terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Credores consideram “um sonho” restruturação da dívida até ao fim do ano


Economia nacional
Moçambique não tem nenhuma chance de fechar o acordo de reestruturação da sua dívida com os credores dentro do limite temporal que tinha sido estabelecido, que era até o final do ano em curso, revela o grupo de investidores que se desdobram em expectativas até verem clarificada a situação do endividamento. Segundo escreve a Reuters, o país viu a confiança dos investidores a cair desde Abril, quando o Fundo Monetário Internacional (FMI) suspendeu a sua ajuda depois da descoberta de dívidas escondidas, que não foram aprovadas pelo parlamento.
Segundo a agência, os credores insistem que não há nada a negociar antes do fim da auditoria forense solicitada pelo FMI, que vai determinar o tipo de engajamento que o país terá de assumir mais adiante.
“Alcançar um acordo antes do fim de ano, é um sonho. Se tomarmos em conta as convenções, o Fundo Monetário Internacional irá fazer a sua análise sobre a sustentabilidade da dívida que nos vai mostrar o nível de solvabilidade que o país possui e é nesta base que se pode tomar uma decisão sobre a reestruturação”, disse Lutz Roehmeyer, director do Departamento de Investimentos do banco alemão Landesbank.
A dívida comercial, que está no centro dos esforços de reestruturação, compreende 727 milhões de dólares em crédito obrigacionista no mercado europeu e cerca de um bilião em empréstimos com garantias do Estado.
Estes empréstimos, que vieram a tona em Abril, contraídos através da Credit Suisse e o banco Russo VTB, não tinham sido revelados aos investidores que simplesmente tinham participado no processo de reestruturação das obrigações emitidas pela EMATUM.

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