segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

André Matsangaisse foi o cabecilha da greve.

Egidio Vaz
14/1 às 15:45 ·

Em Novembro de 1971 ocorreu uma greve de estivadores da HCB. André Matsangaisse foi o cabecilha da greve. Os estivadores reclamavam o não pagamento dos salários dos últimos 45 dias. A PIDE identificou Matsangaíssa e quando ele se apercebe foge à Tanzânia no ano seguinte. Através da pesquisa de arquivo consegui apurar que Matsangaíssa nunca foi operador de Caterpillar, pelo que nunca ganhou ZAR400.00+. Quem quiser pode ir ao arquivo histórico de Moçambique e consultar os jornais de 1970 e 71, documentos da PIDE/DGS e da HCB.



Eusébio A. P. Gwembe Um bom debate aqui. Obrigado a todos que me notificaram. Em relação ao post de Egidio Vaz tenho a seguinte constatação, sempre inquestionável, claro, porque a ciência é um devir.

Quando Mondlane anuncia a frente de Tete, em 1968, há jovens recrutados das diferentes fábricas de Tete, Sofala e Manica para trabalharem na HCB. Da Shell saem 7 entre eles Matsangaissa. As ameaças da Frelimo em destruir a barragem estão a criar pavor. Em pequenos grupos se discute o que é bom entre ir para a Frelimo ou ingressar-se na milícia de protecção sugerida pela secreta tuga. Os jovens que aceitam fazer parte da milícia irão receber entre 300 e 400 Rands. A secreta tuga sabe que há plano de fuga para Tanzania, uma oportunidade porque precisa estar ao corrente dos planos da Frelimo em relação a Cahora Bassa. A Frelimo também já conseguiu infiltrar os seus homens entre os trabalhadores que depois os recruta. A promessa é a mesma (300 e 400 Rands). O objectivo de uns é mesmo sabotar, como afirmaria Jorge Rebelo e de outros é defender-se.

Pelas entrevistas feitas e pelas consultas efectuadas, Matsangaissa recebia 400 Rands. De onde provinha o dinheiro, ainda não sei, se da Frelimo, se da PIDE ou se de uma entidade no ZAMCO. Um dos colegas com quem partilhava a camarata, actualmente residente no Matundo, me confirmou sobre o valor que, alias, ele também recebia de uma “entidade estranha”. Não tenho razões para duvidar só por duvidar pois, alem de fotografias em que estão empoleirados nas maquinas, foi por meio dele que cheguei ao antigo dono do Mercedez. Conversei com ele, primeiro em 2008 e depois, em 2011. Disse-me que, de facto, quando foi contactado por Bonifácio Gruveta para ajudar na saída daqueles jovens, de HCB ate onde os estaria a esperar, recebeu dinheiro (não só de André) com a promessa de devolução assim que regressassem. O senhor tinha contratos de fornecimento de artigos a HCB e não queria que a Frelimo os destruísse. Ele me disse que em 1976 as autoridades moçambicanas teriam tomado uma posição sobre automóveis de funcionários que rescindissem contratos ou de particulares. A luz disso, algumas viaturas ficavam retidas ou consideradas abandonadas, se o dono se encontrasse em Portugal. Ao mesmo tempo, interditava-se a venda dos mesmos a terceiros mas uma obrigação de venda ao estado. Ainda disse-me que os alfandegários dificultavam os despachos o que impedia embarque. Vendo isto e prestes a sair, recordou-se de André e dos outros jovens. Ao André deu o Mercedez. Portanto, foi uma doação do que compra propriamente dita. É claro que Matsangaissa omite este facto, se calhar o homem nem lhe disse tudo isto, apenas fez referencia ao dinheiro guardado em 1972. Mas o mais importante, para mim, foi quando segui a rota do recrutamento da Shell para HCB e daqui para Nachingueia. Se foi recruta da PIDE a fim de se infiltrar na Frelimo para defender Cahora Bassa da ameaça desta, ou se foi recruta da Frelimo para se infiltrar em Cahora Bassa para posterior sabotagem (após o treino foi colocado por Samora Machel exactamente em redor de Cahora Bassa) também é o que pretendo descobrir. Penso que é estudando os métodos de recrutamento da Frelimo que se poderá compreender algumas nuances da nossa Historia.

Quanto ao Arquivo Histórico de Moçambique, de facto tem muita coisa, muita informação interessante, mas não sobre Matsangaissa nem sobre a guerra terminada em 1992. Assim é por causa dos acordos de 1976 o governo de Moçambique e novo governo português quanto a forma de tratar a documentação recente da Historia de Moçambique (tratado que tenho seguido com atenção). Parte da informação será liberta em 2025 e ai, os que viverem saberão o que de facto aconteceu.
Gosto · 11 · 4 h5 partilhas
90 comentários
Comentários


Jeofrei Pedro Noé Em volta do Mercedes Benz!
Gosto · 3 · 14/1 às 15:49


Egidio Vaz Kkkkkk
Gosto · 14/1 às 15:49


Avestino Augusto Fundai Kkkk
Gosto · Ontem às 16:02


Egidio Vaz Continuarei a pesquisar para apurar a veracidade da entrevista. Acho-a uma grande obra de propaganda.
Gosto · 7 · 14/1 às 15:51


Dercio Lucas Estou efectivamente de acordo consigo. A entrevista foi encomendada...
Gosto · 1 · 14/1 às 15:52


Jeofrei Pedro Noé Exacto, uma vez que a história não é feita de "suposições".
Pesquisa sim.
Gosto · 1 · 14/1 às 15:53


Max Lee Claro, propaganda!!!!
Gosto · 14/1 às 16:04


Rildo Rafael Mesmo o livro de Joseph Hanlon Egidio Vaz_
Gosto · 14/1 às 21:01


Armando Mabote Máxima segurança para esses documentos porque há quem está a sentir comichão.
Gosto · Ontem às 12:28


Nico Voabil Eusébio A. P. Gwembe?
O que tem a dizer?
Gosto · 1 · 14/1 às 15:52


Egidio Vaz Eusébio apenas partilhou o áudio e a transcrição.
Gosto · 4 · 14/1 às 15:53


Nico Voabil Mentiras sobre mentiras, assim erguem-se os pilares da nossa história.
Gosto · 2 · 14/1 às 15:59 · Editado


Celso Paco Alguém é ou será bem remunerado.
Gosto · 11 · 14/1 às 15:52


Lazaro Filimone Pene Pelos vistos, kakaka!
Gosto · Ontem às 10:54


Julio Henriques Anamanga

Gosto · 14/1 às 15:53


Debe Paúa É difícil saber de que lado está a verdade. A nossa história está cheia de inverdades. Parece que cada parágrafo da nossa história foi escrito de tal invenção que ultimamente se contradiz com certas abordagens. Acho que até certo ponto é razoável afirmar, hoje, sobre a história de Moçambique, que há mais verdade na história contada oralmente que na história escrita nos livros...
Precisaríamos de tempo para afirmar categoricamente se é esse homem que diz a verdade ou os jornais e livros escritos por estranhos...
Gosto · 9 · 14/1 às 22:05 · Editado


Elvino Dias Ilustre Eusébio A. P. Gwembe é convidado aqui. EV suscitou um debate interessante
Não gosto · 5 · 14/1 às 15:58


Egidio Vaz Matsangaíssa mentiu pois ele nunca foi operador de máquinas. Ele foi sim um estivador voluntário que não chegou a ganhar o salário dos 45 dias. Fugiu logo em 1972 depois de andar fugitivo em Songo.
Gosto · 4 · 14/1 às 16:04 · Editado


Elvino Dias Kkkk
Gosto · 14/1 às 16:02


Celso Luis Cau Não percebo os objectivos desses que vêm agora tentar branquear o passado nebuloso desta figura. Triste. Parabéns Egídio Vaz pelos esclarecimentos que tens prestado.
Gosto · 2 · 14/1 às 16:03


Neves Nhavene É o tal que algumas vozes reivindicam heroicidade dele ?
Gosto · 1 · 14/1 às 16:50


Euclides Flavio Talvez temos conceitos diferentes de "fugir" ilustre Egidio Vaz. Quanto tempo Matsamgaissa precisou para deixar o País rumo a Tanzânia? Ele fugiu de quê e de quem ilustre?
Gosto · 18 · 14/1 às 15:59


Manuel Maleve Ainda mesmo assunto?
Já devo acreditar o Azagaia.
Ainda não temos história, oque agente é obrigado a acreditar como história não passa duma encomenda .
Infelizmente ainda não temos historiadores.
Gosto · 5 · 14/1 às 16:03


Filipe Primeiro Egidio Vaz porquè nao falas do chipande que nao foi ele que disparou o 1ò tiro?
Gosto · 16 · 14/1 às 16:15


Manuel Maleve Não vai ti responder
Gosto · 7 · 14/1 às 16:30


Stelio Semedo Essa história não pode mexer. Vamos continuar no A.M. 😂😂😂
Gosto · 2 · 14/1 às 16:35


Filipe Primeiro Stelio Semedo porquè n se pod mexer se merece debate n deve haver dois pesos duas medidas
Gosto · 2 · 14/1 às 16:41


Stelio Semedo Caro Filipe Primeiro, acho que não preciso dizer o porquê, pois eu, você e qualquer moçambicano já sabe o porquê.
Pois quando o E.V. fez esse post justificou que acha que a entrevista publicada no jornal #CANALMOZ vai mais para uma propaganda, então, quantas propagandas nós vemos nas nossas estações públicas favorecendo um lado.
Enfim, mais não preciso dizer.
Gosto · 4 · 14/1 às 16:46 · Editado


Filipe Primeiro Certo
Gosto · 3 · 14/1 às 16:48


Nelson Moda Nao fica bem ele falar dessa história e de outras. Nao crie problema grave ao nosso historiador. Esse assunto que pedes ja está esgotado.
Gosto · 14/1 às 16:50


Elísio Nhantumbo Agora o assunto ja vai para os partidos.
Gosto · 2 · 14/1 às 18:03


Salomão Mambo Esse assunto nao pode ser tocado. Lembras te da frase "es livre de falar mas nao te garanto a vida depois de falar".
Gosto · 4 · 14/1 às 20:15


Filipe Primeiro Beleza
Gosto · 14/1 às 20:28


Titos Cau Que eu saiba Chipande deu o primeiro tiro. Nao foi o unico, pois estava cronometrado que varios combatentes dessem o primeiro tiro em locais diferentes mas ele foi um dos que deu esse primeiro tiro.
Gosto · Ontem às 13:22


Mathew Sambila Chiweteka Grande contribuição para aliviar a divida.
Gosto · 5 · 14/1 às 16:17 · Editado


Lazaro Filimone Pene Se ajudou? A mim só me interessa saber se ele era casado e o pai dele era moçambicano ou zimbabweano porque a nossa constituição e tal....com a nossa soberania...! Acadêmicos? Desconectam-se do saber, para desconstruir os valores morais ideais para um país normal, guiados por faca-garfo-mulher(homem)'''
Gosto · Ontem às 11:19


Crocante Andrade Que tal aproveitar pesquisar a dica do primeiro tiro
Gosto · 5 · 14/1 às 16:21


Celso Paco Tudo que é dito acerca dos do partido é verdade não se pesquisa, kkkk, está mal isto.
Gosto · 1 · 14/1 às 16:29


Jaime Chambule Meu ilustre EV, a história de Moçambique tem muitas lacunas!
Gosto · 2 · 14/1 às 16:25


Kuyengany Produções RésistanceVer Tradução
Gosto · 1 · 14/1 às 16:27


Arlindo Francisco João Vicente Já disse mano Azagaia " As mentiras da verdade"
Nem tudo o que eles dizem é verdade
Nem tudo o que eles não dizem é verdade...
Gosto · 1 · 14/1 às 16:28


Abel Zico A nossa história é quase toda ela mentirasa, e os historiadores sabem disso... O que está escrito não são os factos ocorridos, principalmente desde o primeiro tiro... Assim só podemos esperar ate que historiadores corajosos reescrevam-na...
Gosto · 4 · 14/1 às 16:35


Marcelo Mosse Já fez a crítica externa e interna destas fontes ou aqui nao precisa?
Gosto · 25 · 14/1 às 21:57 · Editado

Ocultar 15 respostas



Manuel Maleve Muita tendência essa história
Gosto · 2 · 14/1 às 16:38


Egidio Vaz Noticias. Simples
Gosto · 2 · 14/1 às 16:41


Egidio Vaz Marcelo, Matsangaíssa não foi nenhum operador de máquinas
Gosto · 3 · 14/1 às 16:42


Marcelo Mosse Não consegues fontes orais, testemunhos de pessoas que estiveram também lá nas obras da HCB? Deve haver muita gente viva ainda.
Gosto · 10 · 14/1 às 16:44


Egidio Vaz Não preciso disso. Os documentos são claros. André Matsangaíssa nunca foi operador. Vá aos documentos por mim sugeridos
Gosto · 1 · 14/1 às 16:46


Marcelo Mosse Já agora que tas aí o Egídio Vaz que deu uma entrevista ao Jonal Verdade es tu?
Gosto · 5 · 14/1 às 16:49


Egidio Vaz Sou sim. Eu
Gosto · 1 · 14/1 às 16:49


Nelson Moda Meu avô trabalhava oficialmente como pedreiro mas por necessidade a empresa solicitava lhe para fazer serviços de pintor e electricista e ele tendo talento fazia.
Gosto · 1 · 14/1 às 16:54 · Editado


Marcos Manejo Pakhonde Pakhonde A pior ainda ilustre #Marcelo, é que o Eusebio Gwembe, deixou claro na fonte e o Nkulu Vaz mandas nos ir na Pide ou na antiga CODAM - empresa contractada para abertura de vias e linhas de passagem de Postes em Songo. Por que nao levar o documento original da epoca (1971) e coloca-lo aqui. Esta tambem pode ser Pide forjada na defendologia.
Gosto · 4 · 14/1 às 20:56 · Editado


Marcelo Mosse Descartar outro tipo de fontes não é próprio da academia (bom ...isto de FB promove mais ignorância que saber) sobretudo quando as fontes que privilegias não são devidamente referenciadas. Dizer jornais dos anos 70 e 71 é vago. Traga as referências de forma detalhada: as edições. os títulos, os autores, as fontes desses jornais, as páginas onde estão os textos. Só assim podes credibilizar as tuas informações e evitas a chacota e o insulto barato tipo tu és um "degredo" e nós nos nossos grupos de whatassp ja decretamos que tu és um insano.
Gosto · 21 · 14/1 às 19:03 · Editado


Mateus Mateus Jr. Quem ele era na altura (70 e 71... ) para aparecer nos jornais como 'Operador de maquinas ate com o seu salário? Será que eh noticia um operadores de maquinas aparecer nos jornais????
Gosto · 6 · 14/1 às 20:08 · Editado


Moniz S. Walunga Mateus Mateus Jr. , excelente questionamento!
Gosto · 1 · 14/1 às 20:06


Salomão Mambo Ja em 1971 Matsangaissa era noticia isto antes da independencia. Mas a zanga comeca em 1976. Sao muitos jornais por ler.
Gosto · 2 · 14/1 às 20:20


Danny Cumbane Ilustre Marcelo Mosse, apelidam-no de Insano???

Gosto · 2 · 14/1 às 20:42


Rildo Rafael Egidio Vaz: Qual é a crítica que fazes em torno dos documentos que tiveste acesso? Fizeste mesma avliação da entrevista (audio)?
Gosto · 2 · 14/1 às 21:52


Blessed Paulo Simbe Os arquivos da HCB não seriam mas fidedignos em detrimento de arquivos da PIDE?🤔🤔🤔
Gosto · 7 · 14/1 às 16:39 · Editado


Rildo Rafael A PIDE e a sua catologação!!
Gosto · 1 · 14/1 às 21:52


Filipe Primeiro Sao pessoas tendenciosas a favor do regime beija maos
Gosto · 5 · 14/1 às 16:43


Paulo Araujo Normalmente quando tens certezas das tuas fontes tens partilhado os links para os seus seguidores baixarem e poderem ler. E mais, Arquivo historioco de Moçambique nao é fonte seria para aferir qualquer verdade que esteja em duvida.
Gosto · 7 · 14/1 às 16:46


Egidio Vaz Eu disse vai pegar os documentos. Notícias de 1970 e 71, Documentos da PIDE 1972. Precisamente do mês de Novembro e Dezembro de 1972. Nem tudo coloco links. Você parece que não percebe a situação do país. Você entra no AHM com celular fora.
Gosto · 9 · 14/1 às 16:48


Marcelo Mosse Arquivo Historico Não é Fonte..eh um repositório de fontes.
Gosto · 12 · 14/1 às 16:52


Egidio Vaz Eu citei os documentos que deverá ler. Marcelo pá
Gosto · 5 · 14/1 às 16:53


Uarivano Barros A greve aconteceu em Novembro de 1971;
O cabecilha, sabendo que tinha sido identificado pela PIDE, pós - se em fuga, no ano seguinte.
Essa informação consta nas notícias de 1970 e 71 e documentos da PIDE 1972.

Hufff,... tenho que, pelo menos, terminar a licenciatura, para melhor entender esta história.
Gosto · 3 · 14/1 às 22:37 · Editado


Rildo Rafael Egidio Vaz: O que era a PIDE? Que interesse a PIDE teria para pintar de mar-de rosa moçambicanos que se destacavam? Esta notícia analisas criticamente ou apenas repassas, citando o local onde "cavaste" a informação...?
Gosto · 3 · 14/1 às 21:56


Caula Manuel Os outros que reclamam, tragam as outras fontes para nos mostrar
Gosto · Ontem às 20:09


Jaime Guambe Kkkkk não precisa!
Gosto · 1 · 14/1 às 16:46


Paulo Gundana Mui vezes a historia e escrita de acordo com o interesse da posicao/oposicao vice-versa. O q n interessa e sempre omitido iu adaptado e qd a sociedade nao estiver preparada fica no engano a vida toda. Portanto a historia de mocambique vai ter sempre versoes e abordagens diferentes. Cabe a cada um filtrar os factos e a verdade nao sera do dominio de todos pq o "analfabetismo" e o dogmatismo domina entre nos. Seria saudavel q a entrevista do Canal fosse usada como uma fonte pra novas pesquisas e no fim chegar se a uma sintese nessa historia pq assim as pressas e aos pedacos isso pode nao nos ajudar a chegar a verdade!
Gosto · 4 · 14/1 às 17:06


Fernandel Maonni Zucula
Traduzido do Inglês
Continua a cavar e encontrar a verdade,Ver Original
Gosto · 2 · 14/1 às 17:12 · Editado


Rafael Joaquim José "Documentos da PIDE."Será que no arquivo histórico de Moçambique, também tem documentos do SNASP?
Gosto · 4 · 14/1 às 17:09


Luis Madjadire os nossos arquivos muita das vezes tem informaçoes nao seria.por que os jornais ja escreviam dentro dos sistemas.da qui a 50 ano os jornais do diario d Moçambique estará no arquivo estorico .mas que comentarios tem o DM.em relação a oposicao? a verdade da mentira
Gosto · 5 · 14/1 às 17:12


Manuel Maleve Disseste tudo teacher
Gosto · 14/1 às 18:34


Jemusse Abel Os documentos existem pra os pesquisadores neste caso historiadores fazerem uso dele. Nao existe documento superior em relačao ao outro. É necessario que nos lembremos que os documentos responde as.perguntas ou hipoteses que o pesquisador levanta algumas das quais pode até nao ter a.resposta dai a necessidade de conjugar com as outras fontes pra a produçao de um certo conhecimento... Que pode ser uma verdade ate uma determinada época até que o tempo nos revele outros dados que acrescente ou anulem a verdade pre-existente. A entrevista de Matsangaissa nao pode ser anulada por outra por que ela tem o valor que tem e que no passado nao foi posta em relevancia sobretudo pela historia oficial que o.mais velho Egidio fez muita referencia num dos posts anteriores. Pois Michael stanford ja nos alerta em relačao a historia narrada por aqueles que detinham o poder, bem como Ibn Khaldun alerta tambem das causas que concorrem na introduçao de inverdades na produçao do conhecimento histórico, em que das 6 ou 7, foca o espirito partidário. Ora as revistas da Pide disponiveis no AHM, tambem merecem o método historico e nao podem ser consumidas em bruto como sendo únicos detentores da verdade. Ao terminar revorreria ao.apostolo Paulo quando diz"nao desprezei as profecias, leia tudo e detém o que é bom ".....
Não gosto · 7 · 14/1 às 17:13


Nelson Junior Caro amigo, a Historia nao eh Filosofia, que pode ser interpretada de tantas formas-A Historia eh Historia-basea- se de factos...bom, os factos podem ser veridicos ou nao...ai, eh capacidade do pesquisador de autenticar os factos...a pide era uma organizacao seria..nao vejo qual razao poderia inventar factos...
Gosto · 14/1 às 17:29


Nelson Junior Nao tenho medo em dizer con voz alta de que os grandes criminosos em Mocambique foram a frelimo( nao quando era movimento) mas quando assumiu o poder e a renamo durante a guerra civil... ests gente tem maos sujas de sangue de mocambicano
Gosto · 1 · 14/1 às 17:34


Jemusse Abel Nelson Junior kkkkk a história sem Filosofia ela perde-se....por isso pra quem segue historia a introduçao a história é uma viagem filosófica que culmina com outra denominada filosofia da História. Ora acertas muito bem ao dizer que a história trabalha com facto. A pergunta que daria seria o que é um facto histórico. Posso recomendar certas literaturas como Adam Schaf ; L'egoff; Collingwood que podem ajudar a definir melhor o conceito. A pergunta que se coloca é qual é o papel do sujeito/pesquisador ou ainda historiador quando está diante do facto? Aí entra a filosofia num tema interessante que se chama " a verdade em historia" onde nos lidamos com as diferentes escolas do pensamento que nos permite desaguar na ideia de que o conhecimento.historico é relativo e é subjectivo. Relativo nao num sentido unico de verdades isoladas mas de conhecimento cumulativo que evolui com o tempo;,subjectivo porque o sujeito/pesquisador ou historiador neste caso insere suas opinioes na informačao fornecida pelo objecto ou Facto. Quando afirmas que a PIDE era uma instituičao séria a pergunta seria a seriedade a quem? Nao anulei o documentoas disse eu no.post acima que merecem tambem de um tratamento metodológico.
Não gosto · 3 · 14/1 às 21:39


Nelson Junior Bravo,Sr.Egidio...esses sao factos veridicos...quem nao os aceita eh porque tem tendencias politicas...nao tenho nada contra o Afonso ou o Andre e ate mesmo contra os tubaroes da Frelimo..mas, nao glorifiquemos ou santifiquemos esta gente...muitos destes nossos herois nao merecem a estima e o respeito que lhes concedido...Nem o Andre e nem o Afonso fugiram pra Rodesia pra iniciarem uma luta pra a democracia...e nem muitos frelimistas foram pra Tanzania pra a luta de libertacao( muitos deles, fugiram da pide ou tinham intencoes de terem bons estudos..,,caro Sr.Rafael, seria muito interessante ler os arquivos da Snasp-mas, enquanto a frelimo estiver no poder vai ser impossivel pois a Snasp continua a ser a mesma snasp com outras formas de agir e com nome diferente...basta ver aos baleamentos e mortes aos opositores do regime...
Gosto · 1 · 14/1 às 17:16


Nelson Junior Ps!...Os Guebuzas, Marcelinos, Rebelos,Sergios e outros estao ainda vivos...perguntem a eles quantos tiros dispararam e quantos soldados portugueses mataram?...senhores meus, esses renamistas e frelimistas nos inventam cada uma...e ca vamos acreditando...
Gosto · 1 · 14/1 às 17:21


Makwiza Filoafricano Qual é a sua intensão com esse seu post ó Egídio Vaz?
Gosto · 2 · 14/1 às 17:21


Nelson Junior Esses renamistas e frelimistas o que fizeram, meteram um inteiro povo em miseria...juro,se eu fosse Deus ou tivesse podesres seria prender esses tubaroes da renamo e da frelimo...esses em nome de independencia e democracia cometeram crimes...e hoje, vivem no luxo
Gosto · 14/1 às 17:24


Marcos Manejo Pakhonde Pakhonde A pior é que estao os do MDM a fazer a mesma coisa dos tais Frelimistas e Renamistas. Portanto, politica é correr atras dos interesses. E nada da procura de um bem comum. Igualdade? Qual? Quando? Aonde?
Gosto · 1 · 14/1 às 20:45


Sergio Lourenço politica, em moçambique nunca houve verdade
Gosto · 1 · 14/1 às 17:29


Buene Boaventura Paulo Doutor Egídio Vaz, deixe de se redicularizar com este assunto por favor. Com que então a greve foi em 71 e nos manda consultar jornais de 70 e 71? Aonde é que tens o arquivo da PIDE disponíveis para qualquer um, a não ser para membros da secreta moçambicana? Quer dizer que se és da SISE todo o mundo de que ser? Ainda bem que sabes que André Matsangaissa era potencialmente rebelde e essa veia não desapareceu, mesmo com a independência, o que configura que ele explorou todas as possibilidades existentes para encontrar aliados contra o governo da Frelimo, tendo encontrado aliado na Rodésia e daí, quem não procura aliado para um empreendimento grande como de desestabilizar um governo instituído? Não está a rebater os factos históricos, mas sim estas a procura de penumbra para desvirtuar os factos e isso põe em causa toda a sua carreira de historiador. Já se cavou exaustivamente a possibilidade de alguém poder comprar um Mercedes por altura da independência de Moçambique sem que necessariamente fosse milionário, mas parece - me que isso não vale para si
Não gosto · 17 · 14/1 às 17:40


Helio Thyago Krpan Boa hermenêutica caro Buene.
Holisticamente integrado e bem colocado.
Gosto · Ontem às 1:25


Titos Cau Matsangaisa nao procurou aliados. Foi recrutado pela secreta rodesiana e grupo evo fernandes.
Gosto · Ontem às 13:31


Buene Boaventura Paulo Ritos Cau, eu aprecio muito este seu ponto de vista. Este seria o assunto histórico a debater e não o que temos visto de Dr. Egídio Vaz. André Matsangaissa criou ou não a rebeldia e quais as motivações?
Gosto · Ontem às 13:54


Ercílio Fernandes Bechardas

Gosto · 4 · 14/1 às 17:45


Olegàrio Samuel Muando Quanta Obsessão por #Matsangaissa, ilustre Egidio Vaz
Gosto · 14/1 às 17:48


Roide Tores Joao Cabrita e eusebio podem ajudar tambem com suas ideias...
Gosto · 1 · 14/1 às 17:53


Jossias Ramos Eusebio Eusébio A. P. Gwembe conseguiu o material que conseguiu e tentou provar a AUTENTICIDADE, e salve se prova em contraario, a voz ee do dito Comandante Andree. Estou a gostar disto. Mais dado, mais perto da verdade. No entanto, tenho uma questao, oh Mano Egidio Vaz: Dos documentos consultados nesta sua pesquisa, viste a 'lista definitiva' dos operadores de Caterpillar, na construcao da HCB, ou algo parecido? Se tiver, estou a pedir partilhar conosco!
Gosto · 9 · 14/1 às 19:39 · Editado


Titos Cau Nao percebo esta pergunta. Se a noticia e sobre Matsangaisa porque o jornal precisaria de publicar a lista de todos estivadores? Noticia de jornal nao e o mesmo que catalogo ou arquivo de recursos humanos.
Gosto · 1 · Ontem às 13:34


Jossias Ramos Quero saber, se os documentos consultados pelo mano EgidioVaz sao conclusivos. Isto ee, esgotam a possibilidade de haver estivadores que nao constem dos tais documentos. Me entendes, mano Titos Cau? A mim tambem interessa a verdade.
Gosto · Ontem às 18:17


Jossias Ramos Ou por outra, eu tambem gostaria de saber o seguinte:
' Egidio Vaz, já agora falando sério. Você como historiador experiente acha que conseguiu dar algum contributo a sociedade com este teu post? Você está satisfeito com a informação que deu aqui? Você acha que contribuiu para a ciência ao apresentar as coisas dessa forma? Você apresentou informações novas e não deixou nenhuma fonte precisa para ajudar-nos a degustar dela. "Quem quiser pode ir consultar os jornais de 1970 e 71, documentos da PIDE/DGS e da HCB." Faxavor, mano! Que jornal concretamente? Que edição? Que página? Que documentos da PIDE e da HCB exactamente? De que ano, mês, samana, dia?

Desta forma, só podemos comprar tendas e acamparmos no Arquivo Histórico de Moçambique durante uma década a vasculharmos papeis. Você como historiador esqueceu-se de citar fontes??!! '

Ee um comentaario do mano Juma Aiuba sobre esta mesma postagem. Achei bem elaboradas as questoes que, eu tambem gostaria de saber. Ainda estaas ai, mano Titos Cau?
Gosto · Ontem às 19:43 · Editado


Atumane Muenhe Muenhe Os tais arquivos estão na pose dos portugueses ou moçambicanos? Se for moçambicanos ainda não fizemos nada visto k esta historia é tal igual que estamos a viver hoje.
Gosto · 2 · 14/1 às 18:03


Tomo Valeriano A história é escrita pelos vencedores!
Gosto · 5 · 14/1 às 18:09


Sergio Fernando Cebola Huff!assunto
Gosto · 1 · 14/1 às 18:11


Juma Aiuba Vamos ser sérios! A PIDE identificou Matsangaissa como cabecilha. Ai é!!! Afinal!?! Por quê não me espanta!?!
Gosto · 7 · 14/1 às 18:19


Mário João Francisco Francisco Bitone Viage viagem, meu abraço. fome acaba com trabalho. alienar o cérebro significa um vazio. nenhum regime vai distribuir pão.
Gosto · 5 · 14/1 às 18:24


Zarito Mutana Juma Aiuba kkkk
Gosto · 1 · 14/1 às 18:31


Artur Jorge Cecilia Capitao

Gosto · 14/1 às 18:34


Carlos De Sousa Tivir Heheheheh isso ainda vai animar. Cada historiador com a sua versão da mesma história. E cada um com a fonte dele.
Gosto · 3 · 14/1 às 18:35


Nico Voabil#Egídio Vaz!
O que te levou a des(mentir) esta informação a qual relvela que André M. Foi operador de máquina e recebia R400/+ ?
Sendo que as suas fontes são de origem duvidosa, pelo facto das entidades que sepultaram um dia já sentaram na mesma mesa com aqueles que não desejam que os túmulos sejam reconhecidos, como podemos estar do teu lado?
Gosto · 2 · 14/1 às 18:39


Raúl Salomão Jamisse Se alguém ler o Notícias, Domingo ou o Canal de Moçambique, Savana ou tiver áudio da RM em 2100 sobre Dhlakama ou Guebuza....Pode ser enganado com essas fontes.
Gosto · 9 · 14/1 às 18:42


Zarito Mutana Joaquim da Costa
Gosto · 1 · 14/1 às 18:42


KingKinho Vasquinho A classe dos Estivadores engloba também os operadores das máquinas adestritas a estiva como :
Pas Mecânicas
Empilhadeira
Guindastes
Escavadoras
Pés de carga
Entre outras pelo menos na classificação ferropprtuaria. Induz nos a reeferenciar que a greve dos Estivadores do Porto de Lourenço Marques também envolveu outras especialidades
Gosto · 7 · 14/1 às 18:45


Marcos Manejo Pakhonde Pakhonde Desvendou um mal entendido. Quando vem ai "estivador" alguem deve estar a pensar em um que carregava sacos de Cimento pelos ombros. É preciso ter atencao com terminologia tecnica. No 1º dia de aulas meu docente de mecanizacao agricola indicou um "caterpilar" e questionou para quê servia aquele tractor. Para nós nao era trator, mas sim caterpilar. Foi algo de motivacao para o aranque da aula sobre a classificacao dos tractores. Nao sei se em historia fala-se sobre os tipos de maquinas de construcao. Talvez ai se entenderia melhor a palavra "Estivador" e ver se os 400 randes conferem ao tal estivador.
Gosto · 2 · 14/1 às 20:01


Manuelinho Albino Soares Caro Doutor EGÍDIO VAZ, deixe nos viver a nossa brecha de guerra em paz. Não envenene a nossa esperança de paz duradoura e candidate se a político, não interessa o partido. Acredite: tens talento...
Gosto · 15 · 14/1 às 18:45


Jose Baleira Like
Gosto · Ontem às 11:34


Manuelinho Albino Soares Caterpillar é o termo inglês de uma lagarta que se alimenta de madeira viva ou morta. Uma companhia multinacional que fabrica uma vasta gama de máquinas para vários fins, adoptou o nome como marca para suas máquinas. Portanto Doutor, não existe e nunca existiu um operador de Caterpillar e sim operadores de maquinas que podem ser de outras marcas como jhon deere. Komatsu etc...
Gosto · 13 · 14/1 às 18:57


Manuelinho Albino Soares Certo, mas os registos profissionais tem denominações rigidas e específicas tipo motorista. Operador de máquinas, pedreiro, etc....
Gosto · 5 · 14/1 às 19:36


Alexandre Machuza Magnífico!
Gosto · 1 · Ontem às 0:48


Jose Baleira Like
Gosto · 1 · Ontem às 11:32


Nemane Selemane Julgo inutil suscitar um debate no meio do caminho se nem sequer sabe donde vem e onde vai. Aproposito Sr. Egidio porque nao contacta a pessoa que trouxe a tona a conversa para outros elementos? Pelo menos nao vi nenhum seu comentario no murral do Guembe. Dor de cotovelo?
Gosto · 8 · 14/1 às 18:57


Arnaldo Tivana Quanto é que ganhava um estivador naquele tempo ? Os dados oficias são fiaveis ? Quem garante que os dados oficias não são viciados ? A pide, pode ter escrito o que lhe interessava.
Gosto · 7 · 14/1 às 19:00


Alito Gujamo SE MATSANGAISSA NÃO FAZ PARTE DOS ESTIVADORES, PELOMEMOS TINHA CONSCIENCIA DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES tal como aqueles que não pegaram na arma para combaterem o inimigo(os tais combatentes na clandistinidade-medrosos) Noemia de sousa, Marcelino dos. S e companhia que ate hoje sao figuras de renome. Qual é o problema de Matsangaissa ter dispertado os mocambicanos para lutarem pelos seus direitos? Sou usei um juizo de factos partindo das premissas dadas pelo dr. Egidio Vaz. Nziku dummmmmmmmmmm ...
Gosto · 9 · 14/1 às 19:01


Alito Gujamo Cobardia nao sei, mas medo é. Medo de ser detido, deportado, fuzilado, etc. Ja cobardia nao sei. Entretanto considero valente ou mesmo corajoso quem nao tem medo de tudo que os medrosos tem.
Gosto · Ontem às 12:54


Juma Aiuba Egidio Vaz, me responde só uma pergunta: Qual é o problema de ser cabecilha de uma greve de trabalhadores que reivindica 45 dias de atraso salarial????? É que eu também encabeçaria essa greve.
Gosto · 21 · 14/1 às 19:20


Jemusse Abel Juma Aiuba, liderar uma greve de estivadores não significa necessariamente ser estivador. As revolučoes burguesas nos dão um exemplo interessante que foi o segundo o estado a burguesia que incentivou o 3o estado a lutar contra o 1o Estado com seu regime considerado injusto. Mesmo no fim das revolucoes nao foi o terceiro estado a tomar o poder mas sim o segundo. Por isso mais velho Egidio Vaz precisa ainda mergulhar-se um pouco mais pra que nos traga mais dados, tudo como um subsidio da história de moçambique.
Gosto · 2 · 14/1 às 21:56 · Editado


Egidio Vaz O meu argumento nunca foi contra a greve. Foi na verificação das alegações. Salário e motivações de fuga à Tanzânia
Gosto · Ontem às 12:19


Juma Aiuba Egidio Vaz, uma outra pergunta, se me permite: Esses jornais de 1970 e 1971 que consultaste dizem que Matsangaissa nunca foi operador de Catterpiller????? Então, eles já previam que um dia Matsangaissa iria dar uma entrevista onde diria que operou Caterpiller na obra da HCB?????
Gosto · 16 · 14/1 às 19:40 · Editado


Raúl Salomão Jamisse Quais é que devem ser lidos para confrontar a informação veiculada no post...digo, são os de que ano uma vez que a greve foi em 71...Os de 70 são para..?
Gosto · 2 · 14/1 às 19:38


Juma Aiuba Hehehehehe... Os de 1970 já previam a greve. A greve de 1971 foi um de-ja-vu, acho eu.
Gosto · 3 · 14/1 às 19:42


Raúl Salomão Jamisse Eh eh eh eh eh estavam preparados em termos de informação, Novembro de 71 e em 70 ja se "sabia " kkkk
Gosto · 2 · 14/1 às 19:45


Ricardino Jorge Ricardo ..."de-já-vu" kkk
Gosto · 1 · 14/1 às 19:48


Marcos Manejo Pakhonde Pakhonde Kakakakaka. Os jornais de 70 sao para indicar os preparativos da greve em 71. Se calhar a indicar que o AM era apenas um estivador voluntario, quer dizer, carregava sacos pelos ombros. É assim que os historiadores definem a palavra "estivador". Defendologia - ciencia que defende tudo e a todo custo, mesmo sendo desnecessario.
Gosto · 4 · 14/1 às 20:21 · Editado


Sergio Serpa Salvador Ademais, Matsangaice era um homem, relativamente instruído. Não acho que o seu trabalho fosse o de carregar sacos. Não consigo ver a relação entre ser cabecilha da greve e não receber os tais 400 randes! Parece-me, EV tenta fazer misturas desnecessárias.
Trarei mais detalhes sobre AM.
Gosto · 1 · 14/1 às 21:39


Egidio Vaz Juma, a sua pergunta é uma não pergunta. Em 1971, Novembro, existem relatos da greve. Lá pode confirmar que André Matsangaíssa faz parte da greve e cabecilhas da greve. Pode igualmente confirmar a causa da greve na ótica dos grevistas.
Gosto · Ontem às 12:32


Pedro Jose Formigao Como ser cabecilha enquanto não é trabalhador?
Gosto · Ontem às 15:25


Ricardino Jorge Ricardo Cada encomenda, cada promessa, cada bajulação, cada coisa...a quem acreditar já?
Tudo me cheira de uma encomenda mal contada.
Gosto · 7 · 14/1 às 19:37


Sura Rebelo Mera opinião: mantermos a lucidez
Gosto · Ontem às 9:17


Aleixo Mandava O que se passa contigo mano egidio. Tens tanto odio assim pela RENAMO....? Porque não fala De execuções da FRELiMo....? Apos a independencia.....?
Gosto · 9 · 14/1 às 19:51


Clovis Macave Oh Egidio Vaz, essa dualidade de criterios cheira 'a desonestidade e quejando.Ora, ontem te esmeravas em explicacoes sobre metodo historico pra aquele caso da entrevista, estranhamente hoje fazes diametralmente o contrario..por que sera? Pra ja essas fontes que tu citas demandam e muito da critica interna e externa tanto quanto a entrevista...as fontes do arquivo nao se compaginam com espirito apressado. vamos com calma.
Gosto · 11 · 14/1 às 19:56


Ricardino Jorge Ricardo O Dr está a deriva, parece que está clamando pelo socorro.
Vamos apoiá-lo.
Gosto · 4 · 14/1 às 20:42 · Editado


Pedro Arlindo Novele Boa leitura
Gosto · 14/1 às 20:26


Gilberto Foguete Salgado Ver, ouvir e calar pode ser melhor, caso nao, cuidado com esquadroes, lembrem se de estamos em moz.
Gosto · 14/1 às 20:36


Juma Aiuba Egidio Vaz, outra pergunta, creio que seja a última: Tinha estivadores na obra da HCB????? Tinha navios????? É que estivador é o gajo que manuseia cargas (carregamento e descarregamento) em porões ou convês de embarcações. Que eu saiba as peças para a construção da HCB saiam do porto da Beira, que chegavam até a levar cerca de um mês no percurso Beira-Songo via terrestre. Esses navios vinham de onde????? Mas o termo que está nesses jornais da PIDE é estivador mesmo ou confundiste?????
Gosto · 17 · 14/1 às 21:27 · Editado


Luciano Mapanga Perguntas pertinentes. Só espero que tenhas as devidas respostas.
Gosto · 1 · 14/1 às 20:49


Dinis Tivane Não vai responder... Sabes, começo a perceber que Vaz está a habituar-se à ideia de que não é confrontado e então pode dizer o que quiser que as pessoas só comentarão dali para frente ou dirão coisas como "grande historiador" ou "que pertinente pesquisa"...

A seguir há uma clara discussão dele com ele mesmo sobre a sua identidade política. Não se trata de ser ou apoiar partido X ou Y, trata-se de ser consistente naquilo que ele quer para o seu País... isto acaba por obrigar o Vaz a meter as mãos nos pés...

Era capaz de ser conveniente ele retirar-se um pouco para refrescar-se... Duvido que consiga... "anima estar sempre a escrever, principalmente, quando se pensa que está a atingir certos objectivos"...
Gosto · 3 · 23 h


Egidio Vaz Juma Aiuba estivador é um termo geral atribuível aos trabalhadores eventuais. Gai-gai ou nyabassa são outros termos conhecidos na altura.
Gosto · 14 h


Egidio Vaz Vai ser muito difícil convencer alguém que não quer conhecer a verdade. A sua preocupação Juma Aiuba não é honesta. Quer manter-se desinformado para proteger a sua crença. Eu fui ao arquivo, pesquisei e achei. Você não foi lá ainda nem provou nada do que está a dizer. Estamos assim em níveis diferentes. O Juma acha que não precisa pesquisar mais. Mas eu consegui achar algo diferente e disse onde encontrar: Novembro de 1971. Pegue o Notícias deste ano e mês. Peça também documentos da PIDE DGS deste exacto mês para cruzar. Matsangaíssa veio a dar a sua entrevista em 1979. Ele é peça suspeita para ser crível em tudo o que diz. Cruze a informação com outras fontes. É assim que se procede. Grande parte do que ele afirma em 79 sobre a sua vida é propaganda.
Dei a se tempo para investigar.
Gosto · 2 · 14 h


Juma Aiuba Egidio, agora estamos juntos. Só uma coisa, nessa história toda eu não tenho crenças. A mim até me interessa que Matsangaissa nunca tivesse nascido.
Gosto · 2 · 13 h


Alarico Moisés Manjacaze Não se batem cabeças com ladrão esse matsanga sempre foi é como o sucessor dele que continua lá no mato caçando cornos de rinocerontes
Gosto · 2 · 14/1 às 20:54


Sura Rebelo O trabalho está duro. Acredita quem quiser. Duvido q sejam muitos. Força aí
Gosto · 3 · 14/1 às 21:08


Reinier Cedeno Ao que se sabe, existe o audio com declarações do proprio Matsangaissa, como fonte que difundiu que deu azo a difusão da informação no canalmoz. Julgo que seria conveniente que o ilustre Egido Vaz mostrasse a informação que ele pesquisou para fazer fé a sua posição.
Gosto · 1 · 14/1 às 21:25


Sergio Serpa Salvador Vou chamar um amigo que fez um trabalho sobre a construção da barragem.
Gosto · 1 · 14/1 às 21:40


Reinier Cedeno E das pesquisas q o mano Egidio fez constava la a folha de salário dos trabalhadores para aferir com toda certeza que que o trabalhador Andre nao ganhava R400?
Gosto · 4 · 14/1 às 21:41


Jeremias Chilaw Se o que o Egidio Vaz diz for verdade, entao pode se presumir que o Matsangaissa nao tinha como comprar um Mercedes Benz com o fruto do seu trabalho. Se assim for, pode se presumir igualmente que ele o obteve de forma fraudulenta. Sobre este assunto, em 1984, Joseph Hanlon, na sua obra " Mozambique: Revolution under Fire", escreve, na página 220, que apos a independencia muitos ex combatentes da guerra de libertacao nacional olhavam para a independencia como uma oportunidade para receber compensação pela participação na guerra. Por isso sentiam que podiam levar tudo o que quisessem. Samora Machel, reconhecido combatente contra a corrupção, mandou para os campos de reeducação todos os que se compadeciam com corrupção, tal como foi o Matsanagissa.
Gosto · 12 · Ontem às 0:34 · Editado


Fernando Veloso O Hanlon esqueceu-se dos "Grandes Gatunos "?
Não gosto · 3 · Ontem às 1:21


Felizmente Dzowo A cada momento vai caindo a mascara dos auto intitulados democratas...a ideia da democracia veio ao acaso, já que estavam já em guerra e tinham que invocar alguma causa racional, sob risco de banalizar os financiadores. A ganância, regionalismo, xenofobia e racismo foram determinantes na mobilização desses bandidos...E esse canalmoz nos ultimos 5 anos ficou um papel higiénico usado.
Gosto · 1 · Ontem às 7:08


Titos Cau 100% Felizmente Dzowo.
Gosto · Ontem às 13:48


Jemusse Abel Precisam de revisitar o trecho da entrevista postado ainda neste debate por cabrita.
Gosto · Ontem às 14:17


Uric Raúl Mandiquisse Outros históriadores, chamam a isso de mal entendido. Ou seja, a quando a difusão a pretensão pela via militar para libertar o país, usaram termos como "tudo isso será nosso" (os prédios, as casas, as empresas...); Daí que a independência veio, e a má percepção fez com que os mal-entendidos do discurso, enveredam por "saquear" as coisas sem uma prévia organização. O estado não concordando com a acção óbvio tinha que impor a ordem. Mas, os tais mais percebidos entenderam que foram enganados. Levados para lutar, prometendo isso é àquilo e hoje depois da guerra nos proíbem. Esse foi o rácio
Gosto · 1 · Ontem às 18:06


Gulumba D. Mutemba Quando esperava que os nossos historiadores nos escrevesse a nossa história,aqui vem o historiador EV contar uma história na base das fontes duvidosas
Notícia da PIDE,da Frelimo não podem servir se fontes,procura pessoas que estiveram lá nos tempos do Matsangaissa,para saber melhor delas.
Gosto · 5 · Ontem às 0:06


Jeremias Chilaw Já agora, qual é a tua versão deste assunto e porque as fontes da PIDE e da FRELIMO não servem? Se sugeres que é preciso ouvir os que lá estavam, onde estavam estes que dizes que não servem?
Gosto · 1 · Ontem às 0:32


Ed Mazive nao tem que uma versao para cada pessoa, tem que se procurar a versao verdadeira!
Gosto · Ontem às 10:18


Gulumba D. Mutemba É o mesmo que esperar que a tvm,jornal noticia,rm nos tragam noticia que fala bonito do Dhlakama e Renamo.
PIDE contra André,a Frelimo contra André,o que tem de bom vindo desse grupo?
Gosto · Ontem às 12:19


Titos Cau Se a tese do Gulumba D. Mutemba for aceite entao a historia esta morta visto que nem sempre e possivel falar directamente com as pessoas que vivenciaram os factos.
Gosto · 1 · Ontem às 13:50


Ed Mazive mas sempre deve cruzar as fontes... nao deve procurar a justeza da luta dos escravos na versao dos escravizadores apenas
Gosto · 1 · Ontem às 13:55


Calbe Jaime Mesmos as pessoas que estiveram lá trazem a verdade absoluta. É fundamental o cruzamento das fontes
Gosto · 4 h


Joaquim Mavone Seja oque for , o André i estava reveendicava acolonizacao fomos submetido pelos Compatriotas logo após a independência.meus País,Tios contam que logo após independência houve muitas execuções dos Moçambicanos dirigido por esse regime,que até hoje ainda o faZ.
Gosto · 1 · Ontem às 0:29


Nico Voabil Me parece que o #Egidio V. Não tem argumentos suficientes pra mediar este debate, as fontes lhe isolaram da causa.
Esperava eu depois de um intenso e nubloso contra ataque ele tivesse informação suficiente pra assegurar a veracidade da sua afirmação.
porém, noto que os nossos caçadores de recompensa tem tanta pressa de levar a recompensa por isso não tem paciência de unir os factos, confrontar a veracidade e trazer ao público.
Egídio V. Não passa de um manipulador de informação que não sabe de que lado esta porque quer agradar e des(mentir) não lhe dará mérito.
Gosto · 7 · Ontem às 7:07


Dinis Tivane 👌👌👌👏👏👏👏
Gosto · 23 h


Felizardo Mucussete O único que pôde lançar uma informação e ter a capacidade de seguir o post confrontando é o Dr Muhamad Yassine.

Na verdade ele tem tido bases suficientes de suas informações.

Respeito-o e parabenizo-o!
Gosto · 1 · 17 h


Xavier Antonio Espero que a partir desses comentários Dr Egidio Vaz vai trazer mais elementos para sustentar a informação que publicou. O trabalho de investigação, sobretudo da história é muito importante porque nos dá a conhecer o que realmente houve e quem e quem. Porém, deve ser feito com único objectivo: trazer a verdade e não deturpar a verdade com fins inconfessos.
Gosto · 4 · Ontem às 10:17 · Editado


Nico Voabil Detrupar mesmo.
Gosto · Ontem às 10:15


Jossias Ramos Eu tambem aguardo que, ansiosamente, ele (EV) partilhe aqui conosco as suas fontes.
Gosto · 1 · Ontem às 10:29


Vasco Gube Me parece que a tal reclamacao foi justa! 45 dias sem taco??!! Comendo o quê?
Gosto · 1 · Ontem às 10:44


Victor Vasco Sitoe Vivas Voltamos mais uma vez na questão da autenticidade das fontes que o próprio Egidio Vaz abordou ha dias. A quem estava a serviço o jornal de 1971?
Gosto · 5 · Ontem às 13:57 · Editado


Jemusse Abel Grande pergunta?????
Gosto · 1 · Ontem às 14:26


Elcidio Macuacua Boa pergunta Victor Vasco Sitoe Vivas, não bastam esses documentos que Egidio Vaz refere para apurar autenticidade das fontes... é preciso procurarmos os documentos produzidos durante a construção da Cahora Bassa, existe um fundo documental no AHM-Departamento de Arquivos Permanente-UEM.
Gosto · 4 · Ontem às 15:38 · Editado


Clovis Macave boa Macuacua
Gosto · 1 · 22 h


Isaac Sitoe Jr. Lendo..
Gosto · Ontem às 17:07


Domingos Manga Conclusão, com que verdade ficamos? Artigo do Matias Guente ou Egidio Vaz? Esclareçam-nos faz favor... Caro MM!
Gosto · Ontem às 17:09


Gerson Zacarias VERDADE OU MENTIRA?

Gosto · Ontem às 19:01


Juma Aiuba Egidio Vaz, já agora falando sério. Você como historiador experiente acha que conseguiu dar algum contributo a sociedade com este teu post? Você está satisfeito com a informação que deu aqui? Você acha que contribuiu para a ciência ao apresentar as coisas dessa forma? Você apresentou informações novas e não deixou nenhuma fonte precisa para ajudar-nos a degustar dela. "Quem quiser pode ir consultar os jornais de 1970 e 71, documentos da PIDE/DGS e da HCB." Faxavor, mano! Que jornal concretamente? Que edição? Que página? Que documentos da PIDE e da HCB exactamente? De que ano, mês, samana, dia?

Desta forma, só podemos comprar tendas e acamparmos no Arquivo Histórico de Moçambique durante uma década a vasculharmos papeis. Você como historiador esqueceu-se de citar fontes??!!
Gosto · 12 · 23 h


Jose Waite Historiador sera igual a investigador da historia o qual pode recorrer metodos cientificos?
Gosto · Ontem às 19:40


Egidio Vaz Juma.
Gosto · 21 h


Domingos Minizy Mauricio muito obrigado juma esse "historiador" deixa nos a desejar socccccccccccorrrrrrrrrro
Gosto · 11 h


Raposo Andrade Investigue-se ou historie-se para o povo, para este pobre país, faz favor, nossos ilustres acadêmicos! 🙈😡
Gosto · 1 · 23 h


Elisio Macamo esta discussão é da série "debate pérola indiano". alguém faculta um dado para reforçar um argumento anteriormente dado. só que o dado abala certas posições. na série "debate são", que inclui sentido crítico, o que se faria era procurar saber se esse dado constitui motivo suficiente para alguém rever as suas convicções. na série "debate pérola indiano" ataca-se o portador do novo dado com a agravante de que alguns dos que o atacam nunca vão desenvolver o interesse por procurar e verificar fontes. o princípio é "conta-me a verdade que quero ouvir ou cala-te".
Gosto · 11 · 23 h

Ocultar 21 respostas



Lyndo A. Mondlane O professor.. Kkkkkkkkkk
Gosto · 23 h


Mussá Roots Outro nível,este professor...
Gosto · 1 · 23 h


Lyndo A. Mondlane Alguem dizia q discutir um mercedes nao era importante, más se aquela guerra foi por aquele mercedes e causou mais de 1 milhao de mortos.. 1 mercedes..kikikiki.... Maldita seja se tivessemos sabido, eu mesmo teria comprado outro..kkkkk
Gosto · 3 · 23 h · Editado


Juma Aiuba Não é bem assim, prof. Elisio Macamo. Ele está a debater uma informação que tem fontes com argumentos (ou novas informações) sem fontes ou duvidosas. Eusébio A. P. Gwembe trouxe transcrição de uma entrevista e o Egidio Vaz traz uma nova versão da mesma história, mas sem sustentação. Aqui não é uma questão de gostar ou não gostar. Dizer que Matsangaissa não comprou Mercedes porque não recebia 400 randes é lacónico... Dizer que Matsangaissa era estivador num lugar onde não tinha navios também é questionável. E, pior, dizer simplesmente que podem aferir essa informação no AHM é rasgar o próprio diploma.
Não gosto · 4 · 22 h


Egidio Vaz Juma.
Gosto · 1 · 22 h


Elisio Macamo a responsabilidade não é dele. é de quem não concorda. se considera a informação incompleta, siga as dicas que ele deu ou suspenda o juízo até apurar. fazer o que alguns fazem aqui, isto é exigir que ele os convença nos seus próprios termos não me parece útil.
Não gosto · 7 · 22 h


Juma Aiuba Como disse antes, aqui não há, pelo menos para mim, o gostar ou não gostar. Não há o concordar ou não concordar. É uma questão de legitimidade. Afinal, a ciência que andamos a discutir aqui já acabou? Quer dizer, agora é assim? Eu chego, falo o que quero e mando as pessoas a biblioteca?
Gosto · 2 · 21 h


Elisio Macamo não, não é bem assim. este post reforça um argumento que ele apresentou que eu não vi como crítica à Eusébio A. P. Gwembe, mas sim ao que o jornal fez com isso. ciência não é obrigar alguém a provar aquilo com o qual não concorda. neste ponto o procedimento do Egidio Vaz é impecáEgidio Vazs outros aceitamos o que ele diz, ou não, mas não temos nenhuma autoridade para exigir nada dele.
Gosto · 1 · 21 h


Dinis Tivane Eh eh eh... Prof Elísio Macamo... eh eh eh... Por favor, por favor...
Gosto · 21 h


Juma Aiuba Meu entendimento:
1- Eusébio Gwembe publicou a transcrição de uma entrevista em que André Matsangaissa falava da compra de um Mercedes Benz com o dinheiro acumulado (400 randes/mês) do seu trabalho na obra de construção da HCB.

2- Na semana seguinte, o jornal Canal de Moçambique traz a mesma história (dizem que foi um 'copy & past' do post do Gwembe).

3- Egidio Vaz questiona se o Canal de Moçambique tinha feito uma estudo minucioso daquela fonte. Ou seja, quis saber se havia sido feita uma critica interna e externa da mesma. Ele abordou sobre critérios cientificos de uma informação. Nisso, o Egidio problematiza: relaciona o salário do Matsangaissa, o valor acumulado durente 3 anos, com o valor da viatura nessa altura e conclui que não bate certo. (ATÉ AQUI NÃO HÁ PROBLEMAS).

4. Neste post ele traz novos dados ao debate: greve de estivadores de 1971, ser cabecilha da greve e o novo salário (menos de 400 randes/mês) de Matsangaissa. ORA, estes novos dados que são trazidos ao debate, por serem pertinentes, devem estar assegurados de alguma credibilidade. Para esses dados serem lavados a sério, devem ter fonte também credivel... Até porque foi o proprio Egidio que trouxe o conceito de credibilidade ao debate. Quem trouxe os conceitos de critica interna e externa foi ele. Quem chamou a ciência para aqui foi ele.
Não gosto · 3 · 21 h


Elisio Macamo e não se desviou da ciência. ele não tem que provar nada, mas também não pode esperar muito de ninguém. tudo nos conformes.
Gosto · 1 · 21 h


Juma Aiuba Não é para provar, nem é para me convencer. É só para me dizer como ele soube que Matsangaissa encabeçou a greve dos estivadores de 1971, que nunca foi operador de Caterpillar e que o salário dele não chegava aos 400 randes. É pedir muito!?! Tá bom, Egidio, então como meu amigo, você poderia me poupar o tempo? Você pode me dizer que jornais e edição, por favor? Que documentos da PIDE, please?
Gosto · 2 · 20 h


Nelson Junior Eh interessante ver como a nova classe academica e intelectual mocambicana, raciocina....realmente eh triste...nao eh por acaso que nao damos passos pra frente...eh triste!.....
Gosto · 20 h


Elisio Macamo talvez como amigo. como cientista não precisa.
Gosto · 2 · 20 h


Nelson Junior Ps!...realmente temos um grande problema: o da qualidade dos nossos know hows...grande grande grande problema
Gosto · 20 h


Juma Aiuba Já me apercebi que como cientista não vai me dar. Só posso esperar mesmo como amigo.
Gosto · 2 · 20 h


Elisio Macamo como cientista não precisa. mas o Juma Aiuba tem a obrigação de verificar, se for importante para si.
Gosto · 1 · 20 h


Dinis Tivane Juma. Nem sequer precisava que fosse ele a introduzir ao que chamam de "conceito de credibilidade" para que ele consubstanciasse suas afirmações com fontes ou outros dados para que fosse pertinente haver CIÊNCIA aqui. Bastava respeitar-se a si próprio como cidadão formado na universidade... Não é nenhum senhor do Senso Comum, uma Dama do Bairro da fofoca. Bastava respeitar aos demais como indivíduos minimamente íntegros. Saber que são pessoas que pautam por um mínimo de método nas suas acções. Aonde é que não é importante fundamentar para que suas afirmações tenham valor? Aonde? Que basta afirmar e os outros devem simplesmente aceitar? E se por acaso, negarem, então que se danem!!! Aonde isso? Desde que momento?

Por favor meus doutores...
Gosto · 3 · 20 h


Xavier Antonio Esses professores as vezes envergonham, não sei com que cara entram nas salas de aulas. DOUTORES!
Gosto · 1 · 4 h · Editado


Calbe Jaime Eu vejo mérito no EV quando diz que é preciso problematizar as fontes e acho que ao fazer essa ginástica ainda longa não está a trazer a verdade absoluta. A verdade é um processo
Gosto · 3 h


Edson Chiziane Mauro Manhica Helio Thyago Krpan Nelson Matsinhe
Gosto · 1 h


Jacob De Araujo Mozava Um historiador se ñ tem a fazer , se ocupa contando anedotas,lendas,lenga-lengas e +.ilustre,cuide de sua imagem.
Gosto · 19 h


Emidio Guila Isso é que é assunto para debate sério.
Gosto · 19 h


Zeca Tinga Tinguinhas humm nao sei mas tens k desenrolar bem isso nao posso negar mas tambem nao aceito,se nao tivessem arrumado samora na caixa negra tudo taria a vista e levar os autores a barra do tribunal é pena moz ja nao esses serviços fiaveis.sorry
Gosto · 18 h


Egidio Vaz Não consigo responder a todos críticos. Mas julgo que eles podem me responder a essa pergunta. Quem dos que me criticam já consultou os documentos a que me referi aqui? Quem dos que criticam já provou ou não a existência da greve em Novembro de 1971? Quem dos que me criticam não achou o nome de Matsangaíssa envolvido na greve? Quem dos que criticam provou o contrário em relação a sua formação em 1972 na Tanzânia? Quem dos que criticam provou com uma fonte adicional de que em 1972 Matsangaíssa ganhava mais de 400 randes? A única fonte que fala do salário de 400 randes é o próprio Matsangaíssa. Mas eu achei que ele era estivador voluntário. E o seu nome consta do relatório da greve de 1971, Novembro. Mas ele inscreve-se na história como operador de máquinas pesadas. Dito por ele só em várias entrevistas.
Então, eu só irei considerar informação nova quem poder me fornecer dados novos. Vamos parar de brincar a intelectuais.
Gosto · 2 · 13 h · Editado


Mundirwa Gazitua Muito bem! Agora refaça o post anterior e reedite se assim entender.
Gosto · 10 h


Eusébio A. P. Gwembe Um bom debate aqui. Obrigado a todos que me notificaram. Em relação ao post de Egidio Vaz tenho a seguinte constatação, sempre inquestionável, claro, porque a ciência é um devir.

Quando Mondlane anuncia a frente de Tete, em 1968, há jovens recrutados das diferentes fábricas de Tete, Sofala e Manica para trabalharem na HCB. Da Shell saem 7 entre eles Matsangaissa. As ameaças da Frelimo em destruir a barragem estão a criar pavor. Em pequenos grupos se discute o que é bom entre ir para a Frelimo ou ingressar-se na milícia de protecção sugerida pela secreta tuga. Os jovens que aceitam fazer parte da milícia irão receber entre 300 e 400 Rands. A secreta tuga sabe que há plano de fuga para Tanzania, uma oportunidade porque precisa estar ao corrente dos planos da Frelimo em relação a Cahora Bassa. A Frelimo também já conseguiu infiltrar os seus homens entre os trabalhadores que depois os recruta. A promessa é a mesma (300 e 400 Rands). O objectivo de uns é mesmo sabotar, como afirmaria Jorge Rebelo e de outros é defender-se.

Pelas entrevistas feitas e pelas consultas efectuadas, Matsangaissa recebia 400 Rands. De onde provinha o dinheiro, ainda não sei, se da Frelimo, se da PIDE ou se de uma entidade no ZAMCO. Um dos colegas com quem partilhava a camarata, actualmente residente no Matundo, me confirmou sobre o valor que, alias, ele também recebia de uma “entidade estranha”. Não tenho razões para duvidar só por duvidar pois, alem de fotografias em que estão empoleirados nas maquinas, foi por meio dele que cheguei ao antigo dono do Mercedez. Conversei com ele, primeiro em 2008 e depois, em 2011. Disse-me que, de facto, quando foi contactado por Bonifácio Gruveta para ajudar na saída daqueles jovens, de HCB ate onde os estaria a esperar, recebeu dinheiro (não só de André) com a promessa de devolução assim que regressassem. O senhor tinha contratos de fornecimento de artigos a HCB e não queria que a Frelimo os destruísse. Ele me disse que em 1976 as autoridades moçambicanas teriam tomado uma posição sobre automóveis de funcionários que rescindissem contratos ou de particulares. A luz disso, algumas viaturas ficavam retidas ou consideradas abandonadas, se o dono se encontrasse em Portugal. Ao mesmo tempo, interditava-se a venda dos mesmos a terceiros mas uma obrigação de venda ao estado. Ainda disse-me que os alfandegários dificultavam os despachos o que impedia embarque. Vendo isto e prestes a sair, recordou-se de André e dos outros jovens. Ao André deu o Mercedez. Portanto, foi uma doação do que compra propriamente dita. É claro que Matsangaissa omite este facto, se calhar o homem nem lhe disse tudo isto, apenas fez referencia ao dinheiro guardado em 1972. Mas o mais importante, para mim, foi quando segui a rota do recrutamento da Shell para HCB e daqui para Nachingueia. Se foi recruta da PIDE a fim de se infiltrar na Frelimo para defender Cahora Bassa da ameaça desta, ou se foi recruta da Frelimo para se infiltrar em Cahora Bassa para posterior sabotagem (após o treino foi colocado por Samora Machel exactamente em redor de Cahora Bassa) também é o que pretendo descobrir. Penso que é estudando os métodos de recrutamento da Frelimo que se poderá compreender algumas nuances da nossa Historia.

Quanto ao Arquivo Histórico de Moçambique, de facto tem muita coisa, muita informação interessante, mas não sobre Matsangaissa nem sobre a guerra terminada em 1992. Assim é por causa dos acordos de 1976 o governo de Moçambique e novo governo português quanto a forma de tratar a documentação recente da Historia de Moçambique (tratado que tenho seguido com atenção). Parte da informação será liberta em 2025 e ai, os que viverem saberão o que de facto aconteceu.
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Juma Aiuba Obrigado, Eusébio A. P. Gwembe. Talvez a informação sobre Matsangaissa que está no AHM é facultada a pessoas especiais.
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Egidio Vaz Juma Aiuba há sim. Informação que narra sobre a fuga destes tipo. Também existe informação sobre a grve de Novembro de 1971. Também existe informação sobre a construtora. Indiquei a fonte. Va la ver pa. Grande parte do que Eusébio A. P. Gwembe recolheu foram fontes orais que podem muito bem serem confrontadas com documentação avulsa que anda por aqui.
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Juma Aiuba Ok. Então, esse salário era mesmo de uma empresa (construtora, neste caso) concreta e conhecida? Da HCB não era de certeza. É muito interessante aferir de que lado foi contratado o Matsangaissa, se da Frelimo ou da PIDE, se as pesquisas do Gwembe estiverem do lado certo da História.
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Elisio Macamo parabéns, Eusébio A. P. Gwembe, isso é que é participar numa discussão académica. investiga, reflecte e argumenta. o mesmo que o Egidio Vaz também fez e, por isso, também está de parabéns. ficar sentado a exigir fontes ou precisão é tudo menos ciência. ou você aceita, ou não aceita e diz porquê.
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Juma Aiuba Hehehehehe...
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Juma Aiuba Prof. Elisio Macamo, eu também fiz as minhas investigações onde apurei que as peças para construir HCB saiam do porto da Beira via terrestre. Levavam cerca de um mês no percurso. E minhas fontes são fidedignas. Hehehehehe... E isso me gastou crédito.
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Salomão Mambo Se há informação sobre a greve de 71 havendo só fontes escritas de certeza ate esta data ainda existem fontes orais. Que sejam aludidas já o que se pretende provar que Matsangaissa não terá trabalhado e a ganhar 400zar.
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Juma Aiuba Cuidado investigar muito. Ainda descobrem que o gajo nunca jobou e o Mercedes era do cunhado dele.
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Elisio Macamo já reparou uma coisa Juma Aiuba? agora que o Eusébio A. P. Gwembe deu uma outra versão baseada em outras fontes, mas que parece confirmar o que algumas pessoas gostariam de pensar, já está tudo bem. não exigem os nomes das "fontes", nem querem saber porque razão ele dá crédito a essas fontes. ele agora contou a verdade assim como Egidio Vaz contou a verdade para quem se sente confortado pelo que ele disse. quando você é académico por vezes participar em "debates" no facebook é como atirar pérolas aos porcos. para quem sabe que sabe (e o que não sabe) o mais difícil no facebook é não virar arrogante. custa.
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Juma Aiuba Não, prof. Elisio! Se existe uma coisa que Eusébio A. P. Gwembe sabe fazer é trazer fontes das coisas que escreve. Eu nem conheço o Eusébio pessoalmente, mas tenho que lhe reconhecer isso. Quando são fontes orais também diz. Quando "suspeita" da fonte também diz. Quando não tem também deixa claro isso. O que eu pensei que o meu irmão Egidio fosse trazer era isso também. Mas acabou dizendo que é jornal Notícias daqueles anos. No seu post ele tinha dito apenas 'consulte jornais de 1970 e 71'. Mas, seja como for, durante o debate acabei me apercebendo que aquilo era suficiente e até podia não apresentar fontes. Aprendi. Agora, é preciso que fique claro que não faço debates apaixonados, e pior ainda neste assunto em concreto. Pode parecer, mas não sou assim. Rendo-me as evidências com muita facilidade e evito debates redondos. Também não costumo discutir pessoas nem escolhas. Sou amante da liberdade da diferença.
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Elisio Macamo acho que não nos entendemos ou não estamos a falar da mesma coisa. não há diferença nenhuma entre o que os dois fizeram porque a questão não é a fonte, mas sim a sua credibilidade. o egidio vaz pode dar fonte certinha, mas quem não concorda com a sua versão vai colocar essa fonte em questão. o mesmo seria o caso em relação ao eusebio gwembe. quem não concorda com a sua versão vai questionar a honestidade dessas fontes orais, ou as suas intenções. e não estou a falar à toa. leia as reacções ao post do gwembe para confirmar o que estou a dizer. para alguns ele fez a reposição da verdade...
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Juma Aiuba Isso lá é verdade!
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Nico Voabil Egidio Vaz?
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Sergio Serpa Salvador Nem mais, Eusébio Gwembe!
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Jr Chauque Mas só e só através de fontes do jornal noticias e PRONTOS aqui esta a verdade ....só e documentos da PIDE/DGS E da HCB só ...para um historiador deixa muito a desejar essa INVESTIGAÇÃO......isso é muito triste quando um comboio descarrila em Goba e sai na estrada principal....na cidade.....e parece que o Sr historiador abandonou o saber pela camisola......
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José de Matos M<atsangaissa adquiriu legalmente o Mercedes e foi trabalhados de maquinas pesadas ! Parabens, Eusébio A. P. Gwembe por repores a verdade e pela investiga1ao!
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Egidio Vaz Qual foi a verdade reposta? Kkkkkk

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