quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Desastre de Mbuzini: entre a especulação e a desinformação

Cheias e ciclones ameaçam cerca de um milhão de pessoas Mousinho Saide porta-voz do conselho de ministro avança que o Plano de Operacionalização de Contingência prevê que mais de um milhão de pessoas poderão ser afectadas por inundações, cheias e ciclones durante a época chuvosa e ciclónica 2016/2017 em Moçambique..
O porta-voz da Polícia da República de Moçambique, ao nível da cidade de Maputo, Orlando Mudumana, disse, esta segunda-feira, no habitual briefing, que a corporação continua sem pista dos indivíduos que balearam, na última sexta-feira, o empresário Faruk Ayoobe. Embora, sem avançar as datas, a Polícia promete trazer resposta a este acto crimina, cometido contra o empresário Ayoob. Explicando os contornos deste crime a fonte disse que a PRM, registou no período em análise uma tentativa de homicídio, o facto deu-se por volta das 9h45, no dia 14, na Avenida de Zimbabwe, onde indivíduos não identificados munidos de arma de fogo alvejaram o empresário Ayoob, de 52 anos de idade, que contraiu ferimentos graves. A fonte disse que o pior não aconteceu graças a evacuação imediata da vítima para uma unidade sanitária, onde encontra-se a receber cuidados médicos. Falando sobre os outros crimes registados ao longo da semana, a mesma fonte disse que a cidade de Maputo registou, durante o período em análise, vários crimes com destaque para os crimes contra propriedade, destes destacam-se 19 furtos qualificado sendo que sete ocorreram em estabelecimentos comerciais, cinco em residências e sete na via pública. Ainda na esfera criminal a polícia avança que dos 19 casos de furto, 12 casos já foram esclarecidos e em conexão com estes crimes 7 indivíduos encontram-se sob custódia policial. Afirmou que foi registado ao longo da semana 13 casos de acidentes de viação contra quatro registados em igual período do ano passado. Nestes casos sete foram do tipo atropelamento, três do tipo colisão entre viaturas e duas quedas de passageiros e um do tipo despiste e capotamento.
PRM sem pistas dos autores do crime cometido contra Ayoob

Desastre de Mbuzini: entre a especulação e a desinformação
Depois de várias invenções sobre as circunstâncias que concorreram para o acidente de Mbuzini que matou Samora Machel e seus acompanhantes, hoje os poucos que trazem à memória a figura de Machel limitam-se no seu “legado e pensamento” ignorando aquele desastre. Personalidades, no topo da Frelimo, não se mostram esperançosos em conhecer as causas daquele mistério, porém, são unânimes em recorrer a uma alegada conspiração entre “camaradas” e acreditam que as revelações das causas daquele acidente “podem derrubar governos”.
Nelson Mucandze Nesta semana se completa três décadas da morte de Samora Machel. Trata-se de um homem que, apesar de tudo, embora não tenha defendido o regime democrático, a sua morte deveria ter sido julgada pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), mas este, infelizmente, nunca se preocupou com os crimes praticados pelos mentores do apartheid, colonialismo e racismo. Foram trazidas várias teorias para explicar as verdadeiras circunstâncias que concorreram para a morte de Samora. Nas informações iniciais é que 
aquela acção foi perpetrada pelo apartheid, mas nada foi provado e de lá até aqui o que se ouviu foram especulações citando o envolvimento do apartheid, União Soviética e os próprios camaradas. Aliás, até tentativas de incluir a Renamo existiram, mas antes de o comunicado ser publicado, Paulo Oliveira, membro de uma organização ligada à Inteligência militar sul-africana, recebera instruções para anular esta “teoria porque se havia constatado que o avião não caíra no território moçambicano, mas sim na África do Sul”. O  jornalista português José Milhazes no livro “Samora Machel: Atentado ou Acidente?” sustenta que a queda do avião nada teve a ver com um atentado ou uma falha mecânica, mas sim com diversos erros da tripulação russa. Enquanto Jacinto Veloso, um dos integrantes da Comissão Nacional de Inquérito, instituída em Outubro de 1986 para 
levar a cabo “um rigoroso inquérito” às causas do desastre, disse nas suas “Memórias em Voo Rasante” em 2007, que a morte de Samora se deveu a uma conspiração entre os serviços secretos sul-africanos e os soviéticos, que, uns e outros, teriam razões para o eliminar. É esta tese que foi propalada pelos camaradas que preferiram abandonar as investigações para apostar nas especulações. Mas com o tempo, veio a conclusão do livro de João M. Cabrita intitulado “A morte de Samora Machel”, onde o autor critica o comportamento do Ministério da Segurança (SNASP), na época dirigido pelo coronel Sérgio Vieira. “O desastre de Mbuzine não se deu como resultado do sinal emitido pelo VOR (sinal rádio), mas da decisão tomada pelo comandante da aeronave de efectuar a descida sem que para tal tivesse avis
tado as luzes da pista de Maputo, de ter ignorado o sinal de alarme dado pelo GPWS (Sistema de Aviso de Proximidade do Solo), alertando a tripulação de que se encontrava a voar a uma altitude perigosamente baixa”, escreveu aquele autor. Sérgio Vieira, apelida esta teoria de “estupidez” e coloca o desafio das investigações daquela tragédia aos jornalistas de actualidade. “Pergunte a ele quem lhe disse essas balelas e estupidezes”, assim responde Sérgio Viera, quando rebate a posição de Cabrita. “Jamais a África do Sul forneceu-nos informações, ou porque destruídas pelos mentores do crime, ou porque estes ameaçavam o governo se algo difundisse. Nunca o TPI e demais se preocuparam com crimes praticados pelos mentores do apartheid, colonialismo e racismo”, disse Viera, numa entrevista a este jornal.
Jacinto Veloso João Pereira
Fotos: Nilton Cumbe
18 de Outubro 2016   |   Terça-feira 3 Magazine independente
Os investigadores que apostaram na especulação
A queda do Tupolev-134A, voo presidencial que transportava Samora Machel, com tripulação soviética, ocorreu ao princípio da noite de 19 de Outubro de 1986, quando regressava a Maputo, vindo da Zâmbia, onde Machel participara numa cimeira com os seus homólogos zambiano, Kenneth Kaunda, angolano, José Eduardo dos Santos, e zairense, Mobutu Sese Seko. As investigações começaram no dia 20 de Outubro de 1986 com a chegada ao local do desastre do investigador -chefe por parte do Estado de ocorrência (África de Sul). Investigadores das partes moçambicanas e soviética (fabricantes do voo) juntar-se-iam posteriormente aos trabalhos de investigação. À testa da comissão moçambicana, criada pelo Governo, conjuntamente com a Assembleia Popular e o Conselho de Ministros instaurada a 22 de Outubro do mesmo ano, estavam dois membros fortes do Governo, nomeadamente Armando Guebuza e Jacinto Veloso. Integravam ainda a comissão Sérgio Vieira, António Hama Thai, comandante da Força Aérea e o coronel Lagos Lidimo, chefe da Contra Inteligência Militar. Faziam ainda parte da referida comissão o Major João Honwana, piloto e chefe do Estado-Maior da Força Aérea; o engenheiro António Neves, técnico das LAM; 
Agapito Colaço, director da Escola Nacional de Aeronáutica; Aníbal Samuel, director do Aeroporto Internacional do Maputo; o engenheiro Rui Gomes Lousã, Vice-ministro dos Transportes; Hipólito Patrício, Vice-ministro do interior; Paulo Muchanga, jurista; Patrício Latimbe, piloto das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM); e o Tenente-coronel Carlos Zacarias Pessane, engenheiro de aeronáutica. A investigação entre os países envolvidos conheceu três fases diferentes. A primeira, em que todas as partes procederam à recolha de dados para a elaboração de um relatório factual, depois procedeu-se à análise desses dados, e por fim tiraram-se as conclusões quanto às causas do desastre. O relatório factual ficou concluído a 16 de Janeiro de 1987, tendo sido assinado pelas três partes. Todavia, a parte soviética fez constar, em declaração anexa ao relatório factual, que tanto “a análise dos dados recolhidos, como as conclusões a tirar dos mesmos teriam de ser elaboradas e acordadas pela comissão investigadora” que incluía delegações dos três países. Qualquer outro procedimento na elaboração do relatório final, referia ainda a declaração, “contradiz as regras internacionais e não pode ser aceite pela parte soviética.” Passadas décadas desde a nomeação dessa comissão, desconhecem-se as conclusões a que 
Acrescentando que nada foi dado a Moçambique sobre o atentado de Mbuzini, nem à então URSS. Unilateralmente como o bem conhecido juiz Margoo do apartheid (o mesmo que declarou que prisioneiros se haviam suicidado dando cabeçadas nas paredes das celas) encerrou o processo declarando que houvera erro dos tripulantes.
Outro camarada, hoje nos membros directivos daquele que é a maior agremiação política desde que o país se consagrou independente, não gaguejou para responder ao Magazine Independente que “aqueles que tiveram interesse na morte de Samora, hoje estão em posições de lideranças”. Embora a história oficial 
para explicar as causas do acidente de Mbuzini, atira culpa ao regime branco sul-africano, há informações de que Graça Machel depôs à porta fechada, tendo se referido a uma alegada conspiração de generais moçambicanos contra Samora Machel, sem que isso tenha feito andar o processo. Aparentemente, por falta de provas.
Para outras personalidades livres das amarras partidárias, “hoje há mais condições para se investigar aquele acidente”, disse ao MAGAZINE Independente, a procuradora da Cidade de Maputo, Nélia Correia, quando inquerido por este jornal, clarificando que o país se dispõe dos melhores meios de investigação do que as existentes naquele 
período. “Há coisas de facto, difíceis de esclarecer numa determinada época”, considera o politólogo João Pereira, que não deixa de longe a possibilidade de nunca conhecermos as razões que terão ajudado no acidente de Mbuzini, acrescentando que “talvez no dia em que conhecermos teremos uma mudança histórica”.
ela chegou. A posição das autoridades moçambicanas quanto ao apuramento das causas do desastre tem-se revelado ambígua e por vezes contraditória. Falando por ocasião do 14° aniversário do desastre de Mbuzini, o antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, afirmou que “continuava difícil apurar as causas que estiveram na origem do acidente aéreo. Diz-se muita coisa mas depois de se verificarem os dados conclui-se que os mesmos não têm nenhuma consistência.” Em anos anteriores, destacadas figuras ao nível do partido e do governo, como o antigo 
primeiro-ministro, Pascoal Mocumbi, afirmavam sem rebuços que Mbuzini se tratara de uma “acção de terrorismo de Estado”, e que Samora Machel fora vítima de “assassinato”, o que sugeria a existência de provas concludentes de que, de facto, teria sido esse o caso. Já, Armando Guebuza, na altura, Presidente da República, que que foi a pessoa que chefiou a comissão de inquérito sobre as causas do despenhamento do Tupolev que acabou vitimando Machel e sua delegação, nas suas intervenções em comícios populares, quando Presidente 
da República, afirmou que “Samora Machel foi barbaramente assassinado pelo regime do Apartheid, nas colinas de Mbuzini, em território sul-africano”. Na verdade, não se tratou de uma tese nova. No entanto, não deixa de ser curioso o Presidente da República continuar a reiterar e tomar esta tese como uma verdade acabada, na medida em que o mesmo encarregou o então Procurador-geral da República, Augusto Paulino, de dar continuidade às investigações sobre as reais causas que ditaram a morte de Machel, a 19 de Outubro de 1986.
O Parlamento Juvenil (PJ) vai submeter, esta Quarta-feira, à Presidência da República, uma petição para atribuição do nome de Samora Moisés Machel ao Aeroporto Internacional de Maputo. Reginaldo Tchambule Com mais de 50 mil assinaturas em menos de um mês, a petição surge de um movimento juvenil liderado pelo Parlamento Juvenil, tendo como objectivo a valorização do legado histórico e o valor da dimensão humana e do saber de Samora Machel, primeiro Presidente da República de Moçambique. A petição propõe a mudança de nome de Aeroporto Internacional de Maputo para Aeroporto Internacional Samora Moisés Machel e a submissão da mesma irá coincidir com as celebrações do dia em que se recorda a trágica morte de Samora Machel, num acidente de aviação ocorrido em Mbuzini, África do Sul, que este ano assinala 30 anos. Segundo o líder do Parlamento Juvenil, Salomão Muchanga na essência aquela proposta visa promover um contacto com Samora Machel logo à entrada da capital do país, pois no seu entender, há necessidade de nacionais e estrangeiros terem contacto 
com aquele que foi o fundador da República e líder destemido da luta de libertação nacional. “Como jovens que amam o seu país, esta é a mínima contribuição que podemos dar àquele que emprestou a sua vida e saber para o bem-estar deste país. Na verdade, somos tão pequenos para a dimensão de Samora, enquanto estadista de dimensão universal e de caris internacional, que se bateu pela paz e liberdade de vários povos ao nível da região e do continente”, sustentou Muchanga. Ainda de acordo com o líder do movimento juvenil, esta é uma educação para a história, cultivada nos valores do patriotismo, visando fazer com que a obra, os feitos e o pen
samento educacional de Samora Machel esteja presente hoje e sempre. “Esta é uma proposta de jovens e cidadãos moçambicanos livres das barreiras ideologico-partidárias que sentem que há necessidade de se reconhecer esta figura”, assegurou Muchanga, mostrando-se satisfeito com o nível de adesão ao movimento que conseguiu o feito inédito de em menos de um mês conseguir reunir mais de 50 mil assinaturas. Para ele, o nível de adesão mostra que os moçambicanos acreditam nos ideais de Samora Machel, por isso apela ao chefe do estado, Filipe Nyusi para que compreenda esta vontade popular manifestada fora do quadro partidário 
PJ propõe nome de Samora Machel para o Aeroporto Internacional de Maputo
O Primeiro-ministro, Carlos Agostinho, disse, esta segunda-Feira, em Mbuzini, na África do Sul, durante a cerimónia que marca 30 anos do trágico acidente aéreo, que o desfecho 
do caso sobre acidente que matou Samora Machel e outras 33 pessoas continua a ser uma prioridade nacional e um imperativo patriótico. “Manifestamos a nossa convicção de que a verdade sobre o bárbaro assassinato de Samora Machel será um dia conhecido pelo Povo moçambicano”, disse Do Rosário. Por seu turno, Graça Machel, viúva de Samora Machel mostrou-se descrente, afirmando que Chissano e Guebuza, antigos Presidentes da Republica, também haviam prometido o mesmo.
Do Rosário ainda esperançoso, mas Graça Machel descrente
4 Magazine independente Terça-feira   |  18 de Outubro  2016
destaques
Cerca de 4 mil alunos estão fora do ensino escolar dentro do Sistema Nacional de Educação no presente ano lectivo nos distritos de Marínguè, Cheringoma, Gorongosa, Chibabava e Machanga, devido aos sucessivos ataques dos homens armados da Renamo em confrontos com o exército governamental, precisou, há dias, na Beira, Manuel Chicamisse, director provincial da Educação e Desenvolvimento Humano em Sofala. Para além dos 4 mil alunos desalojados do ensino escolar em virtude dos confrontos militares e de sucessivos ataques dos homens armados da Renamo, Manuel Chicamisse indicou os mesmos motivos para o encerramento de 118 salas de aulas e na dispersão de 130 professores nos distritos de Marínguè, Cheringoma, Gorongosa, Chibabava e Machanga, na província central de Sofala. Referiu, igualmente, que o Governo está muito preocupado com os graves prejuízos que os homens armados da Renamo estão a causar ao seu sector, principalmente ao desalojar alunos do ensino escolar, assim como na destruição de várias infra-estruturas da educação naquelas regiões assoladas pelo conflito em curso.  Recorde-se que os confrontos armados em curso estão a violar a Lei Nº6/92 de 6 de Maio, que determina a criação do Sistema Nacional da Educação, pela Assembleia da República, com base no disposto do Nº 1 do artigo 135 da Constituição da República.   Pode-se ler na alínea a) do artigo 1 da Lei Nº 6/92 de 6 de Maio que “a educação é direito e dever de todos os cidadãos”.  Enquanto o artigo 3, alínea b) estatui, como um dos objectivos “ garantir o ensino básico para todos cidadãos de acordo com o desenvolvimento do país, através da introdução progressiva da escolaridade. Isaías Natal
Conflito armado desaloja 4 mil alunos do ensino escolar em Sofala
Ban Ki-moon apela ao reforço da boa governação em África Ban Ki-moon, Secretário-geral das Nações Unidas, pede à comunidade internacional apoio contínuo para o continente africano, particularmente para o reforço da boa governação e para a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
Parlamento retoma com informe do Chefe de Estado na agenda O primeiro vice-presidente da Assembleia da República, António José Amélia, anunciou, há dias, a abertura da IV sessão ordinária do Parlamento, nesta VIII legislatura, a decorrer de 19 de Outubro a 20 Dezembro de 2016. A Comissão Permanente da Assembleia da República (CPAR), reunida recentemente, na sua VI Sessão Ordinária, deliberou que a IV Sessão Ordinária do Parlamento moçambicano, deverá cumprir uma agenda constituída por 33 matérias. Do rol de matérias constam, dentre vários pontos, a informação anual do Chefe do Estado, as informações do Governo, perguntas ao Governo e a informação anual do Provedor da Justiça, para além das Propostas de resolução atinentes ao Plano Económico e Social (PES) para 2017 e de Lei do Orçamento do Estado para 2017. O rol de matérias para a IV Sessão Ordinária da Assembleia da República inclui, igualmente, o projecto de resolução atinente ao programa de actividades da Assembleia da República e o respectivo Orçamento para 2017, a informação da Comissão de Petições, queixas e reclamações ao Parlamento, a informação do gabinete Parlamentar de prevenção e combate ao HIV e Sida. De acordo com o primeiro Vice-Presidente da Assembleia da República, o rol de matérias incorpora vários outros instrumentos a serem debatidos na IV Sessão Ordinária, dos quais a proposta de lei que cria a ordem dos arquitectos e o respectivo estatuto, proposta de lei do áudio visual e do cinema, proposta de lei de autorização Legislativa para a criação da taxa de turismo e proposta de lei de revisão da Lei nº 7/2010, de 13 de Agosto, que cria a taxa de sobrevalorização da madeira, para do projecto de lei do regime orgânico do referendo.
Levieque propõe um líder visionário para Moçambique ultrapassar problemas actuais
Debruçando-se sobre o tema “como se tornar um modelo de líder inspirador, influenciador e transformador numa era de extremos, o académico Agostinho Levieque diz que o País precisa de líderes com propósito, visão e valores, capazes de guiar o povo rumo a superação dos flagelos actuais.
Reginaldo Tchambule O académico, que falava numa Conferência nacional na UNIZAMBEZE, começou por trazer um reflexão em torno das duas crises que o País atravessa, nomeadamente a económica, devido a desvalorização do metical, aliada à queda de preços dos produtos de exportação e a tensão política, que contribui para a 
insegurança dos cidadãos e a retracção de investimento estrangeiro para o desenvolvimento do país. Para o académico, que tem várias obras publicadas centradas nos recursos humanos, sobre a única saída passa por líderes magnânimos, com espírito e coração nobres; generosos a perdoar; que estejam acima da vingança ou ressentimento e humildes para restaurarem ordem e progresso em todas as áreas de desenvolvimento e não apenas de pessoas superiores, porque, no seu entender, à medida que baixa a qualidade dos líderes, aumenta em proporção geométrica a quantidade de problemas. “A capacidade de respondermos com sucesso aos desafios que se impõem para alavancar o desenvolvimento do País nas suas múltiplas dimensões tem de começar por reconhecer o papel de liderança, uma vez que a construção da sociedade moderna tem como histórico a presença de líderes emblemáticos que impulsionaram o pensamento e atitudes de grandes grupos, e até mesmo de na
ções”, sustentou Levieque. “Para se ser líder, quer seja na vida política, quer seja na vida empresarial ou na vida pessoal existem três atributos essenciais que se manifestam concomitantemente que são: propósito, visão e valores. Você não pode exercer a liderança se não souber por onde está a conduzir as pessoas, o objectivo das acções do líder é criar condições para que as pessoas se tornem cada vez mais dirigidas e motivadas por si mesmas”, acrescentou. Nesse sentido, alerta o docente universitário que o grande desafio para o administrador ou agente público na realidade actual é criar um clima propício ao desenvolvimento e ao bem-estar de todos, ou seja, a missão de um líder é criar não só um clima de probidade ética, mas também um clima que encoraje as pessoas a aprender e a crescer. “O quadro da situação em que o País se encontra aparenta ser cataclísmico. O que as dificuldades presentes indicam é que está na hora de reflectirmos, sem demagogias e sem subterfúgios, sobre o 
nosso destino, que é o sucesso e a prosperidade da Nação moçambicana enquanto um todo”, sublinhou. Outrossim, sugere o académico que é preciso se aprimorar o debate em torno do ideário de Moçambique ser uma Nação politicamente livre, económica e socialmente próspera. Para tanto, e apesar do caminho ser complexo, meio sinuoso e impreciso, sugere que os moçambicanos comecem a fazer uma profunda reflexão metódica em relação ao modelo de líder que uma situação actual do país demanda. “O modelo a adoptar deve buscar termos como líderes uma pessoa ou um conjunto de pessoas que não só reconhece os dilemas que devemos ter em conta para suprirmos as necessidades actuais, mas que para além disso coloca o foco no quão impreterível é assumirmos atitudes para que não tornemos a enfrentar no futuro os mesmos dilemas que enfrentamos hoje, mas sem abrir mão à questão de assegurar a satisfação cabal das nossas necessidades colectivas futuras”, propõe Leviaque 
Agostinho Levieque, académico
18 de Outubro 2016   |   Terça-feira 5 Magazine independente Daviz Simango acusa EDM de ter desviado 15 milhões de meticais de imposto de taxa de lixo para Frelimo
O edil Daviz Simango, da Beira, despoletou, há dias, o maior escândalo de rombo financeiro ao denunciar a Electricidade de Mocambique-Empresa Pública de ter desviado por burla um total de 15 milhões de meticais provenientes da cobrança de imposto da taxa de lixo de que são debitados os consumidores de energia de pré pago, por via de CREDELEC, desde início do presente ano de 2016 prestes a findar para as contas do partido Frelimo. 
Isaías Natal Numa sessão extraordinária da Assembleia Municipal da Beira, recentemente terminada, a qual tinha sido convocada para apreciar e aprovar um orçamento revisto, o edil Daviz Simango acusou à EDM-Empresa Pública de ser responsável pelos actuais problemas que se verificam na componente de saneamen
to de meio, uma vez ter desviado 15 milhões de meticais das receitas de imposto de taxa de lixo que debitava dos consumidores de energia para as contas do partido Frelimo naquela cidade portuária, algo contínuo que acontece desde o início do presente ano de 2016.  “Desde início do presente ano, a EDM ainda não canalizou ao município da Beira o dinheiro proveniente da cobrança de imposto da taxa de lixo. Este dinheiro está a ser desviado para as contas do partido Frelimo. É grave e susceptível de responsabilização criminal, porque é o município e os seus munícipes que estão a ser burlados”, deplorou Daviz Simango, para 
quem a postura da EDM é inaceitável e repugnante, porquanto visa desestabilizar a sua governação através da proliferação de lixo na autarquia para fins eleitoralistas da Frelimo.   “ O dinheiro de imposto da taxa de lixo que a EDM desviou para o partido Frelimo está dar muita falta ao município da Beira. É com este dinheiro que íamos comprar combustíveis para os camiões circular na recolha de lixo. Na aquisição de novos contentores e outras actividades inerentes, mas fomos burlados pela EDM”, repisou Daviz Simango, que viu a bancada maioritária do MDM a aprovar o orçamento revisto para fazer face aos novos probleRecursos naturais não devem promover desigualdades sociais 
A presidente da Liga dos Direitos Humanos, Alice Mabota, considera que os recursos naturais que o País possui devem contribuir para a melhoria objectiva das condições de vida das comunidades e não promover as desigualdades e ou aumento do fosso entre os que têm e os que nada têm. O boom da descoberta dos recursos naturais tornaram 
Moçambique num dos mais apetecíveis para avultados investimentos estrangeiros, contudo, segundo a sociedade civil, este cenário está a trazer vários desafios para o país, sobretudo no tocante ao respeito pelos direitos humanos. No entender da sociedade civil, a fraca regulamentação e monitoria face aos desafios do investimento, o incumprimen
to dos princípios éticos na relação das corporações com as comunidades, bem como, a falta de inclusão de uma visão estratégica dos direitos humanos ao nível das empresas, constituem alguns dos factores que têm propiciado para que haja flagrantes atropelos aos mais elementares direitos humanos. Entre os atropelos apresentados pela sociedade civil consta a usurpação de terras das comunidades pelas multi-nacionais, o trabalho infantil, graves violações dos direitos fundamentais no processo de reassentamento, fraca proteção social, entre outros. Para Alice Mabota, existem grandes desafios no domínio dos direitos humanos, sobretudo, na problemática da garantia da protecção social, nas dimensões socio-antropológicas, com realce nos direitos das comunidades, nos processos de reassentamento, nos direitos laborais, direitos da criança, igualdade de género e na protecção ambiental. “A melhoria das condições de 
vida das comunidades concorreria para a elevação do usufruto dos direitos humanos, no acesso aos serviços básicos tais como habitação, água, saneamento, electricidade educação, saúde, recreio e desporto”, sublinhou Mabota, que falava no decurso da segunda Conferência Nacional sobre Negócios e Direitos humanos, que teve lugar em Maputo entre os dias 17 e 18 do mês em curso. Falando em representação do sector empresarial, Rui Monteiro, vice-presidente da Confederação das Associações das actividades Económicas (CTA) reconhece que há, ainda, muitos desafios relacionados com a necessidade de consciencialização dos empresários e agentes económicos para o respeito dos direitos dos cidadãos e dos trabalhadores em particular. “Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que permite a se e a sua família uma existência em conformidade com a dignidade humana, completada com todos os outros meios 
de protecção social”, referiu Monteiro, acrescentando que as empresas precisam evoluir e investir muito em tecnologias menos poluentes e em práticas que promovam os direitos humanos. Na ocasião, foi lançado o primeiro relatório nacional sobre negócios e direitos humanos em Moçambique, um estudo que engloba várias áreas produtivas, com destaque para a indústria extractiva, que é tida como a que mais desafios impõe no que tange ao respeito pelos direitos humanos. Em causa estão os reassentamentos mal parados em muitos dos projectos de extracção de recurso minerais no país, sobretudo na Província de Tete, onde há relatos recorrentes de conflitos entre as comunidades e as multinacionais. O estudo recomenda que se adopte uma estratégia de direitos humanos bem especificados e fundamentados, partilhado pelos intervenientes, ou seja o governo, sociedade civil, empresas e outros actores. Reginaldo Tchambule
 O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, no uso das competências que lhe são conferidas pela alínea a) do número 2 do artigo 160 da Constituição da República nomeou, através de Despacho Presidencial, Letícia Deusina da Silva Klemens para o cargo de ministro dos Recursos Minerais e Energia, vaga deixada por Pedro Couto, nomeado Presidente do Conselho Administração da HCB. Até a sua nomeação, Letícia da Silva Klemens desempenhava as funções de Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Millennium BIM e de 
Presidente da Associação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras Moçambicanas (FEMME). 
mas conjunturais que a persistente crise económica que abala o país impõe.  Num outro desenvolvimento, Daviz Simango voltou acusar o Governo central da Frelimo de tudo estar a fazer para inviabilizar a sua governação através de embargo na alocação de fundo de compensação autárquica, que o edil classifica como fazendo parte da longa estratégia do partido no poder de reconquistar a cidade portuária da Beira por sabotagem, nas eleições autárquicas de 2018.  Entretanto, o primeiro secretário da Frelimo na Bei
ra, Lino Massinguine, já veio ao público distanciar-se das acusações de Daviz Simango, dizendo que a EDM já pediu desculpas pelo sucedido e depositou o dinheiro de imposto de taxa de lixo na conta do município. O vereador das Finanças do Conselho Municipal da Beira, Fernando Majoi, diluiu as desculpas da EDM dizendo que aquela empresa depositou os 15 milhões de meticais na conta falsa que não é da edilidade, e logo à partida a burla pública continua em segredo dos Deuses e sem um bom esclarecimento.  
PR substitui  Couto pela empresária Klemens
Fotos: Nilton Cumbe
6 Magazine independente Terça-feira   |  18 de Outubro  2016 opinião
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FICHA TÉCNICA
Nyusi e a corrida pela riqueza 
David Ricardo (1772), entende a riqueza como a situação referente a abundância na posse de dinheiro e propriedades móveis e imóveis. A riqueza também pode ser medida pelo acesso aos serviços básicos como saúde, educação entre outros. Para Ricardo, uma naçao é rica em razão da abundância de mercadorias que contribuam para a comodidade e o bem estar de seus habitantes. Por sua vez, Adam Smith (1776), viu a criação da riqueza como a combinação de materiais, trabalho, terra e tecnologia de forma a obter lucro. Por outro lado, Karl Marx, considera a terra e o trabalho como a fonte de toda a riqueza material. Ora, quando falamos de Moçambique, em termos dos recursos vitais a economia nacional, temos na mira vários recursos como por exemplo, a energia hidroeléctrica (Cahora Bassa), o Gás, o Carvão, os Minerais, a Madeira, as areias pesadas, as extensas terras agrícolas, o enorme potencial pesqueiro e tantos outros que Deus ainda nos fará descobrir, que colocam moçambique num destino quase que obrigatório do apetite capitalista, mas as grandes questões que se afiguram crucias na satisfação desta grande nação, tem a ver com a distribuição destes recursos aos moçambicanos, de tal maneira que os mesmos tirem proveito desta riqueza nacional. E nesta empreitada, cabe ao Presidente Nyusi garantir que alocação destes, se façam sentir na vida diária dos moçambicanos. Nyusi foi eleito porque o povo viu nele um homem de inúmeras qualidades, um homem humilde, tolerante, simples, e sempre aberto ao diálogo. 
Alias, o movimento dos seus lábios, fizeram-nos testemunhar o seu grande compromisso, assumido perante o povo, quando em sede da sua tomada de posse a 15 de janeiro de 2015, afirmou o seguinte: “Lutarei para que os moçambicanos sejam os donos e a razão de ser da economia, assegurando uma crescente integração do conteúdo local e a participação efectiva dos moçambicanos nos projectos de investimento, em especial na exploração de recursos naturais. O meu Governo vai assumir-se como parceiro estratégico na afirmação de uma classe empresarial moçambicana mais ampla e robusta. “ Fim de citação. Portanto, o compromisso de Nyusi foi com o povo que o elegeu, povo a quem ele chama “O MEU PATRÃO “ e é a este povo que ele deve servir. Perante os choques económicos que o país atravessa, todos temos o dever de arregaçar as mangas para produção, rumo a reanimação da nossa economia. Como dizia o nosso Servidor, de nada irá adiantar choramingar pelos cantos porque estamos em crise. Verdade seja dita, passamos sim por momentos difíceis, em que muitas familias estão disprovidas de bens essenciais básicos e enfrentando inúmeras dificuldades. Não assumir este facto, ou tentar camufla-lo, seria um insulto grosseiro e tamanha falta de consideração a este povo humilde,trabalhador e confiante num futuro risonho. A corrida desenfreada pelo acesso aos recursos, não deve constituir motivo de discórdia e sacrificar os filhos legítimos desta Pérola do Índico. Já não constitui novidade para ninguem, que 
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sob um pretexto estapafúrdio de defesa da democracia, o líder da renamo justifica as suas matanças, que permite alimentar o seu negócio milionário da venda de pedras preciosas que explora de forma ilegal, lesando em grande medida o Estado Moçambicano. Devido a cobiça e sede insaciável por esses e outros recursos que explora de forma ilegal, Dhlakama tenta impor a lei do cano das armas nas áreas onde rouba o Estado e vai alimentando a instabilidade política e militar no país. Recorde-se que o mote do conflito na República Democrática do Congo, por exemplo, radica exactamente na corrida desenfreada pelos recursos, como por exemplo o coltão, uma mistura de dois minerais, a coulumbite e a tantalita, rara na natureza, mas essencial para o dia-a-dia de milhões de pessoas em todo o mundo devido à sua  inigualável e insusbstituível importância na in
dústria de quase todas as tecnologias electrónicas e digitais. O problema é que de tão rara, quase que só existe na RDC, onde se pensa que estarão mais de 80 por cento das reservas mundiais. Um mineral que brilha no mundo, mas deixa um rasto de morte e humilhação na RDC. As percentagens acima, fazem-me recordar que os maiores recursos de gás natural entre os países do “continente negro” são detidas precisamente aqui nos arredores do índico e isso aguça os apetites dos capitalistas que a todo custo incitam a violência nessas coordenadas. Portanto, quando Nyusi condena a corrida desenfreada a riqueza e que pode aguçar as diferenças, gerar conflitos e o crime, Nyusi não só se distancia destes, como também os chama a atenção para não se servirem do partido no poder para seu enriquecimento pessoal, num ape
lo à militância e aos valores da integridade que tem sido agredidos a luz do dia, por egoístas movidos pela ganância desmedida pela riqueza. Com este posicionamento, Nyusi faz um chamamento aos militantes do partido no poder para observância dos valores da humildade, simplicidade, transparência e de entrega total ao serviço do povo e não ao enriquecimento assustador. Não, não queremos o mesmo destino para o povo moçambicano, queremos sim e acreditamos que Nyusi irá capitalizar todas mais-valias para aliviar a dor dos moçambicanos e reanimar a sua esperança, rumo a um bem estar social, politico e económico. Confiamos em ti Nyusi. “Estou confiante que juntos iremos construir o bem estar do nosso povo e um fututo risonho para as nossas crianças”, Mais não cito.
Eurico Nelson Mavie 
“Quero que o nosso Estado e os moçambicanos em geral, sejam os verdadeiros donos das riquezas e potencialidades da nossa pátria”. - Filipe Jacinto Nyusi - 
Para além da campanha suja que faz lembrar a série House of Cards, Trump e Clinton são candidatos com tonalidades plutocráticas. 1. As eleições presidenciais norte-americanas fazem-me pensar no clássico de Alexis Tocqueville Da Democracia na América. Uma ironia vem à mente: Da Democracia na América hoje seria Da Plutocracia na América. Nas suas viagens ao Novo Mundo, feitas na primeira metade do século XIX, Tocqueville detectou uma paixão intensa pela democracia entre a população. Hoje observa-se uma paixão exacerbada pela riqueza e poder. Progressivamente, a república norte-americana originou uma espécie de aristocracia dos negócios com grandes ambições políticas. Como resultado, os mecanismos democráticos ganharam crescentes tonalidades de plutocracia. O termo é de origem grega e foi criado a partir das palavras ploutos (riqueza) e kratos (poder).Tem conotações negativas. Na prática, o poder do Estado é exercido por quem tem maior riqueza, seja directamente ou por interpostos actores. No topo da hierarquia social há uma reduzida 
mobilidade e a sociedade é marcada por clivagens profundas. A par das facetas admiráveis da América, esta é uma crua e desagradável realidade. 2. A visão benigna, quase romântica, do exercício do poder por dinastias empresariais e políticas é uma ilusão. As famílias que controlam o poder — especialmente as ligadas ao Partido Democrata —, procuram apresentar-se como famílias com glamour, com um espírito de serviço público, bem-preparadas para governar, benfeitoras da América e do mundo. Os Kennedy — em particular o Presidente John F. Kennedy e a sua mulher Jacqueline Bouvier —, são o arquétipo dessa boa imagem nos anos 1960. Beneficiaram e beneficiam de uma hábil construção da imagem pública com a complacência, ou apoio aberto, dos grandes media norte-americanos de projecção internacional: New York Times, revistas Time, Newsweek, New Yorker, hoje também, da CNN, etc. A família Clinton construiu similar imagem e narrativa. Na sua biografia, Bill Clinton apresenta-se como alguém que queria ser músico de jazz até ter conhecido pessoalmente 
John F. Kennedy. Aí teve a epifania da sua vida. Levou-o a optar por ser político. Barack Obama é outro caso de boa imagem nos media para consumo público, interno e externo. Veremos se está em gestação uma lógica similar à dos Kennedy e dos Clinton. Não será muito surpreendente se Michelle Obama, ou as suas filhas, aparecerem futuramente em cargos políticos, perpetuando os Obama no poder. 3. Tal como Obama, é verdade que os Clinton — Bill e Hillary — não surgiram directamente de uma elite de negócios. No entanto, estão intrincadamente ligados ao poder empresarial e financeiro e aos negócios fashion das novas tecnologias. Facebook, Google, Apple, etc., surgem entre os grandes financiadores do Partido Democrata. Isso foi visível nas campanhas de Barack Obama no passado. Obama retribuiu o favor tornando-se um apóstolo das novas tecnologias durante a sua presidência. É também visível na actual campanha de Hillary Clinton. Mas há ligações menos fashion. Entre 1986 e 1992, enquanto Bill Clinton era governador do Arkansas, Hillary 
foi directora da Wal-Mart, com sede em Bentonville, também no Arkansas — uma das maiores multinacionais do mundo e das mais agressivas face aos direitos dos trabalhadores. Tanto quanto se sabe, Hillary nunca os defendeu nessa função. A Fundação Clinton tem ainda recebido donativos de membros da família Walton, fundadora da Wal-Mart. Hillary Clinton parece ter também uma proximidade perigosa com os meios financeiros de Wall Street, incluindo alguns dos maiores bancos de investimento como o Goldman Sachs. Recentemente o WikiLeaks publicou ficheiros que sugerem que, após abandonar o cargo de Secretária de Estado durante o primeiro mandato de Obama, fez palestras à porta fechada e terá recebido vultuosas quantias do sector financeiro. 4. As famílias dirigentes do Partido Republicano não têm o glamour das famílias democratas e dificilmente criam a imagem idealizada e romântica dos Kennedy, dos Clinton e dos Obama, pelo menos no mundo exterior. Têm, claro, também imprensa que lhes difunde boa imagem, como a Fox News, The Washington 
Examiner, New York Post, PJ Media e outros, mas são vistos sobretudo no interior da América, com pouca projecção e influência fora dela. Nos republicanos, as ligações ao poder económico são demasiado ostensivas. A família Bush, com dois presidentes dos EUA nos últimos trinta anos — George Bush e George W. Bush —, gerou a sua riqueza no oldfashion sector petrolífero e também no bancário. Antes de ser Presidente, George W. Bush foi governador do Texas, onde o petróleo comanda a economia e na política. Estas ligações não foram inócuas na oposição à ratificação do Protocolo de Quioto durante a sua presidência. Nem na resposta suave à Arábia Saudita, após os atentados terroristas de 11/S, quando a maioria dos autores eram sauditas. A ironia é que isso até constituía um casus belli mais forte do que contra o Iraque de Saddam Hussein, mas foi este último que acabou por ser invadido. Consequência também da proximidade de interesses com o poder económico, um clássico do Partido Republicano é a defesa da descida dos impostos, que em primeira linha favorece os mais ricos. Público.pt
18 de Outubro 2016   |   Terça-feira 7 Magazine independente Editorial
José Pedro Teixeira Fernandes 
30 anos depois, quase os mesmos problemas deixados por Samora!
ljossias@magazineindependente.com Da plutocracia na América: Trump, Clinton e o mal menor
Celebram-se amanhã, 30 anos de morte do primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Moisés Machel. Machel que era, também, Presidente da Frelimo e na hierarquia militar tinha atingido a patente de Marechal da Republica, morreu num acidente de aviação nas colinas de Mbuzini a 19 de Outubro de 1986, juntamente com mais de 30 acompanhantes seus, entre ministros, pessoal de apoio, diplomatas e equipa de tripulação. Olhando para o contexto em que se assinalam os 30 anos da sua morte trágica, é com tristeza que concluímos que a maior parte das preocupações que faziam a agenda de Samora Machel aquando da sua morte continua intacta, ou seja sem resolução. Isso é triste. A nível de governação, já vamos no terceiro Presidente depois de Samora Machel e os discursos e as mensagens dos sucessivos governos parecem ser de estudo de campo em vez de ser de acção. No capítulo de paz e segurança, Samora Machel mor
reu quando o país estava em guerra. Trinta anos depois, não tempos guerra generalizada como era naqueles seus tempos, mas também não podemos dizer que estamos em paz. Os moçambicanos, no seu conjunto, ainda não encontraram a melhor forma de convivência pacífica entre eles. Mesmo o hediondo sistema do Apartheid que vigorou na África do Sul durante 40 anos, foi eliminado com recurso ao diálogo e a raça branca dominante e opressora, agora tem espaço para conviver livremente com outras raças e a África do Sul está em paz. Nós estamos a puxar o país para trás, neste aspecto, o que é uma pena. Relendo ou ouvindo discursos de Samora, encontramos, permanentemente, o seu apelo ao trabalho em defesa do país, que é nosso. Mas hoje, 30 anos depois, ainda temos moçambicano que para fazerem trabalhos parece um favor. No famoso aparelho do Estado permanecem intactas as atitudes perigosas e vergonhosas denunciadas por Machel na sua ofensiva 
política e organizacional. O relaxamento lá, a anarquia, a incúria, o que Guebuza chamou de deixa-andar, são atitudes que prevalecem, apesar de denúncias registadas de Samora Machel. O nosso aparelho de Estado no lugar de servir os cidadãos, serve-se destes. Nos diferentes serviços dos Conselhos Municipais, nos numerosos guichets da administração pública é um grande favor o funcionário ou a funcionária levantarem-se da secretária e dizerem bom dia ou boa tarde a um cidadão que para ali se dirige para apresentar as suas preocupações. Trinta anos depois, continua mau e péssimo até o serviço prestado à nação pelas forças de defesa e segurança. Os maus tratos e torturas contra cidadãos continuam na ordem do dia, sem razão aparente. Nem parece que os generais que comandam, hoje, essas forças testemunharam o lançamento, por Samora, da ofensiva pela legalidade quando ele descobriu que o povo estava a ser maltratado pelas mesmas forças que o deviam defend
er. Na produção de comida, continuamos a ser um povo carente. Carente de produtos. Carente de ideias. Com rios que não acabam. Com recursos que dão cobiça ao mundo. Com terras aráveis que não exploramos. Samora, nos seus comícios, alertava que havia por cá cooperantes coreanos ou chineses que queriam ensinar as técnicas de produção e era preciso que os próprios moçambicanos se interessassem por essas técnicas avançadas. Disse que qualquer dia eles iriam embora. E acabou acontecendo, que foram, mesmo embora, com os seus conhecimentos e nós continuamos a morrer de fome. Os nossos economistas, os mesmos que estiveram ao serviço de Samora Machel com políticas erradas, continuam hoje a falar mas, também, a defenderem estratégicas económicas igualmente erradas porque o pais, no fundo, não está próspero economicamente. A maior parte dos economistas moçambicanos chumbam, ao lado de economistas de Botswana, 
por exemplo, o que é uma vergonha de todo o tamanho. Para dizer que a melhor maneira de recordar Samora e reconhecermos que não estamos a pegar nos seus ensinamentos, naquilo que de melhor ele propunha. Para dizer que a melhor homenagem a Samora e seus colegas perecidos em Mbuzini é pôr o país a andar e a resolver novos problemas do que estar com os mesmos de há trinta anos. O problema da paz, por exemplo, é uma grande vergonha. Ate na África do Sul, onde havia territórios onde umas raças não podiam entrar, hoje todas as raças convivem em harmonia e em Moçambique, os mesmos protagonistas, Frelimo e Renamo não conseguem se entender para o bem do país. Reconhecemos que foram dados passos gigantescos na melhoria das condições deste povo, na prestação de serviços públicos, na construção de infra-estruturas mas é um facto que os problemas grandiosos da nação são quase os mesmos que foram deixados pelo Marechal. Não pode ser assim…
8 Magazine independente Terça-feira   |  18 de Outubro  2016 opinião
Estóriaslá de Longe Isaura Macedo Pinto estorias.da.isaura@gmail.com Minha estória e Relembrando Mbuzini
Na antiga 11ª classe na Escola Secundária Josina Machel em Maputo, actual 12ª classe, um amigo contactou-me para pertencer aos quadros do MINEC. Foi em 1976. Aceitei e fui fazer testes psicotécnicos…. O famoso grupo da geração 8 de Março…. Entretanto estava de férias. Eu e o Luis Amaral fomos convocados para irmos apoiar a organização do III Congresso da Frelimo. Eu tinha prometido ir visitar os meus pais e por isso para mim não daria porque eles estavam à minha espera. Entretanto eu tinha que ir justificar à Sede da Frelimo na Cidade de Maputo. Fui eu e o Luís Amaral juntos lá apresentarmo-nos e eu justificar porque não poderia estar presente. No regresso, eu toda triste por não poder participar num evento tão importante, ia meia distraída e começamos a atravessar a Av. Eduardo Mondlane, bem lá no Alto Maé. De repente, só sinto a mão do Luis Amaral no meu ombro e instintivamente eu paro. Nesse preciso momento passam em rajada uma escolta ministerial que na altura eram Volvos brancos…. Fiquei tipo pedra…. Não fui atropelada por uma unha negra….. Passados uns meses comecei a trabalhar no MINEC. Um desses dias o motorista do Ministro, o velho Macamo, chama-me “minha filha, não eras tu 
que eu queria bater no outro dia na Av Eduardo Mondlane?” De repente eu lembrei-me daquele dia e disse “Sim, era eu”…. E ele contou: “O Ministro viu que estavas distraída e perguntou-me como é que eu ia fazer para não te aleijar porque sabes que comitivas não podem parar. Então eu disse ao Ministro…. Não se preocupe Excelência que eu sei como lhe vou bater para minimizar o impacto…. Sorte que tu paraste ….” Já que também vou relembrar Mbuzini, tenho que contar que numa das viagens da Linha da Frente a Angola, estava com o meu amigo Maquinasse na mesma viatura a caminho do Aeroporto e já estávamos atrasados…. Porque os nossos amigos angolanos com os horários eram um bocadinho complicados…. Passa por nós uma carrinha militar cheia aos gritos e atrasados, corta-nos a prioridade…. Por uma unha negra eu e o Maquinasse nos safamos…. Eu viro-me para ele e digo “acho que já não vamos morrer mais”… infelizmente o destino quis levar o meu amigo mais cedo no acidente de Mbuzine… mas mais uma vez eu também escapei e tornei a escapar a Mbuzini.  Tinha 28 anos. Nesse dia vesti uma saia vermelha e uma blusa branca. Lembro-me como se fosse hoje…. Como sabia que os 
“chefes” tinham viajado, tomei a liberdade de chegar um poucochinho mais tarde, mas ainda não eram 8:00 horas quando cheguei ao MINEC quando ainda era ali no fim da Av. J. Nyerere, perto do MDN. Vi um grupo de colegas fora…. Eu exclamei “O quê? Os chefes ainda não chegaram?....” Os meus colegas baixaram a cabeça e entreolharam-se …. Não sabiam como dar-me dar a notícia…. Eles sabiam que eu fazia parte daquele grupo… que duas ou três viagens antes eu tinha ido naquele mesmo avião no mesmo tipo de serviço, pois só recentemente o Ministro tinha me proibido de viajar porque o meu filho era pequenino, e no meu lugar foi a minha amiga e ex-colega duma minha irmã do Colégio de S. José de Cluny de Tete, actual UCM em Tete, Ivette Amós…. Quem iria ter coragem de me dar a notícia? Durante muito tempo fui a mais nova e entrei ali ainda com 18 anos, por essa razão sempre me protegeram muito… eu fiquei a olhar para eles e perguntei “Afinal o que se passa? O que aconteceu?”…. então um deles lá ganhou coragem e disse “Não se sabe o que aconteceu ao avião….” Naquele momento pareceu-me ficar semchão e o meu mundo começou a desabar a minha volta como um enorme lego onde as peças 
caem uma a uma….. durante um tempo fiquei sem conseguir pensar sequer…. Ainda agora que estou a escrever este texto as lágrimas correm sem eu conseguir trava-las…. Não tem como ….. algum tempo depois ainda meia zonza lembrei-me “os meus pais”…. Pois eles sabiam que eu sempre ia naquele avião e não estavam informados de que eu provisoriamente não iria viajar. Tive que correr a informar que eu estava bem e em Maputo. A minha irmã informou-me que os meus pais já tinham ouvido a notícia e que o meu pai que era cardíaco já se tinha sentido mal…. Depois foi a longa espera junto aos telefones … de que algum milagre ocorresse quando as informações chegaram a conta gotas…. Choramos até não haver mais lágrimas …. Enquanto ainda não se tinha encontrado algum corpo ficávamos com a esperança de que talvez esteja vivo…. Mas não… os poucos que sobreviveram foi mera sorte do destino.   Logo que aquele grandão amigo da escolta presidencial sobrevivente chegou fui a correr a sua residência procurar saber o que ele viu ou ouviu…. Ele disse-me “Mana, eu só ouvi uma explosão…. Quando acordei estava sentado com o cinto amarrado na cadeira do avião no meio de um arbus
to.  Sabias quando estava no avião sentado sempre colocava o cinto. Acordei inteirinho como estou… só com algumas escoriações e inchado. Tirei o cinto levantei-me e comecei a andar em direcção a umas luzes que vi ao longe. Pensei logo que o nosso pai Samora precisava de socorro. Mais à frente encontrei o capitão que estava semi cego e andava com a mão estendida porque momentaneamente não conseguia ver e seguia na direcção do ruído da povoação para onde eu me dirigia. Eu chamei-o e fomos juntos até à povoação a procura de socorro…. O resto tu já sabes….”… Chegou a hora de irmos dizer o último adeus aqueles nossos amigos…. Fomos à AR onde estavam os caixões todos alinhados… encontrei a Ana Margarida com a cara em choque…. Nós que convivemos anos muito de perto com todas aquelas pessoas parecíamos zumbis a tentar despedir-nos…. Depois foram as visitas as famílias de cada um…. Eu parecia ter perdido o meu Norte…. Para mim todos aqueles eram família…. Com eles passei a maior parte do meu tempo a lutarmos por levar Moçambique mais para a frente com muito empenho e nenhumas regalias… por amor à Pátria…. Outubro 2016, Isaura Macedo Pinto
Olhar fotográfico Nilton Cumbe
18 de Outubro 2016   |   Terça-feira 9 Magazine independente
O Ministério da Defesa Nacional realizou, há dias, a primeira reunião nacional dos educadores cívico-patrióticos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, sob o lema “ Por uma Educação Cívica-patriótica, centrada na unidade nacional, patriotismo, paz e desenvolvimento”, com vista a melhorar a capacidade de actuação no desempenho das suas tarefas. Segundo o director Nacional de Educação Cívica-patriótica, Carlos Mucamisa, a transformação da consciência do homem, do ponto de vista estratégico, exige que cada um assuma a necessidade da transformação das práticas culturais e dominar os conhecimentos técnico-científicos, de modo a responder adequadamente as funções de educador cívico-patriótico com responsabilidade e eficiência no sector da defesa. Mucamisa avançou que “em prol da sociedade vamos elevar a cultura moçambicana para que a nação de todo o nosso povo seja cada vez mais moçambicana e para que as características nacionais possam ser dominantes na nossa instituição, superando as características individuais, isto é, devemos defender a unidade nacional” . Mucamisa disse que os educadores cívico-patrióticos têm a capacidade suficiente de transmitir conhecimentos para que os militares se sintam orgulhosos em servir a pátria, optando sempre pela fidelidade, juramento a bandeira, obediência, consciência, respeito e observância das hierarquias militares e do Estado moçambicano.  “Com esta reunião pretendemos que os educadores cívico-patrióticos tenham uma única linguagem na execução das tarefas patrióticas, que se resume em dar maior consistência a educação moral, cívico-patriótica e promoção da paz, como um bem comum em prol da defesa da pátria”, disse. Por seu turno, o ministro da Defesa Nacional, Atanásio Salvador Mtumuke, disse que a reunião com o lema “ Por uma Educação Civico-Patriótica, centrada na unidade nacional, patriotismo, paz e desenvolvimento”, remetenos a uma profunda reflexão sobre o papel e o lugar da educação cívico-patriótica nacional e nas forças armadas de defesa de Moçambique. Adelina Pinto
Defesa municia quadros com capacidades para educação cívica 
Autoridade Tributária patenteia 700 funcionários aduaneiros Mais de 700 funcionários da Autoridade Tributária (AT) foram, na semana passada, patenteados numa cerimónia realizada em Boane, província do Maputo, na presença do ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, e da Presidente da Autoridade Tributaria, Amélia Nakhare. O patenteamento, segundo se soube na cerimónia, irá permitir que cada patenteado tenha uma identificação clara no seu posto de trabalho, o que dá mais-valia aos trabalhadores e a instituição até mesmo em termos de imagem pública. O evento, decorrido no quartel paramilitar da AT, localizado no Município da vila de Boane, província de Maputo, marca o início de um processo de aposição de patentes ao pessoal paramilitar da AT, que deverá abranger um universo de cerca de 2400 agentes aduaneiros, espalhados por todo o País. Coube ao ministro de Economia e Finanças, Adriano Maleiane, na companhia da Presidente da Autoridade Tributária de Moçambique e membros de instituições pertencentes às Forças de Defesa e Segurança, patentear os agentes aduaneiros, cujas categorias vão desde Comissários Gerais Aduaneiros à Guardas Aduaneiros. Na ocasião, Maleiane exigiu dos patenteados uma maior entrega e abnegação perante os desafios que se impõem ao País. “As insígnias que hoje receberam devem incutir, em cada um de vós, o espírito de responsabilidade e profissionalismo”, exortou, tendo, igualmente, apelado a que se abstenham de actos contrários à lei. A Presidente da AT, Amélia Nakhare, referiu, na sua intervenção, que o acto de atribuição de insígnias ao pessoal paramilitar da instituição decorre de um imperativo legal, sendo que se espera que a moral, a disciplina e o sentido de hierarquia e comando se acentuem dentro das fileiras das Alfândegas, tendo em vista a eficácia e eficiência na prossecução das funções da instituição. Falando à margem da cerimónia, o director Geral das Alândegas, Aly Mallá, mostrou-se satisfeito com o arranque do processo de patenteamento, cuja realização acontece após sucessivos adiamentos. Contudo, referiu que a sua satisfação será total quando todos os funcionários aduaneiros tiverem as respectivas patentes. Refira-se que ainda durante o presente mês, as restantes direcções regionais da AT, nomeadamente centro e norte, irão acolher as primeiras cerimónias de patenteamento. Espera-se que o patenteamento abranja a todos os funcionários até ao fim do ano em curso. Nakhare quer mais contribuições para tornar robusta a economia A presidente da Autoridade Tributária de Moçambique (AT), Amélia Nakhare, reunida, semana passada, com Agentes Económicos da província de Maputo, exortou ao empresariado local a assumir um compromisso sério com o desenvolvimento económico do País, mediante o cumprimento das obrigações fiscais. Nakhare, que considera o sector privado como sendo o catalizador do desenvolvimento do país, referiu que a classe empresarial não deve estar alheia aos desafios da nação, sobretudo numa altura em que a economia se ressente de choques internos e externos. Caracterizado por uma presença massiva de empresários, o encontro tinha em vista uma interacção entre as partes, nomeadamente a AT e os Agentes Económicos, visando a auscultação dos constrangimentos enfrentados e a busca de soluções. Uma das preocupações vincadas pelos Agentes Económicos tem a ver com a necessidade de criação de incentivos fiscais para determinados sectores de actividades, com destaque para o sector da agricultura, como forma de estimular novos investimentos e melhorar a sua competitividade. Grosso modo, as questões ali apresentadas demandam alterações legislativas que, no entender dos Agentes Económicos, são necessárias para a melhoria do ambiente de negócios. Por outro lado, os empresários da província de Maputo pediram maior celeridade no tratamento de processos remetidos à instituição, grande parte dos quais relacionados com pedidos de reembolso do IVA. Reagindo às questões apresentadas, a Presidente da AT mostrou-se preocupada em vê-las ultrapassadas, tendo se comprometido a canalizar as de natureza legislativa aos órgãos competentes.
nacional
Moçambique estreita parcerias com a China Carlos Agostinho do Rosário, Primeiro-ministro, reafirma a necessidade de Moçambique e China reforçarem as sinergias com vista a transformação de recursos naturais que o país dispõe em oportunidades de negócios e aumento da renda.
10 Magazine independente Terça-feira   |  18 de Outubro  2016
nacional
Moçambique pretende alargar o TARV até 90 por cento Francisco Mbofana,  director nacional de Saúde Pública, avança que Moçambique continua determinado a concretizar, até 2020, a meta de 90 por cento das pessoas infectadas com o vírus HIV conhecerem o seu estado serológico e alargar, para o mesmo universo, o acesso ao tratamento anti-retroviral (TARV) em todo o país
Profissionais da educação disseram sim em casamento colectivo, numa cerimônia que foi testemunhada pela esposa do Presidente da República, Isaura Nyusi. O evento que acontece na semana da celebração do dia dos professores é fruto do trabalho, levado acabo pela Associação a Hi Kensene Yehova. Na ocasião, Isaura Nyusi aconselhou aos nubentes á privilegiarem o diálogo em todos os momentos das suas vidas. Foram ao todo vinte e oito casais, entre professores e outros profissionais da educação que contraíram matrimônio em casamento colectivo, numa cerimônia que teve lugar na Folha Verde, no município da Matola. A cerimônia que foi marcada por cânticos e muita alegria, não só dos noivos mas, também, da parte dos que foram testemunhar este acto, os nubentes partilharam um dos momentos importante das suas vidas com o Ministro da educação, Jorge Ferrão e o Embaixador da Palestina, Fayez Abdul Jawal, este último na qualidade de padrinho honorário. Para a esposa do Presidente da República o diálogo é a chave para a solução de qualquer problema, e um dos elementos para se ter um casamento feliz. Aconselhando, deste modo, aos casados de fresco a serem correctos no agir, no falar e no pensar e a tratar o parceiro da forma como gostaria de ser tratado. Para Jawal a união leva para um caminho de firmeza na família, que por sinal é o pilar para a estabilidade social. Questões como respeito mútuo, complementaridade e paciência nas dificuldades que o casal for enfrentar também fizeram parte do seu discurso, acrescentando, de seguida, que estes elementos devem ser o pilar da união. Refira-se que a cerimônia em referência foi promovida pela Associação a Hi Kensene Yehova, em parceria com o governo do Distrito da Matola.
Profissionais da educação disseram sim em casamento colectivo
Urge a massificação da informação sobre programa de protecção social 
A capital do país acolheu, esta segunda-feira (17), o lançamento da semana de protecção social. Aos presentes, o secretário permanente do Ministério de Gênero, Criança e Acção Social, Danilo Momade Bay, disse que, apesar dos importantes progressos alcançados, esta área ainda é totalmente desconhecida pela população moçambicana.
Aida Matsinhe No evento que foi marcado pela primeira vez na história do país, pela feira de ac
ção social e decorreu sobre o lema “Investir na protecção social é investir no capital humano”. Os participantes manifestaram a sua preocupação em relação ao desconhecimento dos programas sociais básicos, reconhecendo, deste modo, que é urgente a massificação das informações referentes aos programas de protecção social básica. Na ocasião, o secretário permanente do Ministério de Gênero, Criança e Acção Social, Danilo Momade Bay avançou que a protecção social básica tem vindo a ganhar uma grande projecção, como resultado do reconhecimento do seu contributo no fortalecimento do capital humano e no desenvolvimento social. Entretanto, segundo a fon
te, apesar dos progressos alcançados, as questões sobre a protecção social ainda são relativamente desconhecidas na generalidade da população moçambicana. Por outro lado, a fonte entende que esta área é entendida por muitas pessoas como uma acção meramente assistencialista e que não promove as capacidades e o envolvimento das pessoas mais vulneráveis.       Falando sobre os ganhos registados, a fonte disse que os programas de protecção social conheceram algum crescimento, pois, actualmente conta-se com cerca de 500.000 agregados familiares em todos os distritos e localidades do país.  E, essa expansão resulta num aumento de cerca de 20.000 agregados familiares beneficiários, comparativamente a 2015. Igualmente, registamos o aumento do acesso aos serviços de saúde e educação. Com o objectivo de reflectir acerca da contribuição e o impacto da proteção social básica na protecção do bem-estar dos cidadãos e no desenvolvimento social do país, a semana será marcada por varias actividades a destacar, visita dos deputados da Assembléia da República aos beneficiários e o seminário que marcará o término das actividades. Para Sergio Falange, secre
tário executivo da plataforma, a esta credita que através deste tipo de iniciativas, protecção social básica, os cidadãos carênciados estarão mais próximos dos serviços sócias básicos. Ainda, na mesma esfera, entende que esta iniciativa preconiza o reforço ao nível do consumo e da residência das camadas pobres e vulneráveis e, é o mecanismo que contribui para o desenvolvimento do capital humano, através da melhoria dos serviços básicos de saúde e educação. Por sua vez, Denise Monteiro representante da Organização Internacional do Trabalho OIT, avançou que todas as pessoas como membros da sociedade devem ter direito a segurança social, de acordo com a declaração universal dos direitos humanos. Por outro lado, é um instrumento de luta contra a pobreza e pode ser usada como ferramenta crítica para a transformação econômica e social do país. “A segurança social básica para alem de melhorar as condições de vida de uma grande camada da população tem o potencial para estimular o consumo interno e contribuir para o desenvolvimento do capital humano e estabilidade política”, aflorou.
“O diploma deve valer pela razão da produtividade e inovação”
A directora Nacional do Ensino Superior, Eugénia Cossa, defendeu que o diploma ou salário decorrente do grau académico que os graduados do ensino superior ostentam, devem valer pela razão da sua produtividade e inovação, em prol do desenvolvimento social e económico de Moçambique. Durante a sexta cerimónia de graduação da Universidade São Tomás de Moçambique (USTM), realizada hás dias, em Maputo, sob o lema “ 11 anos formando líderes do país”. Cossa instou os graduados a levarem avante a tarefa de educar e instruir de forma integral e incluirs todos os Moçambicanos, e não se darem por satisfeitos com o diploma ou salário decorrente do 
grau académico que ostentam. “Não se limitem em servir a terceiros, mas em criar e desenvolver os seus próprios empreendimentos, gerando, desta forma, o emprego e empregabilidade”, disse Cossa. Para Cossa, a graduação da USTM reveste-se de especial simbolismo ao colocar no mercado de emprego um total de 455 técnicos superiores, entre licenciados e mestrados, os quais têm a missão de alavancar resultados tangíveis em todas as frentes onde forem colocados, como forma de honrar o que aprenderam durante os cinco anos de formação. Num outro desenvolvimento, Cossa explicou que a graduação da USTM vai ao encontro do Programa Quinquenal 
do Governo 2015-19 (PQG 2015-19), o qual define como objectivo central “melhorar as condições de vida do povo moçambicano, aumentando o emprego, a competitividade, criando riqueza e gerando um desenvolvimento equilibrado e inclusivo, num ambiente de paz, segurança, harmonia, solidariedade, justiça e coesão entre os Moçambicanos”.
Cossa avançou que “é neste contexto que o Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional (MCTESTP), reafirma o seu compromisso em continuar a promover cursos de graduação e pós-graduação com potencial para responder os desafios presentes e futuros de desenvolvimento nacional”.
18 de Outubro 2016   |   Terça-feira 11 Magazine independente PUBLICIDADE
12 Magazine independente Terça-feira   |  18 de Outubro  2016
english
The migratory flow of people from the countryside to the cities is hindering urban management in Mozambique, warned the Minister of State Administration, Carmelita Namashalua, on Wednesday. Speaking at the opening in Maputo of the First National Urban Forum, attended by mayors of Mozambican municipalities, as well as representatives of private business and civil society, Namashalua said that urbanization had speeded up as a result of the war that raged in Mozambique throughout the 1980s and early 1990s. In a short space of time, the urban population grew by 26 per cent, and the urban administration proved unable to cope with this challenge. “This situation caused a rapid increase in informal settlements, greater pressure on basic services, such as health, water and sanitation, and education, and phenomena such as unemployment and crime emerged”. In addition, Mozambique is highly vulnerable to natural disasters, Namashalua said. Disasters (such as floods and cyclones) are responsible for the loss of around two per cent of gross national product per year. The Minister stressed that municipalities need to improve their infrastructures, in order to reduce the likely damage from disasters, particularly in the light of climate change, which will increase still further the country’s vulnerability. “Urban resilience must be seen as a question that goes beyond controlling the risk of natural disasters”, she said. “We need to think of it as a question of the sustainability of our cities and of all the social, economic and political systems that exist within them. We must promote urban growth that does not involve environmental damage”. AIM
Migration from countryside hinders urban management
Renamo murders child in Muxungue raid A ten year old child died on Friday night during an attack by gunmen of the Mozambican rebel movement Renamo, against the Muxungue administrative post, in the central province of Sofala, according to  report on Radio Mozambique. International day of rural women celebrated Mozambique’s First Lady, Isaura Nyusi, on Saturday urged Mozambican women, particularly those living in the countryside, to devote themselves to selfless work in order to participate in the country’s development. She was speaking in the district of Magude, in Maputo province, at a ceremony marking the International Day of Rural Women.    She recognized the difficulties rural women face in obtaining opportunities to contribute to the economy. These include illiteracy, limited access to financial knowledge, child marriages and the HIV/AIDS epidemic, all of which undermine women’s involvement in development related activities.  Other severe challenges facing women, she added, were the high rate of maternal mortality, domestic violence, and difficulties in obtaining treatment for such diseases as breast and cervical cancer. But Isaura Nyusi was confident that all of these challenges can be met and overcome. “Can all of us together not overcome the obstacles, and put women in their due position?”, she asked. She noted that an estimated 87 per cent of the country’s 13 million women are farmers. But their activities are mostly limited to small to medium sized plots of land. She added that only some 15 per cent of the country’s arable land is currently under cultivation. “There is still much potential to be exploited”, she said, “and so we’re asking for more involvement by women”.   A representative of the Mozambican branch of UN Women was optimistic that, with activities tending to strengthen the presence of women in key development sectors, the sustainable Development Goals (SDGs) for the 2015-2030 period can be achieved. That, however, depended on enhancing the empowerment of women. Maputo Provincial Governor Raimundo Diomba pledged that the government will do all in its power to grant land titles (DUATs) to rural women “so that they are able to produce more”. (AIM) Renamo murders child in Muxungue raid
A ten year old child died on Friday night during an atta
ck by gunmen of the Mozambican rebel movement Rena
mo, against the Muxungue administrative post, in the 
central province of Sofala, according to  report on Radio Mozambique. The child was burnt alive inside his parents’ house, set ablaze by the Renamo raiders. His father was a local state official, the secretary of the Muxungue Fourth Neighbourhood. The father sustained serious injuries – the gunmen shot him as he was trying to escape. The spokesperson for the Sofala provincial police command, Daniel Macuacua, said thE attack took place at about 23.00. The armed group, wearing Renamo uniform, headed straight for the house of the neighbourhood secretary. They set it on fire, and then shot at anyone trying to flee. The defence and security forces are on the ground in Muxungue attempting to locate the murderers, said Macuacua.
Foto: Nilton Cumbe
18 de Outubro 2016   |   Terça-feira 13 Magazine independente Dispute over Beira rubbish collection fee rumbles on Both the ruling Frelimo Party and the opposition Mozambique Democratic Movement (MDM) held press conferences in the central city of Beira on Thursday, claiming that their version of the payment, or non-payment, of money owed to Beira Municipal Council by the publicly-owned electricity company, EDM, was correct. The two parties had almost come to blows over this issue at an extraordinary meeting of the Beira Municipal Assembly on Monday, held to approve an amended budget for 2016 submitted by the Beira Municipal Council. The Council argued that expenditure had to be cut because Beira had not received money from the central government’s Municipal Compensation Fund, and because the publicly owned electricity company, EDM, had also not transferred the money it owes the municipality. EDM collects the garbage removal fee, which is added to the monthly electricity bill of each household. But, according to the Council, since December 2015 this money has not been deposited in the municipal coffers.  However, the Frelimo group in the Assembly claimed that it had evidence that EDM had paid the money owing – but failed to distribute this supposed proof to other Assembly members. After a rowdy debate, the MDM majority in the Assembly passed the amended budget. On Thursday, according to a report in Friday’s issue of the independent daily “O Pais”, Council spokesperson Francisco Majoi showed reporters correspondence between the Council and EDM. On 14 September, the Council had written to EDM asking that it transfer urgently the money from the rubbish collection fee for the months of January to September. Six days later, EDM replied and apologized for not sending the money. It claimed there had been an error in indicating the bank account for the transfers, and promised to regularize the matter soon. As far as the Council was concerned, EDM’s apology was clear evidence that it had received no money from the company. But at the Frelimo press conference, the party’s first secretary in Beira, Lino Massinguine, claimed Frelimo had EDM documents proving that the money had been sent regularly to an account in the country’s second largest commercial bank, the BCI, in the name of “Beira Municipal Council, Department of Finance”. The documents list a series of municipalities, including Beira, to which EDM has made payments, month by month, reaching a total for Beira of around 13 million meticais (about 169,000 US dollars, at current exchange rates). “Here’s the documentary evidence”, declared Massinguine. “When we understood that the main question at the extraordinary session was amending the budget, and that this was based on EDM’s supposed failure to channel the money from the garbage fee to the Council since January, we went to the company and obtained data proving that the money had been sent, including the amount for September, which was transferred on 7 October”. Massinguine said that during the Assembly session “we tried unsuccessfully to prove our version, but we were verbally and physically assaulted by the MDM group. They’re trying to hide something. The money was transferred”. The Council, however, said the account mentioned in the documents shown by Frelimo does not exist. Not only did the Council have no knowledge of any account in the name of “Beira Municipal Council: Finance Department”, but neither did the BCI.  The correct Council account is held in the Bank of Mozambique (the central bank does not normally have commercial bank functions, but it does hold accounts of state and municipal bodies).  “We think that the attitude of EDM is very strange”, said Majoi. “Since we signed the contract about the rubbish collection fee with EDM about ten years ago, it has been depositing the money in a Bank of Mozambique account. We don’t know why it changed this procedure in January without informing us”. But the money has now been deposited in the correct account. Majoi said that, at about 15.00 on Wednesday, EDM notified the Council that, on 7 October, it had deposited rather more than 15 million meticais in the Council’s Bank of Mozambique account. In that case, reporters asked, why had the Council insisted on amending the budget? The Assembly session was on Monday, 10 October, by which time the money had been sitting in the correct account for three days. Majoi’s excuse was that, by the time of the Assembly meeting, “The Municipal Assembly had not been notified of this transfer. We only had the letter of apology sent to the Council by EDM”. This is an admission that, before asking the Assembly to amend the budget, the Council did not bother to check how much money was in its bank account. (AIM)
UNLOCK  BISMILA O MEMBRO DA HERBAL TRADICIONAL MEDICINA ESTA AQUI HOJE
QUALE O PROBLEMA? 1. Potência sexual para homens 2. Ejaculação precoce 3. Fraca ereção 4. Alargamento de pénis 5. Rápida venda de propriedade ou bem 6. Controle de stress 7. Promoção no trabalho 8. Aumento salarial 9. Mulheres que querem bebe 10. Encontrar novo amor 11. Trata matéria de divórcio legal 12. Trata pessoa que sofrem de pressão alta e baixa 13. Trata diabetes 14. Doença de pele 15. Controlaras traições do seu parceiro 16. Melhora rapidez de aprendizagem na escola 17. Trata de problemas de coração, cérebro, ventre e fraqueza 18. Trata STDs, HIV, sifilis
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O MEMBRO DA HERBALTRADICIONAL MEDICINA ESTA AQUI HOJE
QUAL E O PROBLEMA? 1. Trata políticos para garantir que vençam 2. Traz de volta seu amor perdido 3. Devolve a sorte perdida 4. Traz de volta emprego perdido 5. Protege seu caso amoroso ou casamento 6. Fala com seus espíritos antepassados 7. Tira mau espirito da sua vida e sua casa 8. Trata vários tipos de doenças incuráveis( HIV, Tuberculose, Paralisia) 9. Trata problemas de falta de ereção do pénis e ejaculação precoce 10. Especialista em tratar homens e mulheres que não fazem filhos 11. Devolve os bens roubados 12. Trata de problemas do seu lar 13. Trata de homens e mulheres que estão presos na garrafa 14. Faz vomitar remédios dados aos seus familiares e amigos 15. Elimina seus inimigos do seu caminho 16. Faz esquecer tuas dívidas
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UNLOCK  BISMILA
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16 Magazine independente Terça-feira   |  18 de Outubro  2016
centrais
A empresa francesa CGG  assinou um contracto com o Instituto Nacional de Petróleo (INP) de Moçambique para a recolha de dados científicos em três zonas, duas das quais marítimas, Rovuma e Zambeze, informou a empresa em comunicado. O contracto inclui a obtenção de dados sísmicos em duas dimensões na zona do Rovuma, em três dimensões na zona do Zambeze e de gravitacionais e magnéticos na zona terrestre no sul de Moçambique. A primeira zona abrange uma área de 6550 quilómetros quadrados e a segunda 40 mil quilómetros quadrados, não tendo a empresa disponibilizado informação relativamente à área da terceira zona. Este programa de obtenção de dados sísmicos, gravitacionais e magnéticos visa recolher informação geológica daqueles três regiões a fim de fornecer às empresas petrolíferas um conhecimento aprofundado sobre o potencial existente em Moçambique. Entretanto, o grupo sul-africano Sasol anunciou ter concluído o primeiro programa de recolha de dados sísmicos em três dimensões em terra, que abrangeu uma área de 115 quilómetros quadrados no campo de Inhassoro, ao abrigo do contracto que assinou com o governo de Moçambique. O vice-presidente da Sasol E&P International, John Sichinga, disse que a obtenção dos dados sísmicos vai permitir à empresa perceber melhor a estrutura dos depósitos de petróleo existentes na região e acrescentou que embora os resultados pareçam promissores “é ainda muito cedo para entrar em grandes pormenores.” Macauhub
Moçambique contracta recolha de dados sísmicos em duas e três dimensões
 Moçambique reconquista confiança dos parceiros de cooperação  Oldemiro Baloi, Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, disse que Moçambique está a recuperar a confiança de vários países depois do sucesso do encontro entre o Governo e o Fundo Monetário Internacional, na sequência da dívida pública. Desordem na Massinga denuncia inércia das autoridades
Abandono e degradação dos principais mercados, ausência de parque de estacionamento e demora na construção de infra-estruturas básicas são desafios que questionam o trabalho dos passados oito anos em que a Vila municipal de Massinga foi elevada a categoria de autarquia. Em resposta a estes desafios, o edil daquela Vila, Clemente Boca,  reconhece que ainda são enormes os problemas e reclama a falta de colaboração dos munícipes na gestão de mercados e transportes.
Nelson Mucandze Igual a vários outros municípios, em Massinga é possível deparar-se com alguns fenómenos que pelo tempo em que esta vila foi elevada a categoria de autarquia já deviam ter sido sanados nomeadamente, estradas sem asfalto, proliferação dos vendedores informais em lugares impróprios, falta de terminais para transportadores de passageiros, lixo, o que coloca a nu o extenso desafio das autoridades municipais. Para não falar de falta de 
prestação de serviços básicos, como água, energia e transporte. À nossa chegada no mercado da vila, foi com murmúrios que a dona Amina Manuel reagiu à presença da nossa equipa de reportagem, quando este tentava estacionar a sua viatura no mercado da vila, reclamando que estava a fechar a sua mercadoria. “Quando estacionam aqui irei perder clientes, porque o carro está fechar as minhas ‘esteiras’ (mercadoria) ”, denunciou o incómodo, para antes mesmo de nos pronunciar reconhecer “que infelizmente, temos que compartilhar o pequeno espaço que as autoridades nos dão”. Ao aperceber-se que tratava-se de uma equipa de jornalistas, viu nisso uma oportunidade para apresentar o seu desagrado pelos gestores do mercado: “este é o nosso dia-a-dia, estava na outra margem e me tiraram para vir ficar ao lado da loja, amanhã posso ser retirada. Em 2014 prometeram estruturar o nosso mercado, mais até aqui nada. O que eu quero é que me deixam num lugar seguro, onde não seja retirada”. À entrada do mercado da Vila Municipal de Massinga, estes problemas saltam à vista: munícipes partilhando espaço com viaturas, passeios entregues aos vendedores informais e falta de transportes. Aliás, segundo as próprias autoridades se “tivessem chegado a um 
mês antes teriam constatado o pior, porque ao longo da N1 estava cheio de vendedores ambulantes”, disseram. É esta a desordem que também caracteriza o mercado central, construído nos tempos do colono, mas que hoje se encontra degradado e aos poucos, abandonado. “Não sei o que se passa com o nosso município”, disse a Fátima Sulemane, representante dos vendedores do mercado central, para depois acrescentar que o mercado está degradado e as pessoas estão a abandona-lo para venderem do lado de fora, ao longo da N1, disputando espaço com viaturas que, por vezes, andam a grande velocidade. Ussumane Mumad Daut, junta-se às vozes críticas, e vai longe ao afirmar que no tempo em que era gerido pelo distrito há coisas que melhoravam, mas agora que foi elevada a vila municipal o sistema não é activo e nem participativo. “Temos um problema sério de falta de estradas e para o município reabilitar leva anos para o fazer”, disse Daut, apontando a estrada de Sporting até a pista, um troço de 300 metros que a meses o município simulou uma reabilitação, como um exemplo concreto. “Só estragou e depois as obras pararam, os carros passam mal, não temos nenhuma informação do porquê disso, as obras pararam e não sabemos se ainda vão continuar”, recla
mou, para depois prosseguir que “eu acho que o presidente do município e o administrador não trabalham em conexão”. Passados oito anos de governação municipal, o ordenamento territorial sempre constitui prioridade, desde o princípio, mas o problema do mercado continua á vista: “Nem o administrador e nem o edil se mostram coagidos com este problema”, disse Daut, homem de 55 anos, que carrega memórias tristes do destino dado a vila. “Diversas vezes em que estivemos reunidos com o edil, pedimos para que sejam retirada as pessoas que vendem nas estradas, por estas correrem perigo. O mercado que herdamos do colono está degradado e não está a ser reabilitado, fez-se um pequeno alpendre no mercado para a venda de hortículas, uma coisa que nem é casa mãe espera”, afirmou aquele munícipe. O problema se estende até ao sector de transportes, segundo apuramos, a terminal também é um bicho-de-sete-cabeças, seja para locais ou para transportadores inter-provinciais. a terminal dos transportadores locais está em frente de um estabelecimento comercial privado, o que deixa os clientes daquela loja chinesa sem espaço para estacionar as suas viaturas. Em 2012, ouve tentativa de se retirar os transportadores de passageiros para a antiga pista, hoje vazia, mas estes viram-se sem clientes a ponto de promoverem uma agitação. Nas palavras de Alfeu Cavalane, um outro munícipe interpelado com a nossa equipe de reportagem, o município está, sim, a desenvolver. Isto porque os munícipes estão a fazer a parte deles, e o município faz a sua. Mas falta um trabalho desenvolvido em coordenação. “Se olharmos somente para aquilo que é o trabalho da edilidade, vamos afirmar que não está tudo bem”, disse. Cavalane olha a gestão municipal a partir do trabalho prestado pelos seus funcionários. “Eu tenho documentos que remeti em 2013 para a legalização do meu terreno de habitação, mas até aqui não fui respondido e sempre dizem volta amanhã. Até chegam ao 
Vista Parcial do Mercado Central
Fotos: Nilton Cumbe
18 de Outubro 2016   |   Terça-feira 17 Magazine independente
ponto de dizer que perdemos os seus documentos, mete novamente outro. Isto aconteceu comigo”. Mais adiante, diz que o seu “apelo é que os funcionários públicos tenham a consciência sobre para quem estão a trabalhar”. Nos diversos munícipes interpelados pela nossa reportagem, houve, também, unanimidade em relação aos problemas de falta de vias de acesso, de emprego, enfrentando também a existência de bairros desordenados e de acesso limitado a água potável e energia.
Urbanização, serviços básicos e infra-estruturas Nas palavras de Clemente Boca, Presidente do Conselho 
Municipal da Vida de Massinga, desde o princípio, o seu trabalho consistiu em três pilares fundamentais, nos serviços básicos, infra-estrutura e por fim a área social. “Temos consciência de que uma cidade se constrói com o ordenamento territorial e esta foi a nossa primeira aposta”, disse, completando que logo no princípio do primeiro mandato foi elaborado o plano de estrutura de toda a área municipal, seguido do plano de pormenores de alguns bairros. Questionado sobre os problemas apurados pela nossa reportagem no terreno, Boca, respondeu que “estamos atrasados na abertura de vias de acesso e este atraso também tem os seus motivos”, a lei moçambicana preconiza a justa indemnização pelas benfeitorias existentes em áreas ocupadas pela autoridade pú
blicas. “Delimitamos as ruas, parcelamos os talhões, mas no meio daquilo que é a plataforma da rua estão lá muitos coqueiros e cajueiros. Inicialmente os munícipes aceitavam que o município destruísse aquelas árvores sem nenhuma compensação, mas com o tempo começam a exigir”, explicou aquele edil. Clarificando que a ocupação espontânea e desordenada do espaço urbano tem consequências futuras muito desastrosas, porque num futuro muito próximo, no lugar de se falar de ocupação ordenada, poderá se falar de reassentamento: “O reassentamento é mais oneroso porque é preciso transportar famílias, indemnizar e identifi
car novas áreas, então foi sempre nossa aposta a questão de ordenamento territorial como forma de assegurar uma ocupação ordenada e construção de infra-estruturas seguras. É isso que nos deu vantagem”. Fora a questão das vias de acesso que não “conseguimos abrir na totalidade. O processo de ordenamento territorial está num bom caminho, mas não em todos os bairros, porque preferimos partir do centro da Vila para a periferia. Os bairros periféricos ainda não se beneficiarem deste processo”, identificou. Questionado sobre a desordem no mercado, Clemente Boca respondeu que a área dos mercados é mais sensível, uma vez a economia moçambicana, em geral, é uma área de prestação de serviços onde dominam os mercados. “O que está difícil em Massin
ga é que todos querem vender a mesma coisa, se todos querem vender a mesma coisa significa que todos querem onde acham que os seus produtos podem ser aceites”, justifica, acrescentando que “onde é uma rota ou terminal, é onde todos vão se concentrar para vender”. Boca, diz que “são problemas que estamos conscientes, mas não queremos sair a atirar balas de borracha para ninguém, mas queremos resolver isso de forma pacífica”. Segundo explicou, em 2009, o seu programa deu prioridade a mercados periféricos, com o objectivo de descongestionar o centro da vila, os munícipes vieram acorrer pedindo espaços, mas com o tempo foram abandonando as bancas e voltaram um por um ao centro da Vila. “E nós pensamos que isso não precisa de violência. Então devolvemos os transportadores semi-colectivos de passageiros para o local habitual, e algumas rotas ficaram no mercado central e na praça da Vila. Se você entra aqui (mercado da vila) de facto, não há espaço para nada, se você vai ao mercado central também não há espaço para nada, mas se você vai ao mercado de 7 de Setembro irá ver espaço. Construímos alpendres, sanitários públicos impecáveis e todas as melhores coisas que o município construiu estão naquele mercado, mas ninguém está lá”. Relativamente ao espaço inapropriado, onde os transportadores semi-colectivos de passageiros descarregam e carregam os seus passageiros, o edil responde que “os próprios donos da loja decidiram que é bom que os carros terminassem no recinto deles, para constituírem atracão de clientes. A permanência dos veículos dos transportadores é da vontade deles”.
Houve erro de procedimento Como antes referido, o troço dos 300 metros, uma estrada descrito pelos munícipes como sendo a principal rua que liga os moradores residentes no bairro de Kondzi, é um problema que divide as autoridades municipais com os seus eleitores. Passados três meses de entrada de escavadores que moveram a arreia, bloqueando a passagem das viaturas, os munícipes dizem não ter conhecimento do que está acontecer. A este respeito, o edil disse que houve erro de procedimentos, mas dentro desta semana as obras irão recomeçar. “Internamente não temos nenhum técnico habilitado para esta área de estrada, e pedimos assessoria a Administração Nacional de Estradas (ANE), delegação de Inhambane”. 
Explicando que sobre aquele troço, “no dia de avaliação de propostas solicitamos a ANE. Então a proposta mais baixa a ANE disse que em função do preço actual do material, este não vai terminar a obra. E como nós tivemos uma experiência amarga, no ano antepassado, por termos dado a um empreiteiro que havia apresentado um preço muito baixo e começou as obras e depois sem dizer nada desmobilizou o equipamento e foi-se embora, não quisemos repetir a essa experiência. E neste caso fomos obrigados a correr para o segundo empreiteiro”. “Digo erro do procedimento porque nós não temos um técnico capaz de fazer avaliações nesta área, e se calhar aquele técnico da ANE não estava a mentir. E o segundo erro foi de deixar o primeiro e ir sem fundamentar para a ANE a nível central, sem fundamentar o porquê. E quem está distante fica com dúvida. A obra vai continuar na próxima semana”. Há muita falta de emprego no Estado, mas no sector privado Massinga não tem problemas… Convidado a fazer uma radiografia dos seus oitos anos de governação municipal na prestação dos serviços básicos, Clemente Boca, disse que já cumpriu 61 porcento do seu manifesto eleitoral, neste segundo mandato. No sector de energia, o município começou com 1352 ligações domiciliárias e hoje a rede se expandiu para aproximadamente seis mil famílias, o que significa que na vila de Massinga, que actualmente conta com dez mil famílias, 40 porcento das famílias não tem energia, e nas mesmas zonas ainda nem existe planos de pormenores. No abastecimento de água, 
aquele edil explica que optou por apostar na parceria pública - privadas, o que fez com que os próprios munícipes transformassem esses desafios em oportunidade. No total, são cerca de 15 operadores que trabalham no sector de água, dos cerca de 700 famílias que tinham a água canalizada em 2009, agora está-se na ordem de sete mil famílias com água canalizada. Faltando 30 porcento para cobrir, a água. Boca justifica que não é possível a água chegar onde não há energia. Apontando para a construção de escolas, abertura de algumas vias de acesso e algumas infra-estruturas, como a construção da morgue e salas de aula, Boca, ignorando os apelos dos munícipes, disse que estes estão a conseguir “auto-comandar-se”. Na área de negócios, indicou a entrada de novos investidores como uma oportunidade que cria espaço de competitividade, porém, “o que nos deixa mais contente é a área das obras”. Estas, segundo explica, para além de assegurar a entrada de receitas, com o pagamento das taxas das licenças concedidas, esta área, é uma grande fonte de emprego, ainda que seja sazonal. E normalmente são 150 a 200 licenças emitidas por ano, e cada obra emprega sempre algumas pessoas. “Nós não olhamos a parte individual de alguém que está a mudar o seu nível social, mas os benefícios sociais que este tem”, disse, completando que há muita falta de emprego para quem quer trabalhar no sector público, mas para quem quer trabalhar no sector privado, Massinga não tem problemas graves de emprego.
Clemente Boca, Edil de Massinga
Ussumane Daut, Transportador
18 Magazine independente Terça-feira   |  18 de Outubro  2016
nacional
Formação de professores não deve ser guiada pela falta de emprego Jorge Ferrão, ministro da Educação e Desenvolvimento Humano, avança que a formação de professores deve ser acompanhada pelo aperfeiçoamento dos métodos de selecção e avaliação dos aspirantes a professores. Entendendo que o ingresso na carreira deve ser norteada pelo talento e aptidão, e não pela falta de emprego
A Associação Internacional de Estudantes em Ciências Económicas e Empresariais – AIESEC formou e capacitou, nestes sete anos de existência em Moçambique, mais de 1.000 membros para o mercado de trabalho nacional e internacional. Esta revelação foi feita neste sábado, 15 de Outubro, por Edwina Ferro, presidente desta associação, à margem da gala que visava proporcionar, aos parceiros, uma oportunidade de interagir com os membros da AIESEC, um evento inserido na Conferência Nacional de Capacitação do Capital Humano. Fazendo o balanço das actividades realizadas ao longo dos sete anos da AIESEC no País, Edwina Ferro destacou o programa de estágios, que já beneficiou 500 estudantes moçambicanos e estrangeiros. Segundo a presidente da AIESEC, “foram ao todo 500 oportunidades de intercâmbio e estágios internacionais que criámos para estudantes moçambicanos no exterior e do estrangeiro dentro do nosso País”. “Sobre os resultados desta iniciativa em particular, devo afirmar que enquanto uns encontram-se a trabalhar em grandes empresas e de renome nacional e internacional, outros conseguiram levar avante o espírito empreendedor estimulado por este programa”, explicou. Mas apesar de fazer um balanço positivo e repleto de realizações, Edwina Ferro falou também de desafios que se impõem a esta agremiação para os próximos anos, destacando a necessidade de tornar mais abrangentes as oportunidades que são dadas aos seus membros. “Pretendemos expandir a associação para as restantes províncias do País, na medida em que estamos representados apenas em Maputo, Gaza, Sofala e Nampula, para desta forma continuarmos a oferecer mais oportunidades práticas que tornam os jovens moçambicanos diferentes perante o mercado de trabalho”, manifestou. Importa realçar que em sete anos de existência em Moçambique, a AIESEC conta actualmente com 35 parceiros, 15 dos quais apoiam directamente o organismo e os restantes através da oferta de estágios para os membros desta associação. 
AIESEC capacitou mais de 1.000 membros
Distrito de Larde aposta na abertura de mais furos de água
Melhorar o abastecimento de água e garantir a segurança alimentar figura como um dos desafios do recém criado Distrito de Larde, que conta com dois postos administrativos, segundo o Administrador Bruge Rupia, em entrevista exclusiva ao  MAGAZINE Independente. Alfredo Langa  Larde é um distrito novo. Como é que foi fundar praticamente um distrito e quais foram os principais desafios? Primeiramente Larde antes de passar a Distrito, era um posto administrativo. Fui praticamente a primeira pessoa a chegar. Não havia directores de serviços. Comecei a receber os directores, arranjei forma de os alojar e enquadrar. Foi um desafio grande no que diz respeito a infra-estruturas e recursos humanos, até agora, nos deparamos com estes problemas. Uma vez que, temos falta de funcionários nas áreas da agricultura, saúde e educa
ção. Mas acredito que o facto de ter sido elevado a categoria de distrito vai galvanizar a exploração dos recursos naturais locais, parte dos quais a sua exploracao já está em curso, nomeadamente as areias pesadas de Topuito e será possível resolver outros problemas do distrito.
Quando é que entrou em funcionamento o Distrito de Larde e qual é a actual situação administrativa?     O Posto Administractivo de Larde foi elevada a categoria de distrito em 2013 e entrou em funcionamente em 2014. Ao nível de adminitração contamos com 21 funcionários. Significa que ainda existe um grande desafio. O governo do distrito está a fazer algumas actividades para mudar o senário actual apesar da crise financeira. Neste momento temos o quadro de pessoal e já foi aprovado e com o respectivo concurso público lançado. São alguns passos e logo que tivermos os fundos vamos admitir mais quadros para responder as exigências do Distrito de Larde. Estamos num processo e, de forma gradual, a criar condições indispensáveis para a acomodação dos serviços e respec
tivos titulares, nomeadamente da residência do administrador, do secretário permanente distrital e dos directores de serviços locais de actividades económicas, mulher, saúde e acção social, educação juventude e tecnologia, infra-estruturas e planeamento, comandante da Polícia da República de Moçambique, e não só.
Concretamente, quais são as dificuldade enfrentadas? Como distrito é claro que temos muitas dificuldades em termos de prestação de serviços, facto que constitui enorme oportunidade para o sector empresarial. Larde, num futuro muito breve, vai precisar de muito dinamismo do empresariado para explorar o enorme potencial existente no Distrito. Na área de turismo, nas belas praias do rio Larde com águas salgadas, onde abundam variedades de pescado sobretudo crustáceos como caranguejo, camarão, lagosta, lulas, polvo, entre outras, para abastecer o sector hoteleiro e não só.
Para além das belas praias quais são as atrações turisticas? O Distrito de Larde conta com ilhas nomeadamente Injovo, Carrea e Quirupe onde se pode desenvolver empreendimentos 
para turismo de alto padrão no domínio da hotelaria, restauração e cultural visto que existem áreas de conservação marinha que muitos turistas, sobretudo estrangeiros procuram desfrutar. Mas é preciso dizer que o desafio é enorme uma vez que devemos melhorar as vias de acesso que não se encontram em boas condições. O turismo ainda não é favoravel acreditamos que no futuro poderá haver melhorias. 
Larde é uma zona costeira e o comércio formal quase que não se faz sentir. Porque? É uma realidade. No distrito existem estabelecimentos espalhados que se encontram encerrados. Mas temos notado uma melhoria com a aberturas de alguns estabelicimentos. Com mais investimento ao Distrito o negocio pode crescer porque muitos agentes enconimicos podem encontrar oportunidades parav fazer negócios.
O que se pode dizer da rede escolar e sanitária do Distrito? A rede sanitária, neste exato momento, é constituída por dois centros com maternidade localizados em Larde e Topuito.enquanto no que se refere a rede escolar o distrito oferece 
Bruge Rupia
18 de Outubro 2016   |   Terça-feira 19 Magazine independente
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39 escolas dos quais uma secundária do primeiro e segundo ciclo e uma técnico-profissional. Em termos percentuais, qual é o nível de abastecimento de água em Larde? O abastecimento de água no Distrito de Larde é um grande desafio. Estamos abaixo dos 30% de abastecimento de água no distrito. Acreditamos que vamos subir. Lançou-se uma primeira pedra para a construção do sistema de abastecimento de água na sede do distrito e vamos abrir 20 furos de água para as comunidades. O sistema vai abranger 20 mil habitantes. Só para se ter uma ideia, actualmente o distrito oferece 124 fontes de água e a nossa meta como governo distrital é criar cerca de 275 fontes de água. Na zona sede do distrito não temos boa água, mas na de expansão temos boa água. É, prioridade do governo distrital melhorar significadamente o abastecimento de água no distrito.        
Quais são os sectores prioritários traçados pelo Distrito? Neste momento é a educação e a saúde. Vamos e estamos a crira condições de admitir mais quadros de forma gradual e fazer alguma mobilidade para outros sectores.
Qual é o ponto de situação  no que diz respeito a segurança alimentar? -No nosso Distrito de Larde a situação da segurança alimentar era muito crítica. No presente ano os nosso produtores estão a apostar muito na agricultura. Nós temos défice em cereais em cerca de 3 mil toneladas. Temos excedentes de cerca de 68 mil toneladas de tubérculos, estamos a referir a mandioca. Isso significa que compensamos com isso o défice de cereais. Neste momento, podemos dizer que a nossa segurança alimentar está assegurada, enão podemos não precisar de comidas vinda dos  outros distritos. O distrito oferece muito arroz e madioca.
O sector das pescas requer melhorias  
Muitos pescadores estão a fugir para outros cantos, porque? - O sector da pesca artesanal estava adormecido, devido, principalmente, a falta de estabelecimentos que possam garantir a disponibilidade dos materiais de pesca. Os operadores com pujança financeira podem sair da pesca artesanal para um modelo comercial que possa contar com sistemas de conservação e unidades de processamento em terra, uma vez que Larde está ligado a rede nacional de energia eléctrica desde Junho de 2010. Lagoas de Maganha, Cerema, Ninte, Carroa assim como em Incurro, Iriata e Mpaia existem recursos pesqueiros que são capturados em moldes artesanais. As espécies marinhas capturadas são comercializadas localmente, assim como nos distritos circunvizinhos, dado que o seu consumo é de alguma forma considerável. Temos a situção de alguns pescadores que saem para Beira para fazerem lá  esta assuas actividades. O governo distrital está a trabalhar para melhorar o ambiente no sector da pesca artesanal. A pesca é uma das fontes de produção alimentar e de geração de rendimentos de muitas familias no distrito. 
 -Qual é o impacto da extração de areias pesadas no Distrito? -A localidade de Topuito, onde se localiza o empreendimento de extracção e processamento de areias pesadas desenvolvido pela mineradora irlandesa Kenmare, pertence ao Distrito de Larde. Não podemos negar que há vantagens em vários domínios, com destaque para o económico e social. As pessoas estão a melhorar  as suas condições de vida. Temos jovens a trabalhar na Kenmare e a construir bonitas e melhoradas casas. Em algumas comuidades os serviços básicos estão a melhorar.
Anúncio de Concurso Concurso Limitado Nº107/OE/UGEA/MISAU/2016 1. O Ministério da Saúde convida as empresas interessadas a apresentarem propostas fechadas, para Contratação de serviços de manutenção de telefones e extensões telefónicas do Edifício Central do Ministério da Saúde e Instituições Subordinadas.
2. Os concorrentes interessados poderão obter mais informações, examinar os Documentos do Concurso ou levantá-los no endereço indicado no número 4 deste anúncio pela importância não reembolsável de 1.500,00 MT (Mil e quinhentos meticais), para cada conjunto. O pagamento deverá ser em depósito directo no BCI Fomento (conta: MISAU-DAG-JUROS E CADERNOS DE ENCARGOS Nº 10.22.9427.10.001).
3. O concurso é restrito a pessoas singulares, micro, pequenas e médias empresas inscritas no Cadastro Único referido no artigo 41 do Regulamento de Contratação de Empreitadas de Obras Públicas, Fornecimento de Bens e Prestação de Serviços ao Estado, aprovado pelo Decreto nº 05/2016 de 08 de Março.
4. O período de validade das propostas deverá ser de 90 dias. 
5. As propostas deverão ser entregues no endereço abaixo até 10.00 horas do dia 02/11/2016 e serão abertas em sessão pública no mesmo endereço, às 10:30 minutos do dia 02/11/16 na presença dos Concorrentes que desejarem comparecer.
Ministério da Saúde Unidade Gestora Executora das Aquisições Av. Eduardo Mondlane no 1008, Rés de Chão. Maputo – Moçambique
6. O Concurso será regido pelo Regulamento de Contratação de Empreitadas de Obras Públicas, Fornecimento de Bens e Prestação de Serviços ao Estado, aprovado pelo Decreto n.º 05/2016, de 08 de Março.
A Autoridade Competente
Ilegivel
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA SAÚDE UNIDADE GESTORA EXECUTORA DAS AQUISIÇÕES
O Secretário Executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA), Carlos Lopes, anunciou sábado último, em Lomé, capital Togolesa, durante a Cimeira dos Chefe de Estado e governo  sobre a segurança marítima, o abandono do cargo que vem ocupando a 4 anos.
Elísio Muchanga, em Lomé O anúncio formal da demissão de Carlos Lopes do cargo, de Secretário Executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, mereceu uma moção por parte dos Chefes de Estado e de governo, presentes na cimeira que, de forma unânime, elogiaram o excelente trabalho levado a cabo por Carlos Lopes a frente da comissão durante os quatro anos.  Ao MAGAZINE, Carlos Lopes disse deixar o cargo com 
a sensação de dever cumprido durante os quatro anos, porém, não abandona a agenda africana, apenas irá contribuir de uma outra forma, pois, segundo ele, não é necessário que se tenha que contribuir porque se está num posto, mas porque se tem uma palavra e esta pode se passar de varias formas. “Eu achei que tinha que sair com o meu pé, com o meu rit
mo e com a minha decisão”, disse Lopes ao MAGAZINE, momento depois de fazer o anúncio formal de abandono do cargo.  “A moção que os Chefes de Estados e governo anunciaram mostra que há um reconhecimento do trabalho que eu e a minha equipa levamos a cabo neste período, acho que hoje em dia se há uma organização considerada uma casa de pen
samentos alternativos sobre o continente Africano, é a que estive a dirigir durante os quatro anos e isso foi o que projectei quando assumi o cargo e o objectivo foi alcançado. Lopes justifica ainda o abandono do cargo pelo facto de querer ter mais liberdade de fazer escolhas e decidir sobre o seu futuro por si e não sobre pressão. De 56 anos, Lopes é economista e natural de Guine Bissau; assumiu o cargo de Secretário Executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África em Setembro de 2012, e foi director executivo do Instituto das Nações Unidas para treinamento e pesquisa  (UNITAR), já serviu a Organização das Nações Unidas como Director de Assuntos Políticos (2005 a 2007) no escritório executivo do Secretário-Geral da ONU e Director do Sistema Staff College Nações Unidas (Março de 2007 a Agosto de 2012). Lopes é um dos defensores de que o aumento previsto das taxas de juros norte-americanas, as taxas negativas do Banco Central Europeu ou o Brexit são um dos problemas externos que afectam a economia africana que continua sem ter os meios para intervir. O economista defende, também, que o clima internacional não é muito favorável para África e essas são as razões para o abrandamento do crescimento dos últimos dois anos no continente.
20 Magazine independente Terça-feira   |  18 de Outubro  2016
internacional
Alguns especialistas sugerem que o sucessor de Ban Ki-moon nomeie uma das candidatas que concorreram consigo, mas António Guterres ainda não pensou em nomes. António Guterres ainda não sabe o que vai mudar na sua vida, mas já fez saber que irá nomear uma mulher para secretária-geral adjunta. O novo secretário-geral da ONU – que venceu uma corrida onde o perfil favorito apontava para uma escolha feminina -, disse semana finda que é sua “firme intenção que seja uma mulher” a desempenhar o cargo de adjunta. Guterres falava esta quinta-feira na cerimónia de aclamação da sua nomeação para secretário-geral, cargo que assumirá a 1 de Janeiro de 2017. Vários especialistas sugeriram que Guterres escolha uma das candidatas que participaram na eleição, mas o antigo primeiro-ministro português esclareceu que ainda não tem nenhum nome. Guterres confessou também que ainda não ponderou “a sério” sobre tudo o que irá mudar na sua vida, mas antecipa a “perda de liberdade”.  “É um dos aspectos que diria menos agradáveis desta função. Pelos vistos, será ainda pior do que era quando estava no Governo [português]. Apesar de tudo, o nosso sistema de segurança é muito eficaz, mas muito leve, o [nível] de ameaça é pequeno”, comentou, em declarações aos jornalistas. Essa mudança foi visível logo na cerimónia desta quinta-feira, na sede das Nações Unidas. Guterres chegou com o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, e pelo embaixador de Portugal junto da ONU, Álvaro Mendonça e Moura. À saída, já aclamado pela Assembleia-Geral, Guterres foi acompanhado por um corpo de segurança pessoal, como exige o regulamento da organização. “Uma das situações mais desagradáveis a que terei de me habituar”, desabafou o anterior alto-comissário para os Refugiados. Público.pt
Guterres terá uma mulher como secretária-geral adjunta
Carlos Lopes anuncia demissão do cargo nas Nações Unidas 
Presidência nigeriana confirma libertação de 21 alunas raptadas em Chibok Vinte e uma das mais de 200 alunas raptadas em Chibok, no nordeste por islamistas do Boko Haram, foram libertadas e entregues ao Governo, confirmou a Presidência nigeriana. 
Congo promete pôr fim a violências em Pool 
 O primeiro-ministro congolês, Clément Mouamba, prometeu, há dias em Brazzaville, tirar da dolorosa situação no distrito de Pool, no sul do país. “O Congo, uma vez de mais, sairá desta dolorosa situação”, declarou Mouamba, quando discursava em homenagem a 18 vítimas das 21 pessoas massacradas por ex-milícias Ninjas de Frederick Bitsamou “Pasteur Ntumi”. Diante do chefe de Estado, Denis Sassou Nguesso, o primeiro-ministro considerou que “estamos unidos e determinados a combater todas 
as veleidades de quebra da unidade nacional e da paz social”. Sublinhou que o Congo está de luto porque compatriotas tombaram devido à intolerância política, à uma leitura arrogante e falsa da vida democrática do nosso país. Sublinhou que as vítimas é a prova do verdadeiro projecto de sociedade dos  terroristas em Pool, 18 caixões onde estão deitados,  para a eternidade, compatriotas inocentes. Os restantes três corpos sem vida da triste epopeia ter
rorista ainda não estão identificados, lamentou Mouamba. Segundo ele,  distribuir a morte, como maneira de expressão política, é uma fraqueza da democracia, portanto uma fraqueza da República. Enfatizou que a força pública do Congo tem meios para vencer Ntumi, a sua milícia e os seus suplentes. Ntumi deve brevemente prestar contas ao povo congolês sobre os sofrimentos que ele lhe inflige, incluindo os massacres de Setembro negro”, frisou o primeiro-ministro congolês
18 de Outubro 2016   |   Terça-feira 21 Magazine independente Adoptada carta africana sobre segurança e protecção marítima
Mais de 40 países africanos, reunidos em Lomé, Togo, a pedido da União Africana (UA), adoptaram uma norma vinculativa sobre a segurança marítima, para coordenar as acções contra a pirataria e o tráfico de drogas, armas e seres humanos.
Elísio Muchanga, em Lomé A carta africana sobre segurança e protecção marítima é um instrumento que irá servir de guia para os Estados-membros da União Africana, garantindo a paz, segurança e estabilidade marítima e fazer do espaço marítimo africano o suporte principal de um desenvolvimento económico perene e apto para o combate a diferentes tipos de crimes que ocorrem no mar. Segundo Denis Sassou Nguesso, Presidente congolense a quem coube a responsabilidade de anunciar a adopção do documento regulatório, a carta fará parte da estratégia africana integrada para os mares e oceanos em 2050 (adoptada em 2012) e servirá para marcar o caminho de novas iniciativas e novas acções. “O documento aprovado compromete os Estados da UA que o assinaram a proteger o seu meio ambiente, a prevenir 
e reprimir a criminalidade nos mares, assim como o tráfico de seres humanos, de armas e de drogas” declarou. Por seu turno, o Presidente em exercício da União Africana, Idriss Déby, a adopção da carta pelos Estados membros da União Africana deve ser vista como um compromisso assumido por cada Estado membro, na questão da protecção dos mares e oceanos que a cada dia têm enfrentado novos tipos de ameaças, em particular, novas formas de pirataria marítima que colocam aos países africano, o desafio de terem uma única abordagem nas questões de protecção marítima. “O desejo manifestado por todos nós, em teremos este instrumento legal devera, também, se traduzir na nossa determinação de tornar este instrumento aplicável e operacional ,através da sua ratificação”, disse Idriss Deby
De acordo com Deby, que falava durante a conferência dos Chefes de Estado e governos da União Africana sobre a segurança marítima, 38 Estados Africanos são costeiros, e os recursos neles existentes constituem a fonte para o desenvolvimento da economia azul pretendida pela União Africana, facto que tem sido minado com o surgimento de novos crimes no mar, com particular destaque a pirataria Para o Chefe daquele Estado da União Africana a África não só deve procurar proteger os seus mares e oceanos mas, também, deve procurar modernizar o sector marítimo para que este, possa contribuir para o desenvolvimento sustentável do continente Este avançou que a pirataria marítima moderna não presta muita atenção à nacionalidade do navio atacado, em 2013, mais de 51 ataques foram registados no golfo da Guiné. As 
implicações económicas, de segurança e de estratégia da pirataria e do tráfico de droga são incontestáveis. “Esse fenómeno exige uma resposta global que compreende um quadro jurídico particular, meios de vigilância e de intervenção assim como organismos de coordenação sub-regionais” referiu o estadista. A Presidente da Comissão Africana, Nkosazana Dlamini-Zuma, disse, no entanto, que a carta, ora adoptada, tem algumas saliências, ela não foca no desenvolvimento como tal, mas em assuntos intrinsecamente ligados a defesa.  Para o Chefe de Estado do Togo, Faure Gnassingbé, a única opção para África é ter uma abordagem única e coordenada na protecção dos mares e oceanos e criar mecanismo de seguimentos eficazes de adopção desta estratégia. Dando a conhecer algumas estatísticas do Togo, o Chefe do Estado frisou que, oito ataques foram registados de 2011 a 2013, dos quais sete abortados, segundo estatísticas da marinha togolesa. Desde 2013, não foi registado nenhum acto de pirataria, devido ao aumento de segurança nas águas togolesas. Essa situação levou a um aumento do número de navios togoleses. Estima-se que mais de dois mil e 423 navios frequentaram as águas togolesas de Janeiro a Julho de 2016. Dados disponibilizados 
pelas Nações Unidas sobre o combate as drogas e crimes revela que o custo do crime transnacional é de cerca de 1,000 biliões de euros por ano, o que representa a 1,5 porcento do PIB mundial. Os dados revelam ainda que 40 porcento da pesca ilegal na costa africana representa para o continente, uma perda de 370 milhões de dólares por ano. A carta ora adoptada pela União Africana, em substituição do código de conduta de Yaounde sobre a prevenção e repressão dos actos de pirataria e assaltos à mão armada a embarcações, assinada por 24 Estados Africanos em 2013 foi ratificada por 31 Estados membros da União Africana, com excepção de Moçambique e outros Estados da União Africana. Angola, Cabo verde e São Tomé e Príncipe são os únicos países dos PALOPS que, ratificaram a carta, no entanto, para além dos 31 Estados que já ratificaram a carta adoptada, para que esta tenha um valor vinculativo tem que ser ratificada por pelo menos 50 Estados Africanos. Por outro lado, Angola foi o único país da SADC que ratificou a carta adoptada em Lomé. O nosso País, que não ratificou o documento, esteve representado na cimeira por Manuel Gonçalves, embaixador de Moçambique junto da União Africana. Deputados a favor da saída do Burundi do Tribunal Penal Internacional A Câmara baixa do Parlamento do Burundi aprovou, semana finda, em Bujumbura, por maioria, a saída do país do Tribunal Penal Internacional, na sequência do início de uma investigação por parte das Nações Unidas sobre violação dos Direitos humanos em território burundês, confirmaram fontes parlamentares. De acordo com as mesmas fontes, dez dos 110 deputados presentes, 94 votaram a favor, 14 abstiveram-se e dois pronunciaram-se contra. O documento tem que ser agora aprovado pelo Senado, antes de ser promulgado pelo presidente Pierre Nkurunziza. Na semana passada, o Burundi manifestou a sua intenção de abandonar o TPI e denunciou um tipo de manobra (da comunidade internacional) que pretende prejudicar o país, numa clara lusão a abertura recente de uma pesquisa da ONU sobre abusos dos Direitos humanos desde Abril de 2015. A esse respeito, o primeiro vice-presidente burundês, Gaston Sindimwo, declarou a uma agência noticiosa francesa, que o TPI é um meio político utilizado pela comunidade internacional para oprimir os países africanos. O Conselho dos Direitos Humanos da ONU anunciou, a 30 de Setembro, o início da investigação visando 12 personalidades do governo burundês, entre as quais o número dois do poder, o general Alain-Guillaume Bunyoni, suspeito de estar implicado na prática de crimes.
22 Magazine independente Terça-feira   |  18 de Outubro  2016
nacional
Macamo advoga inclusão de mais actores na busca da paz Elísio Macamo, académico moçambicano, advoga a necessidade de o país realizar uma conferência nacional para a discussão da paz e do ordenamento político, através da inclusão de mais actores sociais.
A ZDS – Zambeze Delta Safaris realizou com sucesso, há dias, a nova colocação de colares de rastreio, em quatro elefantes e num elande, para estudo dos movimentos migratórios destas espécies da fauna bravia. Todo e qualquer movimento daqueles animais serão registados via satélite pela África Wildlife Tracking, sediada em Pretória, na África do Sul e monitorados, sem quaisquer custos, pela ANAC - Agência Nacional de Áreas de Conservação. A primeira vez que a ZDS realizou este tipo de operação foi há cinco anos. Na altura, foram colocados cinco colares de rastreio em igual número de búfalos, numa operação promovida pela UEM/Museu de História Natural. A ZDS iniciou actividades em 1994, na Coutada 11, na Província de Sofala, em situação de ruína total, com apenas algumas centenas de animais. Através de programas para a protecção e gestão sustentável da fauna bravia, actualmente a população animal é de cerca de 25 mil animais de 30 espécies diferentes e existem cerca de 100 mil hectares de florestas intocadas. O objecto principal da ZDS é a realização de safaris de caça, mas a empresa desenvolve importantes programas de preservação animal. No ano passado, as patrulhas da empresa interceptaram 66 caçadores furtivos na zona da Coutada 11, munidos de 140 armadilhas e 1.180 laços. A ZDS realiza por via aérea inventários na reserva e Tandos de Marromeu. As estatísticas mostram um crescimento da população de búfalos no Complexo de Marromeu de 2.500 animais em 1994 para 20.235 em 2014. “Estes resultados significam um notável caso de sucesso na conservação da natureza a nível mundial, fruto de uma efectiva parceria público/privada/comunidades” – disse Pacheco Faria, Director da ZDS. 
Movimentos migratórios da fauna bravia em estudo
Violência contra rapariga preocupa sociedade civil O país celebrou no passado dia 11 de Outubro, o dia internacional da rapariga. As celebrações deste ano, tiveram lugar numa altura caracterizada por insegurança e incerteza, devido a violência, acesso limitado aos serviços básicos, e desrespeito dos direitos fundamentais da rapariga, segundo avançou o Fórum da Sociedade Civil para os direitos da Criança (ROSC).
Aida Matsinhe Ser mulher, sobretudo rapariga, ainda é um desafio, num país que tem na criança e na rapariga, a sua principal riqueza. Refere a ROSC para quem a rapariga vive hoje, momentos inseguros e de incerteza, caracterizados por violência, acesso limitado aos serviços básicos, e desrespeito dos seus direitos pelo facto de ser simplesmente rapariga. Mais adiante a fonte avança que os desafios para a rapariga começam em casa, quando a família não a deixa estudar, brincar e gozar dos seus direitos como menina. Na escola, quando ela tem a oportunidade de ter acesso, ela é vista, em algumas comunidades, como alguém que não tem o direito de evoluir na educação. No caminho de casa para a escola, ou mesmo em casa, ela está sujeita a uma série de perigos, incluindo violência física e psicológica. Entretanto, segundo a mesma fonte, hoje apesar dos problemas que minam o empoderamento da mulher, há cada vez mais raparigas, no meio rural e urbano, conscientes sobre os seus direitos e do valor da educação para as suas vidas, e, também, cresce a consciência dos pais em relação aos direitos da rapariga. Como prova disso, segundo dados do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, de 2003 a esta parte, 
registou-se um crescimento considerável no que diz respeito ao número de ingresso das raparigas no primeiro ciclo do ensino secundário, ou seja, em 2003 a presença das meninas no ensino secundário era de 40.1 porcento e em 2015 passou para 48.1 porcento. No que diz respeito a violência contra a rapariga, os dados divulgados, no ano passado, pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), referem que 22% de raparigas, em Moçambique, entre 15 e 19 anos sofrem de violência física. Por sua vez, Isaura Nyusi, esposa do Presidente da República, na sua mensagem avançou que apesar dos esforços conjugados, com vista ao bem-estar da rapariga, no país ainda ocorrem situações indesejáveis, tais como o trabalho infantil, os casamentos prematuros e abuso sexual de menores, esta última é a causa principal das gravidezes precoces e outros males que fazem com que a rapariga entre os 10 e 14 anos de idade, passe mais que 50 porcento do seu tempo ocupada com trabalhos domésticos, sacrifi
cando assim a oportunidade de usufruir da aprendizagem, do crescimento ou simplesmente gozar a sua infância, perpetuando o estereótipo de género de geração em geração. Para a Primeira-dama a correcção ou quebra deste ciclo de discriminação e violência dos direitos da rapariga, requer uma intervenção multissectorial activa e coordenada, de todos os intervenientes, governo, sociedade no geral e a todos os níveis. Por sua vez, a Coligação Moçambicana para a Eliminação dos Casamentos Prematuros, denominada CECAP, primeiro renovou o seu compromisso na promoção e protecção dos direitos de todas as raparigas moçambicanas, principalmente aquelas que se encontram em situação de vulnerabilidade e cujos direitos não são realizados, devido às diversas formas de violência e privações de que são vítimas. Para a fonte este é um momento importante e de reflexão para toda a sociedade, num contexto em que ao ní
vel mundial, 15 milhões de raparigas são, todos os anos, forçadas a casar prematuramente, ou seja, antes dos 18 anos de idade. Olhando para Moçambique a fonte avançou que o casamento prematuro apresenta taxas de prevalência bastante elevadas. Segundo o Inquérito Demográfico e de Saúde (IDS) de 2011, 48% de raparigas moçambicanas casa-se antes dos 18 anos e 14% antes dos 15 anos, sendo um dos países com as taxas mais altas do mundo. Por outras palavras, estes dados equivalem a dizer que em Moçambique, uma em duas raparigas é forçada a casar antes da idade dos 18 anos. Para fazer face a este grave problema de desenvolvimento e de violação dos direitos humanos, segundo a fonte, o governo de Moçambique aprovou em Dezembro de 2015 uma estratégia nacional de prevenção e combate aos casamentos prematuros 20162019, entretanto, a efectivação deste desiderato depende do envolvimento de toda nação moçambicana. 
Um dos resultados da violência  se circunscreve em gravidez indesejada
18 de Outubro 2016   |   Terça-feira 23 Magazine independente
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FAO promove uso das leguminosas nutricionais na produção alimentar
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) realizou, na semana finda, na capital do País, um seminário e feira sobre leguminosas em Moçambique, com vista a promover as leguminosas como fonte proteica na produção alimentar e abordar os desafios na comercialização.
Adelina Pinto Segundo o representante da FAO, Castro Camarada o Ano Internacional das Leguminosas (AIL), tem por objectivo sensibilizar a consciência pública para os benefícios nutricionais das leguminosas secas, através da produção alimentar sustentável destinada a garantir a segurança alimentar e nutricional. Para Camarada, o seminário sobre leguminosas em Moçambique visa promover o interesse de leguminosas secas em 
todo o sistema alimentar, bem como os benefícios de fertilização dos solos devido as alterações climáticas e no combate a má nutrição. É necessário sensibilizar os agricultores na importâncias das leguminosas secas na produção alimento sustentável saudável e na sua contribuição para segurança alimentar e nutricional. Por seu turno, a representante da cooperação austríaca, Eva Kohl disse que o seminário vem aumentar a importância de advocacia para o aumento da investigação para a promoção de leguminosas, dado o seu alto valor nutritivo e a importância destas plantas para a saúde mas, também, a sua alta resistência a mudanças climáticas é o factor que lhes constitui uma importante fonte de rendimentos para os pequenos agricultores no sector familiar. Kohl disse que cerca de 70 porcento da população moçambicana vive de agricultura, isso faz com que o sector agrícola seja o maior empregador de pessoas nos sectores formal e informal. O que significa que a agricultura é de extrema importância na economia nacional. Não obs
tante os progressos atingidos, a situação contínua crítica no país, pôs 10 milhões de pessoas ainda vivem em condições de pobreza, devido a insegurança alimentar, baixos rendimentos no sector familiar e a falta de 
emprego. “A Pobreza rural deve-se, sobretudo, ao limitado nível de desenvolvimento no sector de cultivo. Uma vez que a agricultura tem um papel importante para a segurança alimentar para 
a maioria das pessoas que vivem nas zonas rurais. Agricultura é a principal fonte de nutrição e de renda, contudo, Moçambique ainda tem uma elevada taxa de segurança alimentar e de desnutrição crónica”.
24 Magazine independente Terça-feira   |  18 de Outubro  2016
economia
O Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil (BNDES) suspendeu o pagamento de 4,7 mil milhões de dólares relativos a 25 projectos em países estrangeiros, que incluem Angola e Moçambique, anunciou o banco estatal em comunicado. A suspensão do pagamento diz respeito a contractos que foram adjudicados a empresas de engenharia e construção civil, casos da Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, que estão envolvidas no escândalo de corrupção conhecido no Brasil por “Operação Lava Jacto.” Em comunicado divulgado semana finda, o BNDES informou ir passar a adoptar um conjunto de novos procedimentos para as operações de financiamento às exportações brasileiras de bens e serviços de engenharia e construção apoiadas por meio da linha BNDES ExIm Pós-embarque (para comercialização). Tais procedimentos servirão de base para a análise de futuras operações e também para reavaliação da actual carteira de financiamentos, composta de 47 projectos em diversos estágios de tramitação (contratadas, aprovadas, em análise e em consulta), dos quais 25 contratados e com desembolsos suspensos desde Maio deste ano. Depois de divulgar as novas regras para este tipo de financiamento, o BNDES adiantou estar a analisar, caso a caso, cada um dos 47 projectos da actual carteira, que totaliza financiamentos de cerca de 13,5 mil milhões de dólares. O banco estatal informou ainda que os 25 projectos já contratados atingem um montante de 7 mil milhões de dólares, dos quais 2,3 mil milhões de dólares foram já desembolsados, estando ainda por pagar os referidos 4,7 mil milhões de dólares. No caso particular de Moçambique foi suspenso o financiamento para o projecto da barragem de Moamba Major, um empreendimento para o qual estavam destinados 320 milhões de dólares, de um custo total de 466 milhões de dólares. Macauhub
Brasil suspende financiamento de projectos em Angola e Moçambique
Moçambique negoceia com a Vale recomeço do transporte ferroviário O Governo de Moçambique está a negociar com a empresa mineira Vale Moçambique o reinício do transporte de carvão extraído em Moatize, província de Tete, através da linha de caminho-de-ferro do Sena, informou o ministro dos Transportes e Comunicações.
Grupo indiano JSPL retoma extracção de carvão em Moçambique
O grupo indiano Jindal Steel and Power Ltd (JSPL) retomou dia 1 de Outubro a extracção de carvão em Moçambique atendendo ao aumento dos preços do minério nos mercados internacionais, particularmente do carvão de coque, disse o presidente executivo do grupo. Citado pela imprensa indiana, Ravi Uppal afirmou ter a subsidiária JSPL Mozambique Minerais retomado a actividade na mina de Chirodzi, na província de Tete, atendendo ao facto de o preço do carvão de coque ou metalúrgico ter registado desde Agosto passado um aumento de mais de 150%. “O carvão de coque de primeira qualidade rondava 85 dólares a tonelada em Agosto e actualmente está a ser vendido a 215 dólares a tonelada”, disse Ravi Uppal, que acrescentou ir o preço do aço aumentar em consonância, uma vez que o carvão de coque representa um quinto do custo da produção de aço.
O grupo JSPL, que está envolvido em operações mineiras, na produção de aço e de energia eléctrica e na construção civil e que tem estado a vender alguns activos a fim de reduzir o passivo actualmente estimado em 6 mil mi
lhões de dólares, espera que o aumento do preço de venda do carvão de coque ajude a melhorar as contas da actividade mineira no decurso do segundo semestre. As operações na mina de carvão do grupo em Moçambi
que, adquirida em 2011, haviam sido suspensas no início do ano devido à queda continuada do preço do carvão, tanto de coque como térmico, que forçou acções semelhantes por parte de outros grupos mineiros. Macauhub
Moçambique perde milhões de dólares com pesca ilegal Moçambique perde anualmente cerca de 67 milhões de dólares com a pesca ilegal nas suas águas territoriais, afirmou quarta-feira na cidade da Beira o director nacional de operações do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas. Leonid Santana Chimarizane, citado pelo jornal Diário de Moçambique, não divulgou a tonelagem de pescado capturado ilegalmente mas garantiu a ocorrência de incursões não autorizadas nas águas marítimas jurisdicionais. Aquele responsável adiantou que o ministério tem vindo a envidar esforços no sentido de combater a pesca ilegal e garantiu estarem a ser intensificadas as acções de fiscalização “que se espera venham a contribuir para a redução daquela prática.” À margem de um encontro de formação que juntou fiscais de pesca e membros dos Conselhos Comunitários de Pesca, o director nacional de operações do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas informou os presentes terem sido em Setembro surpreendidas dois navios que pescavam sem ilegalmente nas águas territoriais do país. Um outro caso detectado ocorreu em 2015, quando uma embarcação matriculada no Panamá foi detectada quando pescava atum ilegalmente, tendo os armadores tido de pagar uma multa de 65 mil dólares e perdido a favor de Moçambique as artes de pesca. Macauhub
18 de Outubro 2016   |   Terça-feira 25 Magazine independente Filipe Nyusi incentiva operadores a dinamizar turismo nacional
O Presidente da República (PR), Filipe Nyusi, instou os operadores turísticos a apostarem na qualidade com vista a melhorar os indicadores do sector do turismo, que, apesar de representarem um crescimento assinalável em relação aos dos anos anteriores, ainda estão longe de corresponder às potencialidades que Moçambique oferece. De acordo com o estadista, que falava, há dias em Maputo, na abertura da IV edição da Feira Internacional do Turismo “Descubra Moçambique”, a aposta na qualidade deve ser uma característica diferenciadora l, pois só assim é que se poderá assegurar um bom futuro para este sector.
A par da qualidade, que deve estar centrada no atendimento pessoal, serviços públicos e nas infra-estruturas turísticas e de apoio, é necessário, segundo o Presidente da República, que se aposte também no dinamismo empresarial e na sustentabilidade e conservação ambiental. “O sector do turismo gera sinergias com outros sectores económicos, desempenhando o papel de uma excelente ponte entre diversos sectores dada a sua transversalidade”, disse Filipe Nyusi, numa clara alusão à necessidade de uma forte aposta neste sector. “O turismo afigura-se como uma actividade económica estratégica que permite criar empregos, gerar rendimentos e obtenção de impostos, assegurando o uso racional dos recursos naturais esgotáveis”, acrescentou. Em relação à feira, o Presidente da República disse, na ocasião, que a mesma se apresenta como uma incontornável montra de potencialidades tu
rísticas que o nosso País oferece e uma forma de comparar as ofertas de vários provedores de serviços turísticos num único espaço. O Chefe de Estado aproveitou a ocasião para falar do Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Turismo 20162025, que tem como objectivo “transformar Moçambique num destino mais vibrante, dinâmico e exótico de África até 2025”. A Feira Internacional de Turismo conta com a parceria da operadora de telefonia móvel mcel-Moçambique Celular, que associou o seu nome a esta iniciativa por acreditar no papel que este sector pode desempenhar na promoção da imagem do País além-fronteiras. Para Jonas Alberto, representante da mcel, “a feira apresenta-se como uma plataforma que permite aos operadores turísticos, e não só, darem a conhecer ao público os seus estabelecimentos e serviços”. A Feira Internacional de Turismo “Descubra Moçambique” é 
um evento anual que visa divulgar as potencialidades turísticas do País e colocá-lo na rota dos destinos preferenciais do mundo. Organizada pelo Governo moçambicano, através do Ministério da Cultura e Turismo e o Instituto Nacional do Turismo, em parceria com o sector privado, pretende-se que a iniciativa 
sirva igualmente para a promoção da cultura e gastronomia nacionais. Esta edição conta com a participação de cerca de 150 expositores nacionais e estrangeiros, 14 hotéis, 40 agentes de turismo, dois Países (África do Sul e Swazilândia), para além de diversos operadores turísticos.
Indústria nacional exporta rações para países vizinhos
Moçambique exporta, por mês, cerca de quatro mil toneladas de ração para ruminantes, nomeadamente bovinos, caprinos, ovinos, entre outros, produzida pela CIM-Companhia 
Industrial da Matola, cuja capacidade de produção instalada é de 10 mil toneladas mensais. Para garantir o contínuo fornecimento de rações com alto 
patrão de qualidade, aos produtores agro-pecuários, sobretudo avicultores, dos mercados nacional e sul-africano, a divisão Agro-Soluções da CIM lançou, semana finda, em Ma
puto, uma nova marca denominada FEPRO, através da qual a companhia pretende competir nos mercados nacional e regional. A nova marca abrange rações para quase todas as espécies de animais, nomeadamente monogástricos (aves, coelhos, patos e porcos) e ruminantes (bois, ovelhas e cabritos). “A nossa intenção é oferecer produtos e serviços tecnicamente superiores em todos os tipos de rações, para os vários estágios de crescimento dos animais”, assegurou Alfredo Lopes, director-geral da Companhia Industrial da Matola, no decurso da cerimónia de lançamento da nova marca. Para além de rações, conforme realçou Alfredo Lopes, a marca FEPRO oferece serviços de assistência veterinária aos seus clientes farmeiros, como forma de dar suporte ao seu negócio e deste modo promover a produção animal no País. “Vamos, em breve, estabelecer uma parceria estratégica com a MSD, uma instituição internacional que oferece uma ampla variedade de medicamentos e produtos de uso veterinário, para disponibilizar vacinas, pois queremos que a taxa de conversão do pinto do dia para o frango seja feita o 
mais rápido possível”, disse, acrescentando que, para este efeito, a companhia conta com uma equipa interna especializada, composta por veterinários e nutricionistas, que em tempo real faz a formulação da ração de acordo com as necessidades do cliente. No mercado nacional, existe maior procura por rações para monogástricos (aves, coelhos, patos e porcos), especialmente para frangos de corte e galinhas poedeiras, pois a avicultura nacional encontra-se bem estabelecida. Para o chefe dos Serviços Provinciais de Pecuária de Maputo, Danilo Latif, a FEPRO vai acrescer valor na área da avicultura ao nível da província. “O lançamento desta nova marca de rações vai galvanizar, de certa forma, o desenvolvimento do sector ao nível da província de Maputo, e não só”, realçou. Acrescentou existir uma grande procura de insumos avícolas, constituindo as rações um dos constrangimentos nesta área, porque grande parte da matéria-prima utilizada na sua produção tem que ser importada e, neste caso, temos a CIM que produz e alimenta os mercados nacional e sul-africano.
26 Magazine independente Terça-feira   |  18 de Outubro  2016 MagazinadasTexto: Alfredo Langa O Glamour do Fórum de Justiça Económica 
A Casa de Moçambique em Portugal promoveu, recentemente, em Lisboa, com o apoio da União das Cidades Capitães de Língua Portuguesa, UCCLA, e do Alto Comissariado para as Migrações, um debate sobre “Justiça Económica. A abertura do evento coube à Procuradora Geral da Republica Portuguesa, Joana Marques Vidal, do Secretário-Geral da UCCLA, Victor Ramalho, e do Presidente da Casa de Moçambique e embaixador de paz das Nações Unidas, Enoque João. O Secretário-Geral da UCCLA, Victor Ramalho, abordou o tema de justiça económica referindo as alterações que foram feitas, sobretudo, no direito administrativo e processual em Portugal, no domínio do reforço da celeridade dos processos judiciais. O debate decorreu no âmbito do ciclo de debates sobre “A Língua como Bandeira Económica”, promovidos pela Casa de Moçambique, e que se irão prolongar para o ano de 2017, onde serão abordados temas como os direitos humanos, o papel da emigração no contexto económico, linguístico, saúde e educação. O deputado Edson Macuácua, convidado de honra, saúda o Presidente da mesa da Assembleia Geral da Casa de Moçambique em Portugal, Orlando Padua, em Lisboa. O mesmo desertou defendendo que as leis não devem dificultar a dinâmica funcional da sociedade e da economia.
A chefe da bancada do Partido Remano na Assembleia da República de Moçambique e defensora inalienável das ideias do Presidente do Partido Renamo, Afonso Dhlkama, posa com o Secretário-Geral da Uniao das Cidades Capitaes de Língua Portuguesa, Victor Ramalho, de fato preto, num claro bem-vindo ao Fórum justiça Económica. A mesma recebeu das mãos de Enoque João uma lembrança, também, num claro agradecimento em partilhar a sua experiencia. A foto que dispensa comentários, recorrendo ao adágio que diz: “ uma imagem vale por mil palavras”.            Entretanto a Casa de Moçambique em Portugal continua a fazer o seu caminho, promovendo a identidade de um povo um país. Esta missão será sempre de todos, inclusive das diásporas, não só portuguesa.   O Presidente da Casa de Moçambique e embaixador de causas, Enoque João tem vindo paulatinamente a incutir um novo processo, mas essencialmente humano, sobre o qual temos aprendido muito. A direcção desta instituição está sempre na procura de pessoas que possam ir a busca de convergências Humanas. Esperamos que desfrutem essa ideia e a parceria institucional que temos com Portugal, com entidades, mas, acima de tudo, com as pessoas. Avante… Casa de Moçambique em Portugal
Um aniversário cheio de paz...Que os sentimentos mais puros se concretizem em gestos de bondade,  o amor encontre as portas do teu coração abertas. Que o dia do teu aniversário te traga lembrancas inesquecíveis que contribuam para tua felicidade. Abraços e Feliz Aniversário!
Muitos parabéns Luís Machatine pela passagem de mais um ano de vida. O papai do céu espero que te conceda muitos sucessos e que todos os obstáculos à tua volta sejam atirados para bem longe. Espero, também, que esta data seja vivida por mais 50 anos o suficiente para dizer obrigado Deus pai.
Lika Matola
Luís 
Raúl Domingos
18 de Outubro 2016   |   Terça-feira 27 Magazine independente Aniversariantes
Envie a tua foto e mensagem até às 12 horas de cada quarta-feira, ou contacte Adelina Pinto pelos telemóveis 827870008, 820152830 e 847684840 ou ainda pelos e-mails: adelinap33@gmail.com e jornalmagazineinde@gmail.com
A minha homenagem hoje é dedicada a te pai, a minha alegria é tão grande que quase não cabe dentro do peito. Tu és uma das maiores razões da minha vida, teus conselhos, tuas explicações, são todas de grande importância para mim. Eu bem sei que não tens encontrado somente flores na tua caminhada... Mas graças a Deus estás cheio de força de vontade, fé e esperanças. Neste dia, pai, desejo-te com todo o meu carinho e amor, toda a felicidade que tu mereces nesta vida. Que os teus caminhos se abram para a beleza da vida. 
O tempo passa rápido e, muitas vezes, estamos tão ocupados, vivendo momentos que nos fazem esquecer que do tempo depende o nosso futuro. Viva esta fase maravilhosa da tua vida com inteligência. Procure caminhos novos, lute pelos teus ideais, mostre a tua face de alegria ou de tristeza. Lembre-se sempre que para  conseguires grandes conquistas na vida, deves, sempre, apostares no que for melhor para te. Parabens!
 Pela passagem do teu aniversário. Os teus familiares e amigos enviam para te energias e pensamentos positivos. Há boas vibrações para te, há luz e amor ao teu redor. Aproveite este momento mágico da vida e peça a Deus protecção, peça a Deus para lhe guiar e tomar conta dos teus caminhos, peça a Deus para segurar na tua mão enquanto tu escreve a tua história. Aproveite o dia de hoje, viva-o com entusiasmo, alegria e humildade. Votos da ESJ.
Antonio 
Klaus
Eduardo Conzo
Esta data é muito especial pata te, amigos, família e especialmente para Moçambique, pois, nela recordamos o dia que Deus nos presenteou com o teu nascimento. Nasceste com uma missão, a de ajudar na resolução dos problemas de Moçambique. É deveras lamentável que na altura em que o país precisa de contribuição dos talentosos para a sua pacificação, ninguém te quer por perto, dando a entender que andam fugindo da paz. Use a sua serenidade para eles entenderem que existes e tens algo para contribuir. Parabéns por esta data, ame e sejas feliz.
Inocência 
Feliz aniversário! Que hoje todos os sorrisos se abram para te, que o teu coração seja inundado pela alegria e gratidão pela vida e que as homenagens abundem, pois tu mereces viver um dia muito especial. Celebre junto daqueles que têm o privilégio de desfrutr do teu amor e carinho, e não esqueça nunca de aproveitar cada segundo desta vida, e agradecer por todas as dádivas que a enriquecem.
28 Magazine independente Terça-feira   |  18 de Outubro  2016
cultura
Dany Wambire lança quem manda na selva Quem Manda na Selva, a mais recente obra do escritor beirense Dany Wambire, ilustrada por João Timane, será lançada em Maputo, Matola, Beira e Quelimane, nos dias 20, 22 e 25 de outubro e no dia 2 de novembro, respetivamente. .
O Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM), acolheu, há dias, a inauguração da exposição intitulada “STATUS QUO”, da artista plástica Nelsa Guambe. As telas com abordagem em acrílicos sobre tela com traços rasgados retratam o quotidiano dos moçambicanos. Segundo a artista plástica, Nelsa Guambe, as telas expostas retratam uma lágrima com os olhos secos. É neste clima que Nelsa parte para uma expressão que possui um apetite insaciável, cujo os seus traços, colagens, reciclagens, pinturas e composição alimentam-se de grãos de tristeza que ondulam no ar nos bairros pobres, nos olhos do Nhamtumbo, da Maria, nas bocas famintas. Nyandayeyo é pintado em 25 obras de metal reciclado, estampados em acrílico. Em uníssono. Um grito. A sonoridade da intenção. Para Guambe o espanto a dúvida colectiva, o grito, de se saber, ou a dor exibem-se pela cor e traços conduzidos e representados pela forma de rostos, em metal reciclado e na arena das artes plásticas; uma proposta inesquecível. De acordo com Guambe a arte contemporânea tem a premissa da interacção entre a intenção e o gesto, concretizada não numa exposição mas uma sobredotada explanação/interrogação. A sua abordagem nos acrílicos sobre tela com traços rasgados, (quem sabe rudes como a vida), em tons de incidências cromáticas como “no sofrimento” ou na trilogia “o dilema do peixe” propõe de forma exuberante mas bem definida, as agruras nos quais o seu cosmo se reporta. “Nas multiplicidades de posturas que a sua personalidade possui a extraordinária montra de arte moçambicana contemporânea. E doutra maneira só se pode partilhar a convergência dos temas e formas, nascidos do eco poético criados ao seu redor.Nyandayeyo: Quem escuta este grito? Acudam-me, as coisas como estão”, disse Guambe. 
Nelsa Guambe expõem “STATUS QUO” 
Jovens actuais não sabem aproveitar o conhecimento e a formação
O Conselho Municipal da Cidade de Maputo promoveu, há dias, a feira de livro de Maputo 2016, sob o lema “Livro: espelho da vida”, com vista a proporcionar momento de intercâmbio e de reflexão, contribuindo, deste modo, no processo de formação humana. 
Adelina Pinto Segundo o ministro da Educação e Desenvolvimento Humano, Jorge Ferrão, a feira é o maior espaço de exposição literária do país, assumindo, também, a nobre missão de popularização de conhecimentos como factor importante na educação, cultura e no desenvolvimento dos povos. Para Ferrão o livro, para além de conhecimento, proporciona oportunidade de interacção com parceiros de outros quadrantes do mundo e abre espaço para o desenvolvimento humano, bem como, para a aprendizagem ao longo da vida. “ Uma sociedade que se preocupa com a aquisição constante do conhecimento estará a viabilizar o desenvolvimento, 
gerando os recursos necessários, com vista a melhorar as condições de vida dos integrantes”, avançou. Ainda na mesma esfera, Ferrão disse que nos últimos anos o Ministério tem realizado entre 150 a 250 feiras de livro por ano, com vista a colocar o livro mais próximo do consumidor e dar oportunidade de provar que a bibliografia académica existe e está disponível. “Os jovens actuais não sabem 
aproveitar a formação e conhecimentos, raramente usam essas ferramentas para mudar a qualidade da vida. Temos feito e observado que a sociedade exige de todos nós que façamos das nossas crianças um banco de dados, de modo a memorizar tudo. E que tenham o mesmo conhecimento que tivemos quando éramos jovens”, disse Ferrão. Ferrão lembrou aos participantes que não existe recordação pura do passado. E que o 
passado é sempre reconstruído com os micros e as macros diferenças do presente. Só assim, é que as memórias nacionais podem transformar-se num depósito de formação. “ Acreditamos que as actividades desta natureza, são ferramentas valiosas, pois, proporcionam momento de intercâmbio e de reflexão, que poderá ser importante para os nossos professores, educadores, estudantes, e cidadão em geral”, disse o Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, David Simango. Simango acrescentou que a feira é igualmente o momento de divulgação da literatura moçambicana, nas suas mais variadas formas de actuação, através do olhar de quem escreve e da interpretação de quem lê, permitindo ligar a literatura a outras áreas artísticas e do saber. Durante a feira, de acordo com o edil de Maputo, as universidades terão a oportunidade de receber os escritores nacionais e estrangeiros, que vão proferir palestras em variados temas com o objectivo de enaltecer o conhecimento e trocar experiência, cujo panorama visa contribuir para o crescimento do cidadão. Para o director administrativo do Banco Comercial de Investimento (BCI), Rogério Lam, a responsabilidade social é uma característica marcante do BCI desde a sua fundação. Dos Santos lança “estruturadores do discurso na aula português” 
O académico e escritor Nobre Roque dos Santos lançou, há dias, no Instituto de Camões, na Beira, a sua recente obra intitulada “estruturadores do discurso na aula de português em Moçambique”.   Nobre Roque dos Santos que, igualmente, é reitor Universidade Zambeze, na Beira, aborda na sua obra diferente tipos de problemas relacionados com o processo de ensino e aprendizagem do português nas escolas do país, onde os principais actores são professores e alunos.  Segundo Nobre dos Santos, os “estruturadores do 
discurso na aula de português em Moçambique” tornou possível a sua publicação até chegar às mãos do público diversificado graças ao aturado trabalho de pesquisa realizado nas escolas da Beira, Maputo, entre outras.  Figuras de proa ligadas ao mundo cultural das artes e letras, religiosa, desportiva, política e económica fizeram se em peso no Instituto de Camões para assistir ao lançamento da obra do conceituado académico e escritor Nobre Roque dos Santos, que na sua carreira já publicou 8 livros.   Os direitos autógrafos 
junto do académico e escritor Nobre dos Santos não faltaram para quem estivesse interessado em adquirir o livro no local a preço de 400 meticais e muitos o fizeram para não perder a oportunidade de saborear a novata obra.  Algumas personalidades presentes naquela cerimónia cultural fizeram entender ao Magazine que, nos dias que correm, muitos jovens dão costas ao hábito de leitura por preguiça mental, dando primazia a divertimentos inúteis se não mesmo ao consumo de álcool e de drogas, prejudicando a sua própria saúde.
  “Gostei desta obra e até comprei. Vi também muitos a comprar. Temos que ter a cultura de leitura, porque o saber não ocupa lugar”, disse, por exemplo, Apingar, actor e encenador principal do grupo teatral Chamuarianga, da Beira. “ Sou amante da literatura e de outros géneros. Leio todo tipo de obra, desde romances, contos, fabulas, novelas, ficção entre outros. Já sou homem de idade, mas estou viciado na leitura, por isso vi assistir esta cerimónia”, acrescentou, por seu turno, Augusto Moreira, também ele académico.
Foto: Nilton Cumbe
18 de Outubro 2016   |   Terça-feira 29 Magazine independente
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Maperre quer ver mais jovens a abraçarem a carreira literária 
Depois das dificuldades encontradas aquando do lançamento do seu primeiro livro, intitulado “Lágrimas do Desencanto Cósmico”, Stélio Maperre abraça projecto juvenil com vista a elevar o número de jovens que querem ter na literatura uma profissão e elevar o gosto pela leitura. 
Aida Matsinhe A sua primeira obra intitulada “Lágrimas do Desencanto Cósmico”, que segundo a fonte, o seu parto foi a cesariana, dada a dificuldade encontrada no seu financiamento, despertou a necessidade de criação de uma agremiação juvenil dedicada a ajudar os aspirantes a escritores que desejam abraçar esta área. Nesta agremiação, denominada “Bandeira”, os novos talentos são, na sua maioria, jovens estudantes e finalistas do ensino superior que para além de aprenderem o bê-á-bá da arte de escrever, aprendem estratégias para angariar financiamentos. “Acredito que existem bons escritores que têm as suas obras guardadas em gavetas por falta de financiamentos”, disse Maperre que 
falando das suas experiências como escritor, avançou que o seu gosto pela escrita surge graças ao seu amigo e colega de turma quando frequentava a terceira classe.     “A vontade de escrever surge quando estava a fazer a terceira classe, incentivado por um amigo de infância, 
do bairro da liberdade, e nessa altura, eu escrevia cartas para ele. Mas é na sexta classe que levei a sério essa coisa de escrever, depois deste talento ser descoberto pela minha professora de língua portuguesa ”, explicou. Maperre disse, igualmente, que apesar do seu rico e vas
to repertório literário onde se destacam contos, crónicas, poesias, frases-ditas, recessão – critica, prosa-poesia e fragmentos de uma novela em preparação, a sua inclinação está na poesia, mas, também, aventura-se em prosas. Tem nos seus textos, como personagens, as pessoas com quem 
SAMORA No dia 19 de Outubro de 1986 puseram-te num caixão onde tu não cabias. Os homens como tu não cabem nunca em nenhum caixão. Ricardo Santos 
vive o seu dia-a-dia e nas suas vivências. Apesar dos textos, basearem-se no seu dia-a-dia, Maperre tem como seus ídolos os escritores Mia couto, Edurado Withe, Edurdo Zita, que também tem influenciado bastante nas suas obras. Entretanto, sem revelar as datas e muito menos o título do seu próximo trabalho, o escritor avança que já está a caminho, o seu próximo trabalho, encontrando-se actualmente na fase final, porém, a sua preocupação é onde encontrar o financiamento para garantir que este trabalho chegue ao leitor.
Foto: Nilton Cumbe
30 Magazine independente Terça-feira   |  18 de Outubro  2016
desporto
Klitschko vs Joshua vai mesmo acontecer Não é fácil determinar um campeão mundial de boxe, apenas porque há várias organizações internacionais da modalidade, cada uma a atribuir os seus títulos nas diversas categorias. Dois dos títulos de pesados ficaram recentemente sem dono, depois de Tyson Fury ter abdicado voluntariamente dos cintos atribuídos pela World Boxing Association (WBA) e pela World Boxing Organization (WBO), ele que os havia conquistado num combate contra o súper campeão Wladimir Klitschko. Para além de ter perdido duas oportunidades para defender os títulos contra o ucraniano, Fury ficou, também, sem a sua licença para combater por ter acusado cocaína num controlo antidoping e vai assistir de fora ao combate que está praticamente fechado entre Klitschko e um outro britânico, Anthony Joshua, actual detentor do título de pesados da International Boxing Federation (IBF). Este combate, que pode, também, atribuir os títulos WBA e WBO, já tem local e data marcada: 10 de Dezembro próximo, em Manchester. A acreditar nas palavras de Eddie Hearn, promotor de boxe, o confronto entre o britânico e o ucraniano é um dado praticamente adquirido. “Entre os dois, está tudo certo, mas há algumas coisas que, ainda, não estão no lugar”, disse o promotor à BBC. A agência Press Association diz que um anúncio formal será feito nos próximos dias, frisando que uma das maiores dificuldades no acordo foi a escolha do canal por cabo que irá transmitir o combate nos EUA – Klitschko tem um contrato com a HBO, Joshua com a Showtime. “Sim, tivemos esse problema, mas já está resolvido. É uma questão de termos a papelada em dia”, acrescenta o promotor do combate, que acredita que as organizações que têm os títulos vagos se vão associar a este combate.
Zona sul do País: Arrancou Básquete Show Arrancou, semana finda, a 10ª edição do torneio inter-escolar Básquete Show a nível da zona Sul do País. A prova, que conta com o alto patrocínio da mcel-Moçambique Celular, é disputada por um total de 13 escolas e terá a duração de um mês.. 
Formar técnicos desportivos para desenvolver o desporto nacional
“Há uma necessidade de fechar algumas lacunas na área de desporto e educação física. Queremos formar técnicos capazes de massificar e desenvolver o desporto nos bairros, que organiza e anima eventos desportivos, jovens que possam gerir instalações ou instituições desportivas”, começou por dizer Paulo Saveca, director do único instituto médio de educação física e desporto no país.
Reginaldo Mangue        Em Fevereiro do ano em curso, foi inaugurado, em Maputo, o Instituto Médio de Educação Física e Desporto (IMEDE) localizado no imponente Estádio Nacional de Zimpeto,  visando, segundo o seu director, que possui um mestrado em ciências desportivas, “colmatar o défice que se verifica na componente de  formação de técnicos desportivos 
no país”. Num passado, o Governo moçambicano extinguiu o Instituto Nacional de Educação Física e Desporto (INEF), que graduou em duas décadas mais de 1000 professores de educação física, os quais asseguraram o funcionamento do sistema desportivo, quer como professores, quer como agentes desportivos. Actualmente, o grosso dos professores que leciona a disciplina de educação física no ensino básico foi formado no extinto INEF. Falando ao MAGAZINE Independente, Paulo Saveca, director do IMEDE, fez saber que a concretização de “um sonho” foi possível graças a parceria público-privado com o Ministério da Juventude e Desporto, através do Fundo de Promoção Desportiva que cedeu as melhores instalações desportivas do País, que são “ideais para implementação de uma escola técnica desportiva”. O rosto da única escola técnica desportiva do País, acredita que a mesma vai contribuir para o desenvolvimento do desporto nacional,  pois espera, num espaço de um ano e meio, lançar no mercado desportivo 120 
formandos. “Temos, neste momento, 120 estudantes, os mesmos que iniciaram o ano lectivo 2016”, disse Saveca para, depois, frisar que “para a prossecução dos objectivos traçados, contratámos, através de um concurso público, 16 professores com melhores habilidades na área, todos com formação superior em ciências desportivas”. Nos próximos anos, o IMEDE pretende expandir-se para as cidades da Beira e Nampula porque “todos os fazedores do desporto em Moçambique viram que há uma necessidade de se criar uma escola técnica desportiva”. Para Saveca, há uma premente necessidade de se moldar os gestores desportivos nacionais (treinadores, dirigentes, atletas, etc), através de cursos profissionalizantes desportivos e exemplifica: “veja que a maioria dos actores desportivos trabalha, exclusivamente, por empirismo e outros atletas ficam no desemprego no término da carreira, por falta de formação”, afirmou Saveca que, para se reverter o cenário, propõe aos fazedores do desporto a apostarem seria
mente na formação técnica. O professor do curso de gestão desportiva, nas disciplinas de introdução em economia, gestão de instalações desportivas, contabilidade de seguros, Jeremias Nhaguilunguane defende que o IMEDE beneficia a sociedade e o desporto, em geral, pois a visão do Ministério da Juventude e Desporto, no domínio desportivo, é de “fazer  do desporto uma actividade social de interesse público que contribui para a formação e desenvolvimento integral do Homem, melhoria da sua qualidade de vida e bem-estar individual, coesão social, unidade e factor do catalizador do desenvolvimento nacional e da valorização dos talentos desportivos”,  considerou o professor. “O nosso desporto, no geral, tem falta da componente formação a todos os níveis (treinadores, gestores, atletas) e de um desporto profissionalizante”, anotou Jeremias. O Instituto Médio de Educação Física e Desporto ministra três cursos, nomeadamente Educação Física e Desporto, Treino Desportivo e Gestão Desportiva.
18 de Outubro 2016   |   Terça-feira 31 Magazine independente
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antonio.marques17@hotmail.com ``Longo Alcance`` na R.M. Desporto, 93.1 Maputo, 98.1FM Inhambane, 99.2FM Beira, 88.5 Manica e Tete, 93.6FM Nampula, Domingo das 18.00horas às 19.00horas e em todo o mundo no site: www.radiosonline.sapo.mz Xi! Como é bom estar convosco
Que imbróglio!...
Drifts e Special Stage já tem claros vencedores 
Isabel dos Santos presidente da AG do Petro de Luanda
Os pilotos Zezito Seabra e Cristian Bouché são os vencedores dos Campeonatos de Drifts e Special Stage, ao nível da cidade de Maputo, competições que tiveram o seu termo recentemente no kartódromo do Automóvel & Touring Clube de Moçambique. Segundo apuramos do jornal Noticias, Zezito Seabra se aproveitava da ausência de Zanil Satar, que, à entrada da derradeira prova (quarta), liderava com 105 pontos, Cristian Bouché foi confirmado, em virtude da larga vantagem que levava para a derradeira prova. Zanil Satar faltou à comparência por razões não justificadas, abrindo, desse modo, espaço 
para que Seabra, que dominou a última prova, assaltasse o trono, com 127 pontos. Zanil Satar quedou-se para quinta posição na classificação final, atrás de Mommed Rajá (124 pontos), Farid Cassamo (116) e Shakeel Bacar (107). Mommed Raja e Farid Cassamo foram, respectivamente, terceiro e segundo classificados da última prova, que contou apenas com seis dos oito pilotos inscritos. Enquanto isso, Cristian Bouché nem precisou de competir, sendo que os 105 pontos que detinha foram suficientes para se manter em vantagem em relação aos seus oponentes, nomeadamente Farid Cassamo (64) e Bruno Sousa (62). Aliás, nenhum dos três pilotos, os únicos inscritos na prova, se fez à pista. Salientar que o “Drift” é uma prova de velocidade disputada por eliminatórias. A característica desta prova é que os pilo
tos são alinhados dois a dois e controlam a velocidade sempre com os carros em derrapagem. E pontua o carro que estiver mais atravessado.Já o “Special Stage” consiste em tempo e rapidez. E ganha o piloto que fazer o melhor tempo em circuito, no final de três mangas (voltas). Com a ausência de pilotos de carros, o “Special Stage” limitou-se à prova de motas de duas rodas. Seis pilotos, subdivididos em duas categorias, corporizaram a competição. Na classe dos mais de mil centímetros cúbicos, Falito Novela esteve em destaque à frente de António Manuel e Jordão Mabuie. Na de menos de mil centímetros cúbicos, Alfredo Nhaca foi o melhor entre o trio constituído, também, por Celso Djedje e Gervásio Zezito. Contudo, o título coube a António Manuel, por ser o único inscrito nesta competição envolvendo motas.
A empresária angolana Isabel dos Santos, que lidera a petrolífera estatal Sonangol, assumiu o cargo de presidente da Assembleia-Geral do Petro de Luanda, um dos grandes de Angola, informou, este sábado, 
o clube da capital. De acordo com a nota da direcção do clube de Luanda, patrocinado pela Sonangol, Isabel dos Santos, 43 anos, tomou posse na noite de sexta-feira, juntamente com os restantes 
órgãos eleitos a 17 de Setembro, tendo colocado à direcção a meta de atingir os 100 mil sócios. Fundado em 1980, o Petro de Luanda é um dos mais carismáticos clubes de Angola.
Importante acórdão do Tribunal de Direitos Humanos de Estrasburgo: Sexta-feira 15 de Julho 2016 Estrasburgo, França. - Por unanimidade, o Tribunal líder mundial dos Direitos Humanos estabeleceu textualmente que “não existe o direito ao casamento homossexual” Os 47 juízes dos 47 países do Conselho da Europa, que integram o pleno do Tribunal de Estrasburgo (tribunal mais importante do mundo dos direitos humanos) emitiram uma declaração de grande relevância, que tem sido surpreendentemente silenciada pelo progressismo informativo e sua área de influência. Na verdade, por unanimidade, os 47 juízes aprovaram o acórdão que estabelece que “não existe o direito ao casamento homossexual” A sentença foi baseada num sem número de considerandos filosóficos e antropológicos baseados na ordem natural, senso comum, relatórios científicos e, claro, no direito positivo. Dentro deste último, principalmente, a sentença foi baseada no artigo n ° 12 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos. Dito é equivalente aos artigos dos tratados de direitos humanos, como no caso do 17 do Pacto de San José e No. 23 do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos. Nesta histórica, mas nada divulgada, resolução, o Tribunal decidiu que a noção de família não só contempla “o conceito tradicional de casamento, ou seja, a união de um homem e uma mulher”, mas também que não devem ser impostas a governos a “obrigação de abrir o casamento a pessoas do mesmo sexo”. Quanto ao princípio da não-discriminação, o Tribunal também acrescentou que não existe qualquer discriminação, já que “os Estados são livres de reservar o casamento a apenas casais heterossexuais.” Nós precisamos de divulgar este tipo de notícias, porque vai haver governos que não querem que as pessoas saibam! Leia se faz favor: Sobre este assunto o que me apráz registar é que cada um ou uma, leva  aonde quiser e a mais não é obrigado(a)!...
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UDS fecha as comportas e a “locomotiva ” da Beira fura rumo ao título
O Moçambola vai aquecer nestas duas últimas jornadas. Na realização da antepenúltima jornada o Ferroviário da Beira destronou o União Desportiva de Songo e assumiu a liderança do Moçambola.O Ferroviário da Beira ganhou ao Ferroviário de Nacala, por três bolas sem resposta, enquanto o União Desportiva de Songo perdeu com o Costa do Sol por uma bola.
Alfredo Langa Matematicamente tudo ainda esta em aberto para a conquista do Moçambola, com os reais candidatos ao certema a recair para as formações do União Desportiva de Songo e o Ferroviário da Beira. Por isso, ainda não há campeão, mais sim, temos duas equipas que já desceram de divisão, nomeadamente Desportivo de Niassa e de Maputo. A terceira vaga de descida ainda esta em aberto onde os candidatos são apontados entre as equipas do 1º de Maio de Quelimane e Estrela Vermelha. Uma destas equipas vai descer de divisão. O Chingale de Tete quase que já se safou 
mais ainda tem duas jornadas para pontuar e ficar mais claro na tabela classificativa.      O Ferroviário da Beira deu um passo importante para a conquista do Moçambola, recebeu e derrotou, este domingo, o Ferroviário de Nacala por 3-1, em jogo da 28ª e antepenúltima jornada do Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão (Moçambola). Neste momento os treinados de Aleixo Fumo tornam-se líder na prova com 55 pontos, mais três que o principal rival na corrida à conquista do Moçambola, a União Desportiva do Songo. A formação treinada por Artur Semedo não consegui ter 
um bom resultado fora de casa, perdeu no reduto do Costa do Sol, por uma bola sem resposta. Este resultado não tira o Costa do Sol da rota do Moçambola. Os “canarinhos” fizeram uma época péssima com muita oscilação na tabela classificativa, a brincarem na zona de despromoção.    Está mais claro que o título, nesta edição do Moçambola, vai ficar na Zona Centro. Na próxima jornada temos uma grande final, uma vez que o Ferroviário da Beira e União Desportiva do Songo jogam entre si na próxima e penúltima jornada, na Vila do Songo, no já catalogado de 
“Jogo do Ano”, embora a decisão possa ainda ser adiada para a derradeira ronda. Isto quer dizer se o Ferroviário da Beira ganhar é quase campeão, e se a União Desportiva de Songo ganhar tudo será desfeito na última jornada. O já despromovido Desportivo de Maputo bateu o Ferroviário de Maputo, no Estádio da Machava por uma bola sem resposta. O Maxaquene ganhou a Liga Desportiva de Maputo, no Estádio Nacional do Zimpeto por uma bola sem resposta. O Desportivo de Nacala fica no Moçambola e venceu o clube de Chibuto por duas bolas sem resposta, enquanto 
o Chingale de Tete recebeu e empatou com o ENH. O Ferroviário de Nampula também disse adeus a luta pelo titilo empatou com o 1º de Maio de Quelimane a uma bola. O Estrela Vermelha ganhou o Despromovido Desportivo de Niassa por duas bolas a uma. Segundo apuramos, a Liga Moçambicana de Futebol vai marcar os jogos das duas últimas jornadas para a mesma hora para salvaguardar a verdade desportiva. Entretanto a final da Taça de Moçambique Mcel que encerra a época desportiva em Moçambique foi agendada para 5 de Novembro, no Estádio Nacional do Zimpeto, em Maputo. O jogo será realizado à noite, ou seja, a partir das 18.30 horas, colocando frente a frente Maxaquene e União Desportiva do Songo (UDS). Para chegar a final, o Maxaquene afastou o Ferroviário do Maputo (1-0), depois do empate (0-0) na primeira mão - já a UDS eliminou o Costa do Sol. Classificação: Ferroviário da Beira 55 pontos; União Desportiva de Maputo 52; Clube do Chibuto 47; Liga Desportiva de Maputo 47; Ferroviário de Maputo 45; Ferroviário de Nampula 44; Maxaquene 42; Ferroviário de Nacala 39; Desportivo de Nacala 37; ENH de Vilankulo 36; Costa do Sol 35; Chingale de Tete 33; 1º de Maio de Quelimane 28; Estrela Vermelha 27; Desportivo de Maputo 19; Desportivo do Niassa 13.

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