quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Depreciação do metical agrava prejuízos da Aeroportos de Moçambique em 300%

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Volume de negócios, em 2015, registou um crescimento de 22% comparativamente a 2014
Os resultados da empresa Aeroportos de Moçambique no exercício de 2015 continuaram a ser significativamente afectados pela depreciação do metical face às principais moedas de referência, o que resultou no seguinte: o prejuízo da empresa aumentou dos 751,960,512 meticais registados em 2014 para 3,004,156,883 meticais (aumento em 300%), fortemente ou quase na totalidade influenciados pelas variações cambiais desfavoráveis.
De acordo com o Relatório e Contas da empresa, referente a 2015, e que foi publicado esta semana, o volume de negócios, em 2015 registou um crescimento de 22% comparativamente a 2014. Trata-se de um crescimento “largamente influenciado, pela apreciação do dólar face ao metical dado que as taxas aeronáuticas são indexadas em dólares.
O documento indica ainda que os custos operacionais tiveram um crescimento de 14%, como consequência do crescimento acentuado dos custos com depreciação dos activos tangíveis (40%).
Em termos de resultado financeiro a Empresa registou uma perda de 2,695,269,996 meticais resultante da soma das perdas e ganhos cambiais não realizados até ao final do exercício económico de 2015. O Relatório e Contas da empresa Aeroportos de Moçambique revela que se tratando de perdas não realizadas, esta situação pode vir a reverter-se no futuro, dependendo da evolução do câmbio das moedas de referência.
  
Tráfego aéreo caiu 4.1%
No sector de Transportes e Armazenagem registou-se um crescimento de 4.3%, o desempenho global do sector de transportes foi influenciado pela interrupção durante 30 dias, do tráfego de pessoas e de mercadorias entre as regiões Centro e Norte do país, como consequência do corte, pelas cheias, em Janeiro de 2015, da Estrada Nacional Nº1, em Mocuba, na Zambézia.
O tráfego aéreo de passageiros por companhias nacionais registou uma redução na ordem de 4.1%, tendo sido transportados 756.2 milhões de passageiro-quilómetro contra 788.8 milhões de passageiros transportados em 2014. Explica esta redução, a depreciação do metical, moeda nacional, em relação ao dólar norte-americano que contribuiu para a retracção da procura; o aumento da procura do transporte rodoviário em resultado da expansão e melhoramento da transitabilidade na rede viária, bem como o aumento da frequência de voos de operadores estrangeiros como sejam a Etiopian Airlines, a Turkish Airline, Qatar Airways e Kenya Airways.

Endividamento cresceu 18%
O rácio de endividamento da Aeroportos de Moçambique cresceu 18%, em comparação com 2014. Esta situação resulta dos créditos obtidos junto ao Deutshe Bank, AFD-Agência de Desenvolvimento Francesa, Standard Bank e Moza Banco.
Por outro lado, a liquidez da Empresa caiu em cerca 35 pontos percentuais, sinónimo da deterioração da capacidade da empresa em honrar com os seus compromissos de curto prazo, a partir dos seus activos igualmente de curto prazo.
De referir que no âmbito de exploração de infra-estruturas aeroportuárias, os Aeroportos de Moçambique têm sob sua gestão quatro Aeroportos Internacionais (Maputo, Beira, Nampula e Nacala), sete Aeródromos Principais (Pemba, Tete, Lichinga, Inhambane, Chimoio, Quelimane e Vilankulo), nove Aeródromos Secundários (Angoche, Bilene, Inhaca, Lumbo, Mocímboa da Praia Ponta de Ouro, Costa do Sol, Úlongué, Songo).

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