quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O Professor e a Situação de Ensino no País!


Assinantes: Bitone Viage & Ivan Maússe
Em Moçambique, comemora-se amanhã, 12 de Outubro, o «Dia do Professor». De costume, a data é marcada por momentos festivos, a destacar, cortejos e passeatas, visando enaltecer os feitos desta nobilíssima figura, bem como por acesos debates visando apontar os desafios e expectativas da classe.
Mesmo na senda da passagem das comemorações do Dia do Professor, propusemo-nos a redigir o presente artigo de opinião, para também, na qualidade de professores, estudantes e cidadãos, reflectirmos em torno das condições do professor face à situação de ensino na nossa Pérola do Índico.
1. Das condições do professor:
É sobejamente sabido, que desde os tempos mais remotos, o professor sempre ocupou um papel fundamental no processo de ensino e aprendizagem. Aliás, as teorias sobre a Didáctica e a Pedagogia revelam-nos que a sala de aulas se constitui em face da presença de dois sujeitos: o aluno e o professor.
À semelhança da saúde e da polícia, em muitos países, particularmente naqueles tidos como em vias de desenvolvimento, o sector da educação é daqueles mais marginalizados, isso a avaliar pelas condições de trabalho que são colocadas ao professor, desde as de ordem material, didáctica e até económicas.
Em muitas das nossas escolas, primárias e secundárias principalmente, alguns professores chegam a lecionar ao relento e por debaixo das árvores, vulnerabilizando-se ao perigo; o pó de giz, inalado a cada aula, provoca complicações à saúde; e, os baixos salários continuam a humilhar os sonhos desta classe.
As precárias condições de trabalho, em termos materiais, didáticos e financeiros, somadas ao facto de o sector da educação atrair cada vez mais um número considerável de jovens em razão da luta contra o desemprego, têm conduzindo à proliferação de situações nocivas ao processo de ensino-aprendizagem.
2. Aos vícios do professor:
O desajustamento entre o salário auferido e as despesas do dia-dia, conduzem ao professor, a trilhar pelas avenidas da corrupção, vendendo respostas de testes e de exames, bem como a inventar fichas de apoio, testes e mini testes para os seus alunos, em desconformidade com as normas Regulamentares.
A notável entrada de jovens idoneamente despreparados para serem professores, contribui para que haja terreno à «bordelização do espaço escolar», em que alunas, com destaque àquelas com um notável défice de aprendizagem, são olhadas conforme presas sexuais desprevenidas, e assim, de fácil abate.
Prevalecem os velhos problemas de professores que se fazem demasiadamente tarde às salas de aulas, sem o porte da bata-branca, e ainda, sem o plano de aulas. No último caso, muitas vezes, os visados professores são capazes de afirmar que, a experiência de trabalho que possuem dispensa tal pormenor.
Prevalece, ainda, o caso de professores que negligenciam da actualização do material didático que usam para ministrarem as suas aulas. É comum identificar professores, que realizam uma aula inteira ditando apontamentos com os cadernos que eles próprios usaram enquanto alunos/estudantes, e pior, há anos.
Os baixos salários que assolam o sector da educação, levam os nossos professores a lecionarem em mais de duas escolas, acumulando fatiga e outros males conexos, contribuindo para a perda e mistura de DEC’s de notas, de testes e de outros dados revelantes dos alunos, lesando o resto do trimestre lectivo.
3. Que desafios ao Ministério de tutela e entidades afins?
Não obstante, seja notável o esforço empregado pelo Governo moçambicano, através do Ministério que tutela o sector da educação, na melhoraria das condições de trabalho e de vida dos nossos professores, sentimos que ainda há muito por se fazer, principalmente, no que se refere às suas tabelas salariais.
Quer no sector público, como no privado, ainda assistimos cenários de humilhação salarial. A-propósito, no tocante ao privado, urge a necessidade de se discutir e, se calhar, padronizar as tabelas salariais do nosso professor que chega a receber 45, 50 e 60 meticais por Aula/Hora lecionada. Cenário algo penoso.
Aliás, a inexistência de um pacote legislativo que regule e protege as actividades laborais do professor da escola privada, à semelhança do que acontece em países como Brasil, Argentina e Estados Unidos da América, contribui sobremodo, para que os proprietários destas escolas humilhem o nosso professor.
É doloroso saber que um professor usa, com frequência, as mesmas camisas, calças e o mesmo calçado, que disputa carrinhas-de-caixa-aberta com os seus alunos, chega molhado de suor à escola, que com a idade de 30 anos ainda não possui casa própria e sente-se tímido a constituir família, pelo magro salário.
O pagamento algo tardio dos abonos relativos às horas-extras cria, por seu turno, um desgaste psicológico e moral no seio dos nossos professores que, confrontados com a situação, acabam por descarregar a sua frustração sobre os seus alunos, o que sem dúvidas, lesa a qualidade do nosso ensino.
A contínua existência de professores, mormente jovens, despidos de Ética e Deontologia Profissional, que os leva a “tomarem copos” com os seus alunos, nalguns casos, menores de idade, como daqueles que banalizam o curso noturno, que chegam a não lecionar todas as aulas previstas, ofende esta classe.
Visando acabar com a «bordelização do espaço escolar», sugerimos que deve-se avaliar a personalidade dos professores que contratamos para o sector, e se possível, submete-los a um teste de capacidade mental para que os visados lecionem sem precisarem de olhar para o tamanho do busto das suas alunas.
A família e a sociedade são chamadas a entenderem, de uma vez, que a tarefa de educar os mais novos, não é tarefa exclusiva do Estado e nem de outras entidades proporcionadoras da educação formal, mas, de todos e, sem excepção. Aliás, deve-se resgatar a interacção entre a escola, a família e a comunidade.
Mais, não dissemos,
À todos, um feliz dia do professor moçambicano!
Bem-haja Moçambique, nossa pátria de heróis!
Mussa Abdula Sim sr. Essa é a realidade dos nossos professores. Não restam dúvidas e os nossos alunos, o que dizem em relação à situação que eles assistem?
Gilder Anibal Observação:
Aos escritores Bitone Viage & Ivan, antes de publicar um artigo, não façam por emoção! Procurem fontes, examinem várias informações e sintetizem-nas! Em relação ao 12 de Outubro, poderiam informarem-se melhor dos seus objectivos junto à ONP!

Recomendação:
Eu sou professor pela formação e experiência profissional!

Recomendaria que, corrigissem no que concerne aos sujeitos presentes numa sala de aulas ou durante uma aula! Ei-los: o professor, os alunos e o material didáctico!

O resto, estão de parabéns. E feliz o dia dos heróis de transmissão de saberes!
Bitone Viage Você é professor mais que quem? Quem disse que nos precisamos da ONP? O que uma Organização como a ONP pode nos dizer em relação a vida dos professores? Se ela mesma nada faz em prol dos interesses do professor?

O senhor sabe qual é agenda da ONP? Vai burlar outros
Bitone Viage Leve a sua recomendação e vai dar os outros e se não sabia saiba que eu e o Ivan Maússe somos professores formados pela Universidade Pedagógica, e temos experiência profissional na área, quer a nível do ensino geral, tecnico-medio e ate universitário.
Gilder Anibal Está cometer um grande erro! Aliás está a descredibilizar as Intituições e Organizações do Estado, movido por um DOGMATÍSMO barrato! Então, eu só, vou te olhar!
Bitone Viage Continua em olhando, para mim ONP não me representa e nada me diz, continue vocês se atrelando a ladainhas feitas pela ONP
Bitone Viage E amanha vamos escrever uma carta pública a ONP.
Gilder Anibal Eu também, sou professor, formado na mesma casa (UP) e com experiência profissional! Então, eu não estou aqui, para discutir graus e universidades (...), senão você perde oxigênio ainda no caminho!
Bitone Viage Quem primeiro deu nos recomendações aqui????
Gilder Anibal É melhor voltarem a carteira e perguntarem ao docente, sobre os sujeitos presentes, numa sala de aulas! Eu, já sei, e são três: o professor, os alunos e material didáctico! E se vocês (Bitone Viage e Ivan) são professores e não sabem, só podem ser PROFESSORES SAPATEIROS! Risos
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PROFESSOR SAPATEIRO, perguntem ao MINEDH, eles têm o conceito dessa expressão!
Bitone Viage Não vou discutir consigo e nem vou baixar meu nível.
Gilder Anibal Nivel? Risos! Parece um Mc Roger, que gosta de nível em debates! Mas que nível, você Bitone Viage, se refere?
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Eu quando falo de doenças emocionais (v. G. Aníbal, 2016), estou certo! E o meu irmão está aqui a manifestar duas:
1. Arrogância;
2. Unamidade burra (ou dogmatísmo barato).
Ibraimo Assamo Para quê, esse todo aparato meus caros ilustres, porfavor mantenham a vossa postura, vois sois um exemplo para muitos aqui.
Osh Macamo 1. O material didáctico é um SUJEITO?

2. ONP... eheheheh... ok, deixemos....Ver mais
Gilder Anibal Thanks pela correcção "barrato" para barato.
O material didáctico é um sujeito! Reveja os tipos de sujeito meu caro, Osh Macamo.
GostoResponder223 h
José Langa Professores com esse tipo de debate e atribuindo aos outros títulos pejorativos, que exemplo vocês dão a sociedade como formadores, do homem do amanhã.
GostoResponder123 h
Manu Dos Santos Satar Não diga isso amigo!
Esperanca Cossa Bem dito, parabéns Bitone Viage, ...Subscrevo!
Eurico Nhassengo Meus grandes mestres, gostei muito deste artigo, tras a nu os problemas que infermam o sector da educacao e o professor em particular
Ivan Maússe Abdula são, com certeza, lamentáveis as condições de trabalho postas ao nosso professor. E nota que a abordagem que fizemos foca mais o contexto urbano, deixando de fora o contexto rural, onde a situação é ainda mais caótica.

Fala-se que nas zonas rurais, os professores, nalguns casos, vem-se obrigados a fazerem campanha de casa em casa no sentido de consciencializar os pais e encarregados de educação no sentido de deixarem seus filhos irem à escola.
Ivan Maússe Eurico Nhassengo, aqui vai o nosso muito obrigado. Vamos todos trabalhar, cada um à sua maneira, ao bem do nosso belo Moçambique, nossa pátria de heróis!
Ivan Maússe Esperanca Cossa, o artigo foi assinado por dois autores. Kkkk estou a ser "minhado" assim mesmo? Hehehe
Esperanca Cossa He he he sorry meu querido, falta de atenção, parabéns parabéns parabéns , vocês formam uma grande dupla, eu admiro bastante jovens com forte interesses com a ciência, a actualidade , etc... desde ja passo a informar que o vosso artigo vai ser analisado nas minhas aulas...katekani vafana wa Moçambique, na muranza mina...kambi na renderaaaaa
Bitone Viage Oh minha ilustre cunha nosso muito obrigado pelo gesto, kanimambo
Ivan Maússe Junto-me ao meu amigo e irmão Bitone Viage, endereçando desde já os nossos mais nobres agradecimentos a si, prezada Esperanca Cossa. E ainda mais grato pela confiança que nos confere no sentido de o artigo poder ser objeto de análise em suas aulas. Grato.

Bem-haja!
Esperanca Cossa De nada querido, vocês escrevem muito bem, portando o conteudo deve ser ser partilhado com as novas gerações. ..
Esperanca Cossa Sem dúvidas, nem dívidas digníssimo Ivan Maússe...Assim seja! Abraço
Bitone Viage Agodam assistam TV sucesso. kkkk
Ivan Maússe Hehehe, Muhamad Yassine & Bitone Viage, eu gosto de ver esses dois cérebros.
Ivan Maússe Bem, desculpem lá muito. Mesmo sem querer entrar no barulho e descer de classe, mas esse tal de Gilder Anibal é mesmo professor? Está bom de cabeça? Desde quando o MATERIAL DIDÁCTICO pode ser um sujeito?

Durante muito tempo, aprendi que o material didáctico é um dos elementos centrais do processo de ensino e aprendizagem, mas que fosse um SUJEITO, eu não sabia.

Aprendi que era um elemento (objecto), mas que de lá para cá passou a ser sujeito, constitui para mim, uma novidade.
Bitone Viage Mano deixa esse Gilder Anibal não esta bem. kkkk
Jose Dinis Maphanga Todo pai quer muitos professores para seu filho, mas nenhum pai quer ver seu filho professor......
Myro Fernando Pelas condições que o Estado oferece aos professores
Ivan Maússe Está certo, caro Bitone. Mas enfim, é triste ler comentários de alguém que se define professor, ainda por cima formado pela UP, a dizer que o material didáctico é sujeito do PEA.

Fala também de ONP! Sinceramente. A ONP é mesmo um órgão para ser invocado? Se existe um sindicato que menos respeito merece neste país a m*rda da ONP.
Jose Dinis Maphanga Ivan Maússe, calma Ndueh, voce se preocupa muito com qualquer um que escreve depois de tu escreveres porque?
Ivan Maússe Hehehe, certo Maphanga. A verdade é que nós devemos discutir ideias de forma lúcida e coerente sem precisar de menosprezar os outros.
Ivan Maússe A ONP da qual o Gilder fala o que tem feito para o bem e protecção do nosso professor? Haa...vai dizer que abastece batas nas escolas para os professores!

O que a tal da ONP tem feito para travar os contínuos actos de corrupção junto das Direcções e Serviços Distritais da Educação em que os processos de professores que clamam pela mudança de carreiras ficam retidos perenemente?

O que a tal da ONP tem feito para resolver, de uma vez por todas, os problemas relacionados com o pagamento de horas-extras dos nossos professores?

O que a tal da ONP tem feio no sentido de instar o MINEDH a oferecer alimentos que ajudem o nosso professor a se suster no espaço escolar e também para robustecer o seu corpo que, devido ao pó de giz que inala em cada aula, periga à sua saúde.

Essa ONP para mim, tem nota zero. Nem merece respeito. Uma organização do professor partidarizada onde já se viu isso? Sinceramente.
Osh Macamo Distribui batas? Eheheh... tens de saber mais daquela organização (vais cair de trás)...
Ivan Maússe Kkkkk mano Osh, pelo menos este ano, em algumas escolas, os gajos andaram a dar umas batinhas aí para os professores. 
Myro Fernando Sempre tive conhecimento que os sujeitos dum processo de ensino e aprendizagem em sala ou ao relento, fossem o professor e o aluno, quanto ao material didáctico sabia q era um elemento, tentei passear pela Internet e confirmei o que já sabia de antemão mas, porque não gosto de julgar sem que s dê oportunidade ao outro de apresentar prova e ou de argumentar, até porque em Direito quem alega um facto, deve prova-lo, insto s m permitirem, ao dr. Aníbal a apresentar a fonte ou doutrina daquilo que alega. Com o devido respeito pelas mutações das ciências e as suas teorias.

Quanto ao poste, achei o muito bom, lembrou-me muitas coisas que, pelo facto de ter sido apenas aluno e "vivido" essa dura realidade a muitos anos já, facilmente me havia esquecido da mesma, até imaginava que o professor licenciado tivesse um salário "consideravelmente bom", s compararmos com os outros funcionários públicos, atendendo e considerando que alguns deles dão aulas em diversa escolas secundárias e até em universidades "isso numa análise dos professores que leccionam nas zonas urbanas conforme sugere o poste".
Quanto aos abonos permanentes, espero que não seja perpétuo mas, o nosso Estado cortou-os para garantir os salários dos FP até o final deste ano.
Quanto a proposta dos testes psicológicos para os candidatos pois, alguns deles acabam por interessar-se pelos bustos das alunaa, acho uma utopia, é difícil s não impossível reconhecer o "pedófilo" ou o indivíduo que tem apetência para satisfazer a libido com menores antes deste tentar ou cometer o acto.
Resta apenas desejar um feliz dia dos professores que por acaso é vosso, e dizer q s um dia decidirem concorrer para algum cargo na ONP, cá estaremos para apoiar, quem sabe s assim não conseguem fazer a diferença de dentro.
Zefanias Augusto Namburete Meu Parabéns! Aos professores do país.
GostoResponder211 h
Abinelto Bié Parabéns e feliz dia 12, Professores Ivan Maússe e Bitone Viage!
Bitone Viage Nosso muito obrigado ilustre amigo.
Joel Das Sépalas Ilustres Bitone Viage e ivan Mausse , é com muita honra que partillho qualquer conhecimento convosco, admiro-vos, ja vos vi várias vezes a comentarem... quanto ao artigo sobre os professores, recebam os meus parabens,pois ja disserram tudo, mas gostaria de acrescentar que os professores devem saver investir para si mesnos, pelo que o valor nao é algo a se atribuir pelo outrem, mas sim criamos, o que significa que o diplomal em si nao pode ser tomado como o suficiente , é preciso desenvolver a arte didatica /pedagógica, quebrando o pressuposto de aulas em termos de grades disciplibar, mas sim um compromisso que visa uma educação politica, económica e socioculturalmente inclusiva.
Ivan Maússe Aqui vai o nosso maior e muito obrigado, amigo Joel. Vamos todos trabalhar ao bem desta pátria amada que clama por todos nós.
Bitone Viage Nosso muito obrigado ilustre amigo.
Ivan Maússe Thanks thanks, kota Bié. Estamos juntos, tatana.
Ivan Maússe Ora viva, meu mazza Zefanias. Estamos juntos, e grato.

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