sábado, 26 de novembro de 2016

As muitas (mesmo muitas) mulheres de Fidel

Há relatos exagerados de que Fidel dormiu com mais de 35 mil mulheres. Mas conseguiu manter escondidos os seus casos amorosos. Conhecem-se as mães dos filhos, que ele dizia serem "quase uma tribo"

Getty Images
As mulheres da vida de Fidel Castro são incontáveis. Os filhos, pelo menos dez. O líder da revolução cubana sempre preservou a sua vida íntima, mas deixou escapar — em algumas circunstâncias — detalhes das suas conquistas. Em 1993, numa entrevista a Ann Lousie Bardach, publicada na revista Vanity Fair, Fidel Castro foi questionado sobre o número de filhos e terá dito que era pai de “quase uma tribo”.
Líder revolucionário e figura idolatrada em todo o país, Fidel sempre foi muito popular entre as cubanas. Já antes disso, há relatos do “charme de Fidel”. Segundo a lenda, nos anos 1950 várias mulheres desmaiavam, tal não era a sua paixão por ele.
Oficialmente, a primeira mulher de Fidel foi Mirta Díaz-Balart, uma estudante de Filosofia, filha de Rafael José Díaz-Balart, então estrela em ascensão na política cubana e presidente da câmara municipal de Banes. Fidel e Mirta casaram-se a 11 de outubro de 1948 e passaram a lua de mel em Miami, cidade americana que anos mais tarde seria refúgio escolhido pela maioria dos exilados cubanos. Em 1955, acabaram por se divorciar, mas deixaram descendência: a 1 de setembro de 1949 nasceu Fidel Ángel Castro Díaz-Balart, conhecido por “Fidelito”. Após o divórcio, Castro não conseguiu a custódia do filho.
Já a sua primeira mulher, voltou a casar com o filho de um embaixador cubano, Emilio Blanco (1925-2006). Em 1959, Mirta terá ido viver para Espanha e voltou a ir a Cuba algumas vezes em visitas organizadas pelo ex-cunhado, Raúl Castro (hoje o presidente do país), como contou o Miami Herald a 8 de outubro de 2000.
Após o divórcio com Mirta, entre 1962 e 1964, Fidel terá tido cinco filhos com Dalia Soto del Valle, figura desconhecida e com quem só se terá casado em 1980, em segredo. Ainda antes deste período — de acordo com uma investigação de Anne Louise Bardach publicada no jornal The Daily Telegraph — o líder cubano teve, entre 1956 e 1960, pelo menos três mulheres com quem teve filhos.
Quanto a Dalia Soto del Valle, sabe-se que é professora, loira, que tem olhos verdes e que nunca foi vista em público com o “comandante”. É a mãe de, pelo menos, cinco filhos de Fidel, que têm todos nomes começados por A: Alexis, Alexander, Antonio, Alejandro e Angel. Fidel terá conhecido Dalia em 1961 e entre os dois havia 20 anos de diferença.
Dalia praticamente nunca apareceu e as poucas imagens que foram registadas são as recolhidas nas marchas do povo e na missa celebrada na Praça da Revolução pelo Papa João Paulo II, durante a visita do Pontífice a Cuba em Janeiro de 1998. Em 1956, Fidel teve uma relação com Natalia Revuelta, mãe da sua filha Alina Fernández, que já teria sido casada com outra pessoa quando se envolveu com Castro. Após o nascimento da filha e o regresso de Castro do exílio no México, Natalia terá apoiado a revolução cubana, mas terminou o relacionamento com Fidel.
De acordo com Anne Lousie Bachard, Fidel ter-se-á envolvido também com María Laborde, uma fã que será a mãe de um dos filhos de Fidel, Ciro. Anne Lousie Bachard escreve que este filho de Fidel “é um homem bonito, do tipo de estrela de cinema, olhos verdes”, que estudou medicina, reside em Havana e é casado com uma funcionária do Partido Comunista cubano.
Há também relatos exagerados — sem, naturalmente, qualquer tipo de prova — de que Fidel terá dormido com cerca de 35 mil mulheres ao longo da vida, facto que era potenciado pelo facto de, alegadamente, ter, em média, relações sexuais com duas mulheres por dia.

“A História absolver-me-á”. 21 frases marcantes de Fidel Castro

26 Novembro 2016
Revolucionário, autoritário, controverso. Em 90 anos de vida e 47 anos de poder, Fidel Castro nunca deixou nada por dizer. Estas são algumas das frases que ficaram gravadas na memória.
"A História absolver-me-á"
Defesa de Fidel Castro a 21 de setembro de 1953, no julgamento ao assalto do Quartel Moncada.
"Tenho um colete moral"
Resposta a um jornalista que, em 1979, num voo para a ONU, em Nova Iorque, insinuou que por baixo da farda verde Fidel teria um colete à prova de balas. Fidel despiu o casaco e disse a frase.
"A política é a consagração do oportunismo dos que têm meios e recursos. A revolução abre caminho ao verdadeiro mérito, aos que têm valor e ideais sinceros, aos que surgem de peito aberto e seguram na mão o estandarte"
Excerto de um texto publicado em 1952, sob o pseudónimo de Alejandro.
"Se Kennedy não fosse um milionário, iletrado e ignorante, obviamente compreenderia que não se pode fazer revoltas contra camponeses"
Excerto do longo discurso de 4 horas e 30 minutos que Fidel deu na sede das Nações Unidas, em 1960.
"Em 1956 seremos livres ou seremos mártires"
Revista Bohemia, 1955.
"Se o que pretendem os imperialistas para que haja paz é que deixemos de ser revolucionários, não deixaremos de ser revolucionários, não desistiremos jamais da nossa bandeira"
2 de janeiro de 1963, após a crise dos mísseis de Cuba
"Os que não têm coragem, os que não se querem adaptar ao esforço, ao heroísmo da revolução, que vão embora. Não os queremos, não precisamos deles"
Após o êxodo de Mariel, uma emigração em massa de cubanos, em 1980
"Socialismo ou morte, marxismo-leninismo ou morte"
1 de janeiro de 1989, em Santiago de Cuba
"Quando um povo enérgico e viril chora, a injustiça treme"
15 de outubro de 1976, na Praça da Revolução, em Havana, após a morte de 76 pessoas num atentado contra um avião cubano
"O mais repugnante neste caso é o recurso a mercenários que, por dinheiro, são capazes de ceifar em segundos 73 preciosas vidas de pessoas indefesas, com as quais inclusivamente viajaram no avião minutos antes"
15 de outubro de 1976, na Praça da Revolução, após a morte de 76 pessoas num atentado contra um avião cubano
"Porque se amanhã, ou em qualquer outro dia, acordarmos com a notícia de que começou uma grande guerra civil na URSS, ou até mesmo se acordarmos com a notícia de que a URSS se desintegrou (...) Cuba e a Revolução continuarão a lutar e a resistir"
26 de julho de 1989
“Sou um marxista-leninista e sê-lo-ei até ao fim dos meus dias”
2 de dezembro de 1961, num discurso televisivo
"Os vizinhos do norte que não se preocupem. Não pretendo exercer o meu cargo até aos 100 anos"
26 de julho de 2006
"Somos um país pequeno, mas sentimos convicção nestes tempos difíceis, por nós e pelo mundo"
Discurso a 20 de julho de 1996
“Nunca me aposentarei da política, da revolução nem das ideias que tenho. O poder é uma escravidão e eu sou seu escravo"
Discurso em 1991
"Ali está a mão proletária, o espírito proletário, e o espírito proletário não acredita em sentimentalismo nem em contos de fadas. É a realidade, e é o único que pode pôr ordem quando se criaram vícios de diversos tipos. Só a classe trabalhadora em geral é capaz de estabelecer a política, a disciplina e a ordem que estas circunstâncias requerem"
Discurso em 1991
"[os Estados Unidos] Devem a Cuba indemnizações equivalentes a danos, que chegam a vários milhões de dólares, como denunciou o nosso país com argumentos e dados irrefutáveis ao longo das suas intervenções nas Nações Unidas"
Artigo publicado no dia do seu 89.º aniversário
"A igualdade de todos os cidadãos em relação à saúde, à educação, ao trabalho, à alimentação, à segurança, à cultura, à ciência e ao bem-estar, ou seja, os mesmos direitos que proclamamos quando iniciamos a nossa luta (...) É o que desejo a todos"
Artigo publicado no dia do seu 89.º aniversário
"Não há quem possa obrigar-nos a voltar a esse passado, caia quem cair, derrube-se quem se tiver de derrubar e desmorone-se o que tiver de se desmoronar"
Discurso de 1991
"Devido aos planos do império, o meu estado de saúde tranforma-se em segredo de Estado que não se pode andar a divulgar constantemente"
1 de agosto de 2006, dia em que passou o poder para Raul Castro
"Os homens passam, os povos permanecem; os homens passam, as ideias permanecem. Os homens passam, mas o sentido de justiça, de irmandade e de igualdade entre os seres humanos, o direito a defender os seus valores, as suas esperanças, a sua alegria, como vocês dizem, no nosso povo, nunca passarão"
Discurso a 20 de julho de 1996

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