quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Relatório para ilibar dirigentes da Frelimo


Ivone_Soares1A Renamo e o trabalho da Comissão de Inquérito
A chefe da bancada par­lamentar da Renamo, na Assembleia da República (AR), diz que os resultados do relatório de inquérito sobre as dívidas escondidas, cujos resultados deverão ser apresentados em sessão plenária esta sexta-feira só vem a confirmar as sus­peitas da “não produtividade” lançadas pelo seu grupo parlamentar aquando da formação da comissão.
Nisto, segundo Ivone Soares, o relatório irá e serve simplesmente para branquear a verdade e ilibar os dirigentes da Frelimo que decidiram pela contrata­ção de dívidas que, mais do que servir os interesses do país como um todo, servem os bolsos de algumas pessoas que, para a Renamo, são devidamente conhecidas.
Efectivamente, em termos reais, o relatório vem ilibar o governo que con­tratou as dívidas, apesar de reconhecer não terem sido cumpridos os limites or­çamentais estabelecidos pela Assembleia da República, no que ao endividamento do país, diz respeito.
“Veio confirmar tudo o que nós já dissemos. Aquele relatório é para bran­quear a verdade e ilibar os dirigentes da Frelimo. Os moçambicanos têm direito de saber a verdade sobre o escândalo das dívidas escondidas. Este assunto ainda não está esclarecido” – disse Ivone Soares, chefe da bancada parlamentar da Renamo, falando ao mediaFAX.
“O relatório não diz nada. É simples­mente vazio. É estranho que com tantas evidências, as autoridades moçambicanas ainda não tenham tomado medidas. Es­tamos, sem dúvida, num Estado em que a máquina da justiça está completamente enfraquecida” – acrescentou Soares, para quem as instituições de justiça, em con­dições normais, já deviam ter agido de forma concreta no sentido de esclarecer todo o enredo que envolve a contratação de dívidas na ordem de 2.2 biliões de dólares.
Conforme dissemos em anteriores edições, o relatório da Comissão de Inquérito, além de lamentar o exíguo orçamento, sugeriu que as questões mais profundas que têm a ver com o uso real dos valores deve ser investigado pelas instituições da justiça, a começar pela Procuradoria-geral da República.
O orçamento insuficiente impos­sibilitou, segundo o próprio relatório da comissão, que o grupo de deputados viajasse a Londres, local onde devia ter dando continuidade à investigação, mais na perspectiva de se assegurar um con­tacto directo com o grupo de doadores que canalizou os 2.2 biliões de dólares.
A apresentação do relatório, segundo rezam preceitos legais, de­verá, em princípio, ser apresentado à porta-fechada, ou seja, sem presença de qualquer jornalista nem outra figura “estranha” à AR.(Ilódio Bata)

MEDIA FAX – 07.12.2016

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