quarta-feira, 5 de outubro de 2016

PR moçambicano diz a congressistas norte-americanos que tem sido paciente com a Renamo


O Presidente da República, Filipe Nyusi, disse hoje em Maputo, a um grupo de congressistas norte-americanos, que tem sido paciente com a Renamo, acusando o principal partido de oposição de ataques às populações.
"Eu pessoalmente estou envolvido [na busca de uma solução para a violência militar no país], tenho tentado ter a máxima paciência, ponderação e tolerância", afirmou Nyusi, durante um encontro com seis senadores republicanos e um democrata, que visitam o país desde Terça-feira.
O chefe de Estado moçambicano defendeu que Moçambique vive uma democracia anormal e inédita, uma vez que a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) tem deputados na Assembleia da República e tem um braço armado envolvido em acções militares.
"As populações são atacadas, quando circulam, incluindo ataques a postos médicos e às autoridades locais, temos dito às Forças de Defesa e Segurança que não estamos numa fase de ataque, mas de defesa", acrescentou o chefe de Estado moçambicano.
Filipe Nyusi realçou que o seu executivo aposta no diálogo visando o fim da violência armada e o desarmamento da Renamo, para que o país se concentre no desenvolvimento económico e social.
Nyusi exortou os congressistas norte-americanos e a ajudarem na superação da crise político-militar no país, assinalando que há empresas americanas com avultados investimentos em Moçambique.
"O empresariado americano há-de pressionar-vos para que Moçambique viva em paz, porque eles estão a investir, os investimentos que têm aqui são grandes e só a paz pode ajudar no desenvolvimento do país", afirmou o chefe de Estado moçambicano.
Os confrontos opondo as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado da Renamo, acompanhados por ataques a alvos civis, incluindo veículos e postos de saúde, voltaram a Moçambique na sequência da recusa do principal partido de oposição de reconhecer a derrota nas eleições gerais de 2014.
A Renamo exige governar nas seis províncias do centro e Norte do país onde reivindica vitória no escrutínio, acusando a Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), partido no poder, de fraude eleitoral.
Governo e Renamo estão em negociações, na presença de mediadores internacionais, visando encontrar uma solução para os confrontos armados.
SAPO – 05.10.2016

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