quinta-feira, 17 de novembro de 2016

MDM organiza marcha de protesto esta segunda-feira em Quelimane

Caso Max –Love:

max Quelimane (Txopela) – Já lá se vão mais de três anos sem que haja um pronunciamento coerente por parte do Tribunal Judicial de Quelimane concernente ao processo de Jaime Paulo. Cidadãos e familiares do jovem moçambicano, Jaime Paulo, conhecido nos meandros artísticos por Max-Love clamam por justiça. Max Love foi baleado mortalmente na cabeça em 2013, precisamente a 21 de Novembro por um agente da polícia de protecção de altas individualidades em frente a residência oficial do governador da província da Zambézia.
Um dia depois do anúncio dos resultados das eleições Municipais que deram a vitória a Manuel de Araújo, candidato à presidência do Conselho Municipal de Quelimane pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), actualmente edil. Max-Love festejava a vitória do partido do qual fazia parte quando foi mortalmente alvejado.
Fontes seguras afiançaram ao Semanário Txopela de que o processo continua “engavetado” naquela instituição e que passos sólidos ainda não foram dados com vista a apurar a veracidade dos factos e condenação dos possíveis culpados daquele crime tido como homicídio qualificado.mdm3
O caso encontra-se registado sob processo número 55/2014 cujo arguido chama-se Manuel João. Entretanto sabe-se que existem provas em vídeo e fotografias submetidas ao tribunal que mostram o momento do baleamento e o presumível autor embora assim, o caso não está a registar andamento aceitável por parte dos membros do Movimento Democrático de Moçambique.
Ora, uma nota enviada à nossa Redacção esta sexta-feira (18), pela Delegação Política do MDM da cidade de Quelimane, aponta que os membros e simpatizantes desta formação política irão levar a cabo uma marcha no próximo dia 21, portanto, segunda-feira, exigindo julgamento do caso.
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Listano Evaristo Varela, delegado político do MDM em Quelimane
Listano Evaristo Varela, delegado político do MDM em Quelimane, disse em entrevista ao Semanário Txopela a respeito do assunto, que a marcha acontecera e para o efeito membros do seu partido já foram mobilizados e diz: “há necessidade de reivindicarmos porque desde 2013 que perdemos o nosso músico Max-Love membro do MDM e de lá para cá ainda não temos resposta por parte das autoridades da justiça e nesse sentido nós vamos sair à rua até conseguirmos que haja justiça do caso Max-Love” – disse.
Na ocasião, Listano Verela explicou que o partido já fez vários contactos junto da justiça e o mais recente encontro foi feito esta quinta-feira, 17 de Novembro com o governador da Zambézia. Abdul Razak, disse não ser um caso da sob sua alçada mas sim da Procuradoria Provincial.
Uma maneira de nós pressionarmos os órgãos da justiça para tirarem a tona as coisas, a única maneira que o partido pensou é esta de sairmos a rua a reivindicarmos no sentido de termos certeza, isso também podia acontecer com qualquer um outro membro“, disse para depois circundar que a pessoa que baleou Max-Love é conhecida e tem sido vista a passear pelas artérias da cidade de Quelimane e segundo disse, isso não é bom e no seu entender este devia estar atrás das celas.
Questionado se a realização desta marcha num momento conturbado como este, diga-se, não poderia gerar preocupação e dar em casos extremos semelhantes aos que levaram Max-Love à morte, aquele político disse que não. “Nós temos provas do nosso membro do MDM que foi assassinado barbaramente de fronte da residência do governador, estão dizer que temos medo de assassinatos que estão a acontecer ao nível da província não. Nós temos conhecimento disso e conhecemos as pessoas que fazem isso e essas pessoas que fazem isso não diferem daquelas que estão a perpetrar actos em Muxungué e outros cantos do país. Eu penso que isso revela a incapacidade do próprio governo, é uma forma de intimidar as pessoas a não agir e sobretudo não ter liberdade”, – disse numa acusação directa ao do partido Frelimo. (Redacção)    

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