quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

EUA expulsa 35 agentes dos serviços de inteligência russos por ingerência nas presidenciais

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA


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As sanções são a resposta à alegada intervenção de "hackers" russos nas eleições de novembro que deram a vitória a Donald Trump sobre Hillary Clinton.
MICHAEL REYNOLDS/EPA
A administração Obama acaba de anunciar as sanções contra a Rússia, a propósito da alegada ingerência de Moscovo nas eleições presidências de 2016: 35 agentes dos serviços de inteligência russos vão ser expulsos do país, avança o New York Times. Agora, têm 72 horas para abandonar os EUA. Foi ainda ordenado o encerramento de duas instalações russas sediadas no país.
As sanções, que surgem depois de a correspondência eletrónica de membros da candidatura de Hillary Clinton ter sido violada, aplicam-se ainda a cinco entidades e a seis indivíduos, incluindo vários oficiais da GRU, a organização de serviços secretos das forças armadas russas.
Num comunicado citado pelo jornal The Guardian, Barack Obama disse que os norte-americanos “devem ficar alarmados com as ações da Rússia”, prometendo não ficar por aqui.
Emiti uma ordem executiva que dá autoridade adicional para responder a determinado tipo de atividades cibernéticas que procurem interferir ou minar os nossos processos e instituições eleitorais”, afirmou o ainda presidente.
Obama emitiu sanções contra a GRU e o FSB, sucessor do KGB, dois serviços de inteligência russosquatro indivíduos do GRU e três empresas que providenciaram material para a operação de cariz cibernético desempenhada pelos operacionais da GRU. “Além disso, o Secretário de Estado do Tesouro norte-americano está a indiciar dois indivíduos russos por terem usado meios cibernéticos para o desvio de fundos e informação pessoal”, acrescentou Obama.
Os serviços secretos norte-americanos acreditam que a Rússia possa estar por trás dos ataques cibernéticos ao Comité Nacional Democrático, à campanha presidencial de Hillary Clinton e a outras organizações políticas, pelo que Obama salientou que estas ações não compreendem a resposta total dos EUA face à intervenção “agressiva” da Rússia.
Vamos continuar a tomar uma variedade de ações num tempo e lugar à nossa escolha, algumas das quais não serão divulgadas”, concluiu.
Nos próximos dias é esperada a entrega de um relatório no Congresso sobre a alegada interferência russa nas eleições presidenciais norte-americanas, que culminaram com a vitória do candidato republicano Donald Trump.
Questionado sobre o assunto na passada quarta-feira à noite, Donald Trump, que terá de decidir se mantém ou levanta as sanções já no próximo mês, disse: “Acho que devíamos continuar com as nossas vidas. Acho que os computadores complicaram muito as nossas vidas. A Era do computador fez com que ninguém saiba exatamente o que está a acontecer. Temos velocidade, temos muitas outras coisas, mas não tenho a certeza que temos a segurança de que precisamos”.
Entretanto, esta quinta-feira, Trump pronunciou-se sobre a expulsão dos 35 agentes dos serviços de inteligência russos, sugerindo que os Estados devem “seguir em frente” quanto ao assunto e pensar “em maiores e melhores” questões do que a pirataria. O presidente eleito acrescentou também que durante a próxima semana se reunirá com os serviços secretos norte-americanos para discutir o assunto e “conhecer os factos”.

A reação russa à decisão “hostil” e “infeliz” de Obama

Entretanto, e pouco depois de serem conhecidas as sanções norte-americanas, a Rússia reagiu através do ministério dos Negócios Estrangeiros, garantindo o seu porta-voz, Maria Zakharova, que o país irá responder a qualquer “decisão hostil” dos Estados Unidos — não adiantando quando nem em que moldes.
O mesmo afirmou o porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitri Peskov, adiantando ao jornalistas que “não há alternativa às medidas recíprocas”. Mas também alertou: Putin “não tem pressa” em tomar uma decisão, qualquer que seja.
Curiosa é a reação da embaixada russa no Reino Unido. Numa curta mensagem deixada na rede social Twitter, lê-se que a decisão de Obama é uma “Cold War deja vu” (o que dispensará traduções), tendo a mensagem a imagem de um pato e a inscrição “infeliz”.
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