sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Eleições americanas. Relatório das secretas acusa Putin de envolvimento direto

PRESIDENTE TRUMP


EM ATUALIZAÇÃO
Relatório desclassificado apresentado esta sexta-feira, confirma o envolvimento direto do presidente russo nas últimas eleições norte-americanas, que elegeram Donald Trump.
AFP/Getty Images
Vladimir Putin influenciou diretamente as eleições presidenciais norte-americanas que, no dia 8 de novembro, deram a vitória a republicano Donald Trump. A revelação foi feita esta sexta-feira pelo coordenador-geral da segurança nacional norte-americano, através da divulgação de um relatório desclassificado encomendado por Barack Obama.
De acordo com o documento — que se baseia em informações recolhidas pelo FBI, CIA e NSA –, o presidente da Rússia terá ordenado a espionagem dos emails do Comité Nacional do Partido Democrata e de vários democratas, incluindo do diretor da campanha de Hillary Clinton, John Podesta, tornando públicas diversas informações através de sitescomo o WikiLeaks.
O objetivo foi minar “a ordem democrática dos Estados Unidos da América” e denegrir a imagem de Clinton. “Os esforços dos russos para influenciar as eleições presidenciais norte-americanas de 2016 representam a expressão mais recente do desejo prolongado de Moscovo de minar a ordem democrata dos Estados Unidos, mas estas atividades demonstram uma escalada significativa no nível de atividade direta”, refere o relatório, citado pela CNN.
Além de pirataria informática, Moscovo recorreu a vários outros meios para sabotar a campanha democrata, que incluem financiamento de meios de comunicação e espionagem. Os órgãos de comunicação estatais russos terão-se esforçado por apresentar uma imagem negativa de Clinton, ao focar o escândalos dos emails e acusando-a de corrupção, falta de saúde física e mental e até de estar ligada ao extremismo islâmico. O Governo russo terá também pago a vários utilizadores das redes sociais para fazerem pouco da candidata à Casa Branca.
Moscovo vai “aplicar as lições aprendidas” nesta campanha para influenciar as eleições em outros países, alerta o relatório.

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