segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O Diário de Vasco Pulido Valente

O Diário de 
Vasco Pulido Valente
MÁRIO SOARES

Uma democracia contra a vontade do PC e do MFA

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Não podia haver uma guerra civil, mas podia haver uma matança e algumas figuras justificadamente trataram de se esconder ou de tomar precauções. Soares, com a cabeça a prémio, foi à Alameda.
Tirando as fantasias de Spínola, havia em 26 de Abril de 1974 três forças políticas: o Partido Comunista (que tinha um programa), o MFA (que estava armado) e Mário Soares, que a Europa conhecia e estimava. No I Governo Provisório, Soares foi ministro dos Negócios Estrangeiros, com o encargo de “negociar” a descolonização (na balbúrdia dos tempos a trapalhada era quase uma regra). Muita gente o criticou depois, sem perceber que nenhuma “negociação” era possível quando o exército se insurreccionara precisamente para sair de África. Ficava a Soares, pela ausência de outro qualquer aliado, o trabalho de estabelecer uma democracia contra a vontade do PC e do MFA.
O PC não queria impor aqui o “socialismo real” da Europa de Leste, que os russos não podiam sustentar. Como Cunhal se fartou de explicar, só queria uma “democracia de tipo diferente”, um conceito muito falado na guerra civil de Espanha e agora tirado do ferro-velho da seita. Em que consistia essa antiga monstruosidade? No meio da retórica do costume, consistia em fazer o Estado tomar conta dos “commanding heights” da economia (a energia – incluindo o petróleo – a banca, as seguradoras, a indústria pesada e as grandes propriedades fundiárias do sul). Ao resto de Portugal, o PC dava licença de ir à sua vidinha, com os sindicatos submetidos à CGTP e a administração central e local ocupada por militantes e por “amigos com provas”.
O bom povo compreendeu que este magnífico plano o levaria rapidamente à miséria e uma larga parte dos militares, duramente analfabetos, acharam que na sociedade do dr. Cunhal ficariam ao abrigo de qualquer represália, excepto evidentemente das represálias que o dr. Cunhal lhes resolvesse aplicar por desobediência ou “desvio” político. O problema do dr. Soares era instilar um pouco de bom senso e realismo em algumas cabeças do MFA; e ir resistindo ao assalto do PC ao Estado e às “culminâncias” da economia, uma benemérita actividade a que a “inteligência indígena” prestou os seus zelosos serviços.
Posto isto, o PS precisava também de reforçar a sua organização e de se estender a todo o país. Em 1974, o partido não ia além de algumas venerandas figuras da I República, de alguma Maçonaria e de cinco ou seis dúzias de drs., espalhados pelo Porto e por Lisboa. A geração da crise académica rejeitou quase completamente o que lhe parecia ser um instrumento do “sub-imperialismo” alemão. Não achava o PS “revolucionário” que lhe chegasse e fundou o MES (uma sombra do MIR chileno) e, quando o MES se desfez numa inqualificável loucura, os mais sensatos (11 ou 12, se isso) passaram a almoçar juntos num hotel de Lisboa, sob a designação de GIS (ou Grupo de Intervenção Socialista). Escusado será dizer que não intervieram em nada de consequente.
Mas, mesmo sem eles, Soares conseguiu suster ou moderar os golpes — porque eram verdadeiros golpes, preparados na sombra e executados à revelia dos poderes nominalmente legais — do PC e do MFA. Durante meses pôs na rua manifestações cada vez maiores de um povo que, ao contrário do “slogan”, se começava a desunir. Quando uma greve de tipógrafos (não de jornalistas) fechou o jornal socialista “A República”, Portugal e a Europa compreenderam de uma vez quem eram o MFA e o dr. Cunhal.
E o dr. Cunhal e o MFA ficaram mais longe de resolver o seu grande problema: a eleição para a Constituinte. Prometida pelo programa original dos militares, sinal para o mundo da boa fé dos “revolucionários” do dia essa eleição tinha de se fazer e, simultaneamente, não se podia fazer. Se por acaso se fizesse, ganhava Soares e todo o plano de Cunhal e dos seus camaradas do MFA iria abaixo. E se por acaso não se fizesse a ilegitimidade do PREC (como na altura sentimentalmente se chamava ao delírio da esquerda) não deixaria a mais leve dúvida a ninguém. Felizmente uma parte do MFA, que se recusava a ser o braço forte da repressão comunista e a receber ordens do PC, insistiu na eleição e calou a facção mais excitada do exército. Em Abril de 1975, o povo desunido votou: à volta de 38 por cento em Soares e à volta de 12 por cento no PC.
Mas nem perante esta arrasadora evidência a “festa” terminou. À boa maneira leninista, a televisão e a imprensa insultavam e caricaturavam a Assembleia, houve cercos de operários indignados por causa dos representantes do país se atreverem a discutir os problemas do país, Cunhal garantia a uma senhora italiana (muito célebre nessa altura) que em Portugal nunca haveria uma “democracia burguesa”. A “inteligência” de cá desceu a abismos de indignidade a que raramente alguém desceu e a seguir andou anos a comprar do seu bolso os seus próprios livros, com o fim de purificar o mercado e de aparecer limpinha ao dr. Mário Soares.
A atmosfera de medo e de intimidação não parou com as eleições de 75. As manifestações continuavam, a censura apertou nos jornais, na RTP e nas rádios. José Saramago apelava à revolta no “Diário de Notícias”. Quem falava no parlamento ou em votos era um puro “burguês” dedicado a esmagar as “classes trabalhadoras”. E começaram a correr rumores de guerra civil. Os rumores eram absurdos por três razões. Primeiro, porque nenhuma das partes tinha dinheiro. Segundo, porque a “revolução” indisciplinara as tropas do PC (e a URSS proibira disparates). Terceiro, porque a gente de Otelo não passava de uma mascarada sem valor militar. Não podia haver uma guerra civil, mas podia haver uma matança e algumas figuras justificadamente trataram de se esconder ou de tomar precauções. Soares, com a cabeça a prémio, foi à Alameda e a seguir ajudou, à sua maneira, o golpe de 25 de Novembro, que removeu de cena os partidários do PREC.
Infelizmente, o dito PREC deixara Portugal em ruínas e os militares no centro do regime político. O Presidente da República (Eanes) comandava efectivamente o exército. O Conselho da Revolução, sem espécie de mandato, aprovava ou desaprovava a legislação da Assembleia, com o propósito de preservar intacta a sua preciosa “revolução”. Mas Soares, Balsemão, Freitas do Amaral e Mota Pinto, entre si e contra algumas facções internas no PS e mesmo no PSD, acabaram por meter os militares nos quartéis, sem lhes deixar um vestígio de influência política.
Nesse ponto crítico, Eanes, a meses de sair de Belém, decidiu organizar um novo partido para ele e para os amigos: o PRD. Mas Soares, entretanto eleito Presidente da República, não o deixou viver. À primeira oportunidade dissolveu a Assembleia, sabendo perfeitamente que ia entregar uma maioria a Cavaco. E, de facto, entregou, porque o PRD juntava só o oportunismo e ressentimento e sem poder não valia um cêntimo. Soares viu desfilar os seus inimigos íntimos pela televisão. Mas ganhou. Ganhámos nós.

Nuno Granja

12 h
Como escreveu João Porrete (mais abaixo), magistral.

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Zazie no metro

13 h
Recomenda-se este contraditório:



"A História contemporânea em três penadas sobre um Homem de estadão"- no Portadaloja (blogspot.com)

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Luís CasanovaZazie no metro

12 h
No blog q recomendou, menciona q Spínola, no primeiro encontro q teve com Soares, achou-o 'confiante na implantação da democracia'
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João Porrete

15 h
Magistralmente escrito, este texto contém a verdade - mais ou menos no seu esplendor - ou é um subsídio à figura de Mário Soares, de quem Vasco Pulido Valente foi admirador e, creio, amigo? Faço a justiça ao autor de achar que esta é a forma como ele vê o nosso processo democrático, mas onde estão os nortenhos e as queimas das sedes do PC? Onde está Sá Carneiro e Amaro da Costa? O PC nunca se conseguiria incrustar em Portugal porque nunca conseguiria conquistar o norte do país. Eu, que sou do sul, sei bem como foi na minha terra.

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Luís CasanovaJoão Porrete

12 h
VPV tb escreveu sobre esse erro de Cunhal. Achar q controlova o poder não controlando o Norte.



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Manuel Antonio

15 h
Ó VPV! Mário Soares foi, realmente, fixe; o seu contributo para esta Democracia sem cheta justifica todas as honrarias e elogios mas... isso não o autoriza, VPV, a fazer da gente uma cambada de onagros e tontinhos ao misturar algumas verdades com omissões dando a entender à canalha que Soares foi D. Afonso Henriques e os outros, que lutaram a seu lado, e pelo seu (nosso) lado, uma cambada de Migueis de Vasconcelos! Atão e o Francisco Sá Carneiro? Atão o Adelino Amaro da Costa? Não estiveram do mesmo lado da barricada arriscando muito mais que MS? E o Melo Antunes não foi importante para a Democracia sem cheta que é a nossa? O que seria deste Portugalzinho se MA não travasse as arruadas de vingança? Ó VPV gosto imenso do seu verrim (desde sempre...) mas, pf, não trunque a História. Eu estive lá, sou testemunha desse tempo de brasa... Não enfie barretes... conte a História toda...

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Zazie no metro

16 h
A ler:portadaloja.blogspot.pt/2017/01/a-hiat.html
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Manuel Lisboa XII

16 h
Bem contado, melhor escrito. E é sempre interessante recordar esses tempos e, na actual conjuntura governamental e parlamentar portuguesas, torna-se mesmo importante este exercício de memória!
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Fernando Fernandes

18 h
Talvez fosse interessante saber quem estava do lado da democracia e dos interesses ditatoriais do PC e UDP.

Saber quem foram os que lideraram o Estado Maior do Exército e a 5ª Divisão EME.

Talvez saber quem foi Jaime Neves, Firmino Miguel, César Augusto Lopes Rodrigues.

Quem foi Eanes que apareceu do nada para se pôr na frente e dar palmadinhas nas costas do PC.

Talvez fosse interessante identificar o papel o papel do comandante do Copcon e do Adido militar de Portugal na NATO.

O papel do General Rolha e o papel de esclarecimento de Spinola junto das unidade militares e da sociedade.

O papel dos que se levantaram em Caldas da Rainha (RI5) antes do 25 de Abril e que ficaram presos depois da revolução.

Há muito a contar, muita coisa ainda ignorada.

Seria interessante que o papel de Soares na descolonização não se quedasse pelo encolher de ombros e na desculpa de que os militares queriam sair. Não devemos esquecer o abandono a que foram deixados 1 milhão de portugueses em Angola, 800.000 em Moçambique, os militares que ficaram do lado dos portugueses na Guiné.

Esquecer que foram dadas independências em Angola a 3 partidos, em datas e lugares diferentes, estimulando uma guerra civil, não pode nem deve ser esquecido.

Não se pode esquecer que, Angola queria um período de transição alargado e Portugal abandonou Angola para que ele mergulhasse numa guerra civil.

Inadmissível dar independência a um partido com claros apoios de integração de Angola no Congo.

Pode o Sr. ter morrido. Mas há factos relevantes demais, mortes a mais para que possamos esquecer a acção nefasta de Soares, Melo Antunes, almirantes carecas e cabeludos, na destruição de inúmeras nações, algumas perfeitamente inviáveis (Cabo Verde, S. Tomé, Guiné, Timor).


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Amora Bruegas

18 h
Interessante análise, na lógica do branquear com meias verdades, meias mentiras, uma figura que essencialmente se manifestou pelo que há de pior num Ser humano:SOBERBA! Esta, é a mãe de outros vícios e suas consequências, caso da descolonização, das nacionalizações e bancarrotas.

O que o autor não explica, é porque MSoares, sendo "inimigo" do PCP como insinua, impediu que o mesmo passasse à clandestinidade e seus dirigentes julgados e condenados em virtude da golpada pós-11 de Março.

Também não explica as negociatas com Jonas Savimbi que lhe renderam uns milhões em diamantes e marfim, e do qual foi acusado pelos governantes angolanos. Por cá, à semelhança do assassinato de Sá Carneiro, fingiu-se que nada tinha acontecido... honestidade de uma corrupta democracia!
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maria perry

19 h
Mas quem acredita genuinamente que uma raposa velha, autoritária e arrogante como o Bochechas tivesse alguma vez tido coragem ou intenções desinteressadas na sua vida? Ninguém!... É por isso que ninguém compareceu ao seu funeral. É por isso que quando ele aparecia na televisão os velhos, no café, riam-se. Ele nunca teve o respeito de ninguém. Quando muito, tinham medo dele, os mais próximos.

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Amora Bruegasmaria perry

18 h
muito bem referido... e a sua especialidade, foi comprar as pessoas com favores, tachos, mordomias..., o povo que se lixasse!
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Helder Machado

19 h
VPV anda esquecido. Lembra-se de Francisco Sá Carneiro?
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Luís CasanovaHelder Machado

18 h
VPV não precisa q o defendam, mas ele escreveu bastante sobre Sá Carneiro, nomeadamente no ensaio Sá Carneiro : Os últimos anos, ate porque foi seu secretário de estado da cultura.
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Francisco José

23 h
Pois... Só que o Soares aproveitou-se "à grande e à francesa" do Estado português! Viveu como um burguês à nossa custa!... Fez coisas boas, sim, mas "desfê-las" todas porque se considerava e vivia na prática como o "dono disto tudo" à nossa custa! "Livrou-nos do comunismo"? Sim! Mas o que fez a seguir não o honra!

Por outro lado, o Costa ou é comunista ou não conhece verdadeiramente o PCP e o BE ou só quer mesmo poder pelo poder! Este Costa desonra o PS!
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Amora BruegasFrancisco José

18 h
Ele criou um regime tipo-comunista, disfarçado de democracia, onde fosse endeusado, como se tem visto e ouvido!
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Evangelista Miranda Miranda

23 h
Devido às criticas que vinha fazendo ao regime politico de 42 anos e, aos seus principais protagonistas, em certa altura um meu velho amigo - professor, mestre em Filosofia - mandou-me por e-mail, um texto da sua lavra e, com a sua filosofia, que sub-liminarmente de forma disfarçada, me pretendia dar uma lição de bom senso. Não lhe disse nada de volta, porque o considero e, porque cada um é, o produto do seu passado. No entanto, e como sou um pouco mais velho: disse para comigo e os meus botões. Eu vou esperar mais alguns anos, para então a resposta de vir da realidade, pois esta sempre se impõe, embora por vezes de forma violenta e dramática. É que a minha prosa de 30 a 40 anos, incide naquilo que esse amigo nunca soube, apesar de doutor em Filosofia; pois quando eu via o discurso politico e das nossas elites em geral, a ignorarem o trabalho útil e verdadeiro, sempre caía em cima deles. Não apenas por antagonismo, mas porque nesse caminho, o país empobrecia, e sem riqueza que o sustente, todo o discursos é oco e sem sentido. Ora, o senhor Mário Soares, como de resto aquelas elites da Capital, Lisboa, que já o Eça e muitos outros criticavam, continuaram apenas na politica ou politiquice, como eu digo. Acontece, que para comprar melões, é preciso muito mais que discursos e retórica. Diria-mos para terminar, que a história do regime e dos seus protagonistas, apenas interessará certamente para as crianças miudas da Escola, mas: que no momento de aflição em que o país se encontra, é bem a altura de levantar armas em direcção ao trabalho duro e produtivo, pois os exemplos que nos chegam da América (EUA) Inglaterra e outros, são bem elucidativos já, da resposta que eu não dei ao meu amigo, há uma dezena de anos atrás.

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José Augusto Veiga

1 d
3 forças políticas e uma "para-política", não despicienda, que actuava como tal - a Igreja ou os padres que pastoreavam o bom povo português, a norte de Rio Maior, onde "começava" Portugal, à sombra da qual o Povo incendiou o Norte e as sedes do PC. Um dos pastores, o cónego Melo, parece que ainda tem uma estátua lá para os lados de Braga, homenagem feita não propriamente por fumos de santidade...

reduzir tudo (a "reacção" ) a M. S. parece-me uma simpatia algo excessiva (enquanto historiador e não um apaniguado ) de VPV.

Numa narrativa tipo ex-44 já não me surpreenderia...

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Joel Gabriel

1 d
Olha se em 74/75 se o sr costa maduro , tivesse a idade q tem hoje . pq esquerdino já o era . como Portugal não estaria .

Soares fez tudo o q pode para correr Cunhal . sr costa fez tudo para Cunhal (seu seguidor) entrar.





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victor guerraJoel Gabriel

1 d
O Costa perdedor,pôs-se de rabo para o ar e cedeu ao PCP.A verdade é que os comunistas se destaparam e mostraram que são pouco mais do que a "rua".Mas,depende deles ,o futuro da "geringonça"

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Victor Batista

1 d
A soares tudo tem de ser perdoado, ate mesmo essa aberracao politica que da pelo nome de socrates.
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José Montargil

1 d
Livro de Rui Mateus na net . Lê-se à borla.
http://ferrao.org/documentos/Livro_Contos_Proibidos.pdf

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Cuca Neco

1 d
O artigo centra-se em Soares e em acontecimentos dados à superfície. Conhecidos pela rama. Ignora o fundamental. As forças por detrás de Soares e Cunhal e do 25 de Novembro. Soares foi um bom instrumento dessas forças, com coragem e capacidade para certas coisas. Esperemos pelo que se segue.
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João-Afonso MachadoCuca Neco

1 d
Concordo.



Estive ao lado de almoços de militares do Grupo dos 9 com civis ditos do ELP.



Mas uma crónica excelentemente escrita.
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José Montargil

1 d
"...capacidade de síntese, sintético e precisão cirúrgica...", escreveu Amon Rá. Nem mais nem menos. O Pulido Valente é estupendo a escrever e a analisar.



Os que sabem que assim foi, hoje em dia é-lhes difícil de reconhecer o Soares dessa altura. O tipo depois deslizou para apoios a amigos e admiradores facilitando e sobretudo ignorando as negociatas feitas durante as suas presidências.

Rodeou-se de gente pouco fixe para não dizer mais. Depois acentuou-se com os anos a "gágázisse".

Foi fatal as cenas das visitas e apoios ao Sócrates e o esquerdismo final. Tudo isto aliado a um desinteresse gigantesco da população, que se está borrifando para a política e considera os políticos, e os jornalistas, como uns dinossauros, cuja maioria são uns penduras do poder e uns vendidos a quem manda no momento, faz com que o Soares vá directo para uma arrecadação de coisas velhas e inúteis.

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Amon Rá

1 d
A capacidade de síntese e precisão cirúrgica de expressão verbal, deste texto de Vasco Pulido Valente, fizeram com que eu efetuasse uma agradabilíssima viagem no tempo e rememorar acontecimentos decisivos que mudaram definitivamente o rumo da História de Portugal.

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Amon Rá

1 d
A capacidade de síntese e clareza de expressão verbal de Vasco Pulido Valente, neste brilhante texto, fizeram com que eu efetuasse uma agradabilíssima viagem no tempo e rememorar acontecimentos que mudaram para sempre a História de Portugal.

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Amora BruegasAmon Rá

18 h
Mudaram..., em quê? A queda continuou!

Enquanto não perceberem que Soares virou-se contra Cunhal, NÃO por pensar diferente, mas por rivalidade, um empecilho para atingir o Poder, as conclusões continuam erradas e desfasadas da realidade consequente! Ou porque será que quis ser o candidato do PS às eleições presidenciais de 1976?

Foca-se muito este capítulo de 75, porque no resto..., foi um ABORTO político!
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Phoenix Fox

1 d
Fatherland de Robert Harris é uma estória policial passada no cenârio hipotético da vitória da Alemanha na II Guerra Mundial. O chefe da Gestapo sobreviveu ao assassinato pela resistencia Checa, a Alemanha venceu na frente Leste, os Americanos não intervieram na Guerra, a Ingalterra rendeu-se, Churchuill e a Familia Real exilaram-se, tomou o poder o Rei George VII (o mesmo q na vida real casou com uma plebeia, abdicou do trono, era suspeito de colaboracionismo com os nazis e viveu exilado no Estoril protegido por Salazar), a America venceu o Japao pelo nuclear, a Alemanha tb tem a bomba e a "guerra fria" faz-se entre as duas potencias, a sociedade descrita é uma sociedade oprimida pela polícia e pela limitação do acesso das pessoas à informação, etc e tal.



Usando o mesmo exercício com a limitação de conheçer mal o resto dos personagens n me ocorre ninguem q no lugar do Dr Soares possa ter obtido os mesmos resultados contra a "utopia" do PREC (como descreveu Zeca Afonso) e de Cunhal, incluindo a Europa. Nem mesmo o Dr Medina Carreira.



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Anselmo Santos

1 d
"...Soares viu desfilar os seus inimigos íntimos pela televisão. Mas ganhou. Ganhámos nós."

Defina nós, por favor! O que veio fazendo ele ao longo de todos estes anos!?

Mais nós, para serem desatados, do que aqueles que já tínhamos? E para que servem ainda + nós, quando o que precisávamos eram cordas escorreitas e fortes para segurar os tristes cenários que qualquer comentador inteligente prevê que + cedo ou + tarde, mas provavelmente em breve, irão descer!
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luis barreiro

1 d
Devia de ser proibido falar de Pires Veloso.

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Artur Costa

1 d
Oriana Fallaci não era apenas uma senhora italiana muito célebre por cá. Mas o colunista, na sua pequenez, parece que não sabe. Ou sabe, mas tem inveja, na sua alma burguesa e na sua mente degradada.

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José Carlos LourençoArtur Costa

1 d
O mais importante não é o nome da senhora, mas sim o facto do Cunhal lhe ter ido que no país nunca haveria uma democracia "burguesas".

Ou seja, que era a favor duma ditadura marxista-leninista, sem eleições e sem liberdade de opinião e expressão



Dá a entender que prefere sublinhar os "pintelhos" para escamotear o essencial........

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Oque EscrevemosJosé Carlos Lourenço

1 d
Desconcertante reduzir Fallaci a " uma senhora italiana" etc etc etc. ela que teve a coragem de denunciar antes de tantos outros e de alguma maneira prenunciar que os europeus seriam atacados por causa seu modo de vida por fanáticos islâmicos.Foi insultada até ao dia da sua morte e hoje ainda ( menos claro) por ter sido sempre "politicamente incorreta" e dizer o que pensava. Um faux pas desnecessário e mesquinho. Não é claro o essencial do texto mas é muito revelador. Sempre gostei muito de ler VPV. Nos últimos tempos muito menos.

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Artur CostaJosé Carlos Lourenço

1 d
Mas isto é essencial. Revela a degradação intelectual de um pessimista, que acabou por cair numa vulgaridade repugnante. O resto do texto é apenas uma visão, cheia de imprecisões e interpretações pessoais. Como sabe, os pentelhos fazem parte do conjunto, e eu não gosto de depilações.

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José MontargilArtur Costa

1 d
Ó Costa tem juízo! Deixa lá o jargão comunista e vai ler o Avante.
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Luís CasanovaArtur Costa

1 d
Oriana Fallaci é bem conhecida, bem como o episódio referido, para ser designada por senhora italiana. Recomendo a leitura da sua reação imediata ao 9/11, A Raiva e o Orgulho. Muito atual.

Mas o interessante do episódio é q a entrevista de Álvaro Cunhal a AF não foi reproduzida em Portugal na altura, bem como a edição do livro de OF Entrevista com a História pelo Círculo dos Leitores de 1975 não contém esta entrevista e duas entrevistas a Mário Soares. A edição original italiana tem.

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Oque EscrevemosLuís Casanova

23 h
A "senhora italiana" é conhecida fora de Itália como se vê. VPV não passa de um "escrevedor"da sua terra. Nem consigo perceber a mesquinhez da maneira como se refere a Oriana Fallaci que sempre foi corajosa no que escreveu. Por vezes basta um detalhe para estragar tudo. No meu caso este detalhe que para mim não é assim tão menor mostrou-me o que provavelmente antes não quis ver. Chocou-me. Não esperava.

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Artur CostaJosé Montargil

15 h
Não entendi. Deixo o jargão comunista ou vou ler o Avante?

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José Ramos

1 d
Um relato exacto, uma interpretação da qual discordo pouco e muito pontualmente. VPV em grande.
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josé maria

1 d
A memória curta do sr. Valente



O bom povo compreendeu que este magnífico plano o levaria rapidamente à miséria



VPV, 28/1/2017



Nesses anos da minha infância, a fome nos campos do Alentejo era muita. Sem um quinhão de terra para cultivarem, as famílias viviam das magras e esporádicas jornas, ao sabor dos caprichos do Sol, das chuvas e das geadas.



Com eles, não só aprendi a olhar os homens e a natureza, como fiquei a saber o que é comer “pão com navalha”, uma forma muito expressiva de dizer pão sem conduto, e que “açorda de mão no bolso”, no seu sentido crítico pleno de humor, muito comum neste povo, significa que, não havendo na tijela mais do que o caldo e o pão migado, só se usava a mão que pegava na colher.



Galopim de Carvalho, 14/5/2013



http://imenso-sul-alentejo.blogspot.pt/2013/05/a-fome-nos-campos-do-alentejo-por.html







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Luís Casanovajosé maria

1 d
Galopim de Carvalho descreve acontecimentos da década de 30. VPV está a falar de acontecimentos da década de 70.
4Responder
Mariano VelezLuís Casanova

1 d
Caro Luis . Obrigado por ter respondido ao José Maria, tive quase a passar ao acto, mas depois pensei; o homem deve ganhar à msg, troca alhos por bugalhos, mistura tudo e o seu contrário, coitado deve ter uma vida muito difícil, ter que andar sempre à procura de link´s que não servem para nada, mas que na opinião dele tem uma relevância extrema...

Vidas duras, certamente...adiante

Saudações

3Responder
Luís CasanovaMariano Velez

1 d
De nada. Quando leio disparates e citações vou sempre confirmar. Geralmente quem os escreve não percebe o q lê.
3Responder
josé mariaLuís Casanova

1 d
Galopim de Carvalho descreve acontecimentos da década de 30. VPV está a falar de acontecimentos da década de 70.



Exacto, correcto, está a ver como você percebeu bem ?

Parabéns pela sua argúcia. Pois, como também deve ter reparado,eu quis falar também dos tempos de que o sr. Valente não fala. Os tempos do ditador Salazar, da fome nos campos do Alentejo. Os tempos em que o bom povo português já tinha percebido que o magnífico plano do Salazar os levou durante décadas à miséria.

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Luís Casanovajosé maria

1 d
E tem todo o direito em falar. Só q não vem.a propósito. O tema é o Mário Soares e os acontecimentos da década de 70.

E VPV fala da fome, por exemplo, no ensaio Cunhal : A Educação de um Chefe.


3Responder
josé mariaLuís Casanova

1 d
Eu falo do que quero e muito bem me apetece. E a minha intervenção vem inteiramente a propósito, sim. Com Salazar, os alentejanos sofreram décadas de fome. Esse é um acontecimento histórico que está muito bem documentado e que também convém ser relembrado.

0Responder
Luís Casanovajosé maria

1 d
Como queira. Mas o VPV já tinha falado da fome no Alentejo.
3Responder
Alexandre Policarpojosé maria

1 d
Fui vizinho dos Pais de Galopim de Carvalho muitos anos, por isso sei bem de que é que ele estava a falar: da herança da 1ª República, que foi governada pelos avós politicos do actual PS. O pai do Mário Soares e o grupo de que ele fazia parte, passaram várias vezes pelos inúmeros governos que destruiram o país entre 1910 e 1926.

O PS actual é um digno sucessor dessa canalha chefiada quase sempre por um energumeno chamado Afonso Costa, que deixou como herança aos portugueses uma ditadura que durou 48 anos.
7Responder
José Carlos Lourençojosé maria

1 d
O Zé Maria demonstra ser um senhor retardado. Isto é demonstrado pela escolha de link`s focados em realidades com cerca de 35 anos de atraso relativamente ao tema em debate, e ademais sem qualquer conotação com o mesmo.

Falasse em alhos e ele vem com bugalhos.

É o que dá trabalhar à peça pressionado pela quantidade em prejuízo da qualidade....
3Responder
Victor BatistaJosé Carlos Lourenço

1 d
O Ze maria tem um problema grave em distinguir alhos de bugalhos.
0Responder
Joel GabrielLuís Casanova

1 d
Sr Luís,

esta Maria Zé deve ter os olhos vesgos . lê tudo ao contrario e só o q lhes interessa .

Terá algum problema mental , visão ou partidarismo

o melhor é não ligar e deixa lo a falar sozinho. q por mais de lhes digam e dizem muito ,não aprende. tem os dedos colados aos links q estão sempre atrasados . ou destorcem a realidade .

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JB DiasLuís Casanova

20 h
Não interessa nada porque os "josé maria" são intemporais na sua cegueira ideológica!

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Alexandre Policarpojosé maria

19 h
As maiores fomes no Alentejo, como no resto do país, foram entre 1915 e 1930. Nos anos 30, com as obras publicas do Estado Novo e com as campanhas do trigo, a miséria mitigou-se um pouco, porque pelo menos havia trabalho.

No entanto, isto não atenua os sofrimentos e sacrificios a que o Alentejo e os Alentejanos foram sujeitos ao longo dos séculos.





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Amora Bruegasjosé maria

18 h
Pois... e como era antes? Morriam à fome e analfabetos!
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Nema GodinhoAlexandre Policarpo

12 h
Não sou do tempo em que o país viveu e sofreu grandes tormentos nas décadas de 10 a 20. Mas meu avô, homem trabalhador e muito rígido consigo e com os seus, muitas vezes nos contava a vida muito dura nos primeiros tempos de casado devido aos grandes conflitos e destruição de terras e colheitas, principalmente depois da 1ª guerra. Para ele Salazar foi um salvador para um país destruído, sem respeito nem lei! Mas, parece-me que a História se repete e porquê? O dinheiro e o poder cega os homens e fá-los monstros!

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Jose Miguel Pereirajosé maria

2 h
Pois, e também houve a peste negra, no séc XIV...
0Responder
Mariano Velez

1 d
Soares foi um Homem de grande coragem politica. Quando foi necessário dizer presente e contrariar a lengalenga cunhalista " do nosso Povo " querer ser socialista, ele agigantou-se, coligou-se com outros democratas - Sá Carneiro, Melo Antunes e outros - e, como tinha reconhecimento internacional e alguma protecção, conseguiu livrar-nos de hoje sermos todos "Coreia do Norte like".

Depois disso foi um politico como muitos que tivemos e temos- coisas boas, coisas menos boas.

Mas se somos uma democracia , muito lhe-a devemos, tal como VPV o escreve.

3Responder
José Paulo C Castro

1 d
" A “inteligência” de cá desceu a abismos de indignidade a que raramente alguém desceu e a seguir andou anos a comprar do seu bolso os seus próprios livros, com o fim de purificar o mercado e de aparecer limpinha ao dr. Mário Soares. "



Essas relíquias ainda dariam um bom estudo sobre a demência colectiva. Aposto que alguns desses ainda estão agora em lugares-chave.



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Luís CasanovaJosé Paulo C Castro

1 d
Um, do MES, chegou a PR. O Jorge Sampaio.
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Carlos Quartel

1 d
Alguma arrogância. O caso esteve muito mais complicado, Cunhal pensou mesmo no golpe armado, (apesar de desaconselhado por Moscovo) e Costa Gomes impôs as eleições, com muito capitães contra.

Tudo muda com as eleições, os 12% de Cunhal desmascararam-no, fizeram pensar a muitos militares que hesitavam e que se passaram para o campo democrático. A Norte de Vila Franca , do PC só vestígios.

Tudo começou a desmoronar-se e as acções de Vasco Gonçalves foram já de puro desespero. O caminho estava traçado e Soares ganhou os seus galões de político corajoso

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Luciano Barreira

1 d
Parece-me demasiado simplista e incompleta a análise dos tempos do PREC, outras forças se insurgiram contra os comunistas. O socialistas, como agora, pretendiam ser o farol da moral política. A luta era para tirar esse privilégio aos comunistas, o levar Portugal para uma vivência próspera e democrática seria preocupação secundária.

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Maria Rebeca

1 d
Eu estava lá e vi. Foi exactamente assim que tudo se passou. Texto fundamental. Espero que continue, pois ainda falta muito para contar. Obrigada.
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LBLX

1 d
Um texto de referência para memória futura. Obrigado VPV.
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Simone Dias

1 d
Este artigo é a homenagem mais justa e mais bonita que podia ser feita a Mário Soares.

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Amora BruegasSimone Dias

18 h
O pai das clínicas de extermínio em Portugal, tão ao gosto socialista!
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Desidério Valente

1 d
TALVES A MAIOR DIVIDA QUE TEMOS PARA COM MÁRIO SOARES,SE NÃO FOSSE A SUA LUTA, SAIAMOS DA LAMA CAIAMOS NO ATASQUEIRO, E A ESTA HORA NEM PODERIAMOS ESTAR AQUI A DESABAFAR, CADA UM Á SUA MANEIRA E COM O SEU PONTO DE VISTA, MAS RESPEITANDO-NOS TODOS

TINHA 38 ANOS QUANDO FOI O 25, SEI BEM O QUE SE PASSOU.O CUNHAL

NEM QUERIA ELEIÇÕES, MAS O POVO ANDAVA TODO REVOLTADO E NA MISÉRIA E A MAIORIA APLAUDIA SEM SABER O CUNHAL A PENSAR QUE SERIA MELHOR. ENGANO.....

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Luís Casanova

1 d
Assim se demonstra o que é um Político. A descolonização foi uma tragédia? Foi. Mas garantiu-se uma democracia em Portugal. As nacionalizações arruinaram-nos? Sim. Mas garantiu-se as eleições para a Constituinte. Quiseram avançar para confronto armado. Mário Soares não procurou o conflito, mas não lhe fugiu. Restou o Conselho da Revolução? Certamente q ficou a mais. Mas os Militares afastaram-se do Governo. O MFA quis perdurar nos Renovadores? MS 'sacrificou' o PS, mas o País entrou na Europa. Era o que ele sempre quis. Conseguiu.
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victor guerra

1 d
Uma visão arrogante e sobranceira,talvez interessante para o colunista,mas martelada na História.Então Kissinger,Carlucci e Costa Gomes em Helsinquia?E o "socialismo na gaveta"?E Sá Carneiro a apoiar Soares?O caderno de encargos de Cunhal-África- não foi cumprido?Como epitáfio de Soares, é demasiado benévolo
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1 d
Ganda Vasco, Bimba no pcp . Porcos comunistas que inventaram o golpe palma Carlos, as bombas do mirn , o 28 setembro , o 11 março , os incêndios dos centros trabalho do pcp , o 25 novembro , o carlucci a apoiar o Marocas , tudo isto aqui ignorado pelo Vasco e que o "bom" povo ", como ele diz à Salazar, recusou. Figuras tristes
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Agos Sil

1 d
Dói, não dói? Aguenta e não chora.
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Luís Casanova

1 d
E apoiou muito bem, o Carlucci o Mário Soares. Apoiou o vencedor. E olhe q não foi coisa pequena ir contra o Kissinger q não queria fazê-lo. Foi agente da CIA? Deve ter sido. O Markus Wolf diz q se cruzou com ele em África. Os Portugueses agradecem-lhe.
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José RamosLuís Casanova

1 d
Frank Carlucci foi mais que agente da CIA, chegou a ser seu director. Este homem gostava dos Portugueses e creio que os compreendia. Quanto a mim, merecia uma estátua em Lisboa.

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Zazie no metroJosé Ramos

1 d
Sim; gostava de portugueses pequeninos. Bem novinhos
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Luís CasanovaZazie no metro

1 d
Mas... Como é q sabe isso?
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Zazie no metroLuís Casanova

1 d
Não sabe quem os fornecia?

Leia o Rui Mateus
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Luís CasanovaZazie no metro

1 d
Eu tenho o livro. Qual a página?
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José MontargilJosé Ramos

1 d
Nem tanto ao mar nem tanto à terra.
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José MontargilZazie no metro

1 d
Achas? Lá vem a intriga barata e sopeiral.
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Luís CasanovaJosé Montargil

1 d
Vamos esperar q ele forneça a página (s) do livro. Tic, Tac, Tic, Tac...
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JB DiasLuís Casanova

20 h
Já se passaram 15 horas ....

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Luís CasanovaLuís Casanova

13 h
Bem... Só para q fique registado. Tenho o livro em PDF, fiz uma verificação de todas as ocorrências de Carlucci e não encontrei nenhuma referência ao q acima escreveu sobre 'portugueses pequeninos'.
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Luís CasanovaZazie no metro

13 h
Bem... Só para q fique registado. Tenho o livro em PDF, fiz uma verificação de todas as ocorrências de Carlucci e não encontrei nenhuma referência ao q acima escreveu sobre 'portugueses pequeninos'.

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Jose Miguel PereiraLuís Casanova

2 h
Pós-verdades, pós de mentira...

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