terça-feira, 17 de janeiro de 2017

CEDEAO falha tentativa de tirar Jammeh via diálogo


CEDEAO falhou nas negociações para tirar o presidente da Gâmbia do poder
A missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, falhou nas negociações para tirar o presidente da Gâmbia, Yahya Jammeh do poder. A via militar é a próxima a considerar, numa altura em que faltam dois dias para o fim do mandato de Jammeh, no poder há 22 anos.
Depois de dois dias de negociações, em Banjul, capital da Gâmbia, os líderes da CEDEAO deixaram o país, este fim-de-semana, sem nenhum acordo para tirar Jammeh do poder, que perdeu nas eleições de Dezembro do ano passado.
A missão foi liderada pelo presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, integrando também sua homóloga da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, e o ex-presidente do Gana, John Dramani Mahama.
Depois de vários encontros, a missão não teve êxito, admitiu Geoffrey Onyeama, chefe da diplomacia nigeriana, afirmando que a CEDEAO continua determinada em encontrar uma solução pacífica que respeite a Constituição da Gâmbia e que reflicta a vontade do povo. Yahya Jammeh tornou claro que não pretende abandonar o poder até que o Supremo Tribunal da Gâmbia decida sobre o requerimento interposto pelo seu partido, que pede a anulação das eleições. Entretanto, o tribunal já anunciou que, devido à falta de juízes, não poderá analisar o requerimento nos próximos meses.
Neste momento, o presidente eleito, Adama Barrow encontra-se no Senegal, para onde seguiu depois de participar da Cimeira África-França, em Bmamako, no Mali. Barrow vai ficar no vizinho Senegal até quinta-feira, dia em que poderá tomar posse, caso Jammeh resigne. O bloco regional CEDEAO ainda continua a considerar uma intervenção militar e já preparou uma força liderada pelo Senegal. A Nigeria já fez saber que tem cerca de 800 homens para actuar, caso Jammeh continue a recusar abandonar o poder. A União Africana anunciou que deixará de reconhecer Jammeh como o líder legítimo da Gâmbia a partir de 19 de Janeiro e alertou sobre “sérias consequências” se suas acções levassem à perda de vidas.--------------------------------------------

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