terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Mais de 1200 contentores de madeira em toro apreendidos em Nacala


Trata-se da maior apreensão de madeira registada na história do país
Mais de 1200 contentores de madeira em touro de diferentes espécies, que estavam a caminho da China, de forma fraudulenta, acabam de ser apreendidos em vários estaleiros em Nacala porto pelo Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural.
Trata-se da maior apreensão de madeira, registada na história de Moçambique, no âmbito de abate e exploração ilegal de recursos florestais, segundo Olívia Amosse, directora da Agência Nacional de Controlo da Qualidade Ambiental, no Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, que lidera a equipa envolvida na operação.
De acordo com Olívia Amosse, o estado perderia, com a tentativa ora frustrada de exportação ilegal a partir do porto de Nacala, mais de 60 milhões de meticais.
Entretanto, a directora nacional do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural disse ao jornal, O Pais, que no acto da apreensão da madeira, que tinha como destino a República da China, os proprietários não apresentaram algum documento que confira a legalidade da mercadoria.
De referir que nos últimos dias, tem sido recorrente o registo, por parte das autoridades alfandegárias, de casos de tentativa de exportação ilegal de madeira em touro e outro tipo de mercadoria, a partir do porto de Nacala.
Este é um assunto que prometemos desenvolver nas próximas edições e, de certa forma, vai fazer correr muita tinta, a avaliar pela quantidade e qualidade da madeira.
Governo suspende novas licenças para madeira
O Governo de Moçambique determinou, em Novembro, a suspensão de novas licenças para a exploração de madeira, por um período de dois anos, para conter a intensa desflorestação que ocorre no país.
O decreto, aprovado em sessão do Conselho de Ministros, visa salvar espécies ameaçadas nas florestas moçambicanas, devido à forte pressão madeireira, atingindo sobretudo as províncias de Sofala, Manica, Zambézia e Tete, no centro do país, e Cabo Delgado, no norte.
Assiste-se, neste sector, uma proliferação de operadores de licenças simples em áreas extensas, cujo controlo e maneio devem ser assegurados pelas autoridades do sector das florestas.

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