quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Sondagem dá vitória a Clinton no último debate


O "efeito Trump" já chegou às escolas americanas?

Inquérito a professores dos EUA mostra que ambiente nas escolas mudou com a campanha eleitoral. Sondagem mostra que metade dos jovens prefere que um meteorito destrua a Terra do que ver Trump na Casa Branca.
O sentimento anti-muçulmano e anti-imigração tem aumentado nas escolas segundo os professores inquiridos AFP/GEORGE FREY

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A retórica e o discurso de Donald Trump durante a campanha eleitoral norte-americana tem suscitado alguma preocupação um pouco por todo o lado e particularmente nos Estados Unidos. Muitos prevêem efeitos nefastos para vários sectores da sociedade americana caso o candidato do Partido Republicano seja eleito. Seja na economia, nas relações externas e até na educação. Este tem sido, inclusivamente, um dos pontos mais fortes no discurso da candidata democrata Hillary Clinton.
No entanto, o “efeito Trump”, expressão que já se começa a popularizar, pode já ter consequências nas escolas daquele país. Em concreto, foi o grupo activista Southern Poverty Law Center (SPLC) que começou a falar e a espalhar a ideia de um “efeito Trump”.
E, para provar que este é real, o grupo divulgou um inquérito a mais de dois mil professores do ensino primário e secundário. Quando questionados se têm observado “o aumento do discurso político pouco civilizado nas escolas desde o início da campanha presidencial de 2016”, mais de metade respondeu que “sim”. Dois terços dos inquiridos concordaram também com a afirmação: “Os meus estudantes expressaram preocupação com o que pode acontecer a eles e às suas famílias depois das eleições”. Por outro lado, um terço admitiu um aumento do sentimento anti-muçulmano ou anti-imigração.
O inquérito foi divulgado pela revista Slate, que diz, no entanto, que os resultados não são científicos. Isto porque, os inquiridos inserem-se no grupo de professores registados no SPLC ou que visitam o site do grupo.
Mas no trabalho do SPLC é ainda lançado um desafio aos professores. O de relatarem incidentes concretos sobre a temática. E alguns exemplos podem lançar alguma luz ao ambiente que se vive actualmente em algumas escolas americanas:
  • “Um dos meus estudantes, que é muçulmano, está preocupado com facto de vir a ter de utilizar um microchip identificando-o como muçulmano”;
  • “Um dos estudantes foi chamado de ‘terrorista’ e acusado de pertencer ao Estado Islâmico. Outro afirmou que seria deportado se Donald Trump vencer as eleições”;
  • “Ao falar da vitória de Trump no seu estado, um estudante disse a outro: ‘Adeus, Kevin’ – isto porque Kevin é mexicano”;
  • "Um estudante perguntou se foi assim que a Alemanha elegeu Adolf Hitler".
Apesar disso, o bullying pode ter o sentido contrário. Isto é, alguns professores relatam episódios de ataques contra aqueles que, alegadamente, apoiam Donald Trump rejeitando-os socialmente.
Muitos docentes referem ainda que tentam esclarecer este assunto durante as aulas, nomeadamente as propostas de Donald Trump, mas 40% admitiu alguma hesitação ao falar das eleições.

O meteorito

Outra sondagem chegou também a resultados, no mínimo, surpreendentes.
A Universidade do Massachusetts colocou várias hipóteses em confronto com a vitória de um dos actuais candidatos à presidência dos Estados Unidos.
Ora, 67% dos mais de 1200 americanos, com idades entre os 18 e os 35 anos, que responderam ao questionário dizem que preferiam um Presidente escolhido aleatoriamente do que Donald Trump na Casa Branca; 66% escolheriam um mandato vitalício para Barack Obama e, finalmente, 55% preferiam que um meteorito devastasse o planeta Terra do que ver Donald Trump a tomar posse.
No entanto, os resultados não são muito favoráveis a Hillary Clinton. Neste caso, 51% escolheria um mandato vitalício de Obama em vez de uma vitória da candidata democrata, 39% preferia um Presidente escolhido aleatoriamente e 34% trocaria a presidência de Hillary por uma catástrofe provocada por um meteorito.
Tal como no caso anterior, e porque o inquérito foi conduzido na plataforma online, a representatividade não é conclusiva.



Clinton segue à frente nas sondagens REUTERS/MIKE BLAKE



A candidata democrata Hillary Clinton venceu o terceiro e último debate presidencial nos Estados Unidos, segundo uma sondagem rápida da CNN. Cerca de 52% dos inquiridos consideram que a democrata esteve melhor, enquanto 39% defende que foi Donald Trump a ganhar o debate.
As mesmas sondagens rápidas da CNN, que permitem ter uma primeira ideia sobre o debate, já tinham dado a vitória a Hillary Clinton nos anteriores dois debates.
Este foi o último debate antes das eleições de 8 de Novembro e ficou marcado pela declaração de Donald Trump, que não se comprometeu a aceitar os resultados eleitorais: “Vou manter-vos em suspense", disse Trump..
Num debate menos polémico do que o anterior, a mesma sondagem da CNN diz que 60% dos inquiridos consideram que Trump atacou mais Clinton, enquanto 23% pensam que foi a democrata que esteve mais ao ataque – 15% defendem que os dois candidatos atacaram em igual medida.
Nas sondagens realizadas nas últimas semanas, a candidata democrata aparece à frente de Donald Trump. O modelo de previsões do New York Times dá 92% de hipóteses de vitória a Hillary Clinton contra 8% de Donaldo Trump, enquanto o site Five Thirty Eight dá 87,3% de possibilidades de vencer a Clinton e 12,6% a Trump.

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