O assalto e pilhagem a residência do
Presidente da RENAMO cujo objectivo era
matar Afonso Dhlakama na semana passada
na cidade da Beira, província de Sofala, com
a anuência do bispo emérito anglicano, Dinis
Sengulane, o Sheik Abibo Hamade, dois
conhecidos membros do Conselho de Estado
nomeados pela Frelimo por serem apoiantes,
o reverendo Anastácio Chembeze, outro
defensor frelimista, veio trazer novos conceitos
no panorama político moçambicano.
O grande precursor do conceito de assalto
a mão armada a residência do Presidente
da RENAMO como sendo o “início prático do
diálogo entre Afonso Dhlakama e Filipe Nyusi”
foi ingenuamente o Dom Dinis Sengulane como
muito bem escreveu o Frei Alfredo Manhiça.
Entende o bom do Bispo Sengulane que o
diálogo sério ao mais alto nível iniciou com o
assalto a casa de Dhlakama e o consequente
falhanço do plano do seu assassinato. Não
poderíamos perante esta atitude de cinismo
de lembrar os interesses que ligam Dinis
Sengulane a Frelimo, a par do que acontece
com muitas outras igrejas, incluindo a Católica
Romana que também já foi invadida pela
Frelimo e Filipe Nyusi que nos últimos dias
conquistaram partes dos pastores.
Basta ver que ultimamente, a isca do famoso
diálogo político tem sido lançada a partir dos
altares dessas igrejas onde Nyusi vem fazendo
périplo.
Ninguém conheceu Nyusi como sendo crente
da Paróquia de Santo António da Polana, mas
nos últimos meses já é e disso vem fazendo
uso.
Se bem que não causou surpresa esta
interpretação de Dinis Sengulane, no mínimo
causou indignação a ausência de alguma
declaração por parte dos ditos mediadores,
bem como o papel que exerceram ao serem
eles próprios a vasculhar a casa do Presidente
Dhlakama. Ficou claro que Dom Dinis
Sengulane e companhia sabiam do plano que
visava assassinar o líder da RENAMO.
Pretenderam os senhores vigários e
mediadores trazer a mesa de diálogo uma
parte com as mãos atadas e sem poder de
falar nem pensar e outra parte armada e com
imposições. Ainda bem que tenha sido o povo a
lhes descobrir e a denunciá-los como traidores
da democracia e do pluralismo político que
custou sacrifícios aos moçambicanos.
Também ficou claro de que as soluções
domésticas sempre invocadas por José Pacheco
com apoio de Dinis Sengulane e Anastácio
Chembeze na resolução do problema quando
procuravam argumentos para expulsar a
EMOCHM no país eram mesmo de assassinato.
Sempre dissemos que o propalado diálogo
político para a consolidação da Paz que o
Governo vem cantando não passa de uma
mera propaganda política da Frelimo para
ganhar tempo de modo a ser esquecida a
génese de toda esta crise. No fundo o Governo
vai mobilizando recursos, claro militares, para
dar o último golpe a oposição.
A RENAMO e o seu líder já tornou claro que
não tem nada a dialogar com a Frelimo e
Nyusi devido a falta de uma agenda clara com
objectivos sérios.
Resta saber dos próprios mediadores se
primeiro existem condições para o diálogo
prosseguir e segundo se estão ainda com a
moral suficiente para continuarem a mediar o
processo.
De resto o comportamento desses senhores
deve ser vigiado inclusivamente nas suas
igrejas, uma vez que para a RENAMO e o povo
não merecem mais confiança.
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