Sansão Machava | 19 de outubro de 2015 | POLÍTICA |
O líder do maior partido da oposição em Moçambique, Afonso Dhlakama, já não está na sua residência do Bairro da Palmeiras 1, na cidade da Beira, e agora encontra-se na parte incerta, mas segundo fontes o mesmo continua nas bandas de Chiveve. Fonte próxima a “perdiz” avançou que o seu líder abandonou a sua residência do bairro das Palmeiras 1, dias depois que as Forças de Defesa e Segura, a Polícia da República de Moçambique e a Unidade de Intervenção Rápida cercou e invadiu a sua residência, recolhendo 16 armas de fogos da sua guarda pessoal.
A referida fonte confirmam que Dhlakama está na cidade da Beira e, que o mesmo aguarda pela concretização da manifestação requerida pelo seu partido de que os homens, ora desarmados, sejam integrados numa unidade de protecção de altas individualidades.
Porta-voz da Renamo confirma que Dhlakama continua na Beira
A Renamo desmentiu hoje rumores de que o líder do movimento, Afonso Dhlakama, abandonou para lugar incerto a sua residência na Beira, centro do país, na sequência do desarmamento da sua guarda pela polícia.
"Tanto quanto sei, ele [o líder da Renamo] continua na Beira", disse à Lusa, o porta-voz da Renamo, António Muchanga, declinando fornecer mais detalhes.
Afonso Dhlakama não é visto em público desde o passado dia 09, quando a sua residência na Beira, capital da província de Sofala, centro de Moçambique, foi invadida pela polícia, que desarmou e deteve por algumas horas a segurança do líder do principal partido de oposição.
Desde a semana passada, circulam rumores de que Dhlakama terá abandonado a sua residência na Beira, encontrando-se em lugar desconhecido.
A investida da polícia à casa de Dhlakama aconteceu algumas horas após o presidente da Renamo ter reaparecido, ao fim de duas semanas do lugar incerto em que se refugiou na sequência de um incidente com as forças de defesa e segurança, no distrito de Gondola, província de Manica, no dia 25 de Setembro.
No dia 12 de Setembro, a comitiva de Afonso Dhlakama havia sofrido um ataque também na província de Manica e que o partido de oposição imputou às forças de defesa e segurança, que por sua vez refutou, sugerindo que se tratou de uma simulação da própria Renamo.
Moçambique vive momentos de tensão devido à recusa da Renamo em reconhecer a derrota nas eleições gerais de 15 Outubro e à reprovação pela Assembleia da República de um projecto de lei que previa a criação de autarquias provinciais nas regiões onde o partido reivindica vitória.
Lusa – 19.10.2015

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