sábado, 7 de janeiro de 2017

Associação da Polícia desmente PRM da cidade e diz que vítima era agente da Polícia

Alegado polícia baleado mortalmente em Maputo

Crime aconteceu por volta das 14:00 na Estrada Circular de Maputo
Um cidadão identificado por Ramiro Chilaúle, mais conhecido por Miro, residente no bairro Maxaquene, foi assassinado, ontem, por volta das 14:00 na Estrada Circular de Maputo, por pessoas ainda não identificadas.
A vítima, que em vida identificava-se como polícia, foi atingida com cerca de 20 tiros sobretudo na cabeça após uma discussão que teve com um grupo que o tinha acompanhado para comprar combustível para sua motorizada. Testemunhas contam que a situação gerou pânico, principalmente por ter acontecido à luz do dia.
O corpo da vítima foi removido cerca de uma hora depois de a Polícia de Investigação Criminal ter feito o trabalho de perícia.
Horas depois do sucedido, a Polícia convocou uma conferência de imprensa para se pronunciar. O porta-voz ao nível da capital, Paulo Nazaré, desmentiu informações segundo as quais a vítima era agente da polícia conforme alegava em vida.
Paulo Nazaré acrescentou que o malogrado era membro de uma quadrilha de criminosos e que se fazia passar por agente da Polícia para lograr seus intentos.

Associação da Polícia desmente PRM da cidade e diz que vítima era agente da Polícia


 Assassinato na Estrada Circular de Maputo
Vinte e quatro horas depois de Paulo Nazaré, Porta-voz da Polícia ao nível da cidade de Maputo, ter dito que o cidadão de nome Miro Chilaúle – que foi morto na tarde de ontem na estrada circular – se fazia passar de agente da PRM para fins criminosos, “O País” foi à casa da vítima e os familiares rebateram a versão, tendo garantido que o finado fazia parte da corporação pelo menos há 10 anos.

Apesar de terem afirmado categoricamente que o finado fazia parte da Polícia, os familiares de Miro Chilaúle recusaram-se a mostrar qualquer documento de prova, remetendo a nossa reportagem ao Comando-Geral da PRM.

Entretanto, a versão da família é confirmada pela Associação Moçambicana de Polícias. “Nós confirmamos que ele pertencia a Polícia porque conhecemo-lo. O que não podemos confirmar é o tipo de curso que ele fez, porque na Polícia há vários tipos de formações. Outrossim, há agentes que vêem do SISE e do Ministério da Defesa. O que nós sabemos é que ele exercia algumas actividades dentro da Polícia. Ele tinha acesso ao Comando da cidade, entrava nas esquadras, andava com agentes da Polícia de Investigação Criminal”, rebateu Nazar Muanamane, presidente da agremiação.

Muanamane disse que cabe ao Comando-Geral da PRM esclarecer que tipo de trabalho a vítima desenvolvia e se teria ou não se desviado das suas competências. “O que o Comando-Geral tem que dizer é se ele era um mau Polícia ou não. Se ele havia se desviado das suas atribuições, porque estava sempre com a Polícia. Tem que esclarecer que tipo de trabalho fazia dentro da corporação. E já que o Comando da Cidade diz que ele não era agente da PRM o que ele era”, questionou.



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