quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Opositores ou Candidatos ao G40?


Desde que se começaram a anunciar os membros do Governo de Filipe Jacinto Nyusi, há piadas que têm vindo de todos os cantos sobre o G40. Numa tradução livre, trata-se de um grupo de patriotas que de corpo e alma se encarregaram, por conta e risco próprios, a defender, por meio da imprensa, os feitos da administração de Guebuza. O que é estranho é o facto de as piadas serem obra de pessoas que ontem, enquanto o G40 se desdobrava a mobilizar eleitores para Nyusi, elas pregavam o Evangelho da Oposição a quem, certamente, votaram, numa verdadeira remada contra marés.
Ou seja, pessoas que se é que se converteram a amar a Frelimo, estão na sua primeira semana de Lua-de-mel. Pessoas que quando a Comissão Política da Frelimo avançou com os três nomes, afirmaram que Nyusi era o candidato mais fraco. Hoje, os recém convertidos para quem a decisão da CP da Frelimo era carimbo da derrota da Frelimo e do seu candidato, congratulam-se pelo facto de Nyusi citar menos a Frelimo aquando da tomada de posse, no passado dia 15 de Janeiro. As mesmas pessoas que duvidaram de Nyusi e disseram que não confiavam nele, as mesmas pessoas que o zombaram, hoje estão a cair em rasgados elogios.
Não é erro elogiá-lo, pela forma sábia como seleccionou os governantes, e pela sua determinação em trabalhar para o povo. O erro começa quando se pretende desprezar aqueles que realmente foram a base da vitória de Nyusi, recorrendo ao assassinato de carácter. Em nenhum momento eles, os integrantes do G40, disseram pretender qualquer promoção e segundo a lista anexa, de autoria do Savana, nenhum deles é desocupado. É uma falsidade que só consola aos seus oponentes, uma campanha visando ocupar os espaços há muito ambicionados. O G40 surgiu num contexto específico e agiu num contexto específico.
Pode ter cometido erros mas nada justifica que haja uma disseminação desenfreada de ódio, como está acontecendo. Só as razões do seu surgimento podem determinar se fica ou acaba. O resto, não passa de uma diversão para assaltarem o presidente Nyusi e o partido Frelimo. Um exercício que visa «dividir para reinar». Uma campanha para que a Frelimo não tenha defensores. Foi para a vitória da Frelimo e do seu candidato que o G40 trabalhou. Por mais que se faça esta campanha difamatória e de baixa qualidade, creio que a Frelimo continuará a ter homens para a defender, em momentos cruciais da vida nacional.
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Comentários
Elson Guila Não te batas Eusébio. Todas as análises feitas, até onde eu percebo, são específicas para cada momento. É próprio de analistas. Aqueles tipos que aparecem na TV pública não são analistas e nunca mudam de opinião. É só escova "só". Esses que mudam de opinião, até é bom para o Filipe Nyusi. Demonstra que ele conseguiu convece-los. Antes não acreditavam, agora acreditam e amanhã podem voltar a não acreditar. Não use isso contra eles porque é o melhor que podemos ter como analistas.
Afonso Beula Eusebio Eusébio A. P. Gwembe, ate agora não esta claro, afinal existe ou não o G40?
Eusébio A. P. Gwembe Ai está a lista de que os detratores se servem, Afonso Beula
Afonso Beula Dos alistados ninguem assumiu publicamente. Logo não existe, é uma farsa. Se é uma farsa, nem a Nyusi ajundaram a ganhar eleitores, e logo ninguem quer ser G40.
Eusébio A. P. Gwembe Então, desde 2013 estavam a insultar o vazio, Afonso Beula? As suas premissas não conduzem à verdade. Um facto não deixou de existir só porque alguém não o reconheceu
Amosse Macamo Pensamento genuíno!
Catarina Nhoane Meu caro Eusebio de analistas ou comentadores eles nao tem nada o ex vivo é so olhar para Venancio Mondlane
Cheu Domingos Hoje G40 já uma realidade??? Kikiki
Lazaro Bamo Acrescento:
G40


Nunca tive delirios por este assunto mas há um debate que se levanta hoje, que sugere basicamente que as pessoas só se podem envolver em politica para ganhar poder e dinheiro. Explico me: quando se afirma que tal grupo está frustrado porque não conseguiu lugar no governo e que em vão apoiou a Frelimo e o seu candidato equivale a dizer que estas pessoas eram movidas pelos ganhos materiais, estao a dizer sobretudo que os outros que nao sao do tal grupo jamais se envolveriam numa causa sem esperar lucro. Se as nomeações fossem assim, todos membros da Frelimo da base ao topo estariam a reclamar cargos. Acho que os adversarios politicos do tal G40 estiveram em Catembe e Mambone sacrificando galinhas para que a lista do novo executivo nao incluisse o famoso G40. A nossa democracia está ameaçada porque existem pessoas que no mundo de debate de ideias se parecem com as mulheres ciumentas, aqueles que gostam de falar e dominar o debate, quando contrariados limitam se a dizer "G40". Eu acho que o tal G40 deve celebrar a sua vitória, ficar feliz porque tudo que disse se materializou e a Frelimo e seu candidato venceram as eleições. Os adversarios politicos do tal do G40 deviam ter vergonha de comentar politica porque seus prognosticos e apostas falharam. Varias vezes os assitimos e hossanas a Refila Boy, Jorge Arroz e depois o que aconteceu, a sua intolerancia revelou se quando estas pessoas decidiram apoiar a Frelimo. Mais recentemente vimos Salomao Moyana a ser linchado publicamente. Nao vou falar do Mr 7% que foi abandonado depois de ter sido indicado como grande aposta a ponta vermelha. È incrivel como o fantasma do tal G40 persegue pessoas, debates e varios espaços publicos. A forma como o discurso é conduzido mostra claramente que as "meninas ciumentas" tinham meta narrativas preparadas para diabolizar o presidente Nyusi e agora a forma que encontraram é acusar o tal do G40 de "matreco". Eu desconfio muito das "mulheres ciumentas" que debatem este assunto, imaginam se elas ajudarem um camponês ou uma associação de camponeses a angariar apoio para ter um Trator? Vao pedir para tirarem partido do Trator, levar para dar umas voltas pela cidade e mostrar que também se beneficiaram do Trator porque eles nao podem se envolver em campanha e sair de maos a abanar. Vi num semanario nacional algumas pessoas a defenderem a legalização da Lambda (eu apoio também) se um dia a causa vingar irao questionar por que é que aquelas pessoas defenderam aquela causa se nao sao homossexuais vao chama las de matrecas porque ajudaram um grupo e depois nao ganharam nada. Essas "mulheres ciumentas" são intolerantes, interesseiras e anti democraticas.
Cheu Domingos Desespero total e ainda é cedo. o vosso lugar está bem guardado, na lixeira.
Afonso Dacosta Será que foi mesmo o que percebi deste post e de alguns comentários? Quer dizer que houve um grupo de 40 indivíduos que usou meios de comunicação pública de forma privilegiada e sem se submeter ao contraditório, para apoiar um determinado partido e respectivo candidato nas últimas eleições. Att: não me refiro ao espaço de antena, porque este era distribuído de forma equitativa pelos partidos.
Raúl Salomão Jamisse Lazaro Mauricio Bamo escreveu tanto e no fim disse nada, quer dizer para ti "bem haja" G40 pela militância sem ganhos pessoais e imediatos? Ou basta que tenha ganho quem eles rezavam o culto de personalidade sem o contraditório? A democracia faz-se doutra maneira respeitar o ponto de vista do outro o que não acontecia com o G40....vingavam somente ideias daquele grupo sem contraditório e beneficiavam um único jogador. ...cadê o "fair play" ?
José Francisco Narciso No momento da verdade é, donde se nota quem vale ou não. E neste caso se nota que a Frelimo tem uma grande capacidade de mobilização do povo que sempre creio nela. Compatriota Eusébio, lhe peço que siga fazendo, o que sempre em minha opinião, ajudar no partido no governo democraticamente elegido, para que o nosso País não caia no experimento desagradável para todos. Os que não sabem o que querem sempre vão estar aí, sempre intentando intropesser o caminho que nos vai levar a bom porto. 
Viva Felipe Nyusi! 
Viva o desarme total e incondicional da Renamo!
Emidio Guila Já se celebra o triunfo simplesmente pelo discurso coerente do Presidente? Meu caro e respeitado Eusébio A. P. Gwembe, o seu post levantou meu interesse e minha atenção embora não nos conheçamos. Quer o ilustre, dizer que as pessoas que hoje criticam não estão livres de fazer o contrário quando ocorrer uma mudança? Quem sabe, se calhar a tal mudança é resultante dessa crítica? Apesar de elogios ao seu discurso (eu também o elogio, tal não signifique uma concordância automática com todos os actos de governação que vieram a surgir. Só um exemplo: em 2004, o ex-PR proferiu um discurso de se lhe tirar o chapéu, pois a anarquia na altura instalada, já era quase oficial. O povo disse: desta vez temos um PR com punho! Sobre a corrupção e o deixa andar, estes males eram atacadaos até por um simples chefe de 10 casas, e na altura alguns intelectuais teceram duras críticas à euforia populista sem dimensões. 10 anos depois, a palavra CORRUPÇÃO já nem era pronuncida, em como se já fizesse parte do passado. As autoridades simplesmente iam nos entretendo com a corrupção de pequena escala. Volvidos 10 anos, os moçambicanos ficaram mais desavindos em detrimento da apregoada Unidade Nacional, tudo isso por conta de diferentes posições políticas. O diálogo ficou no esquecimento, era só pólvora e cacetete que falavam. Portanto, a nível do discurso do novo Presidente, nota 20! Agora, resta saber se isso será posto em prática. Caso não, voltaremos à carga exigindo o cumprimento das obrigações e promessas. Eu sou membro do Partido Frelimo, mas severamente crítico por não concordar com suas práticas nos últimos tempos.
Alvaro Guimaraes Caro Eusebio o dito G40 dessiminou odios, xenofobia e racismo, lancou mocambicanos contra mocambicanos. Agora sao patriotas defensores da causa. Por favor..Quanto ao presidente eleito lembro lhe que o barulho de que fala se refere aos politicos do seu partido (principalmente) e da oposicao (certamente). Nos outros que somos cidadaos queremos eh um presidente que ponha ordem e faca este Pais funcionar sem discriminacao. Quanto ao presidente cessante o que lhe posso dizer eh que a grande maioria assistiu à sua substituicao com um sentimento de ALIVIO. Fora o deslize mais recente da vitoria "arrancada" o que resta eh aguardar algum tempo para analisar o merito e demerito da sua governacao de cabeca fria. Nao ha pressa quanto a isso.
Alvaro Guimaraes E ja agora caro Eusebio sugiro que reveja o seu criterio de patriotismo. Afinal os ilustres tinham verbas avultadas para realizar o seu trabalho. Essa do patriotismo bem pago cheirame a mercenarismo com forte dose de oportunismo. Mas vamos a ver.o que nos reserva as proximas semanas
Alvaro Guimaraes E ja agora para clarificar as coisas eu sou a favor do desmantelamento dos G40. Esses senhores enojam com tanto graxismo
Brazao Catopola Meu excelso amigo Eusébio A. P. Gwembe, vou dividir o teu discurso em dois momentos face ao que escreveste e cujo o conteúdo central acentam-se em duas questões limiarmente diferentes. 1) Primeiro, há uma grande e tremenda diferença entre um Politólogo (aquele que estuda politica - sociologos, antropologos, cientidtas políticos, filósofos de politica e em outros casos os auto-didatas) e um comentador político (aquele que tece comentários sobre política, que embora não seja o mesmo que um polítólogo parece fazer a mesma coisa), e este, o comentador, precisa obrigatoriamente de um meio de comunicação de massa (televisã, radio, jornais, etc). Na verdade o politólogo faz isso baseado em todo um conjunto epistemológco e os comentador, repare no verbo, pode fazer recorrendo as mesmas natureza de interpretação e muitas vezes recorrendo ao senso comum (embora seja daqui que possam partir e partem muitas vezes as aberturas para o cientifico). Ora, são poucos os polítologos que o país tem. O que normalmente vemos são comentadores políticos, lembro de Boaventura Sousa Santos quando disse que o grande dilema das ciências sociais é que eles tratam de coisas que todos parecem entender. Então vamos clarificar que aparecer em Tvs, radios, jornais não nos torna analistas políticos, pois este está embuido de condições do campus de atuação que o tornam analista. Aqui entro para o segundo ponto, que alias, deve ser a minha primeira vez que escrevo algum comentários sobre isso, não me lembro nunca em algum momento discutir o G40, se existe ou não, como funciona etc etc. A Questão do G40 não esta no fato de defender a FRELIMO, o que alias, é natural ou pelo menos assumido como tal que qualquer indivíduo tem uma tendência ou simpatia política. Poderia mesmo recorrer a frase geralmente mal usada de Aristoteles, segundo a qual o homem é um animal político, só para transmitir o que quero ou seja, não há mal nenhum em defender a FRELIMO (poderia ser outro partido mas, o G40, segundo os comentários tem uma relação umbilical com a FRELIMO). Alias, muitas vezes defendo a FRELIMO quando esta correta ou eu assim perceba. A questão do G40 está forma como se defende: Quando se assume que só uma posição X é válida, quando se assume que mesmo o obviamente errado é certo, quando se defende não por se crer na coisa, mas porque se julga que é aquilo quem detem e exerce o poder quer ouvir. A titulo de exemplo posso usar o seu: aquando da nomeação do grupo de tres indivíduos para candidatura a possivel escolha do candidato à presidente da republica, muitos defenderam que só devia ser aqueles e até andarm a dizer que os outros que faziam outras propostas estavam frustrados, queriam poder, queriam estragar a fRELIMO etc etc e No Congresso da FRELIMO tiveram uma chapada boa pois se abriu a novas candidatos. na verdade estavam a tentar defender não interesses da FRELIMO mas de quem mais poder tinha na FRELIMO, os mesmos tentaram pôr em causa alguns dos fundadores da FRELIMO porque questionaram algumas posições na FRELIMO e mais uma vez, não era para agradar ou satisfazer a FRELIMO mas quem detinha ou detem o poder. Apareceram e disseram que não se podia negociar com a RENAMO, devia-se ir a guerra etc etc, não se negociava com bandidos duas vezes, etc etc e mais uma vez deu-se tudo ao contrário e quando o PR anunciou o encontro e acordo com DHL mudaram de ideias, mais uma vez não era a FRELIMO, nem moçambique em causa mas o grupo que detinha o poder. ou seja o tal grupo age numa perspetiva utilitarista, melhor dizendo não esta em causa ser e estar na |FRELIMO mas estar do lado de quem na FRELIMO detem o poder e por essa causa julgar que esse sujeito é a instituição frelimo. è aqui que reside o problema, quando deixamos de ser sujeitos de pensamento oensado e passamos a sujeitos pensados. Repito não há mal em defender a FRELIMO, há mal é defender-se a si proprio em nome da FRELIMO, mas entendendo a FRELIMO como quem esta mandando no momento e este é o problema. Desculpe o alongamento
Eusébio A. P. Gwembe Emidio Guila, concordo que nos últimos anos a palavra corrupção estava a passar para o esquecimento e é de louvar que Nyusi tenhatido coragem de fazer menção. Alvaro Guimaraes, não há provas de que era serviço pago, Brazao Catopola, eu também defendo que os debates com divergência de ideias é sempre bem, e que a especialização dos comentaristas devia ser um critério a ser seguido nos canais de informação. Também tenho pensado que houve excessos num e noutro ponto ao abordar questões relacionadas com a Renamo. Sempre tenho defendido que a Renamo devia ser considerada como parceiro da/para a paz e nunca alvo a abater e a diabolizar.
Eusébio A. P. Gwembe Alvaro Guimaraes, em relação a disseminação do ódio, não concordo mas respeito a sua compreensão.
Brazao Catopola Mas o ponto não esta no diabolizar o tal G40 que até pacifico que existam e seriam uteis a esfera pública se o comportamento no que tange a diversidade de ideias fosse outro, nomeadamente o não caracter instrumentalista deles e em si mesmos
Alvaro Guimaraes Nao eh bem assim Eusebio Gwembe; Xenofobia leva a queh ? E quanto a debates o que vi nao foram debates mas sim sessoes de propaganda perfeitamente alinhadas com quem nos sabemos e a defender o indefensavel; nem os veteranos do seu glorioso escaparam. Quanto a continuacao deste grupo de choque que o Eusebio defende espero que o bom senso prevaleca no seu glorioso e que se acabe com este grupo de propaganda. Quanto a corrupcao nao foi o presidente que a retirou do esquecimento. Eh uma realidade nacional em que os exclusivos actores tem cartao vermelho.
Muzila Wagner Nhatsave lembraste quando nos chamaram de G40 no Centenário enquanto bebiamos as nossas cervejas? Era simpreciso defender o partido e o presidente que andava ser humilhado e insultado todos os dias. Paravserem tao citados é porque estragaram os planos de muita gente. Então não foram só 40 mais muito mais porque o teu nome nem o meu estão ai.
Antonio A. S. Kawaria Eu aproveitei saber que o que negavam hoje assumem. Ainda bem que nem desses que elogiam Nyusi eu sou.
Alvaro Guimaraes Afinal existem ou nao??
Matin Sabin Tinha muita razão. Hoje esta muito clara a troca de papeis   

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