domingo, 11 de setembro de 2016

HOMENS DA RENAMO BLOQUEIAM CIRCULAÇÃO RODOVIÁRIA NO NIASSA

Cerca de trinta homens armados da Renamo, maior partido da oposição em Moçambique, interditaram hoje a circulação de viaturas no troço Cuamba Marrupa, província nortenha de Niassa, sem provocar quaisquer danos humanos e materiais.
Segundo a Rádio Moçambique (RM), emissora pública, os homens limitaram-se a fazer revistas às viaturas, alegando estarem a procurar de membros das Forças de Defesa e Segurança (FDS). 
Tinham dois homens armados à minha frente. Eles apontaram a arma para mim, por isso, tive que parar. Quando parei me mandaram descer rapidamente do carro e perguntaram-me se vinham, comigo, militares ou polícias, disse Carlos da Conceição, automobilista de transporte semicolectivos.
Perante a situação, explica Carlos da Conceição, eu disse que apenas tinha população. Eles mandaram abrir as portas do carro e confirmam que estava apenas com a população. Depois, mandaram-nos regressar. Ali estavam mais de 30 homens. 
O administrador de Maúa, João Maguimbe, que confirmou o sucedido, disse que um contingente policial foi enviado ao local com vista a manter e ordem e tranquilidades públicas. 
A acção dos guerrilheiros da maior força política da oposição acontece um dia depois de Forças de Defesa e Segurança (FDS) terem desencadeado uma ofensiva no sábado que culminou com a invasão e ocupação do quartel-general da Renamo no distrito de Morrumbala, na província central da Zambézia.

Na segunda-feira, as negociações entre o Governo e a Renamo retomam depois do interregno decretado em Agosto pela segunda vez. As delegações do Governo e da Renamo, em sede do diálogo político, ainda não alcançaram consensos visando restaurar a paz efectiva no país.
Antes de regressarem aos seus países de origem, os mediadores internacionais propuseram a criação de um corredor desmilitarizado, para permitir que possam manter um encontro com Afonso Dhlakama, o líder da Renamo. Para o efeito, o Governo Moçambicano deverá indicar países vizinhos para supervisionar a sua eficácia.
Na vasta gama de assuntos na mesa do diálogo, as partes deverão ainda discutir assuntos relacionados com a despartidarização do Aparelho do Estado, bem como a desmilitarização dos homens armados da Renamo.
ht/le
AIM – 11.09.2016

Comments

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Francisco Moises said in reply to Chuphai...
Caros senhores Chuphai, Frank.
Gosto de ver pontos de vista como os vossos exprimidos duma maneira que me desafiam.
Consta-me que o senhor Chuphai na sua grande analise, exprimiu muitos pontos, dois dos quais eu sempre rebati embora num tom zombador, rindo me das palhaçadas da Frelimo e do Afonso Dhlakama. Digo sempre Afonso Dhlakama, e nao a Renamo, visto que me custa ver a Renamo que legou toda a responsabilidade de como um partido deve operar como uma unidade una e indivisivel com as vozes de todos os seus membros a Afonso Dhlakama que decide de tudo, geralmente em detrimento da Renamo. E os renamistas nao vem nada de errado nisto ou com isto e estao mais do que alegres em tê-lo como o seu lider vitalicio para o inferno.
Nunca se deve menosprezar os terroristas da Frelimo -- burros podem ser mas tem a dadiva de manhas e magias extraordinarias. Para derrota-los seria bom que Deus Vishnu do Hinduismo se reincarnasse num moçambicano de visoes. Dhlakama é Dhlakama e nao passa de Dhlakama. Nao tem visao e lhe falta uma dualidade... muitas vezes faz declaraçoes e contra declaraçoes que fazem pessoas pensantes councluir que ele é um maluco, um homem totalmente enlouquecido. Como é que se pode compreender que um homem cujo direito de viajar foi interrompido com ataques para mata-lo nao tenha a vergonha de chamar tais macacos que tentaram o matar os seus irmaos até previamente a ponto de dizer que nao gostaria de ver o governo do irmao dele Nyusi a cair. Os meus ouvidos entram em choque quando penso que Dhlakama é capaz de dizer isto.
A Frelimo o silenciou e o fez de mudo que é, como o senhor diz, para ela so se fazer ouvir. E mesmo se Dhlakama nao tivesse sido enmurdecido, o que estariamos a ouvir hoje senao que ele estaria a fazer viajens interminaveis, a fazer promessas impossiveis jurando pela alma da sua mae para depois se contradizer. Nisto Dhlakama é o seu proprio inimigo e um grande inimigo da propria Renamo que gosta de ser enganada por ela e de marchar para o inferno com ele e liderada por ele.
Eu nao querro nenhuma guerra para Moçambique e para o povo moçambicano. Mas é a Frelimo que faz a guerra para silenciar as vozes de todos os outros e servir os interesses dos seus lideres. Pessoas fazem a guerra nao porque gostam da guerra. Nao penso que os proprios macacos da Frelimo querem a guerra, mas nao duvidam em se aventurar nela para servirem os seus interesses de ter um Moçambique unipartidario sob a Frelimo -- coisa que sempre foi apesar da façada do chamado multipartidarismo.
Se alguem se aventura numa guerra contra a Frelimo, que a faça para ganhar e derrotar a Frelimo e libertar o povo de Moçambique. Entao eu serei capaz de tentar entender uma tal guerra, mas as pequenas guerras da Renamo sob Afonso Dhlakama sem objectivo e estratégia me fartam, enjoam e adoecem. Que estes homens da Renamo deixem de fazer a guerra se nao querem travar uma guerra para ganhar e derrortar a Frelimo. Basta de guerras de brincadeiras.
Senhor Frank, o senhor tem razao. Os dois lados estao nesta situaçao para prejudicarem o povo de Moçambique.
2
umBhalane said in reply to Chuphai...
Caro Chupai

"...e quando se fala de voz viva que atacaram o quartel general da Renamo, claro que é forma de exibir
porque se a Renamo tem quartel-general é sinal de que a Renamo é poderosa. "

PARABÉNS.
Ontem mesmo estive para comentar, sendo este o ponto essencial - amarrei travão, à espera.
De facto.
Muito obrigado.

FUNGULANI MASSO
LEMBREM BEM
QUEM NÃO LUTA, PERDE SEMPRE

A LUTA É CONTÍNUA
3
Frank said in reply to Chuphai...
"Estamos mal com estes 2 partidos armados"
Sr. Chupai, é uma triste verdade o que diz, e que resume o legado da independência ao fim de 42 anos de pilhagens e guerras fraticidadas inúteis. Os moçambicanos merecem melhor que estes colonos. Infelizmente este é actual cenário da maioria do países africanos.
4
Chuphai said...
Boa analise Sr. Moises – estes ataques (da Frelimo e da Renamo) nas vésperas de mais um diálogo mostram claramente que este diálogo é de mudos e surdos. O mudo não é a Renamo e o surdo é a Frelimo. Posso esclarecer esta análise desta forma:
Desde que Dlakama escapou a morte e encontrando no lugar incerto como sempre, dificilmente é contactável, a Frelimo o fez de mudo, porque andava pelas bandas de Manica, Sofala, Zambézia e Nampula a fazer barulho na governação que nunca chegou de se realizar. Até posso dizer quem criou o mutismo na Renamo foi a Frelimo ao tentar mata-lo. Estando Dlakama e a Renamo mudos a Frelimo sabia que os tiros falariam mais alto como forma de esconder as roubalheiras de Guebuza. Tudo foi bem planificado.
Com Dlakama mudo, a Frelimo e Nyusi colocaram trapos ou algodão nos seus ouvidos para não ouvir nem Dlakama e Renamo, nem a Sociedade civil e outros partidos da oposição não armada, nem o povo que dizem tratar se de seus patrões.
Agora falando deste assalto a base da Renamo, se o porta-voz diz que ainda estão a fazer análise dos estragos, sinal claro que os 8 que dizem terem perdido a vida são da parte dos atacantes e quando se fala de voz viva que atacaram o quartel general da Renamo, claro que é forma de exibir porque se a Renamo tem quartel-general é sinal de que a Renamo é poderosa.
Estamos mal com estes 2 partidos armados. O governo a fazer o terrorismo do estado e a Renamo a fazer ataques sem aquela envergadura, e triste que estes ataques serem feitas onde o povo elegeu esta mesma Renamo. Só vou apoiar esta guerra quando ela estiver nos arredores da cidade de Maputo, no belo horizonte onde estão as quintas dos barões da Frelimo…
5
A vitoria que AIM, orgao de comunicaçao social da Frelimo aqui anuncia nao parece tao grande assim como a reportagem faz estrondear. Lendo entrelinhas, parece-me bem claro que os homens da Renamo ja se tinham retirado, encontrando os homens armados da Frelmo a base deserta. Isto vem bem claro e expresso quando o articulista diz que os rebeldes retiraram-se em debandada. Pelo que nao foi um ataque de surpresa, coisa que a Frelimo nao consegue fazer por nao usar avioes de ataque e helicopteros e comandos especialisados, apesar de a Frelimo ter alguns comandos que foram treinados pelos portugueses para fazer face a guerrilha da Renamo. Em geral, os homens da Renamo sabem de antemao sobre quase todos os movimentos das tropas da Frelimo -- o que lhes permite retirarem-se das suas bases e fazer meboscadas ao homens armados da Frelimo de caminho para s atacar.
Obviamente, nao digo o que digo por simpatia pela Renamo. Muito longe disto. So analiso a informaçao. Nao entretenho uma admiraçao pelas pequenas guerras que Afonso Dhlakama gosta de travar sem interesse, intençao e desejo de desfazer a Frelimo, o que é o pior crime que se possa cometer e o maior favor que a Renamo faz a Frelimo para esta continuar no poder. Nao existe maior irresponsabilidade do que travar guerras sem querer ganha-las, e continuamente sacrificar as vidas dos moçambicanos cada vez que os instinctos de guerra e gula puxam o dirigente maximo da Renamo a fazê-lo.

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