sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Números de telemóveis não registados suspensos desde ontem por decisão do INCM


Telecomunicações no país
Após várias prorrogações de prazo de bloqueio de números de telemóveis não registados, o Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), na qualidade de entidade reguladora das comunicações no país, decidiu não mais ponderar, depois que o processo da obrigação de registo iniciou há sensivelmente um ano, por imposição do decreto n.º18/2015, de 28 de Agosto, aprovado pelo Conselho de Ministros.
Neste contexto, desde ontem, o INCM autorizou o bloqueio completo de todos os números de telemóveis não registados. Assim, para garantir o cumprimento do regulamento, aquela instituição garantiu que vai fiscalizar os bloqueios, a partir do dia 5 de Dezembro, junto das operadoras, as quais serão multadas, caso não barrem as chamadas e envio de mensagens dos números não registados.
A medida abrange, também, os números mal registados. “No dia 5 de Dezembro, vamos consultar a base de dados das operadoras. Se forem encontrados contactos operacionais sem registo, serão aplicadas sanções às empresas operadoras de telefonia móvel”, garantiu o director do INCM, Américo Muchanga, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).
Uma vez bloqueados os números, os titulares devem regularizar a situação junto das operadoras. Ontem, vários balcões de empresas de telefonia móvel continuavam a registar enchentes de cidadãos que receavam ver os seus números cortados. Consta que, entre o desespero e cansaço, muitos acotovelavam-se nas filas enormes por conta da morosidade no atendimento.
“Deixámos os nossos afazeres para estarmos aqui. É uma grande vergonha o que está a acontecer, pois eles podiam facilitar o processo, através do uso das redes sociais, onde poderíamos enviar os nossos dados”, desabafou uma das clientes.
A situação foi agravada pelo facto de algumas empresas de telefonia móvel possuírem subscritores cujo registo de cartões ainda não foi inserido na base de dados. Outros clientes queixaram-se de falhas no sistema, que fizeram com que registassem os seus números mais de uma vez, como foi o caso de Aida Lourenço: “Esta é a terceira vez que registo o meu cartão e, das vezes que fiz, o meu número foi bloqueado pouco tempo depois”, lamentou a fonte, citada pela AIM.
Entretanto, Américo Muchanga referiu que, durante os registos, o INCM acompanhou de perto os trabalhos das operadoras, através de encontros mensais, tendo prestado apoio técnico sempre que solicitado.

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