domingo, 6 de novembro de 2016

Sistema de Importação de Combustiveis líquidos em Mocambique entra em colapso.


Depois do Mozabanco, Lam, EDM, agora é a vez da Petromoc fazer colapsar o sistema de Importação de Combustiveis líquidos em Mocambique.
A verdade é que os navios de Importação de Combustíveis que trazem as encomendas colocadas no sistema pela Importadora Moçambicana de Petróleos - IMOPETRO, encontram-se ao largo do canal de Moçambique a aguardarem luz verde para poderem descarregar, mas só depois de emitidas as devidas garantias bancárias pelo sindicato bancário liderado pelo BIM.
Sucede que, a Petróleos de Moçambique - PETROMOC, é responsável pela importação de mais de 40% da importação dos combustíveis em Mocambique e a situação financeira débil que está empresa encontra-se faz com que a mesma não tenha liquidez suficiente para efectuar os pagamentos dos produtos que importa. Igualmente, está empresa possui uma dívida junto do sindicato bancário que ascende os USD 120 milhões, o que faz com que nenhum banco da praça emita garantias para cobrir as importações de combustíveis para o mercado mocambicano enquanto está situação se manter. A solução seria excluir a Petromoc e os bancos emitirem garantias para as demais gasolineiras excluindo as quantidades encomendadas por aquela empresa.
A actual situação financeira da Petromoc remonta a anterior administração liderada pelo Administra Delegado, Nuno De Oliveira, que delapidou os cofres daquela empresa em conjunto com o então Ministro da Energia, Salvador Namburete.
Nuno De Oliveira e Salvador Namburete são também apontados como ter estado no esquema fraudulento que lesou o país em cerca de 80 milhões de dólares com a importação de combustível a preços elevados quando o barril de Petroleo encontrava-se a baixar no mercado internacional.
Para além deste escândalo, estes nomes são também apontados na célebre importação de combustível contaminado que lesou diversos automobilistas e as próprias empresas petrolíferas, através de uma empresa sediada em Londres de nome Vitol.
Recentemente, o CIP divulgou um relatórios sobre a máfia dos combustíveis em Mocambique, demonstrando a forma fraudulenta e desonestade actuação das nossas autoridades que deviam velar pelo sistema de Importação de Combustiveis a preços sustentáveis para os mocambicanos.
A Vitol foi a empresa fornecedora exclusiva ao mercado mocambicano por alguns anos contrariando todos os procedimentos de Importação de Combustiveis estabelecidos pela legislação Moçambicana.
Para lograr os seus intentos, este grupo criou anomalias no processo de Importação, quando influenciam o governo do dia a congelar os preços dos combustíveis penalizando alguns importadores que deixaram de importar, uma vez que, o esquema das compensações não estava a funcionar devidamente.
Está anomalia, gerou uma falsa quota de mercado da onde a PETROMOC aparecia com mais de 50% do mercado uma vez que, diversas gasolineiras deixaram de importar.
Tendo a PETROMOC a maior quota de mercado, este sindicato da máfia dos combustíveis, mais uma vez, influenciou os tomadores de decisão a alterarem a Lei dos Combustíveis ficando a PETROMOC com mais de 50% das quotas da IMOPETRO e assim, substituíram o então Director Geral da daquela Importadora o Director Braga por um funcionario da PETROMOC de nome João Macanja, que mais não era do que parente do então Administrador Delegado da PETROMOC para operacionalizar todo o esquema que este sindicato já havia orquestrado, mas que não era possível executar com o velho Braga.
Neste momento o povo mocambicano está a pagar um preço bastante alto como consequência de ganância de um punhado de gente bem posicionada que actuavam dentro de um estado gangsterizado e infiltrado com mafiosos.
São esses gangsters e mafiosos que o estado confia a gestão das empresas Publicas.
NOTICIAS DE MOCAMBIQUE
04.11.2016

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