quinta-feira, 3 de novembro de 2016

No quadro da política interna, fica, claro, a reforma do sistema de saúde, conhecida como Obama Care.

 
O legado da presidência de Barack Obama

O legado da presidência de Barack Obama

En 2008, uma onda de esperança percorre a América e o mundo, com a chegada à Casa Branca do primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Aos gritos de “yes we can” ele conseguiu, não uma mas duas vezes, com a reeleição em 2012.
Oito anos mais tarde, é tempo de balanço. Que herança deixa Barack Obama?
Política Interna
No quadro da política interna, fica, claro, a reforma do sistema de saúde, conhecida como Obama Care. O objetivo era proporcionar ao maior número possível de americanos uma cobertura médica. O resultado é longe do sonho, mas, ainda assim, a situação hoje é bem melhor para os mais desprotegidos.
Chegado ao poder em pleno marasmo económico, ficam também dos seus dois mandatos o relançamento económico através de um plano de 800 mil milhões de dólares, o renascimento da indústria automóvel, que estava quase muribunda, e a baixa do desemprego de 11 para 5%.
Dir-se-ia que onde as esperanças mais se concentravam foi onde ele menos brilhou. A violência e desigualdades raciais não diminuiram, antes pelo contrário. A decepção da população afro-americana é enorme. Ferguson ficará como a mancha negra; outras se multiplicaram no país.
Política Internacional
Um ano após a eleição, a academia sueca atribui-lhe o prémio Nobel da Paz – uma escolha que deixa muita gente perplexa – mas que marcava o momento histórico da sua eleição e servia como incentivo à batalha pela paz no mundo.
Obama aplica-se nesse capítulo e, se nem sempre conseguiu a paz, alcançou alguns entendimentos. Por exemplo, o acordo histórico sobre o nuclear com o Irão. Um acordo de consequências cruciais para o mundo:
“Os Estados Unidos com os seus parceiros internacionais, alcançou algo que décadas de animosidade não conseguiram”, afirmou na altura,
As palavras servem igualmente para as relações de Washington com Cuba. Obama conseguiu aquilo que outros nem sequer tantaram e, após meio século de hostilidades, Cuba e os Estados Unidos enterram o machado de guerra e iniciam lentamente o caminho da cooperação.
Em 2011 ocorreu aquele que terá sido o momento de glória da sua presidência: a morte de Bin Laden, cabecilha dos atentados do 11 de setembro. Uma vitória para o presidente, para as tropas americanas e as chefias militares. Mas, este acontecimento fortemente simbólico, não contribui em nada para diminuir a instabilidade e o terrorismo.
Do Afeganistão à Síria
Obama presidente cumpriu outra das promessas de campanha do candidato: a retirada das tropas americanas do Iraque – em 2011 e o início da retirada do Afeganistão, em 2013. Mas isso não garante a tranquilidade à América. O Iraque mergulha numa guerra civil e, a seguir, é invadido pelo Estado Islâmico.
A Síria é desde 2011 um barril de pólvora. O inimigo deixou de se chamar al qaida para passar a chamar-se Estado Islâmico (EI). À força de não querer envolver o país noutra guerra distante, os Estados Unidos reagem tarde, com uma coligação internacional. A hesitação ocidental levou a Rússia a assumir o protagonismo no terreno de guerra, ao lado de Bashar al Assad.
Dir-se-ia que, no momento em que Obama se prepara para sair de cena, é a Rússia que escolhe a música com a qual a América dança.

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