segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Filipe Nyusi: “A guerra vai continuar”


No discurso proferido na praça dos heróis, o Presidente da República, Filipe Nyusi, reconheceu não haver nenhum motivo para celebrar o 4 de Outubro com alegria. Reconheceu que a paz está ausente dos moçambicanos mas não assumiu ser parte daqueles que são fundamentais para que o país volte à normalidade, acusando a Renamo. “O acto assinala-se sobre a nuvem da desestabilização levada a cabo pela mesma força que em 1976 levou pela negativa o rumo do país, a Renamo, o que desvaloriza grandemente o acordo celebrado, portanto, no lugar de estarmos em celebração, estamos mergulhados numa aflição”, enfatizou o Presidente da República, ao mesmo tempo que reiterava a abertura do Governo para o diálogo como o único caminho viável para pôr fim à guerra que mais urna vez imputou a autoria somente à Renamo.

Disse, entretanto, que há necessidade de se dialogar com a Renamo como irmão e encontrar um caminho para a solução da diferença que lhes diverge.
No seu discurso, o Presidente da República sublinhou que as Forças de Defesa e Segurança (FDS) vão intensificar a sua actuação por forma a impedir que os actos perpetrados por homens da guerrilha da Renamo, em diferentes pontos onde se registam confrontos, se repitam infinitamente.

Tal como apontou Nyusi, “o povo moçambicano foi e continua a ser sacrificado por um grupo de pessoas, que mesmo estando inseridos na sociedade vêem de forma diferente a importância da paz”, indicou. Para o estadista, os ataques perpetrados por alegados homens da Renamo traduzem-se numa clara certeza de que.
Renamo não quer a paz, além de que os mesmos destroem o sonho colectivo dos moçambicanos, “tornando-nos reféns de uma agenda de desestabilização, a qual nos recusamos há mais de 24 anos”.


Facto é que quer seja das forças governamentais(FDS) quer dos homens da Renamo, ambos perderam seus alvos, onde a população e bens civis têm sido vítimas durante as incursões das forças envolvidas, tal como — constatado no terreno e reportado pela população e pela imprensa nacional e internacional. Dia após dia, moçambicanos inocentes derramam sangue, perdem seus entes queridos, vêem seus bens vandalizados, casas a queimarem e, ainda, obrigados a abandonar as suas zonas de habitação para darem lugar a confrontos militares.

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