segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Tomás Vieira Mário diz que há frustração relativamente à governação de Nyusi

Nyusi completa dois anos com tensão política e recessão por resolver

Opinião pública faz balanço menos positivo

O Presidente da República, Filipe Nyusi, completou, ontem, o segundo ano de governação, desde que foi eleito o quarto Chefe de Estado de Moçambique independente.
São dois anos cujo desempenho divide opiniões no que diz respeito a análise, por parte dos diversos sectores da sociedade moçambicana.
No geral, parte considerável da opinião pública atribui uma nota menos positiva do desempenho do actual Chefe de Estado.
Na base das interpretações estão as promessas e as realizações. De partidos políticos a membros da sociedade civil e académicos, fica a ideia de que o discurso inaugural de Nyusi, proferidio na Praça da Independência, em Maputo, precisamente a 15 de Janeiro de 2017, assentava como uma luva nos desafios do país, contudo as realizações do actual Estadista, ficaram aquém das suas promessas.
Para além das promessas do discurso inaugural, os desafios que foram surgindo, sobretudo no ano transacto, nomeadamente na área económica, onde a questão das “dívidas ocultas” foram o maior destaque, podiam ter tido uma melhor abordagem.
No diz respeito a estabilidade político-militar, destacam-se avanços na abordagem, realçando-se o acordo que permitiu o estabelecimento das tréguas em curso, e espera-se que este processo tenha um seguimento e desfecho positivo.
Dois anos de governação de Filipe Nyusi
Foi num dia como hoje, em 2015, que Filipe Nyusi tomou posse como o quarto Presidente de Moçambique Independente. No discurso inaugural, o Chefe de Estado declarou luta contra corrupção e à pobreza e o objectivo de alcançar a paz efectiva, considerando o povo como o seu patrão.
O Presidente da República disse ainda que um dos objectivos da sua governação é a criação de uma economia solidária e abrangente, bem como a convivência sã entre os partidos políticos.
Analisando os dois anos de governação de Filipe Nyusi, o presidente do Conselho Superior de Comunicação Social, Tomás Vieira Mário diz que as expectativas não foram alcançadas e que a crise político-económica deixada por Armando Guebuza dominaram os primeiros anos do mandato.
“O conflito político militar com a Renamo, a crise económico-financeira que deriva das chamadas dívidas públicas ocultas e a transição geracional dentro da Frelimo, são dossiers que estão na mesa do Presidente Nyusi, desde que tomou posse”.
“Os moçambicanos estão, obviamente, com algum sentimento de frustração porque tinham uma expectativa de resultados de mudança imediatos, tendo como marco o discurso inaugural do Presidente Nyusi, que foi por todos aplaudido”, referiu.
Tomás Vieira Mário concluiu afirmando que o acordo de tréguas entre o Governo e a Renamo é um sinal de punho do Presidente da República dentro do partido Frelimo.
“Vimos o Presidente Nyusi, em Dezembro do ano passado, a pegar um telefone e ligar para o senhor Dhlakama e negociarem a trégua. Para mim isso exprimiu muita coisa. Exprimiu que o Presidente finalmente comanda com certa visibilidade o partido e o Estado e pode, pessoalmente, pegar num telefone ligar para o senhor Dhlakama e acordarem a trégua e prolongou por mais dois meses”.

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