quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Ku Klux Klan apoia Trump - e embaraça-o



Presidenciais nos EUA
Membro do Ku Klux Klan, em desfile
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Um artigo no jornal oficioso The Crusader realça os méritos atribuídos a Donald Trump e quase emite uma recomendação de voto. O candidato, embaraçado, demarca-se do apoio.

Washington Post refere-se ironicamente à simpatia do Ku Klux Klan por Trump, lembrando que a grande maioria da imprensa norte-americana optou abertamente pela candidatura de Hillary Clinton e que, entre as poucas excepções, se conta The Crusader, um jornal oficioso do grupo racista.

O apoio é manifestado em artigo com a assinatura do pastor Thomas Robb, que se refere ao slogan de Trump "Fazer a América grande novamente!" e convida os leitores a pensarem antes de mais naquilo que originariamente fez a América "grande". E a fórmula, para o KKK, é simples: "A América foi fundada como uma República Branca Cristã. E como República Branca Cristã fez-se grande".

A organização de campanha de Trump, na recta final a tentar recuperar votos ao centro, demarcou-se imediatamente deste apoio embaraçoso e declarou, num comunicado divulgado ontem, terça feira: "O sr. Trump e a campanha denunciam o ódio sob qualquer forma. Esta publicação é repugnante e os seus pontos de vista não representam as dezenas de milhões de americanos que estão a unir-se na nossa campanha".

Mas o pastor do grupo supremacista não se atrapalhou com a demarcação de Trump e, contactado pelo mesmo Washington Post, reafirmou: "Em termos gerais, gostamos realmente dos pontos de vista nacionalistas dele e das palavras dele sobre fechar a fronteira aos imigrantes ilegais". Depois, precisou: "Isto não é um cheque em branco, porque, como para qualquer pessoa, há coisas nele de que discordamos. Mas de certo modo ele reflecte o que está a acontecer por todo o mundo. Parece haver uma vaga de fundo de nacionalismo em todo o mundo, com as nações a reivindicarem as suas fronteiras".

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