quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Trabalhadores dos Transportes Públicos da Beira em greve


Funcionários reivindicam cortes de subsídios e pagamento do 13º
Mais de 350 trabalhadores dos Transportes Públicos da Beira paralisaram, ontem, completamente as suas actividades para reivindicar o corte de todos os subsídios, incluindo horas extras, nos seus salários e o pagamento do 13.º salário, e ao mesmo tempo exigir o afastamento imediato da comissão de gestão instalada em 2015.
Os trabalhadores viram os seus salários do mês de Janeiro a serem pagos antes de ontem e para surpresa dos mesmos, todos os subsídios foram retirados. Exigiram explicações à direcção da empresa, que, neste momento, é composta por uma comissão de gestão criada em Outubro de 2015, e a resposta não lhes agradou, daí que decidiram entrar em greve. “Ainda não sabemos porque nos fizeram isso. Depois da nossa pressão, a comissão de gestão explicou que o Governo central reduziu os valores que mensalmente envia à empresa, ou seja, dos cerca de sete milhões de meticais, apenas perto de três é que foram enviados e como solução para que os valores cheguem a todos, a comissão disse que decidiu cortar todos os nossos subsídios”, explicou um dos trabalhadores.
Os grevistas exigem ainda o pagamento do 13.º salário. Eles lembraram que em Dezembro passado, o Conselho de Ministro garantiu que, até meados de Janeiro, seriam pagos a metade do 13.º. “Mas aqui nos Transportes Públicos da Beira esta orientação parece que não chegou. Exigimos o que é nosso”.
Governo repudia comportamento
O governo de Sofala diz que não entende a razão da greve e justifica que a situação se deve a dificuldades económicas. De acordo com Hélcio Canda, director provincial de Transportes e Comunicações, com a reestruturação dos fundos do tesouro, a empresa passou a receber menos dinheiro, ou seja, pouco mais de dois milhões e meio de meticais. “E para o pagamento de salários precisaríamos de cerca de seis milhões. Assim, ficamos com um défice de cerca de quatro milhões de meticais. Há um esforço local e ao nível central para tal, e apelamos aos trabalhadores para retomarem as actividades”, aconselhou.

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