sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Conselheira de Trump “inventa” massacre em defesa de directiva contra muçulmanos





Kellyanne Conway referiu-se, numa entrevista, ao “massacre de Bowling Green” para justificar decisão do Presidente de impedir a entrada nos Estados Unidos de cidadãos de sete países muçulmanos. Mas já fez um tweet a admitir o erro.





Kellyanne Conway com o Presidente Donald Trump na véspera da tomada de posse
Foto
Kellyanne Conway com o Presidente Donald Trump na véspera da tomada de posse CHRIS KLEPONIS/ EPA

Kellyanne Conway, conselheira de Donald Trump – conhecida por ter cunhado a expressão “factos alternativos” –, e uma das estrategas da sua campanha eleitoral, mencionou, numa entrevista, um massacre perpetrado por dois cidadãos iraquianos na cidade de Bowling Green, no estado de Kentucky, para justificar a decisão do Presidente de proibir a entrada nos Estados Unidos de cidadãos provenientes de sete países maioritariamente muçulmanos. Só que o “massacre de Bowling Green” nunca existiu, e Conway foi profusamente criticada e ridicularizada nos media.

Um dia após a polémica, esta sexta-feira, Conway fez um tweet admitindo o erro e corrigindo-o.
Entrevistada por Chris Matthews no programa Hardball da cadeia de televisão MSNBC, Kellyanne Conway referiu o “massacre” para comparar a decisão de Trump com aquela que foi tomada pelo seu antecessor, Barack Obama, quando em 2011 decretou uma revisão dos critérios de acolhimento de refugiados iraquianos.
“Aposto que é uma novidade para as pessoas que o Presidente Obama decretou uma proibição de seis meses para os refugiados do Iraque depois de dois iraquianos terem vindo para o nosso país, terem sido radicalizados e terem estado por trás do massacre de Bowling Green. A maioria das pessoas não sabe disso, porque não foi noticiado”, disse Conway.
Na realidade, o dito “massacre” não chegou a existir. Como o jornal The Guardian recorda, o que aconteceu foi que, em Maio de 2011, dois cidadãos iraquianos, Mohamad Shareef Hammadi, de 25 anos, e Waad Ramadan Alwan, de 41, foram julgados e condenados pela tentativa frustrada de enviar armas e dinheiro para a Al-Qaeda no Iraque. E foi na sequência desse processo que Obama decretou alterações à política de acolhimento de refugiados iraquianos.
Em 2012, os dois acusados foram condenados por terrorismo e sentenciados a cumprir, respectivamente, prisão perpétua e 40 anos numa prisão federal americana.
Apesar disso, as declarações de Kellyanne Conway foram de algum modo corroboradas pelo senador republicano Rand Paul, eleito em 2010 pelo estado do Kentucky, que noutra entrevista à MSNBC se referiu também ao “massacre de Bowling Green”, onde vive.
Entretanto, o mayor Bruce Wilkersono presidente da câmara de Bowling Green, assinou uma declaração à imprensa, citada pela CBS, onde diz que "a declaração não está correcta" e que "não houve qualquer massacre" na sua cidade. No entanto, compreende que quando alguém fala em directo na televisão possa enganar-se, mas agradece o esclarecimento. 






City of Bowling Green Mayor, Bruce Wilkerson makes statement. See attached.
O Guardian cita, a propósito, o estudo recentemente realizado pelo Cato Institute que mostra que entre 1975 e 2015 nenhum cidadão dos países muçulmanos na “lista negra” de Donald Trump – Iraque, Irão, Síria, Iémen, Líbia, Sudão e Somália – matou americanos em ataques terroristas levados a cabo nos Estados Unidos.

Sílvia Ribeiro Alves
 Não sei se o inventou ou teve um lapso de memória e era suposto ter sido mais um dos false flags que organizam para conseguir implementar mais umas quantas políticas de repressão e vigilância dos cidadãos, mas...acabou por não se realizar.
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Jorge Carvalho
Jorge Carvalho Comentarios palermas do grupo de fans da estupidez a dizer... "Mais uma noticia falsa. Là està o Publico outra vez com o colinho façam mas è jornalismo...", em 3... 2... 1...
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Rui Vaz
Rui Vaz Acácio, acho que essa capacidade de compreensão está a falhar
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Acácio Moreira
Acácio Moreira Tens razão Rui.
Acácio Moreira
Acácio Moreira Já é o habito de ler tanta maluquice por aqui. 
Jorge Braga
Jorge Braga A escolha desta sra Conselheira é uma estratégia de Trump para comprovar a incompetência das mulheres. É uma conspiração.
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João Rodrigues
João Rodrigues Aposto que se fizerem uma sondagem a apoiantes do Trump daqui a uns dias. A maioria vai dizer que este tal "massacre" aconteceu
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Vítor Hugo
Vítor Hugo Os jornalista sinceramente acham que não aconteceu? Porque? Tavam lá para ver?
André Cavalheiro Gonçalves
André Cavalheiro Gonçalves Truque ancestral, vale tudo para criar ódio e incriminar os países que lhes interessa invadir ou controlar.
Catarina Alberto Dos Santos
Catarina Alberto Dos Santos Estamos por aqui a rir de tanta parvoice mas este senhor é efetivamente o Presidente de umas das maiores potências mundiais. Ninguém o vai parar?
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Miguel Gonçalves
Miguel Gonçalves Muito grave este universo paralelo... o problema é haver pessoas que normalizam esta América de Trump
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Jose Dias
Jose Dias Pois e, os atentados do 11 de setembro de 2001 tambem nunca aconteceram, pois nao ? Vao - se mas e phudher...
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Ludovic Lubit
Ludovic Lubit Olha o nosso caro amigo Campo de Flores e uma Árvore ao Fundo, sempre com grandes participações.
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Acácio Moreira
Acácio Moreira Caro Jose Dias, ficamos a aguardar as poderosas imagens deste terrível atentado. Por favor, não nos deixe a viver na ignorância deste facto.
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Vitor Esteves
Vitor Esteves Aconteceram sim Sr, eu ate vi o seugundo embate nas torres gémeas em directo, mas o que eu não deixo de achar curioso é que, segundo os registos, dos 19 terroristas que actuaram nos atentados de 11 de Setembro 15 sao ou Sauditas ou Egipcios. E isto espanta me porque? Porque nem o Egipto nem a Arabia Saudita estão entre os paises barrados. Então se as politicas visam proteger os Norte Americanos não seria lógico proibir a entrada aos autores dos atentados? Mas pronto....devo ser eu que não consigo atingir a finalidade.
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Acácio Moreira
Acácio Moreira Isso não pode ser. O Trampa tem negócios por esses lados.
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Acácio Moreira
Acácio Moreira Podem ter terroristas. Mas são clientes primeiro.
Pedro Mascarenhas
Pedro Mascarenhas Com cada artista!... não fossem eles a nação dos filmes... com cada filme. O problema é que lixam os semelhantes e não lhes acontece nada.
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Irene Rodrigues Rosa Silva
Irene Rodrigues Rosa Silva que grande trampa
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José Carlos Silva
José Carlos Silva Lunáticos, tantos lunáticos!
Louro Alexandre Miguel
Louro Alexandre Miguel É mau de mais para ser verdade
...
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Carlos Tavares
Carlos Tavares Parece o público.
Virgínia Silva
Virgínia Silva Mais factos alternativos.
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Fernanda Luis
Fernanda Luis isto ultrapassa todos os limitesL
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José Valadas
José Valadas Que caminhos são estes?
EL CHAPO GUZMÁN

Conheça onde está ‘hospedado’ El Chapo


É no centro de Manhattan, Nova Iorque, que se encontra um dos centros de detenção de máxima segurança dos Estados Unidos da América. E é que está detido o maior traficante de droga do mundo.
A possibilidade da prisão perpétua não está fora de questão
AFP/Getty Images
Fica no centro de Manhattan, Nova Iorque, entre as zonas de luxo. Trata-se de um prédio que, à primeira vista, pode até passar despercebido por entre a Igreja de St. Andrew’s ou a ponte de Brooklyn, mas acolhe cerca de 4 mil visitas por dia. Só as câmaras de vigilância e as vedações de aço que o rodeiam, bem como as interdições ao trânsito, dão indícios de que este não é um prédio qualquer. É um dos centros de detenção de máxima segurança dos Estados Unidos – o Centro Correcional Metropolitano (MCC). É onde está detido Joaquín Archivaldo Guzmán Loera, mais conhecido por El Chapo, um dos maior traficantes de droga do mundo.
El Chapo foi extraditado do México para o MCC no passado dia 9 de janeiro. Depois de ter conseguir escapar duas vezes das prisões com mais segurança do México, foi recapturado e enviado para os EUA. Está acusado por 17 crimes, conta o El Mundo, sobretudo na área do tráfico de drogas como cocaína, heroína ou marijuana; mas também lavagem de dinheiro e uso de armas em crimes relacionados também com tráfico. Segundo a acusação, El Chapo poderá ter ganho com estes negócios mais de nove milhões de euros. A possibilidade de prisão perpétua não está fora de questão.
O Centro Correcional Metropolitano tem mais de 700 reclusos, sendo que a sua capacidade é para 800, homens e mulheres. Por esta prisão passaram colaboradores de Osama Bin Laden; o autor do ataque ao World Trade Center em 1993, Ramzi Ahmed Yousef; ou mafiosos das altas famílias de Nova Iorque, com os Gambino.
Uma das advogadas de El Chapo, Michelle Gelenrt, informou que o traficante “tem estado numa sala de isolamento, onde é trancado durante 23 horas por dia”, sendo que, nas últimas semanas, “não tem podido fazer chamadas telefónicas” e só se pode encontrar com os advogados. Michelle defende que esta prisão tem condições inumanas e que o preso não deverá conseguir arranjar nenhum advogado privado, uma vez que nem sequer consegue falar com toda a sua família.
Construído em 1975, o MCC foi alvo de uma denúncia por parte da Amnistia Internacional em 2011, por causa das condições de vida desumanas em que os presos viviam. Segundo a queixa, existiam alguns presos detidos em piores situações do que os da prisão de Guantánamo, Cuba.
Nenhum oficial confirmou em que parte da prisão é que El Chapo está detido, mas acredita-se que estará numa das zonas onde estão os reclusos considerados de “altamente perigosos”
Emma Coronel, mulher de El Chapo, escreve ao marido quase todos os dias, via Twitter. Com mensagens como esta: “Nós os dois sabíamos que nos iriam fazer pagar um alto preço: distância, tempo, desafios e sacrifícios. Valeu a pena”; ou ainda, falando dos filhos: “Eles provavelmente nunca te verão ao meu lado, mas eu vou-lhes contar as mais belas histórias sobre ti.”
Los dos sabíamos que para hacernos realidad habríamos de pagar un alto precio: distancia, tiempo, desafíos y sacrificios. Valió la pena.
Tal vez nunca te verán a mi lado, pero contaré de ti las más bellas historias.

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