sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Xiconhoquices da semana:

Trégua em vez de fim da guerra; Apelo para entrega de armas; Ausência do PR no funeral de Mário Soares
Xiconhoca
Escrito por Redação  em 13 Janeiro 2017
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Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana semana finda:
Trégua em vez de fim da guerra
As tréguas anunciadas pela Renamo e Governo da Frelimo é, sem sombras de dúvidas, a maior Xiconhoquice até então. Ao invés de anunciar o fim do conflito armado que já se arrasta há anos, deixando centenas de moçambicanos com o futuro hipotecado, o líder da Renamo e o Presidente da República acordaram a suspensão temporária da guerra. Primeiro, a trégua foi de uma semana e, mais tarde, informaram que a mesma foi estendida por mais dois meses. Este facto só vem mostrar que é possível pôr cobro a essa guerra que já tirou vida de dezenas de moçambicanos e tem vindo a privar outras centenas de levarem uma vida condigna. Porém, parece que há intenções não confessáveis de continuar a promover a desgraça dos moçambicanos.
Apelo para entrega de armas
O apelo feito pelo comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, Bernardino Rafael, é a demonstração cabal da falta de bom-senso. Aliás, por ignorância ou não, Rafael disse que os indivíduos que supostamente detêm ilegalmente armas de fogo, com as quais causam terror nos país, sobretudo nos centros urbanos, onde a criminalidade parece ser mais intensa, devem entregar as armas a Polícia moçambicana. o comandante da cidade de Maputo ignorou, aparentemente, que em Moçambique quem detém armas é o Estado e cabe ao Governo impedir a sua circulação em mãos alheias. Além disso, é sabido que as armas não vêm da Renamo, é o Exército e PRM que as fazem chegar aos criminosos, sem esquecer do filho do antigo Chefe de Estado Armando Guebuza que esteve metido no negócio de armas.
Ausência do PR no funeral de Mário Soares
Parece que o Presidente da República (PR), Filipe Nyusi, e os seus bobos da corte estão a seguir à risca a máxima italiana segundo a qual “dolce far niente”, ou seja, algo como “doce fazer nada”. Nesses primeiros dias do ano em que ainda não se viu ou ouviu falar de uma actividade do Governo, esperava-se que Nyusi marcasse presença no funeral do antigo estadista português Mário Soares, pelo papel que ele desempenhou para Independência de Moçambique. Nem a Presidente da Assembleia da República (AR) e tampouco o Primeiro-Ministro (PM) esteve lá a representar o país. O pior de tudo ninguém ficou a saber de outros compromissos ou agenda pública do PR, da presidente da da AR e do PM, nestes últimos dias. Enfim, quanta Xiconhoquice!

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