quinta-feira, 27 de outubro de 2016

“Esquadrões da morte” polarizam debate parlamentar



renamo acusa governo de ser “patrão” dos chamados “esquadrões da morte”

A bancada parlamentar da renamo acusou, ontem, o governo de ser o “patrão” dos chamados esquadrões da morte, responsáveis pela perseguição e assassinato de membros da oposição, com destaque para os do seu partido.
Naquela que foi a sua questão de eleição para a sessão de informações do governo, a maior bancada da oposição apresentou uma lista de cerca de uma dezena de membros que alegadamente sucumbiram nas mãos de esquadrões da morte e exigiu do governo explicações sobre as razões da criação destes grupos.
Esta acusação não agradou a bancada maioritária (Frelimo), que por sua vez acusou a Renamo de querer confundir os moçambicanos. Para os deputados da Frelimo, a existirem esquadrões de morte, apenas a Renamo é que pode ser responsável pela sua criação, na medida em que só ela é que continua detentora de armas de fogo “usadas para desestabilizar e aterrorizar os moçambicanos”.
Acusações à parte, a bancada maioritária levou para esclarecimentos do executivo a questão do reajustamento recente do custo dos combustíveis e pretendia saber de que forma estariam a ser acautelados os impactos no sector dos transportes e a previsível situação para os utentes.
Por seu turno, o MDM manifestou preocupação com as “violações dos direitos humanos” e das liberdades políticas, sociais, bem como os atentados que a oposição sofre no seio dos órgãos públicos de comunicação social. O partido juntou a sua voz para falar dos “esquadrões de morte” e exigiu do Estado medidas firmes para os combater.
A sessão de informações do governo prossegue hoje, com perguntas de insistência para mais esclarecimentos do governo. 

   Comissão Mista pronuncia-se amanhã sobre desenvolvimento do diálogo político


Mediadores reuniram-se hoje com delegações do Governo e da Renamo
Desde 18 deste mês, os mediadores têm-se reunido com as delegações do Governo e da Renamo de forma separada. Hoje, foi diferente, pois, as partes envolvidas estiveram juntas durante a sessão.
No entanto, nesta fase do diálogo, a Comissão Mista ainda não fez qualquer pronunciamento sobre os desenvolvimentos das conversações. Ainda assim, ficou uma promessa deixada na sessão de hoje: “Esta Sexta-feira, às 15 horas, estaremos novamente aqui e vamos prestar declarações à imprensa sobre os conteúdos discutidos durante esta ronda”, disse o coordenador dos mediadores, Mário Raffaeli.
Em Setembro, os mediadores propuseram ao Governo e a Renamo a presença de observadores internacionais em todos os pontos onde ocorrem ataques armados para uma possível suspensão das hostilidades.
A equipa chefiada por Mario Raffaelli entende que deve ser criado um grupo de trabalho capaz de estabelecer condições para a criação de um corredor desmilitarizado com vista a irem discutir, frente-a-frente com Afonso Dhlakama, a paz para o país.
Lembre-se que a governação das províncias, a cessação dos ataques armados, a desmilitarização e integração dos homens da Renamo nas Forças Armadas e na polícia são os pontos na mesa de discussão da Comissão Mista.

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