terça-feira, 4 de outubro de 2016

ENI fecha acordo de venda de gás do Rovuma e abre expectativas positivas a Moçambique

ENI fecha acordo de venda de gás do Rovuma e abre expectativas positivas a Moçambique

Acordo vinculativo de venda de Gás Natural Liquefeito (GNL) assinado com a BP Poseidon
A multinacional italiana Eni através da Eni East Africa, juntamente com seus parceiros do Bloco da Área 4 na Bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, assinou, hoje, um acordo vinculativo de venda de Gás Natural Liquefeito (GNL) com a BP Poseidon, uma empresa totalmente controlada pela BP Plc.
Os recursos negociados pelas duas gigantes europeias serão produzidos pela fábrica flutuante de GNL, a ser instalada no Campo de Coral Sul, offshore Moçambique.
Este acordo pode ser uma almofada para a economia moçambicana, que se encontra carente de dólares. É que o contrato pode ser usado como garantia para a Eni conseguir o financiamento necessário para investir na plataforma que a vai permitir extrair as reservas de gás natural que descobriu na Área 4 da Bacia do Rovuma.
Segundo um comunicado da Eni, o contrato, que é válido por 20 anos, cobre a venda de todos os volumes de GNL que serão produzidos a partir da fábrica flutuante de GNL de Coral Sul. Trata-se de uma fábrica que terá uma capacidade de produção acima de 3.3 milhões de toneladas de GNL por ano. “O acordo foi já aprovado pelo Governo de Moçambique e está condicionado à Decisão Final de Investimento(FID) do projecto que se espera que aconteça ainda dentro de 2016”, lê-se no documento.
Através deste acordo, os parceiros da Área 4 conseguiram alcançar mais um marco importante para a execução do projecto de desenvolvimento de Coral Sul, na sequência da aprovação, em Fevereiro de 2016, do Plano de Desenvolvimento de Coral Sul pelo Governo de Moçambique.
A Eni é operadora da Área 4 com 50% de investimento indirecto detido através da Eni East Africa (EEA), que por sua vez detém 70% da Área 4. As outras concessionárias são a Galp Energia, a KOGAS e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) com 10% cada. A CNPC detém 20% de investimento indirecto na Área 4, através da Eni East Africa.

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