Ocorreu que o isolamento imposto ao "tio" Afonso por AEG, associado com o estilo pessoa de liderança deste (AEG), caracterizado por reacções emocionais à crítica, veio a manchar o seu consulado do PR. Esse estilo pessoal de liderança do AEG custou-lhe o bom nome, apesar do muito que ele (AEG) fez durante o seu consulado para revitalizar a Frelimo e colocar Moçambique na rota do progresso. Curiosamente, quando isso ocorria, o JAC literalmente esfregava as palmas das suas mãos como alguém esperando receber um presente. De facto, ocorreu que os moçambicanos começaram a ver o JAC—o "obreiro" da paz—a ganhar novamente protagonismo político no país (Moçambique), protagonismo esse que ele (o JAC) procura preservar até hoje (2015).

Por ver as coisas desta maneira, sou tentado a admitir que o JAC não desarmou a Renamo para se poder servir dela, caso fosse necessário. Isso deve ter sido o que ele (o JAC), ardilosamente, "negociava" com o "tio" Afonso nas suas conversas entre ambos. Sim, até parece mesmo que os dois líderes acordaram não desarmar a Renamo para não ficarem "desempregados", em consequência de qualquer eventualidade. De facto, assim parece ser o caso até hoje, como atesta o facto de que, recentemente, o "tio" Afonso deu sinais de querer voltar a ter o JAC como seu interlocutor, no lugar de Filipe Nyusi. Isto ficou aparente no simpósio organizado por ocasião da celebração de mais um aniversário da fundação da Universidade Católica de Moçambique (UCA), no qual os dois homens (o JAC e o "tio" Afonso) voltaram a encontrar-se publicamente. Na troca de mimos entre ambos, o que o JAC quase que deixou transparecer que quer voltar a ter protagonismo na resolução do nosso próprio conflito interno, e "tio" Afonso também quase deixou transparecer que assim quer que seja. Ou seja, parece que o JAC e o "tio" Afonso usam ardilosamente a Renamo para ambos não morrerem politicamente aposentados ou desempregados. De facto, os dois parecem ser os únicos que estão bem seguros de que em Moçambique não haverá mais guerra da iniciativa da Renamo. Aliás, como já o dissemos noutras reflexões, a Renamo nasceu como um instrumento de desestabilização e, como se pode depreender desta reflexão, ela (a Renamo) continua a ser isso até hoje. O dito aqui não exclui a hipótese de envolvimento de uma mão externa neste tipo de negócio. …

Chegado aqui, quero aproveitar esta ocasião em o que JAC completa 76 anos de idade para, se houver alguma coisa que seja verdadeira (ou aproximadamente verdadeira) nesta minha reflexão, ele (o JAC) começar a considerar (se ainda não o tiver feito) que já fez muito por este país, e que nós os moçambicanos, em maioria, o estimamos e respeitamos por isso, de modo que não precisa mais de tanto, sob pena de enterrar toda a sua obra gloriosa num ápice, e ser rotulado como inimigo da paz, e virar vilão no lugar de herói que ele já é, visto não só por nós. Sim, eu escrever isto aqui porque já não sou sozinho a pensar assim. Muitos moçambicanos questionam-se porquê que o JAC não fica mais discreto, de modo a deixar a juventude fazer política. Ele tem que reconhecer que o seu tempo de estar no activo na política deste país (Moçambique) já foi, e que as suas frequentes aparições na imprensa falada (escrita, falada e/ou televisiva) ofuscam os que agora estão a dirigir os nossos (de nós moçambicanos) destinos.

De facto, as frequentes aparições dos veteranos da nossa política intimidam os nossos jovens dirigentes, que não se querem ver a contrariar o que mais velhos dizem quando aprecem publicamente. E os mais velhos sabem disso, em razão dos nossos valores culturais do «respeito aos mais velhos». Este complexo de os mais novos recearem contrariar os mais velhos é um dos «sete sapatos sujos» contados por Mia Couto, o nosso escritor mor, que temos que descalçar à porta do progresso. Há-de ser por causa deste complexo que o novo ciclo de governação não está ainda a ser sentido pela maioria dos moçambicanos. O novo timoneiro dos moçambicanos, Filipe Nyusi, não quer contrariar os mais velhos, em razão da sua educação. Mas é importante e imperioso que os mais velhos que o rodeiam, e falam antes de ele dizer o pensa, o dêem espaço para trabalhar à vontade, segundo a sua própria consciência. A final é isso mesmo que os mais velhos fizeram, quando assumiram os destinos de Moçambique, muitos mais jovens dos que jovens que hoje dirigem este país, para hoje estar onde está onde. Se os mais velhos tiverem educado bem os mais novos, então não há nada que temer um hipotético retrocesso por deixar os jovens de hoje dirigir o país de acordo com as suas próprias ideias, que daqui Moçambique só pode continuar firmemente na rota do progresso.

Enfim, vós políticos moçambicanos mais velhos, como tu JAC que hoje (22-10-2015) completas 76 anos, deveríeis ter vergonha que a nossa prioridade até agora, vinte e três (23) anos depois do fim conflito armado que atrasou as vidas de muitos de nós mais novos (mas avançou vertiginosamente a vida de alguns vós!), tenha que continuar a ser a conclusão do projecto de pacificação de Moçambique, que vós caprichosamente não concluístes por razões que não nos explicais. Sugiro que tomeis os recentes incidentes de "atentados" contra a vida do "tio" Afonso, como um sério aviso para que vós (mais velhos) deixeis a juventude política deste país (Moçambique) tomar efectivamente o poder. Contentai-vos com vossa aposentação, que sereis consultados a partir dos vossos aposentos, sempre que for necessário. De outro modo, estareis arriscando serdes vistos ou considerados como quem condena a juventude a viver no sufoco, algo que pode ser considerado um crime imputável a vós (mais velhos), contanto que não pode haver crime sem criminoso. Lembrai-vos de que na nossa cultura é prática recorrente que o insucesso da juventude seja imputado à "feitiçaria" dos mais velhos. Isto ocorre porque os mais velhos têm a tendência de querem ser protagonistas de vida adulta dos seus filhos. E quando isso acontece, os filhos ficam nervosos e cometem muitos erros como resultado desso seu nervosismo. São esses erros que estão na origem do insucesso aparente dos mais jovens na vida, resultando que parece haver razão que as culpas sejam imputadas aos mais velhos. Oxalá vós, nossos mais velhos de Moçambique, aprendais rapidamente que a propensão de quererdes ser sempre protagonistas, até na condução dos destinados da vida da juventude, pode transformar-vos em "feiticeiros" dos vossos próprios filhos. Que assim não seja; que não seja assim que os mais velhos sejam considerados "os feiticeiros" da juventude!

Feliz aniversário natalício, prezado JAC, com votos para que vivas muitos mais anos de vida útil, mas com reserva de espaço para a juventude fazer das suas! O progresso de um povo resulta fundamentalmente da ousadia da sua juventude, não do conservadorismo. Foi com a ousadia da juventude que Moçambique alcançou a independência política e progrediu até social e economicamente para onde está hoje, na rota do progresso. Há-de ser com a ousadia da juventude que Moçambique se manterá firmemente nesta rota, fazendo sempre muito mais em cada nova época, do que em qualquer época passada.

Bem hajas, JAC!




Comments

Forbes Nhaca Meu caro camarada Julião João Cumbane o presidente Chissano sem sombra de duvidas cometeu essas gafes. Mais o presidente Chissano numa daa entrevistas mais vistas na TV feita pelo Arsenio Henriques reconheceu que o pior erro da sua governação foi ter deixado a Renamo com homens armados. 

Eu tive que engolir sapos para aturar o Dlhakama só em nome da paz, mais agora percebi que ele não é serio, disse o Chissano aos jornalistas.

Gosto · Responder · 5 · 12 h

Titos Cau Juventude e um estado de espirito e nao idade. Portanto e possivel que JAC seja mais na realidade mais jovem que os jovens. 
O contributo de JAC para moz tem sido positivo ate hoje e o pais ainda precisa da sua lideranca visao e perspicacia. Insinuar que JAC esta por detras do comportamento irracional de Dhlakama e inqualificavel. Desarmar a Renamo nao se faz com um estalar dos dedos como insinuas que JAC devia ter feito. Ate AEG nao o conseguiu apesar do esforco. Como poderia JAC tentar desarmar a forca a Renamo quando a prioridade era a reconciliacao nacional fortalecimento das instutuicoes reabilitacao socio economica. Durante esta geracao e provavelmente as proximas os dirigentes de Mocambique irao trabalhar na esteira da obra de JAC nao por uma suposta conspiracao mas sim pelo merito da forma sabia como conduziu a nação e o povo para sairmos do abismo politico social e económico em que o pais se encontrava. Sao assim os grandes lideres. No entanto opiniões sao opiniões.

Julião João Cumbane «Juventude e um estado de espirito e nao idade. Portanto e possivel que JAC seja mais na realidade mais jovem que os jovens.» (sic). Titos Cau, não é absoluta verdade o que estás a dizer aqui. Do ponto de vista somático, está quase provado que cérebro fica mais evoluído quanto com o uso. Isso significa não significa que os mais usam os seus cérebros tenham que impedir o progresso de outrem. Aliás, até devem criar oportunidades reais para os demais possam usar mais os seus cérebros também. Não devemos, pois, emular que os mais velhos ofusquem os mais novos. Socorrendo do discurso de gerações na «Pérola do Índico», cada geração tem as suas aspirações. A aspiração da «geração do 25 de Setembro» foi libertar a terra e os homens e mulheres de Moçambique; a aspiração da «geração do 8 de Março» foi erguer o Estado moçambicano; já a aspiração da «geração da viragem» é mesmo virar. Virar as atenções para outras coisas que precisam de ser feitas para a colocação firme de Moçambique na rota do progresso. Não deveria ser tarefa dos líderes de hoje gerir um conflito doméstico, 23 anos depois da cessação do conflito armado dos 16 anos. Não deveria ser o Afonso Dhlakama a querer dar trabalho ao Filiep Filipe Nyusi. Convenhamos! Joaquim Alberto Chissano (JAC), Armando Emílio Guebuza (AEG) e Afonso Dhlakamadevem explicar ao povo moçambicano o que foi que emperrou o desarmamento da guarda, ora ilegal, da Renamo durante os últimos 23 anos. 

«Insinuar que JAC esta por detras do comportamento irracional de Dhlakama e inqualificavel.» (sic). Titos Cau, quando o JAC e o Afonsos Afonso Dhlakama conversavam, poderiam ter calculado que não completar o processo de pacificação do país tinha o potencial de lhes custar créditos como obreiro da paz real para Moçambique. A maior responsabilidade nesse processo cabia ao JAC, como PR. Não vejo como ele pode ser ilibado dos erros que cometeu, se não que ele queria continuar protagonista na nossa política doméstica. Bem que ele conseguiu isso, a avaliar por aquilo que dizes aqui dele, pela forma como apareces como advogado dele. Podemos não o dizer, por excesso de pudor, consequência da nossa cultura educacional, mas está claro que o JAC é culpado por esta situação, porque sentou muitas vezes com Afonso Dhlakama durante 10 anos, e não desarmou não desmantelou a guarda armada, já ilegal, da Renamo.

«Como poderia JAC tentar desarmar a forca a Renamo quando a prioridade era a reconciliacao nacional…». Eis o problema, Titos Cau: a reconciliação nacional passava pelo desarmamento da guarda privada ilegalmente armada da Renamo. O JAC não tomou isso como uma prioridade porquê? Como se explica que ele (JAC) tenha permitido que alguém andasse ilegalmente armado em nome paz? Que paz? Paz podre? Como pode haver paz e reconciliação reais numa sociedade em que há gente ilegalmente armada? Não achas que isso é um contrassenso, Titos Cau

«Durante esta geracao e provavelmente as proximas os dirigentes de Mocambique irao trabalhar na esteira da obra de JAC…». O legado do JAC, caro Titos Cau, é a paz podre que vivemos hoje. Eu não consigo ver outra coisa. Desculpa-me! ...

Justino Maposse Jjc pretende dizer que na sua vida nunca cometeu erro? Quero acreditar que quando assinou se o acordo geral da paz o senhor tinha essa visão e pelo comentários k já pude acompanhar o JAC recebia tdo mundo que precisasse de falar com ele.. Porque não foi lhe chamar atenção pois já tinha uma visão ampla que hoje descarrega diante dele? Não julgue porque se calhar não è a pessoa ideal pra tal, tenho acompanhado os seus posters e venho dando razão, mais qdo estiver a exagerar vou lhe criticar,, pode ter aberto os olhos durante esses 23 anos k hj tornam a vida num palco sangreto protagonizado pelo líder da RENAMO. É uma lastima pork parece k ninguém conhece o seu historial de vida aqui, pois se já devia ter sido criticado pelo passado, se foi difícil pra seu pai mandar lhe a escola um dia e hj qdo acha k estudo na dificuldade mais tendo conseguido tornar se um doutor poderia.

Justino Maposse Julga lo?

Julião João Cumbane «Jjc pretende dizer que na sua vida nunca cometeu erro?». NÃO, Justino Maposse! Não pretendo dizer que nunca cometi erro. Para tal eu tinha que não existir. O que estou a dizer é que o Joaquim Alberto Chissano (JAC) cometeu um erro que até hoje faz o país (Moçambique) viver em paz podre. E esse erro ainda não tem a devida explicação. Esse mesmo erro está a custar muito caro à Frelimo, por vem ensombrado as nossas lideranças, enquanto o JAC goza sozinho do prestígio de ser "o obreiro" da paz. Que paz?" Paz podre?! 

Zavarel Agostinho Hanhane esse é um ponto interrogativo sim, na verdade estamos vivendo sobre uma paz incompleta, enquanto nós cá dormiamos nas nossas casas alguns em suites desde 2013 até o presente ha aqueles que se deitavam sobre capim, sem confortos, afinal essa paz nao é para todo mocambique?? De que paz estamos a falar?? É verdade compatriota Juliao, a paz que nos encontramos nela é incompleta disso estou d acordo porque cnsg fazer uma certa analogia.


Forbes Nhaca Eu não estou a concordar com o ponto principal que Chissano tenha cometido essas gafes de forma propositada, mais que esses erros condicionam os seus sucessores não a sombra de duvidas.

António Miguel Luís Chindeiro Parabens, Presidente Chissano. Es o unico politico a quem tiro o chapeu em Mocambique... Sei que um elogio como este acaba doendo para alguns mas, nunca ouvi falar de um "dirigente perfeito", onde ha trabalho sempre ha falhas. So a paciencia que tiveste em ir a Roma "assinar" ja conta muito para um cidadao comum pouco letrado como eu. Nao tenho estudo para muito comentario mas, FELIZ ANIVERSARIO PRESIDENTE CHISSANO...

Mário João Francisco Francisco Hoje não. Confusão e intriga.

Samsonrei Tdi Enbora longa, esta reflexão me parece bastante superficial e parte de evidências pouco claras para chegar às pessoas conclusões que chega. JAC não negociou nem assinou sozinho o AGP, não vamos ignorar a complexidade do processo, não ignoremos a força que detinha a Renamo aquando da assinatura desses acordos, o espaço de manobra era bastante reduzido e impunha se que o acordo fosse assinado pois o conflito já se fazia sentir bem próximo do centro da cidade. No meu entender JAC só interfere no política quando solicitado e de forma humilde e com classe, pedir para ele largar tudo o que fez durante toda sua vida é o mesmo que pedir ao professor para largar de um dia para o outro o professorado, o JAC não está no centro do poder mas como disse o PR Nyussi no seu discurso na RSA é uma biblioteca viva e dela devemos todos nos servir.

João Barros Amigo JJC, penso que os jovens devem conquistar o seu espaco e nao esperar que lhes seja oferecido.

Julião João Cumbane Concordo contigo, meu caro João Barros. Isso é assunto para outra reflexão. Porém, não se "roube" espaço à juventude com essa de que ela (a juventude) tem que conquistar blá, blá, ...! O facto é que a hora agora é de "juventude" fazer das suas. Que assim seja, com os mais velhos por perto, não para estes tomarem o lugar da juventude, mas sim para corrigirem com discrição o for preciso corrigir.


João Barros Amigo Julião João Cumbane, um pai nao larga a sua posicao de pai e a sua influencia na familia porque os filhos cresceram. Estes e que devem encontrar e criar mecanismos para, de uma forma positiva, conquistar o seu espaco dentro da familia - pelo que devem se preparar adequadamente - a renovacao acontece assim; ninguem se afasta ou e afastado; e a dinamica, na familia da Frelimo que permite as renovacoes. JAC conquistou o seu espaco em Mocambique, os outros, incluindo os jovens, devem conquista-lo.

Julião João Cumbane O problema, meu caro João Barros, é oJoaquim Alberto Chissano (JAC) minou o espaço da juventude, E, ao que parece, ele (JAC) fez isso deliberadamente. Veja que o semblante do JAC, quando fala da tensão política que se vive em Moçambique, não é de alguém que esteja preocupado com algo. Ele (o JAC) até parece divertir-se com a situação que se vive no país, que ele criou quando não desarmou a Renamo no quadro da implementação do AGP. Outros erros que o JAC cometeu foram (i) reduzir as escombros as nossas forças armadas e (ii) degradar o nosso tecido social, por facilitar e generalização da corrupção e da impunidade. Hoje o país debate-se com a falta de ética. O JAC não teve nenhuma acção tendente a moralizar a sociedade. Deixou tudo andar à deriva, domínio da ética pública. Sendo assim, qual é o legado de que ele se pode orgulhar de ter deixado para a nova geração de líderes moçambicanos? Paz podre?! Elitismos? Ostentação de riqueza ilícita? ... Desculpa-me, caro João Barros! ...



Homer Wolf Minha humilde sugestao profe: passe a "descomprimir" os seus interessantes textos... Assim como os apresenta, sao verdadeiros "lençois", dificeis de tragar... Coloque uns entretitulos que separem os diferentes "capitulos" da historia.... 
Espaceje os paragrafios...

* Mesmo assim tentar consumir mais este "salmo"

Max Lee Bela bibliografia, linda coerência mas tratando se dum aniversário, deveríamos só focalizar os feitos grandiosos do JAC. Os erros poderíamos falar noutra ocasião, talvez nunca, pois os suas realizações sufocaram os fracassos. 
Bem Haja JAC.

Homer Wolf Mas se for assim nunca falaremos dos erros..

Max Lee Não no teu aniversário.

Julião João Cumbane É isso, Homer Wolf! No elogio fúnebre também somos "proibidos" de dizer os erros que alguém cometeu em vida. Alguém já quebrou essa "regra", e ousadia aterrou as pessoas presentes num funeral. Eu julgo que temos que falar dos nossos actos em qualquer momento, caro Max Lee; mormente nas efemérides!


Gaspar Americo Gove Grande homem.

Julião João Cumbane Grande homem quem, Gaspar Americo Gove?! Aqueles que nos deu paz podre?! Homem que se julga muito esperto isso talvez, sim. Rigorosamente, qual é o legado do Joaquim Alberto Chissano (JAC). Destruiu as forças armadas, destruiu a ética pública, abriu espaço para florescimento do crime violento, da corrupção e do esbanjamento. A única coisa que vejo como obra do JAC é prática da liberdade de expressão do pensamento. Mas mesmo neste domínio temos problemas sérios, porque as pessoas confundem liberdade com libertinagem. Portanto, o JAC não deixou nenhum legado de que valha apena ele se orgulhar, na minha opinião. Ele faria bem, mas é, em ter vergonha, desculpar-se, e procurar aparecer cada vez menos.

Elvino Dias Já não percebo de que lado está o meu irmão Julião João Cumbane.

Homer Wolf Esta' no centro esquerda....

Zavarel Agostinho Hanhane o post n tem nada haver com o partidarismo, como costumo dizer, analiseis os conteúdos e nao as pessoas! E é o que percebo nesse post compatriota Dias

Rafik Ricas Na politica não aprecio nem admiro ninguem por isso não estou lá.

Fernando Jorge Francisco Cumbana Bem o disseste que o prgresso depende da ousadia dos jovens .O jac se sente ainda jovem com forças de dar o seu contributo sempre que for solicitado .os jovens devem aprender com ele.os erros sao humanos todos comentem...parabens jac,muita saude.

Amade Abdula Ibraimo É para distorcer a verdade dos factos! É mais um perigoso pensador!

Ismael Xicamane Hummmmmmmmmmm ilustre Julião João Cumbane evite equivocos. E por favor não trate o presidente Chissano de "tu". Ele foi sim obreiro da paz, engajou-se no progresso de Moçambique com todo finco, dedicou a sua vida para este país. Evite pronunciar-se nestes moldes pois como professor, o senhor sabe muito bem que as criancas sao muito avidas em aprender e preender coisas novas ou incomuns. Nao fica bem e por favor repoe o respeito por esse icone mocambicano. Quanto ao desarmamento da renamo, podemos falar em outra ocasiao, mas dizer que tem mao do presidente Chissano pode nao ser assim tao real como pretende fazer parecer. Alias nem tudo o que brilha eh ouro.

Julião João Cumbane Ismael Xicamane, infelizmente não vejo oJoaquim Alberto Chissano (JAC) com algum legado de que se possa orgulhar. Vejo, isso sim, coisas de que ele devia ter vergonha:Renamo ainda armada, forças armadas desfalcadas, ética pública destruída, corrupção generalizada, elitismo, ... Ele (o JAC) criou as condições para todas estas coisas negativas florescerem ao ponto que estão hoje. Que orgulho é que isso dá ao JAC, se é que dá algum orgulho?! ..

Ismael Xicamane Podemos debater a figura desta lenda mais logo, Prof? Neste momento estou na oficina a dar o meu contributo a esta pe'rola do indico. Que evouliu da guia de marcha a liberdade, do (dhlidhlimbeta na longoloca) o famoso "se nao-fosse-eu', das infinitas bichas de coperativas de consumo marcadas duas noites antes com pedra aos grandes supermercados e mercados informais aos ponta-pes (nao somente a interfranca elitizada), dos televisores particulares levados aos comite's aos plasmas nos quartos, cosinha, projectores etc.

Julião João Cumbane Aceito o convite. Entretanto, enquanto te espero para o debate, nota que esses progressos a que te referes são colectivos, mas algumas pessoas pretendem individualizar os créditos. À isso, chama-se falta de honestidade!


Cristiano Daniel Rosario Naene Caro Julião Cumbana, tenho acompanhado com muita atenção os seus escritos. Não raras as vezes concordando integralmente, outras nem tanto e outras ainda discordando de todo, tudo isto democraticamente creio e com uma crescente admiração e vénia. Mas meu prezado amigo, aqui neste post deixaste o teu processo criativo ir para lá dos factos materialmente relevantes para intuir que o Presidente Chissano age de forma calculista e até mesmo dolosa contra o Estado, isto por um lado. Por outro, passas um atestado de incompetência e menoridade a todos os restantes membros do Estado e de Governo que o acompanharam incluindo ao virtuosissimo General Chipande, pela facilidade com sugeres que foram copiosamente ludibriados pelo maquiavélico JAC. A mim não me parece que sejam assim tão ingénuos, além de que não vejo, ingenuamente, esse maquiavelismo num dos melhores filhos que África tem, sem duvida que tem muitos defeitos, mas as suas virtudes engrandeceram-nos como Nação. É para mim uma das figuras mais consensuais do país e os males que lhe vislumbras resultam desse estatuto que o povo lhe dá.

Ismael Xicamane O premio Mo-Ibrahimo de boa governacao foi uma fantochada nesse caso.

Cristiano Daniel Rosario Naene Esquecia-me, da Fundação JC. É pratica em todo mundo após final de mandato os presidentes criarem fundações para apoiar causas sociais ou mesmo politicas, vide os presidentes Norte Americanos, quanto a mim é óptimo, pois continuam a servir num outro campo o seu povo ou o mundo. E isso, não é busca de protagonismo, é espírito de missão.

Ismael Xicamane E o AJC porque e' que nao se cala nos seus aposentos.

Joao Salomao Estimado Julião João Cumbane: Uma emenda por haver erro na sua menção do 1º e 2º Ciclos do liceu, confundindo-os e misturando-os com o Cursos Complementares do liceu.
Tomando como referencia o ano de 1951, dado como o ano de entrada de JAC no liceu, a entrada no liceu tinha lugar após a 4. Classe do ensino primário. O ensino liceal estava dividido num Curso Geral de dois ciclos, sendo o 1º Ciclo de dois anos (primeiro e segundo anos) e o 2º Ciclo de tres anos (terceiro, quarto e quinto anos).
Após a conclusão do Curso Geral, consistindo no 1º e 2º Ciclos acima referidos, seguiam-se dois Cursos Complementares de dois anos cada um (sexto e sétimo anos), sendo um em Letras e outro em Ciencias, cabendo ao aluno optar por um deles. No caso de JAC o Curso Complementar escolhido terá sido em Ciencias, já que depois se candidatou ao curso de Medicina.
Um aluno do liceu chegava ao fim dos seus estudos liceais ao fim de 11 anos de escolaridade, sendo estes as 4 classes do ensino primário a que se seguiam os 7 anos de liceu.

Julião João Cumbane Isso mesmo, caro Joao Salomao! Fiz incorrectamente a "mistura". O correcto seria ter dito "... estudos liceais, que naquela altura compreendiam os anos de escolaridade (oficial) ente o 5º ano (hoje 5ª classe) e o 11º ano (hoje 11ª classe)...". Muito obrigado pela correcção, já efectuada também no texto.

Gabriel Muthisse Continua errado. Quinto ano, naquele tempo, equivalia aa decima classe hoje.

Gabriel Muthisse A explicacao do Prof. SALOMÃO está certíssima.

Julião João Cumbane Acho que não, caro Gabriel Muthisse! Não creio que o erro continue, com a excepção de que, modernamente, foi introduzido o 12º ano de escolaridade como o últimos anos de estudos antes da entrada para a Universidade. Antes da introdução do 12º ano de escolaridade, o sistema de ensino oficial em Moçambique compreendia, desde o tempo colonial, 11 anos de escolaridade no total, como o Joao Salomao bem indica, isto é, da "1ª classe" (primeiro ano de escolaridade) à "11ª classe" (último ano de escolaridade); ou seja, 4 anos de escola primária + 7 anos de estudos liceais! Os estudos liceais começavam no 5º ano ( = ano 5) de escolaridade, que na altura era chamado 1º anos de estudos liceais. Ora, no nosso actual sistema de educação, o 5º de escolaridade (não de estudos liceais!) é chamado "5ª classe"! Será mesmo que estou ainda errado?!

Gabriel Muthisse Começavam no quinto ano, que entao se designava primeiro ano (do ciclo preparatório, ou primeiro ciclo). Nao se designava quinto ano. É o que quis dizer.

Alvaro Simao Cossa Nao vou falar muito porque ainda estou a engolir este sapo, que na minha garganta sei que nao passara', talves porque conheco o presidente Chissano. Antes de tudo eu vos faco recordar que Mocambique tem Seguranca de Estado, e para muitos ficarem a saber, nao e' a das piores em Africa, sendo assim, se realmente JAC tivesse conspiracao ou maquinacao com o Dhl, como diz meu amigo JJC, o JAC estaria hoje morto ou como minimo preso. Creio que JAC nao tem mao em massa na renamo e nunca a teve, o unico que vejo e' que o presidente JAC vendo o sofrimento causado pela guerra em Mocambique,conhecendo bem os numeros de obitos diarios de tantos compatriotas no momento da guerra dos 16 "seculos", e por ter considerado as recomendacaoes e conselhos da comunidade internacional (comunidade do Santo Egidio), esta ultima que foi a mediadora da paz em Roma, e pelas constantes pressoes internas, ele (JAC), teve que ceder a' muitas ninharias do "tio" do JJC, o DLH. Porem, eu nao duvido que qualquer presidente que sai do poder tem remordimentos, de poder sair ou nao, este remordimento e' como no momento do divorcio, qualquer dos conjuges, reflete se esta' a fazer bem ou nao ao divorciar-se, ainda com os incentivos dos familiares, de se manter a familia, neste caso do JAC, os incentivos vinham do Zimbabue, Kenya e Angola, este remordimento mesmo o Mandela o teve, isto ocorre com qualquer pessoa, afinal de contas mandar nao e' nada ruim, e muito menos ser presidente e' mau. A acusacao ou a reflexao do JJC e' muito pesada, mas deixa de ter peso pela raiz do denominador comum de Joaquim Alberto Chissano e doJulião João Cumbane, porque tirando os nomes de seus pais, em abreviatura, ambos ficam JC, isto e' se um deles for feiticeiro, ambos o sao, O chissano nessa condicao seria feiticeiro pela excessiva devaga diplomatica e falta de decisao, quando lhe alertavamos do perigo que a renamo armada iria representar mais tarde, e o Cumbane seria tambem feiticeiro pela reflexao demasiadamente fora do imaginario que tira sono nao so ao aniversariante JAC, mas tambem a todos nos. O que apaudo e' a retirada para a refrma nao so, do JAC mas tambem, do Alberto Joaquim Chipande, que tambem e' JC com a omissao do primeiro nome. Vamos descalcar!

Efraimo Neves Julgo que este é um pretexto que alguns de nós jovens queremos usar para justificar o nosso fracasso. nada há ver.

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