sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Desertor das FADM, criminoso a mão-armada

desertorQuelimane (Txopela) – Um cadastrado perigoso, por sinal desertor das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), afecto ao Comando Militar de Cabo-Delegado, está a contas com a Polícia da República de Moçambique na Zambézia, desde o último final de semana.
Trata-se de José Ernesto Branquinho, agora radicado na Cidade da Beira. De acordo com informações prestadas pelo porta-voz da PRM na Zambézia, Miguel Caetano, foi possível neutralizar o referido homem, após uma informação passada pelo Comando Provincial de Maputo, que dava conta da presença deste indivíduo na Cidade de Quelimane e colocadas as linhas operativas, caiu nas malhas da polícia.
Segundo a mesma fonte, o indivíduo fazia parte de uma quadrilha que actua na Cidade de Maputo e perpetravam crimes de furto de viaturas com recurso a arma de fogo. Questionado se o tal indivíduo teria engendrado uma acção criminosa em Quelimane, o porta-voz da PRM, assegurou que não mas a quando da sua neutralização em circunstâncias não esclarecidas, foi encontrado um par de algemas na sua viatura, Toyota Allex.

Acusado acusa a polícia

Entretanto, o Jornal Txopela ouviu a reacção do indiciado agora a ver o sol aos quadradinhos na 2ª Esquadra da Cidade de Quelimane, que nega todas acusações que pesam sobre a sua pessoa e aliás, acusa a polícia de o ter acusado falsamente.
De acordo com suas declarações, ele não é desertor nenhum e neste momento está em exercício na subunidade Militar de Maputo, Departamento de Logística e não Cabo Delgado como avança a polícia, todavia este disse não saber do crime que é acusado e sobre a suposta neutralização que a polícia refere não é necessariamente neutralização, porque segundo explicou, ele foi à esquadra de espontânea vontade estacionar sua viatura e na sequência foi detido.
Sobre o alegado abandono da sua unidade? “Isso é mentira, eu não abandonei unidade nenhuma”, – disse.
Sobre as algemas encontradas na sua bolsa no interior da viatura, ele disse lhe pertencem mas seriam solicitadas pelos seus colegas para fins que não mencionou. (Redacção)  

Doa a quem doer

Existimos há três anos e no intervalo deste período fechamos as portas por algum tempo por imposição de forças distantes do nosso controle, neste 2016 voltamos.  Jornal Txopela voltou mais animado, mais jovem e com nova imagem, mas com a substância de sempre: dizer as coisas pelos nomes e sem medos, sem hipocrisias, sem maquilhagem. Foi a isto que habituamos os leitores, é este o nosso renovado compromisso! Somos um jornal de referência, que aposta no jornalismo independente e de qualidade, valores vitais para a democracia. Construir Moçambique ideal não é tarefa apenas de políticos, governantes, empresários é também tarefa do professor, camponês e incontestavelmente da imprensa, da imprensa livre e independente.
Voltamos para promover a cidadania, impulsionar a prestação de conta dos governos, promover e defender os direitos humanos e o estado de direito; apoiar a liberdade de informação; Fortalecer os ideais e valores democráticos; Promover a responsabilidade e transparência; Promover a educação cívica; Apoiar a resolução de conflitos democráticos; Promover a liberdade de expressão.
Em Moçambique, os governos a vários níveis ainda não dispõem de políticas eficazes de prestação de contas, transparência na gestão do bem público. A sociedade clama por uma democracia efectiva e actuante capaz de persuadir os governantes e gerar mudanças na sociedade, os direitos humanos são constante e brutalmente violados por quem deve zelar pelo seu cumprimento, entidades patronais, indivíduos, poderes económicos, políticos, sociais e culturais da sociedade moçambicana.
As liberdades de expressão e de opinião estão cada vez mais a serem afuniladas, com relactos de cidadãos, jornalistas, membros de partidos políticos, juristas, académicos e pessoas de outros extractos sociais a serem assassinados em plena luz do dia, raptados ou ameaçados por expressar livremente a sua opinião, cor partidária, religião e ideologia diferente.
As liberdades individuais dos cidadãos, o acesso a informação, o direito a informação, o direito a participação na governação, participação política e na vida económica do Pais esta a ser negado ao cidadão comum.
É necessária uma intervenção dominante ao nível da mídia (tida como o quarto poder) que possa promover o acesso a informação, democracia, direitos humanos, cidadania, a transparência na gestão coisa pública, o direito a informação e desta forma influenciar os governos a mudança de comportamento e a disponibilização da informação necessária que de direito deve ser de domínio público.
Nos tempos actuais, a imprensa tem servido de Cão de Guarda, para a sociedade. A Imprensa livre e independente moçambicana, como é o caso do Jornal Txopela, ajuda a analisar, denunciar, investigar, e levar ao conhecimento do público, actos ilegais, corruptos e procedimentos incorrectos, através de publicação dos artigos noticiosos. Esperem tudo isso deste Semanário independente de orientação liberal, doa a quem doer voltamos!

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